Diretor fala mal de Keira Knightley, é criticado por colegas e acaba mal visto
O diretor John Carney alimentou uma polêmica desnecessária ao se pronunciar, de forma pouco elegante, sobre a atriz Keira Knightley, durante uma entrevista ao jornal britânico The Independent. Ele dirigiu a atriz no filme musical “Mesmo se Nada der Certo”, que arrancou muitos elogios da crítica em 2013. Falando sobre os bastidores da produção, ele disse que nunca mais faria um filme com “supermodelos”, opinando que Keira, indicada duas vezes ao Oscar, “não estava pronta” para ser uma atriz de cinema. O desabafo veio por conta da comparação entre “Mesmo se Nada der Certo” e seu novo longa, “Sing Street”, filmado na Irlanda, sua terra natal, com atores do país. Segundo ele, essa decisão partiu de um “desencantamento em trabalhar com certas estrelas de cinema”. “Eu não gostei daquela experiência de paparazzi e grandes estreias. O mundo das estrelas de cinema nunca me atraiu. Eu gosto de trabalhar com atores e quis voltar para o que eu sabia, gostar de fazer filmes novamente. Não que eu não tenha gostado de ‘Mesmo se Nada Der Certo’, mas a Keira tem uma entourage que a segue por toda parte, então é muito difícil fazer algum trabalho de verdade”, reclamou. Ele afirmou, ainda, que a atriz não conseguiu interpretar sua personagem de forma verossímil, preferindo elogiar o desempenho dos atores da produção. “Aprendi que nunca mais vou fazer um filme com supermodelos novamente. Mark Ruffalo é um ator fantástico e Adam Levine é ótimo de se trabalhar (…) Então, não é como se eu odiasse essa coisa de Hollywood, mas eu gosto de trabalhar com atores decentes e curiosos, ao contrário de estrelas de cinema. Eu não quero execrar a Keira, mas você sabe, é difícil ser um ator de cinema e isso requer um certo nível de honestidade e auto-análise para o qual não acho que ela está pronta, e certamente não acho que estava pronta para isso nesse filme”, avaliou Carney. A execração pública causou comoção nas redes sociais e levou outros cineastas que já trabalharam com Keira, como Mark Romaneck, Lorene Scafaria, Lynn Shelton e Massy Tadjedin, a defenderem a atriz, que atua desde os 10 anos de idade. Romanek, que a dirigiu na bela sci-fi “Não me Abandone Jamais” (2010), escreveu no Twitter: “Minha experiência com Keira Knightley foi totalmente espetacular em todos os níveis. Eu não tenho ideia do que esse cara está falando”. Ele ainda emendou: “Minha lembrança da ‘entourage’ de #keiraknightley foi quando a mãe dela visitou o set por uma hora ou duas”. Diretora de “Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo” (2012), que Knightley estrelou com Steve Carell, Lorene Scafaria tratou de concordar com Romanek. “Foi uma alegria trabalhar com Keira. Presente, fácil de lidar, e muito, muito boa em seu trabalho. Simplesmente adorável”. Lynn Shelton, que a dirigiu em “Encalhados” (2014), fez eco: “Trabalhar com #KeiraKnightley foi magnífico, do começo ao fim. Ela é uma atriz de verdade”. E Massy Tadjedin, que trabalhou com Keira duas vezes, como diretora de “Apenas uma Noite” (2010) e roteirista de “Camisa de Força” (2005), foi taxativa: “As afirmações de John Carney não podem ser mais inverídicas e deselegantes. Elas revelam muito mais sobre ele do que sobre ela”. Logo, atores, assistentes de produção, contra-regras e outros juntaram-se ao coro. Resultado: Carney ficou tão mal-visto que decidiu publicar uma retratação, com um pedido de desculpas para a atriz, dizendo-se “envergonhado”. Em seguida tentou remendar, dizendo que “Keira não foi nada além de profissional e dedicada durante o filme, e contribuiu enormemente para o seu sucesso”. Veja a íntegra das desculpas abaixo. A propósito, Keira, elegantérrima, não falou nada. From a director who feels like a complete idiot. pic.twitter.com/vfO8m4U2Hl — John Carney (@jayceefactory) June 1, 2016
Procurando Dory: Conservadores organizam boicote após suposta aparição de lésbicas no trailer
Nem todas as reações à aparição de um suposto casal de lésbicas no trailer da animação “Procurando Dory” foram positivas. Conservadores planejam um boicote ao filme se a suposição for confirmada, aparentemente ignorando que, independente das lésbicas da ficção, a obra é estrelada por uma lésbica de verdade, a apresentadora Ellen DeGeneres, que dubla a protagonista Dory. “Viram o novo trailer de ‘Procurando Dory’? Acho que é o primeiro casal de lésbicas em um filme da Disney Pixar”, postou um usuário no Twitter. “Se os boatos de que vai ter um casal de lésbicas no filme forem verdade, vou boicotar a Disney”, disse outro. Nem o estúdio Pixar, que produziu o filme, nem a Disney, dona da Pixar, comentaram. Recentemente, a Disney liderou uma ameaça de boicote ao estado da Geórgia, nos EUA, contra a aprovação de uma lei que discriminaria os homossexuais, e fãs de “Frozen – Uma Aventura Congelante” iniciaram um petição para que a rainha Elsa ganhasse uma namorada no próximo filme da franquia. A hashtag promovendo a ideia, #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa), chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Mas isso gerou uma reação: mais de 240 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que Elsa ganhasse um “príncipe encantado”. Vale observar que o trailer brasileiro, dublado, de “Procurando Dory” não mostra o casal. Ambas as versões podem ser conferidas aqui.
Atriz de Arrow revela que Warner mandou tirar o Esquadrão Suicida da série
A atriz Willa Holland, que interpreta a personagem Thea Queen em “Arrow”, contou porque os personagens do Esquadrão Suicida foram eliminados bruscamente da série. Foi ordem da Warner Bros., ela revelou durante a Comic-Con de Londres. Sem esconder sua frustração, ela explicou que os produtores tinham planos para a personagem Arlequina (cuja voz chegou a ser ouvida na 2ª temporada), mas, devido à produção do filme “Esquadrão Suicida”, o estúdio proibiu que ela fosse usada no programa. Pior que isso, a Warner exigiu que os integrantes do Esquadrão já existentes na série fossem cortados, o que fez com que muitas tramas fossem precocemente abortadas e personagens importantes morressem, numa intervenção direta nos rumos criativos da atração. “Quando a DC informou que iriam ter seu próprio filme, nós tivemos que cortar todos os personagens. Foi irritante no começo, mas só piorou depois, quando Stephen (Amell) descobriu que teria um filme da Liga da Justiça. Ele achou, com razão, que seria o Arqueiro Verde na produção, assim como Grant (Gustin) seria o Flash. Essa parecia ser a consequência natural”, disse a atriz. Mas, como sabemos, não foi o que ocorreu. A DC resolveu separar o universo cinematográfico das séries televisivas, depois de ter obrigado o corte de personagens em “Arrow”. “E nós não podemos brigar com eles sobre isso, porque eles são as mesmas pessoas que nos deram esse trabalho. Temos apenas que abaixar a cabeça e aceitar”, conformou-se Holland. Mesmo assim, ela diz que a Warner e a DC deveriam aprender com a Marvel: “A Marvel faz, à sua própria estranha maneira, a mistura entre ‘Agents of SHIELD’, os filmes e demais coisas. Então, é um pouco perturbador, porque você sabe que é possível e pode ser feito, e que seria muito bom se fosse feito”. Por outro lado, enquanto os filmes da DC vem enfrentando críticas negativas, as séries vem colhendo elogios e não param de se multiplicar. A rede americana CW, que exibe “Arrow”, já anunciou que pretende explorar esse universo televisivo compartilhado com o maior crossover já feito, incluindo todas as suas séries dos heróis da DC Comics – que ainda somam “The Flash”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl” – na próxima temporada.
Ministro da Justiça polonês vai reabrir caso de extradição de Polanski
A Polônia vai reabrir o processo de extradição do cineasta franco-polonês Roman Polanski para os EUA, anunciou nesta terça-feira(31/5) o Ministro da Justiça polonês Zbigniew Ziobro. O diretor é acusado de ter estuprado uma menor de idade em 1977 e encontra-se foragido desde então. O ministro informou que apresentará um recurso ao Tribunal Supremo para impugnar “uma decisão do tribunal de Cracóvia de não extraditar aos Estados Unidos Polanski, acusado de um crime cruel contra uma menor, o estupro de uma menor”. A declaração foi feita durante uma entrevista a uma rádio pública. “Para nós, isto não é uma surpresa”, disse à AFP Jerzy Stachowicz, um dos advogados do diretor. “Nós já esperávamos. O senhor Ziobro já havia declarado há algum tempo que faria isto. No momento, não podemos fazer comentários, pois não sabemos se já fez ou se ainda vai fazer”, completou o advogado. O tribunal de Cracóvia rejeitou no dia 30 de outubro a extradição de Roman Polanski e a promotoria da cidade decidiu não apelar contra a decisão. Ele se arriscou a enfrentar o processo na Polônia para poder filmar seu novo drama na terra natal de seus pais. O diretor de clássicos como “O Bebê de Rosemary” (1968), “Chinatown” (1974) e “O Pianista” (2002) foi acusado de violentar Samantha Geimer em 1977, quando ela tinha 13 anos, após uma sessão de fotos em Los Angeles. Na ocasião, ele tinha 43 anos. Embora tenha celebrado um acordo judicial, declarando-se culpado e cumprido pena de 42 dias na prisão, Polanski fugiu para a França ao obter liberdade condicional, antes de uma nova audiência em 1978, temendo que seu acordo original fosse revisto por outro juiz. Como é cidadão francês, ele não pode ser extraditado da França, o que o tornou, desde então, foragido da justiça americana. Mesmo foragido, ele continuou filmando na França e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista”. Mas o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suiça a prendê-lo, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Curiosamente, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, ele lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Assim como a justiça suíça, o tribunal de Cracóvia considerou que Polanski tinha cumprido sua pena original e que seus direitos tinham sido violados na perseguição movida pelos EUA. Contudo, a promotoria de Los Angeles argumenta que o diretor continua sendo um fugitivo e está sujeito à prisão imediata nos Estados Unidos, porque ele fugiu do país antes da sentença. Polanski chegou a dizer, em entrevista coletiva logo após a decisão da justiça polonesa, que considerava o caso acabado. “O caso acabou, pelo menos na Polônia, eu espero. Eu posso suspirar com alívio. É difícil descrever quanto tempo, energia e esforço isso custa, quanto sofrimento que trouxe para a minha família”, ele se manifestou, afirmando já ter cumprido sua pena. “É simples. Eu me declarei culpado, eu fui para a prisão. Eu cumpri o meu castigo. Acabou”, resumiu. Uma eventual ordem de extradição não obrigaria Polanski, hoje com 82 anos, a voltar aos EUA, pois ele está na França. Mas atrapalharia seus planos para fazer seu novo longa-metragem na Polônia: “The Dreyfus Affair”, adaptação cinematográfica do livro “An Officer and a Spy”, de Robert Harris. Este seria apenas seu segundo longa totalmente filmado no pais, após “A Faca na Água” (1962), no começo de sua carreira.
Atriz de Wolverine entra na adaptação do mangá Ghost in the Shell
A atriz Rila Fukushima, que interpretou Katana na série “Arrow” e Yukio em “Wolverine – Imortal”, vai estrelar outra adaptação de quadrinhos. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela entrou no elenco de “Ghost in the Shell”, adaptação do famoso mangá do mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”). O papel da atriz ainda não foi revelado, mas sua contratação acontece após a produção ter sido criticada porque a estrela Scarlett Johansson, intérprete da protagonista do mangá, Motoko Kusanagi, não é japonesa. Fukusima não é a primeira estrela japonesa contratada para o longa, que também contará com o veterano Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, além de Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”) e Yutaka Izumihara (“Invencível”). O elenco também inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”), como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), e o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”), como o policial Batou, parceiro de Kusanagi, e a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinho. Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 por Masamune Shirow e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. A previsão de lançamento é para 31 de março de 2017.
Sony anuncia série sobre Hugo Chavez e cria polêmica na Venezuela
A Sony anunciou a produção de “El Comandante”, uma série sobre a vida de Hugo Chavez, ex-presidente da Venezuela, cuja popularidade só não foi maior que as polêmicas em que se envolveu e a crise econômica em que mergulhou seu país. Polêmicas que continuam mesmo após sua morte, agora envolvendo esta produção. A atração será estrelada pelo colombiano Andrés Parra, que interpretou Pablo Escobar em uma série sobre a vida do traficante, e terá 60 episódios. Chamando a oportunidade de “papel de sua vida”, Parra já divulgou um pôster da produção, que só começará a ser gravada a partir de junho. O material inclui a frase: “O poder da paixão e a paixão pelo poder”. A vice-presidente sênior e diretora-geral de produção da Sony Pictures Television para a América Latina e a comunidade hispânica nos Estados Unidos, Angelica Guerra, afirmou que “El Comandante” será uma das produções mais ambiciosas do canal, com centenas de figurantes e locações em vários países. Grandioso, o projeto deve movimentar gerar muitos empregos e envolver diversos parceiros, movimentando a economia da América do Sul. Menos, claro, a economia em estado falimentar da Venezuela. A obra não deve ganhar permissão para ser gravada no país e será contestada judicialmente. O deputado governista Diosdado Cabello, um dos principais líderes do chavismo, já informou, durante seu programa de televisão no canal estatal VTV, que está investigando se o estúdio tem o direito de produzir a atração. Cabello alegou que, para fazer uma produção como esta, o mínimo necessário deveria ser a autorização do personagem ou de seus familiares, algo que, segundo ele, não foi feito. Além disso, Cabello declarou que a escolha do intérprete de Chavez, o mesmo de Pablo Escobar, já era uma “provocação”. Segundo ele, a intenção da série é “tentar causar prejuízo à memória do comandante Hugo Chávez, e nós devemos defender Hugo Chávez”. “Tenho certeza que o imperialismo está metido nisto”, sintetizou o deputado governista, exatamente como faria uma caricatura de político de esquerda da América Latina nos anos 1960. Confira o cartaz abaixo. Ou grite “Abaixo o imperialismo”, “Não Passarão” e “Não vai ter golpe”.
Cannes: Woody Allen diz que acusações de abuso sexual da filha são “besteira”
O diretor Woody Allen participou de um almoço com a imprensa internacional em Cannes, em que abordou o suposto abuso sexual de sua filha adotiva, Dylan Farrow, em resposta às críticas de seu outro filho, Ronan Farrow, publicadas nesta semana na revista The Hollywood Reporter. Ronan escreveu um longo texto questionando o silêncio da imprensa presente em Cannes a respeito das acusações que pesam sobre o cineasta, que teria abusado de Dylan quando ela tinha 7 anos, no começo dos anos 1990. Há dois anos, a própria Dylan publicou uma carta no jornal The New York Times relatando o suposto abuso. Dias depois, na mesma publicação, Woody Allen negou ter cometido o crime. E foi tão contundente que ninguém mais falou a respeito. A polêmica teria acabado ali, se Ronan não insistisse em ressuscitá-la. Diante da volta do assunto, Allen foi sucinto. “Eu não falo sobre isso. Fiz a minha declaração há muito tempo no The New York Times, eles me deram bastante espaço para isso. A coisa toda é uma besteira muito grande. Não me incomoda. Não penso a respeito. Trabalho”. Woody Allen tampouco alimenta outra controvérsia, que Ronan Farrow prefere não trazer à tona. Sua mãe, a atriz Mia Farrow, recentemente confessou que talvez ele não fosse filho de Woody Allen, mas sim de Frank Sinatra, seu ex-marido, com quem ela traiu o cineasta. Ronan é bem parecido com Sinatra, mas não fala sobre isso. Prefere criticar “sobre o que vamos fechar os olhos, o que vamos ignorar, o que se conta e o que não se conta”. Durante o almoço, Allen também foi questionado se teria se ofendido com uma piada do apresentador Laurent Laffite na cerimônia de abertura do festival. Em uma referência a Roman Polanski e ao próprio Allen, o comediante francês se dirigiu ao cineasta com a seguinte piada: “Você filma tantos filmes aqui na Europa e nem foi condenado nos Estados Unidos por estupro”. “Precisa de muita coisa para me ofender. O que me incomodou mais na noite passada foi a duração da apresentação antes do filme”, Allen comentou, mais educado que a esposa de Polanski, a atriz Emmanuelle Seigner, que chamou Lafitte de “patético”. Polêmicas recicladas à parte, o novo filme do diretor, “Café Society”, foi muito bem recebido no festival, ganhando elogios rasgados da crítica internacional, que o considerou um dos melhores filmes de abertura de Cannes dos últimos cinco anos – mais exatamente, desde que o próprio Allen abriu o evento com “Meia-Noite em Paris” (2011).
Kristen Stewart revela surpresa por ter ficado de fora de O Caçador e a Rainha do Gelo
A ausência de Kristen Stewart em “O Caçador e a Rainha do Gelo” causou estranheza entre os fãs e gerou muitas especulações. Durante sua participação no Festival de Cannes, a própria atriz revelou sua surpresa com a decisão da Universal Pictures. Estrela de “Branca de Neve e o Caçador” (2012), ela contou, em entrevista para a revista Variety, que nem sequer sabia que o estúdio estava fazendo a continuação. Vale lembrar, claro, que a atriz se envolveu com Rupert Sanders, diretor do primeiro filme, num caso polêmico de bastidores, que alimentou o machismo de Hollywood. Tanto que, a princípio, a Universal dispensou a atriz e confirmou o diretor na continuação, só voltando atrás após a reação negativa da opinião pública. Ao final, nenhum dos dois participou de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Kristen contou que, a princípio, discutiu a sequência e chegou a receber alguns roteiros, que contariam a continuação da história de Branca de Neve. “Eu li alguns roteiros. Nenhum deles era bom. E eu tive uma reunião com a Universal sobre os rumos que a história poderia tomar”, explicou a atriz. “Não fui expulsa do filme porque tive problemas. Conversamos por meses e tentamos fazer as coisas funcionarem, mas nunca deu certo.” Aparentemente, porém, a Universal não se empenhou muito para motivá-la. Afinal, deu sinal verde para uma produção sem a presença da sua personagem. E que Kristen só soube que estava sendo feita pela imprensa. Ela assume que não gostou de saber da produção dessa forma. “Eu pensei: ‘OK, tudo bem. Nós não nos falávamos há um bom tempo, mas eu não sabia que tínhamos rompido”, criticou a atriz, que ainda considerou, após o episódio, fazer uma participação especial no filme. Mas nem isso aconteceu. “Agora eu penso: ‘Obrigada, meu Deus'”, ela ironizou, referindo-se ao fracasso da produção, que acumulou críticas negativas e péssimas bilheterias no mundo inteiro. Kristen está no Festival de Cannes participando da première de dois filmes: “Café Society”, de Woody Allen, que abriu o festival na noite desta quarta-feira, e “Personal Shopper”, longa de Olivier Assayas que disputa a competição pela Palma de Ouro.
Série aclamada The Path é renovada para a 2ª temporada
O serviço de streaming Hulu renovou sua nova série dramática “The Path” para a 2ª temporada. Embora o Hulu não divulgue números de audiência, a renovação era esperada, pois a série de temática polêmica, estrelada por Aaron Paul (série “Breaking Bad”), Hugh Dancy (série “Hannibal”) e Michelle Monaghan (série “True Detective”), foi aclamada pela crítica (80% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e rendeu grande repercussão nas redes sociais. Criada por Jessica Goldberg (roteirista da série “Parenthood”), a trama de “The Path” gira em torno de um casal (Paul e Monaghan) integrante de um culto controverso, chamado Meyerism, que começa a questionar suas crenças. Dancy vive Cal Roberts, líder do movimento Meyerism, e o elenco ainda conta com Minka Kelly (série “Friday Night Lights”), Rockmond Dunbar (série “Sons of Anarchy”) e Amy Forsyth (série “Defiance”). A série estreou em 30 de março nos EUA, com produção de Jason Katims (também de “Friday Night Lights”), mas, como o Hulu não atua por aqui, não foi lançada nem tem previsão de chegar no Brasil.
Trailer do novo Caça-Fantasmas é um dos vídeos mais odiados da história do YouTube
O trailer do filme “Caça-Fantasmas” ultrapassou a marca de 500 mil “não gostei” no YouTube, colocando o vídeo entre os mais detestados da história do site. Segundo o canal MyTop100Videos, a prévia é o 23º vídeo mais odiado do YouTube. A liderança da infâmia pertence a “Baby”, o clipe de Justin Bieber. A página do vídeo já tem quase 29 milhões de visualizações, mas apenas 205 mil curtidas. Em compensação, não faltam comentários criticando o remake. “Quem você vai chamar? Esperamos que um outro diretor da próxima vez”, diz um dos comentários menos exaltados, brincando com o famoso slogan do filme original. Além de reclamarem do elenco, os comentários perguntam onde estão as piadas do trailer, sinalizando a falta de humor da produção, que, para piorar a situação, parece ter se levado muito a sério. Estrelado por Melissa McCarthy (“A Espião que Sabia de Menos”), Kristen Wiig (“Zoolander 2”), Kate McKinnon e Leslie Jones (ambas do humorístico “Saturday Night Live”), o filme é uma versão feminina da franquia clássica dos anos 1980 com direção de Paul Feig (“A Espião que Sabia de Menos”). Irritado com a reação do público, o diretor perdeu o rebolado ao desabafar no twitter: “Vocês têm sido violentos contra mim e meu elenco por meses com misoginia e insultos. Então vão se f****. Boa noite. #basta”. Confira a versão dublada da bomba:
Capitão América: Guerra Civil tem um dos maiores lançamentos de todos os tempos no Brasil
A estreia de “Capitão América: Guerra Civil” monopoliza os cinemas brasileiros a partir desta quinta (28/4). A Disney lançou o filme em nada menos que 1,4 mil salas. Trata-se do segundo maior lançamento de todos os tempos no país, ocupando quase 50% de todo o parque exibidor nacional. O recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, que ocupou 1.504 salas em dezembro passado. O filme dos super-heróis é ótimo, mas mesmo que fosse podre já teria vantagem para abrir em 1º lugar e até conquistar um possível recorde de bilheteria com esta exposição excessiva. Além disso, como teve lançamento monstro, todo o resto da programação precisa se espremer para o circuito alternativo. As “demais” estreias somam nada menos que oito filmes, entre eles um drama estrelado por um ex-intérprete de super-herói, Tobey Maguire, da trilogia original do “Homem-Aranha”. Enquanto “Capitão América” introduz o novo Homem-Aranha, Maguire segue a carreira com a cinebiografia do enxadrista Bobby Fischer em “O Dono do Jogo”, uma história de gênio torturado que remete ao premiado “Uma Mente Brilhante” (2001). Maior estreia limitada, chega em 55 salas. A comédia francesa “O que Eu Fiz para Merecer Isso” vem a seguir, em 22 salas, enquanto o resto tem distribuição contada nos dedos das mãos. Em dez salas, o documentário vencedor de Berlim, “Fogo no Mar”, de Gianfranco Rosi, registra o êxodo dos refugiados para a Europa em uma perigosa travessia. Já a lista dos que ocupam menos de cinco salas inclui o drama francês “Dois Rémi, Dois”, inspirado em “O Duplo”, de Fiódor Dostoievski, e, criminosamente, quatro ótimos longas brasileiros. O premiado “Exilados do Vulcão”, de Paula Gaitán, vencedor do Festival de Brasília de 2013, esperou quase três anos para chegar as cinemas. E recebeu isso do mercado: uma sala em São Paulo, uma no Rio, uma em Belo Horizonte, uma em Aracaju e outra em Vitória. A situação é ainda pior para “A Frente Fria que a Chuva Traz”, que marca a volta de Neville D’Almeida aos cinemas. O diretor de clássicos como “A Dama do Lotação” (1978) e “Os Sete Gatinhos” (1980) não filmava há duas décadas, desde “Navalha na Carne” (1997). E o esforço de seu retorno é saudado com exibição em duas salas, uma no Rio e outra em São Paulo. Absurdo!!! A marginalização sofrida é desproporcional. Não apenas pelo conteúdo, baseado na peça de um dramaturgo atual, Mário Bortolotto (“Nossa Vida Não Cabe Num Opala”), como pela embalagem, com um elenco repleto de estrelas jovens bastante populares – Chay Suede e Bruna Linzmeyer. Ou seja, há apelo comercial. O que aumenta ainda mais o questionamento a essa sabotagem explícita. Será que o cinema brasileiro é tão desprezível que o mercado não se importa em fazer isso com um cineasta do porte de Neville D’Almeida? Será que a culpa é da Disney, que ocupou as salas; do circuito exibidor, que ofereceu as salas; ou da Ancine, que só bufa diante do número de salas disponíveis para os lançamentos nacionais? Claro que, como é praxe neste país, a culpa será das vítimas, que erraram ao produzir filmes brasileiros de qualidade e voltaram a errar ao tentar lançá-los durante o período em que os blockbusters sufocam o circuito (6 dos 12 meses do ano). Humilhante. Para completar as estreias, o mercado ainda espreme o documentário futebolístico “Geraldinos”, de Pedro Asbeg e Renato Martins, vencedor do prêmio do público na última Mostra de Tiradentes, em uma sala em São Paulo, e “Teobaldo Morto, Romeu Exilado”, de Rodrigo de Oliveira, em três salas entre Vitória, Goiânia e Aracaju. Pela ganância desmedida e falta de regulamentação, o filme dos super-heróis da Marvel será lembrado, infelizmente, como vilão. De propósito ou não, assumiu o papel de grande inimigo do cinema nacional, impossibilitando, com sua tática de dominação, que trabalhos reconhecidamente competentes pudessem alcançar maior público. O melhor filme já feito pela Marvel não merecia virar emblema do descontrole do mercado.
The Founder: Trailer mostra Michael Keaton como o “fundador” do McDonald’s
A Weinstein Company divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Founder”, a história por trás da fundação da rede de fast food McDonald’s, estrelada por Michael Keaton (“Spotlight”). O pôster é explícito em sua pretensão desmistificadora ao grafar: “Ele tomou a ideia de outros e a América engoliu”. A prévia mostra como Ray Kroc (Keaton), um vendedor de máquinas de milk shake do Illinois, viu o potencial da lanchonete dos irmãos Mac e Dick McDonald, na Califórnia da década de 1950, enxergando em seu sistema veloz de produção de lanches uma mina de ouro. A ponto de usar sua lábia e economias para entrar na sociedade, visando, em negociatas de bastidores, tomar para si mesmo o controle do McDonald’s. O roteiro foi escrito por Robert Siegel (“O Lutador”), a direção está a cargo de John Lee Hancock (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”) e o elenco ainda inclui Nick Offerman (série “Parks and Recriation”) John Caroll Lynch (“Belas e Perseguidas”), Linda Cardellini (“Pai em Dose Dupla”), Laura Dern (“Livre”), BJ Novak (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”) e Patrick Wilson (“Invocação do Mal”). Ainda não há previsão de estreia no Brasil.
Ghost in the Shell: Após sofrer patrulha ideológica, Scarlett Johansson ganha defensores
A divulgação da primeira foto de Scarlett Johansson na sci-fi “Ghost in the Shell” virou tempestade em copo d’água, nesses tempos de patrulha ideológica politicamente correta nos EUA. Tudo porque ela não é japonesa como a personagem original do mangá em que o filme se baseia. Aliás, já não era japonesa antes da foto ser feita, mas a tentativa dos produtores de deixarem-na com o visual dos quadrinhos aumentou o ressentimento. O óbvio: o filme “Ghost in the Shell” é uma produção americana baseada no famoso mangá e anime. E quem protesta contra uma estrela americana numa adaptação de produto japonês parece ignorar que remakes de filmes americanos no exterior, como, por exemplo, as versões chinesas de clássicos de Martin Scorsese e dos irmãos Coen, não são estreladas por americanos. Mas nem sempre o óbvio é claro o suficiente para quem se alista na patrulha estelar. Diante da fumaça, Sam Yoshiba, diretor executivo da editora Kodansha, que publicou o mangá, deu uma entrevista ao site The Hollywood Reporter em que comemorou a escalação de Johansson. “Olhando para a carreira dela até agora, Scarlett Johnsson é uma escolha de elenco muito boa. Ela tem uma coisa meio cyberpunk, sabe. E, desde o começo, nós nunca imaginamos que seria uma atriz japonesa”, manifestou-se. Yoshiba também exaltou o fato de que o longa permitirá ao mundo conhecer algo culturalmente relevante que foi criado no Japão. E se isso não for suficiente para ajustar a perspectiva de quem acha que Hollywood deve ser um microcosmo do planeta e representar o mundo inteiro, o roteirista Max Landis (“Victor Frankenstein”) postou um vídeo no YouTube em que explica, de forma didática, como funciona a cultura americana, eximindo, inclusive, a indústria cinematográfica da escolha. Dizendo que os patrulheiros estão “bravos com a pessoa errada”, ele conclui que, sem Scarlett, o filme jamais seria feito. Vale a pena, para quem domina inglês, ouvir seus argumentos sensatos (veja abaixo). Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 pelo mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético, que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. A estreia está marcada para 13 de abril de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












