Campanha de bolsonaristas pode dar outro sucesso a Wagner Moura no cinema
A hashtag #BoicoteaWagnerMoura voltou a aparecer no X (antigo Twitter) nesta terça-feira (19/12), alimentada por pessoas identificadas como “bolsonaristas”. O alvo é o novo filme do ator, uma produção americana chamada “Guerra Civil”, que só estreia em junho de 2024. Histórico de boicotes Esta é a quarta campanha de boicote a filmes disparada por bolsonaristas. A primeira, por sinal, teve como alvo o próprio Wagner Moura. Eles se empenharam com muito afinco contra “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. A terceira tentativa foi uma nova investida contra Lázaro Ramos, mirando o filme “Ó Pai, Ó”. Após a iniciativa, a comédia esgotou sessões em Salvador, na Bahia, estreou com R$ 1 milhão nas bilheterias e encerrou seu passagem pelos cinemas com a maior bilheteria do Nordeste em 2023. Ao todo, o filme fez R$ 2,2 bilhões na região, que mesmo sem computar o resto do país já representa uma das maiores arrecadações de um filme nacional neste ano. Lázaro e Wagner se tornaram alvo de bolsonaristas por terem apoiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Mas embora o ódio esteja concentrado apenas nos dois, milhares de outros artistas também fizeram o mesmo, declarando voto em Lula. Até o momento, as campanhas tiveram resultado inverso, ajudando a divulgar as produções com o engajamento nas redes sociais. Muitas pessoas que não tinham ouvido falar nos filmes acabaram interessadas em conhecer o motivo da discórdia. Além disso, o público declarado de esquerda também tem comprado as brigas e prestigiado os alvos. Essa audiência ainda zoa as iniciativas, afirmando que não surtem efeito porque bolsonaristas nunca veem filmes brasileiros mesmo. Novo filme polêmico Vale observar que o novo filme estrelado por Wagner Moura tem um tema especialmente incômodo para extremistas. O thriller de ação se passa num futuro próximo e distópico, em que a polarização dos EUA mergulha o país numa luta brutal pelo poder. A trama acompanha um grupo de jornalistas tentando cobrir o avanço de militares alinhados com a ideologia de ultradireita, que pretendem atacar a capital do país. Alvos de tiros e bombas, os jornalistas são vividos por Wagner Moura e Kirsten Dunst (“Melancolia”). Na trama, 19 estados se separaram da União, formando um exército de Forças Ocidentais que desafiam o governo e o poderio militar dos estados do Leste. Reflexo da divisão real criada no país durante o governo de Donald Trump, o filme tem roteiro e direção de Alex Garland, cineasta de ficções científicas premiadas como “Ex-Machina” e “Aniquilação”. O elenco também inclui Cailee Spaeny (“Priscilla”), Jesse Plemons (“Assassinos da Lua das Flores”), Nick Offerman (“The Last of Us”), Stephen McKinley Henderson (“Beau Tem Medo”), Jefferson White (“Yellowstone”) e Sonoya Mizuno (“A Casa do Dragão”). A produção é a mais cara da história da A24, estúdio responsável por filmes como “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (vencedor do Oscar 2023), “Midsommar” (2019) e “X – A Marca da Morte” (2022) e “Priscilla” (2023). A estreia está marcada para 11 de julho no Brasil, quase três meses após o lançamento nos EUA (em 26/4). A expectativa é tanta que o trailer americano do filme, ainda sem versão oficial no Brasil, já ganhou diversas alternativas legendadas por fãs no YouTube.
Norman Lear, gênio da TV americana, morre aos 101 anos
O lendário produtor e roteirista de televisão Norman Lear, criador de séries pioneiras como “Tudo em Família”, “Good Times”, “Maude”, “Os Jeffersons” e “One Day at a Time”, que abordaram pela primeira vez questões sociais como racismo, mães solteiras e aborto na televisão dos Estados Unidos, morreu na terça-feira (5/12) de causas naturais em sua casa, em Los Angeles, aos 101 anos. Vencedor de seis prêmios Emmy por seu trabalho na televisão, Lear também era conhecido por seu empenho em favor de causas progressistas e trabalhou de forma ativa até os 90 anos. Começo de carreira com indicação a Oscar A jornada de Norman Lear no mundo do entretenimento começou longe dos holofotes da televisão. Nascido em 27 de julho de 1922, em New Haven, Connecticut, Lear iniciou sua carreira após a 2ª Guerra Mundial, onde serviu na Força Aérea dos Estados Unidos. Após o serviço militar, ele mergulhou no mundo do entretenimento como agente de imprensa em Nova York, mas rapidamente transitou para a escrita de comédias. Seu primeiro grande trabalho foi como escritor para Dean Martin e Jerry Lewis no “The Colgate Comedy Hour”, um programa televisivo no início dos anos 1950. Norman estreou como roteirista de cinema em 1963, adaptando uma peça de Neil Simon no filme “O Bem Amado” (Come Blow Your Horn), estrelada por Frank Sinatra. O sucesso do filme estabeleceu um parceria entre o escritor e o diretor Bud Yorkin, que teve como ponto alto “Divórcio à Americana” (1967), comédia sobre um casal, interpretado por Dick Van Dyke e Debbie Reynolds, que se encontra em um processo turbulento de divórcio. Conseguindo equilibrar o humor com uma crítica social aguda, refletindo as mudanças culturais da época, o roteiro do então jovem Norman recebeu uma indicação ao Oscar, consagrando o escritor. Ele também escreveu a comédia “Quando o Strip-Tease Começou” (The Night They Raided Minsky’s, 1968), dirigida por William Friedkin (de “O Exorcista”), antes de cometer uma ousadia. Em 1971, Norman comandou seu único filme como diretor, “Uma Cidade Contra o Vício” (Cold Turkey), sátira sobre uma cidade cujos habitantes decidem parar de fumar para ganhar um desafio corporativo e o prêmio em dinheiro associado. Crítica mordaz à indústria do tabaco e à cultura do consumismo americano, o filme dividiu opiniões e encerrou a carreira cinematográfica do roteirista, mas desde então virou cult e ganhou reconhecimento por sua abordagem direta na discussão de questões sociais, um tema recorrente em muitos de seus trabalhos posteriores na televisão. A revolução de “Tudo em Família” Nesse meio tempo, Norman levou sua parceria criativa com Bud Yorkin para os negócios. Juntos, eles fundaram a Tandem Productions, que se tornou a plataforma para o desenvolvimento das séries do roteirista, combinando visão criativa com experiência de produção. Norman também estava no lugar certo na hora certa. No início dos 1970, houve uma mudança significativa no panorama da televisão americana. As redes estavam buscando conteúdos mais relevantes e realistas que refletissem as mudanças sociais e culturais da época. Então, Norman teve a ideia de adaptar a série britânica “Till Death Us Do Part” para o público americano, com foco em questões sociais relevantes. Lear e Yorkin adaptaram o conceito, trazendo para o centro da produção questões de racismo, sexismo e política, temas até então pouco explorados na TV. E, claro, a princípio houve hesitação das redes em aceitar uma série com temáticas tão polêmicas. A ABC inicialmente pegou o projeto, mas depois o abandonou devido ao seu conteúdo controverso. Mas a CBS, sob a nova liderança do executivo Robert Wood, queria modernizar sua programação e se mostrou mais aberta a assumir riscos. Norman apresentou sua versão do sitcom britânico, rebatizado como “Tudo em Família” (All in Family) à CBS, que aceitou produzir a série, reconhecendo seu potencial para conectar-se com as mudanças da época. “Tudo em Família” (All in the Family) estreou em 12 de janeiro de 1971 e rapidamente se tornou um marco na televisão americana. Os episódios giravam em torno da família Bunker, liderada por Archie Bunker, interpretado por Carroll O’Connor. Archie é um trabalhador de classe média, morador do bairro Queens, em Nova York, e notoriamente conservador, preconceituoso e de mentalidade fechada, refletindo as tensões sociais e políticas da época. Archie Bunker foi concebido como um retrato da classe trabalhadora americana da época, resistente às mudanças sociais e culturais que estavam ocorrendo nos Estados Unidos. Ele frequentemente expressava suas visões através de declarações racistas, sexistas e homofóbicas. A genialidade da série estava justamente em usar o personagem para satirizar e desafiar essas visões, expondo a ignorância e o absurdo de seus preconceitos. Apesar de suas falhas, Archie também era retratado como um personagem capaz de evolução e mudança, o que contribuiu para a profundidade e relevância da série. Com sua abordagem única e um humor afiado, “Tudo em Família” foi não apenas um sucesso de audiência, mas também um veículo para discussões sociais profundas. E, de quebra, venceu quatro vezes o Emmy, como Melhor Série Estreante e Melhor Série de Comédia. O universo de Norman Lear na TV Norman acabou criando um universo televisivo em torno do sucesso de “Tudo em Família”, expandido através de vários spin-offs. Este universo refletia e comentava a complexidade da sociedade americana da época. O melhor é que nada parecia forçado, já que os personagens foram introduzidos na série principal, causando repercussão suficiente para que se ramificassem em suas próprias narrativas. Por exemplo, a personagem Maude Findlay apareceu pela primeira vez em “Tudo em Família” como a prima liberal de Edith Bunker, antes de se tornar a protagonista de sua própria série, “Maude”, que estreou em 1972 e foi protagonizado por Bea Arthur no papel-título. A série destacou-se por abordar temas controversos, incluindo um episódio memorável sobre o aborto, um assunto raramente discutido na televisão naquela época. Cada spin-off abordava temas sociais do seu próprio ponto de vista único. Enquanto “Tudo em Família” se concentrava no conservadorismo e nas visões de mundo de Archie Bunker, “Maude” explorava questões feministas e liberais. Já “Good Times” e “Os Jeffersons” focavam em famílias afro-americanas, trazendo à tona questões de racismo e ascensão social. “Good Times” era tecnicamente um spin-off de um spin-off. A série surgiu em 1974 a partir de “Maude”, de onde veio a personagem Florida Evans (papel de Esther Rolle), que era a empregada da família Findlay. Florida e seu marido James Evans (interpretado por John Amos) eram os personagens centrais, vivendo em um conjunto habitacional em Chicago com seus três filhos. Eles não eram da classe média como os anteriores e lidavam com questões de pobreza, racismo e sonhos de ascensão social. Com personagens memoráveis como J.J., interpretado por Jimmie Walker, “Good Times” combinou comédia com um retrato realista dos desafios enfrentados pelas famílias negras urbanas. Mais bem-sucedida de todas as séries derivadas, “Os Jeffersons” estreou em 1975 e teve uma notável duração de 11 temporadas. A produção focava uma família afro-americana de classe média que se muda para um bairro de elite. George e Louise Jefferson, interpretados por Sherman Hemsley e Isabel Sanford, foram introduzidos em “Tudo em Família” como vizinhos de Archie e Edith Bunker. Inicialmente, George Jefferson foi concebido como um contraponto a Archie Bunker – ambos eram personagens orgulhosos e teimosos, mas com pontos de vista políticos e sociais opostos. Esta dinâmica proporcionou momentos de confronto e humor, refletindo as tensões raciais e de classe da sociedade americana. Em sua série própria, os Jeffersons se mudam para um apartamento de luxo em Manhattan após o sucesso dos negócios de limpeza a seco de George. Os episódios acompanhavam as aventuras e desafios da família em seu novo ambiente, inovando ao apresentar na TV uma família negra bem-sucedida financeiramente, e ainda ainda assim tendo que lidar com racismo e preconceito contra sua ascensão social. Pioneira em vários sentidos, a série ainda abordou relações interraciais e até questões de identidade de gênero. A última atração desse universo foi “Archie Bunker’s Place”, lançada em 1979 como uma continuação direta de “Tudo em Família”, com Archie Bunker gerenciando um bar. “Archie Bunker’s Place” tentou manter o espírito original, mas com uma abordagem um pouco mais suavizada. Outras Criações Notáveis Além dessas séries icônicas, Lear foi responsável por outras produções de sucesso, como “Sanford and Son”, uma adaptação americana da série britânica “Steptoe and Son”, e “One Day at a Time”, uma sitcom que abordou a vida de uma mãe solteira e seus dois filhos. “One Day at a Time” só durou menos que “Os Jeffersons”. Ambas foram lançadas no mesmo ano e tiveram mais de 200 episódios produzidos, mas “Os Jeffersons” ficou um ano a mais no ar, até 1985. A trama acompanhava Ann Romano, uma mãe recém-divorciada interpretada por Bonnie Franklin, que enfrentava os desafios de criar sozinha suas duas filhas adolescentes, Julie e Barbara Cooper, interpretadas por Mackenzie Phillips e Valerie Bertinelli, respectivamente. O que tornou “One Day at a Time” única na época foi seu foco em uma mãe solteira e as questões que ela enfrentava, uma premissa rara na televisão dos anos 1970. A série abordava temas como feminismo, namoro, violência doméstica e problemas financeiros, tudo sob a perspectiva de uma família liderada por mulheres. Após o sucesso estrondoso na décadas de 1970, Norman Lear deixou de lado os roteiros para se concentrar na produção. Neste papel, ele esteve envolvido em filmes icônicos como “A Princesa Prometida” (1987) e “Tomates Verdes Fritos” (1991), que se tornaram clássicos cult, além da popular série “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life), que também teve mais de 200 episódios produzidos nos anos 1980. Recentemente, ele ainda se envolveu no remake de “One Day at a Time”, lançado em 2017 com uma nova abordagem e relevância para o público contemporâneo. A nova versão reimaginou a trama com um contexto latino, centrando-se em uma família cubano-americana. Inicialmente produzida pela Netflix, a série durou quatro temporadas seguindo Penelope Alvarez, uma mãe solteira e veterana do exército, interpretada por Justina Machado, que cria sua filha radical Elena e seu filho sociável Alex com a ajuda de sua mãe cubana tradicional, Lydia, interpretada pela vencedora do Oscar Rita Moreno. Além disso, ao longo da série, adolescente Elena (interpretada por Isabella Gomez) passa por um processo de autodescoberta e, eventualmente, se assume como lésbica. Tributos e legado Sua ousadia criativa e importância para a TV é considerada tão grande que o Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA) batizou um prêmio com seu nome. O “Prêmio de Realização de Carreira Norman Lear” é uma homenagem concedida a produtores de televisão que demonstraram uma conquista vitalícia notável em sua profissão. Entre muitos outros tributos, ele também foi homenageado por instituições como o Television Hall of Fame e o Peabody Award, em reconhecimento ao seu trabalho pioneiro. Os tributos a Norman Lear enfatizam seu impacto profundo, com sua morte emocionando diversas personalidades e entidades nos EUA. A People for the American Way, organização que Norman co-fundou, destacou seu uso da cultura para gerar conversas e promover mudanças positivas. O Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA) destacou seu compromisso com a justiça social, reconhecendo sua habilidade de usar o humor para combater o racismo e os preconceitos. Rob Reiner, que trabalhou em “Tudo em Família” e dirigiu “A Princesa Prometida”, o chamou de “segundo pai” e expressou profunda gratidão e admiração pelo genial criador. O apresentador Jimmy Kimmel descreveu Lear como alguém cuja “coragem, integridade e bússola moral inigualável” o tornaram “um grande americano, um herói em todos os sentidos”. Jane Fonda destacou seu impacto significativo no “rosto e alma da comédia americana” e sua importância pessoal para muitos, incluindo ela mesma. E George Clooney refletiu que sua morte aos 101 anos foi “cedo demais”. Ele prestou homenagem ao artista como “o maior defensor da razão do mundo” e um “amigo querido” de sua família, além de reconhecê-lo como um gigante. Até Bob Iger, CEO da Walt Disney Company, enfatizou o “impacto monumental e legado” de Lear, reconhecendo-o como um ícone e uma das mentes mais brilhantes da história da...
George Santos, o brasileiro eleito e expulso do Congresso dos EUA, vai virar filme
A HBO vai fazer um filme sobre George Santos, o brasileiro conservador com dupla cidadania, que se elegeu deputado por Long Island, Nova York, e acabou expulso do Congresso dos EUA. A produtora de filmes da empresa adquiriu os direitos do livro de Mark Chiusano, “The Fabulist: The Lying, Hustling, Grifting, Stealing, and Very American Legend of George Santos”, que foi lançado em 28 de novembro. O filme tem produção de Frank Rich (de “Veep” e “Succession”) e o roteiro está sendo escrito por Mike Makowsky (“Má Educação”). O projeto é descrito como um “olhar forense e sombriamente cômico” da eleição sem precedentes de Santos e as denúncias sobre todo o tipo de golpes cometidos pelo político. George Santos é acusado desde mentir sobre currículo até uso indevido de dinheiro de campanha para financiar o seu estilo de vida luxuoso. Ele também foi indiciado por 23 acusações federais, incluindo fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, das quais se declarou inocente. Na sexta passada (1/12), o filho de brasileiros, que diz ter nascido em Nova York, se tornou o primeiro membro da Câmara dos EUA a ser expulso em mais de 20 anos. O feito também o torna o sexto membro da Câmara dos Deputados dos EUA na história a ser destituído por seus colegas. Dias antes desse vexame histórico, ele foi prestigiado por integrantes da direita nacional, que o encontraram nos EUA em viagem paga pelo Congresso brasileiro com dinheiro do contribuinte. De acordo com a sinopse, o filme contará “a história de uma eleição local aparentemente menor que encerrou uma batalha pela alma de Long Island e inesperadamente abriu o caminho para o congressista mais famoso (e agora desgraçado) do mundo”. A trama também será uma “jornada ao estilo Gatsby de um homem vindo do nada, que explorou o sistema, travou uma guerra contra a verdade e fraudou um dos distritos mais ricos do país para alcançar seu sonho americano”. 🚨 Deputado de extrema-direita e filho de brasileiros, George Santos é cassado após uma lista de infrações que vão de corrupção a mentir no currículo A votação foi de 311 a favor da cassação e 114 contra. George esteve com parlamentares brasileiros de extrema-direita na semana… pic.twitter.com/sUDlHOqTNF — Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) December 1, 2023
Motorista que atropelou Kayky Brito quer entrar na política
Diones da Silva Coelho, o motorista de aplicativo que atropelou o ator Kayky Brito em setembro, revelou neste sábado (2/12) que pretende se candidatar a vereador no Rio. Aproveitando ao máximo a exposição do caso, o ex-anônimo já fez harmonização social e virou influenciador. Cada vez menos motorista, ele anunciou a candidatura numa caixinha de perguntas no seu Instagram, que já soma mais de 180 mil seguidores. “Sim, pretendo vir candidato nessa próxima eleição no Rio de Janeiro. É algo que já venho conversando com pessoas influentes, em off, né!? Mais para frente, isso vai ser formalizado. Creio que tem muita coisa boa pra ser feita, para agregar pra gente que precisa. Muitas áreas que precisam ser melhoradas, pessoas que precisam ter voz e serem atendidas. Então, sim, eu pretendo. Mais para frente, falarei mais sobre o assunto, quando estiver mais concreto”, disse o motorista. Depois do acidente que não provocou e do qual foi inocentado, Diones apareceu na mídia se dizendo abalado. O caso comoveu o público, já que ele perdeu o carro que usava para trabalhar, e uma vaquinha online arrecadou mais de R$ 150 mil para que comprasse um veículo novo. O modelo escolhido foi um Nissan Kicks, 2024, preto, que custa a partir de R$ 112 mil. Tudo isso foi refletido pela mídia, rendendo-lhe engajamento online. Por conta disso, ele decidiu abandonar o trabalho de motorista e começou a fazer publicidades no Instagram. Por sinal, seu perfil é verificado. O motorista Diones da Silva, envolvido no atropelamento do ator Kayky Brito, declarou sua intenção de concorrer à vereador no Rio de Janeiro. TENHO CERTEZA QUE ELE VAI ATROPELAR A CONCORRÊNCIA… pic.twitter.com/GDCpARwp99 — MSP-Movimento Sem Picanha (@mspbra) December 2, 2023
Astros do Reino Unido criticam demissão de Melissa Barrera e censura contra defensores da Palestina
Mais de 1300 artistas do Reino Unido assinaram uma carta aberta endereçada a Hollywood e outros setores artísticos e culturais, condenando a “repressão, silenciamento e estigma sobre vozes palestinas e suas perspectivas”. Assinada por artistas como Olivia Colman (“The Crown”), Emma Seligman (“Bottoms”), Paapa Essiedu (“I May Destroy You”), Aimee Lou Wood (“Sex Education”), Siobhán McSweeney (“Derry Girls”) e Nicola Coughlan (“Bridgerton”), a carta critica a demissão da atriz Melissa Barrera do filme “Pânico 7” por defender o ponto de vista dos palestinos e caracteriza o fato como tentativa de censura. A carta também listou diversos outros incidentes: “Isso inclui atacar e ameaçar os meios de subsistência de artistas e trabalhadores das artes que expressam solidariedade com os palestinos, bem como cancelar apresentações, exibições, palestras, exposições e lançamentos de livros”. “Enquanto a catástrofe ocorre, observamos a ausência de solidariedade com o povo palestino vindo das organizações artísticas do Reino Unido”, acrescenta o documento. “Consideramos preocupante, e um indicativo de uma moral dúbia, que expressões de solidariedade oferecidas a outros povos diante de opressão brutal não sejam estendidas à Palestina.” De forma significativa, o documento não foi repercutido pelas publicações mais proeminentes que cobrem o dia-a-dia de Hollywood, como Variety, Deadline e The Hollywood Reporter, que nas últimas horas destacaram uma acusação feita por Julianna Margulies (“The Good Wife”) contra minorias que apoiam a Palestina de serem antissemitas. No final de novembro, Barrera foi demitida da produção de “Pânico 7” pelo estúdio Spyglass Media, que justificou o ato ao apontar o apoio da atriz aos palestinos em postagens nas redes sociais. “A posição da Spyglass é inequivocamente clara: temos tolerância zero ao antissemitismo ou ao incitamento ao ódio de qualquer forma, incluindo falsas referências ao genocídio, limpeza étnica, distorção do Holocausto ou qualquer coisa que ultrapasse flagrantemente a linha do discurso de ódio”, disse um porta-voz da empresa.
Lula comenta entrevista de Ana Hickmann: “Importante relato”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a entrevista de Ana Hickmann sobre a agressão do ex-marido, Alexandre Correa, que foi ao ar no “Domingo Espetacular”, na Record TV. Lula manifestou apoio à apresentadora da Record após ela ter revelado que pediu divórcio amparada pela Lei Maria da Penha, sancionada durante seu primeiro mandato, em 2006. “Importante relato da apresentadora Ana Hickmann. A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, é um instrumento fundamental para combater a violência contra as mulheres. Disque 180”, escreveu Lula no X (antigo Twitter), citando o número da Central de Atendimento a Mulheres e compartilhando um trecho da entrevista exibida no Domingo Espetacular. Além de Lula, a relatora da Lei Maria da Penha, deputada federal Jandira Feghali, também se manifestou nas redes sociais: “A Lei Maria da Penha, de minha relatoria, foi feita para proteger mulheres como a Ana Hickmann, que diariamente sofrem com violência doméstica. Ela é eficiente e te protege. Denuncie”. Durante a entrevista exibida no domingo (26/11), Ana Hickmann confirmou ter pedido divórcio pela Lei Maria da Penha, que agiliza o processo de separação em razão da violência sofrida pela mulher durante o casamento. “[Dei entrada] pela Maria da Penha. A lei está aí para nos proteger. Foi criada por conta de uma mulher que foi vítima disso e tantas outras que também foram vítimas. Eu dou notícias sobre isso todo dia no ‘Hoje em Dia’. A lei, que é cada vez mais forte, ela me protegeu sim!”, disse a apresentadora da Record. Importante relato da apresentadora Ana Hickman. A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, é um instrumento fundamental para combater a violência contra as mulheres. Disque 180. https://t.co/unIDU3OFl5 — Lula (@LulaOficial) November 27, 2023 A lei Maria da Penha, de minha relatoria, foi feita para proteger mulheres como a @ahickmann que diariamente sofrem com violência doméstica. Ela é eficiente e te proteje. Denuncie. 📹 via @seremosresisten pic.twitter.com/XImRPhQbQd — Jandira Feghali 🇧🇷🚩 (@jandira_feghali) November 27, 2023
Alvo de bolsonaristas, “Ó Pai Ó 2” rende quase R$ 1 milhão em estreia no cinema
Os bolsonaristas perderam nova batalha contra o cinema brasileiro. Alvo de boicote dos extremistas, “Ó Pai Ó 2” rendeu quase R$ 1 milhão de bilheteria em sua estreia no cinema. Com receita de R$ 963 mil, o filme levou 49 mil pessoas às salas nacionais, configurando uma das maiores aberturas do cinema nacional em 2023, segundo dados da consultoria independente Comscore. Para dar um parâmetro, o valor é superior ao arrecadado pela estreia de “Nosso Sonho” (R$ 910 mil), filme sobre Claudinho e Buchecha, que era a maior bilheteria nacional do ano até a estreia de “Mussum, o Filmis” neste mês. “Ó Pai Ó 2” virou foco de preconceito ideológico com a desculpa de que seu protagonista, Lázaro Ramos, votou em Lula – ele e mais da metade do Brasil, já que Lula se elegeu presidente. Sem reconhecer o fracasso de sua iniciativa, perfis e blogs bolsonaristas insistem em distorcer a realidade para afirmar que o filme flopou (“Fracasso, Ó Paí, Ó 2 Filme de Lázaro Ramos e Globo Amarga o 5º Lugar nas Bilheterias após Boicote”, diz uma manchete ideológica). A justificativa do argumento é que “Ó Pai Ó 2” abriu em 5º lugar no ranking semanal, atrás de blockbusters milionários de Hollywood. Trata-se de uma bobagem escrita por quem não acompanha o cinema brasileiro e não tem a menor informação sobre o mercado. Para tirar a dúvida, basta lembrar que “Nosso Sonho” abriu em 6º lugar, enquanto outro sucesso do ano, “Meu Nome É Gal”, estreou em 7º lugar. Além disso, mesmo batendo recorde de estreia nacional em 2023, “Mussum, O Filmis”, que faturou R$ 1,99 milhão, também abriu em 5º lugar. O motivo disso é a falta de uma política de cotas no Brasil, que impede novos fenômenos de bilheteria como eram comuns na época de sua vigência – isto é, antes do governo Bolsonaro. Tentativas anteriores de boicote Esta não é a primeira derrota que perfis bolsonaristas amargam ao se lançarem contra um filme. Eles se empenharam com muito afinco num boicote contra “Marighella”, de Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. Lázaro Ramos e Wagner Moura foram “escolhidos para Cristo” entre um universo de dezenas de milhares de artistas que também votaram e apoiaram Lula. Mas há algo mais em comum entre os três filmes visados: todos têm protagonistas negros e falam de história e cultura negra no Brasil. “Ó Pai, Ó 2” – O Filme “Ó Pai, Ó 2” é sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. O filme se passa 15 anos após o original e encontra Roque, personagem de Lázaro Ramos, prestes a lançar sua primeira música, confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas quando Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral, ele se junta à turma do Pelourinho num plano para salvar o local com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. As 3 maiores bilheterias do Brasil Acima de “Ó Pai Ó 2”, a estreia de “Napoleão”, novo épico de Ridley Scott protagonizado por Joaquin Phoenix, liderou as bilheterias brasileiras com R$ 5,86 milhões e público de 241 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (26/11). Líder em bilheteria na semana anterior, “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” ficou em 2º lugar, com R$ 5,73 milhões no período. O longa foi visto por 287 mil espectadores e já acumula um público de 1,28 milhão de pessoas com duas semanas de exibição. Curiosamente, as posições ficaram invertidas nos EUA, onde o novo “Jogos Vorazes” se manteve no topo, enquanto “Napoleão” abriu em 2º lugar. O pódio brasileiro foi completado por “As Marvels”, que teve renda de R$ 1,83 milhão e 96 mil espectadores. Ao todo, os cinemas brasileiros somaram R$ 17,49 milhões e 832 mil espectadores no último fim de semana. #Top10 #BoxOffice #Cinema 23 a 26/Nov: 1. #Napoleao 2. #JogosVorazes 3. #TheMarvels 4. #FiveNightsAtFreeddys 5. #OPaiO2 6. #Trolls3 7. #TaylorSwiftTheErasTour 8. #NaoTemVolta9. #assassinosdaluadasflores 10. #CasamentoGrego3 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 27, 2023
Rei Charles III homenageia BLACKPINK com medalhas da Ordem do Império Britânico
As quatro integrantes do grupo de K-Pop BLACKPINK receberam nesta quarta-feira (22/11) o título de membros honorários da Ordem do Império Britânico, das mãos do Rei Charles III. Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa foram honradas com as medalhas da Ordem no Palácio de Buckingham, tornando-se as primeiras artistas musicais não britânicas a receber a honraria. Elas foram homenageadas por serem embaixadoras e defensoras oficiais da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) de Glasgow. Elas estão atualmente na Inglaterra como convidadas especiais do Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeo, e da Primeira Dama, Kim Kun-hee, durante a visita de estado do governo sul-coreano ao país. Na terça-feira (21/11) o rei Charles III e a rainha consorte Camilla organizaram um luxuoso banquete de estado para a comitiva sul-coreana, que também contou com a presença das quatro integrantes do BLACKPINK. Durante seu discurso, o monarca fez questão de citar as idols. “Aplaudo Jennie, Jisoo, Lisa e Rosé – mais conhecidas coletivamente como BLACKPINK – por seu papel em levar a mensagem de sustentabilidade ambiental a um público global. Só posso admirar como elas conseguem priorizar essas questões vitais, além de serem superestrelas globais.” Já o Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol respondeu: “Se o Reino Unido tem os Beatles, Queen, Harry Potter e David Beckham, a Coreia tem BLACKPINK…”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Royal Family (@theroyalfamily)
Fã-clube de Taylor Swift alertou organizadores sobre calor e água no show… há uma semana
A página de fãs Taylor Swift Brasil no X (antigo Twitter) avisou antecipadamente, sete dias antes do primeiro show da cantora no Rio, a importância da distribuição de água e disponibilização de abrigo aos fãs que enfrentariam altas temperaturas na apresentação. O pedido marcava as empresas organizadoras T4F e a Live Nation. O texto chamava atenção para a onda de calor no Brasil e viralizou após a morte de Ana Clara Benevides na noite de sexta (17/11), que desmaiou e teve uma parada cardiorrespiratória durante o evento. A apresentação aconteceu no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. “Esperamos que as equipes estejam acompanhando, como todos nós, a situação que os fãs do RBD, especialmente, estão enfrentando nas filas com o calor excessivo dos últimos dias. A previsão é de ainda mais calor e mormaço nas próximas semanas. Recebemos relatos de pessoas passando mal e até desmaiando de calor, ontem e hoje”, diz o texto, alertando para os sinais da gravidade da situação. Mesmo diante disso, a entrada com água foi proibida no estádio e os esforços para diminuir a desidratação do público considerados precários e ineficientes. Mais de mil fãs de Taylor Swift desmaiaram ao longo do dia do evento, segundo os bombeiros, em virtude do forte calor, que atingiu o Rio de Janeiro, onde a sensação térmica chegou a quase 60°C. O Ministro da Justiça Flávio Dino ordenou, na manhã deste sábado (18/11), que a entrada de água fosse liberada em todos os shows do país e abriu uma investigação pela falta de água no show de Taylor Swift, onde embalagens com o líquido eram vendidas a R$ 8. Oi, @T4F e @LiveNationBR! Esperamos que as equipes estejam acompanhando, como todos nós, a situação que os fãs do RBD, especialmente, estão enfrentando nas filas com o calor excessivo dos últimos dias. A previsão é de ainda mais calor e mormaço nas próximas semanas. Recebemos… — Taylor Swift Brasil (@taylorswiftbr) November 10, 2023
Boicote de bolsonaristas tem efeito contrário e filme de Lázaro Ramos esgota ingressos
Bolsonaristas não desistiram de boicotar o filme “Ó Pai, ó 2”, estrelado por Lázaro Ramos. A hashtag #BoicoteLazaroRamos voltou a ganhar destaque neste sábado (18/11) no X (antigo Twitter), após surgir pela primeira vez há duas semanas. A justificativa da perseguição é singela: porque o ator apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Com pouca adesão (eram 5 mil menções às 16h30), a campanha bolsonarista acabou tendo efeito contrário, ajudando a divulgar o filme. Antes da iniciativa, pouco se falava sobre o lançamento nas redes sociais. Graças aos radicais, o filme acabou virando causa e, segundo informa o próprio Lázaro Ramos, teve circuito ampliado em Salvador, onde já teria esgotado todos os ingressos para sua pré-estreia. “Em Salvador, a princípio, seriam 5 salas reservadas para os convidados da pré-estreia de ‘Ó Paí, ó 2’. A pedidos do público, abriu-se uma sessão paga às 18:30. Ingressos esgotados em meia hora. Abriu-se mais uma sessão às 14h da tarde, ingressos esgotados em 15 minutos”, contou o ator no X. . “No final das contas, uma linda pré-estreia de ‘Ó paí, ó 2’. Ao invés de estrear 23 de novembro, neste sábado já estará em cartaz no cinema Glauber Rocha”, continuou o ator. “Obrigado Salvador, esse filme só surgiu por causa de vocês, pelos pedidos de vocês e tá entregue. Divirtam-se com o Bando de teatro Olodum e grande elenco nessa história dirigida por Viviane Ferreira”. O perfil Africanize também testemunhou o “sucesso em Salvador”, com nove salas lotadas antes da estreia no resto do país. Tentativas anteriores de boicote Esta não é a primeira vez que perfis bolsonaristas se lançam contra um filme. Eles se empenharam com muito afinco num boicote contra “Marighella”, de Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. Lázaro Ramos e Wagner Moura foram “escolhidos para Cristo” entre um universo de dezenas de milhares de artistas que fizeram o mesmo que eles. À exceção de um punhado de atores, a imensa maioria da classe artística se manifestou favorável ao petista antes e durante as últimas eleições. “Ó Pai, Ó 2” – O Filme “Ó Pai, Ó 2” é sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. O filme se passa 15 anos após o original e encontra Roque, personagem de Lázaro Ramos, prestes a lançar sua primeira música, confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas quando Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral, ele se junta à turma do Pelourinho num plano para salvar o local com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. Em Salvador, a princípio, seriam 5 salas reservadas para os convidados da pré-estreia de Ó Paí, ó 2. A pedidos do público, abriu-se uma sessão paga às 18:30. Ingressos esgotados em meia hora. Abriram-se mais duas sessões para às 16h da tarde. Ingressos esgotados em meia hora.… pic.twitter.com/BQ8o00PhGD — Lázaro Ramos (@olazaroramos) November 16, 2023 VIVA O CINEMA BRASILEIRO! 🇧🇷📹A pré-estreia de ‘Ó Paí, Ó 2’ foi um sucesso em Salvador. No cronograma, seriam apenas 5 salas disponíveis, mas acabaram abrindo mais 4 salas e, advinha? LOTADAS. Não esqueça que o filme estreia somente no dia 23 de novembro, mas em Salvador, o… pic.twitter.com/zOLniqB9n3 — Africanize (@africanize_) November 17, 2023
Ministério da Justiça manda liberar água em shows após morte de fã de Taylor Swift
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, mandou liberar a entrada de garrafas de água de uso pessoal, em material adequado, em shows e espetáculos do país a partir deste sábado (18/11). A iniciativa aconteceu após a morte de uma fã de Taylor Swift na sexta (17/11), durante o primeiro show da cantora no Rio. A estudante de psicologia Ana Clara Benevides, de 23 anos, faleceu após passar mal devido ao calor. De acordo com diversas publicações do público do evento nas redes sociais, foi proibida a entrada de garrafas no local, para que a organização vendesse copos de água ao preço de R$ 8. Com temperaturas de mais de 41 graus durante o dia, a sensação térmica do evento teria alcançado quase 60 graus, e o corpo de bombeiros registrou mais de mil desmaios durante o evento no estádio Nilton Santos, o Engenhão, além de ocorrências de vômito. Áudios feitos por fãs permitem ouvir o público implorando por água e buscando chamar a atenção da organização para pessoas que estavam passando mal. Além de liberar a entrada de água, a portaria publicada pela Secretaria do Consumidor exige que as empresas produtoras de eventos com alta exposição ao calor também disponibilizem água potável gratuita em “ilhas de hidratação” de fácil acesso. A portaria diz ainda que caberá aos órgãos estaduais e municipais de defesa dos interesses e direitos do consumidor realizar o acompanhamento dos preços da água mineral comercializada, a fim de coibir aumento abusivo de preços e ônus excessivo aos consumidores. A determinação tem validade imediata. O texto diz que as medidas são necessárias devido aos últimos acontecimentos no território brasileiro, “amplamente divulgados pelas mídias, especialmente na cidade do Rio de Janeiro/RJ, com registro de múltiplas ocorrências de eventos trágicos ou nocivos tendo consumidores como vítimas em virtude da elevada temperatura, possível ventilação deficiente e dificuldades de hidratação em show produzido por empresa privada”. Governo do Rio reforça ações O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também ordenou a instalação de mais bebedouros dentro do Engenhão e pediu a liberação de garrafas de plástico vazias para servir como refil. “Seis caminhões novos que adquirimos estarão jogando água nos fãs para ajudar a diminuir os impactos do calor. A empresa também foi notificada pelos Bombeiros para que aumente o número de brigadistas, maqueiros e toda estrutura interna para atendimento”, disse Castro. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também anunciou medidas para o segundo dia de show, incluindo novos pontos de distribuição de água, aumento no numero de brigadistas e de ambulâncias no evento. Posição da empresa responsável Em comunicado à imprensa, a Time For Fun (T4F), empresa responsável pelos shows da cantora no país, disse que o bloqueio à entrada de água é uma “exigência feita por órgãos públicos” e que não vende bebidas no show, porque isso é de responsabilidade da administração do estádio. O texto também informa que a empresa está “reforçando o plano de ação especial realizado no primeiro dia do show, especialmente o fornecimento de água gratuita nas filas e em todos os acessos e entradas ao estádio e no seu interior”. Diversos registros do público reclamam que a preocupação com hidratação, descrita como ação especial, foi mínima durante o evento. Fãs chegaram a organizar uma petição online por mais acesso a água. Mensagem de Taylor Swift Em suas redes sociais, Taylor Swift lamentou a morte de Ana, em um longo texto, no qual afirmou que sente “profundamente essa perda” e que está com o “coração partido”. “Eu não posso acreditar que estou escrevendo essas palavras, mas é com o coração partido que eu digo que perdemos uma fã no começo desta noite, antes do meu show”, ele começou. “Eu nem posso te dizer como fiquei devastada por isso. Tenho muito pouca informação além do fato de que ela era incrivelmente linda e jovem demais.” Ela continuou: “Não vou conseguir falar sobre isso no palco porque me sinto dominada pela tristeza quando tento falar a respeito. Quero dizer que agora sinto profundamente essa perda e que meu coração partido está com sua família e amigos. Essa foi a última coisa que pensei que aconteceria quando decidimos trazer essa turnê para o Brasil.” Vídeos da apresentação mostram que a cantora chegou a pausar o show para garantir que os fãs recebessem água. “Há pessoas que precisam de água aqui mesmo, talvez a 10, metros de distância”, disse ela à multidão. “Então, quem está encarregado de dar isso a eles, apenas certifique-se de que isso aconteça. Posso receber um sinal de que vocês sabem onde eles estão?” Repercussão internacional A morte de Ana Clara Benevides teve repercussão internacional, com o jornal britânico The Independent apontando a “perigosa onda de calor está varrendo o Brasil”. Também da Inglaterra, o jornal The Guardian mencionou que o show aconteceu “em meio a condições sufocantes” e o Daily destacou a proibição da entrada de pessoas com garrafas com água. O alemão Bild afirmou que a apresentação foi “ofuscada pela morte de uma jovem”, lembrando que “cerca de mil episódios de desmaios foram registrados pelos bombeiros”, enquanto o New York Post e a revista The Hollywood Reportar destacaram que a própria Taylor Swift chegou a distribuir água para algumas pessoas que estavam assistindo ao show. O New Zealand Herald ainda destacou a mensagem deixada pela cantora após a notícia da morte de Ana. Já o jornal argentino Clarín noticiou as queixas dos fãs e o pedido de investigação pelo Ministro da Justiça Flávio Dino. Investigação do governo Responsável por editar a portaria publicada na tarde de hoje, o secretário Wadih Damous escreveu nas redes sociais: “A Senacon está atuando no sentido de garantir o respeito à dignidade, saúde e segurança dos consumidores. Direitos que foram claramente ignorados na noite de ontem, durante o show da Taylor Swift.” Ele ainda afirmou que o governo emitiu uma notificação à empresa organizadora do evento com o intuito de apurar as responsabilidades “acerca da gravidade do que foi observado durante o show de ontem”. O governo solicitou dados como a quantidade de ingressos vendidos, número de pessoas presentes, e a indicação de onde partiu a proibição de acesso à água. Também quer saber se havia disponibilidade de bebedouro, a estrutura para atendimento médico e quais procedimentos foram adotados especificamente com a jovem que faleceu. “Todos esses dados servirão de base para apuração e responsabilização quanto aos fatos notórios que vimos acontecer no Engenhão na noite de ontem”, escreveu Damous. A partir de hoje, por determinação da Secretaria do Consumidor do Ministério da Justiça, será permitida a entrada de garrafas de ÁGUA de uso pessoal, em material adequado, em espetáculos. E as empresas produtoras de espetáculos com alta exposição ao calor deverão disponibilizar… — Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) November 18, 2023 De imediato estamos determinando que a produtora T4F assegure o acesso à água em todos os shows da cantora Taylor Swift no Brasil. É uma insanidade negar água a milhares de pessoas num calor em que a sensação térmica chegue a 60 graus! https://t.co/xGQaAkagML — Wadih Damous (@wadih_damous) November 18, 2023 A Senacon está atuando no sentido de garantir o respeito à dignidade, saúde e segurança dos consumidores. Direitos que foram claramente ignorados na noite de ontem, durante o show da Taylor Swift.Neste fio, detalho as medidas que estamos tomando.(+) — Wadih Damous (@wadih_damous) November 18, 2023 Além de documentação que demonstre a capacidade de lotação no local do show. Todos esses dados servirão de base para apuração e responsabilização quanto aos fatos notórios que vimos acontecer no Engenhão na noite de ontem. — Wadih Damous (@wadih_damous) November 18, 2023 pic.twitter.com/hkzU4ziLUm — T4F (@t4f) November 18, 2023
Caetano e Chico processam deputado após acusação sobre uso de verba: “Fumar maconha”
Caetano Veloso e Chico Buarque se uniram num processo judicial contra o deputado federal Gilvan da Federal. Os cantores foram acusados pelo político de fazerem uso de dinheiro público para “fumar maconha”. O caso ocorreu no dia 25 de outubro durante um discurso na Câmara dos Deputados, onde o parlamentar criticou o governo federal por repassar R$ 15 bilhões em recursos à Cultura e esbravejou contra os artistas. A verba será distruibuída ao setor por meio da PNB (Política Nacional Aldir Blanc) até 2027. “Destinar 15 bilhões para a cultura? É brincadeira. R$ 3 bilhões por ano. Aí vão dizer: ‘Não, é para os municípios, é para aquele artista desconhecido’. Não é não. Boa parte é para o seu Caetano Veloso, é para o seu Chico Buarque fumar a maconha deles, morar em Miami, nas mansões que eles moram”, declarou Gilvan da Federal, na ocasião. Em outro momento, Gilvan diz que o repasse de verbas de incentivo cultura é uma “palhaçada”. O político também voltou a acusar os cantores de utilizarem os recursos públicos para a compra ilegal de drogas: “R$ 3 bilhões por ano para a cultura, para Caetano Veloso, para Chico Buarque, para Daniela Mercury. É uma palhaçada. Para você que fez o L, está aí, dinheiro para a Cultura, para esse pessoal que é milionário fumar uma maconha”. Caetano Veloso e Chico Buarque acionaram à Justiça contra Gilvan da Federal, que vai responder por informação caluniosa. Após o processo, o deputado se manifestou sobre a situação e disse não temer: “Podem me processar! Não tenho medo e nem me acovardo diante de ninguém! Sempre vou expor as mentiras dessa esquerda que só quer sugar as riquezas do nosso país”, esbravejou.
Boicote bolsonarista ajuda a divulgar “Ó Paí, Ó 2”
Em meio a escândalos de corrupção e espionagem do governo de Jair Bolsonaro, os seguidores do ex-presidente se uniram numa campanha contra… Lázaro Ramos. Perfis bolsonaristas lançaram uma campanha de boicote ao filme “Ó Paí, Ó 2”, estrelado pelo ator baiano, com a desculpa de que ele apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Nas redes sociais, a hashtag #BoicoteLazaroRamos ganhou destaque neste sábado (4/11) no X (antigo Twitter), sendo impulsionada pelo youtuber bolsonarista Enzo Momenti, o Enzuh. Curiosamente, o ímpeto bolsonarista resultou num efeito reverso, impulsionando a divulgação do filme, até então pouco comentado. Tantas postagens fizeram o outro lado reagir, transformando a estreia do longa em 23 de novembro num evento importante. O próprio Lázaro Ramos teria aprovado a iniciativa bolsonarista, reagindo com ironia ao publicar uma imagem do personagem Muttley, da “Corrida Maluca”, rindo. Tentativas anteriores de boicote Esta não é a primeira vez que perfis bolsonaristas se lançam contra um filme. Eles se empenharam com muito afinco num boicote contra “Marighella”, de Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. Como é de conhecimento amplo, Lázaro Ramos e Wagner Moura não foram os únicos artistas que apoiaram Lula nas últimas eleições. Na verdade, é mais fácil dizer quais não apoiaram, uma vez que a imensa maioria esteve ao lado do petista. Imaginem se a moda do boicote fosse séria. “Ó Pai, Ó 2” – O Filme “Ó Pai, Ó 2” é sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. O filme se passa 15 anos após o original e encontra Roque, personagem de Lázaro Ramos, prestes a lançar sua primeira música, confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas quando Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral, ele se junta à turma do Pelourinho num plano para salvar o local com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. Veja o trailer abaixo. Então… pic.twitter.com/tNQwT25csj — Lázaro Ramos (@olazaroramos) November 3, 2023










