Disney+ (Disney Plus) denuncia racismo nos clássicos Peter Pan e Aristogatas
A Disney+ (Disney Plus) decidiu aumentar o alcance de suas advertências sobre o conteúdo ultrapassado de seu acervo. Duas novas animações clássicas passaram nesta semana a vir acompanhadas de avisos para os assinantes saberem que alguns de seus conceitos podem ser considerados ofensivos para as sensibilidades atuais. Os novos longas animados identificados como racistas são “Peter Pan”, de 1953, e “Os Aristogatas”, de 1970. Quem optar por assisti-los encontrará o seguinte alerta: “Este programa inclui representações negativas e/ou maus-tratos a pessoas ou culturas.” Como exemplos, a Disney cita um gato “descrito como uma caricatura racista de povos do Leste Asiático com traços estereotipados exagerados, como olhos puxados e dentes salientes” em “Os Aristogatas”, e os estereótipos de representação dos povos indígenas em “Peter Pan”, que aparecem “falando em uma linguagem ininteligível e repetidamente se referindo a eles como ‘peles vermelhas’, um termo ofensivo. Peter e os garotos perdidos dançam, usam cocares e se comportam de forma exagerada, numa zombaria e apropriação da cultura e imagens dos povos indígenas.” Denúncias similares já tinham sido feitas sobre as versões de streaming do filme live-action “A Cidadela dos Robinson” (1960) e dos desenhos de “Dumbo” (1941) e “A Dama e o Vagabundo” (1955), que receberam avisos de conteúdo problemático por recomendação de um conselho consultivo formado por grupos diversos, como a Associação de Críticos de Cinema Afro-Americano e a GLAAD, organização dedicada à representação LGBTQIA+ na mídia. No caso de “Dumbo”, o problema era o racismo manifestado na animação de um grupo de corvos liderado por um personagem denominado Jim. O nome Jim Crow (Jim Corvo), no entanto, é emprestado de um popular personagem do século 19, usado para fazer piadas caricatas e assumidamente racistas sobre pessoas negras. Mais tarde, também foi usado nos EUA para definir um conjunto de leis de segregação, que só foram revogadas décadas depois do lançamento de “Dumbo”, com o avanço da luta pelos direitos civis nos EUA. Além disso, os corvos se comportavam como estereótipos racistas de pessoas negras. Em “A Dama e o Vagabundo”, o preconceito se manifesta na presença dos gatos siameses que atormentam a cachorra Dama, ao som de uma música que reflete uma visão racista da cultura asiática. Do mesmo modo, “A Cidadela dos Robinson” apresentava os piratas, vilões da história, como uma “ameaça estrangeira” com os rostos pintados de amarelo. Para completar, o estúdio ainda vetou completamente a disponibilização de “A Canção do Sul” (1946) em streaming, considerado irredimível por seu racismo indisfarçável. Desde seu lançamento nos EUA, em novembro passado, a plataforma vem colocando avisos sobre “representações culturais desatualizadas” em seus títulos, mas os alertas mais recentes vão mais longe, ao frisar que se tratam de representações racistas e culturalmente insensíveis. “Esses estereótipos estavam errados na época e estão errados agora. Em vez de remover esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com eles e iniciar conversas para criarmos juntos um futuro mais inclusivo. A Disney está comprometida em criar histórias com temas inspiradores e edificantes que refletem a rica diversidade da experiência humana em todo o mundo”, diz o estúdio em comunicado. Outra mudança no enfrentamento dos problemas é que os avisos anteriores do Disney+ (Disney Plus) apareciam apenas na página com detalhes do conteúdo dos títulos. As versões atualizadas agora podem ser visualizadas nas páginas de detalhes e também nos fluxos de conteúdo. Estes alertas também deverão estar presentes na versão nacional da plataforma, que será lançada no Brasil em 17 de novembro.
Escalação de Gal Gadot como Cleópatra rende polêmica nas redes sociais
Como era previsível e tinha sido antecipado pela Pipoca Moderna, a notícia de que Gal Gadot será a nova Cleópatra do cinema gerou protestos nas redes sociais. As duas situações previstas aconteceram. Em primeiro lugar, a acusação de “whitewashing”, prática cultivada por Hollywood durante décadas para representar pessoas de diferentes etnias com intérpretes brancos. Os filmes mais recentes sobre o Egito antigo, “Êxodo: Deuses e Reis” (2014) e “Deuses do Egito” (2016), enfrentaram a mesma denúncia, em campanhas cada vez mais fortes para que a prática seja encerrada, sob a ameaça de fracasso nas bilheterias. A segunda polêmica girou em torno da escalação específica de Gadot, uma atriz israelense, país que há 50 anos travou guerra contra o Egito. Opiniões mais radicais consideraram a escolha uma afronta, com usuários muçulmanos das redes sociais lembrando o serviço militar obrigatório cumprido por Gadot nas forças armadas de Israel. Em meio à polêmica, a intérprete de “Mulher-Maravilha” (2017) limitou-se a destacar no Twitter que o filme contará a “história pela primeira vez através dos olhos das mulheres, tanto atrás quanto na frente das câmeras”. O longa vai voltar a reunir Gadot com a diretora Patty Jenkins, responsável por “Mulher-Maravilha” e sua continuação, “Mulher-Maravilha 1984”, prevista para dezembro, e tem seu roteiro assinado por Laeta Kalogridis (criadora de “Altered Carbon”). Laeta Kalogridis, por sinal, foi quem se arriscou a acirrar a discussão ao lembrar que Cleópatra não era negra ou, no limite, “africana”. Ela se manifestou após o escritor sul-africano James Hall, um branco que escreveu sete livros e, segundo seu Twitter, 6 mil artigos sobre a África, lamentou o suposto racismo da escalação de Gadot. “Hollywood sempre escala atrizes americanas brancas como a Rainha do Nilo. Pelo menos uma vez, eles não conseguem encontrar uma atriz africana?”, tuitou o autor, que não pesquisou a origem da intérprete da produção, chamando-a de americana. Kalogridis retrucou os comentários com uma constatação óbvia. “Incrivelmente animada para ter a chance de contar a história de Cleópatra, minha faraó ptolemaica favorita e indiscutivelmente a mulher greco-macedônia mais famosa da história”, ela escreveu. E a postagem foi retuitada por Gadot, sem acrescentar comentários sobre o tema. De descendência grega, Kalogridis aprendeu na escola que a governante egípcia do século 1 a.C. era descendente de Ptolomeu, general macedônico do Imperador Alexandre, o Grande. Mais que isso, os homens da dinastia ptolomaica eram obcecados pela Grécia e só se casavam com mulheres gregas, o que garante uma herança genética branca para Cleópatra. De fato, uma das maiores cidades helenistas do mundo antigo, Alexandria, foi fundada no Egito por Alexandre, e abrigou a maior biblioteca, o maior farol e a maior comunidade urbana judaica de sua época. Judeus, gregos e egípcios conviveram simultaneamente no Egito antes e depois de Cleópatra, até a invasão Persa, que só aconteceu cerca de 600 anos após a morte da rainha. A propósito, assim que começaram os argumentos sobre Cleópatra ser grega, as redes sociais também reagiram, reclamando que, então, uma atriz grega devia interpretá-la. Vale lembrar que boa parte dos personagens americanos de Hollywood são interpretados por atores britânicos, inclusive Martin Luther King em “Selma”. E que Chadwick Boseman não é africano, apesar de ter interpretado um rei daquele continente em “Pantera Negra”.
Atrizes da nova e da velha Charmed têm briga virtual
A atriz Sarah Jeffery, que vive Maggie Vera na nova versão de “Charmed”, chamou duas intérpretes da série original dos anos 1990 de “tristes e francamente patéticas” depois que elas debocharam do reboot nas redes sociais. As estrelas originais Holly Marie Combs e Rose McGowan detonaram a nova série num vídeo do Instagram no início deste mês. O assunto foi trazido à tona por Combs, ao comentar a observação de um seguidor de que o “Charmed” original tinha sido retirado da Netflix. Combs teorizou que “quando você procura [o programa no Netflix], eles querem que você encontre o novo ‘Charmed’ e não o velho”, o que levou McGowan a responder que o reboot “é uma droga”. “Eu não vi, não posso dizer isso. Nunca vi”, McGowan continuou, em meio a risadas, e foi completada por Combs: “Estou feliz que as pessoas tenham empregos. Mas ainda pode ser uma droga”. Na noite de segunda (12/10), Jeffery escreveu uma série de tuítes sobre esses comentários. “Sabe, eu vi isso antes e me abstive de dizer qualquer coisa. Eu pensei, melhor apenas deixá-las gritarem para o abismo. Mas quero dizer que acho triste e francamente patético ver mulheres adultas se comportando dessa maneira. Eu realmente espero que elas encontrem a felicidade em outro lugar e não no ato de rebaixar outras [mulheres de cor]. Eu ficaria com vergonha de me comportar dessa maneira. Paz e amor para todos vocês.” Em seguida, ela publicou um gif de “O Mágico de Oz”, no qual Glinda pergunta a Dorothy: “Você é uma bruxa boa ou uma bruxa má?” O descontentamento de Combs com o reboot de “Charmed” – renovado para sua 3ª temporada – ficou claro desde que o projeto foi anunciado. Em janeiro de 2018, a atriz tuitou que “’Charmed’ pertence às quatro [atrizes principais], à nossa vasta quantidade de escritores, equipes e, principalmente, aos fãs. Para sua informação, você não os enganará por possuir um título/marca. Então, tchau.” As outras atrizes originais, incluindo Shannen Doherty e Alyssa Milano, não foram tão radicais e até torceram pelas novas intérpretes. 1/2 You know, I saw this earlier and I refrained from saying anything. I thought, better to just let them shout into the abyss. But I do want to say, I find it sad and quite frankly pathetic to see grown women behaving this way. https://t.co/MuyZCZjbCp — Sarah Jeffery (@sarahjeffery) October 13, 2020 pic.twitter.com/OtWJ1HW96f — Sarah Jeffery (@sarahjeffery) October 13, 2020 Here’s the thing. Until you ask us to rewrite it like Brad Kern did weekly don’t even think of capitalizing on our hard work. Charmed belongs to the 4 of us, our vast amount of writers, crews and predominantly the fans. FYI you will not fool them by owning a title/stamp. So bye. — Holly Marie Combs Ryan (@H_Combs) January 26, 2018
A Teacher: Kate Mara se envolve com menor em minissérie e incentiva denúncias em campanha pública
O canal pago americano FX divulgou um novo trailer e um vídeo de serviço público relacionado à minissérie “A Teacher”. Baseado no longa-metragem de mesmo nome lançado em 2013, a atração traz Kate Mara (“Quarteto Fantástico”) como uma professora de Ensino Médio que se envolve com um de seus alunos, interpretado por Nick Robinson (“Com Amor, Simon”). A trama vai mostrar as consequências desse romance ilegal na vida dos dois. O filme original foi escrito e dirigido por Hannah Fidell a partir de um roteiro mínimo, com poucas linhas e quase tudo improvisado. Ela ganhou um prêmio especial no Festival de SXSW pelo longa, que mesmo assim dividiu opiniões, devido ao tema. Muitos rejeitam completamente a história pela forma como romantiza pedofilia. Isto resultou num desastre de crítica, com apenas 34% de aprovação no site Rotten Tomatoes e nota 4,8 no IMDb. A minissérie foi desenvolvida pela responsável pelo filme original. Hannah Fidell está à frente do roteiro, direção e produção. Mas para se prevenir contra nova rejeição encabeçada por grupos conservadores, o FX se juntou à organização RAINN (Rape, Abuse & Incest National Network) no lançamento de uma campanha de denúncia de abusos contra menores, que é o foco do vídeo paralelo, gravado por Kate Mara. Em sua gravação, a atriz deixa bem clara a posição dos responsáveis pela produção, ao dizer que “não é Ok para um adulto de confiança usar sua relação ou autoridade sobre uma pessoa jovem para manipulá-la a ter atividades sexuais”. Além de estrelar, Kate Mara também é uma das produtoras, ao lado do ator Jason Bateman (“Ozark”). Com 10 episódios, “A Teacher” será lançada na plataforma Hulu em 10 de novembro, no canal digital FX on Hulu.
BLACKPINK altera clipe polêmico no YouTube
A gravadora/produtora YG Entertainment substituiu o mais recente clipe do grupo vocal feminino BLACKPINK no YouTube. O mesmo código que servia para o vídeo original de “Lovesick Girls” agora dá acesso a uma versão alterada. Apesar da troca, o vídeo mantém a mesma contagem de visualizações e a data de estreia do lançamento problemático. O vídeo rendeu polêmica na Coréia do Sul ao incluir cenas da cantora Jennie fantasiada de “enfermeira sexy”. Em protesto, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Medicina da Coréia do Sul fez uma queixa formal contra o figurino, descrito pela entidade como “um traje de enfermeira nada realista, que consiste em uma touca de cabelo, saia justa e curta e salto alto.” Em sua reclamação, o sindicato lembrou que as enfermeiras “tem lutado por muito tempo” por respeito na profissão e que estão constantemente expostas ao abuso de poder e violência sexual. O fato de terem se colocado na linha de frente no combate à pandemia de coronavírus torna ainda mais grave e desrespeitoso o fato de a YG Entertainment “objetivar sexualmente as enfermeiras no videoclipe do BLACKPINK”. Em resposta, a YG pediu desculpas pela cena e disse que “não tinha nenhuma intenção” de desvalorizar a atividade profissional das enfermeiras. A gravadora também garantiu que vai aproveitar a polêmica como uma chance de “aprender e fazer melhor no futuro”. A nova versão do vídeo mostra Jennie apenas como uma “paciente sexy”, mexendo nos lábios enquanto mostra as pernas e abraça um bichinho de pelúcia, logo depois do refrão dizer: “nenhum doutor pode me ajudar quando eu fico doente de amor”. “Lovesick Girls” faz parte de “The Album”, primeiro álbum do grupo de K-pop, lançado no mesmo dia do clipe original, na sexta passada (2/10).
Antonia Fontenelle vai responder queixa-crime por calúnia e difamação contra Felipe e Luccas Neto
Antonia Fontenelle vai ter que se defender de uma queixa-crime feita pelos irmãos Felipe e Luccas Neto na justiça. A 39ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou a ação movida contra a atriz e apresentadora pelos crimes de calúnia (cinco vezes), difamação (sete vezes) e injúria (três vezes). A polêmica começou quando a apresentadora postou em suas redes sociais um vídeo de imagens retiradas da internet e editadas, no qual Luccas aparece supostamente simulando sexo oral em uma garrafa, enquanto Felipe brinca sobre lançar um “plug anal” com seu rosto. “Podemos chamar esse vídeo de incitação à pedofilia a olhos nus?”, afirmou ela na ocasião, citando os irmãos em seguida. “Felipe e Luccas Neto, dois irmãos milionários, um deles faz dinheiro com crianças e o outro com adolescentes cujos os pais ignoram o que seus filhos consomem na internet”, afirmou.. A assessoria de Felipe Neto disse à imprensa que os irmãos possuem, somadas, seis ações criminais contra a apresentadora, “em razão das inúmeras ofensas praticadas pela mesma”. Em outro processo, os youtubers pedem uma indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil (R$ 100 mil para cada um), uma retratação pública de Fontenelle e o pagamento dos honorários advocatícios, além da exclusão do vídeo. Nesta semana, as advogadas Luciana Barbosa Pires e Juliana Bierrenbach renunciaram à defesa de Antônia Fontenelle em um dos processos criminais que Felipe Neto move contra ela. São as mesmas advogadas que do caso da rachadinha de Flávio Bolsonaro. A primeira audiência dos processos foi marcada para o dia 9 de dezembro.
Cidade do interior do Texas processa Netflix por Lindinhas
A Netflix foi indiciada num processo criminal em uma cidadezinha de 86 mil habitantes do estado americano do Texas por causa do filme “Lindinhas” (Mignonnes). A ação, protocolada em 23 de setembro no condado de Tyler, acusa a plataforma de promover imagens obscenas de crianças no filme francês. A acusação foi parcialmente revelada pelo deputado conservador Matt Shaefer no Twitter nesta terça-feira (6/10). Ele destacou a parte do texto que acusa o filme de “retratar a exibição obscena da região púbica de uma criança vestida ou parcialmente vestida com menos de 18 anos de idade, que apela ao interesse lascivo por sexo”. Segundo a plataforma, o processo “não tem mérito”, porque “‘Lindinhas’ é um comentário social contra a sexualização de crianças pequenas”. “Essa acusação não tem mérito e nós apoiamos o filme”, manifestou-se a Netflix por comunicado. No Brasil, um templo evangélico também tentou processar a empresa por causa do filme. A ação, que pedia censura de “Lindinhas”, foi julgada improcedente. Ao rejeitar o pedido de liminar, o juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra disse que a Netflix não violou a legislação e que o pedido de exclusão do filme é inconstitucional. Premiado no Festival de Sundance e exibido sem polêmicas na França, “Lindinhas” acabou ganhando repercussão entre os conservadores dos EUA e, posteriormente, no Brasil pela ministra pastora Damares Alves, que disse que também tentaria censurá-lo. “É interesse de todos nós botarmos freio” e “vamos tomar todas as medidas judiciais cabíveis”, ela chegou a afirmar sobre a produção. Em contraste com a reação de Damares e outros conservadores, o filme foi acompanhado pelas autoridades de proteção infantil do governo francês durante toda a sua produção e elas aprovaram seu conteúdo integralmente. A reação negativa só começou após um pôster equivocado da própria Netflix, que apresentava as meninas em trajes colantes, tentando fazer poses sensuais. A imagem, por sinal, é exatamente o que o filme critica. No momento em que ela aparece no contexto do filme, as meninas são vaiadas por mães que se horrorizam com a performance sexualizada delas num concurso de danças. Isto serve de despertar para a protagonista, uma pré-adolescente que até então confundia sexualização com rebelião diante da cultura de submissão feminina de sua família religiosa. O governo francês também defendeu o filme ao considerar que as críticas se baseiam numa série de imagens descontextualizadas e reducionistas. Afirma que as críticas imputam à diretora uma intenção que ela não teve e que vai “em total contradição com o que a obra propõe”.
Novo clipe do BLACKPINK gera polêmica com “enfermeira sexy”
O novo clipe do grupo vocal feminino BLACKPINK está rendendo polêmica na Coréia do Sul. Revelado no fim de semana e já visto mais de 100 milhões de vezes no YouTube, o vídeo de “Lovesick Girls” está sendo acusado de objetificar sexualmente a profissão de enfermeira. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Medicina da Coréia do Sul fez uma queixa formal contra o clipe, as artistas e a gravadora/produtora YG Entertainment, exigindo desculpas e retificação das cenas que apresentam a cantora Jennie fantasiada de enfermeira sexy. O figurino é “um traje de enfermeira nada realista, que consiste em uma touca de cabelo, saia justa e curta e salto alto.” Em sua reclamação, o sindicato lembra que as enfermeiras “tem lutado por muito tempo” por respeito na profissão e que estão constantemente expostas ao abuso de poder e violência sexual. O fato de terem se colocado na linha de frente no combate à pandemia de coronavírus torna ainda mais grave e desrespeitoso o fato de a YG Entertainment “objetivar sexualmente as enfermeiras no videoclipe do BLACKPINK”. Na música que acompanha o vídeo, as meninas cantam que “nenhum doutor pode me ajudar quando eu fico doente de amor”. “Lovesick Girls” faz parte de “The Album”, primeiro álbum do grupo de K-pop, lançado na sexta passada (2/10). A polêmica acabou rendendo campanhas na internet, que defendem que “ser enfermeira não é uma fantasia”. Veja o clipe abaixo.
Uma das maiores redes de cinema do Reino Unido e EUA anuncia fechamento
O anúncio do adiamento de “007 – Sem Tempo para Morrer” para 2021 levou uma das maiores redes de cinema do Reino Unido e EUA a anunciar seu fechamento. Com a falta de títulos novos para exibir, a Cineworld decidiu fechar 128 de seus cinemas no Reino Unido e na Irlanda, bem como sua rede Regal nos Estados Unidos já no começo desta semana. A empresa é a primeira grande rede de cinema a fechar desde que o circuito recebeu autorização para reabrir durante a pandemia. Seu fechamento envia uma mensagem perturbadora para o mercado, mostrando que mesmo que alguns locais tenham começado a abrir as salas de exibição, não existe previsão para o lançamento de filmes inéditos capazes de atrair o público de volta. Segundo o jornal britânico Sunday Times, o fechamento da Cineworld terá impacto sobre 5,5 mil empregos no Reino Unido. A revista Variety também relata que a rede Regal vai fechar os cinemas que tinha reaberto nos EUA. Mas em Los Angeles e Nova York apenas oficializará as demissões, já que lá suas principais salas de exibição estão fechadas desde março. A Regal é a segunda maior rede de cinemas dos EUA, com 7,1 mil telas divididas por 543 cinemas em 42 estados. Suas salas reabriram parcialmente para o lançamento de “Tenet”, no começo de setembro, mas não receberam novos lançamentos de impacto desde então. Para completar, as bilheterias do filme da Warner foram desencorajadoras. Já a Cineworld relatou dívidas de US$ 8,2 bilhões em seu último balanço de negócios. Os únicos lançamentos importantes previstos para antes do Natal nos EUA são duas animações: “Soul”, da Disney/Pixar, aguardado em 20 de novembro, e “Os Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, marcado para cinco dias depois. Mas já há boatos sobre um provável adiamento da primeira. Fora esses dois títulos, os filmes menores que se mantém no calendário não animam os exibidores. A rede AMC foi muito criticada pelas concorrentes por ter fechado um acordo com a Universal para diminuir a janela de exibição, permitindo que filmes saiam do cinema diretamente para plataformas digitais após um período de apenas 17 dias. Em troca, a AMC ficou com um percentual das negociações digitais, ganhando dinheiro mesmo quando deixa de exibir as produções. Mas a Cineworld foi totalmente contra o negócio, resistindo a apelos dos estúdios por uma negociação que permitiria manter sua atividade. As empresas que resistem a esse tipo de acordo esperam que uma ajuda do governo caia do céu. Acreditam que o Papai Noel federal pode lhes dar um presentão até o Natal. Para garantir, já mandaram a cartinha com seu pedido para o bom velhinho, também conhecido como Congresso dos EUA. Em uma carta aos líderes do Senado e da Câmara dos Deputados, os proprietários de cinemas fizeram um apelo por ajuda financeira, dizendo temer pelo futuro da indústria, onde afirmam que o fechamento das salas causado pelo coronavírus teve um efeito devastador e que, sem recursos, “os cinemas podem não sobreviver ao impacto da pandemia”.
Facebook reage ao documentário O Dilema das Redes
O Facebook decidiu responder ao documentário “O Dilema das Redes” (The Social Dilema), lançado pela Netflix há algumas semanas com grande repercussão. Em comunicado divulgado na sexta-feira (2/10), a empresa de Mark Zuckerberg listou sete “erros” do documentário para criticar o conteúdo do filme, acusando a produção de apresentar uma visão distorcida do funcionamento das redes sociais, de modo a “criar um conveniente bode expiatório para problemas sociais complexos”. No comunicado, o Facebook tenta desmentir a narrativa do documentário, apontando as iniciativas realizadas nos últimos anos para corrigir seus problemas. Vale mencionar que algumas dessas iniciativas só foram tomadas após muita pressão, inclusive do Congresso dos EUA, e depois da première do filme — que foi exibido em janeiro deste ano, no Festival de Sundance, quando virou assunto na mídia. Em sua defesa, a empresa afirma que não criou seus produtos para serem viciantes e sim para agregar valor, alegando que seus algoritmos não são “maus” e que eles funcionam para a plataforma continuar relevante e útil. Além disso, disse que, ao mudar seu feed de notícias em 2018, trocando a prioridade do algoritmo – de vídeos virais para “interações sociais significativas” com amigos e parentes – sofreu uma queda de 50 milhões de horas por dia de interações na plataforma. A empresa também garante ter feito mudanças para proteger mais efetivamente a privacidade de seus usuários – após escândalos de utilização desses dados por terceiros – e para combater conteúdos nocivos, que propagam preconceito e desinformação na plataforma. “Reconhecemos que cometemos erros em 2016. No entanto, o filme não considera o que temos feito desde então para construir fortes defesas a fim de impedir as pessoas de usarem o Facebook para interferir em eleições”, diz a empresa. Uma dessas iniciativas foi o desmantelamento de mais de 100 redes que agiam com “comportamento inautêntico coordenado”, entre elas uma rede brasileira com ligações à família do presidente Jair Bolsonaro. A companhia ainda argumenta que “polarização e populismo” existem há muito tempo — não nasceu com a internet e redes sociais. Também diz que a maioria do conteúdo visto lá não é polarizador nem político, e que tem ferramentas para diminuir o alcance de conteúdos sensacionalistas. Para completar, o Facebook inclui também críticas às conclusões do documentário. “Os criadores do filme não reconhecem – criticamente ou não – os esforços já realizados pelas empresas para resolver muitas das questões levantadas. Em vez disso, eles apresentam comentários de quem não está do lado de dentro [do negócio] há muitos anos”, afirma. O comunicado não aborda o fato de o Facebook ter hesitado mais do que qualquer outra rede social a identificar e até derrubar conteúdos de autoridades públicas que praticam desinformação sistemática (eufemismo para mentiras descaradas) na plataforma, às vezes até em desrespeito às políticas da empresa contra discursos de ódio. O próprio Zuckerberg defende que publicações de autoridades públicas merecem um tratamento diferente para serem julgadas pelos eleitores. Entretanto, isso acontece sem contexto em sua rede social. Além do Facebook, Zuckeberg também é dono do Instagram e do Whatsapp. Este último virou um instrumento perigoso de desinformação, especialmente durante a pandemia de covid-19, usado de forma ideológica numa campanha de lavagem cerebral, que chega a usar citação bíblica sobre “a verdade” para convencer usuários de que mentira é verdade e vice-versa – isto é, que os fatos jornalísticos apurados pelas grandes empresas de mídia não tem credibilidade, enquanto apenas os “zaps” de teorias de conspiração absurdas devem ser acreditados. O documentário “O Dilema das Redes” alerta para o risco de acreditar nas mentiras das redes sociais, além de detalhar como elas usam algoritmos para fazer com que os usuários permanecerem interagindo e se submetendo ao bombardeio de desinformação. Alguns usuários do Facebook chegaram a excluir sua conta na rede social depois de assistir ao filme.
Paulo Betti cria polêmica ao dizer que facada em Bolsonaro foi “mais ou menos correta”
O ator Paulo Betti criou polêmica ao afirmar na quarta (30/9), durante uma entrevista ao UOL, que a facada em Bolsonaro, quando ele ainda era candidato à presidência, foi “mais ou menos correta, mas não total”. “No meio da multidão, isso não estava previsto. Ninguém tinha previsto que ia aparecer um maluco a golpear a camisa amarela onde estava escrito ‘Brasil acima de tudo’ ali e cravar uma faca ainda de maneira mais ou menos correta, mas não total. Desgraçado!”, disse Paulo Betti, condenando a inépcia do autor do crime e também o resultado do atentado – a eleição de Bolsonaro. A fala foi uma resposta de Betti sobre uma pergunta a respeito da vitória de Bolsonaro, que o ator ligou ao “imponderável”, citando o episódio da facada. Vários perfis de direita divulgaram a frase fora do contexto. Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chegou a tuitar: “Quem mandou matar Bolsonaro? Qualquer um sabe que foi um ex-integrante do PSOL, então, outros vão surgindo e mostrando todo seu ‘amor’, como Álvaro Dias e afins. Hoje, surge mais um, cujo passado dispensa qualquer comentário a mais! Autoridades, os senhores estão por aí?”. O apresentador do “Morning Show” da Jovem Pan, Paulo Mathias, também se manifestou chamando Paulo de “personificação do delírio da ultraesquerda brasileira”. Atacado pela “ultradireita brasileira”, Paulo Betti ainda não voltou a se manifestar sobre o assunto.
Atriz de The Resident viverá nova personagem de Riverdale
Depois das reclamações de falta de destaque para personagens negros em “Riverdale”, uma nova atriz foi incluída na 5ª temporada da série. Erinn Westbrook passará a fazer parte do elenco fixo como Tabitha Tate, a neta de Pop Tate, que chegará na cidade para cuidar da lanchonete de seu avô. A atriz é conhecida por séries como “Glee”, “Awkward.”, “Insaciável” e seu trabalho mais recente foi em “The Resident”, como uma paciente que apareceu da 2ª à 3ª temporadas. Sua inclusão em “Riverdale” reflete um compromisso assumido pelo produtor-roteirista Roberto Aguirre-Sacasa, criador da série, para dar mais atenção a atores e personagens negros. Em um post publicado no Instagram em junho, Aguirre Sacasa diz que a queixa de falta de diversidade na série, denunciada pela atriz Vanessa Morgan, intérprete de Toni Topaz, foi ouvida e seria abordada na próxima temporada. “Nós ouvimos Vanessa. Nós amamos Vanessa. Ela está certa. Sentimos muito e faremos a mesma promessa que fizemos a ela para vocês. Faremos o nosso melhor para fazer justiça a ela e a personagem dela. Assim como a todos os atores e personagens negros. Mudanças estão acontecendo e vão continuar a acontecer. ‘Riverdale’ vai ficar maior, não menor. ‘Riverdale’ fará parte do movimento, não ficará de fora. E todos os roteiristas de ‘Riverdale’ fizeram uma doação ao Black Lives Matter de Los Angeles, mas sabemos onde o trabalho precisa ser realizado por nós. Na sala dos roteiristas”, escreveu o produtor. A 5ª temporada tem estreia prevista para o começo de 2021.
Eddie Redmayne arranja problemas nas redes sociais ao defender JK Rowling
Eddie Redmayne tentou ficar em cima do muro e acabou derrubado pelas redes sociais. Ele virou assunto hoje no Twitter após uma entrevista ao jornal Daily Mail em que comentou as posições transfóbicas da escritora JK Rowling. Além de ter criado os livros de “Harry Potter”, Rowling assina os roteiros dos filmes “Animais Fantásticos” que Redmayne estrela. Em junho passado, quando a escritora começou a atacar homens transexuais, ele chegou a se posicionar, discordando frontalmente e dizendo que pessoas trans “simplesmente querem viver suas vidas em paz, e está na hora de deixá-los”. Embora tenha reforçado que é contra a transfobia, o ator agora disse que também se assustou com a “ferocidade” dos comentários direcionados a Rowling nas redes sociais, que ele classificou como “totalmente nojentos”, e contou ter enviado um bilhete a JK Rowling para apoiá-la. Apesar de defender aquela que atualmente é a maior porta-voz da transfobia no mundo, Redmayne também se disse preocupado com os ataques contra a população trans, sem especificar se estava se referindo aos comentários de JK Rowling. Para ele, os comentários transfóbicos são “igualmente nojentos”. O ator disse ao Daily Mail que tem “amigos e colegas trans” que têm “seus direitos humanos desafiados ao redor do mundo e enfrentam discriminação diariamente”. “Continua a haver uma terrível torrente de abusos contra pessoas trans online e no mundo que é devastadora”, completou Redmayne, que antes de viver Newt Scamander nos filmes criados por Rowland foi indicado ao Oscar por seu papel de Lili Elbe, o primeiro homem a passar por cirurgia de mudança de sexo, no filme “A Garota Dinamarquesa” (2015). Nas redes sociais, ele perdeu muitos fãs por defender Rowling. A situação é especialmente delicada para todos os envolvidos na polêmica criada pela escritora porque as filmagens de “Animais Fantásticos 3” começaram na semana passada no Reino Unido. E como se não bastasse o ódio da comunidade trans, o filme ainda terá participação de Johnny Depp, que recentemente esteve nos tribunais de Londres escancarando o lado mais sombrio de sua vida pessoal para se defender da acusação de “espancador da esposa” do jornal The Sun.











