O Homem Invisível estreia em 1º lugar nos EUA
“O Homem Invisível” se tornou o primeiro filme de terror a liderar as bilheterias da América do Norte em 2020. A reimaginação do clássico da Universal faturou US$ 29 milhões em sua estréia, atraindo público com críticas elogiosas e 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se do melhor desempenho do gênero desde “It: Capítulo Dois” em setembro passado, e uma das melhores aberturas de uma coprodução da Blumhouse, a produtora especializada em terrores baratos de Jason Blum. Mantendo a característica econômica dos orçamentos da produtora, o filme foi rodado com apenas US$ 7 milhões (sem P&A, as despesas de marketing e divulgação) e já registra lucro em seu lançamento. Além dos US$ 29 milhões nos EUA e Canadá, “O Homem Invisível” faturou mais US$ 20,2 milhões no exterior e soma US$ 49,2 milhões mundiais. São números excelentes para um mercado enfraquecido, que não conta com os cinemas da China, devido ao coronavírus, e sofre diminuição de público em vários países pelo mesmo motivo. Também representa uma reação importante diante do quadro de filmes de terror que o antecederam, grandes fracassos de crítica e bilheteria, que criavam risco de generalização em relação a novos lançamentos. Campeão por duas semanas consecutivas, “Sonic: O Filme” caiu para o 2º lugar com US$ 16 milhões, mas ainda manteve sua liderança no exterior, onde somou outros US$ 26,8 milhões. Ao todo, a adaptação do videogame já faturou US$ 265,4 milhões em todo o mundo. O Top 3 se completa com “O Chamado da Floresta”, que fez mais US$ 13,2 milhões e totaliza US$ 79,3 milhões mundiais. Entretanto, por causa de seu pesado orçamento de US$ 150 milhões, deve terminar como mais um prejuízo na fatura da compra da Fox pela Disney. As bilheterias ainda registraram, em 4º lugar, a estreia do anime “My Hero Academy: Heroes Rising”, baseado na popular franquia animada japonesa, que fez US$ 6,3 milhões em 1,2 mil cinemas. Trata-se de um desempenho acima da média para um anime que, mesmo dublado em inglês, ocupa apenas um terço do circuito habitual dos blockbusters americanos. Outra curiosidade, “Impractical Jokers: The Movie”, versão de cinema de um reality show televisivo, atingiu o 7º lugar com U$ 3,5 milhões. Lançado na semana passada em circuito limitado, o longa já soma US$ 6,6 milhões no circuito doméstico. O fim de semana ainda registrou algumas marcas importantes para outros filmes em cartaz. “Bad Boys para Sempre” superou os US$ 400 milhões globais, confirmando seu potencial lucrativo. A produção da Sony foi orçada em US$ 90 milhões e, mesmo com despesas altas de marketing, já rendeu o suficiente para justificar os planos de uma nova sequência. A marca mais impressionante, porém, ficou com “Parasita”. O suspense sul-coreano vencedor do Oscar 2020 tornou-se o quarto filme não falado inglês a superar os US$ 50 milhões em ingressos vendidos no mercado norte-americano. Ao todo, faturou US$ 51,6 milhões nos EUA e Canadá e continua movimentando as bilheterias – foram US$ 1,5 milhão de arrecadação nos últimos três dias, em 12º lugar. Confira a seguir os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 29M Total EUA e Canadá: US$ 29M Total Mundo: US$ 49,2M 2. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 128,2M Total Mundo: US$ 265,4M 3. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA e Canadá: US$ 45,8M Total Mundo: US$ 79,3M 4. My Hero Academy: Heroes Rising Fim de semana: US$ 6,3M Total EUA e Canadá: US$ 8,4M Total Mundo: US$ 23,5M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 197,3M Total Mundo: US$ 405,3M 6. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 78,7M Total Mundo: US$ 188,3M 7. Impractical Jokers: The Movie Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 6,6M 8. 1917 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 155,8M Total Mundo: US$ 362,3M 9. Brahms: O Boneco do Mal 2 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 9,7M Total Mundo: US$ 16,1M 10. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 2,3M Total EUA e Canadá: US$ 24M Total Mundo: US$ 40,4M
César 2020: Polanski é premiado e atrizes abandonam evento em protesto
O diretor Roman Polanski saiu premiado do César, evento considerado o Oscar da França, alimentando ainda mais a controvérsia em torno da premiação, precipitada pelo anúncio de que “O Oficial e o Espião” (J’Accuse), novo filme do diretor, era a obra com maior quantidade de indicações. Mesmo diante de protestos de feministas e após a renúncia coletiva da diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, Polanski venceu o César de Melhor Direção. O diretor não foi ao evento, tendo anunciado na véspera que sabia que se tratava de um linchamento público. E quando seu nome foi anunciado, várias atrizes saíram da cerimônia em protesto. Entre as que deixaram o evento prematuramente estava Adèle Haenel (de “Retrato de uma Jovem em Chamas”), que no ano passado disse ter sido abusada quando menor por outro diretor. Antes da premiação, a polícia francesa entrou em confronto com manifestantes com placas contra Polanski do lado de fora da casa de shows Pleyel, e o gás lacrimogêneo ainda pairava no ar quando as atrizes abandonaram o recinto. A consagração no César foi o segundo troféu de Melhor Direção importante conquistado por Polanski com “O Oficial e o Espião”. O cineasta também venceu a mesma categoria no Festival de Veneza no ano passado, durante a première mundial do filme. “O Oficial e o Espião” ainda venceu outras duas categorias no César: Melhor Roteiro Adaptado e Figurino. Graças à polêmica, todo o evento foi focado em Polanski, das placas do lado de fora às piadas da apresentadora Florence Foresti, o que fez o diretor eclipsar até a vitória de “Os Miseráveis”, o candidato francês ao Oscar, com o César de Melhor Filme do ano. A principal razão dos protestos se deve ao fato de Polanski ser considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos desde 1977, quando foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos. Apesar disso, apenas em 2018 foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, depois que o movimento #MeToo relembrou seu histórico e incentivou o surgimento de novas acusações de abusos da mesma época. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, lembrando que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970 e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar em 2003, por “O Pianista”. O lançamento de “O Oficial e o Espião” ainda coincidiu com o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, a 12ª, que como as demais teria acontecido há várias décadas, mas nem isso impediu a consagração crítica do filme, muito menos seu sucesso comercial. “O Oficial e o Espião” virou a estreia mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, mesmo com piquetes de feministas nas portas de alguns cinemas. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março. Veja abaixo cenas do protesto feminista diante do evento e a debandada das atrizes após o anúncio da vitória de Polanki. Des militantes féministes foncent sur sur des CRS qui sécurisent la salle où se déroule la cérémonie des #Césars. Elles réclament la libération de deux de leurs camarades interpellées un peu plus tôt. pic.twitter.com/6SjmfQktOO — Taha Bouhafs (@T_Bouhafs) February 28, 2020 A l'annonce du César de la Meilleure Réalisation pour Roman Polanski ("J'accuse"), Adèle Haenel quitte la salle. Le meilleur des #César2020 > https://t.co/ipnVwouBeV pic.twitter.com/7xa0CTbU3H — CANAL+ (@canalplus) February 28, 2020
Law & Order: SVU e séries de Chicago são renovadas por mais três temporadas
A rede NBC renovou todas as séries produzidas por Dick Wolf por mais três anos. Isto significa um aumento significativo no recorde de exibição de “Law & Order: SVU”, que ao chegar a seu 21º ano, em setembro passado, tornou-se a série live action mais duradoura da História da televisão americana. Com a renovação, o longevo drama policial estrelado por Mariska Hargitay e o rapper Ice-T vai chegar até a 24º temporada. A mesma renovação trienal foi estendida para a franquia “Chicago”, que atualmente consiste de três séries diferentes. A primeira e ainda carro-chefe “Chicago Fire”, atualmente exibindo seu oitavo ano de produção, teve sua duração confirmada até a 11ª temporada, “Chicago PD””, que atravessa o sétimo ano, garantiu-se até a 10ª e “Chicago Med, em seu quinto ano, chegará até a 8ª temporada. As renovações maciças fazem parte de um super-acordo fechado entre Wolf e o estúdio Universal Television. O megaprodutor assinou um contrato de cinco anos e nove dígitos, que inclui a produção de novas séries para streaming, visando o lançamento da plataforma Peackock, da NBCUniversal. O acordo inclui liberação de direitos para o catálogo de séries de Dick Wolf para a plataforma. Segundo cálculos do site Deadline, a soma de valores de todas as aquisições, direitos e encomendas giram em torno de US$ 1 bilhão. “Estamos muito satisfeitos, empolgados e orgulhosos por, como parte desse acordo épico com a Wolf Entertainment, o público leal da NBC saber que seus programas favoritos têm um futuro garantido nos próximos três anos”, disse Paul Telegdy, presidente da NBC Entertainment, em comunicado sobre o acordo. “Gostei muito de trabalhar com Dick ao longo de décadas e nem é preciso dizer que ele continua sendo um dos produtores mais influentes da história”, acrescentou Bonnie Hammer, presidente do NBCUniversal Content Studios. “Ele é um visionário diferente de qualquer outro, cujo impacto mudou todo o cenário da televisão. Estamos muito felizes em ver Dick e sua equipe permanecerem na família NBCUniversal por muitos anos.” Além das séries de Dick Wolf, a NBC também já tinha renovado o drama médico “New Amsterdam” e o melodrama familiar “This Is Us” para três temporadas de uma vez.
César 2020: Polanski diz que não vai ao “Oscar francês” para não ser linchado
O cineasta franco-polonês Roman Polanski anunciou que não irá à 45ª cerimônia do César, o “Oscar francês”, marcada para esta sexta (28/2), apesar de seu novo filme, “O Oficial e O Espião” (J’accuse), liderar as indicações ao prêmio e concorrer em 12 categorias. “Há vários dias, me perguntam: você vai ou não à cerimônia do César? E eu respondo com a seguinte pergunta: como eu poderia?”, questionou Polanski, em comunicado. “Já sabemos o que vai acontecer nesta noite. As ativistas me ameaçam de um linchamento público. Algumas anunciam protestos, outras querem fazer de seu combate uma tribuna. Tudo isso promete mais ser um simpósio do que uma festa do cinema que deveria recompensar seus maiores talentos”, afirmou o cineasta. Polanski disse ainda que a decisão foi tomada “com pesar”, visando “não apoiar um tribunal de opinião autoproclamado pronto para ‘chutar’ os princípios do Estado de Direito para que o irracional triunfe novamente”, mas principalmente porque sua ausência vai proteger sua esposa e filhos, que, segundo ele, “são vítimas de injúrias e ataques”. De fato, feministas programaram uma manifestação diante da sala Pleyel, em Paris, onde o evento será realizado, para protestar contra a aclamação de um homem acusado de diversos estupros e agressões sexuais. Um grupo de mulheres também colou cartazes nas paredes externas do prédio nesta semana com os dizeres “Violanski: o César da vergonha”, em um trocadilho com a palavra “viol” (estupro em francês) e o sobrenome Polanski. Graças à essa reação às indicações do filme de Polanski ao prêmio, toda a diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, responsável pelo César, anunciou sua renúncia há duas semanas (em 13/2). O detalhe é que decisão não foi lamentada, mas comemorada por vários astros e cineastas franceses, que consideram a direção da Academia muito velha e ultrapassada, além de preconceituosa. Um manifesto de algumas das principais estrelas da França também criticou a Academia por privilegiar artistas brancos e não reconhecer imigrantes e profissionais de colônias francesas. Desde sua exibição, “O Oficial e o Espião” vem enfrentando protestos feministas na França, estimulados pelo surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Mas isso não impediu o lançamento de “O Oficial e o Espião” de se tornar a estreia mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta. A crítica também aprovou o filme. Mesmo com vários jornalistas se recusando a avaliar o filme, ele atingiu 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. A principal razão dos protestos se deve ao fato de Polanski ser considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos desde 1977, quando foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos. Apesar disso, apenas em 2018 foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA e isto somente depois que o movimento #MeToo relembrou seu histórico e incentivou o surgimento de novas acusações de abusos da mesma época. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, lembrando que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970 e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar em 2003, por “O Pianista”. Entretanto, houve uma mudança significativa de comportamento em relação à tolerância de agressões sexuais. O silêncio em torno de abusos também diminuiu, o que fez com que supostas vítimas se manifestassem pela primeira vez. Polanski chegou a ser acusado por cerca de 12 mulheres, que se apresentaram como vítimas de abusos cometidos entre os anos 1970 e 1980. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março.
Modo Avião vira o filme de língua não inglesa mais visto da Netflix
“Modo Avião”, estrelado por Larissa Manoela, virou o filme em língua não inglesa mais popular na história da Netflix. A plataforma anunciou o sucesso da produção em suas redes sociais, revelando números. De acordo com a postagem (veja abaixo), o longa foi assistido em quase 28 milhões de lares desde o lançamento, em 23 de janeiro. E não foram apenas brasileiros que se interessaram: dois terços da audiência vieram do exterior, de países como Estados Unidos, México, França e Alemanha. Apesar desse sucesso de público, “Modo Avião” não agradou à crítica internacional. Apenas dois críticos citados no Rotten Tomatoes optaram por assistir ao filme e ambos consideram a historinha muito clichê e desaprovaram. O veredito do site Decider, inclusive, era para o público pular a produção – não no sentido em que Sandy & Júnior cantam, mas para evitar mesmo. “Modo Avião” é baseado num conceito do mexicano Alberto Bremmer (“Ya Veremos”). A versão brasileira foi escrita por Renato Fagundes (“Vai que Cola – O Começo”) e Alice Name-Bomtempo (“Vai que Cola” – a série), e a direção ficou a cargo de César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”). Na trama, Larissa Manoela vive uma “influencer” adolescente das redes sociais que não larga o celular, até que um série de acidentes faz sua família tomar uma atitude drástica e mandá-la para “Jupiter” – lugar também conhecido como a fazenda de seu avô (Erasmo Carlos) sem cobertura de celular – , onde aprende uma lição sobre a importância da família e de amizades reais – a tal moral da história. 🚨✈️ Alerta de hit ✈️🚨 Modo Avião é o filme de língua não inglesa mais popular na Netflix até hoje! Quase 28 milhões de lares assistiram ao filme desde o lançamento, há quatro semanas – dois terços deles fora do Brasil, em países como Estados Unidos, México, França e Alemanha. pic.twitter.com/HhqkYkGQ4k — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) February 27, 2020
Novo clipe do BTS bate recorde de visualizações simultâneas no YouTube
A boy band sul-coreana BTS lançou o clipe de “On”, que, minutos depois de ser disponibilizado, bateu o recorde de visualizações simultâneas da plataforma, ao registrar 1,54 milhão de pessoas assistindo sua estreia simultaneamente. O vídeo destaca as coreografias caprichadas que caracterizam o grupo, além de muitos efeitos visuais e uma letra focada na superação, que tenta convencer que dor e medo podem servir como motivação na vida. Em seis horas, “On”, que faz parte do álbum “Map of the Soul: 7”, acumulou mais de 20 milhões de visualizações. Seu sucesso confirma a força do K-pPop em todo o mundo, e serve de belo exemplo para governos que tratam cultura como inimiga. O fenômeno do BTS demonstra claramente o que acontece quando a cultura é impulsionada pelo Estado, como na Coreia do Sul, e passa a representar “soft power” mundial. Para quem não sabe, o Ministério da Cultura sul-coreano tem um departamento específico para o K-pop, que incentiva gravadoras, investe na construção de locais para shows e cuida da regulamentação específica, como a programação de bares karaokês, com o objetivo de fomentar a indústria musical do país.
Sonic: O Filme lidera bilheterias da América do Norte pela segunda semana
“Sonic: O Filme” liderou as bilheterias dos EUA e Canadá pelo segundo fim de semana consecutivo, após vencer uma disputa acirrada com “O Chamado da Floresta”. As duas produções infantis chegaram a se alternar no topo ao longo do fim de semana, mas a adaptação de videogame acabou faturando US$ 1,5 milhão a mais nas projeções deste domingo (23/2). Com os US$ 26,3 milhões dos últimos três dias, “Sonic: O Filme” superou a marca de US$ 100 milhões na América do Norte e atingiu o dobro disso no mercado mundial. “O Chamado da Floresta” ficou em 2ª lugar com US$ 24,8 milhões, somando US$ 40,2 milhões em todo o mundo. Mas esse desempenho não deve evitar mais uma “herança maldita” da Disney, numa cortesia da antiga Fox. Isto porque, na verdade, a diferença para “Sonic: O Filme” não é de US$ 1,5 milhão nas bilheterias, mas de US$ 50 milhões no orçamento de produção. O filme estrelado por Harrison Ford e um cachorro digital era uma tentativa da Fox de concorrer com a Disney nas adaptações infantis que misturam animação computadorizada e atores reais, e foi encomendado após o sucesso de “Mogli, o Menino Lobo” com um orçamento de US$ 135 milhões. Numa reviravolta do mundo dos negócios, a tentativa da Fox de parecer a Disney acabou virando Disney de verdade, com a aquisição da 20th Century Fox e sua transformação em 20th Century Studios. A trama até funciona bem no contexto das fábulas live-action do estúdio do Mickey Mouse, mas não é uma novidade como “Sonic”. Ao contrário, trata-se de uma história conhecida demais nos EUA, onde o clássico literário de Jack London (1876–1916) que a inspira faz parte do currículo escolar. Por sinal, se o lançamento não tivesse acontecido nas férias, talvez mais crianças fossem conferir o longa como lição de aula. “Aves de Rapina”, que mudou de nome para “Arlequina: Aves de Rapina”, ficou em 3º lugar com US$ 7 milhões e, após três fins de semana, somou US$ 173,7 milhões mundiais, praticamente o dobro de seu orçamento de US$ 84,5 milhões. Entretanto, a arrecadação em queda e o colapso do mercado asiático após o surto do coronavírus podem virar barreiras para a produção atingir a meta mínima de US$ 250 milhões, ponto em começa a se distanciar do prejuízo. Segundo lançamento amplo do fim de semana, “Brahms: Boneco do Mal 2” abriu em 4º lugar com US$ 5,9 milhões. Trata-se de um fiasco até mesmo para os padrões de um terror barato que custou US$ 10 milhões. Mas ainda mais baixa que a arrecadação foi a avaliação da crítica. Com apenas 8% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, “Boneco do Mal 2” foi considerado pior que “Ilha da Fantasia” (10%), “Os Órfãos” (12%) e “O Grito” (20%), confirmando que 2020 não é um bom ano para filmes de terror. A qualidade da safra é tão fraca que pode afastar de vez o público do gênero e prejudicar possíveis exceções no baixo nível atual. Confira a seguir os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 26,3M Total EUA e Canadá: US$ 106,6M Total Mundo: US$ 203,1M 2. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 24,8M Total EUA e Canadá: US$ 24,8M Total Mundo: US$ 40,2M 3. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 72,5M Total Mundo: US$ 173,7M 4. Brahms: O Boneco do Mal 2 Fim de semana: US$ 5,9M Total EUA e Canadá: US$ 5,9M Total Mundo: US$ 8,1M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 191,1M Total Mundo: US$ 391,1M 6. 1917 Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 151,9M Total Mundo: US$ 347,2M 7. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 20,1M Total Mundo: US$ 33,7M 8. Parasita Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 48,9M Total Mundo: US$ 204,5M 9. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 310,9M Total Mundo: US$ 787,9M 10. A Fotografia Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA e Canadá: US$ 17,6M Total Mundo: US$ 17,6M
Sonic bate recorde com maior estreia de filme baseado em videogame nos EUA
A Paramount descobriu a fórmula ideal para lançar blockbusters. É simples: basta impedir a publicação das críticas até a estreia. Graças a esse estratagema, “Sonic: O Filme” teve desempenho acima do esperado na América do Norte, com faturamento de US$ 58 milhões entre sexta e domingo (16/2), recorde para uma adaptação de filmes baseados em videogames. O recorde anterior era de “Pokemon: Detetive Pikachu”, que abriu com R$ 54,3 milhões nos EUA e Canadá no ano passado. No resto do mundo, houve menos entusiasmo com a produção. “Sonic: O Filme” faturou US$ 43 milhões no exterior, somando US$ 111 milhões em bilheteria global. A adaptação do jogo clássico da Sega, que destaca a participação de Jim Carrey como o vilão Dr. Robotnik, precisou passar por uma revisão completa de efeitos, após o visual do personagem-título ter sido amplamente rejeitado pelo público, na divulgação do primeiro trailer. Temendo também rejeição da crítica ao resultado final, o estúdio proibiu a publicação de resenhas até a quinta-feira passada (13), dia da estreia do longa no mercado internacional. Assim que o embargo foi levantado, as primeira críticas publicadas foram dos sites geeks, fazendo com que o filme aparecesse com 70% de aprovação no Rotten Tomatoes. Como o principal site de venda de ingressos dos EUA, o Fandango, informa essa avaliação para os consumidores, houve estímulo para o comércio dos ingressos. Entretanto, a imprensa propriamente dita (jornais e revistas impressos) teve opinião diversa, fazendo a nota cair para 63% até domingo. Só que esta altura o filme já era um sucesso de público, apesar de ter sido rejeitado pelos críticos considerados top (representantes da própria imprensa), que consideram o filme apenas 50% passável – ou perfeitamente medíocre. Em termos de comparação, os 63% de aprovação geral de “Sonic” no Rotten Tomatoes equivalem à nota dos “tops” para “Aves de Rapina”, que caiu para o 2º lugar na América do Norte. Juntando os blogueiros geeks, o número do filme da Arlequina dispara para 79% no mesmo Rotten Tomatoes. E, mesmo assim, muita gente achou “Aves de Rapina” fraco. Imaginem, então, “Sonic: O Filme”. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics faturou US$ 17,1 milhões em sua segunda semana em cartaz, atingindo US$ 61,6 milhões na América do Norte e US$ 145,2 milhões em todo o mundo. Sem a China e parte da Ásia para impulsionar as bilheterias mundiais, por culpa do coronavírus, a Warner vai ter contas a fazer nas próximas semanas, mas pelo menos aprendeu uma lição com “Liga da Justiça”: o orçamento mais baixo da nova produção, de US$ 84,5 milhões, ajuda a evitar prejuízo. A semana teve mais três lançamentos. O terror que adapta a série “Ilha da Fantasia” e o romance “A Fotografia” abriram muito próximos, respectivamente com 12,4 e 12,2 milhões, em 3º e 4º lugares. “Ilha da Fantasia”, porém, conseguiu uma distinção. Tornou-se o terror pior avaliado do ano, com 9% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entre os críticos top, a situação chega a ser ainda mais aterradora, com 0%. Ou seja, teve pior avaliação que “O Grito” (20%) e “Os Órfãos” (12%), e o acúmulo de tantas lançamentos de baixo nível em tão pouco tempo sinaliza que os filmes do gênero atravessam uma fase de péssima qualidade em Hollywood. Quem se deu mal, realmente, foi “Downhill”, que fez apenas US$ 4,6 milhões em 10º lugar. O filme que completa a lista de novidades e não tem previsão de estreia no Brasil é um remake do drama sueco “Força Maior”. A versão estrelada pelos comediantes Will Ferrell e Julia Louis-Dreyfus conseguiu ser rejeitada por público e crítica. Enquanto o original de 2014 recebeu 94% de aprovação, a cópia inferior americana atingiu 40% (31% entre os tops). Hollywood insiste em refilmar sucessos internacionais com a desculpa de que o público americano não lê legendas. A vitória de “Parasita” no Oscar, em contraste com o acúmulo de fracassos dos remakes, pode mudar a tendência. “Parasita”, por sinal, voltou a aparecer no Top 10 com sua conquista do fim de semana passado. Fez US$ 5,5 milhões, para atingir 44,3 milhões na América do Norte, uma das maiores bilheterias para filmes estrangeiros nos EUA e Canadá. Em todo o mundo, o valor é US$ 175,3 milhões. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – se preferir, clique também em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 58M Total EUA e Canadá: US$ 68M Total Mundo: US$ 112M 2. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 17,1M Total EUA e Canadá: US$ 61,6M Total Mundo: US$ 145,2M 3. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 12,4M Total EUA e Canadá: US$ 14M Total Mundo: US$ 21,6M 4. A Fotografia Fim de semana: US$ 12,2M Total EUA e Canadá: US$ 13,3M Total Mundo: US$ 13,3M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 11,3M Total EUA e Canadá: US$ 182,8M Total Mundo: US$ 369,8M 6. 1917 Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 145,6M Total Mundo: US$ 323,7M 7. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 5,7M Total EUA e Canadá: US$ 307M Total Mundo: US$ 780M 8. Parasita Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 44,3M Total Mundo: US$ 175,3M 9. Dolittle Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 71,7M Total Mundo: US$ 182,3M 10.
Diretoria da Academia francesa renuncia após indicações de Roman Polanski ao César 2020
A diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, responsável pelo César, premiação francesa equivalente ao Oscar, anunciou sua renúncia nesta quinta (13/2), em resposta às polêmicas indicações recebidas pelo novo filme de Roman Polanski a seu prêmio anual. O drama de época “Um Oficial e um Espião” (J’Accuse) é o filme que disputa mais categorias na cerimônia de 2020. O longa de Polanski tem 12 indicações, superando “Os Miseráveis”, que disputou o Oscar de Melhor Filme Internacional, e outro favorito, “La Belle Époque”, ambos com 11 nomeações cada. Grupos feministas haviam repudiado as indicações, depois de terem convocado um boicote ineficaz contra o filme. Mas seus protestos ganharam reforço de dezenas de personalidades da indústria cinematográfica – incluindo o ator de “Os Intocáveis” Omar Sy e a atriz Berenice Bejo, do filme “O Artista” – , que denunciaram a “opacidade” da Academia em uma carta aberta, criando um clima tenso para a realização da cerimônia de premiação. “Para honrar os que fizeram filmes em 2019, para reconquistar serenidade e tornar o evento de cinema uma celebração, o conselho de diretores tomou uma decisão unânime de renunciar”, anunciou a Academia francesa em nota oficial. A demissão coletiva aconteceu a apenas duas semanas da data de entrega dos prêmios, marcada para 28 de fevereiro, em Paris. A exibição de “O Oficial e o Espião” nos cinemas enfrentou protestos feministas na França, após o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Polanski chegou a ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA em 2018, quando o movimento #MeToo relembrou seu caso histórica e incentivou o surgimento de novas acusações sobre o passado do diretor. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, já que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970, e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar, por “O Pianista” (2002). Contrariando a nova posição dos organizadores do Oscar, o presidente da Academia Francesa, Alain Terzian, chegou a dizer que o César “não deve adotar posições morais”, ao anunciar os indicados. “Se eu não estiver equivocado, 1,5 milhão de franceses assistiram ao filme”, completou. De fato, a estreia de “O Oficial e o Espião” foi a mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, apesar da tentativa de boicote feminista, alimentada pela declaração da fotógrafa Valentine Monnier, dias antes, de que tinha sido violentada por Polanski em 1975, quando ela tinha 18 anos. O diretor negou a acusação por meio de seu advogado. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde em 1977 foi condenado de estuprar uma menina de 13 anos. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março.
Minha Mãe É uma Peça 3 já é terceiro filme brasileiro mais visto em todos os tempos
O público do filme “Minha Mãe É uma Peça 3” não pára de crescer. Nesta quinta (13/2), a comédia de Paulo Gustavo atingiu 11,2 milhões de espectadores, superando os 11,1 milhões de ingressos vendidos de “Tropa de Elite 2”. Com isso, transformou-se no terceiro filme mais visto da história da indústria cinematográfica nacional, atrás apenas dos dramas “Nada a Perder” (2018) e “Os Dez Mandamentos” (2016), justamente os filmes que têm seu público questionado, por conta de uma estratégia da Igreja Universal, que esgotou os ingressos das sessões sem preencher os assentos dos cinemas com espectadores. Como a diferença é pequena, os números polêmicos do 2º colocado devem ser superados em breve. A diferença para “Os Dez Mandamentos” é de apenas 100 mil ingressos, enquanto “Nada a Perder” tem cerca de 900 mil de vantagem. Atualmente em 3º lugar no ranking nacional, “Minha Mãe É uma Peça 3” ainda continua lotando suas sessões. No fim de semana passado, levou 209 mil espectadores aos cinemas. Basta atingir metade desse número até domingo para superar o recorde de “Os Dez Mandamentos”. Há oito semanas em cartaz, a comédia da Dona Hermínia já tem um faturamento de R$ 175 milhões, que representa a maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – recorde superado em janeiro passado, cerca de 40 milhões atrás. O valor se tornou, inclusive, maior que a soma da arrecadação conjunta dos dois primeiros filmes da franquia. A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça homônima, criada e estrelada por Paulo Gustavo como Dona Hermínia. Os dois primeiros filmes, lançados em 2013 e 2016, atingiram juntos o público de 13 milhões de espectadores e uma arrecadação total de R$ 173,7 milhões. O imenso sucesso e alcance de “Minha Mãe É Uma Peça 3” também coloca em cheque a definição do presidente Jair Bolsonaro sobre filmes que só agradam “uma minoria”, já que se trata de uma produção assumidamente LGBTQIA+. Sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), tem como tema um casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada.
Katy Keene: Série derivada de Riverdale será lançada pela HBO no Brasil
A série “Katy Keene”, derivada de “Riverdale”, será exibida no Brasil pelo canal pago HBO. É uma iniciativa curiosa, pois “Riverdale”, que já tem crossover com a atração, é exibida pelo canal pago Warner. Ambas as séries são exibidas nos EUA no mesmo canal, The CW. “Katy Keene” estreou na quinta-feira passada (6/2) nos EUA, após sua personagem-título aparecer em “Riverdale” para estabelecer a ligação entre as duas produções. Além disso, a nova atração ainda conta com uma personagem transplantada de “Riverdale”, Josie McCoy. Ashleigh Murray reprisa seu papel de Josie, que se muda para Nova York para perseguir seu sonho de virar cantora profissional. Lá, ela vai morar com a amiga nova-iorquina de Veronica, Katy Keene, passando a dividir apartamento também com a drag queen Jorge/Ginger Lopez. Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) vive Katy Keene e Jonny Beauchamp (a Angelique de “Penny Dreadful”) é Ginger. O elenco também destaca Julia Chan (a Dra. Maggie Lin de “Saving Hope”) como Pepper Smith, uma promoter cheia de contatos, e Lucien Laviscount (“Scream Queens”) no papel de Alexander Cabot, um empresário musical. Todos os personagens buscam realizar seus sonhos na cidade grande, mas enfrentam sucessivas desilusões e a inveja de rivais poderosos. No caso de Alexander, é sua própria irmã, Alexandra (Camille Hyde, de “American Vandal), uma milionária esnobe e controladora. Vale lembrar que os irmãos Cabot faziam parte da trupe do desenho animado “Josie e as Gatinhas”, de onde saiu Josie McCoy. Todos os três personagens, que eram brancos na animação e nos quadrinhos da Archie Comics, são interpretados por atores negros na série. “Katy Keene” é a terceira criação de Roberto Aguirre-Sacasa baseada em personagens da Archie Comics, após “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. Lançada nos anos 1940, a personagem original dos quadrinhos era uma atriz, modelo e “rainha das pin-ups”, mas na série é apresentada como vendedora de loja de roupas que sonha em virar estilista de moda. A atração estreia em 6 de março na HBO e no streaming HBO Go.
Estreias de Sonic: O Filme e O Grito são bons motivos para ir ao cinema… (re)ver Parasita
Sem empolgar, a programação de estreias desta quinta (13/2) serve de desculpa para rever ou – para quem ainda não viu – conhecer “Parasita”, que vai dobrar sua ocupação de salas após vencer o Oscar no domingo passado (9/2). Quando estreou no território nacional, em novembro passado, o filme de Bong Joon Ho recebeu distribuição limitada em apenas 60 salas, mas, graças ao boca-a-boca e conquista ininterrupta de prêmios, já tinha atingido 137 salas no fim de semana passado. A partir de agora, a oferta aumenta para 248 salas em todo o país. A distribuição ampla torna “Parasita” a melhor alternativa aos lançamentos dos cinemas de shopping center, que recebem a produção infantil “Sonic: O Filme” e o terror “O Grito”. “Sonic: O Filme” teve um desenvolvimento conturbado, precisando refazer seus efeitos após o visual humanizado do personagem-título, um ícone dos videogames, ter sido amplamente rejeitado pelo público. Infelizmente, não deu para refazer o filme inteiro, cujas críticas estão sendo escondidas dos espectadores. Apesar de estrear na sexta nos EUA, as primeiras análises foram derrubadas na internet por intervenção do estúdio Paramount. Fato: o Google indexou várias resenhas, inclusive nacionais, que levam a páginas com erro 404. A maioria tinha teor negativo. Por outro lado, exaltações de comentaristas obscuros estão liberadas no Twitter. Ao esconder as críticas profissionais, o estúdio aposta na curiosidade dos fãs do game para fazer a maior bilheteria de abertura possível, antes da constatação de sua qualidade. Fica a dica. “O Grito”, por outro lado, já é constatadamente ruim. Como o filme estreou em janeiro na América do Norte, a péssima recepção já se encontra disseminada. Não apenas entre a crítica, que lhe deu só 21% de aprovação (podre) no Rotten Tomatoes, mas também entre o público, com direito à pior nota CinemaScore possível, F, votada pelos espectadores na saída das sessões de cinema dos EUA. No circuito limitado, o título que ocupa mais telas é “O Preço da Verdade”, um drama jurídico ao estilo de “Conduta de Risco” (2007), em que Mark Ruffalo (o Hulk) vive um advogado de grandes corporações. Inspirado em história real, o longa mostra como ele sofre uma crise de consciência ao perceber que um de seus maiores clientes está poluindo sua cidadezinha natal, matando o gado e envenenando a população – inclusive sua família. É quando decide usar tudo o que sabe sobre litígio empresarial para enfrentar seus colegas de trabalho e (ex)patrão. Com 89% no Rotten Tomatoes, o drama tem direção do premiado Todd Haynes (“Carol”) e ainda traz no elenco Anne Hathaway (“As Trapaceiras”). Já a distinção de melhor lançamento inédito do fim de semana cabe ao elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o ponto alto da carreira do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação se completa com “Dilili em Paris”, mais recente animação de Michel Ancelot, premiada no César de 2019 – mas sem a qualidade de “Kiriku e a Feiticeira” (1999) e “Príncipes e Princesas” (2000) – , o drama sérvio “Cicatizes”, em que mãe justiceira enfrenta complô de rapto de bebês, e o documentário musical “Inaudito”, dedicado à carreira do guitarrista Lenny Gordin, cujos acordes eletrificaram a Tropicália. Confira abaixo os detalhes, com todos os títulos, sinopses e trailers das estreias da semana. Sonic: O Filme | EUA | Infantil Sonic tenta se adaptar à sua nova vida na Terra com seu recém-descoberto melhor amigo humano Tom Wachowski, e os dois unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik capture Sonic e use seus poderes para dominar o mundo. O Grito | EUA | Terror Em uma casa, uma maldição nasce após uma pessoa morrer em um momento de terrível terror e tristeza. Voraz, a entidade maligna não perdoa ninguém, fazendo vítima atrás de vítima e passando a maldição adiante. O Preço da Verdade | EUA | Drama Robert Bilott (Mark Ruffalo) é um advogado de defesa corporativo que ganhou prestígio trabalhando em casos de grandes empresas de químicos. Quando fazendeiros de sua cidade chamam sua atenção para mortes que podem estar ligadas a lixo tóxico de uma grande corporação, ele embarca em uma luta pela verdade, em um processo judicial que dura anos e põe em risco sua carreira, sua família e seu futuro em geral. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. Dilili em Paris | França | Animação Com a ajuda do seu amigo, um entregador, Dilili, uma jovem Kanak, investiga uma série de sequestros misteriosos a jovens garotas que está assolando a Paris da Belle Epoque. Encontrando uma série de personagens misteriosos, cada um deles com pistas que vão ajudar na sua busca. Cicatrizes | Sérvia | Drama Há 20 anos, Ana sofre de uma dor implacável. Ela passou todo esse tempo convicta de que seu filho, alegado natimorto pelo hospital, na realidade teria sido vendido para um esquema de adoção ilegal que vigora até os dias atuais na Sérvia. Com uma nova pista e o relato de outras dezenas de mulheres que acreditam ter passado pela mesma situação, Ana vê motivos para recuperar as esperanças. Inaudito | Brasil | Documentário Nascido na China, Lanny Gordin fez carreira como músico no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970. Neste período, trabalhou em discos e shows de Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Jards Macalé e outros ícones da música popular brasileira. O ostracismo veio no final da década de 1970, associado ao desenvolvimento de esquizofrenia. Aos 65 anos, Lanny relata sua chegada ao país e revela seus pensamentos sobre a vida e, especialmente, sua relação com a música.
Aves de Rapina estreia em 1º lugar no Brasil
A estreia de “Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” arrecadou R$ 10,7 milhões no Brasil, segundo levantamento da empresa de consultoria Comscore. O filme levou 621 mil pessoas aos cinemas brasileiros, o que não é um número muito elevado para uma produção de super-heróis. De todo modo, a distribuição não foi das maiores, com exibição em 413 salas apenas. O lançamento da Warner também teve um desempenho abaixo do esperado na América do Norte, onde faturou US$ 33 milhões em seus três primeiros dias de exibição – contra uma expectativa de mercado de cerca de US$ 50 milhões. Nos EUA e Canadá, porém, “Aves de Rapina” teve distribuição de blockbuster, em mais de 4 mil telas. “Bad Boys para Sempre” ficou em 2º lugar no fim de semana. Mantendo-se em cartaz em 325 salas, teve público de 234 mil espectadores e arrecadou R$ 4 milhões em bilheteria. Desde a estreia, há duas semanas, o longa acumula R$ 14,2 milhões e já levou 872 mil brasileiros aos cinemas. “Minha Mãe é uma Peça 3” completa o Top 3. Exibido em 299 salas, arrecadou R$ 3,7 milhões e teve 209 mil espectadores. Há sete semanas no circuito, a comédia estrelada por Paulo Gustavo já soma R$ 174,2 milhões em ingressos vendidos e público de 11 milhões de pessoas. É o filme nacional de maior bilheteria de todos os tempos. Dentre os filmes premiados no Oscar 2020, “1917” teve a maior bilheteria. Exibido em 363 salas, foi 4º mais visto do fim de semana, levando 163 mil pessoas aos cinemas para faturar R$ 3,3 milhões. A estreia de “Jojo Rabbit” amargou o 6º lugar, apesar da maior distribuição de todas. Em cartaz em 562 salas, teve apenas 74 mil espectadores e R$ 1,6 milhão em bilheteria. Para completar, “Parasita”, o grande vencedor do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, ficou em 8º lugar. O suspense sul-coreano levou 32 mil pessoas a 278 salas, somando R$ 607 mil. Exibido há 14 semanas no circuito nacional, o longa de Bong Joon Ho já foi assistido por 355 mil brasileiros e rendeu R$ 6,6 milhões. Veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos no Brasil entre quinta e domingo (9/2), segundo levantamento da Comscore. #TOP10 #bilheteria #cinema Finde 6 a 9 Fev: 1. Ave de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa2. Bad Boys Para Sempre2. Minha Mãe É Uma Peça 34. 19175. Jumanji – Próxima Fase6. Jojo Rabbit7. Frozen 28. Parasita9. Um Espião Animal10. Judy: Muito Além do Arco Iris — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) February 10, 2020











