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    Ex-presidente do Globo de Ouro é demitido após e-mail racista

    20 de abril de 2021 /

    A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou a expulsão de Philip Berk, ex-presidente da entidade responsável pelo Globo de Ouro, após o vazamento de uma mensagem de e-mail considerada racista. “Com efeito imediato, Phil Berk não é mais membro da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood”, disse de forma sucinta o conselho da HFPA em um comunicado divulgado na tarde desta terça-feira (20/4). A decisão foi tomada após a associação ser pressionada pela rede NBC, que exibe o Globo de Ouro na TV, e a MRC, dona da Dick Clark Productions, que produz o evento. As duas empresas exigiram a expulsão de Berk. Aos 88 anos e até esta manhã membro da HFPA, Berk encaminhou um e-mail aos colegas no domingo (18/4) chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, o jornalista sul-africano criticou Patrisse Cullors, uma das fundadoras do Black Lives Matter, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail, revelado pelo jornal Los Angeles Times, criou ainda mais atrito por virado assunto no dia em que o policial Derek Chauvin foi condenado pelo assassinato de George Floyd, homem negro que foi asfixiado até a morte por nove minutos, sob custódia policial no estado de Minneapolis, nos Estados Unidos. O homicídio foi o estopim para os principais protestos do Black Lives Matter. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como “racista”, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk ajuda a explicar o motivo da falta de integrantes negros no HFPA. Não por acaso, a nova controvérsia acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Literalmente. A rede NBC, que se manifestou prontamente, estaria avaliando encerrar seu contrato para exibir a premiação. A HFPA meteu-se em uma série de polêmicas neste ano após sua seleção de indicados para o Globo de Ouro 2021 se provar completamente desconectada da realidade, sem destaque para filmes de temáticas negras. A situação se agravou após o Los Angeles Times trazer à luz detalhes de sua organização pouco transparente, como um histórico de subornos aceitos por seus membros e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros. Pressionada por movimentos sociais e agentes de talentos, que ameaçaram impedir que atores famosos fossem ao próximo Globo de Ouro, a HFPA jurou que faria mudanças em seus quadros para refletir melhor a sociedade. As mudanças, consideradas insuficientes por ativistas, ainda não aconteceram e há uma reunião marcada para 5 de maio com vários representantes de astros de Hollywood que pode definir o futuro do prêmio. A HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O próprio Berk é um exemplo disso, afinal não foi a primeira vez que ele cria constrangimento para a instituição. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a HFPA. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E, em 2018, foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação.

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  • Reality,  TV

    Filha de Pocah é alvo de ataques racistas por causa do “BBB 21”

    20 de abril de 2021 /

    A filha de cinco anos da cantora Pocah está sofrendo ataques racistas na internet por causa do “BBB 21”. A denúncia foi feita pelos administradores das redes sociais da artista. O motivo seria a briga de Pocah com a maquiadora Juliette Freire no reality show da Globo. As duas se desentenderam após a votação do paredão de domingo passado (18/4) e, após dois bate-bocas, Juliette ainda reclamou ao vivo da cantora, durante o jogo da discórdia da noite de segunda-feira. Pocah passou mal durante a madrugada. A discussão levou fãs de Juliette a extrapolarem, invadindo os perfis da menina Vitória para chamá-la de “macaca”, “neguinha fedida” e outras ofensas. “É louco pensar que essas mensagens, direcionadas a uma criança de 5 anos, são motivadas exclusivamente porque a mãe dela resolveu… votar em um jogo de votação, né? O que está acontecendo no mundo? O que está acontecendo com as pessoas? Somos realmente da mesma espécie?”, expôs o perfil de Pocah, ao revelar algumas das mensagens. Durante a discussão de racismo trazida à tona no reality, Pocah chegou a contar que a filha sofria bullying na escola por ser negra, o que a levava a odiar sua própria aparência. O noivo da cantora, Ronan Souza, revelou que medidas legais estavam sendo tomadas contra as mensagens racistas. “Vocês, que foram no perfil da Vitória falar m*** para uma criança, joga o chip fora, já achei quatro de vocês. João Pessoa, Florianópolis e dois do Rio de Janeiro. Já já tem uma surpresinha”, ele escreveu no Twitter, fazendo referência a processos. Os administradores do perfil de Juliette apoiaram a decisão. “Atacar a filha de Pocah é um absurdo”, escreveram os administradores das redes da confinada. É louco pensar que essas mensagens, direcionadas a uma criança de 5 anos, são motivadas exclusivamente porque a mãe dela resolveu… votar em um jogo de votação, né? O que está acontecendo no mundo? O que está acontecendo com as pessoas? Somos realmente da mesma espécie? pic.twitter.com/XqW21TwWMC — POCAH 🍑 (@Pocah) April 19, 2021 A intenção aqui não é culpar A ou B. A intenção é expor o conteúdo dos prints.Me assusta muito que, com o teor das mensagens expostas, vocês estão se preocupando com um emoji. Precisamos REPUDIAR o acontecido, e não buscar justificativas ou confissão de culpa. — POCAH 🍑 (@Pocah) April 19, 2021 Papo rapidinho aqui: reta final, 15 dias pro fim do BBB. Veremos de tudo. Mas continuaremos sem aceitar ver, e repudiando veementemente, qualquer ataque que incite ódio ou seja CRIME. Isso é um jogo, existem limites. Atacar a filha de Pocah é um absurdo. — Juliette Freire 🌵 (@FreireJuliette) April 20, 2021 Vocês que foram no perfil da vitória falar merda para uma CRIANÇA, Joga o chip fora, já achei 4 de vocês. João Pessoa, Florianópolis e 2 do rio. Jaja tem uma surpresinha 🥰🤷🏻‍♂️ — Ronan Souza (@euronansouza) April 19, 2021 Gente, vcs acreditam em intuição? A Pocah tá devastada, não fez nada de errado, nada! Conhecendo ela como a conheço, ela tá sentindo o que tá rolando aqui fora! — POCAH 🍑 (@Pocah) April 20, 2021

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  • Etc

    Ex-presidente do Globo de Ouro chama Black Lives Matter de “movimento de ódio racista”

    20 de abril de 2021 /

    O vazamento de uma mensagem de e-mail polêmica de Philip Berk, ex-presidente de Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), voltou a escancarar o preconceito racial da organização responsável pelo Globo de Ouro. Aos 88 anos e ainda membro da HFPA, Berk encaminhou um e-mail aos colegas no domingo (18/4) chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e ajuda a explicar o motivo da falta de integrantes negros no HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Literalmente. A rede NBC, que se manifestou prontamente, estaria avaliando encerrar seu contrato para exibir a premiação. A HFPA meteu-se em uma série de polêmicas neste ano após sua seleção de indicados para o Globo de Ouro 2021 se provar completamente desconectada da realidade, sem destaque para filmes de temáticas negras. A situação se agravou após o Los Angeles Times trazer à luz detalhes de sua organização pouco transparente, como um histórico de subornos aceitos por seus membros e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros. Pressionada por movimentos sociais e agentes de talentos, que ameaçaram impedir que atores famosos fossem ao próximo Globo de Ouro, a HFPA jurou que faria mudanças em seus quadros para refletir melhor a sociedade. As mudanças, consideradas insuficientes por ativistas, ainda não aconteceram e há uma reunião marcada para 5 de maio com vários representantes de astros de Hollywood que pode definir o futuro do prêmio. A HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O próprio Berk é um exemplo disso, afinal não foi a primeira vez que ele cria constrangimento para a instituição. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a HFPA. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E, em 2018, foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação. Agora, porém, tanto a rede NBC, que exibe o Globo de Ouro na TV, quando a MRC, dona da Dick Clark Productions, empresa que produz o evento, estão exigindo a expulsão de Berk da HFPA.

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  • Música,  Série

    Empresário de Morrissey ataca Os Simpsons por paródia do cantor

    19 de abril de 2021 /

    O cantor Morrissey não gostou nada de se ver parodiado em “Os Simpsons”. Seu empresário, Peter Katsis, detonou a série na conta oficial do artista no Facebook. O episódio exibido no domingo (18/4) na rede americana Fox mostrou um “cantor britânico deprimido dos anos 1980”, dublado pelo astro Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) e claramente inspirado pelo antigo vocalista dos Smiths. Na trama, ele aparece como um amigo imaginário de Lisa Simpson chamado Quilloughby, cantor da banda fictícia Snuffs, que é vegano e se parece incrivelmente com Morrissey. Intitulado “Panic on the Streets of Springfield” (referência ao single “Panic”, dos Smiths), o capítulo abordou várias passagens polêmicas da carreira de Morrissey, como abandonos de shows, opiniões de extrema direita, declarações racistas e até um falso veganismo – o desenho dá a entender que ele havia desistido da ideia e passado a comer carne recentemente. Na verdade, Morrissey fez vários comentários questionáveis ​​sobre raça ao longo de sua carreira, principalmente nos últimos anos, nos quais apoiou um grupo político de direita britânico, que chamou o povo chinês de “subespécie” e zombou do sotaque do prefeito Sadiq Khan. Mesmo assim, o empresário de Morrissey achou ruim. “Quando uma série se rebaixa tanto para usar táticas odiosas, como mostrar o personagem Morrissey com a pança para fora da camisa (quando ele nunca se apresentou assim em qualquer momento de sua carreira) faz você se perguntar quem é o verdadeiro grupo racista e nocivo aqui. Pior ainda: chamar o personagem de Morrissey de racista, sem apontar nenhum caso específico não serve de nada. Isso só serve para insultar o artista”, diz o texto publicado, sem identificação, no Facebook do cantor. O post ainda afirma: “Morrissey nunca fez algo só por dinheiro, nunca processou qualquer pessoa por seus ataques, nunca parou ótimos shows no meio e ainda é um vegano sério e apoiador ferrenho dos direitos animais”. A mensagem finaliza acusando “Os Simpsons” de hipocrisia: “Eles deveriam pegar esse espelho e olhar para eles mesmos. O pedido de desculpas recente do ator Hank Azaria, de ‘Os Simpsons’, para o país inteiro da Índia e seu papel em manter o ‘racismo estrutural’ diz tudo. A observação é uma referência às polêmicas raciais recentes envolvendo “Os Simpsons”, após o dublador Hank Azaria ter pedido desculpa ao povo indiano pela sua interpretação, considerada racista, do personagem Apu aos longo de três décadas. https://developers.facebook.com/docs/plugins/embedded-posts/?prefill_href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FMorrissey%2Fposts%2F304857347667167&__cft__[0]=AZViPswRys6LkTkpzFRgFjz_Km699GpPMtTjTP2fA8NbIh7KHTg8hu1HhB30LeGvi5yMddzr0_TuknL94nYrDQPssatfu4BeT0M_ZmjfuJjcryHXcpEup4mjaoqmPt1n3KSoeSaZ8-DABWwivSQECJMJ&__tn__=p%2CP-R#code-generator

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  • Filme

    Will Smith tira filme da Georgia em protesto contra lei que dificulta votos

    12 de abril de 2021 /

    O astro Will Smith (“Bad Boys para Sempre”) e o diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”) decidiram tirar seu próximo filme, o drama sobre escravidão “Emancipação”, da Geórgia, após políticos deste estado americano aprovarem uma lei que, segundo seus opositores, visa dificultar e reduzir a participação de comunidades negras no processo eleitoral do país. Descontentes com a derrota do Presidente Donald Trump na Georgia, políticos do Partido Republicano mudaram a legislação eleitoral, passando a impor requisitos de identificação do eleitor, além de diminuir a votação antecipada, limitar o número de urnas e, ao mesmo tempo, proibir voluntários de fornecerem garrafas de água aos eleitores que podem ter que esperar na fila por horas. Trump alegou falsamente que perdeu nesse estado por fraude eleitoral, após uma participação sem precedentes de eleitores negros, por meio de votação antecipada e do voto por correio em meio a pandemia de coronavírus. “Não podemos, em sã consciência, fornecer apoio financeiro a um governo que promulga leis eleitorais regressivas destinadas a restringir o acesso dos eleitores”, disseram Smith e Fuqua em comunicado à imprensa. “Infelizmente, nos sentimos obrigados a realocar nosso trabalho de produção cinematográfica da Geórgia para outro estado”, anunciaram. A Geórgia é considerado um importante centro de produção para a indústria cinematográfica americana, graças a leis de incentivo que atraíram diversas produções ao estado. Mas a nova legislação foi recebida com muito descontentamento. Outras produções hollywoodianas estudam tirar suas filmagens da região, enquanto empresas comerciais, organizações esportivas e de entretenimento realizam boicotes contra a controversa decisão. “Emancipação” é uma produção da Apple, baseada na história real do escravo Peter, que ficou famoso no século 19 após fugir de seu “dono” e torturador e posar para uma foto expondo as cicatrizes de crueldade nas suas costas – marcas de um chicoteamento que quase o matou. A foto se tornou conhecida como “Scourged Back” e “viralizou” após ser publicada em uma série de veículos de imprensa em 1863, criando um impacto similar ao do assassinato de George Floyd em sua época. Estudiosos apontam a foto como uma das influências do crescimento do movimento abolicionista, que levou ao fim da escravidão nos EUA. De fato, pouco depois de sua publicação, países europeus anunciaram que deixariam de comprar algodão dos estados do sul dos EUA, onde a escravidão ainda era praticada. O ato de protesto dos responsáveis pelo filme em 2021 ecoa esse passado histórico.

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  • Reality,  TV

    Polícia intima Carla Diaz como vítima de racismo no BBB 21: “Racismo reverso não existe”

    8 de abril de 2021 /

    A atriz Carla Diaz revelou nas redes sociais, nesta quinta-feira (8/4), que foi intimada como vítima de racismo dentro do reality show “BBB 21” pela Delegacia de Crimes Raciais (Decradi). Ela foi procurada pela polícia dias após a Decradi abrir uma investigação sobre racismo do cantor Rodolffo Mathaus. Mas sua intimação teria como alvo Lumena Aleluia, que se referiu várias vezes à branquitude de Carla durante o confinamento. Detalhe: racismo reverso (ou simplesmente “racismo contra brancos”) não existe (como diz Camilla de Lucas, procurem no Google) e a própria Carla Diaz foi rápida em apontar a cilada. “Eu vim falar de uma coisa muito chata, mas quero que vocês saibam por mim. Essa semana eu fui surpreendida por um policial da Delegacia de Crimes Raciais. Sim, bateram na minha porta. Levei um susto porque alguém pediu para a delegacia abrir um inquérito e eu vou precisar prestar esclarecimentos de preconceito racial, como se eu fosse a vítima. Como se eu tivesse sido vítima. Acho isso tudo um absurdo, meu advogado está vendo tudo e assim que eu tiver eu aviso vocês”, disse ela, nas redes. “Acho importante lembrar que racismo reverso não existe. Vamos ler, nos informar, o programa debateu racismo. Tô muito chateada com essa situação. Usaram meu nome sem o meu conhecimento para me colocar nessa situação”, finalizou a atriz. Como apontou Carla, o apresentador Thiago Leifer abordou o caso de Rodolffo, que comparou o cabelo afro do confinado João Luiz Pedrosa com uma peruca de homem das cavernas, de forma didática, clara e inequívoca durante o episódio da noite de terça (6/4), um dos mais importantes da história do programa. A piada original de Rodolffo originou uma investigação do Decradi, que pode ter incorporado ao caso queixas de “racismo reverso” – que vai na contramão de tudo o que se discutiu. Vale lembrar que em fevereiro deste ano, quando o programa ainda estava no começo, o deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ), que faz parte do grupo de extrema direita contrário a cotas raciais nas faculdades, apresentou uma notícia-crime contra a então participante Lumena por comentários feitos contra Carla, acusando a psicóloga baiana de cometer “racismo”. Na mesma época, o vereador Thammy Miranda (PL-SP) também publicou um ofício em suas redes sociais defendendo que as falas de Lumena contra Carla Diaz fossem investigadas. Oie! Como vocês estão? Hoje vim falar com vocês sobre um assunto muito sério que aconteceu. E é sempre melhor que vocês saibam das coisas por mim. pic.twitter.com/iuek2BbLGQ — Carla Díaz 🦋 (@Carladiaz) April 8, 2021

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  • Etc,  Série

    Krypton: Regé-Jean Page comenta notícia de que perdeu papel por ser negro

    7 de abril de 2021 /

    O ator Regé-Jean Page, intérprete do Duque de Hastings de “Bridgerton”, postou nas redes sociais sua reação à reportagem da revista The Hollywood Reporter que revelou que ele não conseguiu o papel principal da série “Krypton” por ser negro. “Ouvir sobre essas conversas não dói menos agora do que doeu naquela época”, Page tuitou nesta quarta-feira (7/4). “Para ser honesto, os esclarecimentos quase doem ainda mais”, acrescentou Embora Page não mencione “Krypton” no tuíte, ele termina com as palavras “Nós ainda voamos” – que aparentemente se refere à capacidade do Superman de voar. Uma longa reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre as acusações de Ray Fisher contra a Warner Bros. revelou que Geoff Johns, quando foi presidente da DC Entertainment entre 2010 e 2018, impediu os produtores da série “Krypton” de escalar Regé-Jean Page como protagonista da série “Krypton”. De acordo com as fontes da produção ouvidas pela THR, Johns teria citado especificamente o fato de Page ser negro como impedimento para que ele interpretasse o papel. “Krypton”, que ficou no ar entre 2018 e 2019, contava as aventuras de Seg-El, avô de Kal-El (o futuro Superman), antes da destruição de seu planeta. O papel acabou interpretado por Cameron Cuffe, um ator branco. Representantes de Johns responderam à acusação dizendo que o produtor achou, na época, que os fãs esperariam um ator “que se parecesse com um jovem Henry Cavill” no papel de Seg-El. Em outras palavras, os fãs não aprovariam um negro como avô de Superman. Hearing about these conversations hurts no less now than it did back then. The clarifications almost hurt more tbh. Still just doing my thing. Still we do the work. We still fly. 👊🏽 — Regé-Jean Page (@regejean) April 7, 2021

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  • Reality,  TV

    Polícia vai investigar Rodolffo por crime de racismo no BBB 21

    6 de abril de 2021 /

    Os comentários de cunho racista do cantor sertanejo Rodolffo, participante do “BBB 21”, contra o colega de confinamento João Luiz, serão investigados pela Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A assessoria da instituição anunciou a investigação em comunicado: “De acordo com a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), foi instaurado procedimento para apurar o crime de preconceito racial. Imagens estão sendo analisadas e as investigações seguem em andamento”. No último sábado (3/4), o sertanejo comparou o cabelo do geógrafo a uma peruca de homem das cavernas, fantasia usada para cumprir o Monstro da semana. Pouco depois, durante show no programa, a cantora Ludmilla exigiu respeito. “A próxima música que vou cantar agora fala sobre uma coisa que o mundo está precisando, que é respeito. Respeita o nosso funk, respeita a nossa cor, respeita o nosso cabelo. Respeita caral**.”, disse a artista, que também já teve o cabelo comparado a Bombril por uma suposta socialite. Para deixar claro, após a apresentação ela ainda elogiou o cabelo de João em suas redes sociais.

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  • Etc,  Série

    Produtor da Warner impediu Regé-Jean Page de estrelar série por ser negro

    6 de abril de 2021 /

    Uma longa reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre as acusações de Ray Fisher contra a Warner Bros. revelou que Geoff Johns, quando foi presidente da DC Entertainment entre 2010 e 2018, impediu os produtores da série “Krypton” de escalar Regé-Jean Page (o futuro Duque de Hastings de “Bridgerton”) como protagonista da série “Krypton” por ser negro. De acordo com fontes da THR, Johns teria citado especificamente o fato de Page ser negro como impedimento para que ele interpretasse o papel. “Krypton”, que ficou no ar entre 2018 e 2019, contava as aventuras de Seg-El, avô de Kal-El (o futuro Superman), antes da destruição de seu planeta. O papel acabou interpretado por Cameron Cuffe, um ator branco. Representantes de Johns responderam à acusação dizendo que o produtor achou, na época, que os fãs esperariam um ator “que se parecesse com um jovem Henry Cavill” no papel de Seg-El. Em outras palavras, os fãs não aprovariam um negro como avô de Superman. Mas este não teria sido o único problema de escalação em “Krypton”. Johns também teria vetado a possibilidade do personagem Adam Strange, um herói interpretado por Shaun Sipos, ser retratado como gay ou bissexual. O personagem, que viaja do futuro para avisar Seg-El sobre o ataque do vilão Brainiac (Blake Ritson) e contar a ele sobre os feitos do seu neto, é heterossexual nos quadrinhos. Na série, supostamente por determinação de Johns, a sexualidade de Strange é apenas sugerida. O personagem é visto sorrindo para um soldado nu do sexo masculino em uma cena de “Krypton”, mas também tem uma breve conversa com Alanna, seu interesse romântico nos quadrinhos, que implica um passado entre eles. “Geoff celebra e apoia personagens LGBTQIAP+, incluindo a Batwoman, que voltou aos quadrinhos em 2006, como uma mulher lésbica, em uma série coescrita por ele”, comentaram os representantes do produtor, sem citar o caso específico relatado na matéria. O THR ainda cita a roteirista Nadria Tucker, que tuitou em 24 de fevereiro: “Não falo com Geoff Johns desde o dia em que ele tentou me dizer o que é e o que não é uma coisa negra”. Procurada para esclarecer o comentário, ela disse que Johns impediu que o penteado de uma personagem negra fosse mudado em cenas que aconteceram em dias diferentes. “Eu disse que nós, mulheres negras, tendemos a mudar nosso cabelo com frequência. Não é estranho, é uma coisa negra”, ela afirmou. “E ele disse: ‘Não, não é’. ” O porta-voz de Johns respondeu que a preocupação do produtor era sobre continuidade. “O que eram notas de continuidade padrão para uma cena estão sendo comentadas de uma forma que não é apenas pessoalmente ofensiva para Geoff, mas para as pessoas que sabem quem ele é, conhecem o trabalho que ele fez e conhecem a vida que ele vive, pois Geoff conhece pessoalmente, em primeira mão, os efeitos dolorosos dos estereótipos raciais em relação ao cabelo e outros estereótipos culturais, tendo sido casado por uma década com uma mulher negra e por sua segunda esposa ser asiática-americana, assim como seu filho, que é mestiço”. A reportagem ainda sugere que as fontes da reportagem não foram ouvidas na investigação iniciada pela Warner para apurar as acusações de Fisher sobre os bastidores de “Liga da Justiça”, que terminaram supostamente enquadrando apenas o diretor Joss Whedon, responsável pelos problemas iniciais com o elenco. Supostamente, porque o nome de Whedon não foi apontado na conclusão dos trabalhos. Em comunicado oficial, o estúdio disse apenas: “A investigação da WarnerMedia sobre o filme da ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Dias antes, Whedon tinha anunciado que estava se afastando de “The Nevers”, série que ele criou e que estreia no domingo (11/4) na HBO. Geoff Johns, por sua vez, continua à frente da série “Stargirl”, que ele criou, baseando-se em quadrinhos que ele também escreveu, além de ter trabalhado, após “Liga da Justiça”, nos roteiros de “Aquaman” e “Mulher-Maravilha 1984”.

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  • Série

    “Falcão e o Soldado Invernal” aborda história mais polêmica da Marvel

    27 de março de 2021 /

    O segundo episódio de “Falcão e o Soldado Invernal” surpreendeu os leitores de quadrinhos por abordar uma das histórias mais polêmicas já publicadas pela Marvel. É tudo spoiler para quem não assistiu à série da Disney+ (Disney Plus). Ao perceber que tinham lutado contra supersoldados, o Soldado Invernal (Sebastian Stan) revelou ao Falcão (Anthony Mackie) que o Capitão América e ele não foram os únicos militares americanos que receberam o soro experimental. Durante a Guerra da Coreia, ele tinha conhecido Isaiah Bradley, um soldado negro dos Estados Unidos, submetido aos testes da fórmula secreta. O personagem foi criado pelo falecido escritor Robert Morales e desenhado por Kyle Baker na minissérie “Capitão América: Verdade – Vermelho, Azul e Negro”. A publicação de 2003 revelou que Steve Rogers não tinha sido o único soldado a se submeter ao Projeto Rebirth durante a 2ª Guerra Mundial – Bucky Barnes, o Soldado Invernal, recebeu o soro de outra forma. O governo dos EUA fez experiências com 300 soldados negros em uma tentativa de recriar o soro do supersoldado em 1942. Mais: aquilo que eventualmente se tornou a fórmula secreta fazia parte de uma pesquisa para eliminar linhagens “menos desejáveis”, esterilizando grupos étnicos e pessoas com deficiências, com objetivos similares aos experimentos de eugenia dos nazistas. A história de Morales sugeria que o governo dos Estados Unidos e os nazistas tinham mais em comum nos anos 1940 do que a maioria gostaria de acreditar. O pior é que essa história revoltante foi inspirada num caso real. Em 1932, o Serviço de Saúde Pública e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA firmaram parceria com o Instituto Tuskegee, uma universidade predominantemente negra, para testar os efeitos prolongados da sífilis em homens negros. 600 pessoas foram selecionadas para o Estudo de Tuskegee, dos quais 399 foram infectadas sem saber. O experimento acompanhou por décadas as cobaias que, aceitando participar do teste sem saber de suas intenções reais, passaram anos sofrendo, com o diagnóstico de sífilis sempre escondido durante atendimentos públicos. Sem tratamento, a doença lhes causou danos cerebrais. O estudo só foi encerrado nos anos 1970, quando um vazamento de informações revelou o propósito real do teste e suas práticas antiéticas. Nos quadrinhos, Isaiah Bradley foi o último sobrevivente de seu esquadrão, após a maioria morrer com mutações e deformidades causadas pelo soro experimental. Ele se tornou uma arma do governo, usado em ações táticas de grande importância, mas sem receber a publicidade e a glória destinadas a Steve Rogers, o Capitão América. E quando a guerra acabou, o governo prendeu Bradley por 17 anos por roubar o uniforme do Capitão América. Eles o esterilizaram e colheram seu esperma e sangue para novos experimentos, enquanto lhe negaram o tratamento necessário para atenuar os efeitos colaterais do soro, o que o deixou com a capacidade mental de uma criança ao ser libertado. “Capitão América: Verdade – Vermelho, Azul e Negro” se tornou extremamente polêmica entre os leitores da Marvel. Muitos acharam que ela arruinou o legado de Steve Rogers. Houve racistas enfurecidos com a imagem do negro Isaiah vestido com o uniforme do Capitão América. Mas hoje a criação de Morales é considerada um marco dos quadrinhos. Tanto que o neto de Isaiah Bradley, Elijah Bradley, acabou incorporado em novas histórias como um herói: o Patriota, membro dos Jovens Vingadores. Em “Falcão e o Soldado Invernal”, Isaiah foi interpretado por Carl Lumbly (“Supergirl”), que surge amargurado, revoltado e escondido do mundo, recusando-se a falar do passado, mas ainda superpoderoso – ele é visto brevemente ao lado do neto na série. Na versão live-action, o personagem lutou na Guerra da Coreia e não na 2ª Guerra, e em vez de ter sido recebido como herói por ter derrotado o Soldado Invernal nos anos 1950, passou 30 anos preso e servindo de cobaia para novos testes. Ao saber dessa história, o Falcão fica chocado, especialmente por ter sido convencido a não virar o novo Capitão América porque, supostamente, só existia um Steve Rogers. Sua intenção de homenagear o amigo acabou traída pelo governo, que se apossou do escudo deixado por Rogers para ele. O governo americano nem perdeu tempo para passar o símbolo do Capitão América para as mãos de outro militar branco. O episódio ainda reforçou a crítica ao mostrar que, em meio a sua discussão com Bucky, o Soldado Invernal, Sam Wilson é cercado por viaturas policiais e se torna vítima de assédio racial por parte de policiais, que o identificam apenas como um homem negro agitado, sem reconhecê-lo fora do uniforme do Falcão. Apesar da importância da história e o impacto causado em sua utilização na série, até então a Marvel não parecia interessada em mantê-la relevante. Quando a Disney comprou a Marvel em 2009, “Verdade” saiu de catálogo e não ganhou republicação. Josiah X, filho de Isaiah Bradley, desapareceu em 2004, e Elijah Bradley deixou de ser considerado um dos Novos Vingadores em 2012 – um novo personagem, Rayshaun Lucas, assumiu o manto de Patriota. Uma década depois de sua estreia, “Capitão América: Verdade – Vermelho, Azul e Negro” tornou-se um item de colecionador difícil de se encontrar, ao mesmo tempo em que as menções ao “Capitão América negro” viraram trivia lembrada apenas por um punhado de geeks. Nem o nome e nem legado do personagem eram mencionados nas páginas da Marvel Comics há uma década. O escritor Robert Morales morreu aos 55 anos em 2013, sem ver seu personagem ganhar carne e osso.

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  • Etc,  Filme

    Presidente da Fundação Palmares usa fake news para pedir boicote a filme de Lázaro Ramos

    20 de março de 2021 /

    O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pediu boicote ao filme “Medida Provisória”, que ele não viu, em postagens nas redes sociais. A atitude foi tomada após elogios rasgados da crítica americana e prêmios em festivais internacionais ao longa-metragem brasileiro, que marca a estreia na direção de Lázaro Ramos. Camargo diz que o filme que ele não viu “acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo”. “O filme, bancado com recursos públicos, acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo — deportar todos os cidadãos negros para a África por Medida Provisória. Temos o dever moral de boicotá-lo nos cinemas. É pura lacração vitimista e ataque difamatório contra o nosso presidente”, protestou Camargo, em seu perfil, nas redes sociais. Além de dar o registro, é preciso desmentir mais esta “fake news”, ferramenta seguidamente utilizada por integrantes do governo Bolsonaro contra a Cultura, liberdade de expressão e, durante a pandemia, as vidas dos brasileiros. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, peça que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro em 2011 – quando a presidente era Dilma Rousseff. Escrito por Aldri Anunciação, o texto foi publicado em livro pela Editora Edufba em 2012 e no ano seguinte venceu o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria ficção juvenil. Os “recursos públicos” citados por Sérgio Camargo são os incentivos que o governo Bolsonaro travou na Ancine. O filme foi inteiramente rodado antes da eleição de Bolsonaro. O ator principal, o inglês descendentes de brasileiros Alfred Enoch, viajou ao Brasil para se aclimatar ao país para as filmagens no início de 2019, meses antes das eleições à presidência da República. Na época, nem os piores pesadelos apontavam uma possível vitória de Bolsonaro. A trama de “Medida Provisória” se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no governo federal, que promulga uma nova lei para deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. A reação de Sérgio Camargo só comprova como o cenário distópico da produção reflete o país criado após a eleição de Bolsonaro. Se o filme foi feito como ficção futurista, o tempo acabou por transformá-lo numa importante advertência sobre o tempo presente. Lázaro Ramos também se manifestou, após se deparar com as fake news de Camargo nas redes sociais, lembrando a cronologia da produção de “Medida Provisória” – em desenvolvimento há quase uma década – e colocando sua trama distópica no mesmo nicho de “Handmaid’s Tale” (que também poderia ser atacado por Camargo ao descrever um país similar a este que virou pária mundial) e “Black Mirror”. “Qualquer comentário sobre o filme é feito em cima de suposições ou desejo de polêmica, pois ninguém assistiu a obra a não ser quem esteve nos festivais onde o filme foi exibido com extremo sucesso, vide as mais de 24 críticas positivas da obra”, completou o ator e diretor. Em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito e pediu esclarecimentos a Sérgio Camargo sobre o fato de que ele “teria negado a existência do racismo, a importância da luta do povo negro pela sua liberdade e a importância do Movimento Negro em nosso país”. A investigação foi precipitada por um áudio em que Camargo chamou o movimento negro de “escória maldita” e criticou o Dia da Consciência Negra. Para os promotores, a apuração dos fatos foi necessária porque os “fatos noticiados são graves” e violam, em tese, a Constituição Federal.

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    Shonda Rhimes e Ava DuVernay relatam experiências de discriminação do Globo de Ouro

    17 de março de 2021 /

    A situação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável pela premiação tradicional do Globo de Ouro, conseguiu piorar. Após denúncias de suborno e racismo virem à tona e desencadearem campanhas de boicote nas redes sociais, com adesão das 100 maiores agências de talento de Hollywood e Europa, a prestigiada produtora Shonda Rhimes, responsável por “Grey’s Anatomy”, “Scandal”, “How to Get Away with Murder”, “Bridgerton” e outras séries de sucesso, acusou a HFPA de discriminação, e foi respaldada pela cineasta Ava Duvernay, diretora de “Selma” e da minissérie “Olhos que Condenam”. As denúncias foram motivadas por uma reportagem publicada na terça-feira (16/3) no site The Wrap, que acusou a HFPA de não participar de entrevistas coletivas com projetos de elencos liderados por negros, incluindo “Bridgerton” e “Queen & Slim” no ano passado. Nenhum dos dois títulos foi indicado a prêmios no Globo de Ouro 2021. Usando o Twitter, Shonda Rhimes confirmou a informação sobre a esnobada da entidade em “Bridgerton”: “O HFPA rejeitou nossa entrevista coletiva. Até que virou um “hit surpresa” (‘Grey’, ‘Scandal’, ‘Murder’- SURPRESA!). E ainda assim eles me pediram para que aparecesse pessoalmente para apresentar um prêmio no Globo de Ouro. Não somos os únicos. É por isso que a casa do HFPA está pegando fogo. Eles acenderam as chamas com suas próprias ignorâncias”. Ela ainda acrescentou que era “sortuda”, porque suas séries faziam sucesso. “Pensem em todos os grandes talentos e séries que nunca tiveram uma chance”. Em seguida, a diretora Ava DuVernay compartilhou sua própria experiência negativa em relação à HFPA, durante o lançamento de sua minissérie de 2019, “Olhos que Condenam” (When They See Us). “Para a entrevista coletiva do Globo de Ouro, menos de 20 deles compareceram”, escreveu ela no Twitter. “Com base na qualidade das perguntas, perguntei brincando: ‘Algum de vocês viu a série?’ Grilos. Mais integrantes entraram na sala quando a foto do encontro estava para ser tirada, momento em que dois tentaram me vender scripts. ” A HFPA é um grupo formado por 87 supostos jornalistas internacionais, que ano após ano determinam os indicados e vencedores do Globo de Ouro. Graças à premiação, os membros recebem várias regalias generosas dos estúdios que buscam emplacar prêmios, além de milhões de dólares pelo acordo de transmissão do evento pela rede de TV americana NBC. Uma reportagem do Los Angeles Times revelou, em fevereiro passado, que a entidade não possui nenhum integrante negro e muitos deles nem são jornalistas. Segundo o jornal americano, há uma ex-Miss Universo sul-africana, uma socialite polonesa, um fisicultor russo, um figurante de séries e até um cego votando no prêmio. And I'm the lucky one. More important: think of all the great talent and shows out there that never even got a chance. — shonda rhimes (@shondarhimes) March 16, 2021 For the WHEN THEY SEE US/ HFPA press conference, less than 20 of them showed up. Based on the quality of their questions, I jokingly asked “Have any of you seen the series?” Crickets. More came in the room when the pix were to be taken, at which time two peddled their scripts. https://t.co/pBWbUz2FZ3 pic.twitter.com/5XbiSeOBDz — Ava DuVernay (@ava) March 16, 2021

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    Zendaya denuncia racismo que sofreu durante o Oscar 2015

    17 de março de 2021 /

    Cancelado em 2017 após muitas polêmicas, o programa “Fashion Police”, do canal pago E!, foi lembrado por Zendaya nesta quarta (17/3). Ela aproveitou que virou capa da revista de moda W para falar de elegância negra e finalmente denunciou o racismo que sofreu da apresentadora Giuliana Rancic. A denúncia foi reforçada com um post contundente em seu Instagram. Para quem não viu ou não lembra, a atriz foi alvo de comentários racistas durante a premiação do Oscar em 2015, porque apareceu na cerimônia com dreadlocks no cabelo. Ao comentar o look de Zendaya no tapete vermelho, Rancic afirmou que sentia que a atriz tinha cheiro de “óleo de patchuli” e “maconha”. Em seu Instagram, ela reforçou que esse comentário foi “escandalosamente ofensivo” e que “já existe uma crítica dura ao cabelo afro-americano na sociedade sem precisar da ajuda de pessoas ignorantes que optam por julgar os outros com base na ondulação de seus cabelos.” Zendaya ainda listou uma série de pessoas proeminentes que usam dreadlocks e afirmou que seu penteado era um “símbolo de força e beleza, quase como uma juba de leão”. Na época, a polêmica inspirou a fábrica de brinquedos Mattel a criar uma boneca Zendaya Barbie com o mesmo look da atriz na premiação. “É assim que a mudança acontece”, disse Zendaya à W Magazine. “E isso me fez pensar: como eu poderia sempre ter um impacto duradouro sobre o que as pessoas viram e associaram às pessoas negras?” Ao refletir sobre o fato de agora estar na capa da revista norte-americana, ao lado de John David Washington, com quem contracena no drama “Malcolm & Marie”, a atriz afirmou: “Dois atores negros neste cenário parecem reescrever a história de uma maneira elegante, como uma espécie de velha Hollywood que gostaríamos que existisse. É quase como consertar um erro.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zendaya (@zendaya)

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