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    Atriz de Westworld revela no Twitter que já foi estuprada duas vezes

    29 de novembro de 2016 /

    A atriz Evan Rachel Wood, estrela da série “Westworld”, causou comoção no Twitter, ao publicar na rede social a íntegra de uma carta que escreveu para a revista Rolling Stone, em que relata ter sido abusada sexualmente duas vezes. A confissão acompanhou uma entrevista publicada neste mês na revista americana, quando a atriz falou sobre aquilo que a atraiu na série “Westworld”, que evocava sua própria história, incluindo sua tentativa de suicídio aos 22 anos e de ter sido sujeita a abusos “físicos, psicológicos, sexuais”. No entanto, ela também disse ter hesitado em compartilhar sua história no passado porque não queria ser acusada de fazê-lo em busca de atenção. “Tive o desejo de não fazer disto uma história triste, não tornar isto sobre mim”, ela escreveu na carta, que já foi compartilhada quase 2 milhões de vezes nas redes sociais. No texto, Evan conta: “Sim, eu fui estuprada. Por uma pessoa importante na minha vida, enquanto ainda estávamos juntos. E em uma outra ocasião, pelo dono de um bar. Na primeira vez, eu não tinha certeza se quando praticado pelo parceiro, ainda é realmente estupro, até que era tarde demais. Mas também, quem é que acreditaria em mim”. “Na segunda vez, eu pensei ter sido minha culpa e que eu deveria ter lutado mais, mas eu estava assustada. Isso foi há muito tempo e é claro que agora sei que nenhuma das duas vezes a culpa foi minha. Isso aconteceu antes de eu tentar cometer suicídio, e tenho certe que isso foi um dos vários motivos. Pronto”, relata o texto. “Ainda estou de pé. Estou viva. Sou feliz. Sou forte. Mas ainda não estou ok”, ela ponderou. “Ainda acho que é importante que as pessoas saibam disto, que sobreviventes saibam disto, e que a pressão de se livrar disto de uma vez seja eliminada”, comentou, em tom de catarse. Veja a íntegra da carta abaixo: Well, since everything is out in the open now, figured I would share the confession letter I wrote to @RollingStone in its entirety. #NotOk pic.twitter.com/0FSP1gsE36 — #EvanRachelWould (@evanrachelwood) November 28, 2016

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    Amber Heard rompe o silêncio e grava depoimento sobre violência doméstica

    26 de novembro de 2016 /

    O divórcio de Amber Heard e Johnny Depp foi bastante tumultuado, com troca de gravações e até um vídeo vazado, em que o ator se mostrava bêbado e agressivo. Tudo terminou com um acordo de US$ 7 milhões, que Amber recebeu para arquivar as acusações de violência doméstica contra o ator. Só que ela doou todo o dinheiro e seu silêncio não durou muito tempo, como demonstra o depoimento que gravou em vídeo para para o site #GirlGaze, dedicado ao olhar feminino. “Eu acho que há muito estigma de vergonha e culpa no rótulo de vítima. Acontece com tantas mulheres. Quando acontece na sua casa, de portas fechadas, com alguém que você ama, pode ser fácil não reconhecer. Se um estranho fizesse isso, foi o que alguém me disse, eu não hesitaria duas vezes em denunciar”, comentou a atriz. “Como mulher que passou por tudo isso em um local público, eu tenho a oportunidade única de dizer para outras mulheres que isso não precisa ser assim, que você não precisa fazer isso sozinha, e que podemos mudar o que está acontecendo”, completou. Veja a íntegra do vídeo abaixo, dirigido pela atriz, fotógrafa e apresentadora Amanda de Cadenet (“Grand Hotel”).

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    Sam Mendes e Steven Spielberg desistem de filmar polêmico livro voyeur de Gay Talese

    26 de novembro de 2016 /

    O diretor Sam Mendes (“007 Contra Spectre”) e o produtor Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) desistiram de adaptar o livro “The Voyeur’s Motel”, do célebre escritor Gay Talese (“A Mulher do Próximo”, “Honra Teu Pai”). Segundo o site Deadline, o motivo foi a produção de um documentário sobre os fatos supostamente reais relatados na obra. Mas a história do livro já tinha sido desautorizada pelo próprio autor. “The Voyeur’s Motel” tem sido uma causa interminável de polêmicas desde que o primeiro trecho foi publicado na revista New Yorker, causando ultraje. Nele, Talese conta a história de Gerald Foos, o homem que decidiu comprar e gerenciar um motel no Colorado em 1966 para satisfazer seu voyeurismo, assistindo a seus hóspedes fazerem sexo e descrevendo os atos num diário mantido até 1995. Só que ele acabou vendo bem mais que isso – como, por exemplo, um assassinato, que suas próprias ações precipitaram. O furor causado pela revelação da história fez a produtora DreamWorks, de Spielberg, adquirir os direitos da obra por cerca de US$ 1 milhão, antes mesmo do livro chegar às livrarias. Mas logo o jornal The Washington Post começou a encontrar furos na história, revelando que pelo menos parte do relato de Foos tinha sido inventado. Diante do questionamento de sua fonte, Talese resolveu renegar a obra, assumindo-se enganado pelo homem que ele transformou em protagonista, cujos relatos foram tidos como verdadeiros. Em comunicado, Talese afirmou, de forma dramática, que não ajudará a promover seu livro. “Eu não deveria ter acreditado no que ele me contou”, escreveu. “Como posso promovê-lo, quando sua credibilidade está no esgoto?” Como se não bastasse esse problema, dois documentaristas, Myles Kane e Josh Koury (de “Journey to Planet X”), já estavam de olho na polêmica, tendo entrevista Talese e Foos antes do livro virar projeto de filme. Sam Mendes viu o trabalho que eles realizaram e decidiu jogar a toalha, lamentado o tempo perdido. “O que sobrou disso, foi um relacionamento muito bom com uma jovem roteirista (Krysty Wilson-Cairns), que se mostrou extremamente talentosa e promissora. Ela fez um grande trabalho, o que torna tudo ainda mais frustrante, porque sentimos que desperdiçamos nosso tempo. Foi uma situação muito, muito incomum, que nenhum de nós poderia ter antecipado”, disse Mendes ao Deadline. “Ninguém nos informou sobre o documentário”, lamentou o diretor. “Ninguém disse à DreamWorks, ninguém me disse. E ele estava acontecendo todo esse tempo. Eles trabalharam no documentário durante pelo menos um ano antes da publicação do livro, e esta é uma das razões porque é um trabalho tão forte. Mas ninguém nunca nos informou, simples assim, o que é frustrante. É difícil falar sobre isso sem lamentar que o documentário seja tão maravilhoso, ao questionar quem realmente é o voyeur: Gerald Foos, que comprou o motel, ou Gay Talese, que escreveu sobre isso com muitos detalhes para milhões de leitores?” “O livro que compramos não é em absoluto a versão definitiva da história como garantia ser. Para contar a história completa, real, com autenticidade, seria preciso envolver o time do documentário, que é realmente parte da história”, ele continuou. “Talvez isso rendesse um filme até mais interessante, mas não era o roteiro que fizemos e nem seria algo fácil de fazer numa estrutura narrativa de ficção, algo meio ao estilo de Charlie Kaufman. Mais importante que isso, o próprio documentário já lidava com estas questões de forma muito bem definitiva. Achei brilhante o trabalho deles, tão bom que matou nosso filme”.

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    David Hamilton (1933 – 2016)

    26 de novembro de 2016 /

    Morreu David Hamilton, fotógrafo e cineasta inglês que se especializou em softcore e fotos de ninfetas nuas e, por conta disso, envolveu-se em muitas polêmicas. Indícios apontam que ele teria cometido suicídio em sua casa, em Paris, aos 83 anos. A polícia foi chamada por vizinhos, encontrando-o caído, ao lado de frascos de comprimidos. Em outubro passado, a apresentadora de televisão francesa Flavie Flament identificou-o como o fotógrafo mencionado em seu livro de memórias como estuprador. “O homem que me violentou quando eu tinha 13 anos é David Hamilton”, ela declarou em uma entrevista. A revelação deu início a uma avalanche de acusações por outras mulheres que tinham servido de modelo para o fotógrafo. Radicado em Paris desde os anos 1950, Hamilton foi designer gráfico da revista de moda Elle antes de mostrar interesse pela fotografia. A princípio um hobby, suas imagens, marcadas por grande granulação, logo chamaram a atenção de diversas publicações especializadas em fotografia artística. Vieram convites de galerias, editoras de livros de arte, e em pouco tempo ele se tornou célebre, um dos fotógrafos mais influentes dos anos 1960 e 1970. O detalhe é que ele tinha apenas um tema: garotas adolescentes. Que fotografava cada vez mais despidas. Usando filtros para criar atmosfera enevoada e luz natural para evocar a natureza, Hamilton mesclou sensualidade e onirismo num estilo marcante, que era chamado de “soft focus”, ficou conhecido como “Hamilton blur” e virou sinônimo de “fotografia de ninfetas”. Apesar de renderem exposições em galerias de prestígio, as fotografias de Hamilton foram banidas em vários países, nos quais seus livros foram taxados como pornografia infantil, figurando proeminentemente no debate sobre se pornografia poderia ser considerada arte. Com vários trabalhos publicados até no Brasil, Hamilton nunca fez fotos explícitas. Sua preferência era o erotismo, com mais alusões e fantasias que situações claras de sexo. A idade das modelos é que tornava o material controverso. Hamilton assumiu que se inspirava em “Lolita”, de Vladimir Nabokov, dizendo que compartilhava a “obsessão pela pureza” do escritor, e que sua arte buscava evocar “a candura de um paraíso perdido”. Com a revisão de sua obra, sob o olhar contemporâneo, esta candura tem parecido mais claramente uma perversão. Em 1977, ele filmou “Bilitis”, que levou a fotografia soft focus e suas ninfetas para o cinema. A trama acompanhava a personagem-título, uma colegial adolescente (Patti D’Arbanville, vista mais recentemente na série “Rescue Me”) que passava o verão com um casal em crise e desenvolvia uma paixão lésbica pela esposa, ao mesmo tempo em que provocava um adolescente local. Filmado na era de ouro do cinema erótico, “Bilitis” foi alçado à condição de cult pela fotografia impressionista e escapou de maior polêmica graças à idade real de sua atriz principal, 23 anos na época. Ironicamente, apenas um ano mais jovem que a intérprete da esposa, a modelo Mona Kristensen, com quem Hamilton acabou casando. A situação se tornou diferente em seu filme seguinte, “Laura, les Ombres de l’Été” (1979), que lançou a jovem Dawn Dunlap (“Rainha Guerreira”) com apenas 16 anos. De temática fetichista, a trama acompanhava um escultor que reencontra um antigo grande amor, apenas para ficar impressionado com sua filha adolescente. A jovem Laura também sente uma atração, mas a mãe (Maud Adams, de “007 Contra o Homem da Pistola de Ouro”) proíbe que os dois tenham qualquer contato. Quando o artista insiste em fazer uma escultura, ela só aceita que use como modelo fotos da menina. E é a deixa para a fotografia de Hamilton entrar em cena, explorando a “inocência sensual” de adolescentes vestidas em roupas de balé. O problema é que a estrelinha, fotografada completamente nua para o filme, era de fato menor de idade. E isso gerou muita polêmica na época, a ponto de “Laura” ser proibido ao redor do mundo, inclusive nos EUA, onde só chegou direto em vídeo na década de 1980. Por outro lado, nos países em que foi exibido, como França e Austrália, nem sequer recebeu censura máxima, atestando o caráter “suave” de seu erotismo. Aumentando o risco a cada filme, Hamilton lançou seu longa mais polêmico em 1980. “Tendres Cousines” era uma história de sexo adolescente, em que um jovem de 15 anos se apaixona pela prima. A alemã Anja Schüte tinha 16 anos quando encenou, nua, as cenas de sexo que culminam a trama. Mas o filme também continha diversas cenas sensuais de Valérie Dumas, ainda mais jovem, que interpretava sua irmã mais nova. Acabou banido em ainda mais países. Com “Un Été à Saint-Tropez” (1983), ele finalmente dispensou os garotos e as desculpas para se concentrar apenas nas ninfetas, filmando sete adolescentes que dividiam a mesma casa no litoral de Saint-Tropez. Durante dois dias, elas tinham suas rotinas enquadradas pelas câmeras: acordar, vestir-se, ir à praia, andar de bicicleta, colher flores, brigar com travesseiros, praticar balé, lavar-se umas às outras e rir muito, como felizes objetos sexuais. Não há quase diálogos, de modo que é praticamente um livro de fotos com movimentos. No mesmo ano, ele lançou seu último filme, que se diferenciou por apresentar foco normal, pela primeira e única vez em sua filmografia. Em “Primeiros Desejos” (1983), três garotas naufragam em diferentes partes de uma ilha e acabam transando com um homem, um adolescente e outra garota. Uma delas era Anja Schüte, então com 19 anos. Embora mais velhas, as jovens eram retratadas como sendo adolescentes, e isso incluía depilação completa. O advento da pornografia em vídeo acabou com o erotismo suave da geração de Hamilton. Mas ele continuou com fama de maldito, graças à contínua publicação de seus livros de fotografia. Em 2010, um homem foi condenado como pedófilo na Inglaterra por ter quatro livros do fotógrafo em sua biblioteca. O caso chamou atenção da mídia e levou à sua absolvição um ano depois, mas ajudou a lembrar o quanto o trabalho de Hamilton era polêmico. Poucos imaginavam, na época, que ele poderia ter feito mais do que apenas fotografar menores em situações impróprias. Ele jurava nunca ter feito nada além de fotografar as meninas. Chegou a soltar uma nota, após as acusações de Flament, dizendo que clicou inúmeras modelos e nunca nenhuma chegou sequer a reclamar de falta de respeito. Lembrou, ainda, jamais ter sofrido nenhum processo por seu trabalho. E que acusações do tipo só visavam sensacionalismo barato. “Claramente, a linchadora busca seus 15 minutos de fama para promover seu livro”, escreveu, apontando o que estaria por trás disso vir à tona apenas agora, 20 anos após tê-la fotografado, e lamentando o que isso poderia lhe custar, pelo tipo de obra que transformou em sua vida. Poucas horas após sua morte ser noticiada, Flament também emitiu um comunicado. Seco e brutal. “Acabei de saber da morte de David Hamilton, o homem que me estuprou quando eu tinha 13 anos. O homem que estuprou numerosas jovens, algumas dos quais vieram denunciá-lo com coragem e emoção nestas últimas semanas. Estou pensando nelas, na injustiça que nós estávamos tentando enfrentar juntas. Por sua covardia, ele nos condenou mais uma vez ao silêncio e à incapacidade de vê-lo ser condenado. O horror deste ato nunca vai acabar com o horror das nossas noites sem dormir.” Intitulado “A Consolação”, o livro de Flavie Flament tem como ilustração de capa uma foto de David Hamilton.

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    Filha de Stanley Kubrick encerra campanha de ajuda a Shelley Duvall após denúncia de vínculo com a Cientologia

    23 de novembro de 2016 /

    A página da plataforma Go Fund Me criada para angariar fundos para ajudar Shelley Duvall (“O Iluminado”) saiu do ar. A campanha foi abruptamente encerrada por sua organizadora, Vivian Kubrick, filha do cineasta Stanley Kubrick (que fez “O Iluminado”), após diversos comentários questionarem suas intenções. O estado de saúde da atriz Shelley Duvall (“O Iluminado”) chamou atenção durante sua recente aparição no programa do Dr. Phil, na TV dos Estados Unidos. A atriz de 67 anos participou de uma entrevista chocante, em que se mostrou bastante debilitada, tanto fisicamente quanto em nível psicológico, rendendo críticas ao psicanalista e apresentador Phil McGraw. Após ver Duvall se manifestar de forma delirante, Vivian Kubrick criticou a postura “cruel” do apresentador no Twitter, dizendo que não havia nada de compaixão ou tentativa de ajuda na exploração da dor alheia. E anunciou o lançamento de uma campanha na plataforma Go Fund Me para angariar fundos para Duvall “talvez recuperar a sua saúde”. Em poucas horas, mais de 400 pessoas doaram um total superior a US$ 17 mil. Mas logo começaram os questionamentos, pois a campanha estava sendo organizada a partir de um conhecido endereço da seita da Cientologia. Vivian abraçou a Cientologia no final dos anos 1990, quando seu pai trabalhou com Tom Cruise em “Olhos Bem Fechados” (1999), o que causou muita tristeza ao cineasta em seus últimos dias de vida. Desde então, Vivian se afastou completamente de sua família, mergulhando cada vez mais na Cientologia. O mais importante nessa questão é que a seita não acredita em psicanálise e psiquiatria. Todos os doadores da campanha que questionaram qual seria o destino do dinheiro tiveram seus comentários apagados. Quem comentasse a necessidade de tratamento psicológico também tinha suas mensagens deletadas. A questão se tornou incontornável, com cada vez mais pessoas questionando se o dinheiro arrecadado era para a Cientologia tratar Duvall e o resultado foi o cancelamento da campanha. Em seu Twitter, Vivian justificou a decisão citando a mãe da atriz, que teria pedido para suspender tudo, devido a regras do auxílio financeiro que Shelley recebe do sindicato dos atores, que seria suspenso se ela ganhasse uma grande doação. O site The Hollywood Reporter foi checar junto ao SAG-AFTRA e descobriu que não existe nenhum impeditivo do gênero.  

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    Produtores de London Fields processam Amber Heard por se recusar a fazer cenas de nudez e promover seu filme

    22 de novembro de 2016 /

    A atriz Amber Heard está sendo processada pelos produtores de “London Fields”, suspense que ela estrelou e que não foi lançado comercialmente. Segundo a acusação, a atriz se recusou a gravar sequências de nudez e sexo simulado e convenceu o diretor a cortar várias de suas cenas provocativas do roteiro, situações que estavam claras no contrato por ela assinado. “Heard tinha consciência da natureza do papel e do teor do roteiro, que sempre foi lascivo, provocador e repleto de cenas de nudez”, diz o processo obtido pela revista Variety. Segundo os produtores, seu comportamento fez com que trechos importantes da trama fossem excluídos e/ou reescritos. Além disso, Amber também é acusada de conspiração com o diretor Mathew Cullen em um boicote. Na semana de exibição do filme no Festival de Toronto 2015, Mathew abriu processo contra os produtores acusando-os de fraude por terem incluído sequências controversas na montagem final sem sua autorização. Ele declarou que os produtores não tinham direito de usar seu nome na promoção do projeto e a polêmica levou o Festival a cancelar a sessão da première. Era a estreia de Cullen no cinema, após se destacar fazendo videoclipes, como o de “Dark Horse”, de Katy Perry. Presente na mostra como parte do elenco de “A Garota Dinamarquesa”, Heard não aceitou divulgar “London Fields” e supostamente pressionou a organização do evento a cancelar as suas exibições. Ela já tinha se recusado a regravar diálogos na pós-produção e também rejeitou conceder entrevistas, contrariando outra cláusula de seu contrato. Baseado no romance “Campos de Londres”, do britânico Martin Amis, o filme gira em torno da clarividente Nicola Six (Heard), que convive com a premonição de seu próprio assassinato enquanto se envolve com três distintos amantes (vividos por Theo James, Jim Sturgess e Billy Bob Thornton). Um deles será o responsável por seu trágico fim. Qual? Quando? Com tamanha confusão, o fim trágico acabou causado pela própria protagonista. Não houve distribuidora que se interessasse por lançar a produção após as controvérsias e o longa permanece inédito comercialmente. De acordo com a ação judicial, apenas as atitudes de Amber geraram prejuízo de mais de US$ 10 milhões aos produtores. A atriz recebeu US$ 7 milhões por seu tumultuado divórcio de Johnny Depp, mas doou todo o valor para entidades beneficentes.

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    Game of Thrones, Stranger Things e Westworld vão disputar o Critics Choice 2016

    15 de novembro de 2016 /

    Foram divulgados os indicados nas categorias de TV do Critics Choice Awards, premiação que busca se tornar uma alternativa da crítica americana ao Globo de Ouro, marcada para o dia 11 de dezembro. O canal pago HBO lídera a disputa com 22 indicações, seguida pela plataforma de streaming Netflix e a rede ABC, empatadas com 14. Entre as séries dramáticas, a principal novidade foi o aumento de candidatos do gênero fantástico, com as estreantes “Westworld” e “Stranger Things” juntando-se na disputa pelos prêmios principais a “Game of Thrones”, que continua favorita com cinco indicações. Na lista das comédias, “Unbreakable Kimmy Schmidt” também obteve cinco indicações. Mas a atração mais lembrada pela crítica foi uma minissérie dramática, “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”, indicada a seis prêmios. Este ano, o Critics Choice se envolveu numa polêmica de bastidores, precipitada quando seus organizadores decidiram adiantar a lista dos indicados para as revistas Entertainment Weekly e People. Como resultado, 15% dos membros abandonaram a associação responsável pelo prêmio, entre eles Michael Ausiello do site TV Line, Debra Birnbaum da revista Variety e Michael Schneider do site IndieWire. Indicados de TV do Critics Choice Awards 2016 Melhor Série Dramática Better Call Saul Game of Thrones Mr. Robot Stranger Things The Crown This Is Us Westworld Melhor Ator em Série Dramática Sam Heughan (Outlander) Rami Malek (Mr. Robot) Bob Odenkirk (Better Call Saul) Matthew Rhys (The Americans) Liev Schreiber (Ray Donovan) Kevin Spacey (House of Cards) Melhor Atriz em Série Dramática Caitriona Balfe (Outlander) Viola Davis (How to Get Away With Murder) Tatiana Maslany (Orphan Black) Keri Russell (The Americans) Evan Rachel Wood (Westworld) Robin Wright (House of Cards) Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática Peter Dinklage (Game of Thrones) Kit Harington (Game of Thrones) John Lithgow (The Crown) Mandy Patinkin (Homeland) Christian Slater (Mr. Robot) Jon Voight (Ray Donovan) Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática Christine Baranski (The Good Wife) Emilia Clarke (Game of Thrones) Lena Headey (Game of Thrones) Thandie Newton (Westworld) Maura Tierney (The Affair) Constance Zimmer (UnREAL) Melhor Participação Especial em Série Dramática Mahershala Ali (House of Cards) Lisa Bonet (Ray Donovan) Ellen Burstyn (House of Cards) Michael J. Fox (The Good Wife) Jared Harris (The Crown) Jeffrey Dean Morgan (The Walking Dead) Melhor Série Cômica Atlanta Black-ish Fleabag Modern Family Silicon Valley Unbreakable Kimmy Schmidt Veep Melhor Ator em Série Cômica Anthony Anderson (Black-ish) Will Forte (The Last Man on Earth) Donald Glover (Atlanta) Bill Hader (Documentary Now) Patrick Stewart (Blunt Talk) Jeffrey Tambor (Transparent) Melhor Atriz em Série Cômica Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt) Julia Louis-Dreyfus (Veep) Kate McKinnon (Saturday Night Live) Tracee Ellis Ross (Black-ish) Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) Constance Wu (Fresh Off the Boat) Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica Louie Anderson (Baskets) Andre Braugher (Brooklyn Nine-Nine) Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt) Ty Burrell (Modern Family) Tony Hale (Veep) T.J. Miller (Silicon Valley) Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica Julie Bowen (Modern Family) Anna Chlumsky (Veep) Allison Janney (Mom) Jane Krakowski (Unbreakable Kimmy Schmidt) Judith Light (Transparent) Allison Williams (Girls) Melhor Participação Especial em Série Cômica Alec Baldwin (Saturday Night Live) Christine Baranski (The Big Bang Theory) Larry David (Saturday Night Live) Lisa Kudrow (Unbreakable Kimmy Schmidt) Liam Neeson (Inside Amy Schumer) Melhor Telefilme ou Minissérie All the Way Confirmation Killing Reagan Roots The Night Manager The People v. O.J. Simpson: American Crime Story Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie Bryan Cranston (All the Way) Benedict Cumberbatch (Sherlock: The Abominable Bride) Cuba Gooding Jr. (The People v. O.J. Simpson) Tom Hiddleston (The Night Manager) Tim Matheson (Killing Reagan) Courtney B. Vance (The People v. O.J Simpson) Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie Olivia Colman (The Night Manager) Felicity Huffman (American Crime) Cynthia Nixon (Killing Reagan) Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson) Lili Taylor (American Crime) Kerry Washington (Confirmation) Melhor Ator Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie Sterling K. Brown (The People v. O.J. Simpson) Lane Garrison (Roots) Frank Langella (All the Way) Hugh Laurie (The Night Manager) John Travolta (The People v. O.J. Simpson) Forest Whitaker (Roots) Melhor Atriz Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie Elizabeth Debicki (The Night Manager) Regina King (American Crime) Sarah Lancashire (The Dresser) Melissa Leo (All the Way) Anna Paquin (Roots) Emily Watson (The Dresser) Melhor Série Animada Archer Bob’s Burgers BoJack Horseman Son of Zorn South Park Os Simpsons Melhor Talk Show Full Frontal With Samantha Bee Jimmy Kimmel Live Last Week Tonight With John Oliver The Daily Show With Trevor Noah The Late Late Show with James Corden The Tonight Show Starring Jimmy Fallon

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    Ghost in the Shell: Reveja o trailer do filme recriado com cenas do anime

    15 de novembro de 2016 /

    O site IGN recriou o trailer do filme “Ghost in the Shell” usando cenas do anime clássico de 1995, da continuação “Ghost in the Shell: Inocence” (2004) e da série “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex” (2002 – 2005). O resultado dá a dimensão do impressionante trabalho de direção de arte da produção hollywoodiana, que traz para o mundo real o universo criado pelo artista Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”). E com Scarlett Johansson absolutamente perfeita, assumindo o espírito (ghost) da protagonista em seu invólucro (shell) de carne e osso. Mas a montagem também demonstra como o filme se apropria de diferentes fontes da franquia para originar sua história, que não deve ser uma transcriação literal do primeiro anime. Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” foi criado como mangá em 1989 por Masamune Shirow. O sucesso da obra deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders, mas é importante destacar também a supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. O elenco ainda inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, parceiro de Kusanagi, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A estreia do filme, que foi “traduzido” como “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”, está marcada para 13 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Ghost in the Shell: Novos vídeos destacam trilha sonora e cena de Scarlett Johansson nua

    13 de novembro de 2016 /

    O lançamento do primeiro trailer de “Ghost in the Shell” aconteceu num evento midiático no Japão, que teve direito à performance de Kenji Kawai, o compositor da trilha do anime original, e a exibição de uma cena, aparentemente da abertura do filme, projetada junto do show. Tanto a apresentação ao vivo quanto a cena podem ser conferidas abaixo. A cena revela a criação do invólucro da Major, personagem cibernética vivida por Scarlett Johansson. A prévia mostra como o metal sintético ganha curvas e vida, apresentando o resultado final com a atriz completamente nua. Já a parte musical inclui duas composições diferentes. A abertura tribal, tocada por tambores poderosos, é inédita, mas a canção seguinte, acompanhada por um coral de japonesas, é conhecida dos fãs do anime. Chama-se “Making of Cyborg” e faz parte da trilha sonora da animação de 1995. O terceiro vídeo abaixo apresenta o evento completo, que durou 40 minutos com entrevistas do diretor Rupert Sanders, Scarlett e do ator/diretor japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”), que vive Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, divisão que combate o terrorismo vitual. O elenco ainda inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como o terrorista conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, parceiro da Major, Kitano a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, cientista que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” foi criado como mangá em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A estreia do novo filme está marcada para 13 de abril no Brasil, com o título “traduzido” como “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”.

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    Ghost in the Shell: Trailer impressionante dá vida às cenas icônicas do anime clássico

    13 de novembro de 2016 /

    A Paramount divulgou novas fotos, o pôster e o trailer (legendado e dublado) de “Ghost in the Shell”. A produção também ganhou título nacional, “traduzido” como “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”, que é pior que o péssimo nome do longa animado no Brasil – “O Fantasma do Futuro”. Por falar no anime, o que mais chama atenção na prévia é a forma impressionante com que o cineasta Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) deu vida às cenas icônicas do clássico desenho japonês de 1995. Não foi à toa que Mamoru Oshii deu um depoimento se dizendo arrebatado pela adaptação americana. E Scarlett Johansson está absolutamente perfeita neste contexto, assumindo o espírito (ghost) da protagonista em seu invólucro (shell) de carne e osso. Os produtores até mudaram o nome da personagem, Motoko Kusanagi, para Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, em meio à acusações de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. Mas não há como ver o filme sem pensar imediatamente na origem japonesa de tudo o que é mostrado. O visual é lindo, arrebatador e irretocável, num futurismo que abrange desde biotecnologia até a arquitetura urbana, como convém à temática cyberpunk do mangá que originou todas as adaptações. A sensação é basicamente um upgrade no deslumbramento causado por “Blade Runner” (1982), via influência do anime e da computação digital, que ainda não tinham se disseminado na época do precursor do cyberpunk cinematográfico. Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” foi criado como mangá em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders, mas é importante destacar também a supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. O elenco ainda inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, parceiro de Kusanagi, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A estreia está marcada para 13 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.    

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    O Nascimento de Uma Nação é obra impactante de um diretor mergulhado em polêmica

    11 de novembro de 2016 /

    Quando se discute os primeiros avanços da linguagem cinematográfica, é inevitável citar “Um Nascimento de Uma Nação”. No entanto, por trás daquela produção de 1915, em que D.W. Griffith promoveu evoluções narrativas e técnicas, há um discurso racista repulsivo, que ainda gera controvérsias cem anos depois. Nem mesmo “Intolerância”, lançado no ano seguinte como uma “compensação”, removeu o estigma de Griffith de cineasta maldito, ainda que genial. Protagonista em “Nos Bastidores da Fama”, o ator Nate Parker debuta como diretor fazendo uma provocação ao legado deixado pela obra de Griffith, apropriando-se do mesmo título para contar a história de Nat Turner, líder de uma histórica rebelião de escravos na Virgínia de 1831. A ironia é que Parker acabou carregando também uma polêmica consigo, esta de cunho pessoal: no mesmo instante em que se discutia as possibilidades de seu filme se destacar no Oscar 2017, veio a público uma acusação de suposto estupro que ele teria cometido quando ainda era universitário e que teria levado a vítima a cometer suicídio Apesar de ter vencido o Festival de Sundance no começo do ano, “O Nascimento de Uma Nação” agora vê as suas chances de novas premiações reduzidas a zero, além de amargar um fracasso comercial que certamente acionou o alarme da Fox Searchlight, que obteve os direitos de distribuição do longa pelo valor recorde de US$ 17,5 milhões, o dobro do orçamento da produção, após sua repercussão inicial. Mais uma vez vem a indagação para problematizar a experiência cinematográfica: é possível separar a obra artística de seu autor? Atendo-se somente ao filme, é indiscutível o seu impacto e relevância, ao tratar um tópico sombrio da história da humanidade, que deve ser sempre lembrado, especialmente quando ainda se nutre preconceito por etnias específicas. Trata-se também de uma abordagem diferente dos filmes de escravidão, que não se contenta com a denúncia, ao mostrar a reação de negros contra os abusos de seus “donos”. Nat Turner, vivido pelo próprio Nate Parker, era um escravo visto com certo fascínio por seus próprios contemporâneos, não somente por ter recorrido a subterfúgios para se alfabetizar, mas pela influência natural que exercia como pregador, proporcionando para si e para os outros algum alento com a sua crença no divino. Foi também quem promoveu uma rebelião histórica, quando a situação atingiu um limite em que nada mais poderia ser feito a não ser se rebelar. Ainda que Parker, como diretor, não consiga resistir a tentação de conferir um tom poético às suas imagens, como no enforcamento que se apresenta a partir de um plano fechado em uma borboleta, ou nas duas ou três visões de um anjo, o seu registro é muito mais contundente que o celebrado “12 Anos de Escravidão” (2013), impondo a crueza que se espera de uma história capaz de ressoar no presente, onde a intolerância permanece enraizada.

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    Ghost in the Shell: Diretor do anime rasga elogios para a adaptação estrelada por Scarlett Johansson

    10 de novembro de 2016 /

    A Paramount divulgou um vídeo de bastidores da sci-fi “Ghost in the Shell”. Ainda sem legendas, ele destaca os elogios do diretor Mamoru Oshii, diretor do cultuado anime que inspira o filme. Além de fazer comentários positivos sobre o visual da adaptação, ele trata de destacar a atuação de Scarlett Johansson (“Capitão América: Guerra Civil”), que teria ido muito além do que ele imaginava. O vídeo é peça de marketing importante, dentro da tática de abafar protestos contra a escalação da atriz americana num papel originalmente japonês. Até Oshii chama a personagem de Motoko, embora os americanos tenham suprimido o nome para não acirrar o ultraje. Ela virou apenas Major, seu posto militar. Scarlett, obviamente, não é japonesa, mas seu visual ficou bastante próximo da personagem do mangá e do anime, o que muitos viram como afronta, enquanto os autores da obra consideram dedicação. Embora “Ghost in the Shell” seja baseado num mangá, do mestre Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”), sua adaptação animada de 1995 é igualmente considerada marcante, a ponto de ser citada ao lado de “Akira” como uma das realizações mais influentes da animação japonesa contemporânea. Vale observar que Oshii não foi o único integrante da franquia a visitar as filmagens e elogiar a produção. Kenji Kawai, que compôs a trilha sonora do anime clássico, e Kenji Kamiyama, que escreveu e dirigiu toda a série derivada “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, também devem aparecer em novos vídeos futuramente. Além de Johansson, o filme inclui um elenco de multiétnico, com o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”), o americano Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”), a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) e os japoneses Takeshi Kitano (“Zatoichi”), Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”) e Yutaka Izumihara (“Invencível”). A previsão de lançamento é para 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    EUA negam visto a ator mirim do filme Lion, forte candidato ao Oscar 2017

    9 de novembro de 2016 /

    Os Estados Unidos negaram visto de entrada ao ator mirim indiano Sunny Pawar. Segundo o site da revista Variety, menino de 8 anos iria ao país para promover o filme “Lion”, forte candidato ao Oscar, em que ele contracena com Nicole Kidman, Rooney Mara e Dev Patel. Pawar voaria nesta semana para Los Angeles acompanhado de seu pai para participar de exibições promocionais do filme, seguindo depois para um evento em Nova York. Mas a alfândega americana proibiu sua entrada no país. Uma das produções mais elogiadas do ano, vencedor do Festival de Chicago e 2º lugar no Festival de Toronto, “Lion” conta a história de um menino perdido nas ruas de Calcutá, que acaba adotado por um casal de australianos. Anos depois, ele volta para a Índia para encontrar seus pais biológicos. Sunny Pawar interpreta o personagem central do filme, durante as cenas de sua infância. O consulado americano em Mumbai, na Índia, não revelou porque negou o visto de entrada ao menino. O estúdio responsável pelo filme, The Weinstein Company, tenta resolver a situação, já que pretendia promover o menino como candidato a concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. “‘Lion’ é uma história de amor, inclusão e benevolência independente de raça, religião ou etnia. O governando barrando a entrada de um garoto de 8 anos, que é a estrela do filme, no nosso país só mostra o quanto nós precisamos ser lembrados sobre os valores da nossa nação”, declarou um representante do estúdio em nota. Em sua campanha, o presidente eleito dos EUA Donald Trump prometeu que fecharia as fronteiras americanas para imigrantes, especialmente muçulmanos. “Donald Trump pede a suspensão total e completa da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos até que os legisladores do nosso país compreendam o que está ocorrendo”, escreveu a equipe de campanha do candidato em um comunicado intitulado “Comunicado de Donald Trump para impedir a imigração muçulmana”. “Até que sejamos capazes de determinar e entender esse problema e o perigo que ele representa, nosso país não pode ser vítima desses ataques horrendos de pessoas que acreditam apenas na jihad, e que não tem nenhum senso de razão ou respeito pela vida humana”, diz o comunicado. O coordenador da campanha de Trump, Corey Lewandowski, afirmou que a proposta se aplicaria a “todo mundo”, considerando tanto muçulmanos que requisitam vistos de imigrantes quanto os que buscam entrar no país como turistas.

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