Ladrão quase escapa com estatueta de Frances McDormand durante a festa do Oscar
A atriz Frances McDormand quase ficou sem seu Oscar de Melhor Atriz, vencido pela atuação em “Três Anúncios para um Crime”. Durante a festa realizada depois da cerimônia de premiação, ela se deu conta de que estava sem o troféu. Foram momentos de muita tensão até que o ladrão fosse apreendido. A repórter Cara Buckley, do jornal The New York Times foi quem revelou o furto pelo Twitter, contando que os seguranças do baile vasculharam o local à procura de um ladrão que pegou a estatueta da atriz de 60 anos e fugiu. Segundo ela, um fotógrafo percebeu o que estava acontecendo e o impediu de fugir, recuperando a estatueta horas depois. A própria atriz teria pedido que o suspeito fosse solto, ele rapidamente desapareceu de cena. “Seguranças estavam procurando por esse homem, que pegou o Oscar de Frances McDormand e correu com ele. O fotógrafo de Wolfgang Puck (chef organizador do baile) o parou, pegou o Oscar de volta, e o sujeito desapareceu no baile. Aparentemente Frances disse para deixá-lo ir”, escreveu a jornalista, que compartilhou uma foto do acusado. O jornal USA Today também noticiou à perda da estatueta, dando outra versão para a história, que chamou de “amedrontadora separação pós-celebração”. Segundo o relato do jornal, Frances McDormand teria se dado conta de que não tinha a estatueta em mãos e começado a chorar. A atriz teria até desistido de procurar o prêmio e ido embora do baile com o marido, o cineasta Joel Coen. Os seguranças então assumiram as buscas pelo Oscar perdido, que voltou às mãos da vencedora horas depois da cerimônia. “Fran e o Oscar estão reunidos, felizes e aproveitando um hambúrguer juntos”, destacou o representante da atriz, Simon Halls, em um e-mail enviado ao jornal, sem detalhar o ocorrido.
Ator de Me Chame pelo seu Nome precisou tomar soro e medicamentos para ir ao Oscar
Coprotagonista de “Me Chame pelo Seu Nome”, o ator Armie Hammer precisou tomar soro e medicamentos na veia para comparecer à premiação. O ator de 31 anos, que faltou ao Spirit Awards na noite de sábado (3/3), chegou a compartilhar em seu Instagram uma foto “acamado” (na verdade, no sofá) com a legenda “a preparação para o Oscar tomou um caminho estranho”, que o mostra tomando a medicação. Na legenda, ele agradeceu a sua mulher, a jornalista Elizabeth Chambers, por tomar conta dele. Um dia antes, já tinha avisado: “Eu devo estar muito doente para estar no Indie Spirit Awards, mas graças a Elizabeth Chambers eu estou brindando com vocês com Pedialyte (uma solução eletrolítica usada para combater a desidratação) e canja de galinha”. Veja os dois posts abaixo. Hammer melhorou, porque chegou a apresentar um prêmio, ao lado de Gal Gadot. I may be too sick to be at the Indie Spirit Awards, but thanks to @elizabethchambers I am toasting you guys with pedialyte and chicken soup! Go get em guys! Uma publicação compartilhada por Armie Hammer (@armiehammer) em 3 de Mar, 2018 às 2:32 PST Oscar prep has taken a strange turn…. thank you @elizabethchambers for taking such good care of me. Uma publicação compartilhada por Armie Hammer (@armiehammer) em 3 de Mar, 2018 às 9:54 PST
Tom Holland usa reflexo-aranha para salvar Gina Rodriguez de tombaço no Oscar 2018
Uma das cenas mais divertidas do Oscar 2018 não foi ao ar durante a transmissão. Ela aconteceu nos bastidores, enquanto os atores Tom Holland e Gina Rodriguez se preparavam para entrar no palco. Aparentemente, alguém pisou no vestido de Gina Rodriguez, que se desequilibrou e quase caiu para trás, fazendo uma careta. Mas ela foi salva de levar um tombaço graças aos reflexos de aranha do super-herói da Marvel em sua identidade civil. Veja o vídeo abaixo. Tom Holland acabou ganhando um “obrigado” risonho da colega. A dupla apresentou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, que foi vencido por “Blade Runner 2049”. tom holland saved gina rodriguez from falling while they were backstage during the oscars,, nothing but respect for MY gentleman AND superhero pic.twitter.com/IjrnkWlLgF — bernice (@stanweirdo) March 5, 2018
A Forma da Água conquistou o Oscar 2018, mas a grande vitória foi da inclusão e da diversidade
A conquista de “A Forma da Água” no Oscar 2018 representou a culminação daquela que possivelmente foi a cerimônia mais séria da história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Com poucas piadas e muita politização, a 90ª premiação do Oscar fez mais que celebrar a diversidade em Hollywood, dedicando parte significativa da transmissão da noite de domingo (4/3) para demarcar terreno em questões de inclusão das mais variadas minorias. Um “viva México” foi exclamado na vitória de “Viva – A Vida É uma Festa”, na categoria de Animação, e se estendeu nos discursos de Guillermo del Toro, como Melhor Diretor e produtor do Melhor Filme, com um conselho para jovens de outros países entrarem chutando a porta na indústria cultural dos Estados Unidos. Os “dreamers”, a geração de jovens imigrantes que Donald Trump também quer chutar – para fora dos Estados Unidos – , foram citados nominalmente em discursos, fazendo a bandeira da imigração tremular no palco do Dolby Theatre com várias cores. O palco também reuniu algumas atrizes que denunciaram assédios, trazendo para os holofotes a parte mais sombria da indústria. Annabella Sciorra, Ashley Judd e Salma Hayek, que revelaram os podres de Harvey Weinstein, representaram o movimento #MeToo e a iniciativa Time’s Up com uma mensagem clara, sobre como serão os próximos 90 anos de cinema: definidos por “igualdade, inclusão, diversidade, internacionalidade”. E para ilustrar a pauta, apresentaram uma espécie de documentário, com depoimentos de cineastas em evidência – Greta Gerwig, Jordan Peele, Ava Duvernay, Barry Jenkins e Kumail Nanjiani – sobre o tema da representatividade. O vídeo evocou fato de, durante toda a vida, eles terem visto apenas filmes feitos por homens ou sobre brancos heterossexuais. Mas, de repente, passaram a ter “Pantera Negra”, “Mulher-Maravilha” e “Corra!”. E “não vamos embora”. Como para reforçar esse discurso, Jordan Peele se tornou o primeiro negro a vencer o Oscar de Melhor Roteiro Original, por “Corra!”. Por sua vez, Frances McDormand, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por “Três Anúncios para um Crime”, fez uma conclamação à indústria para prestar atenção às mulheres indicadas na cerimônia, que se ergueram sob seu comando, sugerindo que todas exigissem uma cláusula de inclusão em seus contratos – “inclusion rider” – , para que os sets sejam obrigatoriamente diversificados – como 50% mulheres e 50% homens, ou 50% brancos e 50% negros, ou outra combinação estatística. O termo “inclusion rider” imediatamente se tornou viral nas redes sociais, após o discurso. A inclusão também se manifestou duplamente na premiação de James Ivory, pelo Roteiro Adaptado de “Me Chame Pelo Seu Nome”. A Academia não apenas considerou uma história de amor LGBT a melhor do ano, mas também fez de Ivory a pessoa mais velha já premiada com um Oscar, aos 89 anos de idade. E ele nem foi o mais idoso presente na cerimônia. Vários representantes da Terceira Idade marcaram presença, num sinal de que mudanças e respeito podem conviver em harmonia. Para completar, a conquista do chileno “Uma Mulher Fantástica”, como Melhor Filme Estrangeiro, reforçou a latinidade que tornou o espanhol a segunda língua oficial da cerimônia, além da pauta LGBT. É significativo que Harvey Weinstein só tenha sido citado no monólogo de abertura do apresentador Jimmy Kimmel. O decorrer da cerimônia deixou claro que o tempo dos protestos já ficou para trás. Vestidos pretos, broches e o Globo de Ouro parecem ter acontecido em outra época. Porque o Oscar 2018 só focou no futuro, reforçando que as mudanças começam já e esta é a nova Hollywood que os artistas querem construir, muito mais diversificada que as imagens dos clipes de filmes clássicos exibidos durante a transmissão. Sim, Gary Oldman confirmou o favoritismo como Melhor Ator por “Destino de uma Nação”, Roger Deakins finalmente ganhou seu Oscar de Melhor Fotografia, em sua 13ª indicação, por “Blade Runner 2049″… Prêmios foram distribuídos (confira a lista completa abaixo), mas a verdade é que o Oscar 2018 não soou como um evento de celebração dos melhores talentos do ano passado. Foi mais que isso, um manifesto uníssono e grandioso contra o status quo e pelo futuro do cinema. Hollywood nunca mais será a mesma. Vencedores do Oscar 2018 Melhor Filme “A Forma da Água” Melhor Direção Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) Melhor Ator Gary Oldman (“Destino de Uma Nação”) Melhor Atriz Frances McDormand (“Três Anúncios Para Um Crime”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney (“Eu, Tonya”) Melhor Roteiro Original Jordan Peele (“Corra!”) Melhor Roteiro Adaptado James Ivory (“Me Chame Pelo Seu Nome”) Melhor Documentário “Icarus” Melhor Animação “Viva – A Vida É Uma Festa” Melhor Filme em Língua Estrangeira “Uma Mulher Fantástica” (Chile) Melhor Fotografia Roger Deakins (“Blade Runner 2049”) Melhor Edição Lee Smith (“Dunkirk”) Melhor Trilha Sonora Original Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) Melhor Canção Original “Remember Me”, de “Viva – A Vida É Uma Festa” Melhor Direção de Arte Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin (“A Forma da Água”) Melhor Figurino Mark Bridges (“Trama Fantasma”) Melhor Maquiagem e Cabelo “O Destino de Uma Nação” Melhores Efeitos Visuais John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover (“Blade Runner 2049”) Melhor Mixagem de Som Mark Weingarten, Gregg Landaker e Gary A. Rizzo (“Dunkirk”) Melhor Edição de Som Richard King e Alex Gibson (“Dunkirk”) Melhor Curta-metragem “The Silent Child” Melhor Curta de Animação “Dear Basketball” Melhor Documentário em Curta-metragem “Heaven Is a Traffic Jam on the 405”
Diversidade e politização empolgam mais que os filmes no Oscar 2018
A premiação do Oscar 2018 será o evento mais diversificado já apresentado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. E esta conquista é resultado direto da política implementada em 2016, como reação à campanha-denúncia #OscarSoWhite, após dois consecutivos sem indicações de atores negros. Para sacudir o status quo, a Academia aposentou vários eleitores veteranos e trouxe mais mulheres e pessoas de diferentes etnias para seu clubinho. Segundo dados da própria Academia, o número de negros convidados a votar no prêmio subiu 331% de 2015 a 2017. No mesmo período, a quantidade de mulheres aumentou 369%. Para se ter ideia, só neste ano, dez novos brasileiros ganharam direito a voto – entre eles, o ator Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”) e os diretores Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”), Cacá Diegues (“O Maior Amor do Mundo”), Nelson Pereira dos Santos (“A Música Segundo Tom Jobim”) e Walter Carvalho (“Brincante”). Isto abriu o horizonte do Oscar, com recorde de indicações femininas, entre elas a da primeira mulher a disputar a categoria de Melhor Direção de Fotografia (Rachel Morrison, de “Mudbound”) e primeira pessoa negra – além de segunda mulher da história – a concorrer por Melhor Roteiro Adaptado (Dees Rees, também de “Mudbound”). Também houve maior tolerância sexual, com indicação ao primeiro diretor transexual (Yance Ford, do documentário “Strong Island”) e o convite à primeira atriz trans a apresentar um prêmio no evento (a chilena Daniela Vega, de “Uma Mulher Fantástica”). Ao mesmo tempo, essas mudanças não segregaram os brancos idosos. Ao contrário, há três artistas nascidos em 1928 que disputam neste domingo (4/3) a oportunidade de se tornar a pessoa mais velha já premiada pela Academia – a diretora belga Agnes Varda (do documentário “Visages Villages”), o roteirista James Ivory (“Me Chame pelo seu Nome”) e o ator Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”). O que também significa um avanço contra o preconceito de idade. Por outro lado, apesar de Guillermo Del Toro ser favorito na categoria de Melhor Direção, integrantes de organizações latinas resolveram marcar protestos por maior inclusão na indústria cinematográfica. Como demonstrou a campanha #OscarSoWhite, está claro que pressão funciona. E grupos variados tendem agora a aumentar o lobby por maior representatividade. A campanha deste Oscar, porém, é a #MeToo. São esperados muitos discursos sobre empoderamento feminino e críticas ao assédio sexual. Na verdade, não faltarão motivos para politizar o evento, incluindo em categorias como Melhor Documentário e Filme Estrangeiro, a depender do resultado. Só vão faltar mesmo os bons filmes. Em alguns casos, a exclusão foi proposital. A Academia tratou de deixar de fora o melhor documentário, “Jane”, de Brett Morgen, sobre o trabalho da cientista especializada em primatas Jane Goodall, que venceu inúmeros prêmios. Ele foi propositalmente barrado para que filmes de temática politizada entrassem no páreo. Assim como impediu “120 Batimentos por Minuto”, que venceu o César – o Oscar francês – , para permitir a participação do primeiro – e mediano – filme do Líbano (“O Insulto”). Na maioria dos casos, porém, há de se lamentar simplesmente a safra cinematográfica. A ponto de reparar que os melhores filmes americanos de 2017 foram blockbusters e não dramas profundos do cinema indie – que praticamente inexistiram. De “Três Anúncios de um Crime” a “Lady Bird”, sem esquecer “Me Chame pelo seu Nome”, os indicados ao Oscar 2018 dificilmente conseguiriam indicação em outros – e melhores – anos.
Diretora de Mudbound defende que cinema é arte e não tamanho de tela no Spirit Awards 2018
A diretora Dee Rees, que recebeu o troféu Robert Altman no Spirit Awards 2018, fez um discurso para despertar discussões, durante seu agradecimento em nome da equipe de “Mudbound”. Distribuído pela Netflix, “Mudbound” tem despertado polêmica por concorrer a diversos prêmios de cinema, inclusive ao Oscar 2018. Mas para a cineasta, não há o que questionar. Ao listar toda a equipe técnica envolvida na criação de “Mudbound” e toda a arte conjurada pelo filme, ela demonstrou que não havia diferença na confecção da obra exibida por streaming dos longas projetados nos multiplexes. E arrematou: “Cinema não tem nada a ver com uma tela de smartphone, uma tela de televisão ou uma tela gigante de IMAX”. Em suma, cinema não é tela, é arte. “‘Mudbound’ é cinema”, ele decretou, sob aplausos efusivos da plateia formada por artistas independentes. E se, por enquanto, o Oscar tende a concordar com Dee Rees, já existe uma comissão da Academia com debates agendados sobre este tema, que pode chegar a uma conclusão diferente. Para o Festival de Cannes, por exemplo, a conclusão é que cinema é sim tela. Após exibir duas produções da Netflix sob protestos no ano passado, a organização do festival decidiu que filmes que não forem exibidos em circuito cinematográfico não poderão mais ser inscritos em seus próximos eventos. Afinal, é uma tela que define o que é cinema? Ou é tudo aquilo que Dees Rees cita em seu longo discurso – e que pode ser ouvido integralmente abaixo:
Veja todas as vitórias, os discursos e os melhores momentos do Spirit Awards 2018
A premiação do Film Independent Spirit Awards 2018, que consagrou o terror “Corra!” e seu diretor, Jordan Peele, não foi transmitida no Brasil. Mas graças ao canal oficial do prêmio no YouTube, é possível assistir aos vídeos dos seus melhores momentos, com todos os agradecimentos, comemorações e sorrisos dos vencedores. Apresentada pelos comediantes Nick Kroll e John Mulaney (da animação “Big Mouth”) pelo segundo ano consecutivo, a cerimônia aconteceu na tarde de sábado em sua locação habitual – em tendas armadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Mas ao contrário de outras premiações da temporada, o Spirit Awards não foi marcado por nenhum protesto específico. Os artistas não foram de roupas pretas nem usaram broches de alguma causa. Veja abaixo os vídeos dos melhores momentos e confira aqui a lista completa dos vencedores.
Corra! vence o Spirit Awards 2018, o Oscar do cinema independente
O Spirit Awards 2018, considerado o Oscar do cinema independente americano, consagrou o terror “Corra!”, de Jordan Peele, como Melhor Filme indie do ano. Além disso, a premiação realizada na tarde de sábado (3/3) na Califórnia rendeu a Peele o troféu de Melhor Direção. “Nós filmamos esse filme em 23 dias, e ninguém fez para ganhar um cachê, mas porque todos acreditaram em contar uma história que não tinha sido vista antes e que precisava existir”, disse Peele, em seu agradecimento. “Para mim, está claro que estamos no início de um renascimento neste momento, em que histórias dos outsiders, histórias das pessoas nesta sala, as mesmas histórias que os cineastas independentes têm contado há anos, são honradas, reconhecidas e celebradas. Estou tão orgulhoso de estar aqui com esse grupo de pessoas. Isso não teria acontecido sem todos aqui ou sem as pessoas que compraram ingressos e contaram sobre o filme e levaram mais pessoas a vê-lo”, completou. É interessante apontar que, nos últimos quatro anos, o vencedor do Spirit Awards também venceu o Oscar de Melhor Filme – são eles: “12 Anos de Escravidão” (2013), “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015) e “Moonlight” (2016). Essa sequência é maior que a coincidência registrada no Gotham Awards, o outro prêmio indie do cinema americano, que “acertou” os últimos três premiados do Oscar e este ano premiou “Me Chame pelo seu Nome”. Por sinal, o filme de Luca Guadagnino também era favorito ao Spirit Awards, com o maior número de indicações. Mas só venceu dois dos seis prêmios que disputou: Melhor Fotografia e, na ausência de Gary Oldman – “O Destino de uma Nação” não é um filme indie – , Melhor Ator com o jovem Timothée Chalamet. As demais categorias de interpretação repetiram os SAG Awards, com prêmios para Francis McDormand e Sam Rockwell, de “Três Anúncios Para um Crime”, e Allison Janney, de “Eu, Tonya”. Entre os prêmios sem equivalentes no Oscar, destacaram-se a comédia de humor negro “Ingrid Goes West” como Melhor Filme de Estreia – com o diretor Matt Spicer fazendo uma dedicação especial à atriz Aubrey Plaza – , “Mudbound” pelo elenco e Chloé Zhao, de “The Rider”, como cineasta feminina – sobre Greta Gerwig, que venceu o Spirit de Melhor Roteiro, por “Lady Bird”. Para completar a listagem principal, “Visages Villages” faturou a categoria de Documentário e o chileno “Uma Mulher Fantástica” foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro. Como todos os anos, a cerimônia de premiação aconteceu em tendas armadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Mas ao contrário de outras premiações da temporada, o Spirit Awards não foi marcado por nenhum protesto específico. Os artistas não foram de roupas pretas nem usaram broches de alguma causa. Confira abaixo a lista completa dos premiados. E veja aqui os vídeos com todas as vitórias, as comemorações e os discursos de agradecimentos. Vencedores do Independent Spirit Awards 2018 Melhor Filme “Corra!”, de Jordan Peele Melhor Direção Jordan Peele (“Corra!”) Melhor Filme de Estreia “Ingrid Goes West”, de Matt Spicer Melhor Atriz Francis McDormand (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Ator Timothee Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney (“Eu, Tonya”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Roteiro Greta Gerwig (“Lady Bird”) Melhor Roteiro de Estreia Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Melhor Fotografia Sayombhu Mukdeeprom (“Me Chame pelo Seu Nome”) Melhor Edição Tatiana S. Riegel (“Eu, Tonya”) Melhor Documentário “Visages Villages”, de JR e Agnès Varda Melhor Filme Estrangeiro “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio (Chile) Prêmio John Cassavetes (filme feito por menos de US$ 500 mil) “Life and Nothing More”, de Antonio Méndez Esparza Prêmio Robert Altman (melhor elenco) “Mudbound” Prêmio Bonnie (melhor cineasta feminina) Chloé Zhao (“The Rider”)
Jennifer Lawrence e Jodie Foster vão substituir Casey Affleck na cerimônia do Oscar 2018
A ausência de Casey Affleck vai quebrar uma antiga tradição no Oscar 2018: o costume de o vencedor do Oscar de Melhor Ator entregar o troféu para a vencedora da categoria de Melhor Atriz no ano seguinte. Diante do clima de ajuste de contas do movimento #MeToo, Affleck se adiantou a qualquer decisão da Academia e pediu para não participar da cerimônia. Assim, as atrizes Jennifer Lawrence e Jodie Foster foram escolhidas para substituí-lo no evento. Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a correr o risco de comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A escolha de Jodie Foster e Jennifer Lawrence marca um nuance politizado dos produtores da cerimônia de entrega do Oscar, já que coloca duas mulheres no lugar de um homem. Mais que isso, ambas são conhecidas por suas posturas e ativismo em defesa das minorias. Jodie Foster, inclusive, venceu um Oscar por interpretar uma mulher abusada sexualmente, em “Acusados” (1988). E Jennifer Lawrence está produzindo uma série documental baseada no movimento #MeToo.
Emoji – O Filme se consagra como Pior Filme no troféu Framboesa de Ouro 2018
Uma animação da Sony foi considerada o Pior Filme do ano na premiação do troféu Framboesa de Ouro 2018. Tradição da temporada de premiações, os Razzies, como também são conhecidos, destacam os piores trabalhos de Hollywood há 38 anos e já tiveram de tudo, mas nunca antes se depararam com um filme sobre cocôs falantes. Por conta disso, “Emoji – O Filme” tinha grande vantagem sobre os rivais. Além de Pior Filme, a animação também se consagrou em mais três categorias, duas delas conquistadas pelo seu diretor e roteirista Tony Leondis, um nome para os anais da história. O segundo filme com mais framboesas douradas foi “Cinquenta Tons Mais Escuros”, continuação do vencedor do Framboesa de Ouro de 2016. Venceu justamente como Pior Continuação e Atriz Coadjuvante (Kim Basinger). Os demais atores premiados foram Tom Cruise (por “A Múmia”), Mel Gibson (coadjuvante em “Pai em Dose Dupla 2”) e Tyler Perry (em “BOO! 2: A Medea Halloween”). Um detalhe: o comediante Tyler Perry venceu como Melhor Atriz pelo enésimo filme em que se veste de mulher. A personagem Madea é a Dona Hermínia americana e já tinha lhe rendido quatro indicações anteriores como Pior Atriz. Este ano, ele conquistou sua segunda “vitória”. Com isso, acabaram escapando outros indicados notáveis, de filmes como “Transformers: O Último Cavaleiro”, “Baywatch”, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” e “Mãe!”. Não foi desta vez que Jennifer Lawrence levou framboesas para casa. Confira abaixo os principais “vencedores” da premiação. Vencedores do Framboesa de Ouro 2018 Pior Filme “Emoji – O Filme” Pior Atriz Tyler Perry – “BOO! 2: A Medea Halloween” Pior Ator Tom Cruise – “A Múmia” Pior Ator Coadjuvante Mel Gibson – “Pai em Dose Dupla 2” Pior Atriz Coadjuvante Kim Basinger – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Pior Combo na Tela Quaisquer dois emojis irritantes em “Emoji – O Filme” Pior Remake, Imitação ou Sequência “Cinquenta Tons Mais Escuros” Pior Diretor Tony Leondis – “Emoji – O Filme” Pior Roteiro Tony Leondis, Eric Siegel e Mike White – “Emoji – O Filme”
120 Batimentos por Minuto é o grande vencedor do César, o Oscar francês
O César 2018, premiação que equivale ao Oscar da França, consagrou “120 Batimentos por Minuto” como melhor filme francês do ano. O longa de Robin Campillo venceu seis troféus na cerimônia da Academia Francesa de Artes e Técnicas do Cinema, que aconteceu na noite de sexta-feira (2/3), em Paris. Além do prêmio principal, de Melhor Filme, a produção ainda venceu os troféus de Roteiro Original (de Campillo), Ator Coadjuvante (Antoine Reinartz), Ator Revelação (Nahuel Pérez Biscayart), Edição (novamente de Campillo) e Trilha Original. O filme borda o ativismo LGBT durante a epidemia da AIDS e já tinha sido premiado no Festival de Cannes. Ele era o candidato da França ao Oscar 2018, mas acabou não integrando a lista final – o que rendeu incompreensão e protestos de Barry Jenkins, diretor de “Moonlight”, o filme vencedor do Oscar 2017. “120 Batimentos por Minuto” tinha 13 indicações ao César, mesmo número de “Au Revoir là-Haut”, passado durante a 1ª Guerra Mundial, que acabou ficando com cinco prêmios — de Melhor Direção (Albert Dupontel), Roteiro Adaptado (Dupontel e Pierre Lemaitre), Fotografia, Figurino e Design de Produção. A premiação ainda destacou “Petit Paysan”, de Hubert Charuel, sobre um pecuarista do interior da França que luta para salvar seu rebanho de vacas de uma epidemia, que recebeu três troféus – Melhor Ator (Swann Arlaud), Melhor Atriz Coadjuvante (Sara Giraudeau) e Melhor Filme de Estreia. Para completar, “Barbara”, obra metalinguista de Mathieu Amalric, passada nos bastidores de um filme sobre uma cantora francesa, ficou com dois troféus – Melhor Atriz (Jeanne Balibar) e Som. Pela primeira vez na história da premiação, o filme de maior sucesso de bilheteira também recebeu um César, que ficou com o besteirol “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom. Entre as homenagens, a atriz espanhola Penélope Cruz foi responsável pela maior carga emocional da noite, indo às lágrimas ao receber um César Honorário por sua carreira das mãos do diretor Pedro Almodóvar. Confira abaixo os prêmios de longa-metragem. Vencedores do César 2018 Melhor Filme “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo Melhor Direção Albert Dupontel (“Au Revoir là-Haut”) Melhor Atriz Jeanne Balibar (“Barbara”) Melhor Ator Swann Arlaud (“Petit Paysan”) Melhor Atriz Coadjuvante Sara Giraudeau (“Petit Paysan”) Melhor Ator Coadjuvante Antoine Reinartz (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Revelação Feminina Camelia Jordana (“Le Brio”) Melhor Revelação Masculina Nahuel Perez Biscayart (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Filme de Estreia “Petit Paysan”, de Hubert Charuel Melhor Roteiro Original Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Roteiro Adaptado Albert Dupontel & Pierre Lemaitre (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Fotografia Vincent Mathias (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Edição Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Desenho de Produção Pierre Quefféléan (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Figurino Mimi Lempicka (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Som Olivier Mauvezin, Nicolas Moreau & Stéphane Thiébaut (“Barbara”) Melhor Trilha Sonora Arnaud Reotini (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Animação “Le Grand Méchant Renard et Autres Contes”, de Patrick Imbert e Benjamin Renner Melhor Documentário “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck Melhor Filme Estrangeiro “Sem Amor”, de Andreï Zviaguintsev Maior Bilheteria “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom
Escritor de Me Chame pelo Seu Nome será a estrela internacional da FLIP 2018
A organização da FLIP 2018 anunciou André Aciman, o escritor do livro “Me Chame pelo Seu Nome”, que virou o filme indicado ao Oscar 2018, como a primeira atração internacional confirmada no evento. O livro que deu origem ao filme homônimo, dirigido pelo italiano Lucca Guadagnino, chegou às livrarias brasileiras em 2017, e conta a história de formação amorosa de um menino de 17 anos, ao se apaixonar por um americano mais velho, que se hospeda na casa de veraneio da sua família, na Riviera italiana. A obra ganhou o 30º USC Scripter Award, premiação acadêmica (da University of Southern California) que destaca obras literárias adaptadas para as telas. Aciman compartilhou o troféu com o veterano cineasta James Ivory, autor do roteiro de cinema. A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) acontece neste ano entre os dias 25 a 29 de julho.
Warren Beatty e Faye Dunaway voltarão a apresentar o vencedor do Oscar
Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway vão voltar a apresentar o Oscar. A dupla veterana foi quem anunciou o vencedor errado no ano passado, após receberem o envelope com o resultado de Melhor Atriz, em vez de Melhor Filme. Vendo que Beatty não estava entendendo o resultado, Dunaway anunciou “La La Land” como vencedor, quando na verdade o filme premiado tinha sido “Moonlight”, criando uma enorme confusão no palco da cerimônia. A escalação é uma forma de a Academia demonstrar apoio à dupla, após lhes pedir desculpas formais. Beatty, inclusive, andou participando de um comercial do Oscar 2018, em que o apresentador Jimmy Kimmel confessava ter pesadelos com o que aconteceu. Pelo visto, não lhe falta espírito esportivo. Beatty e Dunaway voltarão a presentar justamente o prêmio principal. Mas esta informação não é da Academia, e sim de fontes ouvidas pelo site TMZ, que teriam assistido aos ensaios da cerimônia. Entre as frases ensaiadas estariam: “Apresentar é melhor na segunda vez” e “O vencedor é… ‘E o Vento Levou'”. Vale lembrar que os roteiristas ainda estão trabalhando nos textos do Oscar 2018, que acontece no domingo (4/3), com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.












