Novo clipe de Jay-Z resgata estética racista das animações do começo do século 20
O rapper Jay-Z divulgou o primeiro clipe de seu novo álbum. Para acompanhar a musica “The Story of O.J.”, o vídeo recorre a um desenho animado, que mostra negros caricatos, ao estilo das animações do começo do século 20. A estética retrô inclui exibição em preto e branco, e um personagem central, denominado Jaybo, que narra a história marcadamente racista. O nome Jaybo é uma versão de Jay-Z para Sambo, personagem de um livro infantil – The Story of Little Black Sambo – publicado em 1899 e que hoje é considerado super-racista. A escolha não é casual, já que, em seu decorrer, o clipe mostra linchamentos, comércio de escravos e negros trabalhando em campos de algodão, enquanto uma cruz é consumida por chamas. A direção é do próprio Jay-Z em parceria com o cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”). Os dois já tinham trabalhados juntos no clipe de “99 Problems” (2004). Já a animação foi realizada pelo estúdio The Mill e assinada por Lisha Tan, inspirando-se em desenhos polêmicos de Rudolf Ising e Bob Clampett dos anos 1930 e 1940. “The Story of O.J” integra “4:44″, primeiro álbum do rapper desde 2013. Lançado na sexta (30/6), o disco atraiu a atenção da mídia por conta de suas letras reveladoras – numa delas, Jay-Z chega a confessar ter traído sua esposa Beyoncé.
História da gravadora que lançou Beastie Boys e Public Enemy vai virar filme
A história da Def Jam Recordings, gravadora de rap que lançou os Beastie Boys, LL Cool J e Public Enemy nos anos 1980, vai virar filme. A Fox vai produzir uma cinebiografia de Russell Simmons, o empreendedor visionário, que começou a agenciar rappers como Kurtis Blow, numa época em que a indústria fonográfica ainda não entendia o que era aquela música vinda dos bairros pobres de Nova York. Ele ficou milionário ao promover a banda de seu irmão, Run-DMC, e logo abriu sua própria gravadora, que originou um império. Inspirado no livro “Life and Def: Sex Drugs Money + God”, biografia de Simmons escrita por Nelson George (consultor da série “The Get Down”), o filme está sendo roteirizado por Kenya Barris, o criador da série “Black-ish”. “Life and Def” será uma coprodução da Fox com a Def Pictures, empresa cinematográfica de Simmons – ele também tem uma produtora de TV e uma grife de moda! A ideia é contar como o rap estourou nos Estados Unidos nos anos 1980, com a ajuda de Simmons, e virou um negócio milionário no século 21 com o lançamento de novos talentos distribuídos pela Def Jam, como Kanye West, Jay-Z e Rihanna. A abordagem deve ser bem diferente de “Straight Outta Compton” e “All Eyez on Me”, as cinebiografias do NWA e Tupac Shakur, que são passadas em Los Angeles e representam outra faceta do rap.
Jaden Smith quer ser Batman em novo clipe musical
O ator Jaden Smith gostou de ser rapper na série “The Get Down” e lançou um novo clipe em que celebra outra de suas paixões. Seguindo os passos do pai, Will Smith, que vive o vilão Pistoleiro no filme “Esquadrão Suicida” (2016), ele lançou o clipe de uma música chamada “Batman”, em que extravasa sua obsessão com o herói dos quadrinhos. O vídeo é dirigido por Moises Arias (ator de “Ben-Hur” e “Os Reis do Verão”) e traz Jaden atendendo a um chamado de Alfred para lutar no Hollywood Boulevard, onde outros fantasiados marcam ponto. Em vez do tradicional uniforme sombrio do herói, ele usa um traje branco. Trata-se da mesma roupa vestida pelo jovem em seu baile de formatura, na Comic-Con e no casamento de Kim Kardashian e Kanye West. Como ninguém o internou antes, ele aprofundou a fantasia (psicose?) no clipe. Vejam abaixo.
Rap do Run the Jewels usado no trailer de Pantera Negra ganha clipe
O trailer de “Pantera Negra” chamou atenção pelo ritmo pulsante de sua trilha de hip-hop. A música usada foi “Legend Has It”, da dupla de rappers Run the Jewels, que também ganhou um clipe recente. Dirigido por Brian Beletic (de inúmeros clipes do Black Eyed Peas), o vídeo traz Killer Mike e El-P numa delegacia de polícia, alinhados como suspeitos de um crime, ao lado de pessoas “aleatórias”, para serem identificados por uma testemunha anônima. A lado da dupla, estão figurantes completamente inofensivos, como uma menina japonesa, uma freira e um homem totalmente engessado, e mesmo assim a testemunha não consegue identificar quais seriam os criminosos. Para facilitar, a polícia decide trocar os civis por oficiais uniformizados, perfilados ao lado do Run the Jewels, deixando claro quem considera culpado, enquanto as marcas da parede derretem num caldo surreal. “Legend Has It” é o terceiro single extraído do terceiro álbum dos rappers, “Run the Jewels III”, lançado em dezembro passado.
Novo clipe de Karol Conka faz ode ao sexo oral feminino
A rapper Karol Conka divulgou seu novo clipe, “Lalá”, uma ode ao sexo oral feminino, que usa flores como metáfora visual e explora a ineficácia masculina na hora do “lalá”. Isto é, de lamber lá. “Não sabe a diferença de um clitóris para um ovário”, canta Karol, de forma crítica. “Escrevi essa música na intenção de informar as pessoas da necessidade da prática e da técnica do sexo oral na mulher. Tive a ideia de fazer um clipe com uma equipe toda formada por mulheres de forte posicionamento”, explicou a artista no release que acompanha o lançamento. “Tivemos ideias coletivas que mostram o universo feminino de uma maneira doce e ao mesmo tempo divertida. A intenção é passar a mensagem quebrando o tabu de maneira informativa e criativa.” A letra, que trata do assunto de forma direta e sem pudor, ganhou um vídeo lúdico dirigido por Vera Egito (roteirista de “Elis” e diretora de “Amores Urbanos” e “Restless Love”) e Camila Cornelsen (cinematógrafa de “Restless Love”), na mesma linha colorida, repleta de figurinos e glitter, que tem marcado os clipes da nova geração de funkeiras. O detalhe é que, para ilustrar com línguas e virilhas a mensagem de empoderamento, o vídeo empregou uma alarmante quantidade de atores de pele clara em sua produção, deixando Karol como a única pessoa de pele escura falando sobre igualdade de direitos e prazeres. Pois é.
Série mais cara da Netflix, The Get Down é cancelada após uma temporada
A Netflix cancelou a série “The Get Down”, criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), após a disponibilização da segunda metade de sua temporada inaugural sem muita fanfarra. Considerada a mais cara produção do serviço de streaming, a série despertou grande expectativa, mas se revelou bem diferente do que se esperava. Prometida como um relato da origem do hip-hop, a atração se revelou fantasiosa e coreografada como um grande musical. Mesmo acompanhando personagens fictícios, a produção incorporou fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. Por sinal, Flash era um dos produtores, ao lado do rapper Nas e do crítico e escritor Nelson George, que trabalharam junto com Luhrmann para garantir a autenticidade da recriação da época. Passada no berço do hip-hop em meados dos anos 1970, a trama girava em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos de South Bronx, em Nova York, que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços para a cena artística de Manhattan. A história também tinha uma trama paralela, envolvendo uma cantora de discoteca filha de um pastor evangélico. O elenco incluía uma nova geração de atores negros e latinos, mas também nomes conhecidos como Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Giancarlo Esposito (série “Breaking Bad”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”) e Justice Smith (“Cidades de Papel”). Segundo o instituto de pesquisa Symphony Advanced Media, a primeira parte da temporada de estreia, lançada em agosto do ano passado, foi vista por 3,2 milhões de pessoas nos Estados Unidos em seus primeiros 31 dias no ar — menos de um quinto do registrado por “Orange is the New Black” em sua 4ª temporada. O fracasso é ainda maior considerando os altos custos de produção — um total de US$ 120 milhões, sendo US$ 7,5 milhões por episódio, maior orçamento de uma série da plataforma — e as várias paralisações na produção, que atrapalharam o andamento do projeto, criando a necessidade de dividir a temporada em duas partes – a segunda metade foi disponibilizada em abril. De acordo com a revista Variety, “The Get Down” teve a produção interrompida e reiniciada tantas vezes que a equipe passou a apelidá-la de “The Shut Down” (“Desligada”, em inglês). Relatos falam em bastidores tumultuados pelo perfeccionismo de Luhrman, que não teria se adaptado ao formato de produção em série. Durante as gravações, Luhrman chegou a se declarar sobrecarregado e considerou abandonar o projeto, mas decidiu ao menos terminar uma temporada completa.
Cinebiografia de Tupac Shakur ganha novos comerciais e pôsteres
A Lionsgate divulgou quatro comerciais e três pôsteres de “All Eyez on Me”, cinebiografia do rapper Tupac Shakur. As prévias estão reunidas num único vídeo abaixo e as artes exploram a semelhança física entre o rapper e o ator Demetrius Shipp Jr., novato que participou do reality “#unlock’d” e estreará no cinema. O elenco da produção ainda destaca a atriz Danai Gurira (Michonne na série “The Walking Dead”) como Afeni Shakur, a mãe de Tupac, ex-militante dos Panteras Negras que passou sua gravidez na prisão, além de Kat Graham (série “The Vampire Diaries”) como a atriz Jada Pinkett e Jamal Woolard como o rapper Notorious B.I.G. (mesmo papel que viveu na cinebiografia “Notorius”). A produção pretende mostrar todos os lados de Tupac, com ênfase no sucesso, mas sem esconder as controvérsias, que lhe levaram à prisão, e a rivalidade com Notorious B.I.G. Tupac morreu em 1996, aos 25 anos, em um tiroteio fruto dessa rivalidade. Um ano depois, foi a vez de B.I.G. ser assassinado, numa suposta vingança. Com direção de Benny Boom, que tem uma carreira destacada como diretor de videoclipes e comerciais, “All Eyez on Me” estreia em 16 de junho de 2017 nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
The Mayor: Nova série de comédia com Lea Michele ganha primeiro trailer
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer da nova série de comédia “The Mayor”. A prévia é bem divertida, ainda que a ideia da eleição de um rapper negro da periferia para um cargo político importante não seja inédita – veja-se o filme “Ali G Indahouse” (2002). Criada por Jeremy Bronson (roteirista de “The Mindy Project”), a série gira em torno de um jovem rapper iniciante que resolve se candidatar a prefeito para tornar seu nome conhecido e conseguir um contrato com uma gravadora. Mas, como mostra o trailer, ele se sai muito melhor que o esperado e acaba sendo eleito. A premissa é instigante e daria um bom filme de comédia. Resta saber como isso será esticado numa série semanal. O elenco destaca Brandon Micheal Hall (série “Search Party”) como o prefeito rapper, Yvette Nicole Brown (série “The Odd Couple”) como sua mãe e Lea Michele (série “Scream Queens”), ex-funcionária do candidato rival, que vira chefe do gabinete do jovem inexperiente. David Spade (“Gente Grande”) também participa como o adversário político. O piloto foi dirigido por James Griffith (série “Episodes”) e a exibição vai acontecer às terças na temporada de outono nos Estados Unidos.
Diretor de 12 Anos de Escravidão vai filmar documentário sobre Tupac Shakur
O diretor inglês Steve McQueen, do filme vencedor do Oscar “12 Anos de Escravidão” (2013), vai filmar um documentário sobre o rapper Tupac Shakur. A produção foi autorizada pela família do músico, assassinado em 1996, que permitirá acesso a vasto material particular. O diretor britânico afirmou estar “muito emocionado” com a chance de explorar a vida de Tupac, a quem conheceu indiretamente em 1993, quando estudava em Nova York. “Poucos, se é que alguém conseguiu, brilharam mais do que Tupac Shakur”, afirmou McQueen em comunicado. “Estou buscando trabalhar, no futuro, muito de perto com sua família para contar a verdadeira história deste talentoso homem”, indicou. Afeni Shakur, a mãe de Tupac, que morreu no ano passado, queria um documentário que mostrasse seu filho “de uma maneira completa”, disse sua irmã Gloria Cox. “Nunca foi nossa intenção reescrever a história de Tupac. Nosso objetivo sempre foi contar a história real, de uma maneira tão completa como nunca antes”, assinalou. O anúncio acontece um mês antes da estreia de um filme de ficção sobre a vida de Tupac, “All Eyez On Me”, que será estrelado por Demetrius Shipp Jr — um ator pouco experiente, mas muito parecido com o rapper. O longa estreia em 16 de junho nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. Além deste filme, também está sendo produzido um thriller criminal, baseado na investigação dos assassinatos de Tupac e Notorious B.I.G., que teriam acontecido por culpa da rivalidade musical. Intitulado “LAbyrinth”, o filme vai trazer Johnny Depp como o detetive encarregado do caso, e deve chegar aos cinemas no final do ano.
Clipe ostentação de DJ Khaled com Justin Bieber é visto mais de 40 milhões de vezes no fim de semana
DJ Khaled divulgou o vídeo de “I’m The One”, que conta com a participação de Justin Bieber, Quavo (do trio Migos), Chance the Rapper e Lil Wayne, além de muitas mulheres de biquínis. Os amiguinhos passam o tempo todo dançando, entre uma piscina e um jardim em forma de labirinto. Dá para imaginar que se trata de uma boy band. Para completar, os outros dois Migos, Offset e Takeoff, também se juntam à ostentação na festinha da mansão. O clipe foi lançado no fim de semana e já ultrapassou a marca de 40 milhões de visualizações no Youtube. A música faz parte do novo álbum de Khaled, intitulado “Grateful”.
Don Cheadle estrela o novo clipe do rapper Kendrick Lamar
Kendrick Lamar divulgou o clipe de “DNA.”, em que ele contracena com o ator Don Cheadle (“Capitão América: Guerra Civil”). No vídeo, Cheadle interpreta um detetive “old school”, que ao aplicar o teste de polígrafo no rapper recebe um “choque de realidade”. Disponibilizado nesta semana, o clipe já foi visto cerca de 20 milhões de vezes. A direção é de Nabil Elderkin, do documentário “Bouncing Cats” (2010) sobre o hip-hop em Uganda, e de clipes como “Mas que Nada”, parceria de Sérgio Mendes e The Black Eyed Peas, e “Why’d You Only Call Me When You’re High?”, da banda Arctic Monkeys. “DNA.” faz parte do quarto disco do rapper, “Damn.”, que conta com a participação de Rihanna e da banda U2, lançado em 14 de abril.
Novo trailer da cinebiografia de Tupac Shakur destaca as contradições do rapper
“All Eyes On Me”, a cinebiografia de Tupac Shakur, ganhou um pôster e um trailer realmente completo. A prévia traça a vida e as contradições do rapper, filho de militantes dos Panteras Negras, que buscava passar mensagens positivas em suas músicas, mas após ser preso se rendeu ao estilo gangsta rap, conquistando enorme sucesso, até isso custar sua vida. As cenas revelam que nada deixará de ser abordado, inclusive a influência de Suge Knight, que o levou a assinar com gravadora Death Row, a amizade e posterior rivalidade com Notorious B.I.G., a carreira cinematográfica do rapper e a violência que cercava sua vida, culminando no seu assassinato em 1996, aos 25 anos. Demetrius Shipp Jr., novato que participou do reality “#unlock’d”, conseguiu o papel principal devido à semelhança física com Tupac, mas o elenco de apoio inclui atores mais conhecidos, como Danai Gurira (Michonne na série “The Walking Dead”), que vive a mãe Afeni Shakur, Lauren Cohan (também de “The Walking Dead”) como a empresária Leila Steinberg, Kat Graham (série “The Vampire Diaries”) como a atriz Jada Pinkett, Dominic L. Santana (“Noite Infernal”) como Suge Knight e Jamal Woolard como Notorious B.I.G., repetindo o papel após estrelar a cinebiografia “Notorius” (2009). Filmado por Benny Boom (“Cadê a Minha Entrega?”), diretor de filmes B que tem uma carreira mais destacada em videoclipes e comerciais, “All Eyez on Me” estreia em 16 de junho nos EUA, data em que o Tupac completaria 46 anos. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Marcelo D2 lança Resistência Cultural, primeiro clipe solo após três anos
O rapper Marcelo D2 lançou o clipe “Resistência Cultural”. Filmado em preto e branco com câmera de iPhone, o vídeo interrompe um hiato de três anos na carreira solo do artista. As imagens captam jovens pela noite, em bares e shows de um underground carioca, refletindo a ideia da “Resistência Cultural” da canção. O próprio Marcelo D2 assina a direção, em parceria com o fotógrafo Wilmore Oliveira, mas o principal destaque está na edição esperta das imagens, a cargo do fotógrafo Cauã Csik. O clipe, que tem participação vocal de Helio Bentes (banda Ponto de Equilíbrio) e de Siba Veloso (Mestre Ambrósio) na rabeca, é a primeira música de “{Mulato}”, novo projeto do rapper carioca.












