Petição pede que Matt Damon seja cortado de Oito Mulheres e um Segredo após declarações polêmicas
Matt Damon foi pego na pororoca de duas “ondas” atuais de Hollywood: as denúncias de assédio sexual e as criações de petições sobre filmes. Após ter dado declarações infelizes sobre a importância de diferenciar estupro e assédio sexual na indústria do entretenimento, pedindo que assediadores fossem perdoados, ele foi alvo de uma petição para que sua participação no filme “Oito Mulheres e um Segredo” seja cortada. Uma petição que circula nas redes sociais para que o ator tenha sua breve aparição removida no filme já atingiu quase 20 mil assinaturas. A justificativa para a remoção é que “o filme deveria ser empoderador para as mulheres”, mas sua presença “trivializaria a natureza séria das acusações contra abusadores sexuais como Weinstein” e seria “um show de desrespeito” contra as mulheres corajosas que os estão denunciando. “Também enviaria uma mensagem terrível sobre a inevitabilidade de – e a falta de culpabilidade – de assédio sexual no local de trabalho, que experimentam quatro em cada dez mulheres americanas”. O texto também recupera uma denúncia de que Damon ajudou a evitar que uma reportagem do New York Times fosse publicada sobre o comportamento de Harvey Weinstein em 2004, e disse que ainda trabalharia pessoas que haviam sido acusadas de má conduta sexual, numa base de “caso a caso”. “Esse comportamento está além da habilitação – é simplesmente nojento”. “Matt Damon não deveria estar neste filme”, é a conclusão. Damon negou ter tentado sabotar as denúncias contra Weinstein e disse que não tinha ideia que ele era um predador sexual. Mas confessou que sabia do assédio sofrido por Gwyneth Paltrow. Ele se defendeu dizendo que achava que Weinstein era apenas “mulherengo” e “babaca”, não um estuprador em série. A participação do ator em “Oito Mulheres e Um Segredo” é pequena, mas foi incluída como forma de mostrar que a trama se passa no mesmo universo dos personagens de “Onze Homens e um Segredo”, filme que trazia Damon em seu elenco. Planejado como uma versão feminina do filme anterior, “Oito Mulheres e um Segredo” reúne Sandra Bullock (“Gravidade”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Anne Hathaway (“Interestelar”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Sarah Paulson (série “American Crime Story”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Awkwafina (“Vizinhos 2”) e a cantora Rihanna (“Battleship”). A estreia está marcada apenas para junho de 2018.
Campanha de difamação contra Meryl Streep é ataque da direita americana
Os cartazes espalhados em Los Angeles contra Meryl Streep nesta semana foram um ataque de direita, sem nenhuma ligação com empoderamento feminino. O artista responsável pela façanha assumiu ter feito o ato em retaliação às declarações da atriz contra o presidente americano Donald Trump. “Ela nos atacou, agora nós a atacamos”, disse ele, em entrevista ao jornal The Guardian. Na última terça-feira (19/12), diversos pôsteres foram colocados em pontos estratégicos da cidade, trazendo uma foto da atriz ao lado do produtor Harvey Weinstein, envolvido num escândalo sexual gigantesco, acompanhada pela inscrição “Ela sabia” sobre seus olhos. A mensagem implícita era a de que Meryl tinha conhecimento sobre os casos de assédio sexual perpetrados pelo produtor, o que ela nega. O homem por trás da intervenção é um artista chamado Sabo, que o Guardian definiu como um “Banksy de direita”. Ele pegou carona nas alegações de Rose McGowan, uma das vítimas de Weinstein, que acusou Meryl de saber dos casos de abuso do produtor e não fazer nada. A atriz negou esta acusação na segunda (18/12). “É doloroso ter sido atacada por Rose McGowan nessa semana, mas eu gostaria que ela soubesse que eu não tinha conhecimento sobre os crimes de Weinstein, nem nos anos 1990, quando ele a atacou, nem nas décadas seguintes, quando ele atacou outras. Eu não fiquei deliberadamente em silêncio. Eu não sabia. Não aprovo o estupro em silêncio. Eu não sabia. Eu não gosto que mulheres jovens sejam estupradas. Eu não sabia que isso estava acontecendo”, escreveu Meryl enfaticamente em um comunicado. Leia a íntegra aqui. Meryl Streep tem sido alvo de campanhas de difamação desde que atacou Donald Trump em discurso, ao receber um prêmio por sua carreira no Globo de Ouro 2017. Trump retrucou que ela era “superestimada” e “lacaia de Hilary Clinton”. A atriz volta ao Globo de Ouro em 2018, indicada a novo prêmio pelo filme “The Post”.
Warner mandou cortar história do vilão Exterminador na série Arrow
O produtor executivo Marc Guggenheim revelou, durante participação na ACE Comic Con, que a série “Arrow” não pode ter mais aparições do Exterminador, interpretado por Manu Bennett. Por isso, a história do personagem precisou ser cortada. O impedimento se deve à recente apresentação do personagem no universo cinematográfico da DC, em “Liga da Justiça”. “Por um tempo, eles diziam ‘vocês não podem usar o Exterminador’, mas isso mudou e pudemos ter Slade Wilson de volta na série. Agora voltamos para ‘vocês não podem usá-lo’. Eles estão trabalhando numa versão de cinema, já que o Exterminador aparece no final de ‘Liga da Justiça’.” Guggenheim disse que isso faz parte do acordo dos produtores com a Warner. “Os personagens são da DC, estamos apenas arrendando-os, vocês sabem, então usamos os personagens que eles dizem que podemos usar e quando podemos usá-los, e nós trabalhamos em torno das limitações que acabam surgindo”. Em setembro, Guggenheim contou que, devido ao projeto de incluir o Exterminador no filme do Batman, “Arrow” não podia mais usá-lo, mas o veto acabou quando Matt Reeves foi contratado e resolveu abandonar o roteiro que estava sendo trabalhado. Foi isto que liberou o retorno de Manu Bennett à pele de Slade Wilson. Mesmo assim, o produtor afirmou que precisou insistir muito para trazer personagem de volta à série, e o Exterminador não só foi importante para o arco final da 6ª temporada como teve destaque em diversos episódios da 7ª temporada, inclusive com uma trama sobre seu filho. Mas agora a história foi interrompida e ficará sem final, até a Warner permitir. Anteriormente, o projeto do filme “Esquadrão Suicida” também implodiu uma trama de “Arrow”, que precisou matar os personagens do grupo de vilões em sua série, por ordem do estúdio. Estas “decisões superiores” não fazem o menor sentido para quem acompanha as séries, especialmente diante de um paradoxo super-evidente. Afinal, o Flash fez parte da “Liga da Justiça” e terá seu filme solo, mas também possui sua própria série, onde não é coadjuvante ou personagem eventual como o Exterminador. A produção de “The Flash” carrega o nome do herói, que, pelo critério da Warner, deveria ser proibidão.
Trailer da 3ª temporada de The Path é repleto de reviravoltas e cheio de tensão
Uma das melhores séries do serviço de streaming Hulu, “The Path” ganhou o pôster e o trailerde sua 3ª temporada, repleto de reviravoltas e cenas de pura tensão. Criada por Jessica Goldberg (roteirista da série “Parenthood”), a atração é estrelada por Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Michelle Monaghan (série “True Detective”). A trama gira em torno da crise de fé do casal, integrante de um culto controverso. Os capítulos mais recentes trouxeram Paul se rebelando contra a seita, que ainda mantém o controle de sua mulher, mas a prévia mostra um milagre, que muda tudo. O elenco ainda destaca Hugh Dancy (série “Hannibal”) como o líder da seita, além de Emma Greenwell (série “Shameless”) e Rockmond Dunbar (série “Sons of Anarchy”). E nos novos episódios passará a contar também com Sarita Choudhury (série “Homeland”) e Freida Pinto (“Quem Quer Ser um Milionário?”). A 3ª temporada estreia em 17 de janeiro nos Estados Unidos.
Mark Hamill reclama dos rumos de Star Wars: “Não é o meu Luke Skywalker”
Mark Hamill ainda não se conformou com o destino de seu personagem nem com a abordagem que Rian Johnson deu a Luke Skywalker em “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Em uma recente entrevista posta no YouTube pelo usuário Jar Jar Abrams, ele revelou ter confrontado o diretor em relação aos rumos da história, alegando que o personagem ficou muito diferente daquele apresentado na trilogia original. “Eu disse para Rian: ‘Jedi não desistem’. Quer dizer, mesmo que ele tivesse um problema, ele teria, talvez, tirado um ano para tentar e reagrupar. Mas se ele cometeu um erro, ele tentaria corrigi-lo. Então, logo nisso tivemos uma diferença fundamental. Mas não é mais a minha história. É a história de outra pessoa – Rian precisava que eu fosse de determinado jeito para tornar o final efetivo… Esse é o cerne do meu problema. Luke nunca diria isso. Desculpe. Veja, estou falando sobre o ‘Star Wars’ de George Lucas. Como essa é a próxima geração de ‘Star Wars’, então quase tive que encarar Luke como outro personagem. Talvez ele seja Jake Skywalker. Ele não é o meu Luke Skywalker, mas tive que fazer o que Rian queria porque serve bem à história. Mas, escuta, ainda não aceitei completamente. Mas é só um filme. Espero que as pessoas gostem e não fiquem chateadas. Comecei a realmente acreditar que Rian era o homem certo que eles precisavam para o trabalho.” O ator não é o único contrariado. Fãs criaram uma petição para que o filme não seja considerado canônico – isto é, parte da saga oficial. Veja o vídeo com a entrevista abaixo.
Ministério Público exige devolução de R$ 1,4 milhão do filme Chatô, o Rei do Brasil
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou na quarta-feira (20/12) uma ação civil pública contra Guilherme Fontes Filmes Ltda, produtora responsável pelo filme “Chatô, o Rei do Brasil”, pedindo o ressarcimento de R$ 1,484 milhão. O valor é referente a contratos assinados com a Rio Filme, empresa pública vinculada à prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo o MPRJ, a fraca divulgação da obra por uma negligência unilateral justifica o ressarcimento do valor, pago em forma de adiantamento em troca de direitos concedidos à Rio Filme. Na ação, também se pleiteia que a produtora seja condenada a indenizar a coletividade em valor a ser arbitrado pela Justiça para ser aplicado em ações de proteção aos bens públicos artísticos ou históricos. Dirigido por Guilherme Fontes, o filme foi baseado no livro de mesmo nome do escritor Fernando Morais e conta a história de Assis Chateaubriand, jornalista e empresário que nos anos 1920 fundou os Diários Associados, grupo de mídia que lançou a TV no Brasil. A produção levou mais de 20 anos entre o começo das filmagens em 1994 e seu lançamento em 2015. Mas foi muito bem recebido pela crítica, tornando-se o segundo filme mais premiado do Grande Prêmio Brasil do Cinema Brasileiro 2016. Foram quatro troféus, entre eles o de Melhor Ator, para Marco Ricca, intérprete de Chatô. Mesmo assim, ce acordo com nota divulgada pelo MPRJ, houve pouco caso com a produção, que foi concluída em 21 anos, após sucessivos atrasos. Além disso, a Rio Filmes firmou contratos com a produtora Guilherme Fontes Filmes Ltda nos quais se previa a entrega de uma primeira cópia do filme em 2004, mas isso só ocorreu em 2015, mais de 10 anos após o prazo estabelecido. “No decorrer desse tempo, a obra se tornou desinteressante para a população e para a Rio Filme, vindo inclusive a ser motivo de chacota entre o meio artístico e social. Tais fatos influenciaram direta e intensivamente no pouco alcance que essa produção de grande valor histórico e cultural acabou tendo com a população em geral. O que feriu, portanto, o maior objetivo que se pretendia alcançar, que era o de divulgar, da forma mais ampla possível, os relevantes fatos históricos contidos nessa obra cinematográfica”, diz o texto. De acordo com a ação, a Rio Filme teria o direito de promover e contratar, com exclusividade, a exploração econômica do filme nas salas de cinema e em outros meios de exibição. Em contrapartida, seria feito um repasse de R$ 1,06 milhão na modalidade de adiantamento sobre receita de comercialização. Tal valor seria recuperado através da retenção prioritária de 100% dos rendimentos com a comercialização da obra. Além disso, a Rio Filme destinou mais R$ 260 mil como coprodução e se comprometeu a reservar a quantia de R$ 440 mil para a cobertura de despesas com o lançamento do filme. Esta não é a primeira polêmica judicial envolvendo o filme. A produção captou cerca de R$ 8,6 milhões por meio da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei do Audiovisual. Estes recursos seriam usados não apenas no longa-metragem, mas também em uma série de 25 documentários sobre a história da República no Brasil, exibidos pela Globosat, e em um documentário em curta-metragem sobre Assis Chateaubriand, que recebeu o título de “Dossiê Chatô”. No final de 2014, embora os demais produtos já tivessem sido finalizados, o filme estava há 20 anos em produção sem conclusão. Por conta disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que fossem estornados à Ancine (Agência Nacional do Cinema) o valor de R$ 66,27 milhões. Este seria o valor corrigido dos R$ 8,6 milhões captados. Além disso, a condenação impôs ainda duas multas de R$ 2,5 milhões cada, totalizando um débito superior a R$ 71 milhões. Dois anos mais tarde, Guilherme Fontes protocolou uma cópia da obra concluída no TCU. A corte aceitou o filme finalizado como prova dentro de um recurso que pedia a revisão da condenação. Outra ação também foi arquivada em 2015 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Neste processo, Guilherme Fontes foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa. A ação foi ajuizada em 2010 e apontava que a produção recebeu R$ 51 milhões e até então não tinha sido concluída. Também se questionou a falta das prestações de contas. Entretanto, a acusação não tinha mérito e foi retirada. O crime de improbidade administrativa deve ter sempre como réu pelo menos um agente público envolvido no ato ilícito, o que não era o caso.
Cartazes denunciam Meryl Streep como cúmplice de Weinstein nas ruas de Los Angeles
Diversos cartazes com uma foto de Meryl Streep ao lado do produtor Harvey Weinstein, que enfrenta dezenas de acusações de assédio e estupro, começaram a aparecer nas ruas de Los Angeles desde terça-feira (19/12). As obras retratam a atriz com uma tarja vermelha nos olhos, onde aparece a frase “ela sabia”, uma crítica direta ao relacionamento da vencedora do Oscar com Weinstein. Um dos pôsteres (foto acima) foi colocado diante da sede do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG). Outro apareceu perto dos estúdios Fox, que distribui o novo filme da atriz. Os artistas responsáveis pelos cartazes não foram identificados, mas agiram rapidamente na carona das alegações de Rose McGowan, uma das vítimas, de que Meryl sabia dos casos de abuso cometidos por Weinstein e ainda assim não fez nada. A atriz já negou esta acusação. “Eu gostaria que ela [McGowan] soubesse que eu não tinha conhecimento sobre os crimes de Weinstein, nem nos anos 1990, quando ele a atacou, nem nas décadas seguintes, quando ele atacou outras. Eu não fiquei deliberadamente em silêncio. Eu não sabia. Não aprovo o estupro em silêncio. Eu não sabia. Eu não gosto que mulheres jovens sejam estupradas. Eu não sabia que isso estava acontecendo”, escreveu Meryl enfaticamente em um comunicado. Leia a íntegra aqui. Meryl Streep tem sido alvo de campanhas de difamação desde que atacou o presidente Donald Trump em discurso, ao receber um prêmio por sua carreira no Globo de Ouro 2017. Trump retrucou que ela era “superestimada” e “lacaia de Hilary Clinton”. A atriz volta ao Globo de Ouro em 2018, indicada a novo prêmio pelo filme “The Post”.
Alison Sudol anuncia final de filmagens de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
As filmagens de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” acabaram. E para marcar a ocasião, a Warner divulgou nas redes sociais um vídeo em que Alison Sudol (intérprete de Queenie) tenta manipular uma claquete, percebendo que não é tão fácil como parece. Ao final, ela anuncia que a produção se encerrou. Além de Alison Sudol, diversos integrantes de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” voltarão na sequência, entre eles a roteirista J. K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, e o diretor David Yates. No elenco, os retornos incluem Eddie Redmayne (Newt Scamander), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). A trama, que foi ambientada em Nova York no primeiro filme, acontecerá agora em Londres e Paris, e apresentará ainda mais ligações com a saga de “Harry Potter”. A história começa meses após os acontecimentos de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, com Gellert Grindelwald (Johnny Depp) reunindo novos seguidores para sua causa, que considera que os bruxos são superiores aos demais humanos. Somente Alvo Dumbledore, que um dia foi considerado o melhor amigo do vilão, poderá acabar com seus planos sombrios. No entanto, para que essa intervenção realmente ocorra, o futuro diretor de Hogwarts precisará da ajuda do ex-aluno Newt Scamander, que voltará a reunir Tina, Jacob e Queenie em uma aventura por um mundo mágico repleto de perigos. Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) interpreta Dumbledore e as novidades ainda incluem Callum Turner (“Victor Frankenstein”), que viverá Theseus Scamander, o irmão mais velho de Newt, e Claudia Kim (série “Marco Polo”) como uma Maledictus, portadora de uma maldição que pode transformá-la numa fera. A previsão de estreia é para novembro de 2018. That's a wrap on #FantasticBeasts: The Crimes of Grindelwald production! See you in 2018. #MagicInProgress #FantasticBeasts #WizardingWednesdays pic.twitter.com/6nLoKDJm7x — Fantastic Beasts (@BeastsMovieUK) 20 de dezembro de 2017
Diretor de Mestres do Universo é denunciado por oito ex-atores mirins por abuso sexual
Oito ex-atores mirins acusaram o produtor Gary Goddard de pedofilia e abuso sexual. Ele ficou conhecido como diretor de “Mestres do Universo”, o filme live-action do He-Man, e foi responsável pela criação de séries animadas infantis como “Capitão Power”, “Mega Babies” e “Guerreiros Esqueletos”, mas também produziu várias montagens teatrais de musicais com crianças desde os anos 1970. A denúncia veio à tona numa reportagem do jornal Los Angeles Times, que revisitou uma acusação do ator Anthony Edwards (o Mark da série “E.R./Plantão Médio”). Ele e os ex-atores Mark Driscoll, Bret Nighman e Linus Hoffman afirmam que Goddard os levou para um parque temático da Disney e abusou deles em atrações do local. Os homens ainda citam outro colega, Scorr Drnavich, que faleceu em 1997, como alguém que havia confidenciado a eles ter tido experiência semelhante com Goddard. Os demais acusadores preferiram não ser identificados. Edwards denunciou Goddard numa carta aberta publicada em novembro no site Medium, em que afirma ter sido abusado pelo produtor quando era menor de idade. O ator, que começou sua carreira com 11 anos de idade, diz que Gary era seu mentor e que é na vulnerabilidade, quando pequeno, que os pedófilos atacam. “Eu fui molestado por Goddard, meu melhor amigo foi estuprado por ele… e isso aconteceu por anos”, afirmou o ator. Na reportagem do LA Times, Barbara Costa, agente contratada pela Disney para cuidar de astros mirins na época do passeio abusivo, disse que “suspeitava” do comportamento de Goddard, mas que seus superiores nunca permitiram que ela tomasse nenhuma atitude. Anteriormente, Goddard foi acusado por Michael Egan, junto de outros produtores e do diretor Bryan Singer (“X-Men”), por pertencer a um “circuito pedófilo de Hollywood”. O processo foi retirado por falta de provas, após várias acusações serem desmentidas por fatos irrefutáveis – por exemplo: Singer estava filmando “X-Men” no Canadá, com muitas testemunhas, durante as datas em que Egan o acusou de estuprá-lo no Havaí.
T.J. Miller é acusado de agressão sexual por antiga namorada
O ator e comediante T.J. Miller, da série “Silicon Valley” e do filme “Deadpool”, foi acusado de abuso sexual e agressão por uma antiga namorada. Segundo a denúncia publicada no site The Daily Beast, os incidentes teriam acontecido na época em que ele estava na faculdade. Ela relatou ter sido agredida em mais de uma ocasião por Miller durante relações sexuais, que teriam começado de forma consensual, até o ator cometer atos abusivos. Os dois faziam parte de um grupo de comédia da faculdade e tiveram um breve relacionamento. A mulher relata que não tinha muita experiência sexual antes de começar a sair com Miller e que passou muito tempo tentando entender o que havia acontecido com ela. “Ele tentou várias coisas sem me perguntar. Ele me estrangulou afirmou a mulher, que não quis se identificar. “Eu não queria que fosse verdade”, diz. “Nós estávamos ficando e, logo no começo, ele colocou suas mãos em meu pescoço e o apertou. Eu não conseguia respirar. Eu estava verdadeiramente assustada e completamente surpresa”, conta. “]e eu ficava olhando para ele, na esperança de ele ver que estava com medo e então parasse… Não conseguia dizer nada”. A mulher ainda afirmou que em outra ocasião Miller a sacudiu violentamente e a socou na boca durante o sexo. No dia seguinte, ela estava com um dente quebrado e o lábio ensanguentado. Quando questionou o ator sobre o que tinha acontecido, ele teria dito que ela tinha caído bêbada, na noite anterior. Há também um relato gráfico de estupro anal. Mais de uma pessoa teria visto os hematomas na mulher. Chegaram a perguntar se ela gostaria de prestar queixa na polícia ou ir ao hospital. Um ano depois, a mulher denunciou Miller para um conselho da universidade, mas o caso não resultou em penalidades. Em comunicado, Miller negou as acusações. “Sarah começou a circular esses rumores novamente assim que meu relacionamento com Kate se tornou público. Infelizmente, ela está usando o atual clima para soltar essas falsas acusações de novo. É triste que ela tenha escolhido esse caminho, já que mina um movimento importante que quer que as mulheres se sintam seguras ao tornarem públicas denúncias legítimas contra predadores reais.” “Nós conhecemos essa mulher há mais de uma década, quando estudávamos juntos da faculdade. Ela tentou acabar com o nosso relacionamento naquela época”, continua o texto, que classifica o relato da mulher como “contraditório”. “Ela foi convidada a deixar o nosso grupo de comédia na universidade por conta de seu comportamento preocupante e perturbador, o que a enfureceu imensamente, então ela ficou com uma fixação por nosso relacionamento e começou a dizer para as pessoas do campus ‘Eu vou destruir os dois’ e ‘Eu vou arruinar os dois’.” A mulher que acusou Miller contesta as afirmações. “Ele era meu amigo”, conta. “Eu não o quero na cadeia. Eu não o odeio. Ele é alguém por quem eu me importava… Eu não quero estragar a vida dele. Mas a forma com a qual ele se comportou comigo é algo com o qual eu tenho que conviver… E eu não acho que seja apropriado que eu carregue esse peso sozinha.” De acordo com o The Daily Beast, cinco mulheres que estudavam na universidade na época confirmaram o ocorrido. O site também consultou “três pessoas do mundo da comédia” que disseram ter visto Miller fazer piadas sobre a situação em bastidores de shows de stand-up.
Sophia Bush revela bastidores de sua saída da série Chicago PD
A atriz Sophia Bush surpreendeu os fãs quando deixou “Chicago PD” após a 4ª temporada. E fora um comentário no Instagram, afirmando que saiu da série “porque queria”, manteve-se em silêncio sobre sua decisão de deixar a produção da rede NBC. Mas após virem à tona denúncias do comportamento abusivo de Jason Beghe, seu colega no elenco, as peças se encaixaram. E numa entrevista recente, ela praticamente assumiu que as duas coisas realmente estão relacionadas. Ela revelou, durante um podcast da Refinery 29, que, entre a 3ª e a 4ª temporada da série, sentou-se com os produtores executivos da série para discutir sua experiência no set. “Eu disse: ‘Aqui é o ponto em que estamos. Aqui está tudo o que vocês já sabem. E é assim que eu venho até vocês. Se nada realmente mudar de forma drástica, eu vou sair no final do ano’ – porque entendi como o negócio funciona e como as mulheres são tratadas. Eu completei: “Não estou avisando com duas semanas de antecedência e não estou saindo quebrando tudo e dizendo que nunca mais volto. Estou lhes dando um aviso prévio de 23 episódios. Estou lhes dando bastante tempo”, contou ela. Apesar do tempo dado, nada mudou. E ela levou adiante sua decisão de sair da série. “Eu não tenho que dar todo o detalhamento específico de exatamente porque eu parti, do que me levou ao ponto de querer fazer isso. Mas, o tema principal para mim, é que eu tinha o trabalho dos meus sonhos… Mas percebi, no final da 2ª temporada, que não conseguiria fazer mais aquele trabalho”, ela acrescentou, descrevendo a experiência de trabalhar na 3ª temporada “como se eu estivesse presa em um prédio em chamas”. “Passei a me sentir miserável e tive que sair”. O site Deadline descobriu, no final de novembro, que Jason Beghe foi investigado pela NBC e pela produtora Wolf Entertainment por acusações de “comportamento inadequado” justamente no período em que Sophia Bush contou que teve sua conversa série com os produtores, exigindo mudanças “drásticas”. Mas, apesar dele enfrentar queixas de vários membros do elenco e da equipe de produção, Beghe não foi afastado. A consequência das reclamações foi um acordo pelo qual os produtores pagaram terapia para o ator. Diante dessa “punição” leve, a atriz preferiu tomar outro rumo na carreira. O Deadline garante que a saída de Bush é mesmo relacionada à conduta de Beghe. E mais uma outra atriz e uma integrante da equipe estariam deixando a produção, descrita por fontes do site como um “ambiente hostil para mulheres”.
Amber Tamblyn reclama dos tuítes de Rose McGowan e reforça campanha de luto no Globo de Ouro
Meryl Streep não foi a única atriz a reclamar do ataque de Rose McGowan à iniciativa de usar preto no Globo de Ouro 2018, em protesto contra assédio sexual em Hollywood. Amber Tamblyn também não gostou da forma como McGowan decidiu chamar as colegas de hipócritas. “As atrizes, como Meryl Streep, que trabalharam felizes para O Porco Monstruoso, estão usando preto no Globo de Ouro em um protesto silencioso. O SEU SILÊNCIO é o problema. Vocês aceitarão um prêmio falso sem perder o fôlego e não farão nenhuma mudança real. Eu desprezo a hipocrisia de vocês. Talvez todas devessem usar Marchesa”, Rose McGowan escreveu, citando a grife da ex-mulher de Harvey Weinstein, também conhecido como O Porco Monstruoso nos seus tuítes. Tamblyn respondeu: “Rose McGowan é uma amiga e enquanto eu apoio o movimento dela, eu não apoio nenhuma mulher (ou homem) que tente envergonhar ou diminuir os movimentos de outras mulheres que estão tentando criar mudanças. Mandando a gente usar Marchesa? Isso está abaixo de você, Rose”. A atriz da franquia “Quatro Amigas e um Jeans Viajante” acrescentou que usar vestidos pretos é “apenas o começo”. Eles representam a escuridão que sentem as vítimas de ataques sexuais. “Nós estamos juntos nesta luta, ombro a ombro, arma à arma, mulher a mulher (e homem), corpo a corpo queimado. E nossos braços estão abertos. E nossos corações dobrados. E nosso fogo será um incêndio universal”. Rose McGowan acabou aceitando a crítica e se desculpou por dizer que as mulheres que participarem do protesto dos Globos de Ouro deveriam usar vestidos projetados pela ex-esposa de Harvey Weinstein. “A referência à Marchesa foi baixa e me desculpe por isso”, escreveu McGowan. “Ver uma foto de Alyssa Milano com [designer Georgina Chapman] inflamou algo em mim que não consegui articular”. Alyssa Milano, que trabalhou com McGowan na série “Charmed”, é amiga de Georgina Chapman, a ex de Weinstein, e tem apoiado a estilista durante o escândalo. McGowan considera isso uma traição. THREAD: Rose McGowan is a friend and while I support her kind of movement, I do not support any woman (or man) shaming or taunting the movements of other women who are trying to create change. Telling us to all wear Marchesa? This is beneath you, Rose. — Amber Tamblyn (@ambertamblyn) December 17, 2017 Our movement is big. And a black dress is just the beginning of the darkness that will be drained from every industry across the country by the time we’re done. That’s a promise. — Amber Tamblyn (@ambertamblyn) December 17, 2017 And we stand together in this fight, shoulder to shoulder, weapon to weapon, woman to woman (and man), body to burned body. And our arms are open. And our hearts two fold. And our fire will be a universal scorch. Heed the mantra: #ChangeIsComing — Amber Tamblyn (@ambertamblyn) December 17, 2017 The Marchesa line was beneath me and I’m sorry for that. Seeing that picture of Alyssa Milano with GC has ignited something in me that I can’t quite articulate. There is no map for this road I’m on, I will fuck up. Peace be with you, go with Goddess. — rose mcgowan (@rosemcgowan) December 18, 2017
Meryl Streep responde ataque de Rose McGowan: “Lamento que me veja como adversária”
A atriz Meryl Streep respondeu às críticas feitas por Rose McGowan no fim de semana, após ser chamada de hipócrita por querer ir de preto ao Globo de Ouro, num protesto contra assédio sexual. “As atrizes, como Meryl Streep, que trabalharam felizes para O Porco Monstruoso, estão usando preto no Globo de Ouro em um protesto silencioso. O SEU SILÊNCIO é o problema. Vocês aceitarão um prêmio falso sem perder o fôlego e não farão nenhuma mudança real. Eu desprezo a hipocrisia de vocês. Talvez todas devessem usar Marchesa”, Rose McGowan escreveu, citando a grife da ex-mulher de Harvey Weinstein, também conhecido como O Porco Monstruoso nos seus tuítes. Meryl disse o ataque doeu, porque o seu silêncio não foi deliberado, pois nunca soube a verdade a respeito do produtor até o caso se tornar público nos últimos meses. Leia abaixo na íntegra o comunicado emitido pela atriz vencedora de três Oscars. “Doeu ser atacada por Rose McGowan nas manchetes deste fim de semana, mas eu quero deixá-la saber que eu não sabia sobre os crimes de Weinstein, nem nos anos 1990, quando ele a atacou, nem nas décadas seguintes, quando ele atacou outras. Eu não fiquei deliberadamente em silêncio. Eu não sabia. Não aprovo o estupro em silêncio. Eu não sabia. Eu não gosto que mulheres jovens sejam estupradas. Eu não sabia que isso estava acontecendo. Não sei onde mora Harvey, nem ele veio na minha casa. Eu nunca na minha vida fui convidada para o seu quarto de hotel. Estive no seu escritório uma vez, numa reunião com Wes Craven para “Música do Coração” em 1998. HW distribuiu filmes que fiz com outras pessoas. HW não era cineasta. Ele era muitas vezes um produtor, principalmente um comerciante de filmes feitos por outras pessoas – alguns deles excelentes, alguns nem tanto. Nem todos os atores, atrizes e diretores que fizeram filmes distribuídos por HW sabiam que ele abusava das mulheres, ou que ele estuprou Rose nos anos 1990, outras mulheres antes e outras depois, até que nos contaram. Nós não sabíamos que o silêncio das mulheres era comprado por ele e por quem o ajudava. HW precisava que não soubéssemos disso, porque foi através da sua ligação conosco que ele adquiriu credibilidade, a capacidade de atrair jovens mulheres e aspirantes a atrizes em circunstâncias em que elas ficariam feridas. Ele precisava muito mais de mim do que eu dele e certificou-se de que eu não saberia. Aparentemente, ele contratou ex-agentes da Mossad para impedir essa informação de se tornar pública. Rose e outras vítimas desses homens poderosos, cheios de dinheiro e implacáveis, enfrentaram um adversário para quem ganhar, a qualquer custo, é o único resultado aceitável. É por isso que está sendo criado atualmente um fundo para a defesa legal das vítimas, para que centenas de pessoas de bom coração contribuam para derrubar estes sacanas e ajudar as vítimas a combater este flagelo. Rose assumiu e transmitiu algo falso sobre mim, e eu queria deixá-la saber a verdade. Através de amigos que a conhecem, enviei o meu número de telefone para ela, mal li as manchetes. Eu sentei-me ao pé desse telefone o dia inteiro de ontem e esta manhã, esperando poder expressar o meu profundo respeito por ela e pela bravura das outras que expuseram os monstros que estão entre nós, e mostrar a minha simpatia pela dor incalculável que ela continua a sofrer. Ninguém pode trazer de volta o que Bill O’Reilly, Roger Ailes e HW tiraram das mulheres que sofreram ataques nos seus corpos e na sua forma de ganhar a vida… Eu esperava que ela me pudesse ouvir. Ela não ouviu, mas espero que ela leia isto. Lamento que ela me veja como adversária, porque estamos ambas, juntamente com todas as mulheres no nosso negócio, desafiando o mesmo inimigo implacável: um status quo que quer voltar aos velhos tempos, às velhas formas em que as mulheres eram usadas, abusadas e onde lhes recusavam a voz na tomada de decisões, nos mais altos níveis da indústria. É aí que os acobertamentos convergem. Esses quartos devem ser desinfetados e integrados, antes que qualquer coisa comece realmente a mudar.”












