Kevin Spacey não será julgado por crime sexual após morte misteriosa de acusador
Kevin Spacey se livrou de ser julgado por assédio e abuso sexual, porque a vítima morreu durante as apurações da denúncia. Foi a segunda investigação contra o ator arquivada por motivos inesperados. Com a morte do massagista que acusava o ator, a ação foi descartada pela promotoria de Los Angeles. No processo, a vítima fez várias acusações além do abuso sexual, como cárcere privado e estresse pós-traumático. Segundo os autos, o homem não identificado foi à casa de Spacey para exercer seu trabalho como massagista, para livrar o cliente de supostas dores. O ator de 59 anos teria recebido o massagista apenas de robe e trancado a porta da sala em que seria atendido. Ao ser orientado a deitar de costas, desobedeceu o pedido do massagista e deitou de frente. Quando o homem começou a massagear sua perna, o ator teria puxado as mãos dele e forçado uma masturbação. O acusador ainda disse que tentou se esquivar do ator e que, neste momento, Kevin Spacey o puxou pelos ombros e tentou beijá-lo. O ator ainda teria tocado a genitália do homem e oferecido sexo oral. A revista Variety ouviu de uma fonte que o massagista teria morrido de câncer, mas não foram fornecidos maiores detalhes. Na última segunda-feira (28/10), a chefe da unidade de crimes sexuais de Los Angeles afirmou ter desistido de continuar a investigar o caso. “Durante a investigação, a vítima faleceu. As alegações de assédio sexual não podem ser provadas sem a participação da vítima. Portanto, o caso foi encerrado”, disse o porta-voz do departamento. Além deste caso, o julgamento de uma denúncia de um menor, que acusou Spacey de tê-lo assediado em 2016, também foi encerrado após a vítima abandonar o processo sem maiores explicações. O advogado desse caso disse apenas que seu cliente apresentou documentos para retirar voluntariamente a ação em que acusava Spacey de “comportamento sexual explícito e conduta impudica e lasciva”. A ação foi descartada de forma tal que não poderá ser retomada mais tarde. As duas reviravoltas parecem vir de um roteiro da série “House of Cards”, em que Spacey interpretava o presidente corrupto e implacável dos Estados Unidos, capaz de dar um destino trágico a todos que cruzassem seu caminho. Ele também foi acusado de assédio por integrantes dessa produção e acabou demitido pela Netflix. Kevin Spacey chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas, além das reviravoltas acima mencionadas, impediram todos os casos de ir a julgamento. O ator livrou-se, assim, de punições da justiça. Mas viu sua carreira desmoronar nos últimos dois anos, após o colega Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) relatar ao site Buzzfeed que tinha sido assediado sexualmente por ele em 1986, quando tinha 14 anos. Desde então, as denúncias contra Spacey se multiplicaram. Como consequência, foi demitido de vários projetos e teve sua presença no drama “Todo o Dinheiro do Mundo” extirpada após o fim das filmagens. O diretor Ridley Scott chamou às pressas o ator Christopher Plummer para refazer as cenas de Spacey e o substituto foi até indicado ao Oscar. Spacey não está envolvido em nenhum projeto de cinema, nem parece haver clima para a retomada de sua carreira.
The Witcher: Série estrelada por Henry Cavill ganha novas fotos com batalhas e monstros
A Netflix divulgou oito fotos inéditas de “The Witcher”, que ilustram cenas de batalhas, monstros, feiticeiras e cenários congelados, que reforçam uma sensação de que “o inverno está chegando” – isto é, uma sensação de “Game of Thrones”. Assim como “Game of Thrones”, a série de streaming é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que “The Witcher” foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual épico. Na série, Henry Cavill (“Batman vs. Superman”) vive Geralt of Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. As duas podem ser vistas, assim como Cavill, nas novas fotos abaixo. A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. As gravações da 1ª temporada foram encerradas em junho, mas “The Witcher” ainda não tem previsão de estreia.
Um Dia de Chuva em Nova York: Novo filme de Woody Allen tem estreia antecipada
O filme “Um Dia de Chuva em Nova York” (A Rainy Day in New York), escrito e dirigido por Woody Allen, teve sua estreia antecipada em um mês no Brasil. Anteriormente previsto para o final de dezembro, o lançamento da Imagem Filmes agora vai ocorrer em 21 de novembro. Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon, após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. As acusações não são novas e o diretor sempre negou tudo, retrucando que resultam de lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Apesar disso, vários atores que trabalharam com Allen disseram publicamente que não voltariam a filmar com o diretor, inclusive parte do elenco de “Um Dia de Chuva em Nova York”, o que convenceu a Amazon a que lançar o longa, pois não poderia contar com os atores para a divulgação. No filme, Elle Fanning (“Espírito Jovem”) vive uma universitária que consegue uma entrevista exclusiva com um importante diretor de cinema (Liev Schreiber, de “Ray Donovan”) em Nova York, e viaja com seu namorado (Timothée Chalamet, de “Me Chame pelo Seu Nome”) para passar um fim de semana romântico na cidade após a conversa marcada. Mas em plena entrevista o diretor revela passar por uma crise e convida a jovem a acompanhar os bastidores de seu novo filme, colocando-a em contato com outros integrantes da indústria, como os personagens de Jude Law (“Capitão Marvel”) e Diego Luna (“Rogue One”). Este último é um galã seguido por paparazzi que confundem Fanning com uma namorada. Ao mesmo tempo, ela se entusiasma com o acesso irrestrito e a possibilidade de um furo de reportagem, esquecendo o namorado. As horas passam, o namorado fica cada vez mais nervoso, mas também acaba se envolvendo numa filmagem, onde precisa beijar uma atriz interpretada por Selena Gomez (“Os Mortos Não Morrem”). A trama se complica e começa a chover. Allen processou a Amazon por não lançar o filme nem cumprir o contrato que previa a produção de seus próximos longas. A Amazon topou a briga e disse que não ia lançar mesmo, porque Allen ficou radioativo devido ao #MeToo. Mas Allen não ficou radioativo. Ele já está filmando outro longa e conseguiu recuperar os direitos de “Um Dia de Chuva em Nova York”, fechando com várias distribuidoras internacionais para realizar o lançamento do filme, que chega ao Brasil daqui a um mês. Aproveite e veja (ou reveja) o trailer legendado abaixo.
Silicon Valley: Última temporada da série ganha trailer
A HBO divulgou o trailer da 6ª e última temporada de “Silicon Valley”, que mostra Richard (Thomas Middleditch) no meio de uma guerra tecnológica por causa do uso indevido de dados de usuários na internet. Lançada em 2014, a série é ambientada no Vale do Silício, região na Califórnia que reúne empresas de tecnologia como Apple e Google, e acompanha um grupo de amigos que tenta emplacar sua própria empresa de informática. Os atores Thomas Middleditch, Kumail Nanjiani, Zach Woods, Martin Starr e Amanda Crew formam o núcleo principal do elenco. O comediante T.J. Miller (o Fuinha de “Deadpool”) também fez parte da produção até sua 4ª temporada, mas acabou saindo do elenco após uma série de polêmicas envolvendo o seu nome, incluindo abusos de álcool e drogas, acusações de assédio sexual e uma bizarra prisão por fazer falsa ameaça de bomba. O final de “Silicon Valley” vai acontecer no mesmo ano em que a HBO se despediu de dois de seus maiores sucessos de público e crítica, as séries “Game of Thrones” e “Veep”. Os episódios finais da série começam a ser exibidos no domingo (27/10).
Nada a Perder 2 sai dos cinemas após faturar R$ 59,2 milhões
O filme “Nada a Perder 2”, segunda parte da cinebiografia do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, saiu dos cinemas no fim de semana, após dois meses em cartaz, com faturamento total de R$ 59,2 milhões nas bilheterias. O valor é impressionante para o cinema nacional, mas representa metade da arrecadação recordista do filme antecessor, que rendeu R$ 120,8 milhões do primeiro “Nada a Perder” no ano passado. De acordo com os dados da ComScore, empresa que coleta dados das bilheterias no país, foram vendidos 6,1 milhões de ingressos para a sequência, o que equivale a quase metade dos 12,1 milhões comercializados no anterior, que se tornou o filme nacional com mais ingressos vendidos da história. Apesar dos valores elevados, é difícil saber se o filme deu lucro, porque desde sua estreia em 16 de agosto, “Nada a Perder 2” sofreu denúncias na imprensa por tentar lotar cinemas com distribuição gratuita de ingressos. A reportagem do UOL esteve no shopping Metrô Itaquera, em São Paulo, o local com mais sessões esgotadas na cidade, e confirmou que obreiros da Igreja Universal distribuíam entradas gratuitamente para as sessões, que foram adquiridas em lote pela própria Igreja. Pessoas que chegaram com ingressos antecipados também confirmaram que conseguiram os bilhetes através da Igreja. O jornal O Globo, por sua vez, reparou que os ingressos distribuídos tinham valor estampado mais baixo que o preço da meia entrada, característico de uma grande venda em lotes. Os tickets que circularam na Ilha do Governador, no Rio, ainda eram acompanhados por cupom promocional com direito a pipoca e refrigerante. Mesmo com ingressos esgotados, as sessões iniciais não lotaram. Uma sessão do Espaço Itaú, em Botafogo, foi assistida por 40 pessoas, apesar de ter 120 ingressos vendidos antecipadamente, segundo apurou O Globo. Em nota, a Igreja Universal disse que “a mídia não se conforma com o incrível sucesso de filmes com temática espiritual no Brasil, e tenta diminuir a importância do fenômeno. Talvez por não querer aceitar que a Universal conte com um número gigantesco de pessoas que, de forma voluntária, se mobiliza para que multidões possam assistir a um filme transformador”, referindo-se à distribuição gratuita de ingressos como iniciativa de “voluntários”.
O Escândalo: Margot Robbie, Charlize Theron e Nicole Kidman se juntam contra assédio em trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer legendado de “O Escândalo” (Bombshell), sobre a denúncia de assédio sexual que abalou a Fox News. A história já foi abordada na minissérie “The Loudest Voice”, mas o filme apresenta a trama sob a perspectiva das mulheres que apresentaram a queixa contra o homem mais poderoso do canal. O escândalo real aconteceu um ano antes das denúncias que acabaram com a carreira de Harvey Weinstein e originaram o movimento #MeToo. Quando veio à tona, em 2016, com acusações das mais famosas apresentadoras da Fox News, Gretchen Carlson e Megyn Kelly, o criador do canal, Roger Ailes, foi forçado a pedir demissão. E em seguida uma enchente de denúncias semelhantes vieram à tona, envolvendo outros profissionais da emissora. O âncora de maior prestígio da emissora, Bill O’Reilly, foi demitido logo em seguida. O filme acompanha a história das vítimas, vividas por Margot Robbie (“Eu, Tonya”), Nicole Kidman (“Lion”) e Charlize Theron (“Tully”). Kidman e Theron interpretam justamente Gretchen Carlson e Megyn Kelly. Já Robbie tem o papel de uma produtora executiva do canal, personagem criada especificamente para o longa, com o objetivo de concentrar uma série de situações reais. O tema é tão controvertido que o estúdio indie Annapurna Pictures desistiu de produzir o longa na véspera do começo das filmagens. Mas a Lionsgate imediatamente resgatou o projeto – e também lançou seu primeiro pôster. Veja abaixo. Ex-assistente de campanha dos presidentes americanos Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush, Roger Ailes fundou a Fox News em 1996, com o objetivo de oferecer conteúdo de forte tendência conservadora (quase extrema direita) para o ambiente do jornalismo televisivo do país. O executivo morreu em 2017, aos 77 anos, com a carreira e seu canal abalados pelo escândalo. O roteiro de “O Escândalo” é de Charles Randolph (“A Grande Aposta”) e a direção está a cargo de Jay Roach (“Trumbo – Lista Negra”). Por sua vez, o elenco inclui mais loiras: Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Connie Britton (“9-1-1”), Allison Janney (“Eu, Tonya”), Brigette Lundy-Paine (“Atypical”) e Elisabeth Röhm (“The Oath”). Mas também há morenas no casting majoritariamente feminino: Nazanin Boniadi (“Counterpart”), Madeline Zima (“Californication”), Ashley Greene (“Crepúsculo”) e Alanna Ubach (“Euphoria”). Já o papel de Aisles é interpretado por John Lithgow (“The Crown”). A estreia está marcada para 20 de dezembro nos Estados Unidos e apenas 30 de janeiro no Brasil.
Vietnã tira animação Abominável dos cinemas devido a mapa polêmico
Os cinemas vietnamitas pararam de exibir a animação “Abominável” no último fim de semana, após uma cena que mostra um mapa com a “linha de nove raias” viralizar nas redes sociais. Esta linha tem conotação política, pois foi declarada unilateralmente pela China no Mar do Sul da China. A linha em forma de U consta de mapas chineses para ilustrar suas reivindicações sobre vastos trechos do Mar do Sul da China, entre eles porções que o Vietnã considera como sua plataforma continental, onde, inclusive, concedeu permissões para prospecção de petróleo. China e Vietnã travam uma disputa sobre rotas marítimas desde que, no início de julho, a China despachou uma embarcação para realizar uma pesquisa de energia em águas controlada pelo Vietnã. “Abominável”, que conta a história de uma menina chinesa que descobre um ieti morando em seu telhado, foi coproduzido pelo estúdio chinês Pearl Studio e pela DreamWorks Animation, e estreou nos cinemas vietnamitas em 4 de outubro. O filme foi tirado de cartaz no domingo depois que imagens da cena com o mapa foram amplamente compartilhadas em redes sociais. “Nós revogaremos”, disse Ta Quang Dong, vice-ministro da Cultura, dos Esportes e do Turismo, sobre a licença de exibição do filme, segundo o jornal Thanh Nien. O ministério está encarregado de autorizar e censurar filmes estrangeiros. Depois disso, uma recepcionista do estatal Centro Nacional de Cinema de Hanói confirmou que o Ministério da Cultura emitiu uma ordem exigindo que todos os cinemas vietnamitas parem de exibir o filme por causa da cena do mapa. Ele já não está mais em exibição no Vietnã, mas ainda pode ser visto no resto do mundo, inclusive nos cinemas brasileiros.
Scorsese agora diz que donos de cinema deveriam se impor contra filmes da Marvel
O diretor Martin Scorsese voltou a criticar os filmes blockbusters ao estilo das produções Marvel e quer que os cinemas parem de exibi-los. Ao participar neste domingo (13/10) de um debate sobre o futuro da indústria cinematográfica durante o Festival de Cinema de Londres, ele afirmou que os cinemas não deveriam ser “invadidos” por filmes do gênero, que transformam as salas de exibição em parques temáticos. “Como eu disse antes, não é cinema, é outra coisa (…) e não deveríamos ser invadidos por isso. Então, isso é um grande problema, e precisamos que os donos de cinemas se imponham e permitam que as salas exibam filmes que sejam mais narrativos”, afirmou o cineasta. O comentário reforça opinião que ele já havia manifestado anteriormente. No início do mês, durante entrevista para divulgar seu novo filme “O Irlandês”, o diretor disse pela primeira vez que os filmes da Marvel não são cinema e sim parques temáticos. “Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano”. As declarações já foram devidamente confrontadas nas redes sociais por diversos artistas relacionados às produções da Marvel. Mas a insistência de Scorsese pode fazer parte de um estratagema para desviar atenção de seu problema particular com a questão. Afinal, seu novo filme é uma produção da Netflix, que fez os donos de cinemas se imporem para impedir que fosse exibida em suas salas. As frases de Scorsese contrastam com o fato de “O Irlandês” não estar sendo considerado cinema pelo parque exibidor. Tanto que a Netflix teve que alugar um teatro da Broadway para poder projetá-lo em Nova York. Ao tentar polemizar com os filmes da Marvel, o cineasta parece tentar mudar de assunto e criar uma polêmica onde realmente nada existe. Afinal, o primeiro filme do parque temático de “Star Wars” foi lançado há meio século e só agora isso parece incomodar o diretor. E se a referência de parque temático for uma sacadinha para criticar diretamente a Disney, bem, a Disneylândia abriu quando Scorsese tinha 12 anos, inspirada em filmes. Na época, a criança Scorsese deve ter adorado. Por outro lado, dizer que donos de cinema não deveriam exibir filmes que seriam “parques temáticos” equivale a defender a falência do mercado, o fim das telas IMAX, o fechamento de todos os cinemas 3D. Afinal, são os “parques temáticos” que mantém os cinemas lotados e, portanto, funcionando. O lançamento de um filme de Scorsese na Netflix não vão ajudar a manter o cinema vivo, mas “Vingadores: Ultimato”, “Capitã Marvel” e “Homem-Aranha: Longe de Casa” vão, injetando mais de US$ 5 bilhões no mercado com sua bilheteria mundial, para citar apenas os lançamentos de 2019. Sem os filmes da Marvel, as salas de cinema simplesmente fechariam. O avanço do streaming, formato preferido por Scorsese aos “parques temáticos”, demonstra que o público precisa de estímulo para sair de casa. Por isso, é cada vez mais necessário que filmes de espetáculo grandioso, como os projetados pela Marvel, sejam produzidos. São estes que mantém os cinemas lotados.
Extrema direita americana ataca a série Batwoman no Rotten Tomatoes e IMDb
Os minions da extrema direita dos Estados Unidos decidiram se engajar em nova campanha destrutiva, desta vez mirando as notas da série “Batwoman” nos fóruns dos sites Rotten Tomatos e IMDb. A tática é a mesma que tentou forjar um fracasso de público contra “Capitã Marvel”, filme que acabou figurando entre as maiores bilheterias do ano. Perfis falsos foram criados nos últimos dias especificamente para falar mal da atração. Por conta disso, a nota da série no IMDb é apenas 3 (o máximo seria 10) e a avaliação da audiência no Rotten Tomatoes está em 11% (de 100%). A manipulação se torna evidente em contraste com a opinião da crítica, que não pode ser distorcida por trolls, minions ou robôs. O primeiro episódio da série, exibido no domingo passado (6/10) na rede americana The CW, teve 72% de aprovação na média das críticas agregadas pelo mesmo Rotten Tomatoes. Considerando-se que a crítica costuma ser mais exigente que o público, a nota popular se apresenta completamente fora do padrão. Mas não é apenas as avaliações negativas que chamam atenção. Outro dado completamente fora das estatísticas é o número exorbitante de votos disparados contra “Batwoman”, muito superior ao de qualquer outra série. Enquanto a temporada passada de “The Flash”, a atração de super-herói de maior audiência da rede CW, recebeu pouco mais de 800 avaliações do público ao longo de seus 22 episódios, o único capítulo exibido de “Batwoman” gerou mais de 4,4 mil votos em uma semana. Entre os comentários negativos, os mais comuns aludem ao fato de que “era o que se poderia esperar” de uma série com o tema proposto (LGBTQIA+) que não tem “um Batman homem”. A maioria das resenhas é assinada por homens. Vale destacar que, além de ser protagonizada por uma mulher, tanto Batwoman quanto sua intérprete, a atriz Ruby Rose, são lésbicas assumidas nos quadrinhos, na TV e na vida real. Triste e ridículo, o esforço inútil dos nerds de direita contrariados com um mundo sem preconceito não tem força para transformar sua visão negativa em realidade, pois, assim como aconteceu “Capitã Marvel” no cinema, a série “Batwoman” também é um sucesso de público na TV americana. Seu primeiro episódio registrou a maior audiência de estreia das últimas temporadas da CW – e não apenas da temporada deste ano – , superando até a volta de “The Flash” no canal.
Martin Scorsese diz que filmes da Marvel não são cinema e recebe resposta de James Gunn
O diretor Martin Scorsese resolveu polemizar com a Marvel ao conceder entrevista para divulgar seu novo filme “O Irlandês”. Falando à revista Empire, ele disse que os filmes da Marvel “não são cinema” ao analisar o sucesso dos longas de super-heróis do estúdio. “Eu não vejo (os filmes). Eu tentei, sabe? Mas aquilo não é cinema. Honestamente, o mais próximo que consigo pensar deles, por mais bem-feitos que sejam, com os atores fazendo o melhor que podem sob as circunstâncias, são os parques temáticos. Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano”, criticou o diretor. Os comentários do cineasta causaram reação extremamente forte em todo o Twitter. E não apenas de fanboys. O diretor James Gunn, responsável por “Guardiões da Galáxia”, chamou Scorsese de um de seus cinco cineastas vivos favoritos, mas sugeriu que ele foi preconceituoso. “Fiquei indignado quando as pessoas atacaram ‘A Última Tentação de Cristo’ [dirigido por Scorsese] sem terem visto o filme”, tuitou Gunn. “Estou triste por ele estar agora julgando meus filmes da mesma maneira”. E acrescentou: “Dito isto, eu sempre amarei Scorsese, serei grato por suas contribuições ao cinema e mal posso esperar para ver ‘O Irlandês'”. O roteirista C. Robert Cargill, que escreveu “Doutor Estranho”, juntou-se ao coro, saudando Scorsese como um “gênio”, mas também usou outros adjetivos, ao declarar que “qualquer um que pense que a Marvel está apenas tentando fazer passeios em parques temáticos está sendo injusto e cínico”. Martin Scorsese is one of my 5 favorite living filmmakers. I was outraged when people picketed The Last Temptation of Christ without having seen the film. I’m saddened that he’s now judging my films in the same way. https://t.co/hzHp8x4Aj8 — James Gunn (@JamesGunn) October 4, 2019 That said, I will always love Scorsese, be grateful for his contribution to cinema, and can’t wait to see The Irishman. — James Gunn (@JamesGunn) October 4, 2019 As I tweeted last night, I take no issue with Scorsese. The man's a genius. I'm mostly taking issue today with all of the smug freelancers retweeting his quote, patting themselves on the back as if correct and vindicated, before lining up to watch and review the next one. — C. Robert Cargill (@Massawyrm) October 4, 2019
James Franco sofre processo coletivo por abuso sexual de alunas de sua escola de atuação
Duas ex-alunas da escola de atuação de James Franco, Studio 4, já fechada, entraram com um processo coletivo nesta quinta-feira (3/10) alegando que as aulas no local existiam apenas para facilitar que Franco e seus associados se aproveitassem de jovens estudantes. Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal entraram com uma ação na justiça de Los Angeles, dizendo que o ator e seus sócios “se envolveram em um comportamento inapropriado e sexualmente difundido em relação às estudantes, sexualizando seu poder como professor e empregador ao oferecer oportunidades para papéis em seus projetos”. Franco e seu parceiro de negócios Vince Jolivette abriram a escola Studio 4 em 2014, com filiais em Nova York e Los Angeles. O processo alega que os estudantes pagavam US$ 300 por mês, pensando que estavam participando de uma escola de atuação legítima. Em vez disso, as mulheres alegam que foram submetidas à intimidação sexual e descobriram que aquelas que estavam dispostas a se despir na frente do ator e seus amigos receberam tratamento especial. Como parte do currículo, Franco ministrou “aulas de mestrado” com cenas de sexo, de acordo com a denúncia. Nos testes para serem admitidos nas aulas, os estudantes eram pressionados a se envolver em atividades sexuais que iam muito além dos padrões da indústria. As audições eram gravadas e o ator revisava as fitas para ver quem poderia entrar na classe. A queixa faz alegações de discriminação sexual, assédio sexual, fraude e propaganda enganosa. A ação representa duas classes de autodeclaradas vítimas: estudantes que foram exploradas sexualmente e todos os alunos do Studio 4, que a ação alega terem sido fraudados. Os advogados de ação coletiva, na empresa Valli Kane & Vagnini, estão procurando estudantes adicionais para se apresentarem como parte do processo. Tither-Kaplan é uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra Franco em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. O advogado de Franco negou as acusações na época. Na ocasião, ela também participou do programa “Good Morning America”, onde, apesar de acusar o ator de “criar ambientes abusivos”, garantiu que “ele com certeza não é um Harvey Weinstein”, o produtor de Hollywood acusado por dezenas de mulheres de assédio e estupro. “Ele não é um monstro sem sentimentos que não tem senso da realidade”, disse Tither-Kaplan, bastante nervosa. Ela explicou como o ator acrescentava cenas de nudez e sexo nos projetos que dirigia e dispensava atrizes que reclamassem. “Ele criou ambientes abusivos em suas gravações para mulheres que ainda não são famosas”, comentou, fazendo uma ressalva: “Mas eu acho que James é talentoso e uma pessoa valiosa”. “É uma pirâmide, e no topo está estupro e violência sexual, enquanto na base há outros abusos de poder, que, enquanto continuam a acontecer, constroem uma cultura que permite os mais abomináveis exemplos de violência sexual, misoginia e discriminação”, completou. As denúncias surgiram após James Franco ir ao Globo de Ouro de 2018, onde foi premiado pelo filme “Artista do Desastre”, com o broche do movimento “Times Up”, criado para ajudar vítimas de assédio sexual em Hollywood. Suas supostas vítimas manifestaram-se imediatamente, ainda durante a transmissão, nas redes sociais. Até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se na época com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Após os comentários, Franco abordou a polêmica em entrevista a Stephen Colbert. “Eu não tenho ideia do que fiz à Ally Sheedy. Eu não tive nada além de um ótimo tempo com ela. Tenho total respeito e não sei porque ela ficou chateada. Mas ela apagou o tuíte e não posso falar por ela”. Sobre as demais, o ator disse que “assume a responsabilidade pelos seus atos” e que está sempre disposto a se corrigir quando comete erros. Mas ressaltou: “As coisas que ouvi falar, que estão no Twitter, não estão corretas”.
Robert De Niro é acusado de discriminação e assédio sexual por ex-funcionária
O ator Robert de Niro está sendo acusado de discriminação sexual e de criar um ambiente de trabalho abusivo por uma ex-funcionária que o processa em US$ 12 milhões. Em seu processo, Graham Chase Robinson, ex-vice presidente da produtora do astro, Canal Productions, acusa De Niro de usar linguagem sexista, chegando a chamar pessoas que trabalhavam para ele de “vacas” e “putas”, além de tratá-la como uma “esposa do escritório”. No processo, Robinson diz ainda que recebia salários inferiores ao de colegas e tarefas ligadas a tarefas domésticas por ser mulher. “Robert de Niro é alguém agarrado a uma noção de moral do passado. Ele não aceita a ideia de que homens devem tratar as mulheres como iguais. Ele não se importa que discriminação de gênero seja uma violação da lei. Robinson é uma vítima dessa atitude” diz o processo, a que a imprensa americana teve acesso. Além de discriminação, Robinson acusa o ator de contato físico indesejado. “Entre outras coisas, De Niro orientaria Robinson a coçar-lhe as costas, abotoar suas camisas, arrumar seus colarinhos, amarrar as gravatas e acordá-lo quando estava na cama”, diz o documento. “De Niro também não se manifestou quando um amigo deu um tapa nas nádegas de Robinson.” Robinson também afirma que o astro vencedor do Oscar fez comentários sexualmente desnecessários. “De Niro fez comentários vulgares, inapropriados e sexuais para Robinson”, diz a queixa. “Ele brincava com Robinson sobre sua prescrição de Viagra… e instruiu Robinson a imaginá-lo no banheiro”. O advogado de Robert De Niro se pronunciou sobre as acusações chamando-as de “completamente absurdas”. A ação judicial é, na verdade, resposta a outro processo, movido por De Niro contra a ex-funcionária e estimado em US$ 6 milhões. Ela é acusada de desviar dinheiro da companhia e maratonar séries no horário de trabalho. A denúncia original chegou a viralizar nas redes sociais como piada, porque afirma que Robinson maratonou 55 episódios de “Friends” em quatro dias. Robinson diz em sua ação que pediu demissão em abril e avisou que processaria o astro do cinema. “Antes de ser processado, De Niro retaliou”, acusa a defesa. Ela afirma que as acusações de De Niro a colocam falsamente como uma ladra, preguiçosa e indecente, e que elas prejudicaram sua carreira. A polêmica vem à tona no dia da estreia de “Coringa”, filme estrelado por Joaquin Phoenix, que traz De Niro como coadjuvante. O ator também estrela “O Irlandês” como protagonista, filme de Martin Scorsese que é a grande aposta da Netflix para o Oscar 2020, com lançamento nos cinemas e em streaming marcado para o mês que vem.
Cara Gente Branca vai acabar na 4ª temporada
A Netflix anunciou o cancelamento de mais uma série, seguindo o esquema inaugurado por “Lucifer”, que consiste em informar a renovação para uma última temporada. A “renovação” da vez foi “Cara Gente Branca” (Dear White People”. A atração vai acabar após sua vindoura 4ª temporada. O anúncio foi feito pelo elenco da série em um vídeo no qual eles conversam pelo Facetime. Veja abaixo. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar sequer o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Assim como as três temporadas anteriores, a season finale terá 10 episódios. A data de estreia dos capítulos finais ainda não foi divulgada.











