Continuação da série Young Pope ganha primeira foto oficial
A série “The New Pope”, continuação de “The Young Pope”, ganhou sua primeira imagem oficial, que reúne Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e John Malkovich (“Bird Box”). Law retorna como Pio 13, o primeiro papa norte-americano e também o mais jovem da história. O papel de Malkovich não foi divulgado, mas a imagem o revela com roupas do alto clero. Assim como “The Young Pope”, a sequência conta com roteiro e direção do cineasta italiano Paolo Sorrentino (“A Granda Beleza”) e contará com oito episódios de uma hora cada. Ainda não há data para a estreia da série, que no Brasil deve ser exibida pelo canal Fox Premium como “The Young Pope” – apesar de ser uma coprodução dos canais pagos HBO, dos Estados Unidos, e Sky, da Europa.
Paris Filmes suspende comercialização de documentário sobre João de Deus
A distribuidora Paris Filmes anunciou que suspendeu “imediatamente” a comercialização do documentário “João de Deus – O Silêncio É uma Prece” em todas as plataformas digitais. Comunicada na terça-feira (11/12), a decisão foi tomada após a repercussão de diversas denúncias de assédio e abuso sexual contra o médium, cometidos no “hospital espiritual” que ele mantém em Abadiânia, interior goiano. Até o momento, 78 mulheres registraram denúncias contra João de Deus no Ministério Público de Goiás. O filme dirigido por Candé Salles (de “Para Sempre Teu Caio F.”) foi lançado em maio nos cinemas. Ele traz entrevistas com o médium e com seguidores e admiradores, tais como a atriz Cissa Guimarães, que também é narradora da produção. Além disso, mostra imagens das chamadas “cirurgias espirituais”, nas quais João de Deus utiliza utensílios domésticos, como faca de cozinha e tesoura, para realizar cortes e incisões. Além do documentário, um longa de ficção, intitulado “João de Deus – O Filme”, estava em fase de pré-produção. Na semana passada, a empresa Lynxfilm Produções Audiovisuais conseguiu autorização para captar até R$ 4 milhões para sua filmagem, por meio de incentivos fiscais.
Ex-integrante da Cientologia afirma que a seita fez testes para escolher namorada de Tom Cruise
Uma ex-integrante da igreja da Cientologia, Valerie Haney, confirmou rumores de que a seita fez testes para escolher uma namorada para o astro Tom Cruise, que há décadas é adepto da Cientologia. Haney, que pertenceu à igreja por 22 anos até 2016, era parte do Sea Org, um grupo de elite dentro da Cientologia, e trabalhava diretamente com o líder David Miscavige. Em entrevista ao blog The Undergrodun Bunker, ela afirmou que a mulher de Miscavige, Shelly, chefiou a missão de encontrar um par para Cruise em 2004. “Ela achava que aquilo era ridículo. Ela estava apenas fazendo o que Dave pedia. Mas aquilo [os testes] definitivamente aconteceu”, contou Haney. Na imprensa internacional, especula-se que a “vencedora” dos testes foi a atriz Katie Holmes, que se casou com o ator em 2006. Os dois têm uma filha, Suri. Ainda de acordo com Valerie Haney, a relação de Cruise e Miscavige era bem próxima. “Eles se idolatravam”, afirmou. Em 2004, a Cientologia bancou uma grande festa de aniversário para Cruise no cruzeiro da igreja, o Freewinds. “O Sea Org pagou por tudo aquilo. Eles trouxeram chefs do Nobu, eles trouxeram chefs do restaurante preferido de Tom em Paris, pediram lagostas. Foi muito extravagante”. Na mesma época, a amizade de Cruise com Miscavige incomodava inclusive a mulher do líder, Shelly. “Ela perguntava ‘sou só eu?'”, relatou Haney, referindo-se ao estranhamento com o que seria a “obsessão” de Miscavige com o astro de Hollywood. Em resposta à emissora Fox News, a Cientologia declarou que Valerie Haney “está mentindo e inventando histórias”. Vale lembrar que Shelly Miscavige não faz nenhuma aparição pública desde 2007. Em 2013, a atriz Leah Remini, também ex-seguidora da Cientologia, denunciou seu desaparecimento às autoridades, mas a polícia concluiu que a mulher estava bem e que as preocupações de Remini eram infundadas.
Lucas Hedge é traumatizado pela “cura gay” no primeiro trailer legendado de Boy Erased
A Universal divulgou o primeiro trailer legendado de “Boy Erased”, baseado numa história real de trauma causado pela suposta “cura gay” evangélica. Como já virou tradição no Brasil, o filme ganhou um subtítulo para o lançamento nacional, “Uma Verdade Anulada”, que, como também é costume, não deve pegar. Curiosamente, a primeira prévia legendada não é o trailer original do longa, mas uma versão compacta de 1 minuto que serve para divulgar a música tema, “Revelation”, uma balada murmurada por Troye Sivan, ex-teen idol australiano que foi a versão infantil de Wolverine no filme “X-Men Origens: Wolverine”, numa parceria com o músico islandês Jón “Jónsi” Birgisson, da banda Sigor Ros. Enquanto a música triste toca ao fundo, o público perde boa parte da história, que ficou de fora desse vídeo. O trailer original completo (que pode ser visto aqui) mostra melhor como o protagonista é forçado, aos 19 anos de idade, a escolher entre sua sexualidade e sua família aparentemente amorosa, mas religiosa – ou seja, intolerante. Por amar os pais, ele se deixa matricular num grupo de conversão evangélica para se “curar” da homossexualidade e voltar a ser bem-vindo em sua própria casa e no reino de Deus. Mas tudo o que consegue com esta decisão é humilhação e violência. O elenco destaca Lucas Hedge (de “Manchester à Beira-Mar”) como o personagem do título, Nicole Kidman (“Lion”) como sua mãe e Russell Crowe (“A Múmia”) como seu pai pastor, além de Joel Edgerton (“Operação Red Sparrow”) no papel do responsável pelo programa de conversão. Edgerton ainda assina o roteiro e a direção do longa, em seu segundo trabalho na função, após o intenso suspense “O Presente” (2015). Este também é o segundo filme sobre “cura gay” de 2018. Vencedor do Festival de Sundance e lançado em agosto nos Estados Unidos, “O Mau Exemplo de Cameron Post” (The Miseducation of Cameron Post) traz uma perspectiva feminina sobre o tema, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Já “Boy Erased” vai estrear nos cinemas brasileiros em 31 de janeiro, três meses após entrar em circuito comercial nos Estados Unidos.
Após o filme da Igreja Universal, história da Assembleia de Deus também vai parar no cinema
A Paris Entretenimento anunciou nesta quarta (12/9) que produzirá um longa-metragem sobre a história dos suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundadores da igreja Missão da Fé Apostólica no Brasil, que deu origem à Assembleia de Deus. A Paris também lançou, em parceria com a Record, o longa “Nada a Perder” sobre a fundação da Igreja Universal do Reino de Deus por Edir Macedo, que se tornou o filme com mais ingressos vendidos da história do cinema brasileiro. Uma das instituições religiosas mais populares do país, a Assembleia de Deus brasileira foi fundada em 1911 em Belém (PA), um ano após os missionários suecos desembarcarem vindos dos Estados Unidos. Com influência norte-americana, a igreja expandiu-se por meio de seus fiéis pelos estados do Pará, Amazonas e pela região Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população, chegando ao Sudeste no início da década de 1920. Atualmente, a Assembleia estima ter mais de 22,5 milhões de membros no país. Ela também possui templos enormes, modernos e milionários que, vistos de fora, mais parecem shopping centers ou prédios comerciais que igrejas. Segundo a Paris, a pré-produção do longa começa este ano e as filmagens estão previstas para o primeiro semestre de 2019. Elenco e diretor ainda não foram confirmados.
Boy Erased: Lucas Hedge é jovem traumatizado pela “cura gay” em trailer baseado em história real
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Boy Erased”, baseado numa história real de trauma causado pela suposta “cura gay” evangélica. A prévia mostra como o protagonista é forçado, aos 19 anos de idade, a escolher entre sua sexualidade e sua família aparentemente amorosa, mas religiosa – ou seja, intolerante. Amando os pais, ele se deixa matricular num grupo de conversão evangélica para se “curar” da homossexualidade e voltar a ser bem-vindo em sua própria casa e no reino de Deus. Mas tudo o que encontra é humilhação e violência. O elenco destaca Lucas Hedge (de “Manchester à Beira-Mar”) como o personagem do título, Nicole Kidman (“Lion”) como sua mãe e Russell Crowe (“A Múmia”) como seu pai pastor, além de Joel Edgerton (“Operação Red Sparrow”) no papel do responsável pelo programa de conversão. Edgerton ainda assina o roteiro e a direção do longa, em seu segundo trabalho na função, após o intenso suspense “O Presente” (2015). Este também é o segundo filme sobre “cura gay” de 2018. Vencedor do Festival de Sundance, “The Miseducation of Cameron Post” traz uma perspectiva feminina sobre o tema, com lançamento comercial marcado para agosto. “Boy Erased” estreia em 2 de novembro nos Estados Unidos, de olho na temporada de prêmios, mas ainda não tem previsão para o Brasil.
Caio Blat filma pela primeira vez com o filho mais velho
O ator Caio Blat vai contracenar pela primeira vez com seu filho mais velho, Antonio, de 15 anos, no cinema. O ator compartilhou bastidores da produção de título longo e acadêmico, “Paulo de Tarso e a História do Cristianismo Primitivo Segundo o Espiritismo”. Nelas, os dois aparecem juntos e caracterizados para dar vida a personagens no docudrama espírita. O filme marcará a estreia do adolescente na atuação. O projeto é realmente de família, já que a atriz Ana Ariel, ex-mulher de Caio e mãe de Antonio, também participa das filmagens. Ana e Caio foram casados por três anos, entre 2001 e 2004. Após a separação, o ator teve pouco contato com o filho, com quem voltou a falar em março deste ano. Na ocasião, Blat publicou uma foto ao lado de Antonio e escreveu nas redes sociais: “Um cara muito especial tá de volta na minha vida, para minha maior alegria! E acaba de completar 15 anos! Parabéns, Antonio, filhote e amigo. Deus te proteja sempre!” “Paulo de Tarso e a História do Cristianismo Primitivo Segundo o Espiritismo” tem estreia prevista para o segundo semestre.
Chloë Grace Moretz enfrenta “cura gay” em trailer de drama indie que venceu o Festival de Sundance
A produtora indie FilmRise Releasing divulgou fotos e o trailer de “The Miseducation of Cameron Post”, drama vencedor do Festival de Sundance 2018. Estrelado por Chloë Grace Moretz (“Carry, a Estranha”), o longa conta a história de uma jovem adolescente lésbica que é pega beijando a rainha do baile de formatura por sua tia ultra-conservadora, e é enviada, contra sua vontade, para uma espécie de centro de recuperação para jovens gays. O livro de Emily M. Danforth, em que a trama se baseia, é ainda mais chocante porque a garota tem apenas 14 anos – enquanto Moretz já está com 21 na vida real. A história segue com as amizades que ela faz no “campo de concentração light” disfarçado de centro de reeducação, e sua atitude de desafio contra a repressão daquele lugar. Dirigido por Desiree Akhavan (“Appropriate Behavior”), o longa também inclui em seu elenco Sasha Lane (“Docinho da América”), Forrest Goodluck (“O Regresso”), Owen Campbell (“Como Você É”), Melanie Ehrlich (série “The OA”) e os adultos Jennifer Ehle (“Cinquenta Tons de Liberdade”) e John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”) como um ex-gay que virou pastor e dirige o lugar. Não é a primeira vez que uma história do gênero é contada no cinema. Há quase 20 anos, “But I’m A Cheerleader” (1999) foi pioneira em denunciar os centros de “cura gay” dos Estados Unidos, mas era uma comédia. Neste ano, também chegará aos cinemas “Boy Erased”, baseado em fatos reais. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, “The Miseducation of Cameron Post” tem estreia marcada para 3 de agosto nos Estados Unidos. E até agora não possui previsão para o Brasil.
John Malkovich vai estrelar série que continua a história de The Young Pope
John Malkovich entrou para o elenco de “The New Pope”, série da HBO que continua a trama de “The Young Pope”. O ator Jude Law também estará de volta ao elenco, embora não se saiba em qual condição, devido ao final de “The New Pope”. Ainda não há detalhes sobre a trama, além de ser “ambientada nos dias atuais do papado”. Criador da série, o cineasta Paolo Sorrentino voltará a assinar o roteiro – novamente ao lado de Umberto Contarello – e dirigir episódios da produção, que é realizada em parceria entre os canais pagos HBO, dos Estados Unidos, e Sky, da Europa. Curiosamente, apesar disso “The Young Pope” foi exibida no Brasil pelo canal pago Fox. A produção de “The New Pope” deve começar a ser gravada em novembro, na Itália.
Cinebiografia de Allan Kardec começou a ser filmada no Rio com participação de veterano do cinema francês
A cinebiografia de Allan Kardec já começou a ser rodada no Rio. Intitulada “Kardec”, traz Leonardo Medeiros (série “O Mecanismo”) no papel do professor, escritor e tradutor francês considerado o fundador do espiritismo moderno. A direção é de Wagner de Assis, que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas com outro filme espírita, “Nosso lar”, em 2010. E uma das maiores curiosidades da produção é a participação do veterano ator francês Christian Baltauss, de 70 anos, que já trabalhou com alguns dos nomes mais celebrados do cinema, como François Truffaut, com quem fez “O Último Metrô” (1980), e Luis Buñuel, de quem integrou o clássico “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). Baltauss interpreta um morador de rua que tem a vida transformada por Allan Kardec na cinebiografia. Seu personagem se chama General e nunca fala, mas logo se estabelece uma conexão entre eles. “Kardec” tem lançamento previsto para o ano que vem.
Vingadores: Guerra Infinita lidera bilheterias pela terceira semana na América do Norte
“Vingadores: Guerra Infinita” manteve a liderança pela terceira semana consecutiva nas bilheterias da América do Norte. O filme de super-heróis da Marvel segue aumentando sua pilha de dinheiro com mais US$ 61,8M (milhões) arrecadados no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá. Já são US$ 547,8M somados no mercado doméstico, acumulados de forma rápida e relativamente fácil, graças não apenas ao marketing agressivo da produção, mas também a sua localização estratégica no calendário de lançamentos cinematográficos. Durante suas primeiras três semanas em cartaz, não enfrentou praticamente resistência, diante de estreias menores que preencheram poucos cinemas. No mercado internacional, o valor é ainda mais impressionante (veja no próximo post). Nesta semana, foram apenas duas estreias norte-americanas, que renderam muito pouco. “Alma da Festa”, a nova comédia da atriz Melissa McCarthy, abriu em 2º lugar com US$ 18,5M. E este desempenho já sugere que a atriz precisa de um divórcio para salvar sua carreira. Afinal, seu marido insiste em ser roteirista e diretor, tendo como cobaia apenas filmes dela. Este é o terceiro filme dirigido por Ben Falcone. A boa notícia é que a crítica o considerou apenas medíocre (41%), em vez de podre como “Tammy” (24%) e “A Chefa” (22%). A má notícia é que teve a pior abertura dentre os três, mostrando que o público já sabe o que a parceria do casal tem para oferecer. Estreia no Brasil em 30 de agosto, após a janela de vídeo e streaming dos Estados Unidos. A outra estreia, “Breaking In”, abriu em 3º lugar com US$ 16,5M. Suspense genérico que traz Gabrielle Union lutando pela vida numa casa nova, foi recebido com somente 27% de aprovação da crítica e ilustra o que virou a carreira de outro diretor ambicioso: James McTeigue, que abriu sua filmografia com nada menos que “V de Vingança” (2005). A produção é tão ruim que não deve ser exibida nos cinemas brasileiros. Como curiosidade, o Top 10 inclui, pela primeira vez no ano, um documentário. Exibido em apenas 180 salas, “RBG” conseguiu faturar US$ 1,1M e aparecer em 10º lugar. O filme conta a vida, as lutas e as realizações da juíza Ruth Bader Ginsburg, segunda mulher a participar da Suprema Corte dos Estados Unidos – o STF americano. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Vingadores: Guerra Infinita Fim de semana: US$ 61,8M Total EUA e Canadá: US$ 547,8M Total Mundo: US$ 1,6B 2. Alma da Festa Fim de semana: US$ 18,5M Total EUA e Canadá: US$ 18,5M Total Mundo: US$ 21,4M 3. Breaking In Fim de semana: US$ 16,5M Total EUA e Canadá: 16,5M Total Mundo: 17,5M 4. Overboard Fim de semana: US$ 10,1M Total EUA e Canadá: US$ 29,5M Total Mundo: US$ 29,5M 5. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 6,4M Total EUA e Canadá: US$ 169,5M Total Mundo: US$ 269,9M 6. Sexy por Acidente Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 43,8M Total Mundo: US$ 43,8M 7. Rampage Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA e Canadá: US$ 89,7M Total Mundo: US$ 397,1M 8. Tully Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 6,9M Total Mundo: US$ 7,1M 9. Pantera Negra Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 696,1M Total Mundo: US$ 1,3B 10. RBG Fim de semana: US$ 1,1M Total EUA e Canadá: US$ 2M Total Mundo: US$ 2M
CBS oficializa o cancelamento de mais quatro séries
A rede CBS oficializou os cancelamentos das séries estreantes “9JKL”, “Me, Myself & I”, “Living Biblically” e “Wisdom of the Crowd”. Todas já se encontravam virtualmente canceladas, tendo sido retiradas da programação da estação. Metade teve sua exibição interrompida devido à baixa audiência. A outra metade simplesmente exibiu o que tinha em estoque, sem encomendas de capítulos adicionais – os chamados “back nine”, que completam uma temporada integral. Única atração dramática da lista, “Wisdom of the Crowd” tinha a maior audiência, com média de 6,9 milhões de telespectadores e 0,9 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Entretanto, teve contra si um escândalo sexual, após diversas denúncias contra seu astro, Jeremy Piven, por abusos cometidos na época da série “Entourage” (2004–2011), da HBO, trazidos à tona pelo movimento #MeToo. Três mulheres denunciaram comportamento inconveniente do ator. Duas delas afirmaram ter sido agredidas sexualmente quando figuraram em “Entourage”. A mais famosa, Cassidy Freeman (séries “Smallville” e Longmire”), ecoou as acusações em seu Instagram, sem dar maiores detalhes. Criada por Ted Humphrey (roteirista de “The Good Wife”), a série gira em torno de um empresário brilhante do ramo de tecnologia (Piven), que renuncia ao comando de sua empresa bilionária para se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento de um aplicativo de resolução de crimes, na esperança de solucionar o assassinato de sua própria filha. Ou seja, seguia uma fórmula que vem se provando fracassada, em que um milionário decide solucionar os problemas do mundo. Entre as produções recentes que partiram dessa premissa e foram canceladas na 1ª temporada estão “APB”, “Pure Genius” e “Proof”. Dentre as comédias, “9JKL”, vista por cerca de 5,2 milhões de telespectadores por episódio, só perdeu para “Inhumans”, da Marvel, a disputa da pior avaliação da temporada, com apenas 13% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “9JKL” era baseada na vida real do comediante Mark Feuerstein (protagonista da série “Royal Pains”), que criou a série com Dana Klein (criadora de “Friends with Better Lives”). A trama girava em torno de um ator de TV desempregado, que após o divórcio aceita morar de favor num apartamento vazio do prédio de sua família, ao lado dos pais e do irmão casado. A situação acomoda seus problemas financeiros, mas acaba com qualquer vestígio de sua privacidade. O elenco também incluía Linda Lavin (“Um Senhor Estagiário”), Elliott Gould (série “Ray Donovan”), David Walton (série “About a Boy”), Liza Lapira (série “Super Fun Night”) e Matt Murray (série “Kevin from Work”). “Living Biblically” teve o pior desempenho do quarteto, com média de 4,2 milhões de telespectadores, e foi arrancada da programação do canal após a exibição de apenas oito episódios. Criada por Patrick Walsh (roteirista-produtor de “2 Broke Girls”), a série era uma adaptação do livro de não-ficção de AJ Jacobs, em que um homem (Jay R. Ferguson, de “The Real O’Neals”) tentava viver de acordo com os ensinamentos da Bíblia numa cidade grande atual. Por fim, “Me, Myself & I” foi a que durou menos, saindo do ar após seis episódios e média de 4,9 milhões de telespectadores. Idealizada como um sitcom 3-em-1, sua trama era parte nostalgia, parte comédia familiar e parte história de recomeço. Para isso, acompanha a vida de um homem, Alex Riley, durante três fases diferentes de sua vida – a adolescência, a idade adulta e a terceira idade – , apresentadas de forma intercalada a cada episódio. A premissa era novidade na TV aberta americana. Geralmente, as produções do gênero se concentram nas memórias da infância de um narrador, como “Young Sheldon”, lançamento do mesmo canal, mas em “Me, Myself & I” o foco era bem mais abrangente. A prévia mostra uma relação de causa e efeito que perpassava as épocas abordadas, fazendo com que um evento de 1991 fosse relembrado em 2042 – sim, da nostalgia pulava para o futurismo sci-fi. Criada por Dan Kopelman (roteirista de “Malcolm” e “True Jackson”), a série era estrelada por Jack Dylan Grazer (do vindouro “It: A Coisa”), Bobby Moynihan (“Quando em Roma”) e John Larroquette (série “The Librarians”) como as versões jovem, adulta e idosa de Alex Riley.
Nada a Perder vira o filme com mais ingressos vendidos do cinema brasileiro
“Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, virou a maior bilheteria do cinema brasileiro ao atingir a vendagem de 11,2M (milhões) de ingressos, segundo informações da produtora Paris Filmes. O longa dirigido por Alexandre Avancini superou o recorde de “Os Dez Mandamentos”, que tinha vendido 11,18M de ingressos em 2016. Os demais filmes que completam o Top 5 de todos os tempos no Brasil são “Tropa de Elite 2” (11,14M), “Dona Flor e seus Dois Maridos” (10,7M) e “Minha Mãe É uma Peça 2” (9,3M). Antes mesmo de seu lançamento, em 29 de março, o longa já contava com 4 milhões de ingressos vendidos, garantindo o posto de maior bilheteria do ano. Entretanto, o filme não contabilizou toda essa mobilização na estreia. Apenas metade da pré-venda alegada foi contabilizada no primeiro fim de semana em cartaz – 2,1M de ingressos. Esta não foi a única controvérsia da produção. A diferença entre ingressos vendidos e ocupação de salas voltou a chamar atenção, como tinha acontecido anteriormente com “Os Dez Mandamentos”, que também foi um filme apoiado pela Igreja Universal. Segundo apurações feitas pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo, além do portal UOL, apesar do grande número de ingressos vendidos, as sessões do filme contaram com um público muito abaixo do total comercializado. A Folha e o Globo visitaram sessões do filme e constataram que, apesar de todos os ingressos vendidos, algumas sessões estavam quase vazias ou com metade da ocupação. Em depoimento colhido pela imprensa, espectadores confirmaram que ganharam os ingressos da Igreja. Um repórter chegou a ganhar uma entrada na porta de um cinema. A Igreja Universal negou, por seu departamento de comunicação social, que estaria distribuindo ingressos para seus fiéis e chamou de “vergonhosa acusação” a suspeita sobre a bilheteria inflada de “Nada a Perder”. Entretanto, diante da controvérsia, mesmo tendo sido o filme que mais vendeu ingressos, não é possível afirmar que “Nada a Perder” seja o filme mais visto da História do cinema brasileiro.












