Diretor de Velozes e Furiosos é acusado de abuso sexual
O diretor Rob Cohen, que lançou as franquias “Velozes e Furiosos” (em 2001) e “Triplo X” (em 2002), foi acusado de assédio sexual. A denúncia foi feita por uma mulher de 28 anos ao site The Huffington Post. Chamada de Jane (nome fictício) na reportagem, a vítima afirmou ter sido convidada pelo diretor para um encontro em 2015 com o objetivo de discutir um projeto de filme. O papo entre eles foi marcado em uma tabacaria, onde o diretor pediu um drinque para a mulher e a encorajou a beber. Depois, Cohen decidiu continuar a conversa no restaurante do hotel onde ele estava hospedado, em Nova York. “Onde ele pediu uma jarra de vinho e a teria encorajado a beber mais”, diz o artigo. Em seu relato, Jane conta se lembrar depois de acordar pelada no quarto do diretor, sendo molestada. Ela conseguiu se desvencilhar do agressor ao retomar a consciência, rolou na cama e acabou vomitando. De acordo com a reportagem do Huffington, que teve acesso ao prontuário da vítima, Jane passou por tratamento destinado a vítimas de assédio sexual e pessoas próximas dela confirmaram sua história. Procurado, Cohen negou a acusação por meio de seu advogado. O representante do diretor disse, ainda, que a publicação da reportagem seria apenas “mais uma forma da mídia se aproveitar do barulho do movimento #MeToo”, movimento de denúncias de abusos sexuais de homens poderosos, principalmente em Hollywood. No passado, Cohen já foi acusado de assédio sexual. A própria filha do diretor, Valkyrie Weather, contou ter sido molestada pelo pai quando tinha 2 anos. Ele também refutou as acusações de Valkyrie, uma mulher transexual que tem hoje 32 anos.
Coringa ganha classificação etária para maiores de 16 anos no Brasil
O filme “Coringa”, que tem preocupado autoridades americanas sobre o teor violento de sua trama, ganhou classificação indicativa para maiores de 16 anos no Brasil. O Ministério da Justiça divulgou a informação na sexta (27/9) em seu site. Os cinemas brasileiros não manifestaram as mesmas preocupações para a exibição do filme que as redes americanas. Desde sua exibição no Festival de Veneza, o longa tem causado polêmica por sua suposta romantização do personagem do Coringa, retratado como um “incel” perigoso e bem-sucedido, que usa táticas de terrorismo para levar caos a Gotham City. Um memorando interno do FBI sugere que a trama poderia inspirar ataques violentos. Diante do perigo, duas redes exibidoras dos EUA, AMC e Landmark, resolveram proibir a entrada de espectadores usando máscaras, pinturas faciais ou “qualquer objeto que esconda o rosto”. A Landmark também não permitirá o uso de fantasias nos EUA. Outra proibição definitiva é a de armas de brinquedo ou acessórios que “possam fazer os outros espectadores se sentirem desconfortáveis”, nas palavras da equipe da AMC. Em contrasta a estas medidas, outra rede importante de cinemas nos EUA, a Regal, rejeitou a ideia de que “Coringa” possa inspirar ataques violentos. “Não acreditamos que o conteúdo ou a existência de um filme possa ser causa ou sinal de violência”, disseram porta-vozes da rede em comunicado. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiras na próxima quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Redes de cinema dos EUA proíbem máscaras e acessórios nas sessões de Coringa
Duas das maiores redes de cinemas dos Estados Unidos, a Landmark Theaters e a AMC Theaters, resolveram tomar precauções extras para as sessões de “Coringa”, filme sobre o vilão do Batman, que tem deixado as autoridades americanas em estado de alerta. Desde sua exibição no Festival de Veneza, o longa tem causado polêmica por sua suposta romantização do personagem do Coringa, retratado como um “incel” perigoso e bem-sucedido, que usa táticas de terrorismo para levar caos a Gotham City. Um memorando interno do FBI sugere que a trama poderia inspirar ataques violentos. Diante do perigo, as duas redes resolveram proibir a entrada em sessões de espectadores usando máscaras, pinturas faciais ou “qualquer objeto que esconda o rosto”. A Landmark também não permitirá o uso de fantasias. Outra proibição definitiva é a de armas de brinquedo ou acessórios que “possam fazer os outros espectadores se sentirem desconfortáveis”, nas palavras da equipe da AMC. Em contrasta a estas medidas, outra rede importante de cinemas nos EUA, a Regal, rejeitou a ideia de que “Coringa” possa inspirar ataques violentos. “Não acreditamos que o conteúdo ou a existência de um filme possa ser causa ou sinal de violência”, disseram porta-vozes da rede em comunicado. Representantes da Regal frisaram, no entanto, que estão sempre em contato com policiais e serviços de emergência para alguma eventualidade que aconteça em suas sessões. Vale lembrar que loucos e terroristas domésticos também vão ao cinema, e todo essa divulgação sobre supostos gatilhos existentes em “Coringa” pode aumentar o incentivo para ataques. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiras na próxima quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Estados Unidos entra em prontidão para ataques ligados à estreia do Coringa
Não é brincadeira. O Exército dos Estados Unidos entrou em estado de alerta para a estreia do filme “Coringa”, protagonizado por Joaquim Phoenix. Há uma preocupação sobre potenciais ataques violentos que podem ser estimulados pela produção. O Exército americano confirmou à imprensa que foi alertado pelo FBI de posts em redes sociais fazendo referência a planos destrutivos para as exibições do filme. Em seu memorando, o FBI assume uma gíria da internet para chamar esses suspeitos de incel. Novamente, não é brincadeira. Para quem (ainda) não sabe, o termo incel é um diminutivo da expressão “involuntary celibates” (celibatários involuntários, em inglês). São homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por sua incapacidade. Eles participam de inúmeros fóruns na internet e propagam misoginia e violência. A trama de “Coringa” mostra o personagem-título como um incel. O memorando diz que esses indivíduos “idolatram figuras violentas como o atirador do cinema em Aurora (no Colorado)”, que em 2012 matou pessoas que estavam assistindo ao filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e também o Coringa. “Queremos nossas equipes preparadas e diligências nas bases e fora dela”, declarou o Exército. Familiares das vítimas do atirador do Colorado, em 2012, enviaram uma carta para a Warner Bros. manifestando preocupação com o filme. Em um comunicado, o estúdio afirmou que o filme “não endossa a violência do mundo real” e nem é “a intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio manter esse personagem como um herói”. O estúdio também mencionou que “tem uma longa história de doações para vítimas de violência, incluindo Aurora, e nas últimas semanas, nossa empresa-mãe se juntou a outros líderes empresariais para convidar os formuladores de políticas a aprovar legislação para lidar com essa epidemia.”. “Coringa” venceu o Festival de Veneza e estreia nos cinemas brasileiras no dia 3 de outubro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Massagista que processava Kevin Spacey por assédio morre misteriosamente
Os processos por assédio movidos contra o ator Kevin Spacey (“Em Ritmo de Fuga”) tiveram outra reviravolta. O massagista que acusava o ator numa das ações morreu. Até o momento, a causa da morte é um mistério. A informação foi divulgada pelo advogado de Spacey, que informou que a pessoa que o processou “morreu recentemente”. Nenhum detalhe adicional foi fornecido. A Justiça americana solicitou mais informações para o advogado do massagista, que permanece anônimo no processo, mas ainda não obteve retorno. Com a morte do massagista, a ação deve ser arquivada, livrando Spacey de seu segundo processo. Um jovem que acusou o ator de tê-lo assediado em 2016, quando era menor, abandonou outro processo sem maiores explicações. O advogado desse caso disse apenas que seu cliente apresentou documentos para retirar voluntariamente a ação em que acusava Spacey de “comportamento sexual explícito e conduta impudica e lasciva”. A ação civil foi descartada de forma tal que não poderá ser retomada mais tarde. As duas reviravoltas parecem vir de um roteiro da série “House of Cards”, em que Spacey interpretava o presidente corrupto e implacável dos Estados Unidos, capaz de dar um destino trágico a todos que cruzassem seu caminho. Ele também foi acusado de assédio por integrantes dessa produção e acabou demitido pela Netflix. O ator de 59 anos viu sua carreira desmoronar após o colega Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) relatar ao site Buzzfeed que tinha sido assediado sexualmente por Spacey em 1986, quando tinha 14 anos. Desde então, as denúncias contra ele se multiplicaram. Como consequência, o ator foi demitido de vários projetos e teve sua presença no drama “Todo o Dinheiro do Mundo” extirpada após o fim das filmagens. O diretor Ridley Scott chamou às pressas o ator Christopher Plummer para refazer as cenas de Spacey e o substituto foi até indicado ao Oscar. Com a sucessão de denúncias, Kevin Spacey também foi investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais, que coletaram um total de seis denúncias em Los Angeles. Prescrição e falta de provas impediram os casos de ir a julgamento.
Showrunner de SEAL Team é demitido após investigação sigilosa da CBS
O roteirista-produtor John Glenn foi afastado da função de showrunner da série “SEAL Team” após uma investigação sigilosa e não especificada da produtora CBS Television Studios. Seu acordo de produção com o estúdio também foi rescindido. Os motivos estão sendo abafados. A rede CBS e a CBS TV Studios não comentaram a saída repentina do showrunner. Mas Glenn emitiu um comunicado, em que se despede da produção sem mencionar porque está saindo. “Estou orgulhoso do trabalho que fizemos – e gostei muito de ter tido a chance de contribuir para o sucesso criativo e comercial [de ‘SEAL Team’] . Durante meu período como showrunner, tive o prazer de poder contratar, desenvolver e apoiar vários produtores, escritores e membros da equipe que compartilharam nossa paixão por tentar tornar a série tudo o que poderia ser”, ele escreveu. “Embora produzir um programa como ‘SEAL Team’ seja um trabalho árduo, eu também acreditava fortemente em ouvir quaisquer preocupações que surgissem no meu caminho e em fazer concessões importantes para as necessidades profissionais e a vida pessoal de nossa equipe. Estou ansioso pelos meus próximos passos profissionalmente”, completou. Glenn, cujos créditos também incluem a minissérie “Hatfields & McCoys”, juntou-se a ‘SEAL Team’ como showrunner em maio de 2018, depois da 1ª temporada. Fontes do site Deadline afirmam que o seu assistente, o produtor executivo Spencer Hudnut, servirá como showrunner interino e que a produção não será afetada pelas mudanças de comando. A 3ª temporada da série produzida pela CBS TV Studios e estrelada por David Boreanaz será lançada em 2 de outubro. A saída súbita de John Glenn é a mais recente controvérsia envolvendo produtores da CBS, que no ano passado rompeu relações com seu antigo CEO Leslie Moonves, após denúncias de abuso e assédio sexual. O produtor Jeff Fager, do programa jornalístico “60 Minutes”, renunciou alguns dias depois pelos mesmos motivos. Em outubro, a CBS TV Studios demitiu Brad Kern, showrunner de “NCIS: New Orleans”, depois de duas investigações sobre alegações de assédio sexual, discriminação contra mulheres e comentários racistas. Outro produtor daquele programa, Adam Targum, saiu abruptamente três meses depois. Para completar, na semana passada Walter Mosley foi dispensado como roteirista de “Star Trek: Discovery”, depois de usar uma palavra racista no ambiente de trabalho.
Sugestão de remake de A Princesa Prometida coloca fãs contra a Sony
Fãs de “A Princesa Prometida” estão em pé de guerra contra a Sony. Uma reportagem da revista Variety sobre Norman Lear, produtor executivo do filme, que aos 97 anos se tornou o mais velho vencedor do Emmy, registrou os planos do estúdio para um remake do clássico de 1987. “Pessoas muito famosas, cujos nomes eu não mencionarei, querem refazer ‘A Princesa Prometida'”, disse o executivo Tony Vinciquerra. A simples sugestão fez o Twitter se encher protestos. Uma das falas célebres do filme, “Inconcebível!”, dita por Vizzini, personagem do ator Wallace Shawn, virou mantra da indignação coletiva. Dirigida por Rob Reiner e escrita por William Goldman, a história de amor de 1987 é considerada um dos melhores filmes de contos de fadas de todos os tempos, e permanece tão icônica que sua estrutura foi o ponto de partida para “Era uma Vez um Deadpool”, lançado no ano passado. A historia é narrada por um vovô a seu netinho doente, na cama. Enquanto o menino tem a expectativa de ouvir uma história de pirata, a trama tem romance e uma princesa, mas logo os protestos da criança se tornam entusiasmo pelo desenrolar da aventura e da expectativa diante das inúmeras dificuldades do casal para se reencontrar e viver seu o avô de um menino lê a história de um pirata que virou pirata que encontra numerosos obstáculos, inimigos e aliados em sua busca para se reunir com seu verdadeiro amor. O netinho era Fred Savage e o elenco também incluía Cary Elwes e Robin Wright, como o casal principal, além de Mandy Patinkin, Billy Crystal, Chris Sarandon, Peter Falk, Christopher Guest e o lutador André, o Gigante. “Há uma escassez de filmes perfeitos neste mundo. Seria uma pena estragar esse”, tuitou Cary Elwes, que interpretou o protagonista Westley. “Sério?”, afirmou a atriz Jamie Lee Curtis, que é casada com Christopher Guest, intérprete do Conde Rugen, o homem com um dedo extra no filme. “Bom, eu casei com o homem de seis dedos, obviamente por isso estamos juntos há 35 anos e existe apenas o ÚNICO A Princesa Prometida e é o de William Goldman e Rob Reiner”, reclamou Curtis. O ator-roteirista-produtor Seth Rogen respondeu a essa ideia no Twitter com um indignado “Eu jamais ousaria isso”. Mas a revolta não se limitou a fãs anônimos e famosos de Hollywood. “Inconcebível que alguém sequer pense em tentar…”, protestou o senador republicano Ted Cruz sobre o remake, completando, em letras garrafais, com a frase que resume o sentimento geral: “NÃO MEXAM COM A PERFEIÇÃO”.
Produtores de Greta se manifestam sobre corte de apoio da Ancine para participação no Queer Lisboa
Os produtores do filme “Greta” se manifestaram oficialmente sobre a rescisão do apoio financeiro da Ancine para a participação do longa no Festival Internacional Queer Lisboa. Eles consideram que, além da desculpa da falta de verbas alegada, a ação coincide com “a intenção de controle sobre o conteúdo produzido pelo setor audiovisual” já manifestada pelo presidente Jair Bolsonaro, especialmente após ataque público a obras de temática LGBTQIA+, que resultaram em suspensão de edital destinado a produção de séries do gênero. Na nota oficial, os produtores revelaram ter ficado sabendo que não teriam apoio através da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. A justificativa oficial da Ancine foi um corte de R$ 13 milhões nas despesas gerais da agência. “Quando o corte atingiu o Programa de Apoio à Participação em Festivais Internacionais, a diretoria optou por cumprir com os apoios publicadas no DOU [Diário Oficial da União] referentes a filmes que já estavam no exterior e cancelar os apoios já aprovados e publicados referentes aos dois filmes citados”, escreveram, referindo-se a “Greta” e “Negrum3”, outro filme brasileiro que participaria do festival em Lisboa. “O ponto difícil de aceitar nessa resolução da Agência, sem entendê-la como censura, é que o nosso apoio foi aprovado há três semanas, a decisão retroativa poupou os projetos que participaram dos festivais de Toronto e Veneza, entretanto recaiu sobre dois filmes com temática LGBTQI+ inviabilizando a representação do Brasil num dos maiores festivais do gênero no mundo”, continuaram. “Recebemos com confiança as justificativas dadas pela Ancine, mas não podemos deixar de manifestar nossa profunda preocupação em face aos notórios casos de censura e perseguição à atividade artística e à liberdade de expressão, uma vez que a intenção de controle sobre o conteúdo produzido pelo setor audiovisual é pauta recorrente nos pronunciamentos do governo em relação a Ancine”, completaram os produtores. O comunicado ainda citou que “Greta” teve sua estreia mundial no festival de Berlim, além de participar de festivais na Ásia, na Europa e na América Latina. Estrelado por Marco Nanini, “Greta” retrata um enfermeiro gay que, ao tentar ajudar uma amiga transgênero, se vê envolvido romanticamente com um criminoso bem mais jovem. O filme será lançado comercialmente nos EUA, Itália, Alemanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. A estreia no Brasil está marcada para 10 de outubro. “Greta” e “Negrum3” não foram os únicos filmes afetados pelo corte de verbas. Entre as vítimas, também se encontra “Pacarrete”, longa vencedor do Festival de Gramado deste ano. Dirigido por Allan Deberton, produtor de uma das séries LGBTQIA+ atacada por Bolsonaro no final de agosto, o filme também teve o apoio para ser exibido no Festival de Bogotá, na Colômbia, rescindido. Já a mineira Juliana Antunes contava com o apoio da agência para levar seu curta “Plano Controle” ao Festival de Nova York, com início em 27 de setembro, na semana que vem. É importante lembrar, de novo, que a mesma portaria que derrubou o edital das séries LGBTQIA+ congelou o acesso ao FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). O efeito colateral da justificativa apresentada travou o financiamento de todo o setor. Para não fazer as séries que Bolsonaro atacou numa live por considerar “impróprias”, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, alegou falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. Como o governo alega que não pode liberar as verbas por não haver comitê que as direcione, e tampouco nomeia o comitê para resolver isso, está tudo parado.
Roseanne Barr acusa ABC de roubar sua série após demiti-la por racismo
Roseanne Barr acusou a rede ABC de ter planejado roubar sua série “Roseanne”. A comediante, adepta de teorias de conspiração de extrema direita, fez a denúncia em entrevista ao DailyMailTV, programa do jornal britânico Daily Mail. Ela foi demitida e a série “Roseanne” cancelada após escrever um tuíte racista dirigido a Valerie Jarrett, ex-conselheira política do presidente Barack Obama. O comentário que chamava Jarrett de resultado do cruzamento da “Irmandade Muçulmana e o Planeta dos Macacos” incendiou a internet, gerando enorme repercussão. Após o cancelamento, a ABC lançou um spin-off de “Roseanne” chamada “The Connors”, que reunia todos os integrantes da série original, menos a personagem do título anterior. A atriz disse que não assistiu ao spin-off, mas é por conta dele que acusa o canal de “usar o meu tuíte como desculpa para roubar o trabalho da minha vida”. “Foi como a tempestade perfeita. Um pouco perfeita demais. Às vezes, eu fico pensando: ‘Será que isso não foi orquestrado?’. Eles me pediram para retornar a ‘Roseanne’ após anos, e depois me demitiram”, comentou. Barr também criticou a atriz Sara Gilbert, que interpreta sua filha Darlene na série. Na época da demissão de Roseanne, Gilbert tuítou dizendo que as declarações racistas da colega eram “abomináveis”. “O tuíte dela foi o responsável pelo cancelamento da série, não o meu”, alegou Barr. “Eu não converso com ela nem com ninguém da série. Quando as pessoas não ligam para como as ações delas te afetam, porque continuar a amizade?”. Na entrevista, ela voltou a culpar um remédio chamado Ambien por seu tuíte. Isto já foi motivo de polêmica anteriormente, quando o fabricante do Ambien respondeu que racismo não era efeito colateral do medicamente. Ela afirma que bastou parar de tomar o remédio para não ter mais problemas. Mas, em sua conta no Twitter, continua atacando a administração Obama e todos os movimentos sociais. Entre outras coisas, chamou as atrizes que iniciaram o movimento #MeToo de “prostitutas”. Veja o vídeo com a entrevista de Roseanne abaixo.
Congelamento de verbas do audiovisual brasileiro já afeta filmes convidados para festivais internacionais
E segue firme o projeto de destruição da indústria cinematográfica e da volta escamoteada da censura no Brasil. Entre as vítimas da vez encontra-se “Pacarrete”, filme vencedor do Festival de Gramado deste ano. Dirigido por Allan Deberton, produtor de uma das séries LGBTQIA+ de um edital de TVs públicas polemicamente cancelado pelo governo Bolsonaro no final de agosto, o filme teve o pedido de apoio para ser exibido no Festival de Bogotá, na Colômbia, negado. A decisão é parte de uma deliberação da diretoria da Ancine, que atualmente está reduzida a duas pessoas após afastamentos e pela imobilidade transformada em método de governo. A dupla precisou suspender todos os programas de apoio por falta de verba. Além de Deberton, cineastas de outras cinco produções, entre curtas e longas-metragens, dizem ter sido lesados pela decisão, porque tiveram seus pedidos de apoio aprovados pela Ancine, compraram passagens aéreas para os respectivos festivais de que participariam, e só depois receberam o aviso de suspensão do programa. A mineira Juliana Antunes contava com o apoio da agência para levar seu curta “Plano Controle” ao Festival de Nova York, com início em 27 de setembro, daqui a duas semanas. Ela também negociava participar da Viennale, que acontece no final de outubro em Viena, e para o Festival de Mar del Plata, na Argentina, em novembro. “Como virar dinheiro da noite pro dia e arcar com uma viagem para a qual não tenho a menor condição financeira?”, questionou a diretora em entrevista à Folha de S. Paulo. Já Ana Carolina Marinho Dantas apelou para uma vaquinha virtual para conseguir apresentar o curta “Entre” no Festival de Londres, e articula uma ação jurídica contra o órgão junto com outros cineastas prejudicados. A verdade, porém, é que o problema é maior que o vislumbrado pelas reportagens da grande imprensa e manifestações de cineastas pontualmente prejudicados. Não falta dinheiro apenas para o programa de apoio à participação em festivais internacionais. O governo de Jair Bolsonaro congelou todo o investimento federal na indústria audiovisual brasileira. É importante lembrar, de novo, que a mesma portaria que derrubou o edital das séries LGBTQIA+ decretou a paralisia completa do investimento no setor ao congelar o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Para não fazer as séries que Bolsonaro atacou numa live por considerar “impróprias”, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto apocalíptico prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afeta apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. Apesar do impacto desse congelamento, a “grande imprensa” segue perceber a abrangência nem dar a devida importância para o assunto, assim como deixou de repercutir o anúncio do ministro Osmar Terra sobre seus planos para acabar com as cotas do cinema nacional e a produção de filmes de arte – os que vencem festivais – , no Brasil.
Filme Marighella tem lançamento cancelado no Brasil
A estreia do filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura, foi cancelada. Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (12/9), a produtora O2 informou que cancelou a estreia, prevista para 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, por não conseguir cumprir “todos os trâmites” exigidos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Não há nova data para o lançamento do filme nos cinemas. “Marighella segue sendo apresentado com muitos sucesso em vários festivais de cinema no mundo. Nosso objetivo principal sempre foi a estreia no Brasil. Os produtores e a distribuidora Paris Filmes vão seguir trabalhando para que isso aconteça”, diz a nota da O2, dando a entender que seria apenas um adiamento. Na prática, porém, trata-se sim de um cancelamento. Situação que só será transformada em adiamento quando uma nova data for anunciada. Dirigido pelo ator Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge no papel do ex-deputado, poeta e guerrilheiro do título, assassinado pela ditadura militar em 1969, “Marighella” vem enfrentando problemas há tempos. Em ação coordenada de bolsominions (nome dado aos trolls brasileiros), os perfis da produção em sites internacionais, como IMDb e Rotten Tomatoes, foram tomados por críticas falsas e negativas de milhares de robôs que não viram o filme. Ambos os sites se viram forçados a apagar as mensagens de ódio e tomar medidas, mudando as regras para comentários de todo o mundo, para impedir o ataque virtual. Em julho passado, foi a vez de Wagner Moura desabafar sobre ameaças que estaria recebendo. Durante sua participação no Festival de Sydney, na Austrália, confessou ter medo de voltar ao Brasil. “Pela primeira vez na minha vida, eu sinto que estou correndo risco”, relatou ao jornal australiano Daily Telegraph. Em agosto, a Diretoria Colegiada da Ancine indeferiu dois pedidos da O2 a respeito ao ressarcimento de recursos da produção. A não liberação de verbas é apontada como a razão do adiamento/cancelamento. O caso ocorre em um momento de crise da indústria cinematográfica nacional, deflagrada por ataques, censura e cortes de financiamentos por parte do governo de Jair Bolsonaro. Além de proibir apoios de estatais, reduzir teto para incentivos, cortar gastos variados para divulgação de filmes brasileiros no exterior, congelar verbas, desmontar estruturas e cancelar editais, o governo também anunciou enxugamento de 43% no Fundo Setorial do Audiovisual e planos para acabar com as cotas de cinema nacional e o incentivo a filmes de arte do país – do tipo que é premiado em festivais internacionais. Por conta disso, o Festival do Rio já anunciou que também pode acabar, já neste ano.
Filmes da Netflix e da Amazon são boicotados pelo cinema oficial do Festival de Toronto
Após passar em branco na premiação do Festival de Veneza deste ano, a Netflix sofreu outra decepção no Festival de Toronto (TIFF, na sigla em inglês), em sua estratégia para conseguir atenção da Academia para seus candidatos ao Oscar 2020. A rede de cinemas Cineplex, que patrocina o festival, barrou os filmes de plataformas de streamings em suas salas. Entre elas, o Scotiabank Theatre, local oficial de exibição dos filmes participantes do festival canadense. Com isso, diversos títulos da programação do festival perderam o palco principal do evento, entre eles “Meu Nome É Dolemite”, “História de um Casamento”, “Dois Papas” e “A Lavandeira”, da Netflix, e “Os Miseráveis”, “Honey Boy”, “O Relatório” e “The Aeronauts”, da Amazon. Sarah Van Lange, representante do Cineplex, declarou para à revista The Hollywood Reporter que a rede impediu a exibição dos filmes para manter a tradição de programar apenas títulos feitos para telas de cinema. “Existem centenas de filmes fantásticos sendo exibidos no festival este ano e, com todas essas opções, nós pedimos que os títulos exibidos em nossas telas sejam de estúdios que compreendem e apreciam a importância do modelo tradicional de cinema.” Diante da polêmica, os organizadores do festival programaram os filmes de streaming em cinemas menores. “O Cineplex tem sido um ótimo parceiro do TIFF por muitos anos. Este ano, estabeleceram novas restrições em relação ao uso das salas de cinema da Scotiabank durante o festival. Como resultado, agendamos filmes que não estão de acordo com os requisitos dos cinemas tradicionais em outros locais”
Woody Allen lembra carreira sem acusações de assédio e pagamentos igualitários para atrizes
O cineasta Woody Allen voltou a se defender dos ataques de militantes do movimento #MeToo em entrevista ao canal francês France24, destacando que poderia ser citado como um exemplo positivo na relação entre diretores e atrizes da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Ele lembrou que nunca enfrentou problemas com nenhuma atriz com quem trabalhou, em meio século de carreira. Além disso, nunca distinguiu entre homens e mulheres na hora de pagar os cachês pelos papéis em seus filmes. “Eu trabalhei com centenas de atrizes e nenhuma delas se queixou de mim, nem uma única reclamação. Eu trabalho com mulheres há anos e sempre pagamos a elas exatamente o mesmo que pagamos aos homens”, afirmou ele. “Fiz tudo o que o movimento #MeToo gostaria de alcançar.” A declaração foi feita poucos dias após Scarlett Johansson romper o piquete virtual do movimento #MeToo para defender o cineasta, com quem trabalhou em três filmes, numa entrevista de capa para a revista The Hollywood Reporter, dizendo que acreditava em Woody Allen e voltaria a atuar para ele “a qualquer momento”. A polêmica que cerca o diretor se deve à denúncia de sua filha, Dylan Farrow, de que ele a teria molestado quando tinha um relacionamento com sua mãe, a atriz Mia Farrow. As acusações não são novas, mas ganharam mais força após Dylan aproveitar o movimento #MeToo para desenterrar suas denúncias, reafirmando ter sido molestada quando criança por Allen, em 1992. Allen sempre negou tudo, creditando a acusação à lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow, desde a infância. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças. A denúncia, porém, fez com que perdesse a guarda dos filhos, objetivo de Mia Farrow. O diretor disse ainda que as consequências das acusações não afetaram seus planos de vida e ele não teme ser “cancelado” em Hollywood. “Eu não poderia me importar menos. Eu nunca trabalhei em Hollywood. Eu sempre trabalhei em Nova York e isso não importa para mim. Se amanhã ninguém financiar meus filmes, minhas peças de teatro ou ninguém publicar meus livros, eu ainda me levantaria e escreveria, porque é isso que faço. Então eu sempre vou trabalhar. O que acontece comercialmente é outra questão”, afirmou. O cineasta ainda informou que já terminou de rodar seu novo filme na Espanha e está atualmente escrevendo o próximo. Veja abaixo o vídeo da entrevista, que ainda destaca a estreia de “Um Dia de Chuva em Nova York” nos cinemas franceses. O longa, que teve seu lançamento cancelado nos Estados Unidos pela Amazon, devido ao ressurgimento das acusações de 1992, vai chegar ao Brasil em dezembro.











