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    BBC prepara documentário sobre o escândalo sexual de Harvey Weinstein

    18 de dezembro de 2017 /

    A BBC anunciou que produzirá um documentário sobre a carreira e os escândalos sexuais de Harvey Weinstein. A direção está a cargo de Ursula MacFarlane, que comandou o documentário “Charlie Hebdo: Three Days That Shook Paris”, sobre o assassinato dos humoristas da revista francesa Charlie Hebdo. O filme retratará a ascensão e a queda de um dos produtores mais poderosos de Hollywood, além de trazer entrevistas com atrizes que foram vítimas de seus ataques, ao longo de quatro décadas. Entre as depoentes confirmadas estão Rose McGowan e Paz de la Huerta, que dizem ter sido estupradas por Weinstein. Em comunicado, os produtores executivos do documentário, Simon Chinn e Jonathan Chinn comentaram: “Ao contar a história extraordinária da ascensão e queda de Weinstein, o filme pretende chegar nas maiores questões que estão no centro do escândalo: como ele manteve o comportamento por tanto tempo, o que sua história revela sobre os homens poderosos que trabalham em Hollywood e outros lugares, e como este é um momento fundamental para discutir o tratamento das mulheres no local de trabalho”. Ainda não há previsão para o lançamento da produção. Mais de 100 mulheres acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro. Após Ashley Judd tomar coragem para se tornar a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do New York Times publicada em 5 de outubro, diversas estrelas famosas foram encorajadas a compartilhar suas experiências de terror, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Mia Sorvino e Asia Argento. E logo em seguida o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão do produtor com o mundo da moda, com relatos de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica), do PGA (Sindicato dos Produtores) e da Academia de Televisão, responsável pelo Emmy. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e estupros na indústria do entretenimento.

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    Pôster traz Rooney Mara como Maria Madalena e Joaquin Phoenix como Jesus

    18 de dezembro de 2017 /

    A Universal (o estúdio, não a igreja) divulgou o primeiro pôster de “Maria Madalena”, filme religioso sobre uma das personagens mais controvertidas do Novo Testamento. A imagem reúne Rooney Mara (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”), que interpreta o papel-título, e Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”) como Jesus. A primeira prévia da produção apontou um retrato de Madalena como um dos apóstolos, seguindo os textos gnósticos. Não só isso, mostrou-a como a discípula predileta de Jesus, herdeira de sua palavra, responsável inclusive por batizados e por trazer as mulheres para o cristianismo. Mas após a morte de Cristo teria sido proibida de falar em nome dele por Pedro, que os católicos consideram o primeiro papa. Esse confronto é descrito no “Evangelho de Maria Madalena”, manuscrito encontrado junto com outros textos do cristianismo primitivo em escavações do Egito e só publicado em 1955. No primeiro trailer do filme, o embate ganha matizes de luta de gênero. Pedro, por sinal, é interpretado por um ator negro, Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), o que também pode render polêmica. O elenco ainda destaca Tahar Rahim (“O Passado”) como Judas. Dirigido por Garth Davis, que já tinha trabalhado com Rooney Mara em “Lion” (2016), o filme tem roteiro de Helen Edmundson (telefilme “An Inspector Calls”) e Philippa Goslett (“Poucas Cinzas: Salvador Dalí”), e está sendo apresentado como “um retrato autêntico e humanista” de Maria Madalena. A estreia está marcada para 22 de março no Brasil, uma semana antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Matt Damon recebe lição de moral de atrizes após declarações polêmicas sobre assédio sexual

    17 de dezembro de 2017 /

    O ator Matt Damon (“Jason Bourne”) fez comentários polêmicos sobre assédio sexual durante uma entrevista na TV americana, e as atrizes Minnie Drive (série “Speechless”) e Alyssa Milano (série “Mistress”) não deixaram barato. Em entrevista para o programa do crítico de cinema Peter Travis na ABC News, Damon exaltou a coragem das mulheres que denunciaram abusadores, mas ressaltou que alguns casos não deveriam ser colocados na mesma balança: “Há uma diferença entre acariciar a bunda de alguém e estuprar ou abusar de crianças, certo? Ambos os comportamentos precisam ser confrontados e erradicados, sem dúvida, mas eles não devem ser considerados iguais”. Falando em exageros de uma “cultura do ultraje”, ele deu exemplos. “Quando você vê (o senador) Al Franken tirando uma foto com as mãos na jaqueta daquela mulher, onde estariam os seios, e rindo para a câmera, é claro que é uma piada horrorosa. É errado, e ele não deveria ter feito aquilo. Por outro lado, quando você lê as coisas das quais Harvey é acusado, não há fotos disso e por um motivo! Ele sabia que o que ele fazia era errado. Não há testemunhas. Não há nada sobre ele se gabando do que fez. São coisas secretas, porque são criminosas. Essas duas coisas não pertencem a mesma categoria. Elas devem ser consideradas de formas diferentes”. Para Damon, estupro deve ser tratado com cadeia, porque é comportamento criminoso, mas outras atitudes devem ser consideradas apenas “vergonhosas” e “nojentas”. “Não conheço Louis C.K., mas não imagino que ele vá fazer aquelas coisas de novo”, disse o ator, referindo-se às acusações de masturbação do comediante diante de mulheres com quem trabalhou. A conclusão é que assediadores deveriam ser perdoados e ter a chance de continuar no mesmo ambiente de trabalho. Minnie Driver, que já namorou Damon, ficou tão chocada que escreveu “Deus, isto é sério?” no Twitter. Ela respondeu ao jornal The Guardian que os homens “simplesmente não conseguem entender o que é o abuso cotidiano” e não devem, portanto, tentar diferenciar ou explicar o que seria uma má conduta sexual contra as mulheres. “Não há hierarquia em referência a abusos. Não se pode dizer que uma mulher estuprada tem direito a se sentir pior que outra para quem só mostraram o pênis. Muito menos um homem. E se bons homens como Matt Damon pensam desta maneira, temos um problema. Precisamos de homens bons e inteligentes que digam que tudo isto é mau, que condenem isto tudo e recomecem do zero”, acrescentou. Por sua vez, Alyssa Milano foi ao Twitter desabafar. “Estamos numa ‘cultura de indignação’ porque o tamanho da raiva é, de fato, revoltante. E é justa”, ela começou. “Eu fui vítima de cada componente do espectro de agressão sexual do qual você fala. Todos machucaram. E todos estão ligados a um patriarcado entrelaçado com uma misoginia considerada normal, aceita e até bem-recebida”, apontou. “Não estamos indignadas porque alguém agarrou nossas bundas em uma foto. Estamos indignadas porque fomos forçadas a crer que isso era normal. Estamos indignadas porque formos submetidas à abuso psicológico. Estamos indignadas porque fomos silenciadas por tanto tempo”. Veja abaixo a entrevista polêmica.

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    Rose McGowan ataca atrizes que querem se vestir de preto no Globo de Ouro

    17 de dezembro de 2017 /

    A atriz Rose McGowan disparou tuítes raivosos contra a iniciativa de algumas atrizes, que estariam planejando vestir preto no Globo de Ouro 2018, num “protesto silencioso” contra o assédio sexual. “As atrizes, como Meryl Streep, que trabalharam felizes para O Porco Monstruoso, estão usando preto no Globo de Ouro em um protesto silencioso. O SEU SILÊNCIO é o problema. Vocês aceitarão um prêmio falso sem perder o fôlego e não farão nenhuma mudança real. Eu desprezo a hipocrisia de vocês. Talvez todas devessem usar Marchesa”, ela escreveu, citando a grife da ex-mulher de Harvey Weinstein, também conhecido como O Porco Monstruoso nos tuítes de McGowan. A revista US Weekly apurou que ao menos 30 atrizes já haviam se comprometido a vestir preto na premiação como forma de protesto. Há poucos dias, McGowan já tinha criticado Meryl Streep por seus comentários sobre Harvey Weinstein. Na época, a atriz indicada ao Globo de Ouro por “The Post” disse que o escândalo sexual envolvendo o produtor “foi um gigantesco caso de desrespeito”. Em resposta, a estrela de “Planeta Terror” escreveu no Twitter: “Não, Meryl! Foi uma po**a de um crime! Você é uma mentira”. McGowan foi uma das vítimas de Harvey Weinstein que aceitou dinheiro e assinou um contrato para ficar em silêncio. E se manteve em silêncio por duas décadas, tendo se recusado a participar da reportagem que iniciou tudo, na qual Ashley Judd deu a cara a bater, ao se tornar a primeira atriz a denunciar o produtor. Procurada pelo New York Times quando ainda era arriscado falar, ela se recusou a se pronunciar. Tampouco se apresentou para uma segunda reportagem, publicada pelo New York Post, que denunciou Weinstein por estupro. Nesta ocasião, as corajosas também foram outras: Mira Sorvino, Rosanna Arquette e Asia Argento. Dez dias após a explosão do escândalo, ela foi ao Twitter revelar que tinha sido estuprada por Weinstein. Desde então, mantém o volume no máximo. Actresses, like Meryl Streep, who happily worked for The Pig Monster, are wearing black @GoldenGlobes in a silent protest. YOUR SILENCE is THE problem. You’ll accept a fake award breathlessly & affect no real change. I despise your hypocrisy. Maybe you should all wear Marchesa. — rose mcgowan (@rosemcgowan) December 16, 2017

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    Diretor de Crash processa mulher que ameaçou denunciá-lo por estupro

    16 de dezembro de 2017 /

    Paul Haggis está processando uma relações públicas de Nova York que afirma que ele a estuprou, alegando que a mulher é uma chantagista que quis capitalizar o trauma de vítimas genuínas de agressão sexual. O escritor e diretor de “Crash”, filme vencedor do Oscar de 2005, deu entrada na ação contra Haleigh Breest no tribunal do estado de Nova York na tarde de sexta-feira (16/12), e ela respondeu com seu próprio processo algumas horas depois. Breest afirma que Haggis a estuprou no apartamento dele em janeiro de 2013, após a estréia do filme “Terapia de Risco”. Ela diz que ele insistiu para que ela subisse para tomar uma bebida, e ela aceitou apesar de não querer ir. Breest afirma que os avanços sexuais indesejados começaram quase que imediatamente, e ela o descreve violentamente removendo as calças e depois forçando o sexo. Ela diz que contou a dois amigos íntimos sobre o incidente e ainda procurou médicos para verificar se não tinha pego alguma doença sexualmente transmissível. Ela diz que o incidente a deixou emocionalmente marcada, levando-a a buscar tratamento de saúde mental em junho de 2017, durante o qual seu psicólogo a diagnosticou com estresse pós-traumático. Ela afirma que as declarações públicas de Haggis em resposta ao escândalo de agressão sexual de Harvey Weinstein a ultrajaram e que isso a motivou a processá-lo, com base na lei de violência contra mulheres. Haggis conta uma história muito diferente em seu processo. “No lado mais sombrio, esta tempestade midiática, juntamente com o veredicto de culpa instantânea do tribunal da opinião pública e a total e completa condenação de qualquer acusado por má conduta sexual, criou uma oportunidade para pessoas cujos motivos e intenções não são tão puras, e que está procurando pegar carona nesta onda cultural para se aproveitar das pessoas no centro desta narrativa”, escreve a advogada de Haggis, Christine Lepera. O processo afirma que Breest é um chantagista, que no mês passado ameaçou apresentar uma denúncia, falsamente acusando o cineasta de violência sexual, a menos que ele concordasse com um acordo de sete dígitos. Ele diz que recebeu uma carta com uma ameaça em 16 de novembro, assinada por um advogado que representa a mulher, na qual incluía uma queixa pronta e ainda não protocolada. Durante uma ligação de 11 de dezembro, Haggis afirma que o advogado da Breest exigiu um pagamento de US$ 9 milhões para o processo não ser aberto. “A ré achava que poderia capitalizar as manchetes atuais, acreditando que não teria que provar nada, bastando só ameaçar destruir sua vítima”. Além disso, a advogada argumenta que Haggis teve problemas de coluna devidamente documentados, não muito antes do ataque em questão, o que tornaria fisicamente impossível as alegações de Breest. “O requerente sofreu uma cirurgia para corrigir essa questão médica pouco antes da noite em que a ré afirma que esta ‘violência’ ocorreu, e por isso precisou usar uma cinta de suporte pós-cirúrgica por meses”, escreve Lepera. “Ele estava sob restrição médica de fazer qualquer esforço físico e não deveria levantar nada além de uma bolsa leve de compras durante o período de recuperação”. Haggis alega que as ameaças de Breest para denunciá-lo lhe causaram uma forte ansiedade e ele a está processando por danos emocionais.

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  • Etc

    Diretor de Papai Noel às Avessas confirma que Mira Sorvino estava numa lista negra de Weinstein

    16 de dezembro de 2017 /

    O diretor Terry Zwigoff resolveu se manifestar sobre a polêmica lista negra de Harvey Weinstein contra mulheres que lhe disseram “não”. Fazendo eco às declarações feitas por Peter Jackson, que revelou “conselho” para não contratar a atriz Mira Sorvino, Zwigoff disse que teve uma experiência similar. A história de Jackson veio à tona numa entrevista publicada na sexta (15/12) e reforçada numa declaração oficial, após Weinstein tentar negar os fatos. O diretor revelou que o produtor e seu irmão foram contra a inclusão das atrizes Ashley Judd e Mira Sorvino em “O Senhor dos Anéis”, alegando que elas eram “difíceis” de trabalhar. As duas estão entre as atrizes que encabeçaram as denúncias de abuso sexual contra Weinstein. Ao final, Jackson pediu desculpas a Judd e Sorvino por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras. Após ler a manifestação de Jackson, Zwigoff tuitou: “Eu estava interessado em incluir Mira Sorvino em ‘Papai Noel às Avessas’, mas toda vez que eu mencionava o nome dela por telefone para os Weinstein, eu ouviria um CLICK. Que tipo de pessoa simplesmente desliga na sua cara assim? Eu acho que agora todos sabemos o tipo de pessoa. Eu realmente sinto muito, Mira”. As duas declarações, somadas à história de Robert Rodriguez sobre Rose McGowan, confirmam a existência de uma lista negra. O produtor usou sua rede de conexões para destruir as carreiras das atrizes que não aceitaram seus avanços. As vítimas já tinham revelado as ameaças, e agora testemunhas se materializam no que pode virar um processo coletivo bilionário de estrelas de Hollywood por perdas e danos contra Harvey e Bob Weinstein. I was interested in casting Mira Sorvino in BAD SANTA, but every time I mentioned her over the phone to the Weinsteins, I'd hear a CLICK. What type of person just hangs up on you like that?! I guess we all know what type of person now. I'm really sorry Mira. https://t.co/9U0PsL2yS5 — Terry Zwigoff (@realzwigoff) December 16, 2017

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  • Filme

    Produtor de Projeto Flórida, filme cotado para o Oscar 2018, renuncia após denúncias de assédio

    16 de dezembro de 2017 /

    O produtor Andrew Duncan, responsável por um dos filmes cotados para o Oscar 2018, “Projeto Flórida”, foi denunciado por assédio sexual por quase uma dúzia de pessoas, numa reportagem realizada pela revista The Hollywood Reporter. Ele nega as acusações e diz que se trata de campanha difamatória de “rivais”. Mas renunciou a seu cargo na produtora que ajudou a criar. Indicado ao Globo de Ouro, ao SAG Awards e ao Spirit Awards, “Projeto Flórida”, que tem estreia marcada para 1 de março no Brasil, é o primeiro sucesso da produtora indie June Pictures, fundada no ano passado. As fontes do THR afirmam que o parceiro de Duncan na companhia, Alex Saks, tinha conhecimento do comportamento do sócio desde o início dos negócios, mas não tomou nenhuma medida quando as alegações foram trazidas à sua atenção, pois Duncan era quem pagava as contas. Entretanto, ao saber da reportagem, Saks anunciou no final da quinta-feira (14/12) que Duncan estava se desvinculando da empresa e que ele iria comandá-la sozinho. “À luz das alegações de má conduta contra o investidor Andrew Duncan, estou assumindo a propriedade exclusiva e o comando da June Pictures”, disse Saks em um comunicado. “A June Pictures compromete-se com um ambiente de trabalho respeitoso e dedicado à produção de filmes de qualidade. Continuaremos nossos projetos já em produção e desenvolvimento”. O diretor de “Projeto Flórida, Sean Baker, também emitiu um comunicado após a polêmica: “Estou triste por saber sobre essas alegações contra Andrew Duncan, da June Pictures. O Sr. Duncan foi financiador do nosso filme e agradecemos por nos permitir realizar nossa visão em nossos próprios termos. No entanto, nossas experiências pessoais com ele foram extremamente limitadas. Embora não tivéssemos testemunhado nem tivéssemos conhecimento de comportamentos inadequados, estamos profundamente preocupados com essas alegações. Acredito firmemente que os sets de filmes e os ambientes de trabalho devem ser espaços seguros para todos, independentemente do sexo, idade, raça ou credo”. Segundo as denúncias apuradas pela revista The Hollywood Reporter, Duncan teria assediado sexualmente várias produtoras associadas à sua empresa. Ele nega todas as alegações de comportamento impróprio, culpando “rivais” não especificados, inclinados a tomar “vantagem cínica do clima sombrio envolvendo assédio sexual para prejudicar as perspectivas financeiras da companhia”, segundo o seu comunicado. A lista de denúncias trazidas à tona pela reportagem incluem uma ligação noturna para a produtora da comédia “Dude”, pedindo para que transasse na frente da câmera com o marido e outra mulher, que ele queria assistir. Também houve um beijo forçado e agarrões nas partes íntimas de mulheres da produção de “Wildlife”, filme que marca a estreia na direção do ator Paul Dano, durante um jantar de confraternização da equipe. Em outro jantar, do filme “Book Club”, ele voltou a repetir o mesmo comportamento, tentando beijar uma produtora sem consentimento e propondo levar duas mulheres do evento para seu quarto para sexo a três. Ironicamente, o próximo filme produzido pela June Pictures seria “My Life on the Road”, cinebiografia da líder feminista Gloria Steinem, que lutou contra o assédio e o empoderamento feminino por toda a vida.

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  • Etc,  Série

    Produtor da série NCIS: New Orleans é acusado de abuso e assédio pela própria equipe

    16 de dezembro de 2017 /

    O produtor Brad Kern, que desde 2016 é responsável pela série “NCIS: New Orleans”, somou-se à lista de personalidades de Hollywood com múltiplas acusações de abuso e assédio sexual, além de acrescentar à lista doses de misoginia e racismo. Segundo apurou o site da revista Variety, duas investigações chegaram a ser conduzidas pelo departamento de recursos humanos da produtora CBS Television Studios sobre o comportamento de Kern tão logo ele assumiu a série, em 2016. A primeira não deu em nada. A segunda o obrigou a frequentar um treinamento de sensibilidade por seis meses, mas não o afastou do trabalho nem sequer durante este período. O caso foi tratado internamente e abafado, como assume a CBS. “Nós estávamos cientes dessas alegações quando aconteceram em 2016, e as levamos muito a sério”, disse a empresa em um comunicado. “Ambas as queixas foram respondidas imediatamente com investigações e medidas disciplinares subseqüentes. Enquanto não fomos capazes de corroborar todas as alegações, tomamos essa ação para contornar o comportamento e o estilo de gerenciamento, e não recebemos mais reclamações desde que isso foi implementado”. Apesar do teor da nota, o comportamento de Kern não se alterou, segundo sete pessoas ouvidas pela Variety, que pediram para não serem identificadas. “Ele discrimina as mulheres, as mães que trabalham e qualquer uma que ele não possa controlar”, disse uma fonte. O fato de ter sido chamado pelo RH virou até piada, afirmam. “Ele começou a dizer: ‘Eu não posso tocar em você, porque o RH me colocou uma coleira de choque’. Era hilário para ele. Esse foi o único resultado da investigação do RH”, afirma um funcionário que pediu demissão. A maioria dos ouvidos pela publicação informam que Kern “duplicou” suas observações questionáveis ​​e comportamentos de assédio. “Ele foi encorajado”, diz uma fonte. Kern teria o costume de fazer comentários de natureza sexual para as mulheres de sua equipe, dar-lhes massagens sem perguntar e também humilhá-las com frases pejorativas. Além disso, de acordo com múltiplas fontes, ele gosta de imitar de forma exagerada e ofensiva como falam os atores negros da série. Ele também vetou um casal interracial na atração, porque “não via como uma mulher branca poderia ser casada com um negro”. São muitas acusações. As mais graves afirmam que ele retalhou e demitiu impunemente a roteirista que fez uma das queixas contra ele, além de ter decidido afastar uma das atrizes do elenco porque não a achava “f*dível”. A atriz em questão era Zoe McLellan, que foi procurada pela Variety e preferiu não comentar. As fontes ressaltaram que o ambiente de trabalho na série é o pior possível. E que não adianta reclamar, porque o RH do CBS Television Studios não faz nada. A saída foi vir à público. Brad Kern é um produtor veterano da TV americana, com passagens por séries como “Remington Steele” (1982-1987), que lançou a carreira de Pierce Brosnan, e “Charmed” (1998-2006), estrelada por duas atrizes que tiveram destaque no movimento de denúncias de assédio em Hollywood, Rose McGowan e Alyssa Milano. E as histórias de bastidores sobre o que ele fazia na época de “Charmed” são de arrepiar, desde comentários explícitos na reunião dos roteiristas sobre as fotos da atriz Shannen Doherty na Playboy, sugestões para as roteiristas escreverem seus textos peladas, até a forma como se referia ao elenco da atração como “cadelas” e fazia pedidos para ser alertado quando “atrizes quentes” fossem fazer testes para participar de algum episódio. Nos EUA, as séries da franquia “NCIS” estão entre as mais vistas de toda a programação da TV aberta. O spin-off passado em New Orleans é visto por mais de 8 milhões de telespectadores todas as semanas e está em sua 4ª temporada.

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    Peter Jackson reforça acusação contra Weinstein e pede desculpas a Ashley Judd e Mira Sorvino

    15 de dezembro de 2017 /

    O diretor Peter Jackson emitiu uma declaração oficial reforçando sua denúncia de que Harvey Weinstein vetou a participação das atrizes Ashley Judd e Mira Sorvino nos filmes de “O Senhor dos Anéis”. A iniciativa foi tomada após Weinstein soltar sua própria nota a respeito da entrevista do cineasta, alegando que a acusação era falsa, porque o elenco só foi contratado quando o projeto saiu de suas mãos e foi adquirido pela produtora New Line. Jackson sustenta a história que contou numa entrevista nesta sexta-feira (15/12), sobre como o produtor e seu irmão foram contra a inclusão das atrizes no elenco, durante a fase de desenvolvimento do projeto, que aconteceu na produtora Miramax. Ashley Judd e Mira Sorvino estão entre as principais atrizes que encabeçaram as denúncias de abuso sexual contra Weinstein. Ele também pediu desculpas às atrizes por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras. Leia abaixo o texto de Jackson na íntegra: “Aspectos da negação de Harvey são insinceros. Ele basicamente diz que ‘esta lista negra não pode ser verdade porque a New Line lançou o filme”. Isso é uma deflexão da verdade. Por 18 meses em que nós desenvolvemos ‘O Senhor dos Anéis’ na Miramax, tivemos muitas conversas de elenco com Harvey Weinstein, Bob Weinstein e seus executivos. Durante este período, nenhuma oferta foi feita aos atores porque isso ocorre depois que um filme ganha sinal verde, e a Miramax nunca sinalizou estes filmes. No entanto, muitas conversas ocorreram internamente em relação ao potencial elenco. Fran Walsh e eu lembramos que Morgan Freeman, Paul Scofield, David Bowie, Liam Neeson, Natascha McElhone, Claire Forlani, Francesca Annis, Max von Sydow e Daniel Day Lewis foram alguns dos nomes discutidos com a Miramax pora possíveis papéis nos filmes de ‘O Senhor dos Anéis’. Entre os muitos nomes citados, Fran e eu expressamos nosso entusiasmo por Ashley Judd e Mira Sorvino. Na verdade, até nos encontramos com Ashley e discutimos dois possíveis papéis com ela. Após essa reunião, a Miramax nos mandou ficar longe de Ashley e Mira, porque alegaram ter tido “más experiências” com essas atrizes em particular no passado. Fran Walsh estava na mesma reunião e lembra esses comentários negativos sobre Ashley e Mira tão claramente quanto eu. Não temos motivos para inventar isso. Este tipo de comentário não é incomum – pode acontecer com qualquer estúdio em qualquer filme, quando os nomes de atores diferentes surgem numa conversa – , mas uma vez que você ouve comentários negativos sobre alguém, você não esquece. Nós não estávamos em posição de oferecer a Ashley ou Mira um papel nos filmes, mas tentamos que seus nomes fossem adicionados a uma lista quando o elenco começou a ser definido. Cada papel pode ter muitos nomes de atores listados para futuras audições e reuniões. Nesses relacionamentos de cineastas/estúdio, deve haver consenso na hora de escolher as opções – qualquer um dos lados geralmente pode vetar nomes sugeridos por várias razões, e nos dias anteriores a ‘O Senhor dos Anéis’, não tínhamos o poder de impor ao estúdio uma escolha de elenco. O filme mudou de mãos da Miramax para a New Line antes que o elenco realmente fosse contratado. Mas como nós fomos avisados ​​sobre Ashley e Mira pela Miramax, e nós somos ingênuos o suficiente para assumir que nos disseram a verdade, Fran e eu não incluíamos seus nomes nas conversas sobre o elenco com a New Line. Quase 20 anos depois, lemos sobre as alegações de má conduta sexual feitas contra Harvey Weinstein e vimos comentários de Mira e Ashley, que sentiram que tinham sido colocados numa lista negra pela Miramax depois de rejeitarem os avanços sexuais de Harvey. Fran e eu imediatamente nos lembramos da reação negativa da Miramax quando apresentamos seus nomes e nos perguntamos se, inconscientemente, fomos cúmplices de um suposto prejuízo para suas carreiras, pelas mãos da Miramax. Não temos evidências diretas que liguem as alegações de Ashley e Mira às conversações de 20 anos atrás sobre ‘O Senhor dos Anéis’, mas nós defendemos o que nos foi dito pela Miramax quando levantamos os dois nomes, e estamos relatando isso com precisão. Se fomos cúmplices inconscientes para prejudicar suas carreiras, Fran e eu pedimos desculpas incondicionais tanto para Ashley quanto para Mira.”

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    Peter Jackson diz que Weinstein proibiu Ashley Judd e Mira Sorvino em O Senhor dos Anéis, confirmando lista negra

    15 de dezembro de 2017 /

    O diretor Peter Jackson revelou nesta sexta-feira (15/12), em entrevista ao site Stuff, que, em 1998, o produtor Harvey Weinstein lhe pressionou para não contratar Ashley Judd e a Mira Sorvino para a franquia “O Senhor dos Anéis”. Judd e Sorvino estão entre as dezenas de atrizes que acusaram o produtor de abusos sexuais. E estavam na lista que Jackson apresentou aos irmãos Harvey e Bob Weinstein quando a empresa destes, a Miramax, iria produzir os filmes. “Lembro que a Miramax nos disse que era um pesadelo trabalhar com elas e que devíamos evitá-las a todo custo”, assegurou Jackson na primeira entrevista na qual fala do caso Weinstein. “Naquele momento não tínhamos nenhuma razão para questionar o que estes caras estavam dizendo… Mas agora suspeito que nos deram informação falsa sobre estas duas talentosas mulheres e, como resultado direto, seus nomes foram eliminados da nossa lista de casting”, lamentou o diretor. A declaração provocou a reação imediata das duas atrizes no Twitter. Enquanto Judd comentou que se lembrava desses fatos “muito bem”, Sorvino compartilhou que explodiu em lágrimas ao ler a entrevista de Jackson. “Aí está, a confirmação de que Harvey Weinstein arruinou a minha carreira, algo que suspeitava, mas da qual não tinha certeza. Obrigado, Peter Jackson, por ser honesto. Tenho o coração partido”, escreveu a atriz, que venceu o Oscar por “Poderosa Afrodite” (1995). Na entrevista, Jackson relata também que seu trabalho com os irmãos Weinstein foi muito complicado e que na época na qual controlaram “O Senhor dos Anéis” comportavam-se como “pistoleiros da máfia de segunda classe”. “Não eram o tipo de pessoas com as quais queria trabalhar e por isso não trabalhei”, declarou o diretor, feliz por o filme acabar indo para o estúdio New Line, que comprou os direitos da Miramax por US$ 12 milhões e faturou quase 3 bilhões nas bilheterias mundiais. Mas, por conta dessa negociação, os Weinstein ainda ganharam 2,5% dos lucros da produção. O diretor lembrou ainda que Weinstein ameaçou afastá-lo da adaptação do romance de J.R.R. Tolkien se ele não aceitasse sua exigência de reduzir a história a um só longa-metragem. “Fazer filmes é muito mais divertido com boas pessoas”, concluiu Jackson.

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    Eddie Redmayne e Jude Law aparecem em novas fotos de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

    8 de dezembro de 2017 /

    Em meio à polêmica alimentada pela participação de Johnny Depp, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” ganhou mais duas fotos. Ambas sem o pivô da controvérsia. Veiculadas pela revista Entertainment Weekly, as imagens destacam Eddie Redmayne (Newt Scamander) e Jude Law (intérprete do jovem Alvo Dumbledore). A trama, que foi ambientada em Nova York no primeiro filme, acontecerá agora em Londres e Paris, e apresentará ainda mais ligações com a saga de “Harry Potter”. A história começa meses após os acontecimentos de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, com Gellert Grindelwald (Depp) reunindo novos seguidores para sua causa, que considera que os bruxos são superiores aos demais humanos. Somente Alvo Dumbledore, que um dia foi considerado o melhor amigo do vilão, poderá acabar com seus planos sombrios. No entanto, para que essa intervenção realmente ocorra, o futuro diretor de Hogwarts precisará da ajuda do ex-aluno Newt Scamander, que voltará a reunir Tina, Jacob e Queenie em uma aventura por um mundo mágico repleto de perigos. Diversos integrantes da equipe original voltarão na sequência, entre eles a roteirista J. K. Rowling e o diretor David Yates, que também dirigiu quatro filmes da franquia “Harry Potter”. No elenco, os retornos incluem Eddie Redmayne (Newt Scamander), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). Além de Jude Law como Dumbledore, as novidades incluem Callum Turner (“Victor Frankenstein”), que viverá Theseus Scamander, o irmão mais velho de Newt, e Claudia Kim (série “Marco Polo”) como uma Maledictus, portadora de uma maldição que pode transformá-la numa fera. A previsão de estreia é para novembro de 2018.

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    Amber Heard retruca J.K. Rowling após defesa de Johnny Depp

    8 de dezembro de 2017 /

    A ex-mulher de Johnny Depp, Amber Heard, decidiu se manifestar após a defesa pública feita pela escritora J. K. Rowling para justificar a presença dele no filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, apesar das acusações de violência doméstica feitas pela atriz. Na quinta-feira (7/12), Rowling divulgou um texto em seu site dizendo que chegou a considerar a possibilidade de reformular o elenco, mas ela foi descartada. “Os acordos firmados para proteger a privacidade de duas pessoas, que expressaram o desejo de continuar suas vidas, devem ser respeitados. Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas estamos realmente felizes por ter Johnny interpretando um personagem importante nos filmes”. Heard retrucou em uma mensagem no Twitter. “Para registro, este é o comunicado na íntegra que divulgamos em conjunto. Pegar trechos e escolher certas linhas fora do contexto não é correto. Mulheres, fiquem fortes”, escreveu, postando o comunicado da separação. Nele, se lê: “Nosso relacionamento foi intensamente passional e volátil algumas vezes, mas sempre levado pelo amor. Nenhum dos dois fez acusações falsas para ganho financeiro. Nunca houve intenção de machucar fisicamente ou emocionalmente um ao o outro. Amber deseja o melhor para Johnny no futuro. Amber vai doar os lucros do divórcio para uma caridade.” Para quem não lembra, a atriz Amber Heard se separou de Johnny Depp de forma tumultuada, após o surgimento de uma foto em que aparecia com o rosto machucado e de um vídeo que mostrava o ator bêbado e agressivo, o que acelerou o processo de separação. Para deixar claro que não estava atrás de dinheiro, Heard doou tudo o que obteve no divórcio para causas de defesa da mulher e para um hospital infantil. Desde então, fez muitas insinuações sobre ter sido vítima de violência doméstica. Apesar da polêmica, o segundo “Animais Fantásticos” segue com Depp no elenco, com estreia prevista para 16 de novembro de 2018. For the record, this was our FULL joint statement.To pick&choose certain lines & quote them out of context, is not right.Women, stay strong. pic.twitter.com/W7Tt6A3ROj — Amber Heard (@realamberheard) December 8, 2017

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  • Filme

    Filha de Woody Allen questiona porque o pai foi poupado dos escândalos de Hollywood

    8 de dezembro de 2017 /

    Dylan Farrow, filha do cineasta Woody Allen, assinou uma coluna no jornal Los Angeles Times, criticando Hollywood e a mídia por minimizarem e não darem importância para as alegações de agressão sexual que ela fez contra o pai no começo dos anos 1990. Publicado na quinta (7/12), o artigo intitulado “Por que a revolução #MeToo poupou Woody Allen?” questiona por que figuras proeminentes da indústria — o ex-magnata Harvey Weinstein, o executivo da Amazon Roy Price, o ator Kevin Spacey e outros — foram “expulsas de Hollywood” após as revelação de casos de assédio e violência sexual, enquanto seu pai continua a ter um acordo de distribuição multimilionário com a Amazon, vários atores disponíveis para seus filmes e ninguém parece se sentir incomodado. “Estamos no meio de uma revolução. São acusações contra chefes e executivos de estúdio, jornalistas… As mulheres estão expondo a verdade e os homens estão perdendo seus empregos, mas essa revolução tem sido seletiva”, escreveu Farrow. Ela acusou o próprio pai de tê-la atacado sexualmente quando ela tinha sete anos de idade. Em seu texto, ela afirmou que os detalhes do incidente, a batalha de custódia familiar e o “padrão de comportamento inadequado” do diretor não foram revelados adequadamente ao público. “É um feito da equipe de relações públicas de Allen e de seus advogados que poucos conheçam esses fatos. Isso também diz respeito às forças que historicamente têm protegido homens como Allen: o dinheiro e o poder usados para transformar o simples em algo complicado, a fim de modelar a história”. Farrow continua: “Nesta névoa deliberadamente criada, atores top concordam em aparecer nos filmes de Allen e os jornalistas tendem a evitar o assunto”. Ela observa: “Embora a cultura pareça estar se transformando rapidamente, minhas alegações aparentemente ainda são muito complicadas, muito difíceis e também ‘perigosas’ demais para se enfrentar… É difícil negar a verdade, mas é fácil ignorá-la. Parte o meu coração quando vejo mulheres e homens que eu admiro aceitando trabalhar com Allen. O sistema funcionou para Harvey Weinstein há décadas. Mas ainda trabalha e funciona para Woody Allen”. A denúncia de Dylan foi trazida à tona durante a separação do diretor e, após a opinião pública se voltar contra Allen, sua equipe legal virou o jogo, deixando mal sua ex, Mia Farrow, acusada de mentir e ensaiar os próprios filhos para se vingar do ex. Mas o juiz do caso não se deixou convencer e não permitiu que Allen tivesse custódia da menina. Na ocasião, ele tinha começado um relacionamento com outra filha de Farrow, Soon-Yi Previn, adotada durante o casamento anterior da mulher, o que alimentou rumores. Allen está até hoje casado como Soon-Yi. Dylan é irmã de Ronan Farrow, que desempenhou um papel importante na revelação dos escândalos de Weinstein, ao publicar uma reportagem na revista The New Yorker que reuniu os primeiros testemunhos de estupros sofridos por vítimas do produtor. Há dois anos, Ronan também questionou a impunidade de Allen num artigo publicado na época da participação do diretor no Festival de Cannes. Na ocasião, ele cobrou o silêncio da imprensa, que o paparicou no evento. Diante disso, Allen chegou a comentar que temia uma “caça às bruxas” após o estouro do escândalo de Weinstein. “Você não vai querer entrar numa atmosfera de caça às bruxas, uma atmosfera de Salem, onde qualquer cara que pisca para um garota em seu escritório de repente tem que ligar para seu advogado para se defender”, declarou. “Isso também não é certo. Mas claro, eu espero que tudo isso transforme em benefício para as pessoas ao invés de apenas uma história trágica”.

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