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  • Filme

    Após demissão de Johnny Depp, Animais Fantásticos 3 é adiado para 2022

    9 de novembro de 2020 /

    A Warner anunciou o adiamento de “Animais Fantásticos 3”, após forçar Johnny Depp a desistir de sua participação no filme. A estreia do longa estava programada para 12 de novembro de 2021, mas agora o longa só chegará aos cinemas dos EUA em 15 de julho de 2022. Embora as filmagens já tenham começado no Reino Unido, o estúdio iniciou contatos para substituir Depp no papel do vilão Gellert Grindelwald – que os fãs apostam começar por Colin Farrell, intérprete de um disfarce de Grindelwald em “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Mesmo com sua saída da produção, Johnny Depp deve receber mais de US$ 10 milhões por “Animais Fantásticos 3”, por seu contrato ter uma cláusula de play-or-pay, que garante o pagamento de seu salário integral quer o filme seja feito ou não. Segundo o site The Hollywood Reporter, a decisão de afastar Depp partiu de Toby Emmerich, presidente da Warner Bros., que interviu na produção após o veredito negativo do processo aberto pelo ator contra o jornal The Sun. Depp quis refutar a afirmação de que ele seria um “espancador de esposa”, mas o juiz do caso concordou com o jornal britânico, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa do ator, Amber Heard, como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Agora um “espancador de esposa” oficial, Depp se tornou um pesadelo de relações públicas para o estúdio, que ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pelas histórias da franquia “Animais Fantásticos”, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender a escritora. A direção de “Animais Fantásticos 3” está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores.

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  • Filme

    Johnny Depp pode receber US$ 10 milhões para não atuar em Animais Fantásticos 3

    9 de novembro de 2020 /

    Johnny Depp deve receber mais de US$ 10 milhões para não atuar em “Animais Fantásticos 3”. O ator foi forçado pela Warner a se demitir do filme, mas o site The Hollywood Reporter apurou que seu contrato tem uma cláusula de play-or-pay, que garante o pagamento de seu salário integral quer o filme seja feito ou não. O THR ainda afirmou que a decisão de afastar Depp partiu de Toby Emmerich, presidente da Warner Bros., que interviu na produção após o veredito negativo do processo aberto pelo ator contra o jornal The Sun. Depp quis refutar a afirmação de que ele seria um “espancador de esposa”, mas o juiz do caso concordou com o jornal britânico, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa do ator, Amber Heard, como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Agora um “espancador de esposa” oficial, Depp se tornou um pesadelo de relações públicas para o estúdio, que ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pelas histórias da franquia “Animais Fantásticos”, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender a escritora. Tecnicamente, porém, Depp não foi demitido pela Warner. Em nota publicada nas redes sociais, o ator anunciou que “a Warner Bros. me pediu para renunciar do meu papel como Grindewald em ‘Animais Fantásticos’ e eu respeitei e concordei com o pedido”. Sendo assim, não está claro se seu contrato ainda pode ser validado nestas condições. O ator também disse que pretende recorrer da sentença do julgamento “surreal” no Reino Unido para reverter a decisão que inocentou o jornal e manchou sua biografia. Por sua vez, a Warner informou que está em busca de um novo ator para desempenhar o papel do vilão Gellert Grindelwald, vivido por Depp, e que o lançamento de “Animais Fantásticos 3” foi adiado para 2022. A estreia do longa estava programada para 12 de novembro de 2021. O filme já estava em produção e Depp chegou a gravar uma cena como o vilão. A direção está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores.

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  • Filme

    Warner emite comunicado oficial sobre afastamento de Johnny Depp de Animais Fantásticos 3

    8 de novembro de 2020 /

    Ficou claro que Johnny Depp teria problemas ao perder seu julgamento por difamação em Londres, quando uma sentença judicial deu razão ao jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, mas ninguém esperava que isso aconteceria tão rápido. Na sexta (6/11), a Warner Bros. afastou o astro de “Animais Fantásticos 3”, afirmando que seu papel como Gellert Grindelwald seria reformulado. Embora a notícia tenha chegado primariamente por meio de uma declaração escrita pelo próprio ator e publicada em seu Instagram, a Warner Bros. emitiu sua própria declaração concisa sobre o assunto. Leia abaixo: “Johnny Depp partirá da franquia ‘Animais Fantásticos’. Agradecemos a Johnny por seu trabalho nos filmes até agora. ‘Animais Fantásticos 3’ está atualmente em produção, e o papel de Gellert Grindelwald será reformulado. O filme vai estrear nos cinemas de todo o mundo no verão de 2022.” A declaração do estúdio e a afirmação do ator de que recebeu o pedido “para renunciar” ao papel de Grindelwald, e que ele respeitou e concordou com as razões, parecem orquestradas para causar a mínima polêmica possível, mas provavelmente a realidade de bastidores tenha sido bem diferente, com a colisão de egos gigantescos e prováveis discussões em tom agitado, diante do fato de que Depp tinha apenas duas escolhas a fazer: demitir-se ou recusar e ser demitido. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. Vale lembrar que tudo isso podia ser evitado, mas Rowling bancou a escalação de Depp mesmo depois de evidências apontarem para violência física contra Amber Heard durante o processo de divórcio do casal. “Aceito que há aqueles que não estão satisfeitos com nossa escolha de ator no papel. No entanto, a consciência não é governável por um comitê”, escreveu Rowling sobre o assunto. “Dentro do mundo fictício e fora dele, todos temos que fazer o que acreditamos ser a coisa certa.” Ela concluiu dizendo: “Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas realmente felizes por ter Johnny como um dos personagens principais do filme.” A Warner também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”, e o mundo está atento aos boatos de que sua personagem seria cortada ou teria menor participação na sequência do filme do super-herói. Isto representaria o mesmo tipo de “justiça de estúdio” (leia-se machismo) que levou Kristen Stewart a ser eliminada da sequência de “Branca de Neve e o Caçador”, apesar de ser a protagonista do filme original – para quem não lembra, ela foi flagrada em fotos comprometedoras com o diretor daquele filme, que era casado. A briga entre Depp e Heard ainda está longe de acabar. Com a saída de “Animais Fantásticos”, o ator perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu contra a ex-esposa. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, ele enfrentará mais um processo, desta vez na condição de réu, após a atriz contra-atacá-lo com um pedido de US$ 100 milhões na Justiça, por mover uma campanha de difamação que estaria trazendo prejuízos a sua imagem e carreira.

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    Porchat vence prêmio por Especial de Natal e afirma: “Se Jesus voltasse, voltaria gay”

    7 de novembro de 2020 /

    O comediante Fabio Porchat recebeu o prêmio de Melhor Roteiro de Comédia da Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) pelo especial de Natal do Porta dos Fundos, “A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela Netflix. Ao receber o prêmio (compartilhado com o roteirista Gustavo Martins), Porchat recordou por videochamada a tentativa de censura e o atentado praticado contra a sede do Porta dos Fundos em decorrência do roteiro retratar Jesus como um homem gay. “No Porta dos Fundos, a gente não vê polêmica neste especial. Ser gay não é um problema, não é uma falha, não é uma questão de caráter. Ser gay é uma característica. Então, Jesus ser gay não depõe contra Jesus. Ao contrário”, iniciou ele. Porchat ainda defendeu que, se Jesus voltasse hoje, ele provavelmente seria homossexual. “Tenho certeza que se Jesus voltasse, e tenho certeza que já tentou, ele teria voltado gay, travesti, mulher, preta e teria morrido em três dias, e não em 33 anos”, acrescentou. Ele também lembrou que o Porta dos Fundos fará outro especial de Natal em 2020. “E se tentam nos intimidar falando que a gente não pode falar nada, que a gente não deve tocar neste assunto, fique sabendo que dia 10 de dezembro estreia o especial de Natal do Porta dos Fundos no YouTube chamado ‘Teocracia em Vertigem’. Fiquem atentos porque a gente não se cala. A gente não vai se calar”, enfatizou. O novo especial não será exibido na Netflix, que, ao contrário de Porchat, não demonstrou disposição para enfrentar outra leva de reações conservadoras. Neste ano, a produção será destaque do canal do YouTube do Porta dos Fundos.

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    Vexame! Johnny Depp é convidado a sair de Animais Fantásticos

    6 de novembro de 2020 /

    O ator Johnny Depp foi forçado pela produtora Warner Bros. a abdicar de sua participação na franquia “Animais Fantásticos”, do universo cinematográfico de Harry Potter. A demissão foi anunciada dias pelo próprio Depp, dias depois de perder uma batalha legal que ele próprio começou, ao processar o jornal inglês The Sun por tê-lo chamado de “espancador de esposa” durante seu casamento com a atriz Amber Heard. Com a derrota nos tribunais, ele se tornou um “espancador de esposa” reconhecido judicialmente. Em uma carta aberta, publicada nas redes sociais, Depp assumiu que sua saída foi solicitada pelo estúdio. Ele agradeceu “o apoio e a lealdade” de quem lhe enviou mensagens e disse que ainda vai lutar contra as alegações feitas pelo tabloide inglês. “Gostaria de dizer que a Warner Bros. me pediu para renunciar do meu papel como Grindewald em ‘Animais Fantásticos’ e eu respeitei e concordei com o pedido”, escreveu Depp, na nota postada no Instagram. “O julgamento surreal da corte no Reino Unido não vai mudar a verdade e eu confirmo que planejo fazer a apelação. Minha resolução permanece forte, e eu pretendo provar que as alegações contra mim são falsas. Minha vida e minha carreira não serão definidas por esse momento.” A Warner Bros. confirmou a saída do ator e deve substitui-lo para o terceiro filme da franquia, ainda sem nome, supostamente previsto para novembro de 2021. Depp processou a News Group Newspapers (NGN), que publica o The Sun, e um de seus jornalistas, Dan Wootton, que em 2018 escreveu o artigo que chama Depp de “espancador de esposa”, justamente num contexto em que envolvia a participação do ator na franquia da Warner. Tanto Depp quanto Heard depuseram diante do juiz Andrew Nicol durante uma audiência de três semanas na Alta Corte de Londres, expondo alguns dos momentos mais sombrios de seu casamento de curta duração para o tribunal – e o mundo. Ao anunciar a decisão na segunda (2/11), Nicol afirmou que os argumentos apresentados pelo jornal para descrever o comportamento do ator eram “substancialmente verdadeiros”. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. O estúdio também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”. O terceiro “Animais Fantásticos” era o único filme de Depp em andamento. Assim, ele só tem um compromisso profissional previsto: ajudar a divulgar o lançamento de “Minamata”, rodado no ano passado e, até o momento, último filme de sua carreira – com estreia marcada para o começo de 2021. Mas, devido à sua saída de “Animais Fantásticos”, o ator deverá enfrentar outro compromisso judicial. Ele perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, a própria atriz também decidiu abrir processo contra Depp, pedindo US$ 100 milhões por causa da campanha de difamação judiciária movida por ele, que pode trazer prejuízos a sua imagem e carreira. Estes dois julgamentos são sombras que ainda pairam sobre o futuro do ator. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Johnny Depp (@johnnydepp) em 6 de Nov, 2020 às 8:15 PST

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  • Filme

    Marighella: Filme polêmico de Wagner Moura ganha primeiro trailer completo

    4 de novembro de 2020 /

    A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer completo de “Marighella”, o filme polêmico dirigido por Wagner Moura, que também teve sua data de estreia confirmada para 14 de abril de 2021. Inicialmente programada para chegar aos cinemas brasileiros em novembro do ano passado, a produção teve sua estreia suspensa após verba e trâmites na Ancine serem dificultados, a ponto de Wagner Moura acusar o governo de sabotar o planejamento com uma censura burocrática. “Bolsonaro já gastou tempo para detonar o filme e a mim. Quando o presidente de um país se declara pessoalmente contra uma obra cultural específica e um setor específico, não dá para não dizer que não é perseguição política”, ele disse, em entrevista ao colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, nesta semana. O presidente realmente atacou o filme sem ter visto, assim como vários robôs, que tentaram manipular a nota da produção em sites americanos, chamando atenção das empresas, que derrubaram as mensagens de ódio e mudaram até regras para evitar a prática de “review bombing” – terrorismo virtual. Por outro lado, “Marighella” teve sua première mundial há mais de um ano, no Festival de Berlim, sob aplausos. O “problema” do filme é que ele narra os últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele foi executado em uma emboscada da polícia na época da ditadura militar. Transformado em herói na tela, ele é considerado um bandido comum por quem mente que a ditadura foi “ditabranda”. Embora a reconstrução do período seja engajada e isto influencie desde a escolha de Seu Jorge para interpretar o político baiano, que era filho de um italiano branco, e a fantasia de que os guerrilheiros comunistas lutavam pela democracia, liberdade artística serve justamente para estimular discussões. O elenco também conta com Adriana Esteves, Humberto Carrão e Bruno Gagliasso.

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  • Etc

    STF proíbe censura do Especial de Natal do Porta dos Fundos

    3 de novembro de 2020 /

    A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) definiu nesta terça (3/11), por unanimidade, que o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, deve permanecer no ar na Netflix. A obra de ficção humorística, que retrata Jesus como homossexual, foi alvo de críticas de conservadores e religiosos, que consideraram ofensiva a associação do cristianismo com a comunidade LGBTQIA+. O julgamento atual ocorreu a pedido da própria Netflix, em protesto contra a censura de seu especial. Em dezembro de 2019, a exibição do programa foi suspensa pela Justiça do Rio de Janeiro. Mas o programa acabou liberado por uma liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, então presidente da Corte. A legalidade da veiculação foi contestada pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, responsável pelo processo que resultou na censura carioca. A entidade alegou que o especial ofendeu a fé cristã e promoveu discurso de ódio contra a religião. Em parecer enviado ao STF antes do julgamento, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apontou que o que houve no Rio foi uma tentativa de censura e defendeu a permanência do especial de Natal do Porta dos Fundos no ar. Em seus votos, os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski consideraram procedente a reclamação da Netflix e concluíram que não deve haver censura. Ao anunciar sua decisão, o relator e ministro Gilmar Mendes afirmou: “Ao analisar os presentes autos, concluo que a obra não incita violência contra grupos religiosos, mas constitui mera crítica, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao cristianismo. Por mais questionável que possa vir a ser a qualidade desta produção artística, não identifico em seu conteúdo fundamento que justifique qualquer tipo de ingerência estatal”. Tanto Gilmar Mendes quanto o ministro Edson Fachin ressaltaram durante o julgamento que a Netflix agiu corretamente ao disponibilizar classificação indicativa de idade para o especial do Porta dos Fundos, assim como uma descrição para o conteúdo. O ministro relator destacou que os ofendidos pelo material podem simplesmente não assistir ao vídeo, sem que seja necessário restringir o acesso a ele de toda a sociedade. Cármen Lúcia concordou e disse que o especial não está exposto aos que não querem vê-lo. Lembrando que a sede do Porta dos Fundos no Rio de Janeiro foi vítima de ataque com bombas após o lançamento do especial, também foram citados casos como o da revista “Charlie Hebdo”, da França, que sofreu atentado após publicar charge ironizando Maomé. O autor confesso do atentado violento contra o Porta dos Fundos chegou a comemorar a decisão do desembargador carioca que mandou censurar o especial.

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  • Etc

    Juiz confirma que Johnny Depp é “espancador de esposa”

    2 de novembro de 2020 /

    Johnny Depp perdeu seu processo por difamação contra o tabloide britânico The Sun, que o chamou de “espancador de esposa”. O veredito do caso, que mobilizou a imprensa mundial em julho passado, foi proferido por um juiz da Suprema Corte de Londres nesta segunda-feira (2/11). Em sua decisão, o juiz Andrew Nicol afirmou ter aceitado as alegações da ex-mulher do ator, a atriz Amber Heard, de que ele a havia agredido violentamente durante seu tempestuoso relacionamento de cinco anos. No julgamento, Heard testemunhou que chegou a temer por sua vida, e Depp acabou confessando ter lhe dado uma cabeçada. Isto aconteceu depois que a advogada do tabloide revelou o áudio de uma discussão em que Depp diz: “Eu te dei uma cabeçada na p*** da sua testa. Isso não quebra um nariz”. “Eu percebi que a grande maioria dos alegados ataques à Sra. Heard pelo Sr. Depp foram comprovados de acordo com o padrão civil”, disse Nicol. “O reclamante não obteve sucesso na ação por difamação.” Os advogados de Depp descreveram a decisão como “perversa e desconcertante” e disseram que seria ridículo o ator não apelar. Foi o próprio Depp quem colocou sua carreira em risco ao decidir processar o jornal inglês, com base na declaração de que ele tinha agredido Heard enquanto eram casados. Durante o julgamento, alguns dos momentos mais sombrios de seu casamento de curta duração foram trazidos à tona diante do tribunal – e do mundo. Ambos estiveram presentes em todos os dias do processo, já que Heard apresentou 14 denúncias de abusos contra Depp, que formaram a espinha dorsal da defesa da empresa News Group Newspapers para provar sua alegação. Várias fotos comprometedoras, de residências destruídas após a fúria do astro e do próprio ator mergulhado no torpor de drogas vieram à público durante o julgamento. Depp, por sua vez, tentou desmontar a acusação de agressão, incluindo o recurso a depoimentos de sua ex-namorada Winona Ryder e sua ex-mulher Vanessa Paradis. Após ouvir todas as testemunhas e depoimentos, Nicol decidiu que as alegações de agressão, publicadas pelo jornal, eram “substancialmente verdadeiras”. O que mais pesou em sua decisão foi o testemunho de Heard e as fotos que apresentou. Ela disse que Depp se transformava em um alter ego ciumento, “o monstro”, depois de consumir drogas e álcool, e neste estado ameaçou matá-la com frequência. Ela detalhou surtos de violência extrema em que o ator a teria estrangulado, esmurrado, estapeado, chutado, lhe dado uma cabeçada e lhe atirado objetos. Nicol disse que aceitou 12 dos 14 relatos da atriz como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto eles estavam na Austrália. A decisão abre caminho para o jornal The Sun processar o ator e favorece o caso de Amber Heard contra ele nos EUA. Depp também também está processando Heard por US$ 50 milhões no estado americano da Virgínia devido a uma coluna assinada pela atriz no jornal Washington Post, na qual ela escreveu sobre violência doméstica. A atriz, por sua vez, processou Depp de volta por US$ 100 milhões por campanha de difamação, ao judicializar seu casamento e trazer prejuízos a sua imagem e carreira. Depp e Heard se conheceram no set do filme “Diário de um Jornalista Bêbado” (2011) e começaram a morar juntos em 2012, antes de se casarem em Los Angeles em fevereiro de 2015. Eles se separaram em 2016 e Heard doou tudo o que recebeu no acordo do divórcio a instituições beneficentes. Mas a separação não encerrou o caso, porque Depp não aceita qualquer insinuação de que tenha sido violento, apesar da atriz ter aparecido com olho roxo e sofrer uma crise de choro, sem conseguir depor, durante o processo de divórcio. Os processos, porém, não ajudaram sua causa e agora o ator é oficialmente um “espancador de esposa”, assim declarado por um tribunal do Reino Unido. A Warner Bros., que produz as franquias “Aquaman”, estrelada por Heard, e “Animais Fantásticos”, estrelada por Depp, não quis se manifestar diante de pedidos da imprensa por declarações nesta segunda.

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  • Etc

    Produtor do filme Resgate, da Netflix, volta a ser preso por crime sexual

    29 de outubro de 2020 /

    O produtor e agente de talentos David Guillod voltou a ser preso novamente sob nova acusação de crime sexual, informou a polícia de Los Angeles. Responsável por sucessos como “Atômica” e “Resgate”, o produtor de 53 anos foi detido pela primeira vez em junho passado pelo Departamento do Xerife de Santa Barbara e respondia em liberdade às acusações de estupro de quatro mulheres na região, mas mesmo assim teria voltado a cometer violência sexual. Ele foi preso na quarta-feira (28/10) em sua casa em Los Angeles, uma semana após a denúncia da nova vítima. “Em 21 de outubro de 2020, uma vítima feminina cuja identidade é protegida por sigilo relatou ter sido abusada sexualmente por Guillod durante uma reunião noturna”, informou um comunicado do LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles), sobre a nova prisão. Em junho, Guillod se declarou inocente das acusações. E enquanto três vítimas daquele processo criminal preferiram o anonimato, a atriz Jessica Barth (do filme “Ted”) decidiu vir à público detalhar seu caso, revelando que o produtor a teria drogado durante um encontro em 2012 para estuprá-la. Quando fez a denúncia, Barth disse que o surgimento do movimento #MeToo permitiu que ela descobrisse uma história semelhante de outra atriz com o mesmo produtor, o que a encorajou a contar tudo o que sofreu.

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  • Filme

    Ray Fisher diz que Joss Whedon, produtores e presidente da Warner são racistas

    29 de outubro de 2020 /

    Ray Fisher voltou a falar sobre supostos problemas nos bastidores da produção de “Liga da Justiça”. Desta vez, o intérprete do herói Ciborgue deixou as alegações genéricas de lado para sugerir que o cineasta Joss Whedon, os produtores do filme e até o presidente da Warner são racistas. Durante uma entrevista para a revista Forbes, publicada nesta quinta (28/10), Fisher explicou que foi o fato de “ter sido informado” sobre um possível racismo de Whedon que o fez começar a tuitar contra o diretor e os produtores do filme no meio do ano, sem que tivesse feito qualquer comentário anterior. O ator começou a denunciar a produção de “Liga da Justiça” em julho passado, num tuíte em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Fisher nunca disse especificamente o que caracterizou o comportamento de Whedon. Isto é, o que o diretor fez para deixá-lo revoltado. Agora, ele diz que foi racismo. “O que deixou minha alma em chamas e me forçou a falar sobre Joss Whedon neste verão foi o fato de eu ter sido informado de que Joss ordenou que a aparência de um ator de cor fosse mudada na pós-produção, porque ele não gostava da cor de seus tom de pele”, disse Fisher. O filme, como todos sabem, mudou a aparência de Henry Cavill, que apareceu para as filmagens das cenas extras, dirigidas por Whedon, usando o bigode de seu personagem em “Missão: Impossível – Efeito Fallout”. Além dele, dois vilões da história, interpretados por Ciarán Hinds e Peter Guinness, também tiveram efeitos visuais aprimorados na pós-produção. Os três são atores brancos. Além de Fisher, o único outro ator negro proeminente da história foi Joe Morton, que não sofreu intervenção computadorizada. Mas ele teria ouvido de alguém do departamento de edição ou efeitos visuais que houve correção de cor em algum figurante, que ele não identifica. A acusação, porém, é pior. Ele denuncia os executivos da Warner Bros. por participarem de “conversas racistas” em torno da produção. “Antes do processo de refilmagem da ‘Liga da Justiça’, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto nível da Warner Bros. Pictures”, disse o ator. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich.” De fato, personagens negros foram eliminados e/ou tiveram suas participações diminuídas, inclusive o próprio Ciborgue vivido por Fisher. Entre os papéis cortados estão os interpretados por Ryan Choi, Karen Bryson e Kiersey Clemons. “O apagamento de pessoas de cor da versão cinematográfica de ‘Liga da Justiça’ de 2017 não foi um acidente nem uma coincidência”, garante o ator. Entretanto, ele não testemunhou nada ofensivo pessoalmente. “Essas conversas foram relatadas a mim por outras pessoas presentes na sala. E eu só fui informado depois de ter reclamado de Joss Whedon”, explicou. Porém, acrescenta: “Percebi que as anotações que acabei recebendo de Johns durante as refilmagens eram apenas uma versão codificada das coisas racistas que ele dizia a portas fechadas com os outros executivos”. Fisher ainda afirma que mais detalhes virão à tona após uma investigação, atualmente em curso sobre os bastidores da produção do filme. “Pretendo ser muito mais específico sobre cada um desses caras depois que a investigação terminar – esta entrevista é apenas uma versão resumida”, explicou. O ator aponta que a falta de refutação categórica contra suas declarações conferem veracidade às suas acusações. De fato, a Warner permitiu que as queixas de abusos do ator fossem investigadas, embora nada de desabonador tenha sido encontrado até aqui pelo investigador independente que faz a verificação. Fisher, por sinal, também já contestou este inquérito, por não seguir seus próprios critérios. O raciocínio que ele expõe é o seguinte: “Você realmente tem que se perguntar o que é mais plausível. Eu arruinar minha carreira de propósito fazendo declarações sobre figuras poderosas em Hollywood, que, se falsas, poderiam ser facilmente refutadas, ou algumas pessoas em posições de poder dizerem e fazerem coisas terríveis para manter esse poder durante uma fusão corporativa massiva?”. A fusão referida foi a compra da Warner pela AT&T. O ator disse que apresentou uma série de testemunhas para serem ouvidas durante a investigação, mas a Warner estaria evitando todas. “A Warner Bros. sabe muito bem que minhas afirmações são confiáveis. Eles estão apenas lutando contra elas. ” “Um monte de gente do elenco e da equipe técnica estendeu a mão para mostrar seu apoio, alguns esperados, outros nem tanto. Eu tentei o meu melhor para lidar com as coisas em particular e deixar o processo de RH funcionar, mas a única coisa que parece dar resultado é eu aplicar pressão publicamente”, completou o ator.

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  • Filme

    Veredito do processo de Johnny Depp contra o jornal The Sun sai na segunda

    27 de outubro de 2020 /

    Johnny Depp vai descobrir na próxima segunda-feira (2/11) se teve sucesso ou fracassou em seu processo por difamação contra o tabloide britânico de Rupert Murdoch, The Sun. Considerado o maior julgamento inglês por difamação do século 21, o processo terá seu veredito revelado por um juiz da Suprema Corte do Reino Unido às 10h (horário local) de segunda, de acordo com repórteres do tribunal. E o resultado pode representar um momento de definição para a reputação de Depp. O ator processou o jornal e a empresa News Group Newspapers devido a um artigo publicado em abril de 2018 que o chama de “espancador de esposa”, referindo-se a seu relacionamento com Amber Heard. O astro de “Piratas do Caribe” e sua ex-mulher, estrela de “Aquaman”, enfrentaram um julgamento de 16 dias em julho, durante o qual alguns dos momentos mais sombrios de seu casamento de curta duração foram trazidos à tona diante do tribunal – e do mundo. Ambos estiveram presentes em todos os dias do processo, já que Heard apresentou 14 denúncias de abusos contra Depp, que formaram a espinha dorsal da defesa do News Group Newspapers enquanto procurava provar sua alegação. Várias fotos comprometedoras vieram à público durante o julgamento. Depp, por sua vez, tentou desmontar a acusação de agressão, incluindo o recurso a depoimentos de sua ex-namorada Winona Ryder e sua ex-mulher Vanessa Paradis. Se o juiz decidir a favor de Depp, poderá efetivamente exonerá-lo das alegações de que ele agrediu Heard. Se a decisão for contra o ator, ele será considerado juridicamente um “espancador de esposa”. Mas é improvável que o veredito encerre o assunto. Depp também está processando Heard por US$ 50 milhões no estado americano da Virgínia devido a coluna assinada pela atriz no jornal Washington Post, na qual ela escreveu sobre violência doméstica. A atriz, por sua vez, processou Depp de volta por US$ 100 milhões por campanha de difamação, ao judicializar seu casamento e trazer prejuízos a sua imagem e carreira. Depp e Heard se conheceram no set do filme “Diário de um Jornalista Bêbado” (2011) e começaram a morar juntos em 2012, antes de se casarem em Los Angeles em fevereiro de 2015. Eles se separaram em 2016 e Heard doou tudo o que recebeu no acordo do divórcio a instituições beneficentes.

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    Dani Calabresa cita coragem após novas denúncias contra Marcius Melhem

    25 de outubro de 2020 /

    A comediante Dani Calabresa postou uma mensagem no Twitter no sábado (25/10), logo após a materialização de acusações de assédio sexual contra seu antigo chefe no departamento de humor da Globo, Marcius Melhem. “Os inícios só acontecem quando você arrisca. Vai sem medo e se o medo bater, vai mesmo assim”. Ela completou o texto escrevendo que “fazer o certo requer coragem”. O post foi feito no mesmo dia em que uma advogada que representa atrizes não identificadas da Globo confirmar os boatos de assédio que envolviam Melhem. Falando à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a criminalista Mayra Cotta afirmou que existem seis vítimas de assédio sexual, seis testemunhas e ainda vítimas de assédio moral, que teriam denunciado o diretor do humor da Globo. Ele acabou demitido, mas o caso foi abafado por um comunicado da emissora, afirmando que a decisão tinha acontecido “em comum acordo” e que encerrava uma “parceria de 17 anos de sucesso”. Segundo a advogada, “foram casos de assédio sexual mesmo”. “De mulheres falando não, não quero, me solta, não vou beijar, não vou ficar com você. E ele tentando, agarrando. Não tem zona cinzenta, isso é violência. E aí tem algo muito sério: ele era chefe delas. Ele tinha uma posição de poder”, continuou. Em nota publicada pela Folha de S. Paulo, Melhem reconhece erros, mas se diz inocente da acusação de assédio sexual. Dani Calabresa foi uma das atrizes identificadas pelo colunista Leo Dias em dezembro passado, ao lado de Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros, como responsáveis por denunciar Melhem. As duas últimas negaram a informação no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele contestou no dia seguinte. Restou, portanto, apenas Dani Calabresa, que jamais negou a história. Após o anúncio da demissão de Melhem, ela postou no Twitter uma imagem da série “The Morning Show”, que aborda o assédio dentro de uma emissora de televisão, e apareceu assistindo ao documentário “Harvey Weinstein: Assédios em Hollywood” em seu Instagram. Ela continua na Globo e não sofreu, aparentemente, nenhuma retaliação, embora sua situação esteja no ar com a decisão recente de cancelamento dos programas humorísticos da emissora, que eram comandados por Melhem. Fazer o certo exige coragem ✨🌻☺️🙏 pic.twitter.com/mQszpjfmdq — Dani Calabresa (@calabresadani) October 24, 2020

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  • TV

    Marcius Melhem reconhece “erros”, mas nega acusações de abuso sexual

    24 de outubro de 2020 /

    O comediante e ex-diretor do departamento de humor da Globo, Marcius Melhem, escreveu um texto para rebater as acusações da assédio sexual, trazidas à tona neste sábado (24/10) pela advogada de atrizes da emissora. Publicado no jornal Folha de S. Paulo como “o outro lado” da entrevista da criminalista Mayra Cotta, que detalhou supostos abusos, o texto fala em “reconhecer erros”, “pedir desculpas”, mas também nega as “acusações tão graves”. Leia a íntegra abaixo. “Como escrever uma nota pra comentar acusações dessa gravidade? Culpados e inocentes dizem a mesma coisa. ‘Sou inocente’. ‘Vou provar na justiça’. Por isso qualquer coisa que eu diga pode soar falsa de cara. Mas preciso falar e com o tempo mostrar minha sinceridade no que vou dizer aqui. Estou disposto a reconhecer meus erros, pedir desculpas e, se possível, reparar pessoas que eu tenha de qualquer forma magoado. Quero enfrentar isso com verdade e humanidade e me expor se for preciso. Fazer jus a todos esses anos em que pautas como as do feminismo foram abraçadas pelo humor transformador em que eu acredito. Fiz parte de um grupo de homens e mulheres que se orgulha de usar o humor como um instrumento contra o preconceito. Mas mesmo abraçando profissionalmente a causa feminista, ainda combato o machismo dentro de mim, erro, posso ter relações que magoem. Tento melhorar e aprender. E queria muito falar sobre isso. Mas diante de acusações tão graves que eu de forma alguma cometi, o que eu posso fazer? Negar. Eu coloco à disposição toda minha comunicação que tenho arquivada, com qualquer pessoa que tenha trabalhado ou se relacionado comigo nesses anos. E peço que ouçam as pessoas que trabalharam comigo, que acompanharam muitas situações de perto e que podem falar bastante sobre isso tudo. Peço por favor que apurem a verdade e não apoiem mentiras. Há alguns meses, tive que sair do país para um importante tratamento médico de minha filha e não acreditei quando essa viagem passou a ser divulgada como uma fuga. Qualquer pessoa que me conheça, que tenha convivido minimamente comigo sabe que é impossível eu praticar alguma violência, especialmente contra as mulheres. Jamais seria capaz de emparedar alguém à força. Até hoje eu fiquei calado porque as acusações não apareceram aqui fora. No compliance da Rede Globo tudo foi apurado e investigado rigorosamente. Saí pela porta da frente da emissora que trabalhei por 17 anos. Sei que num caso desses, ainda mais no momento que vivemos, de tanto ódio, serei culpado até provar o contrário. Então quero que tudo seja colocado às claras, expor a minha inocência e os meus erros. Quero poder pedir desculpas e cobrar responsabilidades. Vou em busca da verdade.”

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