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    Jamie Foxx vai viver Mike Tyson em minissérie

    22 de março de 2021 /

    O ator Jamie Foxx interpretará o campeão mundial do boxe Mike Tyson em uma nova minissérie biográfica. Intitulada simplesmente “Tyson”, a produção terá seus episódios dirigidos pelo cineasta Antoine Fuqua (“O Protetor”), que ainda dividirá a produção com ninguém menos que o colega Martin Scorsese (“O Irlandês”). Ainda sem canal/plataforma definido, o projeto foi apresentado pelo próprio Tyson ao mercado. “Há muito tempo que procuro contar minha história”, disse Tyson, em comunicado. “Com o recente lançamento da [sua produtora de eventos] Legends Only League e a empolgação dos fãs após meu retorno ao ringue, agora parece o momento perfeito. Estou ansioso para colaborar com Martin, Antoine, Jamie e toda a equipe criativa para trazer ao público uma série que não apenas captura minha jornada profissional e pessoal, mas também inspira e diverte.” Foxx vem discutindo seu envolvimento em um projeto de Tyson há algum tempo, afirmando no ano passado que estava se preparando para o papel, embora na época os rumores mencionassem um filme biográfico. A oficialização do projeto explica a reação extremamente irritada de Tyson ao anúncio da produção de “Iron Mike”, outra minissérie sobre sua vida, em desenvolvimento para a plataforma Hulu. O anúncio de “Iron Mike” atropelou o projeto oficial de Mike Tyson. Por isso, ele definiu a minissérie como “roubo” e lançou a hashtag #boycotthulu, tentando sensibilizar seus seguidores a boicotarem a plataforma da Disney. Embora seja louvado como um dos maiores boxeadores de todos os tempos, Tyson tem uma ficha corrida violenta. Ele foi condenado por estupro e cumpriu três anos de prisão. Ao encenar sua volta por cima no boxe, após sua libertação, ele encerrou seus dias de glória numa revanche contra Evander Holyfield em 1997, em que foi desqualificado por arrancar à mordidas um pedaço de uma das orelhas do oponente. Apesar do vexame, transmitido ao vivo pela TV para todo o mundo, Tyson continuou a lutar – e perder – várias lutas, até se aposentar em 2006. Mesmo assim, ainda voltou aos ringues contra Roy Jones Jr. no ano passado. Nos últimos tempos, o lutador tem conseguido mais sucesso interpretando a si mesmo no cinema e na TV. Um dos pontos altos desta carreira aconteceu na trilogia “Se Beber, Não Case” e, mesmo com seu passado violento, numa série de animação, “Mike Tyson Mysteries”, do Adult Swim. Além disso, ele nocauteou Eminem num clipe recente e publicou sua autobiografia, que se tornou um best-seller nos EUA.

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  • Filme

    Bela Vingança e Borat 2 são premiados pelo Sindicato dos Roteiristas

    22 de março de 2021 /

    Os filmes “Bela Vingança” e “Borat: Fita de Cinema Seguinte” foram os principais vencedores do 73º prêmio anual do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (Writers Guild of America – WGA). O evento, que aconteceu na noite de domingo (22/3) com apresentação do ator Kal Penn, reconheceu a obra da cineasta Emerald Fennel como Melhor Roteiro Original do ano, enquanto a continuação de “Borat”, escrita pelo astro Sacha Baron Cohen e um contingente de colaboradores, como o Melhor Roteiro Adaptado. Fennell, que é mais lembrada por seu papel como Camilla Parker-Bowles na série “The Crown”, aproveitou para enaltecer o aspecto menos conhecido de seu trabalho, destacando que se orgulhava do reconhecimento do WGA Award porque “é muito importante para mim ser membro desta organização”. Já Baron Cohen brincou que, com nove roteiristas assinando a produção, deveria ter creditado o próprio Sindicato como autor da história. Ele também comentou a imprevisibilidade de desenvolver um filme em cima de improvisos e aproveitou para fazer piada com a sorte de ter contado com Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado de Donald Trump, na cena mais polêmica da produção. “Ele fez exatamente o que esperávamos”. O troféu de Melhor Roteiro de Documentário foi para “The Dissident”, escrito por Mark Monroe e Bryan Fogel, sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, do Washington Post, na embaixada turca da Arábia Saudita em 2018. Para completar, entre as produções televisivas, “Mrs. America” venceu como Melhor Roteiro de Minissérie, “O Gambito da Rainha” foi considerado o Melhor Roteiro Adaptado de Minissérie, “The Crown” faturou a categoria de Série de Drama e “Ted Lasso” se consagrou com dois WGA Awards, como Melhor Roteiro de Série de Comédia e Melhor Roteiro de Série Nova. Confira abaixo os vídeos das premiações de “Borat: Fita de Cinema Seguinte” e “Bela Vingança”, seguidos pela lista dos roteiristas de filmes e séries premiados. Melhor Roteiro Original “Bela Vingança” – Emerald Fennell Melhor Roteiro Adaptado “Borat: Fita de Cinema Seguinte” – Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Swimer, Peter Baynham, Erica Rivinoja, Dan Mazer, Jena Friedman, Lee Kern e Nina Pedrad Melhor Roteiro de Documentário “The Dissident” – Mark Monroe e Bryan Fogel Melhor Roteiro de Série de Drama “The Crown” – Peter Morgan e Jonathan Wilson Melhor Roteiro de Série de Comédia “Ted Lasso” – Jane Becker, Leann Bowen, Brett Goldstein, Brendan Hunt, Joe Kelly, Bill Lawrence, Jamie Lee, Jason Sudeikis, Phoebe Walsh e Bill Wrubel Melhor Roteiro de Série Nova “Ted Lasso” – Jane Becker, Leann Bowen, Brett Goldstein, Brendan Hunt, Joe Kelly, Bill Lawrence, Jamie Lee, Jason Sudeikis, Phoebe Walsh e Bill Wrubel Melhor Roteiro Original de Minissérie “Mrs. America” – Tanya Barfield, Joshua Griffith, Sharon Hoffman, Boo Killebrew, Micah Schraft, April Shih e Dahvi Waller Melhor Roteiro Adaptado de Minissérie “O Gambito da Rainha” – Scott Frank e Allan Scott Melhor Roteiro de Episódio Animado “BoJack Horseman” (“Xerox of a Xerox”) – Nick Adams Melhor Roteiro de Episódio de Drama “Ozark” (“Fire Pink”) – Miki Johnson Melhor Roteiro de Episódio de Comédia “The Great” (“The Great”) – Tony McNamara Melhor Roteiro de Nova Mídia “#FREERAYSHAWN” – Marc Maurino

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  • Série

    Predestinado: Gabigol tentou impedir último episódio de sua série documental

    22 de março de 2021 /

    A empresa Gabigol Esportes Ltda, que cuida da imagem do jogador de futebol Gabigol, do Flamengo, tentou impedir a exibição do último episódio da série documental “Predestinado”, que conta a história do jogador. Liberado neste domingo (22/3) aos assinantes da Globoplay, o capítulo foi reeditado para incluir a detenção do atleta em um cassino clandestino em São Paulo, furando o toque de recolher contra a covid-19 na madrugada do último domingo. A equipe de Gabigol entrou com um pedido de liminar na Justiça do Rio de Janeiro para barrar a veiculação das imagens comprometedoras do jogador, com a justificativa de que a Globo não respeitou o contrato. Eles alegam que existem cláusulas que obrigam a emissora a consultar o jogador em caso de qualquer edição. Mas a equipe só teria sido informada das mudanças na véspera e, ao entrar em contato com a emissora, optou pela via judicial. A polêmica se deve ao fato de a Globo ter prometido uma homenagem ao atacante nas negociações para a produção do documentário. Por isso, Gabigol recebeu a equipe do Globoplay na casa do seu empresário, em São Paulo, e deu uma entrevista exclusiva sobre a carreira e sobre o oitavo título nacional do Flamengo. “Não resta qualquer dúvida que a aceitação dos autores acerca da elaboração do documentário está estritamente atrelada ao fato de que este foi apresentado e descrito pela ré como uma homenagem ao atleta Gabriel Barbosa e como de exaltação à sua carreira, sendo certo que a pretensão da ré se mostra totalmente contrária à tal premissa, configurando-se em exposição midiática de assunto estritamente relacionada à vida pessoal do atleta e extremamente delicado”, diz trecho do documento, que acabou vindo à tona e publicado pela imprensa esportiva. Além de tentar impedir a nova versão do conteúdo, a equipe do jogador entrou com o pedido de indenização de R$ 2 milhões caso o Globoplay descumprisse a decisão. A juíza de plantão da 14ª Câmara Cível do Rio de Janeiro negou o pedido do jogador, alegando que as notícias já eram públicas. Em sua decisão, a magistrada citou até uma entrevista que Gabigol deu ao “Fantástico”, da TV Globo, na semana passada, falando sobre o assunto: “Ressalta-se que o próprio jogador do Flamengo, em entrevista concedida ao programa ‘Fantástico’, disse estar arrependido, deixando evidente que o fato ocorrido no dia 13 de março é público e notório”. O episódio que encerra a série documental se chama “Um Ano em Dois” e tem 33 minutos de duração. O caso do cassino é abordado em quatro minutos e 21 segundos – com depoimentos, imagens sobre o assunto e a entrevista concedida pelo atacante para falar do caso para a própria Globo. Em nota à imprensa, a emissora disse que documentário seguiu princípios editoriais. “‘Predestinado’ é um mergulho na história e nas origens do Gabriel Barbosa, o Gabigol. O documentário em formato de seriado retrata a vida e a carreira do jogador em ordem cronológica. O quarto e último episódio da série trata dos desafios de uma temporada marcada por três mudanças de treinadores, uma lesão séria, uma pandemia, e que terminou com mais um troféu nacional na galeria rubro-negra. Dos 33 minutos e 16 segundos de duração do episódio, a ida de Gabigol ao cassino é contada em três minutos e trinta segundos, dos quais 50 segundos reproduzem trechos da entrevista com explicações do jogador ao ‘Fantástico’ da última semana. Como se sabe, o caso teve grande repercussão e sua abordagem em uma obra documental com características de entretenimento e jornalismo está em linha com os princípios editoriais do Grupo Globo. Vista em seu conjunto, a série deu voz a Gabigol e sua família para contarem a história do jogador e a abordagem pontual e proporcional da ida ao cassino em nada elimina o caráter de homenagem a um ídolo que conseguiu transcender o futebol e conquistar popularidade entre adultos e crianças”. Em sua conta no Twitter, o empresário do atacante, Júnior Pedroso, afirmou, sem citar a Globo, que continuam “massacrando” o atleta. “O Gabriel errou ao quebrar o lockdown? Errou! Reconheceu o erro? Sim! Deu a cara publicamente para a emissora que mais alfinetou e se posicionou com a personalidade que é peculiar! Mesmo assim, continuaram massacrando-o como se ele fosse o grande culpado pelo caos causado pela covid no Brasil”, escreveu Pedroso. O pai de Gabigol, Valdemir Silva Almeida, foi mais incisivo sobre o assunto. Bastante chateado, ele disse que abriu a porta da sua casa para traidores. “Não posso me calar perante algumas injustiças que têm sido cometidas. Repito, errou, foi repreendido e pagará legalmente pelo que fez”, afirmou em comunicado. “Mas há pessoas agindo de má fé, quebrando acordos, usando da imagem dele para se promover e ganhar audiência. Abri a porta da minha casa para um projeto grandioso, que nos trouxe o propósito de homenagear o Gabriel. Foram meses, semanas, horas dedicadas a isso, sempre muito solícito e presente. Nos emocionamos a cada episódio, minha esposa chorou, minha filha, a cada história que passamos juntos, que batalhamos para chegar até aqui. Mas fomos enganados, fomos traídos por conta de audiência e isso não podemos aceitar”, desabafou.

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  • Filme

    Rudolph Giuliani tentou prender equipe de Borat após filmagens

    21 de março de 2021 /

    Um dos momentos que mais deram o que falar em “Borat: Fita de Cinema Seguinte” foi a sequência envolvendo Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado de Donald Trump. Na cena, ele foi a um quarto de hotel após uma entrevista com a atriz Maria Bakalova, que fingia ser uma jornalista, e parecia acreditar que faria sexo com ela até ser surpreendido por Borat (Sacha Baron Cohen). Só agora, porém, a produtora do filme revelou os momentos de tensão que se seguiram àquela gravação. No sábado (20/3), durante um evento do Sindicato dos Produtores, Monica Levinson contou que Giuliani tentou fazer com que toda a equipe fosse presa. “Ele alegou que tentamos extorqui-lo, mas não pedimos nada. Ele ligou para todos os policiais que conhecia na cidade de Nova York e nos acusou de extorsão, que é um crime federal. Muito esperto”, revelou, ironizando. Levinson disse ainda que a equipe do hotel chegou a tentar impedi-los de pegar as gravações, trancando o quarto onde tudo aconteceu — mas a equipe já estava com as fitas e conseguiu ficar com as filmagens. “Nós escondemos as fitas nas calças. Era a forma de garantir que a gente saísse com os arquivos”. No entanto, eles não tiveram a mesma sorte com os equipamentos, que ficaram retidos no hotel. “Tivemos que alugar novos equipamentos. Foi uma noite muito estressante, porque o hotel não nos deixou tirar nada dos quartos”. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” acabou rendendo uma indicação para Maria Bakalova ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

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  • Filme

    Instinto Selvagem: Sharon Stone diz que estapeou diretor por filmá-la sem calcinha

    19 de março de 2021 /

    A atriz Sharon Stone revelou ter dado um tapa na cara do diretor Paul Verhoeven após ver pela primeira vez sua famosa cena sem calcinha no suspense “Instinto Selvagem”, de 1992. A novidade veio à tona num trecho de sua autobiografia, que foi antecipado pela revista Vanity Fair. Intitulado “The Beauty of Living Twice”, o livro será lançado em 30 de março nos EUA. Stone alegou que sua icônica “cruzada de pernas” foi filmada sem seu consentimento. Ela afirmou ter sido enganada por Verhoeven para ficar sem calcinha durante as filmagens. O cineasta teria dito que a peça íntima estava “refletindo na luz” e a convenceu a tirá-la, prometendo que não filmaria nada indevido. Por isso, se disse surpreendida pela inclusão da cena reveladora. “Fui chamada para assistir ao filme após encerrarmos as filmagens. Não éramos apenas eu e o diretor, era uma sala cheia de agentes e advogados, a maior parte deles não tinha nada a ver com o projeto. E foi assim que vi a cena com a minha vagina pela primeira vez, após me dizerem que ‘não veremos nada, só precisamos que você remova a calcinha por ela estar refletindo na luz e assim dá para saber que você está de calcinha”, escreveu a atriz em sua autobiografia. Ao contar a história, ela também rebateu as alegações de Verhoeven de que a cena teria sido filmada com seu consentimento. “Sim, há muitos pontos de vista em relação a esse tema, mas levando-se em conta que sou eu a dona da vagina em questão, posso dizer: os outros pontos de vista são uma besteira. Agora, a questão é. Não importa mais. Era eu e as minhas partes lá. Eu decidi fazer. Eu fui até a sala de projeção e dei um tapa na cara do Paul e saí, entrei no meu carro e liguei para o meu advogado, Marty Singer”, contou Apesar de ter considerado processar o diretor e os produtores do filme, ao final Stone concluiu que a cena era relevante para o contexto da história. A cruzada de pernas marcou época. “Instinto Selvagem” estourou nas bilheterias, Sharon Stone virou sex symbol, tornou-se uma atriz requisitadíssima, seu salário para novos projetos se multiplicou e ela até recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por viver a psicopata sexy Catherine Tramell no filme de Verhoeven. Em 2006, ela estrelou a continuação do filme, evocando a cena icônica no cartaz do lançamento – desta vez, um fracasso de bilheterias. Veja abaixo a cruzada de pernas mais famosa do cinema e a capa do livro de memórias de Sharon Stone.

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    Armie Hammer é acusado de estupro e agressão

    18 de março de 2021 /

    Não foram apenas acusações de comportamento abusivo e conversas sadomasoquistas nas redes sociais. Armie Hammer está sendo acusado de estupro por uma mulher identificada como Effie, que seria a dona da conta House of Effie no Instagram, responsável pela exposição de mensagens violentas que supostamente seriam do ator. Quando expôs as mensagens, a dona do perfil alegou que viveu um relacionamento abusivo com Hammer enquanto ele era casado com Elizabeth Chambers. Além de prints de mensagens, ela também publicou fotos de machucados supostamente causados pelo ator de “Me Chame pelo Seu Nome”. A situação se tornou mais séria nesta quinta (18/3), quando a famosa advogada americana Gloria Allred anunciou ter entrado com uma queixa-crime contra Armie Hammer em nome de Effie. O Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou ao site The Hollywood Reporter que o ator já está sendo investigado por uma denúncia de agressão sexual desde 3 de fevereiro. Allred e Effie deram uma entrevista coletiva para a imprensa americana, onde detalharam a acusação. “Em 24 de abril de 2017, Armie Hammer me estuprou violentamente por mais de quatro horas em Los Angeles”, disse Effie, que não revelou seu nome completo, mas foi descrita por Allred como uma “mulher de 24 anos que mora na Europa”. Durante o período do alegado estupro, Effie disse que Hammer bateu repetidamente sua cabeça contra a parede, resultando em hematomas em seu rosto, e “cometeu outros atos de violência contra mim, com os quais não concordei”. Ela descreveu que ele chicoteou seus pés. “Durante essas quatro horas, tentei fugir, mas ele não deixou. Achei que ele fosse me matar. Aí [ele] foi embora sem se preocupar com o meu bem-estar”, disse Effie. A mulher diz que conheceu Hammer no Facebook em 2016, quando tinha 20 anos, e entrou em um relacionamento intermitente com ele entre 2016 e 2020. “Ele abusou de mim mentalmente, emocionalmente e sexualmente”, disse Effie sobre o relacionamento. Ela afirma que teve pensamentos suicidas depois do alegado estupro, mas também tentou se convencer de que estava tudo bem: “Eu tentei tanto justificar suas ações, até o ponto de responder a ele de uma forma que não refletisse meus verdadeiros sentimentos”. E concluiu: “Ao falar sobre isso hoje, espero evitar que outras pessoas sejam vítimas dele no futuro”. “Mesmo que um parceiro sexual concorde com as atividades sexuais, ela tem o direito de, a qualquer momento, retirar seu consentimento”, acrescentou Allred na entrevista coletiva. Hammer nega as afirmações. Depois da coletiva, o advogado do ator, Andrew Brettler, emitiu um comunicado em que afirma que a “correspondência da própria Effie com o Sr. Hammer mina e refuta suas acusações ultrajantes. Recentemente, em 18 de julho de 2020, [Effie] enviou textos gráficos para o Sr. Hammer dizendo a ele o que ela queria que ele fizesse com ela. O Sr. Hammer respondeu deixando claro que não queria manter esse tipo de relacionamento com ela. ” Em resposta, Allred informou por comunicado que Effie forneceu evidências do alegado abuso sexual de Hammer para a polícia, observando que existem fotos de seus “ferimentos visíveis”. E desafiou a defesa de Hammer a “apresentar todas, não algumas, das suas comunicações com Effie ao Departamento de Polícia de Los Angeles e responder a todas as perguntas diretamente, em vez de por meio de seus advogados”. A campanha da conta House of Effie contra Hammer começou no início de janeiro, quando vários comentários e conversas perturbadores atribuídos ao ator surgiram nas redes sociais, descrevendo desejos canibais e predileção por violência sexual. As revelações foram repercutidas por comentários de ex-namoradas do ator, que confirmaram suas tendências sadomasoquistas. Paige Lorenze chegou a acusar o ator de forçá-la a um relacionamento sexual agressivo que a deixou com hematomas e mutilações. O advogado de Hammer rebate as acusações, afirmando que “essas afirmações sobre o Sr. Hammer são patentemente falsas. Todas as interações com essa pessoa, ou qualquer parceiro seu, foram completamente consensuais, pois foram totalmente discutidas, acordadas antecipadamente e mutuamente participativas. ” Os estúdios de Hollywood já se afastaram do ator, que saiu do filme “Shotgun Wedding”, com Jennifer Lopez, e foi cortado da série “The Offer”, sobre os bastidores das filmagens de “O Poderoso Chefão”, que estava em desenvolvimento na Paramont+. Ele também foi dispensado por sua agência de talentos e não tem nenhum projeto profissional agendado, mas completou dois filmes da ex-Fox/Disney antes do escândalo. São eles a superprodução “Morte no Nilo”, continuação do suspense “Assassinato no Expresso do Oriente”, que reúne o ator-diretor Kenneth Brannagh com um grande elenco, e a comédia “Next Goal Wins”, dirigida por Taika Waititi (“Jojo Rabbit”). A Disney ainda não revelou o que vai fazer com os dois lançamentos após a denúncia.

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  • Etc

    Shonda Rhimes e Ava DuVernay relatam experiências de discriminação do Globo de Ouro

    17 de março de 2021 /

    A situação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável pela premiação tradicional do Globo de Ouro, conseguiu piorar. Após denúncias de suborno e racismo virem à tona e desencadearem campanhas de boicote nas redes sociais, com adesão das 100 maiores agências de talento de Hollywood e Europa, a prestigiada produtora Shonda Rhimes, responsável por “Grey’s Anatomy”, “Scandal”, “How to Get Away with Murder”, “Bridgerton” e outras séries de sucesso, acusou a HFPA de discriminação, e foi respaldada pela cineasta Ava Duvernay, diretora de “Selma” e da minissérie “Olhos que Condenam”. As denúncias foram motivadas por uma reportagem publicada na terça-feira (16/3) no site The Wrap, que acusou a HFPA de não participar de entrevistas coletivas com projetos de elencos liderados por negros, incluindo “Bridgerton” e “Queen & Slim” no ano passado. Nenhum dos dois títulos foi indicado a prêmios no Globo de Ouro 2021. Usando o Twitter, Shonda Rhimes confirmou a informação sobre a esnobada da entidade em “Bridgerton”: “O HFPA rejeitou nossa entrevista coletiva. Até que virou um “hit surpresa” (‘Grey’, ‘Scandal’, ‘Murder’- SURPRESA!). E ainda assim eles me pediram para que aparecesse pessoalmente para apresentar um prêmio no Globo de Ouro. Não somos os únicos. É por isso que a casa do HFPA está pegando fogo. Eles acenderam as chamas com suas próprias ignorâncias”. Ela ainda acrescentou que era “sortuda”, porque suas séries faziam sucesso. “Pensem em todos os grandes talentos e séries que nunca tiveram uma chance”. Em seguida, a diretora Ava DuVernay compartilhou sua própria experiência negativa em relação à HFPA, durante o lançamento de sua minissérie de 2019, “Olhos que Condenam” (When They See Us). “Para a entrevista coletiva do Globo de Ouro, menos de 20 deles compareceram”, escreveu ela no Twitter. “Com base na qualidade das perguntas, perguntei brincando: ‘Algum de vocês viu a série?’ Grilos. Mais integrantes entraram na sala quando a foto do encontro estava para ser tirada, momento em que dois tentaram me vender scripts. ” A HFPA é um grupo formado por 87 supostos jornalistas internacionais, que ano após ano determinam os indicados e vencedores do Globo de Ouro. Graças à premiação, os membros recebem várias regalias generosas dos estúdios que buscam emplacar prêmios, além de milhões de dólares pelo acordo de transmissão do evento pela rede de TV americana NBC. Uma reportagem do Los Angeles Times revelou, em fevereiro passado, que a entidade não possui nenhum integrante negro e muitos deles nem são jornalistas. Segundo o jornal americano, há uma ex-Miss Universo sul-africana, uma socialite polonesa, um fisicultor russo, um figurante de séries e até um cego votando no prêmio. And I'm the lucky one. More important: think of all the great talent and shows out there that never even got a chance. — shonda rhimes (@shondarhimes) March 16, 2021 For the WHEN THEY SEE US/ HFPA press conference, less than 20 of them showed up. Based on the quality of their questions, I jokingly asked “Have any of you seen the series?” Crickets. More came in the room when the pix were to be taken, at which time two peddled their scripts. https://t.co/pBWbUz2FZ3 pic.twitter.com/5XbiSeOBDz — Ava DuVernay (@ava) March 16, 2021

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  • TV

    YouTube monetiza vídeos negacionistas da pandemia no Brasil

    17 de março de 2021 /

    Um levantamento da empresa de análise de dados Novelo Data e do Monitor do Debate Político no Meio Digital revelou que o YouTube está monetizando vídeos negacionistas, que pregam tratamento precoce sem eficácia contra a covid-19, atacam o uso de máscaras e buscam desestimular a vacinação no Brasil. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), limitou-se apenas aos 15 maiores canais de política e mídia do Brasil em janeiro de 2021, onde foram constadas pelo menos 44 postagens com conteúdo negacionista relacionado à pandemia, vistos ao todo 8,7 milhões de vezes. Vale ressaltar que este tipo de postagem contraria as políticas do YouTube. O fato de permanecerem no ar também revela falta de fiscalização ou conivência dos responsáveis por cumprir a determinação de derrubar vídeos – e até cancelar canais reincidentes – que desrespeitam as boas práticas do portal. Em suas diretrizes, a plataforma afirma que “não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou das autoridades locais de saúde” em temas como tratamento, prevenção, diagnóstico e transmissão do vírus, bem como sobre as diretrizes de distanciamento social e autoisolamento, relacionados à existência da covid-19. As publicações foram selecionados por meio de palavras-chave presentes no título ou na descrição e foram manualmente analisadas por pesquisadores que buscaram neles recomendações ao uso de ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina ou ao chamado “tratamento precoce”, promoção da vitamina D como forma de prevenção, além de desestímulo ao distanciamento social, ao uso de máscaras e à vacinação. Um bot do Google, proprietário do YouTube, chegaria nesses vídeos em frações de segundos. O problema é que o canal com o maior número de violações da conduta exigida pelo YouTube pertence ao do presidente Jair Bolsonaro (3,2 de milhões de inscritos). Ele é seguido pelo jornalista Alexandre Garcia (1,8 milhões de inscritos) e o programa “Os Pingos nos Is” (3 milhões de inscritos), da rádio Jovem Pan. Além de encontrar os maiores responsáveis por fake news contra a saúde pública brasileira no YouTube, os pesquisadores também usaram o site Social Blade para estimar quanto o portal pagou para esses canais prejudicarem a prevenção contra a pandemia. Apenas o canal do presidente Jair Bolsonaro não é remunerado. Já o programa “Pingos nos Is” recebeu mais de R$ 100 mil – uma conta mais exagerada chega a calcular R$ 1,729 milhão – somente em janeiro de 2021, embora não seja possível saber quanto desse montante vem dos vídeos desinformativos. Os pesquisadores concluem que, se o YouTube tivesse aplicado as punições previstas em sua própria política, esses canais já teriam sido permanentemente excluídos há muito tempo. “A regra existe e nesse casos a margem de duvida e interpretação é muito pequena. E esses vídeos são só de janeiro, quando já havia passado o pico de postagens por exemplo sobre hidroxicloroquina. Ainda assim, fica claro que existe uma afronta às políticas”, aponta Guilherme Felitti, da Novelo Data, um dos responsáveis pelo levantamento, em declaração à imprensa. Enquanto isso não acontece, a desinformação vem ajudando o Brasil a bater recordes de infecção e mortes pela covid-19. O país se tornou o novo epicentro da pandemia mundial, superando as mais de 2 mil fatalidades diárias. No caso do canal de Bolsonaro, no dia 4 de janeiro, foi compartilhado um vídeo intitulado “o tratamento precoce salva vidas”, com 78 mil visualizações. Nele, o pediatra e toxicologista Anthony Wong afirma em uma entrevista que “os lugares que usaram a hidroxicloroquina, azitromicina precocemente, a mortalidade era 50 a 80% menor tratando precocemente”. Isto não é verdade. O prefeito bolonarista de Uberlândia chegou a distribuir os medicamentos de graça e o resultado deste “tratamento precoce” foi que a cidade se tornou o maior foco de covid-19 de Minas Gerais. O jornalista Alexandre Garcia também defendeu em diversos vídeos compartilhados em seu canal o tratamento precoce sem eficácia comprovada. Em um deles, de 20 de janeiro, afirma que não há qualquer “prejuízo” para as pessoas que usarem medicamentos como hidroxicloroquina. Mais uma vez, isto não é verdade. Vários estudos apontam que a droga desencadeia arritmias cardíacas. “A consequência foi gente morrendo com problema cardíaco. Faleceram de Covid com arritmia. Não dá pra tratar prescrição de medicamento com achismo de autoridade pública”, disse nesta semana o Presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, Carlos Lula. No caso do canal “Pingos nos Is”, os vídeos colocam em xeque o distanciamento social e até as vacinas contra a covid-19. Em um dos vídeos apontados, o jornalista Guilherme Fiuza afirma que não há estudos suficientes que embasem as vacinas. Outra mentira. Todas as vacinas passaram por três fases de testagem intensa e seus resultados foram checados e rechecados por médicos, cientistas e autoridades sanitárias em vários países simultaneamente. O levantamento da Novelo Data e do Monitor do Debate Político acrescentou que parte dos canais teve vídeos apagados depois de algumas semanas. Um exemplo citado foi o canal Foco do Brasil, que viu sumir 2 de 6 vídeos que violam as diretrizes do YouTube. O Foco do Brasil é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito sobre as manifestações antidemocráticas. Procurado pelo jornal O Globo para comentar os resultados do levantamento, o YouTube se limitou a afirmar que não permite vídeos que promovam desinformação sobre o coronavírus e que, desde o início de fevereiro de 2020, removeu manualmente mais de 800 mil vídeos relacionados a afirmações perigosas ou enganosas sobre o vírus. “Temos o compromisso de zelar pela segurança dos nossos usuários ao utilizarem o YouTube, por isso continuaremos com o trabalho de remoção de vídeos que violem nossas regras. Além disso, qualquer pessoa que acredite ter encontrado um conteúdo no YouTube em desacordo com as diretrizes da nossa comunidade pode fazer uma denúncia e nossa equipe fará a análise do material”, declarou.

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  • Etc

    Crise no Globo de Ouro: Hollywood ameaça acabar com prêmio

    16 de março de 2021 /

    Denunciado por corrupção e racismo, o Globo de Ouro atravessa uma crise sem precedentes. Após uma reportagem do Los Angeles Times trazer à tona o histórico de subornos e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) tem recebido pressão da imprensa e entidades sociais para realizar uma reformulação completa em sua premiação. Mas o que era ruim ficou pior. Dependente da participação de celebridades para justificar o acordo milionário de transmissão de seu evento na rede NBC, a HFPA foi surpreendida na segunda-feira (15/3) por uma carta assinada pelas 100 maiores agências de talentos de Hollywood e da Europa, que ao ser aberta revelou um ultimato. Se não houverem mudanças e se elas não forem significativas, as agências sugerem que não permitirão que seus contratados – basicamente, todas as estrelas de cinema e TV – participem de atividades da HFPA. Isto inclui o Globo de Ouro 2022. Em resumo: ou HFPA muda já ou o Globo de Ouro não será transmitido no ano que vem. Para apressar as mudanças, as agências anunciaram que seus clientes foram desautorizados de realizar entrevistas com integrantes da HFPA. Muitos membros da associação usam a influência do Globo de Ouro para conseguir acesso a estrelas para entrevistas exclusivas. Com a proibição, o trabalho dessas pessoas como correspondentes estrangeiros passa a ficar em risco. Veja abaixo o que diz a carta bombástica. “Representamos coletivamente a grande maioria dos artistas da indústria do entretenimento e apelamos à Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood para manifestar rapidamente mudanças profundas e duradouras para erradicar seu ethos excludente de longa data e a prática generalizada de comportamento discriminatório, não-profissional, eticamente inapropriado e a suposta corrupção financeira endêmica da HFPA, financiada pela Dick Clark Productions, MRC, NBCUniversal e Comcast. Na última década, nossa indústria enfrentou um acerto de contas sísmico e começou a abordar seu fracasso em refletir e honrar a diversidade de nossa comunidade, mas não testemunhamos nenhuma esforço de responsabilidade, prestação de contas ou ação da HFPA, que continuou a autorizar a desigualdade sistêmica e mau comportamento flagrante. Concordamos coletiva e inequivocamente que a mudança transformadora em sua organização e em suas práticas históricas é essencial e totalmente realizável. Queremos fazer parte da solução. Para refletir o quão urgente e necessário consideramos este trabalho, não podemos aceitar que nossos clientes participem de eventos ou entrevistas do HFPA enquanto aguardamos seus planos explícitos e cronograma para mudanças transformacionais. Embora estejamos prontos para apoiar seus esforços de boa fé, saibam que qualquer mudança menos transparente e significativa que respeite e honre a diversidade e dignidade de nossos clientes, seus colegas e nosso público global resultará em danos imediatos e irreparáveis ​​ao relacionamento entre nossas agências, nossos clientes e aqueles que permitem a inquietação institucional e a cultura insular que define a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood atualmente. Os olhos da indústria e daqueles que a apoiam estão abertos”.

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  • Música

    Pedro Sampaio responde preconceito contra funk com remix dos Mamomas Assassinas

    16 de março de 2021 /

    A inclusão de um trecho do remix funk de “Wap”, produzido por Pedro Sampaio, na apresentação de Cardi B e Megan Thee Stallion no Grammy 2021 despertou o preconceito do veterano produtor Rick Bonadio, até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas. Ele lançou um ataque gratuito ao funk em suas redes sociais. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter na segunda-feira (15/3), citando uma frase em português do remix de Pedro Sampaio, que chamou atenção no Grammy. Bonadio exercitou ainda mais preconceito em outros comentários, gerando uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. À noite, Sampaio apresentou sua resposta. Em formato musical. Postou um remix funk de “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas. E fez questão de incluir “fica de quatro” em sua versão, deixando sua mensagem bem clara. Na legenda, ele escreveu: “Na minha opinião, Mamonas combina muito com funk. #FicaDeQuatro”. Ouça abaixo a versão funk dos Mamonas Assassinas. // na minha opinião, mamonas combina muito com funk #FicaDeQuatro pic.twitter.com/tRkLAkvzGT — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 16, 2021

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  • Música

    Funkeiras dão lição a produtor após tuítes preconceituosos contra funk brasileiro

    15 de março de 2021 /

    Rick Bonadio, produtor até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas e pelo infame rap sexista animado “Dogão É Mau”, resolveu manifestar preconceito contra o funk brasileiro, após Cardi B ter incorporado o ritmo em sua apresentação no Grammy 2021. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter. “Eu sinto a necessidade de criticar algumas situações porque vejo uma alienação generalizada. O funk precisa evoluir. Os funkeiros precisam ousar evoluir musicalmente para crescer. Não se pode fazer o mesmo sempre porque isso dá certo”, acrescentou Bonadio. Os textos deram início a uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor “ultrapassado”, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. Menosprezar o funk que lançou Anitta ao estrelado internacional e contagiou Cardi B, Major Laser e até Madonna chega a ser mais que elitismo bobo, é negacionismo puro. Música ruim, repetitiva e letras iguais era o que se falava sobre os Beatles na época em que Rick Bonadio nasceu. Ele simplesmente repete o preconceito de seus avós. Anitta foi mais incisiva, ao citar uma crítica dos anos 1960 que dizia o mesmo contra a Bossa Nova, estilo escolhido por Bonadio como contraste ao funk. O saldo positivo da lavação de roupa foi que a discussão trouxe à tona algumas conclusões certeiras da turma do funk, que, ao contrário do que muitos pensam, tem QI altíssimo. Rapidamente os tuítes de Bonadio foram apontados como ilustração perfeita do preconceito de classe e raça, que caracteriza a elite que define o Brasil como uma “democracia racial”, além de demonstrar uma total desconexão com a realidade social do país. O fato de mirar o funk, enquanto sertanejo, pagode e forró poderiam ser alvos dos mesmos argumentos, não passou em branco pelos artistas atingidos. Nem o descaso por musicas feita pelas classes menos privilegiadas. Veja abaixo alguns dos tuítes mais certeiros das estrelas do funk, que perceberam logo o que havia por trás dos comentários, demonstrando entender o Brasil melhor que muitos políticos – e alguns produtores fonográficos. Mesma batida? Vc deve ter parado de pesquisar desde seu último álbum de sucesso. Mesmas letras? Aceito. Porém infelizmente cada um canta uma letra compatível com o nível educacional e cultural que lhe é oferecido. Nesse caso, pelo governo brasileiro para com suas comunidades.. 🤷🏽‍♀️ — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Por que vocês acham que essa galera do business não ousa falar de outros ritmos? Porque existem grandes empresários por trás… aí a briga dói no bolso… melhor não, né? Mas já com os funkeiiiirosss… quem vai brigar por eles?? — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Entendam uma coisa, galera… é MUITO necessário resistir a esse tipo de comentário. São de pequenas opiniões assim que as coisas crescem aos poucos e podem virar cruciais no futuro. Alguém já viu o filme "Sombra Lunar" na Netflix? Explora essa questão. Uma pequena ideia — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Rick Bonadio veja está aula da Anitta e tente repensar seus (pre)conceitos! pic.twitter.com/eWUlTnxdKL — GirlFromRio❄ (@GirlFromRio5) March 15, 2021 Todos nós temos plena consciência que o funk incomoda, só que há anos o funk se tornou um movimento, um movimento de resistência e que representa a realidade de milhões de brasileiros. O funk já ultrapassou tantas barreiras e criticar já se tornou ultrapassado, resta aceitar! — Ludmilla ⚽️ (@Ludmilla) March 15, 2021 Desmerecer o trabalho do outro é TRISTE e DESRESPEITOSO. — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 O funk evoluiu e cresceu tanto que estava no Grammy ontem. É preciso respeitar nosso movimento. Tenho respeito pelo seu trabalho e esperamos o mesmo respeito. O funk é cultura, é música e tá quebrando barreiras sim. 🙏🏽 https://t.co/oWESPGzmtI — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 Da pra aceitar sim, dá pra respeitar e dá pra você ignorar o ritmo, mas você escolheu "criticar" e "ofender". Sim eu me ofendi, eu canto funk e proibidão mas eu gero empregos, pago imposto e mantenho a comida na minha casa com letras do proibidão. — Valesca Popozuda #Mecomeesome (@ValescaOficial) March 15, 2021 Em pleno 2021 produtor querendo criticar o funk, além de ignorância é algo extremamente elitista e que ignora a importância do funk na vida de tantas pessoas, inclusive na minha. Que cada vez mais a gente possa levar o funk para o mundo! Funkeira com muito orgulho SIM! — Mc Rebecca #ToPreocupada (@mcrebecca) March 15, 2021

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    Grammy faz melhor festa do ano, mas evidencia problemas em noite de recorde de Beyoncé

    15 de março de 2021 /

    Muito bem produzida e supostamente democrática, a premiação do Grammy 2021 vai ficar conhecida como a edição em que Beyoncé bateu o recorde de artista com a maior quantidade de prêmios da Academia Fonográfica em todos os tempos. Indo além da superfície, porém, foi uma edição que evidenciou os problemas que, nos últimos meses, geraram acusações de falta de representatividade e corrupção contra os responsáveis pela distribuição dos prêmios. Em primeiro lugar, mesmo com uma grande pulverização de troféus, artistas negros venceram majoritariamente “categorias negras” – isto é, disputas de rap e R&B. Houve exceções, em especial a vitória de “I Can’t Breathe”, de H.E.R., inspirada no movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) como Música do Ano. Nisto, entra sentimento de culpa branca em período de combate midiático ao racismo. Mas não nega os sinais que apontam tendência, indicando porque The Weeknd, com um som que não cabe nas caixinhas negras tradicionais, nem sequer foi indicado. Em segundo lugar, a presença de Beyoncé no evento. Ela disse que não participaria do Grammy. Mas apareceu com o marido Jay-Z. Manteve a promessa de não cantar e pulou a apresentação de “Savage”, que Megan Thee Stallion cantou sozinha, e foi a única artista a não interpretar a música indicada a Melhor Gravação do ano. Mas surgiu, na metade do evento, a tempo de receber dois prêmios que foram assinalados com alarde pelo apresentador Trevor Noah, por representarem um empate e um recorde histórico no Grammy. Curiosamente, o 28º Grammy de sua carreira, a marca preciosa, aconteceu na categoria de Melhor Performance de R&B, geralmente incluída nos anúncios que antecedem a cerimônia. A mudança da apresentação para o palco principal só faz crescer a suspeita sobre conhecimento prévio do conteúdo do envelope premiado. Beyoncé teria ido ao Grammy para a foto de seu recorde. Sua músicas, “Black Parade” e “Savage” (a parceria com Megan), eram as melhores na disputa de Melhor Gravação. Mas mesmo com Beyoncé em dose dupla, a categoria premiou Billy Eilish, com uma faixa que sobrou do disco passado. Em noite das mulheres, Taylor Swift também celebrou um recorde, ao se tornar a primeira artista feminina a vencer a prestigiosa categoria de Álbum do Ano por três vezes. Por sinal, mulheres venceram as quatro principais categorias. Uma novidade. De resto, a cerimônia pulverizou seus prêmios entre os principais artistas, conseguindo deixar (quase) todo mundo satisfeito. Teve gramofoninho dourado para Beyoncé, Megan Thee Stallion, Billie Eilish, Taylor Swift, Dua Lipa e até Harry Styles (o primeiro ex-One Direction agraciado com o Grammy), entre outros. Sem surgir no palco para enfrentar as questões do evento, o presidente interino da Academia, Harvey Mason Jr., preferiu aparecer num vídeo, com participação de músicos de várias etnias, ao som de uma trilha de propaganda de banco, em que reconheceu o problema, prometendo mudanças para agora, não para amanhã, e ainda pediu engajamento dos artistas por mudanças “conosco e não contra nós”. Nenhuma proposta, decisão ou ação para aumentar a representatividade e enfrentar a corrupção foi apresentada, além do vídeo com slogans publicitários. Não são poucos os problemas. Mas todos são anteriores à cerimônia em si. Já o evento, por outro lado, passou incólume pela crise e merece todos os elogios. A começar pelo formato adotado para sua transmissão televisiva. Ponto alto da temporada de premiações deste ano, com um Trevor Noah muito à vontade no comando da festa, o Grammy 2021 evitou as participações por videoconferência que vinham tornando todas as cerimônias iguais e monótonas, ao adotar as regras simples de distanciamento social e uso obrigatório de máscaras de proteção. A iniciativa resgatou os eventos presenciais e ainda inaugurou uma nova era fashion nos tapetes vermelhos: as combinações de máscaras e trajes de gala. A utilização de cinco palcos rotativos, ao estilo do antigo programa musical britânico “Later… with Jools Holland”, também possibilitou apresentações sequenciais de artistas. Já na abertura, Harry Styles, Billie Eilish, Haim e Dua Lipa emendaram um show atrás do outro, dando a tônica da noite. A criatividade também tirou do tédio o tradicional momento in memoriam, dedicado aos artistas falecidos, que foi reformulado com homenagens de grandes astros, responsáveis por covers emocionantes, intercalados por uma multidão de fotos e lembranças, num dos melhores blocos da noite. As apresentações também capricharam na cenografia, com muitos shows assumindo a aparência de clipes ao vivo. Ponto alto: a parceria de Cardi B e Megan Thee Stalion na adulta “Wap” foi de surtar e mandar ficar “de quatro” em bom português, ao terminar com o ritmo acelerado do remix funk do carioca Pedro Sampaio. Ao final, teve até um feito digno do filme “Truque de Mestre”, em que o BTS recriou o palco do Grammy em Los Angeles, para revelar ao final de sua apresentação no suposto teto do Staples Theater que nunca saiu da Coreia do Sul. Espetacular como programa de TV. De fato, o Grammy 2021 consagrou-se como a melhor festa de premiação do ano. Foi tão bom que nem pareceu ser uma premiação. Especialmente uma premiação tão complicada quanto o Grammy 2021. Confira abaixo os vencedores das principais categorias. Álbum do Ano “Folklore — Taylor Swift Gravação do Ano “Everything I Wanted — Billie Eilish Música do Ano “I Can’t Breathe — H.E.R. Artista Revelação Megan Thee Stallion Melhor Álbum Pop “Future Nostalgia — Dua Lipa Melhor Álbum de Rock “The New Abnormal — The Strokes Melhor Álbum de Rap “King’s Disease — Nas Melhor Álbum Country “Wildcard — Miranda Lambert Melhor Álbum Pop Latino ou Urbano “YHLQMDLG — Bad Bunny Melhor Álbum de Dance/Eletrônica “Bubba” — Kaytranada Melhor Álbum de Música Alternativa “Fetch the Bolt Cutters” — Fiona Apple Melhor Performance de Grupo ou Dupla Pop “Rain on Me” – Lady Gaga with Ariana Grande Melhor Performance de R&B “Black Parade” – Beyoncé Melhor Performance de Rap “Savage” – Megan Thee Stallion featuring Beyoncé Melhor Performance de Rap Melódico “Lockdown” — Anderson .Paak Melhor Performance de Rock Fiona Apple – “Shameika” Melhor Música de Rap “Savage” — Megan Thee Stallion featuring Beyoncé Melhor Música de R&B “Better Than I Imagine” – Robert Glasper featuring H.E.R. e Meshell Ndegeocello Melhor Música de Rock Brittany Howard – “Stay High” Melhor Música de Mídia Visual “007 – Sem Tempo para Morrer” – Billie Eilish Melhor Trilha Sonora “Coringa” – Hildur Guðnadóttir Melhor Filme Musical “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice” Melhor Vídeo Musical “Brown Skin Girl” – Beyoncé e Blue Ivy Carter

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    Grammy enfrenta polêmicas com muitos shows neste domingo

    14 de março de 2021 /

    A cerimônia de entrega do Grammy, o “Oscar da música”, acontece neste domingo (14/3) nos EUA, com transmissão ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT a partir das 21h. Além dos indicados aos prêmios da Academia Fonográfica, o evento, que terá apresentação do comediante Trevor Noah (do “Daily Show”), contará com shows de artistas como Harry Styles, Billie Eilish, Dua Lipa, Cardi B, BTS e Taylor Swift. A seleção musical é menos eclética que nos anos anteriores, mas em compensação traz mais artistas populares. Trata-se mesmo de compensação, após as recusas de The Weeknd, Beyoncé, Zayn Malik e Justin Bieber a convites para se apresentarem na premiação. Bieber justificou sua ausência com uma desculpa fraquinha, reclamando que seu novo disco vai disputar categorias de música pop e não R&B, como ele acha que deveria. Beyoncé não disse nada, embora tenha deixado subentendido um protesto contra a falta de indicações a artistas negros em categorias que não sejam de artistas negros (rap e R&B). Zayn soltou um palavrão para definir o prêmio. Mas The Weeknd foi incisivo, ao avisar que nunca mais participará do Grammy devido à falta de transparência dos “comitês secretos” que definem os prêmios. A decisão do cantor canadense aconteceu após ele ser completamente esnobado pela Academia. Apesar do sucesso de seu mais recente álbum, “After Hours”, considerado um dos melhores discos do ano passado pela crítica especializada e celebrado nos últimos MTV Music Video Awards e American Music Awards, The Weeknd não foi indicado em nenhuma categoria no Grammy 2021. Vários músicos consideraram o protesto de The Weeknd justo, pois seu disco dominou 2020. Em uma declaração à imprensa, o próprio presidente interino da Academia Fonográfica, Harvey Mason Jr., também se disse surpreso: “Sua música este ano foi excelente, e suas contribuições para a comunidade musical e o mundo em geral são dignas da admiração de todos. Ficamos emocionados quando descobrimos que ele se apresentaria no Super Bowl e adoraríamos tê-lo também no palco do Grammy”. Com seu protesto, The Weeknd resgatou o escândalo por trás da surpreendente demissão de Deborah Dugan, que perdeu o cargo de presidente da Academia em 2020, após fazer várias denúncias internas sobre corrupção e abusos – incluindo sexuais – de membros da instituição. Em sua saída, ela tornou algumas das denúncias públicas, inclusive que os “comitês secretos” mencionados por The Weeknd são formados por pessoas que representam ou têm relacionamentos com os artistas indicados, e que a própria Academia força esses comitês a escolher artistas que gostaria que se apresentassem ao vivo no evento. “Os Grammys continuam corruptos. Vocês devem para mim e para meus fãs uma maior transparência da indústria…”, tuitou The Weeknd. Na época em que os indicados foram revelados sem The Weeknd, em novembro do ano passado, a rapper Nicki Minaj aproveitou para lembrar como as realizações de artistas negros eram ignoradas no evento. “Nunca se esqueçam que o Grammy não me deu o prêmio de Artista Revelação quando eu tinha 7 músicas simultaneamente nas paradas da Billboard e a melhor semana de lançamento que qualquer mulher rapper em uma década, o que inspirou uma geração. Eles deram para o homem branco, Bon Iver”, ela tuitou. Neste domingo, a revista Variety publicou um editorial exigindo mudanças na premiação, intitulado “Hora de consertar o Grammy”. Os problemas, por sinal, não vem de hoje. Houve um escândalo em cada uma das últimas cinco edições da premiação. Em 2018, o então presidente Neil Portnow teve a audácia de dizer que as artistas femininas precisavam “melhorar” para serem mais reconhecidas pela premiação. A culpa, portanto, não seria do machismo dos comitês formados apenas por homens… Tem mais. Neste ano, Fiona Apple, que disputa três prêmios, apontou a hipocrisia da Academia por indicar o produtor Dr. Luke, acusado pela cantora Kesha de abuso, na categoria de Gravação do Ano. Luke produziu o hit “Say So”, de Doja Cat, sob o pseudônimo Tyson Trax. Em conversa com o The Guardian, Fiona lembrou que Kesha foi convidada em 2018 para fazer uma performance da música “Praying”, que é justamente sobre abuso. “Eu fico pensando neles colocando Kesha no palco tipo ‘nós acreditamos em você’, e dois anos depois, a p**** do Tyson Trax. Não queria voltar a usar essa palavra, mas é…”. Além do machismo, a falta de reconhecimento de artistas negros, com a escandalosa omissão de Beyoncé, Jay-Z e Kendrick Lamar dos prêmios principais dos últimos anos, também diz muito sobre a formação dos comitês. Beyoncé, por sinal, já devia ter se tornado há muito tempo a artista mais premiada da Academia, mas costuma ser confinada nas “categorias negras”. Mesmo assim, pode conquistar este recorde neste domingo. Depois do #OscarSoWhite de alguns anos atrás e do #TIMESUPGlobes deste ano, a mídia e os artistas já viram que é possível enquadrar antigas premiações que deixam de refletir seus tempos. Muitos encaram a pressão atual com esperança de mudanças. Mas falta uma campanha insistente como a organizada pela ONG Time’s Up contra o Globo de Ouro, exigindo maior representatividade entre seus eleitores. Falta uma reportagem-denúncia como a do Los Angeles Times, que escancarou os bastidores da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, em inglês) responsável pelos Globos, revelando a falta de integrantes negros e até mesmo de “imprensa” na instituição. Sem isso, dificilmente integrantes da Academia Fonográfica repetirão o mea culpa da HFPA, que se curvou e prometeu mudanças durante sua premiação. Em vez disso, o Grammy pretende oferecer distrações. Muitos shows de artistas populares. Em cinco palcos, com transmissão ao vivo pela TV. E expectativa de grande audiência, para não correr riscos de sofrer pressão também dos patrocinadores. E para mudar o foco, o plano é destacar o impacto econômico causado pela pandemia, com participação simbólica de donos e funcionários de lojas de discos e casas de espetáculos na entrega dos prêmios no palco do evento. Falta saber, ao vivo, se Trevor Noah, geralmente muito politizado, apresentará a cerimônia sem comentar seus bastidores. Ou se os discursos dos vencedores serão todos em homenagem a Deus, empresários, gravadoras e à mãe.

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