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  • Filme

    Moana: Forma roliça de personagem animado cria polêmica na Polinésia

    27 de junho de 2016 /

    A animação “Moana”, próximo lançamento do gênero da Disney, está rendendo polêmica na Polinésia. Tudo graças às forças roliças de um de seus personagens centrais, o semideus Maui. “Esse estereótipo de Maui é inaceitável”, escreveu um deputada de Tonga em seu Facebook, descrevendo o Maui da Disney como metade porco e metade hipopótamo. Eliota Fuimaono Sapolu, um jogador de rugby samoano, também manifestou seu desagrado dizendo que essa é a maneira como homens brancos veem os polinésios. E Will Llolahia, da Associação de Mísoca das Ilhas do Pacífico, acusa a versão da Disney de contrariar os esforços de criação dos mitos do Pacífico. “Nas histórias proferidas, Maui tem sido criado como uma pessoa de força, de magnitude e natureza divinas”. No entanto, há quem discorde de que a imagem de Maui seja estereotipada. Isoa Kavakimoto, da Nova Zelândia, define-se como um cara grande e fez um vídeo para o YouTube para dizer que discorda das críticas. “Ele não parece gordo para mim, ele parece um homem com grande potência capaz de fazer trabalhos extraordinários”. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde de 2014, as ilhas dos Pacífico estão entre as nações com mais obesos do mundo, o que poderia ter influenciado a criação do personagem. No filme, Maui será dublado pelo astro Dwayne Johnson (franquia “Velozes e Furiosos”), que é descendente de samoanos. “Moana” tem direção de John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”). E entre os roteiristas creditados, está Taika Waititi, que se prepara para dirigir “Thor 3: Ragnarok”. A estreia está marcada para 5 de janeiro no Brasil, mais de 40 dias após o lançamento nos EUA, previsto para 22 de novembro.

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  • Filme

    Aquarius: Novo filme de Kleber Mendonça Filho ganha primeiro trailer

    27 de junho de 2016 /

    A Vitrine Filmes divulgou o trailer de “Aquarius”, segundo longa de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”), que venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Sydney e criou polêmica com um protesto de black-tie contra o Impeachment da Presidente Dilma Rousseff no tapete vermelho do Festival de Cannes. O interessante na prévia é como a trama estereotipa as grandes incorporadoras imobiliárias como vilãs, ao estilo dos filmes (e quadrinhos) americanos sobre a gentrificação de Nova York nos anos 1980. Entretanto, ao contrário do fenômeno americano, não é a classe baixa que sofre pressão no filme, mas o estilo de vida de uma classe média decadente e encastelada entre discos de vinil, livros e nostalgia, encarnada na tela pela personagem de Sonia Braga. Ela interpreta a proprietária de um apartamento num prédio antigo, de frente para o mar, que se recusa a vender sua unidade para a construção de um novo edifício, sofrendo assim bulling da construtora. Após a photo op de Cannes, também vale comparar esta ficção com o noticiário do mundo real, lembrando como o governo de Dilma Rousseff foi viabilizado com apoio desse mesmo tipo de vilões: grandes empreiteiras que ajudaram a quebrar o Estado no maior esquema de corrupção já visto na Terra, em conluio com tesoureiros de partidos e políticos no poder. Não foi a moradora de um prédio de frente pro mar que sofreu com isso, mas o país inteiro. “Aquarius” estreia em 1 de setembro no Brasil.

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  • Música

    Caça-Fantasmas: Banda Fall Out Boys divulga o “remake” do tema original, que tocará no filme

    24 de junho de 2016 /

    A banda Fall Out Boys divulgou no YouTube sua versão para “Ghostbusters”, que será o tema do novo filme das “Caça-Fantasmas”. A música tem participação da rapper Missy Elliott e soa bastante séria, ao contrário da gravação original de Ray Parker Jr., que foi indicada ao Oscar em 1985. Compare as duas versões abaixo. A diferença, por sinal, parece ser a mesma em todo o tom do material de divulgação, incluindo as prévias, que trazem fantasmas mais assustadores e piadas menos engraçadas. A comparação entre as duas versões tem sido negativa para o reboot do diretor Paul Feig (“A Espiã que Sabia de Menos”), cujo trailer se tornou um dos vídeos mais odiados do YouTube. Questionado sobre a enorme recepção negativa ao longa, o presidente da Sony, Tom Rothman, declarou à imprensa americana: “É a melhor coisa que poderia ter acontecido. Você está brincando? Somos assunto nacional, muito obrigado. Manda mais haters disparando estupidez”. A estreia do novo “Caça-Fantasmas” está marcada para 14 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Caça-Fantasmas: Veja o novo trailer dublado

    24 de junho de 2016 /

    A Sony Pictures divulgou um novo trailer dublado da versão feminina de “Os Caça-Fantasmas”. A prévia tem muitos efeitos e algumas piadas sexistas em torno do recepcionista bonitão, loiro e burro, vivido por Chris Hemsworth (“Thor”), além de trazer as novas protagonistas da franquia: Kristen Wiig (“Missão Madrinha de Casamento”), Melissa McCarthy (“A Espiã que Sabia de Menos”), Kate McKinnon e Leslie Jones (ambas do humorístico “Saturday Night Live”). A direção é de Paul Feig (também de “A Espião que Sabia de Menos”) e a estreia está marcada para 14 de julho no Brasil.

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  • Filme

    Como Eu Era Antes de Você transforma tema polêmico em romance

    23 de junho de 2016 /

    Um dos problemas de “Como Eu Era Antes de Você” é aceitar os protagonistas como eles são apresentados. Emilia Clarke (série “Game of Thrones”) aparece em cena excessivamente boba com suas roupas bregas e Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”) atua de forma exageradamente arrogante na figura do milionário tetraplégico amargurado. E há sim vários momentos-clichê que incomodam um bocado. Mas temos que dar um desconto inicialmente, por se tratar da adaptação de um best-seller popular e por esses personagens serem assim no livro de Jojo Moyes. Mas é possível se afeiçoar aos personagens e perceber o quanto a narrativa é bem amarradinha. Mal dá para sentir o tempo passar. A edição fluida, curiosamente, é de John Wilson, que já foi associado ao cinema de arte de Peter Greenaway, no auge da popularidade do autor. Claro que ver Emilia Clarke deixando de ser a poderosa Daenerys de “Game of Thrones” causa estranhamento, mas é interessante que a atriz busque personagens diferentes, por mais que não acerte em alguns – a sexy Sarah Connor no pouco amado “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, por exemplo. Por outro lado, outro integrante de “Game of Thrones” está muito bem no filme: Charles Dance, no papel do pai de Will, o personagem de Claflin. Com a evolução dos personagens, algumas más impressões se dissipam. A bobinha Louisa Clark (Emilia Clarke) vai ganhando maturidade ao aprender um pouco de arte e se afeiçoar a Will. E Will vai deixando de ser o chato de galocha e passa a dizer coisas românticas, como “Você é a única razão de eu querer acordar de manhã” ou “Vamos ficar aqui no carro por um tempo. Eu só quero me sentir como o cara que saiu com a garota de vermelho”. São coisas simples, mas que tocam os corações de muitos. Há algo no filme que a maioria dos espectadores já sabe ao entrar na sessão: o fato de que Will planeja sua própria morte. Assim, trata-se de um filme sobre despedida também, sobre os momentos finais da vida e a descoberta de momentos felizes desse rapaz que acredita que a vida não deve ser vivida se não for plenamente, de corpo inteiro, um corpo que ele não tem mais. É um tema polêmico, na verdade. Há muita gente que tem raiva de filmes como “Amor” (2012), de Michael Haneke, ou “Mar Adentro” (2004), de Alejandro Amenábar, justamente por pregar essa escolha do direito à morte. Mas é curioso como a diretora Thea Sharrock, vindo do teatro, transforma esse tema espinhoso em um filme relativamente leve, feito para plateias jovens. Assim, o que interessa mais não é a decisão de Will, mas a vida junto a Louisa e o quanto ambos são transformados a partir do momento em que se conhecem, mesmo sendo tão diferentes. Isso acaba valendo para qualquer encontro a dois que tenha uma natureza mais especial. Por isso, o filme tem apelo tão forte entre casais que, mesmo sabendo que um dia deixarão de se ver, lembrarão da relação como algo bonito, válido, rico e pra sempre.

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    Como Eu Era Antes de Você: Escritor tetraplégico reclama de ser citado no filme

    18 de junho de 2016 /

    O escritor tetraplégico Francesco Clark não gostou de ver seu nome e obra usados no filme “Como Eu Era Antes de Você”. O melodrama romântico cita o livro de Clark, “Walking Papers”, numa cena-chave. O motivo de sua reclamação é spoiler do final do longa-metragem. “Eu fiquei surpreso ao descobrir que, em uma cena importante do filme, o destaque é meu livro ‘Walking Papers’, que eu escrevi sobre minha experiência depois de ter sofrido uma lesão na medula espinhal, após um acidente de mergulho”, contou Clark ao site Page Six. “Não me perguntaram se meu livro poderia ser incluído no livro, nem me avisaram sobre essa inclusão. Embora a história seja baseada em uma ficção, meu livro e minha vida não são”, ele protestou. O que revoltou Clark é que o filme mostra o oposto do que ele se esforça para transmitir. “Eu trabalhei incansavelmente para mostrar para todo mundo que ser tetraplégico não é o fim da vida de ninguém, é um novo começo”, disse o escritor ao site. “Não estou tomando um posicionamento contra o suicídio assistido, estou dizendo que fiquei revoltado por me associarem a uma história que diz que a única ou a melhor saída para pessoas como eu é a morte”. Clark disse que vai continuar espalhando uma mensagem de positividade e esperança para as pessoas que sofreram ferimentos como os seus ou que conhecem e amam alguém que sofreu. “Sou um perfeito exemplo de que a vida não só continua como se torna melhor a cada dia”. Em entrevista, a escritora Jojo Moyes, autora do livro que virou o filme, que ela própria adaptou em roteiro de cinema, disse também ter se inspirado numa história real. “Li nos jornais a história de um jovem atleta que decidiu pelo suicídio assistido depois de ficar tetraplégico. Para mim, foi muito chocante. Eu não conseguia entender por que ele tinha tomado a decisão e por que os pais haviam aceitado. Então, fiz o exercício de me colocar no lugar de cada um envolvido nessa história: o jovem, os pais, a pessoa que tenta fazê-lo mudar de ideia”, ela justificou.

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    Caça-Fantasmas: Versão feminina ganha novo pôster e vídeos de personagens

    13 de junho de 2016 /

    A Sony Pictures divulgou um novo pôster e quatro vídeos da versão feminina de “Os Caça-Fantasmas”, que apresentam cada uma das personagens – vividas por Kristen Wiig (“Missão Madrinha de Casamento”), Melissa McCarthy (“A Espiã que Sabia de Menos”), Kate McKinnon e Leslie Jones (ambas do humorístico “Saturday Night Live”). Acompanhados por comentários do elenco e do diretor Paul Feig (“A Espiã que Sabia de Menos”), os vídeos também são repletos de cenas inéditas, numa esforço para engajar o público. O estúdio terá mesmo que distender seus músculos de marketing, após a forte reação negativa gerada pelo primeiro trailer, que se tornou um dos vídeos mais odiados do YouTube em todos os tempos. A estreia está marcada para 14 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Diretor de Procurando Dory não vê importância na sexualidade de casal figurante

    10 de junho de 2016 /

    Os diretores de “Procurando Dory” se pronunciaram à respeito da polêmica aparição de um suposto casal de lésbicas no trailer da animação. E sua reação foi de indiferença, sem se engajar no entusiasmo de organizações LGBT ou reagir à ameaça de boicote por parte de conservadores. Isto porque a participação do casal se resume à cena mostrada no trailer, sem maior repercussão na trama, e nem a pequena interação vista deixa clara qual é realmente a sexualidade das duas mulheres. “Elas podem ser o que você quiser que elas sejam”, disse o cineasta Andrew Stanton, que dividiu a direção com Angus MacLane, ao jornal USA Today. “Não há resposta certa ou errada”. A produtora Lindsey Collins reforçou: “Nunca perguntamos a elas”. Nem o estúdio Pixar, que produziu o filme, nem a Disney, dona da Pixar, comentaram a respeito da sexualidade das figurantes, que de uma hora para outra se tornaram mais importantes que os protagonistas da animação. Mas sempre vale lembrar que a dubladora americana de Dory, a apresentadora Ellen DeGeneres, é uma lésbica assumida, além de uma das mulheres mais populares dos EUA. Sua sexualidade não impediu os pais de levarem seus filhos para assistirem ao primeiro filme, “Procurando Nemo” (2003), que se tornou um dos maiores sucessos da Pixar. Recentemente, a própria Disney liderou uma ameaça de boicote ao estado da Geórgia, nos EUA, contra a aprovação de uma lei que discriminaria os homossexuais, e fãs de “Frozen – Uma Aventura Congelante” iniciaram um petição para que a rainha Elsa ganhasse uma namorada no próximo filme da franquia. A hashtag promovendo a ideia, #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa), chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Mas isso gerou uma reação: mais de 240 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que Elsa ganhasse um “príncipe encantado”. Vale observar que o trailer brasileiro, dublado, de “Procurando Dory” não mostra o casal. Ambas as versões podem ser conferidas aqui.

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  • Filme

    Caça-Fantasmas: Elenco clássico encontra o elenco feminino em vídeos e fotos

    9 de junho de 2016 /

    As novas Caça-Fantasmas encontraram os Caça-Fantasmas clássicos no programa de Jimmy Kimmel. E a produção do talk show divulgou dois vídeos da confraterização, com os veteranos Bill Murray, Dan Arkroyd, Ernie Hudson e Annie Potts dançando com as “herdeiras” Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate McKinnon e Leslie Jones, embalados pelo famoso tema musical, tocado e cantado pelo próprio Ray Parker Jr. O músico aproveitou o encontro para tirar um selfie, que fãs da franquia retocaram para incluir uma participação muito especial: o fantasma de Harold Ramis, ator e roteirista do filme de 1984, falecido há dois anos. A imagem pode ser conferida na galeria acima. A comparação entre as duas versões, por sinal, tem rendido muitas críticas à nova versão do diretor Paul Feig (“A Espiã que Sabia de Menos”), cujo trailer se tornou um dos vídeos mais odiados do YouTube. A estreia do novo “Caça-Fantasmas” está marcada para 14 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. https://www.youtube.com/watch?v=EhJvkwsqEIM https://www.youtube.com/watch?v=XXoQXfi_0oI

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  • Filme

    Ghost in the Shell: Fotos e vídeos flagram filmagens com Scarlett Johansson

    9 de junho de 2016 /

    Paparazzi e equipes de TV registraram o começo das filmagens de “Ghost in the Shell” nas ruas de Hong Kong, que viraram cenários futuristas para a produção sci-fi. Fotos e vídeos registraram cenários, figurantes fantasiados e os dois protagonistas, a americana Scarlett Johansson (“Capitão América: Guerra Civil”) e o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”), que interpretam policiais de uma divisão de crimes cibernéticos. O elenco internacional também inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”), a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) e os japoneses Takeshi Kitano (“Zatoichi”), Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”) e Yutaka Izumihara (“Invencível”). Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. A previsão de lançamento é para 31 de março de 2017. https://www.youtube.com/watch?v=Cs2wU2e6v7Y

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  • Filme

    Quarteto Fantástico: Intérprete do Doutor Destino diz que o filme era bom antes da Fox mudar tudo

    9 de junho de 2016 /

    Fracasso de público e crítica, os bastidores da produção de “Quarteto Fantástico” continuam rendendo polêmica. A nova volta deste morto-vivo aconteceu numa entrevista do ator Toby Kebbell, intérprete de Victor Von Doom, o Doutor Destino. “A verdade é que [Josh] Trank fez um ótimo filme que ninguém verá. É uma pena”, Kebbell lamentou em entrevista ao site The Daily Beast, garantindo que a versão do diretor era realmente boa e pouco restou dela na tela. “Uma versão muito mais sombria, que nunca será exibida”, contou. “Passei um tempão procurando um sotaque do Oriente Médio, genérico o suficiente para combinar com um cara que há muitos anos se mudou para a América. Tive todo esse trabalho. Infelizmente interpretei o Dr. Destino em apenas três sequências: andando no corredor, matando o cientista e entrando na máquina, e deitando num banco. Foram as únicas vezes que dei vida ao personagem. Todo o resto foi outro ator em algum outro momento… Fiquei furioso por ele ter sido autorizado a mancar daquele jeito! Perdi a divulgação de ‘Planeta dos Macacos’ porque estava debaixo de escombros, lentamente ascendendo das cinzas para ser o Doutor Destino. E nada entrou no filme! Sempre existe frustração com esse tipo de produto, mas geralmente vem de mudanças no roteiro. De qualquer forma, tenho orgulho do meu trabalho. Apenas me sinto desolado como os fãs.” As pistas de que o estúdio 20th Century Fox realizou uma intervenção no filme foram dadas pelo próprio cineasta, que chegou a desabafar no Twitter, logo após a estreia. “Um ano atrás eu tinha uma versão fantástica do filme. E as críticas teriam sido ótimas. Provavelmente, você nunca a verá. Mas essa é a realidade”, Trank escreveu, apagando o comentário logo em seguida. As suspeitas foram confirmadas por uma reportagem da revista Entertainment Weekly, que ouviu de fontes ligadas à produção que o diretor não tinha culpa pelo filme exibido. Ao contrário, ele teria sido surpreendido por diversas iniciativas do estúdio. Os problemas começaram com o atraso na definição do elenco, na aprovação do roteiro, em corte no orçamento e exigências de mudanças durante as filmagens. Isto teria criado um clima de confronto entre o diretor, que tentava proteger sua visão, e os executivos da Fox, que decidiram afastá-lo no meio da produção. A intervenção teria sido brutal, a ponto de outro diretor ser chamado para dirigir cenas adicionais. Segundo esse relato, todo o terceiro ato – a parte que mais gerou repúdio da crítica – foi refilmado sem participação de Trank. Ninguém confirma nada. E a declaração de Kebbell de que não participou dessas cenas só aumenta o mistério em torno da verdadeira identidade do responsável pelo desastre lançado nos cinemas. Na época, rumores afirmaram que não foi um diretor experiente, mas o próprio produtor e roteirista Simon Kinberg quem dirigiu as refilmagens. A situação se tornou tão insustentável que desgraçou a carreira do jovem cineasta, lançado ao estrelado por “Poder Sem Limites” (2012), a ponto de seu comportamento ter sido denunciado por pessoas não identificadas para a Disney. Ele iria dirigir um filme da franquia “Star Wars” e foi demitido sem maiores explicações. “Quarteto Fantástico” custou US$ 120 milhões para ser produzido e arrecadou pouco mais de US$ 160 milhões nas bilheterias mundiais. E desde o fiasco, Josh Trank não foi contratado para nenhum outro projeto.

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  • Etc,  Filme

    Cineastas protestam contra nomeação do diretor do Cine PE para a Secretaria do Audiovisual

    6 de junho de 2016 /

    Cineastas de associações de Pernambuco, como a Associação Brasileira de Documentaristas, Curta-metragistas e Cineastas de Pernambuco (ABD-PE), a Associação Pernambucana de Cineastas (Apeci) e a Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec), divulgaram nas redes sociais uma nota de repúdio à nomeação de Alfredo Bertini para a Secretaria do Audiovisual, ligada ao Ministério da Cultura. O ministro Marcelo Calero anunciou a nomeação de Bertini em 31 de maio. Diretor e idealizador do Cine PE, o empresário recifense é autor de livros como “Economia da Cultura” e foi presidente do Fórum Nacional dos Organizadores de Festivais Audiovisuais Brasileiros. Mesmo com sua experiência no setor, cineastas como Claudio Assis, João Vieira Jr., Gabriel Mascaro, Marcelo Lordello, Aly Muritiba e Hilton Lacerda assinam a nota que diz que Bertini “não tem nenhuma representatividade e interlocução com os trabalhadores do audiovisual”. “Repudiamos a nomeação do produtor Alfredo Bertini para a Secretaria Nacional do Audiovisual. Como diversos nomes que compõem atualmente o governo golpista, Bertini não tem nenhuma representatividade e interlocução com os trabalhadores do audiovisual e com nenhum movimento social representativo”, diz a nota, assinada por cerca de 150 profissionais, que também ataca o festival Cine PE. “Em seus 20 anos de existência, o Cine PE demonstrou, ano após ano, a ausência de qualquer ligação efetiva de seus gestores com o campo profissional e de pesquisas do audiovisual, não havendo, portanto, credibilidade e representatividade mínima para assumir o cargo.” “Essa opinião deles é por mim sabida, cabendo-me respeitá-la. Entendo as distintas razões de pensamento. Só não posso ignorar é qualquer tentativa de minorar minha qualificação profissional”, rebateu Bertini, por email enviado ao jornal O Globo. Bertini refere-se a ataque anterior sofrido pelo festival Cine PE pelas mesmas entidades do atual protesto, que emitiram outro abaixo-assinado em abril contra o evento. Meses antes, em outubro, cineastas de Pernambuco realizaram um evento em favor da presidente Dilma Rousseff (foto acima), em frente ao Cine São Luis, local em que acontece o Cine PE.

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  • Filme

    Outdoors de X-Men: Apocalipse geram polêmica por mostrarem violência contra mulher

    3 de junho de 2016 /

    Um cartaz promovendo o filme “X-Men: Apocalipse” gerou uma saia-justa na Fox, por mostrar a personagem Mística, vivida por Jennifer Lawrence, sendo estrangulada pelo vilão que dá nome ao longa, interpretado por Oscar Isaac. A imagem, exibida em outdoors nos Estados Unidos, causou desconforto por supostamente endossar a violência contra as mulheres. A atriz Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”) chegou a publicar um protesto no Twitter. “Há um grande problema quando os homens e mulheres da 20th Century Fox pensam que violência casual contra uma mulher é um jeito de promover um filme. Não há contexto na propaganda, apenas uma mulher sendo estrangulada”, ela escreveu. “Imagine se um negro estivesse sendo estrangulado por um branco, ou um gay por um heterossexual? A crítica seria enorme. Então vamos deixar claro que isso está errado”, concluiu. Rapidamente, a Fox divulgou um comunicado se desculpando pela escolha da imagem e afirmando que vai retirar todos os cartazes que estiverem espalhados pelos Estados Unidos. “No nosso entusiasmo em mostrar a vilania do personagem Apocalipse, nós não reconhecemos imediatamente a conotação da imagem impressa. Nós nos desculpamos pelas nossas ações e nunca iremos concordar com violência contra as mulheres.”

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