Humorista processa Fernando Holiday e Nikolas Ferreira por fake news
A humorista Virgínia Álvares abriu um processo contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o vereador de São Paulo Fernando Holiday (PL-SP) por danos morais. Na ação, que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), ela acusa Holiday de ter criado uma fake news e Nikolas de ter ajudado a espalhar. Virgínia pede uma indenização de R$ 90 mil de cada um. A notícia falsa trazia um vídeo da humorista com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para alegar que, ao contrário do que havia afirmado, Dino teria se encontrado com a chamada “Dama do Crime”. Espalhada pelas redes sociais com impulsionamento de bolsonaristas, a postagem viralizou. Entretanto, era fake news. A tal “Dama do Crime” se chama Luciane Barbosa Farias. Ela é esposa traficante Tio Patinhas, líder do Comando Vermelho no Amazonas, e virou notícia em novembro passado por ter feito reuniões com integrantes do Ministério da Justiça, por indicação do governo da Amazônia (do União Brasil). Luciane nunca se encontrou com Flávio Dino. O vídeo original do encontro entre Virgínia e Flávio Dino foi publicado nas redes sociais da humorista no dia 27 de julho. Segundo o processo, Fernando Holiday publicou o vídeo de Dino com a humorista em novembro. Junto do vídeo, ele escreveu: “Flávio Dino mentiu ao dizer que nunca se reuniu com a ‘dama do tráfico'”. A postagem foi feita nas redes sociais e no TikTok. Quando a notícia começou a ser desmentida, ele exclui as postagens, mas ela já tinha se espalhado e sido multiplicada à exaustão. Os dois políticos processados são contra a aprovação do projeto de lei que transforma fake news em crime. Reação de Virgínia Em vídeo compartilhado nas redes sociais, a comediante revelou que a fake news foi disseminada “num dos momentos mais difíceis” de sua vida, quando ela estava na UTI com sua filha. “E hoje esses dois rapazes estão na internet falando da Choquei, por causa do quê? Da fake news. Quem são eles, né?”, disse, com lágrimas nos olhos. “Cada um sabe o que passa”. Os advogados da humorista, Maria de Lourdes Gonçalves Lopes e Carlos Alberto Benites, disseram à imprensa que essa será “apenas a primeira ação” de uma série, que ainda será distribuída e tem como alvo outros parlamentares e veículos de comunicação que propagaram a fake news. Eles afirmam que solicitaram na ação para que os conteúdos excluídos dos impulsionadores seja entregue pelas redes sociais. Reação dos políicos Em nota, Fernando Holiday disse que “reconheceu o equívoco” ao apagar o post de suas redes. Ele disse que está disposto a se retratar publicamente, mas considera a medida judicial “um exagero”. Já Nikolas Ferreira afirmou que não tem nada a ver com o caso e que nenhuma publicação sobre ela consta em suas redes sociais. “Até o momento não houve qualquer citação judicial, por isso não há qualquer pronunciamento a ser feito. Ainda assim, gostaria de reforçar que reconheci o equívoco da publicação quando apaguei o post de minhas redes sociais. Estou disposto a publicar uma retração se assim for necessário, mas considero qualquer medida judicial um exagero”, disse Holiday. “Só resta ser um engano da parte da humorista em processar o Deputado, pois não há nenhuma postagem, citação ou imagem dela em suas redes. Deputado Nikolas inclusive postou alertando sobre essa fake news que estavam divulgando. Estamos abertos para esclarecer tais fatos para a parte autora”, disse Nikolas por meio de sua equipe. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Virgínia Álvares (@vialvares)
Livro sobre a prisão de Lula vai virar filme
Um livro ainda inédito do policial Jorge Chastalo Filho, que narra sua experiência como carcereiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua detenção na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, deve ser adaptado para o cinema. Segundo a Folha de S. Paulo, Juliano Dornelles, co-diretor do aclamado filme “Bacurau”, estaria interessado no projeto. A obra detalha os 580 dias em que Chastalo foi responsável pela custódia de Lula. A produção seria da Condé+ e o roteiro estaria a cargo de Felipe Braga, um dos autores de “Marighella”. O livro oferece uma perspectiva íntima e detalhada sobre os bastidores da prisão de Lula, incluindo a inusitada amizade que se formou entre o carcereiro e o presidente. Esta relação singular seria o foco central da narrativa cinematográfica. Jorge Chastalo Filho, apelidado de “Rodrigo Hilbert da Federal”, conheceu Lula em um período crítico da política brasileira, com sua prisão e a posterior vitória de Jair Bolsonaro à presidência. Em entrevista ao UOL, Chastalo revelou que, mesmo então, Lula acreditava que poderia voltar a presidir o país. “Ele falou isso mais de uma vez. Eu pensava que tudo é possível, inclusive nada, porque a situação dele não era fácil. Era terrível. Era bastante complicado acreditar que ele pudesse chegar onde chegou”, disse Chastalo. Após a libertação de Lula, eles se reuniram em São Paulo, onde Lula expressou interesse no livro de Chastalo, assegurando-lhe liberdade para relatar os eventos que testemunhou.
Ministro pede regulamentação das redes sociais após morte de Jéssica Canedo
O ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, usou as redes sociais neste sábado (23/3) para pedir a regulamentação das redes sociais após a morte de uma jovem em virtude de uma fake news sobre um affair com Whindersson Nunes. Apontando que a morte de Jéssica Canedo foi o segundo caso de suicídio causado por notícias falsas, ele reforçou que a regulamentação é necessária para evitar novas tragédias. “A regulação das redes sociais torna-se um imperativo civilizatório, sem o qual não há falar-se em democracia ou mesmo em dignidade. O resto é aposta no caos, na morte e na monetização do sofrimento.” Na sexta (21/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tinha pedido ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que desse prioridade ao Projeto de Lei 2630, o chamado PL das Fake News, no decorrer do ano que vem. Ele também foi motivado pela invasão da conta do X (antigo Twitter) da Primeira Dama Janja da Silva. Lira disse a Lula que vai pensar. Já o líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o PL das Fake News será prioridade em 2024. PL das fake news O texto de autoria do Senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e com relatoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB–SP), cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, que propõe a regulação das plataformas digitais, como Google, Meta (Instagram e Facebook), Twitter e TikTok, além de serviços de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Telegram. O PL impõe responsabilidades às grandes empresas e o ponto principal é tornar obrigatória a moderação de conteúdos publicados na internet para que contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos possam ser identificadas, excluídas ou sinalizadas. Entre os pontos abordados estão questões que englobam o caso atual de Jéssica Canedo, como estímulos ao suicídio e violência contra a mulher. Entretanto, o PL também foca fake news política, o que faz com que vários partidos dificultem sua aprovação. Em menos de um mês este é o segundo caso de suicídio de pessoa jovem – e que guarda relação com a propagação de mentiras e de ódio em redes sociais – de que tenho notícia. Tragédias como esta envolve questões de saúde mental, sem dúvida, mas também, e talvez em maior proporção,… — Silvio Almeida (@silviolual) December 23, 2023
Senado aprova cota de exibição de filmes nacionais nos cinemas
O Senado aprovou na segunda-feira (18/12) uma cota que determina a exibição de filmes brasileiros nas salas de cinema num número mínimo de sessões. A lei existe no país desde 2001, quando foi criada por meio de uma medida provisória (MP), porém expirou 20 anos depois, em 2021, durante o governo Bolsonaro, que trabalhou para extingui-la. A cota de tela garante que filmes brasileiros tenham espaço nas salas de cinema. Desde a suspensão, o cinema nacional deixou de ter grandes sucessos, como “Minha Mãe É uma Peça 3” ou “Minha Vida em Marte”, sem conseguir replicar as bilheterias que existiam durante sua validade. Os produtores de “Nosso Sonho” chegaram a reclamar publicamente neste ano que seu filme estava sendo retirado de cartaz após uma semana de sucesso, sugerindo pressão de multinacionais que queriam espaço para seus filmes estrangeiros. “Mesmo se mantendo na quarta posição em sua semana de estreia, ‘Nosso Sonho’ sofreu um corte de 150 salas na segunda semana”, afirmou um comunicado dos produtores enviado à imprensa. Estímulo ao cinema nacional O projeto foi estimulado pelo deputado federal Marcelo Calero (PSD-RJ) e aprovado na Câmara dos Deputados em outubro deste ano. No Senado, a lei foi relatada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que ressaltou a importância da exibição de obras nacionais para a indústria cinematográfica brasileira. “A cota de tela é um dos instrumentos pioneiros instituídos pelo Estado brasileiro com o intuito de fomentar a produção cinematográfica doméstica”, declarou Costa durante a leitura de seu relatório no Senado. Além disso, a lei prevê um número mínimo de salas, espaços e locais para a exibição pública comercial de longa-metragens nacionais. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e entidades representativas deverão ser consultadas para definir os critérios de exibição juntamente com o governo federal. “[A cota] é uma forma de garantir que todas as cidadãs e todos os cidadãos brasileiros tenham o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, além do apoio e incentivo à valorização e à difusão das manifestações culturais”, acrescentou Costa.] A nova cota de tela agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também deve definir anualmente os números de sessões garantidas ao cinema nacional. A lei terá validade até 2033. As empresas que descumprirem a nova cota estarão sujeitas a uma multa correspondente a 5% da receita bruta média diária do complexo cinematográfico multiplicada pelo número de sessões de descumprimento. As falhas pontuais ou erros técnicos serão penalizadas apenas com uma advertência.
Campanha de bolsonaristas pode dar outro sucesso a Wagner Moura no cinema
A hashtag #BoicoteaWagnerMoura voltou a aparecer no X (antigo Twitter) nesta terça-feira (19/12), alimentada por pessoas identificadas como “bolsonaristas”. O alvo é o novo filme do ator, uma produção americana chamada “Guerra Civil”, que só estreia em junho de 2024. Histórico de boicotes Esta é a quarta campanha de boicote a filmes disparada por bolsonaristas. A primeira, por sinal, teve como alvo o próprio Wagner Moura. Eles se empenharam com muito afinco contra “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. A terceira tentativa foi uma nova investida contra Lázaro Ramos, mirando o filme “Ó Pai, Ó”. Após a iniciativa, a comédia esgotou sessões em Salvador, na Bahia, estreou com R$ 1 milhão nas bilheterias e encerrou seu passagem pelos cinemas com a maior bilheteria do Nordeste em 2023. Ao todo, o filme fez R$ 2,2 bilhões na região, que mesmo sem computar o resto do país já representa uma das maiores arrecadações de um filme nacional neste ano. Lázaro e Wagner se tornaram alvo de bolsonaristas por terem apoiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Mas embora o ódio esteja concentrado apenas nos dois, milhares de outros artistas também fizeram o mesmo, declarando voto em Lula. Até o momento, as campanhas tiveram resultado inverso, ajudando a divulgar as produções com o engajamento nas redes sociais. Muitas pessoas que não tinham ouvido falar nos filmes acabaram interessadas em conhecer o motivo da discórdia. Além disso, o público declarado de esquerda também tem comprado as brigas e prestigiado os alvos. Essa audiência ainda zoa as iniciativas, afirmando que não surtem efeito porque bolsonaristas nunca veem filmes brasileiros mesmo. Novo filme polêmico Vale observar que o novo filme estrelado por Wagner Moura tem um tema especialmente incômodo para extremistas. O thriller de ação se passa num futuro próximo e distópico, em que a polarização dos EUA mergulha o país numa luta brutal pelo poder. A trama acompanha um grupo de jornalistas tentando cobrir o avanço de militares alinhados com a ideologia de ultradireita, que pretendem atacar a capital do país. Alvos de tiros e bombas, os jornalistas são vividos por Wagner Moura e Kirsten Dunst (“Melancolia”). Na trama, 19 estados se separaram da União, formando um exército de Forças Ocidentais que desafiam o governo e o poderio militar dos estados do Leste. Reflexo da divisão real criada no país durante o governo de Donald Trump, o filme tem roteiro e direção de Alex Garland, cineasta de ficções científicas premiadas como “Ex-Machina” e “Aniquilação”. O elenco também inclui Cailee Spaeny (“Priscilla”), Jesse Plemons (“Assassinos da Lua das Flores”), Nick Offerman (“The Last of Us”), Stephen McKinley Henderson (“Beau Tem Medo”), Jefferson White (“Yellowstone”) e Sonoya Mizuno (“A Casa do Dragão”). A produção é a mais cara da história da A24, estúdio responsável por filmes como “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (vencedor do Oscar 2023), “Midsommar” (2019) e “X – A Marca da Morte” (2022) e “Priscilla” (2023). A estreia está marcada para 11 de julho no Brasil, quase três meses após o lançamento nos EUA (em 26/4). A expectativa é tanta que o trailer americano do filme, ainda sem versão oficial no Brasil, já ganhou diversas alternativas legendadas por fãs no YouTube.
Norman Lear, gênio da TV americana, morre aos 101 anos
O lendário produtor e roteirista de televisão Norman Lear, criador de séries pioneiras como “Tudo em Família”, “Good Times”, “Maude”, “Os Jeffersons” e “One Day at a Time”, que abordaram pela primeira vez questões sociais como racismo, mães solteiras e aborto na televisão dos Estados Unidos, morreu na terça-feira (5/12) de causas naturais em sua casa, em Los Angeles, aos 101 anos. Vencedor de seis prêmios Emmy por seu trabalho na televisão, Lear também era conhecido por seu empenho em favor de causas progressistas e trabalhou de forma ativa até os 90 anos. Começo de carreira com indicação a Oscar A jornada de Norman Lear no mundo do entretenimento começou longe dos holofotes da televisão. Nascido em 27 de julho de 1922, em New Haven, Connecticut, Lear iniciou sua carreira após a 2ª Guerra Mundial, onde serviu na Força Aérea dos Estados Unidos. Após o serviço militar, ele mergulhou no mundo do entretenimento como agente de imprensa em Nova York, mas rapidamente transitou para a escrita de comédias. Seu primeiro grande trabalho foi como escritor para Dean Martin e Jerry Lewis no “The Colgate Comedy Hour”, um programa televisivo no início dos anos 1950. Norman estreou como roteirista de cinema em 1963, adaptando uma peça de Neil Simon no filme “O Bem Amado” (Come Blow Your Horn), estrelada por Frank Sinatra. O sucesso do filme estabeleceu um parceria entre o escritor e o diretor Bud Yorkin, que teve como ponto alto “Divórcio à Americana” (1967), comédia sobre um casal, interpretado por Dick Van Dyke e Debbie Reynolds, que se encontra em um processo turbulento de divórcio. Conseguindo equilibrar o humor com uma crítica social aguda, refletindo as mudanças culturais da época, o roteiro do então jovem Norman recebeu uma indicação ao Oscar, consagrando o escritor. Ele também escreveu a comédia “Quando o Strip-Tease Começou” (The Night They Raided Minsky’s, 1968), dirigida por William Friedkin (de “O Exorcista”), antes de cometer uma ousadia. Em 1971, Norman comandou seu único filme como diretor, “Uma Cidade Contra o Vício” (Cold Turkey), sátira sobre uma cidade cujos habitantes decidem parar de fumar para ganhar um desafio corporativo e o prêmio em dinheiro associado. Crítica mordaz à indústria do tabaco e à cultura do consumismo americano, o filme dividiu opiniões e encerrou a carreira cinematográfica do roteirista, mas desde então virou cult e ganhou reconhecimento por sua abordagem direta na discussão de questões sociais, um tema recorrente em muitos de seus trabalhos posteriores na televisão. A revolução de “Tudo em Família” Nesse meio tempo, Norman levou sua parceria criativa com Bud Yorkin para os negócios. Juntos, eles fundaram a Tandem Productions, que se tornou a plataforma para o desenvolvimento das séries do roteirista, combinando visão criativa com experiência de produção. Norman também estava no lugar certo na hora certa. No início dos 1970, houve uma mudança significativa no panorama da televisão americana. As redes estavam buscando conteúdos mais relevantes e realistas que refletissem as mudanças sociais e culturais da época. Então, Norman teve a ideia de adaptar a série britânica “Till Death Us Do Part” para o público americano, com foco em questões sociais relevantes. Lear e Yorkin adaptaram o conceito, trazendo para o centro da produção questões de racismo, sexismo e política, temas até então pouco explorados na TV. E, claro, a princípio houve hesitação das redes em aceitar uma série com temáticas tão polêmicas. A ABC inicialmente pegou o projeto, mas depois o abandonou devido ao seu conteúdo controverso. Mas a CBS, sob a nova liderança do executivo Robert Wood, queria modernizar sua programação e se mostrou mais aberta a assumir riscos. Norman apresentou sua versão do sitcom britânico, rebatizado como “Tudo em Família” (All in Family) à CBS, que aceitou produzir a série, reconhecendo seu potencial para conectar-se com as mudanças da época. “Tudo em Família” (All in the Family) estreou em 12 de janeiro de 1971 e rapidamente se tornou um marco na televisão americana. Os episódios giravam em torno da família Bunker, liderada por Archie Bunker, interpretado por Carroll O’Connor. Archie é um trabalhador de classe média, morador do bairro Queens, em Nova York, e notoriamente conservador, preconceituoso e de mentalidade fechada, refletindo as tensões sociais e políticas da época. Archie Bunker foi concebido como um retrato da classe trabalhadora americana da época, resistente às mudanças sociais e culturais que estavam ocorrendo nos Estados Unidos. Ele frequentemente expressava suas visões através de declarações racistas, sexistas e homofóbicas. A genialidade da série estava justamente em usar o personagem para satirizar e desafiar essas visões, expondo a ignorância e o absurdo de seus preconceitos. Apesar de suas falhas, Archie também era retratado como um personagem capaz de evolução e mudança, o que contribuiu para a profundidade e relevância da série. Com sua abordagem única e um humor afiado, “Tudo em Família” foi não apenas um sucesso de audiência, mas também um veículo para discussões sociais profundas. E, de quebra, venceu quatro vezes o Emmy, como Melhor Série Estreante e Melhor Série de Comédia. O universo de Norman Lear na TV Norman acabou criando um universo televisivo em torno do sucesso de “Tudo em Família”, expandido através de vários spin-offs. Este universo refletia e comentava a complexidade da sociedade americana da época. O melhor é que nada parecia forçado, já que os personagens foram introduzidos na série principal, causando repercussão suficiente para que se ramificassem em suas próprias narrativas. Por exemplo, a personagem Maude Findlay apareceu pela primeira vez em “Tudo em Família” como a prima liberal de Edith Bunker, antes de se tornar a protagonista de sua própria série, “Maude”, que estreou em 1972 e foi protagonizado por Bea Arthur no papel-título. A série destacou-se por abordar temas controversos, incluindo um episódio memorável sobre o aborto, um assunto raramente discutido na televisão naquela época. Cada spin-off abordava temas sociais do seu próprio ponto de vista único. Enquanto “Tudo em Família” se concentrava no conservadorismo e nas visões de mundo de Archie Bunker, “Maude” explorava questões feministas e liberais. Já “Good Times” e “Os Jeffersons” focavam em famílias afro-americanas, trazendo à tona questões de racismo e ascensão social. “Good Times” era tecnicamente um spin-off de um spin-off. A série surgiu em 1974 a partir de “Maude”, de onde veio a personagem Florida Evans (papel de Esther Rolle), que era a empregada da família Findlay. Florida e seu marido James Evans (interpretado por John Amos) eram os personagens centrais, vivendo em um conjunto habitacional em Chicago com seus três filhos. Eles não eram da classe média como os anteriores e lidavam com questões de pobreza, racismo e sonhos de ascensão social. Com personagens memoráveis como J.J., interpretado por Jimmie Walker, “Good Times” combinou comédia com um retrato realista dos desafios enfrentados pelas famílias negras urbanas. Mais bem-sucedida de todas as séries derivadas, “Os Jeffersons” estreou em 1975 e teve uma notável duração de 11 temporadas. A produção focava uma família afro-americana de classe média que se muda para um bairro de elite. George e Louise Jefferson, interpretados por Sherman Hemsley e Isabel Sanford, foram introduzidos em “Tudo em Família” como vizinhos de Archie e Edith Bunker. Inicialmente, George Jefferson foi concebido como um contraponto a Archie Bunker – ambos eram personagens orgulhosos e teimosos, mas com pontos de vista políticos e sociais opostos. Esta dinâmica proporcionou momentos de confronto e humor, refletindo as tensões raciais e de classe da sociedade americana. Em sua série própria, os Jeffersons se mudam para um apartamento de luxo em Manhattan após o sucesso dos negócios de limpeza a seco de George. Os episódios acompanhavam as aventuras e desafios da família em seu novo ambiente, inovando ao apresentar na TV uma família negra bem-sucedida financeiramente, e ainda ainda assim tendo que lidar com racismo e preconceito contra sua ascensão social. Pioneira em vários sentidos, a série ainda abordou relações interraciais e até questões de identidade de gênero. A última atração desse universo foi “Archie Bunker’s Place”, lançada em 1979 como uma continuação direta de “Tudo em Família”, com Archie Bunker gerenciando um bar. “Archie Bunker’s Place” tentou manter o espírito original, mas com uma abordagem um pouco mais suavizada. Outras Criações Notáveis Além dessas séries icônicas, Lear foi responsável por outras produções de sucesso, como “Sanford and Son”, uma adaptação americana da série britânica “Steptoe and Son”, e “One Day at a Time”, uma sitcom que abordou a vida de uma mãe solteira e seus dois filhos. “One Day at a Time” só durou menos que “Os Jeffersons”. Ambas foram lançadas no mesmo ano e tiveram mais de 200 episódios produzidos, mas “Os Jeffersons” ficou um ano a mais no ar, até 1985. A trama acompanhava Ann Romano, uma mãe recém-divorciada interpretada por Bonnie Franklin, que enfrentava os desafios de criar sozinha suas duas filhas adolescentes, Julie e Barbara Cooper, interpretadas por Mackenzie Phillips e Valerie Bertinelli, respectivamente. O que tornou “One Day at a Time” única na época foi seu foco em uma mãe solteira e as questões que ela enfrentava, uma premissa rara na televisão dos anos 1970. A série abordava temas como feminismo, namoro, violência doméstica e problemas financeiros, tudo sob a perspectiva de uma família liderada por mulheres. Após o sucesso estrondoso na décadas de 1970, Norman Lear deixou de lado os roteiros para se concentrar na produção. Neste papel, ele esteve envolvido em filmes icônicos como “A Princesa Prometida” (1987) e “Tomates Verdes Fritos” (1991), que se tornaram clássicos cult, além da popular série “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life), que também teve mais de 200 episódios produzidos nos anos 1980. Recentemente, ele ainda se envolveu no remake de “One Day at a Time”, lançado em 2017 com uma nova abordagem e relevância para o público contemporâneo. A nova versão reimaginou a trama com um contexto latino, centrando-se em uma família cubano-americana. Inicialmente produzida pela Netflix, a série durou quatro temporadas seguindo Penelope Alvarez, uma mãe solteira e veterana do exército, interpretada por Justina Machado, que cria sua filha radical Elena e seu filho sociável Alex com a ajuda de sua mãe cubana tradicional, Lydia, interpretada pela vencedora do Oscar Rita Moreno. Além disso, ao longo da série, adolescente Elena (interpretada por Isabella Gomez) passa por um processo de autodescoberta e, eventualmente, se assume como lésbica. Tributos e legado Sua ousadia criativa e importância para a TV é considerada tão grande que o Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA) batizou um prêmio com seu nome. O “Prêmio de Realização de Carreira Norman Lear” é uma homenagem concedida a produtores de televisão que demonstraram uma conquista vitalícia notável em sua profissão. Entre muitos outros tributos, ele também foi homenageado por instituições como o Television Hall of Fame e o Peabody Award, em reconhecimento ao seu trabalho pioneiro. Os tributos a Norman Lear enfatizam seu impacto profundo, com sua morte emocionando diversas personalidades e entidades nos EUA. A People for the American Way, organização que Norman co-fundou, destacou seu uso da cultura para gerar conversas e promover mudanças positivas. O Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA) destacou seu compromisso com a justiça social, reconhecendo sua habilidade de usar o humor para combater o racismo e os preconceitos. Rob Reiner, que trabalhou em “Tudo em Família” e dirigiu “A Princesa Prometida”, o chamou de “segundo pai” e expressou profunda gratidão e admiração pelo genial criador. O apresentador Jimmy Kimmel descreveu Lear como alguém cuja “coragem, integridade e bússola moral inigualável” o tornaram “um grande americano, um herói em todos os sentidos”. Jane Fonda destacou seu impacto significativo no “rosto e alma da comédia americana” e sua importância pessoal para muitos, incluindo ela mesma. E George Clooney refletiu que sua morte aos 101 anos foi “cedo demais”. Ele prestou homenagem ao artista como “o maior defensor da razão do mundo” e um “amigo querido” de sua família, além de reconhecê-lo como um gigante. Até Bob Iger, CEO da Walt Disney Company, enfatizou o “impacto monumental e legado” de Lear, reconhecendo-o como um ícone e uma das mentes mais brilhantes da história da...
George Santos, o brasileiro eleito e expulso do Congresso dos EUA, vai virar filme
A HBO vai fazer um filme sobre George Santos, o brasileiro conservador com dupla cidadania, que se elegeu deputado por Long Island, Nova York, e acabou expulso do Congresso dos EUA. A produtora de filmes da empresa adquiriu os direitos do livro de Mark Chiusano, “The Fabulist: The Lying, Hustling, Grifting, Stealing, and Very American Legend of George Santos”, que foi lançado em 28 de novembro. O filme tem produção de Frank Rich (de “Veep” e “Succession”) e o roteiro está sendo escrito por Mike Makowsky (“Má Educação”). O projeto é descrito como um “olhar forense e sombriamente cômico” da eleição sem precedentes de Santos e as denúncias sobre todo o tipo de golpes cometidos pelo político. George Santos é acusado desde mentir sobre currículo até uso indevido de dinheiro de campanha para financiar o seu estilo de vida luxuoso. Ele também foi indiciado por 23 acusações federais, incluindo fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, das quais se declarou inocente. Na sexta passada (1/12), o filho de brasileiros, que diz ter nascido em Nova York, se tornou o primeiro membro da Câmara dos EUA a ser expulso em mais de 20 anos. O feito também o torna o sexto membro da Câmara dos Deputados dos EUA na história a ser destituído por seus colegas. Dias antes desse vexame histórico, ele foi prestigiado por integrantes da direita nacional, que o encontraram nos EUA em viagem paga pelo Congresso brasileiro com dinheiro do contribuinte. De acordo com a sinopse, o filme contará “a história de uma eleição local aparentemente menor que encerrou uma batalha pela alma de Long Island e inesperadamente abriu o caminho para o congressista mais famoso (e agora desgraçado) do mundo”. A trama também será uma “jornada ao estilo Gatsby de um homem vindo do nada, que explorou o sistema, travou uma guerra contra a verdade e fraudou um dos distritos mais ricos do país para alcançar seu sonho americano”. 🚨 Deputado de extrema-direita e filho de brasileiros, George Santos é cassado após uma lista de infrações que vão de corrupção a mentir no currículo A votação foi de 311 a favor da cassação e 114 contra. George esteve com parlamentares brasileiros de extrema-direita na semana… pic.twitter.com/sUDlHOqTNF — Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) December 1, 2023
Motorista que atropelou Kayky Brito quer entrar na política
Diones da Silva Coelho, o motorista de aplicativo que atropelou o ator Kayky Brito em setembro, revelou neste sábado (2/12) que pretende se candidatar a vereador no Rio. Aproveitando ao máximo a exposição do caso, o ex-anônimo já fez harmonização social e virou influenciador. Cada vez menos motorista, ele anunciou a candidatura numa caixinha de perguntas no seu Instagram, que já soma mais de 180 mil seguidores. “Sim, pretendo vir candidato nessa próxima eleição no Rio de Janeiro. É algo que já venho conversando com pessoas influentes, em off, né!? Mais para frente, isso vai ser formalizado. Creio que tem muita coisa boa pra ser feita, para agregar pra gente que precisa. Muitas áreas que precisam ser melhoradas, pessoas que precisam ter voz e serem atendidas. Então, sim, eu pretendo. Mais para frente, falarei mais sobre o assunto, quando estiver mais concreto”, disse o motorista. Depois do acidente que não provocou e do qual foi inocentado, Diones apareceu na mídia se dizendo abalado. O caso comoveu o público, já que ele perdeu o carro que usava para trabalhar, e uma vaquinha online arrecadou mais de R$ 150 mil para que comprasse um veículo novo. O modelo escolhido foi um Nissan Kicks, 2024, preto, que custa a partir de R$ 112 mil. Tudo isso foi refletido pela mídia, rendendo-lhe engajamento online. Por conta disso, ele decidiu abandonar o trabalho de motorista e começou a fazer publicidades no Instagram. Por sinal, seu perfil é verificado. O motorista Diones da Silva, envolvido no atropelamento do ator Kayky Brito, declarou sua intenção de concorrer à vereador no Rio de Janeiro. TENHO CERTEZA QUE ELE VAI ATROPELAR A CONCORRÊNCIA… pic.twitter.com/GDCpARwp99 — MSP-Movimento Sem Picanha (@mspbra) December 2, 2023
Astros do Reino Unido criticam demissão de Melissa Barrera e censura contra defensores da Palestina
Mais de 1300 artistas do Reino Unido assinaram uma carta aberta endereçada a Hollywood e outros setores artísticos e culturais, condenando a “repressão, silenciamento e estigma sobre vozes palestinas e suas perspectivas”. Assinada por artistas como Olivia Colman (“The Crown”), Emma Seligman (“Bottoms”), Paapa Essiedu (“I May Destroy You”), Aimee Lou Wood (“Sex Education”), Siobhán McSweeney (“Derry Girls”) e Nicola Coughlan (“Bridgerton”), a carta critica a demissão da atriz Melissa Barrera do filme “Pânico 7” por defender o ponto de vista dos palestinos e caracteriza o fato como tentativa de censura. A carta também listou diversos outros incidentes: “Isso inclui atacar e ameaçar os meios de subsistência de artistas e trabalhadores das artes que expressam solidariedade com os palestinos, bem como cancelar apresentações, exibições, palestras, exposições e lançamentos de livros”. “Enquanto a catástrofe ocorre, observamos a ausência de solidariedade com o povo palestino vindo das organizações artísticas do Reino Unido”, acrescenta o documento. “Consideramos preocupante, e um indicativo de uma moral dúbia, que expressões de solidariedade oferecidas a outros povos diante de opressão brutal não sejam estendidas à Palestina.” De forma significativa, o documento não foi repercutido pelas publicações mais proeminentes que cobrem o dia-a-dia de Hollywood, como Variety, Deadline e The Hollywood Reporter, que nas últimas horas destacaram uma acusação feita por Julianna Margulies (“The Good Wife”) contra minorias que apoiam a Palestina de serem antissemitas. No final de novembro, Barrera foi demitida da produção de “Pânico 7” pelo estúdio Spyglass Media, que justificou o ato ao apontar o apoio da atriz aos palestinos em postagens nas redes sociais. “A posição da Spyglass é inequivocamente clara: temos tolerância zero ao antissemitismo ou ao incitamento ao ódio de qualquer forma, incluindo falsas referências ao genocídio, limpeza étnica, distorção do Holocausto ou qualquer coisa que ultrapasse flagrantemente a linha do discurso de ódio”, disse um porta-voz da empresa.
Lula comenta entrevista de Ana Hickmann: “Importante relato”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a entrevista de Ana Hickmann sobre a agressão do ex-marido, Alexandre Correa, que foi ao ar no “Domingo Espetacular”, na Record TV. Lula manifestou apoio à apresentadora da Record após ela ter revelado que pediu divórcio amparada pela Lei Maria da Penha, sancionada durante seu primeiro mandato, em 2006. “Importante relato da apresentadora Ana Hickmann. A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, é um instrumento fundamental para combater a violência contra as mulheres. Disque 180”, escreveu Lula no X (antigo Twitter), citando o número da Central de Atendimento a Mulheres e compartilhando um trecho da entrevista exibida no Domingo Espetacular. Além de Lula, a relatora da Lei Maria da Penha, deputada federal Jandira Feghali, também se manifestou nas redes sociais: “A Lei Maria da Penha, de minha relatoria, foi feita para proteger mulheres como a Ana Hickmann, que diariamente sofrem com violência doméstica. Ela é eficiente e te protege. Denuncie”. Durante a entrevista exibida no domingo (26/11), Ana Hickmann confirmou ter pedido divórcio pela Lei Maria da Penha, que agiliza o processo de separação em razão da violência sofrida pela mulher durante o casamento. “[Dei entrada] pela Maria da Penha. A lei está aí para nos proteger. Foi criada por conta de uma mulher que foi vítima disso e tantas outras que também foram vítimas. Eu dou notícias sobre isso todo dia no ‘Hoje em Dia’. A lei, que é cada vez mais forte, ela me protegeu sim!”, disse a apresentadora da Record. Importante relato da apresentadora Ana Hickman. A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, é um instrumento fundamental para combater a violência contra as mulheres. Disque 180. https://t.co/unIDU3OFl5 — Lula (@LulaOficial) November 27, 2023 A lei Maria da Penha, de minha relatoria, foi feita para proteger mulheres como a @ahickmann que diariamente sofrem com violência doméstica. Ela é eficiente e te proteje. Denuncie. 📹 via @seremosresisten pic.twitter.com/XImRPhQbQd — Jandira Feghali 🇧🇷🚩 (@jandira_feghali) November 27, 2023
Alvo de bolsonaristas, “Ó Pai Ó 2” rende quase R$ 1 milhão em estreia no cinema
Os bolsonaristas perderam nova batalha contra o cinema brasileiro. Alvo de boicote dos extremistas, “Ó Pai Ó 2” rendeu quase R$ 1 milhão de bilheteria em sua estreia no cinema. Com receita de R$ 963 mil, o filme levou 49 mil pessoas às salas nacionais, configurando uma das maiores aberturas do cinema nacional em 2023, segundo dados da consultoria independente Comscore. Para dar um parâmetro, o valor é superior ao arrecadado pela estreia de “Nosso Sonho” (R$ 910 mil), filme sobre Claudinho e Buchecha, que era a maior bilheteria nacional do ano até a estreia de “Mussum, o Filmis” neste mês. “Ó Pai Ó 2” virou foco de preconceito ideológico com a desculpa de que seu protagonista, Lázaro Ramos, votou em Lula – ele e mais da metade do Brasil, já que Lula se elegeu presidente. Sem reconhecer o fracasso de sua iniciativa, perfis e blogs bolsonaristas insistem em distorcer a realidade para afirmar que o filme flopou (“Fracasso, Ó Paí, Ó 2 Filme de Lázaro Ramos e Globo Amarga o 5º Lugar nas Bilheterias após Boicote”, diz uma manchete ideológica). A justificativa do argumento é que “Ó Pai Ó 2” abriu em 5º lugar no ranking semanal, atrás de blockbusters milionários de Hollywood. Trata-se de uma bobagem escrita por quem não acompanha o cinema brasileiro e não tem a menor informação sobre o mercado. Para tirar a dúvida, basta lembrar que “Nosso Sonho” abriu em 6º lugar, enquanto outro sucesso do ano, “Meu Nome É Gal”, estreou em 7º lugar. Além disso, mesmo batendo recorde de estreia nacional em 2023, “Mussum, O Filmis”, que faturou R$ 1,99 milhão, também abriu em 5º lugar. O motivo disso é a falta de uma política de cotas no Brasil, que impede novos fenômenos de bilheteria como eram comuns na época de sua vigência – isto é, antes do governo Bolsonaro. Tentativas anteriores de boicote Esta não é a primeira derrota que perfis bolsonaristas amargam ao se lançarem contra um filme. Eles se empenharam com muito afinco num boicote contra “Marighella”, de Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. Lázaro Ramos e Wagner Moura foram “escolhidos para Cristo” entre um universo de dezenas de milhares de artistas que também votaram e apoiaram Lula. Mas há algo mais em comum entre os três filmes visados: todos têm protagonistas negros e falam de história e cultura negra no Brasil. “Ó Pai, Ó 2” – O Filme “Ó Pai, Ó 2” é sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. O filme se passa 15 anos após o original e encontra Roque, personagem de Lázaro Ramos, prestes a lançar sua primeira música, confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas quando Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral, ele se junta à turma do Pelourinho num plano para salvar o local com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. As 3 maiores bilheterias do Brasil Acima de “Ó Pai Ó 2”, a estreia de “Napoleão”, novo épico de Ridley Scott protagonizado por Joaquin Phoenix, liderou as bilheterias brasileiras com R$ 5,86 milhões e público de 241 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (26/11). Líder em bilheteria na semana anterior, “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” ficou em 2º lugar, com R$ 5,73 milhões no período. O longa foi visto por 287 mil espectadores e já acumula um público de 1,28 milhão de pessoas com duas semanas de exibição. Curiosamente, as posições ficaram invertidas nos EUA, onde o novo “Jogos Vorazes” se manteve no topo, enquanto “Napoleão” abriu em 2º lugar. O pódio brasileiro foi completado por “As Marvels”, que teve renda de R$ 1,83 milhão e 96 mil espectadores. Ao todo, os cinemas brasileiros somaram R$ 17,49 milhões e 832 mil espectadores no último fim de semana. #Top10 #BoxOffice #Cinema 23 a 26/Nov: 1. #Napoleao 2. #JogosVorazes 3. #TheMarvels 4. #FiveNightsAtFreeddys 5. #OPaiO2 6. #Trolls3 7. #TaylorSwiftTheErasTour 8. #NaoTemVolta9. #assassinosdaluadasflores 10. #CasamentoGrego3 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 27, 2023
Rei Charles III homenageia BLACKPINK com medalhas da Ordem do Império Britânico
As quatro integrantes do grupo de K-Pop BLACKPINK receberam nesta quarta-feira (22/11) o título de membros honorários da Ordem do Império Britânico, das mãos do Rei Charles III. Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa foram honradas com as medalhas da Ordem no Palácio de Buckingham, tornando-se as primeiras artistas musicais não britânicas a receber a honraria. Elas foram homenageadas por serem embaixadoras e defensoras oficiais da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) de Glasgow. Elas estão atualmente na Inglaterra como convidadas especiais do Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeo, e da Primeira Dama, Kim Kun-hee, durante a visita de estado do governo sul-coreano ao país. Na terça-feira (21/11) o rei Charles III e a rainha consorte Camilla organizaram um luxuoso banquete de estado para a comitiva sul-coreana, que também contou com a presença das quatro integrantes do BLACKPINK. Durante seu discurso, o monarca fez questão de citar as idols. “Aplaudo Jennie, Jisoo, Lisa e Rosé – mais conhecidas coletivamente como BLACKPINK – por seu papel em levar a mensagem de sustentabilidade ambiental a um público global. Só posso admirar como elas conseguem priorizar essas questões vitais, além de serem superestrelas globais.” Já o Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol respondeu: “Se o Reino Unido tem os Beatles, Queen, Harry Potter e David Beckham, a Coreia tem BLACKPINK…”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Royal Family (@theroyalfamily)
Fã-clube de Taylor Swift alertou organizadores sobre calor e água no show… há uma semana
A página de fãs Taylor Swift Brasil no X (antigo Twitter) avisou antecipadamente, sete dias antes do primeiro show da cantora no Rio, a importância da distribuição de água e disponibilização de abrigo aos fãs que enfrentariam altas temperaturas na apresentação. O pedido marcava as empresas organizadoras T4F e a Live Nation. O texto chamava atenção para a onda de calor no Brasil e viralizou após a morte de Ana Clara Benevides na noite de sexta (17/11), que desmaiou e teve uma parada cardiorrespiratória durante o evento. A apresentação aconteceu no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. “Esperamos que as equipes estejam acompanhando, como todos nós, a situação que os fãs do RBD, especialmente, estão enfrentando nas filas com o calor excessivo dos últimos dias. A previsão é de ainda mais calor e mormaço nas próximas semanas. Recebemos relatos de pessoas passando mal e até desmaiando de calor, ontem e hoje”, diz o texto, alertando para os sinais da gravidade da situação. Mesmo diante disso, a entrada com água foi proibida no estádio e os esforços para diminuir a desidratação do público considerados precários e ineficientes. Mais de mil fãs de Taylor Swift desmaiaram ao longo do dia do evento, segundo os bombeiros, em virtude do forte calor, que atingiu o Rio de Janeiro, onde a sensação térmica chegou a quase 60°C. O Ministro da Justiça Flávio Dino ordenou, na manhã deste sábado (18/11), que a entrada de água fosse liberada em todos os shows do país e abriu uma investigação pela falta de água no show de Taylor Swift, onde embalagens com o líquido eram vendidas a R$ 8. Oi, @T4F e @LiveNationBR! Esperamos que as equipes estejam acompanhando, como todos nós, a situação que os fãs do RBD, especialmente, estão enfrentando nas filas com o calor excessivo dos últimos dias. A previsão é de ainda mais calor e mormaço nas próximas semanas. Recebemos… — Taylor Swift Brasil (@taylorswiftbr) November 10, 2023












