HBO Max prepara série sobre jogador Romário em época ideal para Romário político
A HBO Max anunciou nesta segunda (13/12) o projeto de uma série documental chamada de “Romário, o Cara” dedicada à participação do jogador de futebol brasileiro na Copa do Mundo de 1994, onde o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial. A série terá seis episódios e será gravada em nove países diferentes, para registrar depoimentos de várias personalidades do esporte internacional. E, segundo a apresentação, vai destacar também o arco dramático humano de Romário durante esse período. Só tem um problema. O lançamento da série em 2022 servirá como peça publicitária da campanha de Romário, seja à reeleição ao Senado, seja ao governo do Rio. Bons costumes e práticas sugerem não se realizar obras do tipo em ano eleitoral, especialmente quando personalizada sobre um candidato a cargo político. Espera-se a passagem das eleições e não se cria polêmicas. Mas não será o caso. O projeto vai apresentar Romário como herói e embalar sua eleição. “Romário é um jogador reconhecido internacionalmente por suas habilidades e especificamente no Brasil é tido como o herói da Copa do Mundo de 1994, garantindo ao Brasil uma conquista inédita. A HBO Max é a casa dos conteúdos icônicos, então nada mais natural para nós do que contar a história desse personagem icônico e histórico para o esporte brasileiro e mundial”, disse Tomás Yankelevich, chefe de conteúdo da WarnerMedia Latin America. A série tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2022 na HBO Max. A eleição acontece poucos meses depois, em outubro.
Trailer de “Animais Fantásticos 3” revela participação de Mads Mikkelsen
A Warner divulgou o esperado trailer de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, terceiro filme da franquia que serve de prólogo para “Harry Potter”. Bastante atrasado em seu cronograma original, e não apenas devido a pandemia, a produção sofreu uma troca de última hora, com a substituição de Johnny Depp por Mads Mikkelsen (“Hannibal”) durante as filmagens. O motivo foi o escandaloso julgamento do processo aberto por Depp contra o jornal The Sun por chamá-lo de espancador de esposa. Depp perdeu, virou legalmente um espancador de esposa e foi convidado a se retirar do filme. O trailer mostra as primeiras cenas de Mikkelsen como o novo intérprete do vilão Gellert Grindelwald, mas, como o título aponta, a trama dá mais destaque para a versão jovem de Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter” – que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Ele orienta um grupo liderado por Newt Scamander (Eddie Redmayne) numa missão secreta, sem muitos detalhes revelados, que envolve o encontro com novos “animais fantásticos”. Outros personagens que estiveram nos dois filmes anteriores também estão de volta no terceiro longa, incluindo Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks). Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, o filme tem estreia marcada em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
Globo de Ouro desprestigiado revela suas indicações
Embora o Globo de Ouro tenha perdido prestígio e não seja televisionado em 2022, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) foi em frente e anunciou nesta segunda (13/12) os indicados à premiação. Os filmes “Belfast”, de Kenneth Branagh, e “Ataque dos Cães”, de Jane Campion, lideram a lista com sete indicações cada. Já entre as séries, “Ted Lasso” e “The Morning Show”, ambas da Apple TV+, foram as produções mais indicadas, disputando quatro prêmios cada. Os vencedores serão anunciados em 9 de janeiro, mas o formato desse evento ainda não foi revelado. Vale lembrar que o Globo de Ouro já teve uma edição em que os premiados foram simplesmente nomeados numa entrevista coletiva de imprensa. Isto aconteceu em 2008, durante a greve dos roteiristas de Hollywood. A NBC tomou a decisão de não transmitir o próximo Globo de Ouro ao se juntar aos boicotes de vários setores de Hollywood contra o evento, após a denúncia de que a HFPA não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética de integrantes da organização. Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos integrantes e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido. Após os esforços iniciais para se renovar, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. Exibida em meio à polêmica, a cerimônia de 2021 teve a pior audiência do Globo de Ouro em todos os tempos, assistida por 6,9 milhões de pessoas. Uma catástrofe quase apocalíptica em comparação aos 18,3 milhões que sintonizaram a premiação no ano passado. Veja abaixo a lista dos indicados ao Globo de Ouro de 2022. CINEMA Melhor filme (drama) “Belfast”, de Kenneth Branagh “No Ritmo do Coração”, de Sian Heder “Duna”, de Denis Villeneuve “King Richard: Criando Campeãs”, de Reinaldo Marcus Green “Ataque dos Cães”, de Jane Campion Melhor filme (comédia ou musical) “Cyrano”, de Joe Wright “Não Olhe para Cima”, de Adam Mckay “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson “Tick, Tick Boom!”, de Lin-Manuel Miranda “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg Melhor animação “Encanto” “Flee” “Luca” “My Sunny Maad” “Raya e o Último Dragão” Melhor roteiro “Licorice Pizza” “Belfast” “Ataque dos Cães” “Não Olhe para Cima” “Being the Ricardos” Melhor direção Kenneth Branagh, por “Belfast” Jane Campion, por “Ataque dos Cães” Maggie Gyllenhaal, por “The Lost Daughter” Steven Spielberg, por “Amor, Sublime Amor” Denis Villeneuve, por “Duna” Melhor trilha sonora “A Crônica Francesa” “Encanto” “Ataque dos Cães” “Madres Paralelas” “Duna” %u200B Melhor canção original “Be Alive”, de “King Richard: Criando Campeãs” “Dos Orugitas”, de “Encanto “Down to Joy”, de “Belfast” “Here I Am (Singing My Way Home)”, de “Respect: A História de Aretha Franklin” “No Time to Die”, de “Sem Tempo para Morrer” Melhor ator (drama) Mahershala Ali, por “Swan Song” Javier Bardem, por “Being the Ricardos” Benedict Cumberbatch, por “Ataque dos Cães” Will Smith, por “King Richard: Criando Campeãs” Denzel Washington, por “The Tragedy of Macbeth” Melhor atriz (drama) Jessica Chastain, por “Os Olhos de Tammy Faye” Olivia Colman, por “The Lost Daughter” Nicole Kidman, por “Being the Ricardos” Lady Gaga, por “Casa Gucci” Kristen Stewart, por “Spencer” Melhor ator (musical ou comédia) Leonardo DiCaprio, por “Não Olhe para Cima” Peter Dinklage, por “Cyrano” Andrew Garfield, por “Tick, Tick Boom!” Cooper Hoffman, por “Licorice Pizza” Anthony Ramos, por “In the Heights” Melhor atriz (musical ou comédia) Marion Cotillard, por “Annette” Alana Haim, por “Licorice Pizza” Jennifer Lawrence, por “Não Olhe para Cima” Emma Stone, por “Cruella” Rachel Zegler, por “Amor, Sublime Amor” %u200B Melhor ator coadjuvante Ben Affleck, por “The Tender Bar” Jamie Dornan, por “Belfast” Ciarán Hinds, por “Belfast” Troy Kotsur, por “No Ritmo do Coração Kodi Smit-McPhee, por “Ataque dos Cães” Melhor atriz coadjuvante Caitríona Balfe, por “Belfast” Ariana DeBose, por “Amor, Sublime Amor” Kirsten Dunst, por “Ataque dos Cães” Aunjanue Ellis, por “King Richard: Criando Campeãs” Ruth Negga, por “Identidade” Melhor filme em língua estrangeira “Compartment No. 6”, de Juho Kuosmanen (Finlândia) “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi (Japão) “A Mão de Deus”, de Paolo Sorrentino (Itália) “Madres Paralelas”, de Pedro Almodóvar (Espanha) “A Hero”, de Asghar Farhadi (Irã) TELEVISÃO Melhor série de drama “Succession” “Round 6” “Pose” “The Morning Show” “Lupin” Melhor série de comédia “The Great” “Only Murders In the Building” “Ted Lasso” “Hacks” “Reservation Dogs” Melhor minissérie ou filme para TV “Dopesick” “Impeachment: American Crime Story” “Maid” “Mare of Easttown” “The Underground Railroad” Melhor ator (drama) Brian Cox, por “Succession” Lee Jung-jae, por “Round 6” Billy Porter, por “Pose” Jeremy Strong, por “Succession” Omar Sy, por “Lupin” Melhor atriz (drama) Christine Baranski, por “The Good Fight” Elizabeth Moss, “The Handmaid’s Tale” Jennifer Aniston, “The Morning Show” Mj Rodriguez, “Pose” Uzo Aduba, “In Treatment” Melhor ator (comédia) Anthony Anderson, por “Black-ish” Nicholas Hoult, por “The Great” Steve Martin, por “Only Murders in the Building” Martin Short, por “Only Murders in the Building” Jason Sudeikis, por “Ted Lasso” Melhor atriz (comédia) Hannah Einbender, por “Hacks” Elle Fanning, por “The Great” Issa Rae, por “Insecure” Tracee Ellis Ross, por “Black-ish” Jean Smart, por “Hacks” Melhor ator (minissérie ou filme para a TV) Paul Bettany, por “WandaVision” Oscar Isaac, por “Cenas de um Casamento” Michael Keaton, por “Dopesick” Ewan McGregor, por “Halston” Tahar Raheem, por “O Paraíso e a Serpente” Melhor atriz (minissérie ou filme para a TV) Jessica Chastain, por “Cenas de um Casamento” Elizabeth Olsen, por “WandaVision” Kate Winslet, por “Mare of Easttown” Cynthia Erivo, por “Genius: Aretha” Margaret Qualley, por “Maid” Melhor ator coadjuvante Billy Crudup, por “The Morning Show” Kieran Culkin, por “Succession” Mark Duplass, por “The Morning Show” Brett Goldstein, por “Ted Lasso” Oh Yeong-su, por “Round 6” Melhor atriz coadjuvante Jennifer Coolidge, por “The White Lotus” Kaitlyn Dever, por “Dopesick” Andie MacDowell, por “Maid” Sarah Snook, por “Succession” Hannah Waddingham, por “Ted Lasso”
Globoplay libera fase final de “Verdades Secretas 2” na segunda
A Globoplay resolveu adiantar os episódios finais de “Verdades Secretas 2”. A plataforma, que vinha lançando lotes de dez capítulos da trama de Walcyr Carrasco a cada quinzena, sempre às quartas, mudou de estratégia na reta final e já vai disponibilizar oito dos episódios finais a partir desta segunda (13/12). Em compensação, os dois capítulos derradeiros foram atrasados e só serão disponibilizados na sexta (17/12), guardando para o último momento o destino de Angel. Até lá, o público não saberá como a ausência da atriz Camila Queiroz será contornada na produção e de forma isso afeta o desfecho da primeira novela do streaming. Camila Queiroz foi desligada da produção em novembro, antes das gravações do capítulo final, que atrasaram devido à pandemia. De acordo com a emissora, ela deixou o elenco da novela após seu contrato vencer e realizar demandas para estender sua participação que não foram aceitas. Uma dublê foi usada para as últimas cenas da personagem Angel, que, segundo amplamente divulgado, irá morrer no fim da história. Apesar deste desfecho, a novela terá uma 3ª “temporada”, atualmente sendo escrita por Carrasco.
Peter Dinklage comenta polêmica de Leandro Hassum em “Amor sem Medida”
O ator Peter Dinklage, conhecido por ter vivido Tyrion em “Game of Thrones”, comentou a recente controvérsia em torno de “Amor sem Medida”, filme da Netflix em que Leandro Hassum interpreta um homem com nanismo. Apesar da produção ter recebido lançamento internacional, Dinklage soube do filme durante uma entrevista com o jornal brasileiro Folha de S. Paulo, durante a maratona de divulgação de seu novo filme, o musical “Cyrano”. Ele lamentou que um ator normal seja escalado para interpretar um anão, mas considerou o problema estrutural: “Eu vejo filmes do passado e, infelizmente, se algo faz dinheiro, vai ser repetido — estamos falando de uma indústria, afinal”. Dinklage ponderou que o cinema precisa reavaliar a representação dos pares românticos nas telas. “As pessoas bonitas não monopolizaram o amor em si. O amor é universal. Eu sei que gostamos de ir ao cinema para ver gente bonita, mas há muitas outras histórias por aí e elas precisam ser contadas”, avaliou. Entretanto, ele considera a questão ainda mais complicada do ponto de vista de um ator, cujo trabalho é viver pessoas diferentes de si mesmo. “É uma questão muito complicada, porque nós atores precisamos ter muito cuidado para não ofender as pessoas, e ao mesmo tempo nosso trabalho é basicamente interpretar pessoas que não têm nada a ver com a gente. Então isso gera um impasse complicado”. “Amor sem Medidas” foi criticado por sua opção de alterar a altura de Hassum com efeitos especiais, em vez de contratar um ator com nanismo para o papel, além de incluir no roteiro piadas preconceituosas. A situação foi denunciada pela atriz Juliana Caldas, que tem nanismo e ficou conhecida pelo papel de Estela Montserrat na novela “O Outro Lado do Paraíso” (2017). “Eu não me senti em momento nenhum do filme representada”, ela desabafou no Instagram. “Primeiro, porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… O ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram (o Hassum) em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia!”, apontou. “Ele [Hassum] tenta fazer rir, mas eu não ri em nenhum momento. É cansativo ter que explicar o óbvio, o simples, explicar que, a partir do momento em que uma piada ou frase fere o outro, não é legal”, finalizou Juliana, cobrando mais empatia dos produtores e do público.
Vídeo dos 20 anos de “Harry Potter” revela primeiras cenas de “Animais Fantásticos 3”
A Warner aproveitou o embalo das comemorações dos 20 anos de “Harry Potter” no cinema para divulgar “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que faz parte de um prólogo da franquia criada por J.K. Rowlings. O primeiro teaser do filme foi incluído num vídeo comemorativo da franquia, que ainda alerta sobre o lançamento do trailer completo na segunda (13/9). “Os Segredos de Dumbledore” é o terceiro filme de “Animais Fantásticos”, que se passa várias décadas antes do nascimento de Harry Potter. Como diz o título, o novo longa vai destacar Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter”, que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Personagens que estiveram nos dois filmes anteriores voltarão para o terceiro longa, como Eddie Redmayne (Newt Scamander), Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks). Mas Johnny Depp foi substituído por Mads Mikkelsen (“Doutor Estranho”) no papel de Gellert Grindelwald. Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, o filme tem estreia marcada em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
Ator de “Empire” é considerado culpado por forjar agressão e mentir à polícia
O ator Jussie Smollett foi considerado culpado de forjar um ataque contra si mesmo e mentir para a polícia sobre ser vítima de ódio racial e homofóbico em 2019. O veredito foi revelado nesta quinta-feira (9/12), num julgamento que durou mais de nove horas. O júri, formado por seis homens e seis mulheres, considerou o ator culpado de cinco das seis acusações da promotoria. Cada uma das acusações foi relativa às diferentes vezes que ele teria mentido para a polícia sobre o ataque. Em janeiro de 2019, Smollett alegou ter sido vítima de um ataque de apoiadores do presidente americano Donald Trump, em Chicago. O ator, que é negro e gay, contou que eles gritavam ofensas racistas e homofóbicas. O caso foi marcado por contradições e, no curso da investigação, a polícia local transformou o registro de crime de preconceito em suspeita contra o próprio ator. Problemas em relação ao tratamento público da investigação chegou a fazer a promotora original desistir do processo, mas o juiz do caso, Michael Toomin, resolveu nomear um novo promotor, que retomou as investigações e, após a conclusão do levantamento de provas e testemunhos, indiciou Smollett em seis acusações relacionadas a relatos falsos à polícia. Em meio à polêmica, o ator foi demitido da série “Empire”, em que tinha um dos papéis principais. A principal descoberta da investigação foi a participação dos irmãos Ola e Avel Osundairo na agressão. Personal trainers de descendência nigeriana, eles já haviam aparecido como figurantes em “Empire” e testemunharam que o ator lhes pagou para que o atacassem, depois que a polícia os ameaçou de prisão e deportação para a Nigéria. O superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, chegou a apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Os advogados de Smollett também argumentaram que os irmãos atacaram o ator porque eles são homofóbicos e não gostam de “quem ele é” e que inventaram a história de que foi tudo encenado para escapar de condenação e também para chantagear o ator, dizendo não testemunhariam se Smollett pagasse US$ 1 milhão a cada um. O promotor Dan Webb disse ao júri que Smollett fez a polícia de Chicago gastar enormes recursos investigando o que se provou um crime falso: “Além de ser contra a lei, é simplesmente errado abusar de algo tão sério como um crime de ódio real”. A pena para sua condenação será anunciada em breve. O máximo previsto são três anos de prisão, mas Smollett provavelmente será colocado em liberdade condicional e condenado a prestar serviços comunitários. Sua carreira como ator e cantor, porém, pode ser considerada encerrada.
Patty Jenkins desiste de filmar “Cleópatra” com Gal Gadot
A cineasta Patty Jenkins, diretora de “Mulher-Maravilha”, desistiu de filmar “Cleópatra” com Gal Gadot. Em seu lugar, a Paramount Pictures já escalou Kari Skogland, que comandou a série “Falcão e o Soldado Invernal”, repleta de ação. Embora os motivos da troca não tenham rendido um anúncio oficial, Jenkins teria abandonado o comando do épico histórico para dedicar mais tempo à produção de “Mulher-Maravilha 3” na Warner. Apesar disso, ela continua ligada ao projeto como produtora-executiva. De forma curiosa, o anúncio acontece após a Disney suspender o lançamento de “Star Wars: Rogue Squadron”, que estava marcado para 2023, supostamente por conflitos criativos com a diretora. Não há outros detalhes de elenco, produção ou previsão para as filmagens de “Cleópatra”, mas no mês passado Gal Gadot confirmou que o roteiro estava pronto e que ela iria estrelar o filme, apesar da polêmica causada por sua escalação como a Rainha do Nilo. Quando veio à tona no ano passado, o projeto de mais um filme sobre Cleópatra protagonizado por atriz branca – após Claudette Colbert e Elizabeth Taylor, entre outras – gerou uma onda de protestos nas redes sociais. Para começar, houve a acusação de “whitewashing”, prática cultivada por Hollywood durante décadas para representar pessoas de diferentes etnias com intérpretes brancos. Os filmes mais recentes sobre o Egito antigo, “Êxodo: Deuses e Reis” (2014) e “Deuses do Egito” (2016), enfrentaram a mesma denúncia, mas desde então as campanhas para para que a prática seja encerrada ganharam maior repercussão, com ameaça de boicote e fracasso nas bilheterias. Só que este problema é amplificado com a escalação específica de Gadot, atriz de um país que há 50 anos travou guerra contra o Egito. Opiniões mais radicais consideraram a escolha uma afronta, com usuários muçulmanos das redes sociais lembrando o serviço militar cumprido por Gadot nas forças armadas de Israel. Em meio à polêmica, a intérprete de “Mulher-Maravilha” (2017) chegou a destacar no Twitter que o filme contaria a “história pela primeira vez através dos olhos das mulheres, tanto atrás quanto na frente das câmeras”. O roteiro é assinado por Laeta Kalogridis (criadora de “Altered Carbon”), que não gostou dos comentários e resolveu ensinar que Cleópatra não era negra nem, no limite, “africana”. Ela se manifestou após o escritor sul-africano James Hall, um branco que escreveu sete livros sobre a África, lamentar o suposto racismo da escalação de Gadot. “Hollywood sempre escala atrizes americanas brancas como a Rainha do Nilo. Pelo menos uma vez, eles não conseguem encontrar uma atriz africana?”, tuitou o autor, que não pesquisou a origem da intérprete da produção, chamando-a de americana. A roteirista retrucou os comentários dizendo apenas: “Incrivelmente animada para ter a chance de contar a história de Cleópatra, minha faraó ptolemaica favorita e indiscutivelmente a mulher greco-macedônia mais famosa da história”, ela escreveu. E a postagem foi retuitada por Gadot, sem acrescentar comentários sobre o tema. De descendência grega, Kalogridis aprendeu na escola que a governante egípcia do século 1 a.C. era descendente de Ptolomeu, general macedônico do Imperador Alexandre, o Grande. Por sinal, Kalogridis também foi roteirista do filme “Alexandre”, dirigido por Oliver Stone em 2004. Ela alega que os homens da dinastia ptolomaica eram obcecados pela Grécia e só se casavam com mulheres gregas, o que garantiu uma herança genética branca para Cleópatra, rainha que governou uma das maiores cidades helenistas do mundo antigo, Alexandria, fundada no Egito por Alexandre, e que abrigou a maior biblioteca, o maior farol e a maior comunidade urbana judaica de sua época. Judeus, gregos e egípcios conviveram simultaneamente no Egito antes e depois de Cleópatra, até a invasão Persa, que só aconteceu cerca de 600 anos após a morte da rainha. A propósito, assim que começaram os argumentos sobre Cleópatra ser grega, as redes sociais também reagiram, reclamando que, então, uma atriz grega devia interpretá-la.
Estreia de Lázaro Ramos na direção tem dificuldades para estrear no Brasil
Depois de “Marighella” enfrentar “problemas burocráticos” e demorar dois anos para ser lançado no Brasil, o filme “Medida Provisória”, primeiro longa de ficção dirigido por Lázaro Ramos, atravessa o mesmo périplo de “dificuldades” junto à Ancine para chegar aos cinemas brasileiros. Já exibido e premiado em festivais internacionais desde o ano passado, o filme que tem 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes ganhará sua primeira exibição no país na próxima semana, em 15 de dezembro, durante o Festival do Rio. No entanto, segue sem previsão de lançamento comercial em seu próprio país. A assessoria responsável por sua divulgação informou que, ao longo de mais de um ano, os produtores trocaram dezenas de e-mails com a Ancine, que não teria dado retorno. “Questões burocráticas seguem sem retorno conclusivo da agência desde novembro de 2020”, explicou a assessoria Trigo Agência de Ideias, em nota. A coincidência que acompanha “Marighella” e “Medida Provisória” é que ambos são estrelados por atores negros, são politizados e contradizem a visão ufanista de extrema direita que mal e porcamente o atual governo tenta implantar no país. Vale lembrar que o polêmico presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pediu boicote ao “Medida Provisória”, que ele não viu, em postagens nas redes sociais de março do ano passado. Nos posts, ele justificou a iniciativa com uma fake news, método tradicional dos funcionários do desgoverno atual. Camargo disse que o filme que ele não viu “acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo”. Mentira deslavada, claro. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, peça de Aldri Anunciação que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro em 2011 – quando a presidente era Dilma Rousseff! Além disso, o filme foi inteiramente rodado antes da eleição de Bolsonaro. O ator principal, o inglês descendentes de brasileiros Alfred Enoch, viajou ao Brasil para se aclimatar ao país para as filmagens no início de 2019, meses antes das eleições à presidência da República. Na época, nem os piores pesadelos apontavam uma possível vitória do pior candidato. A trama de “Medida Provisória” se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no governo federal, que promulga uma nova lei para deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. A reação de Sérgio Camargo só comprova como o cenário distópico da produção reflete o país criado após a eleição de Bolsonaro. Se o filme foi feito como ficção futurista, o tempo acabou por transformá-lo numa importante advertência sobre o tempo presente. Sinal disto é que, em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito e pediu esclarecimentos a Sérgio Camargo sobre o fato de que ele “teria negado a existência do racismo, a importância da luta do povo negro pela sua liberdade e a importância do Movimento Negro em nosso país”.
Ridley Scott manda jornalista se “f*der” em entrevista
Um vídeo que se tornou viral no fim de semana, ao aparecer no Twitter, revelou que o diretor de cinema Ridley Scott não tem mais idade para dar entrevistas. O veterano cineasta de 84 anos mandou um jornalista russo se “f*der” durante uma entrevista por teleconferência, ao ouvir um elogio a “O Último Duelo”, que ele considerou ofensa a seus trabalhos anteriores. O jornalista Anton Vladimirovich Dolin disse, em tom elogioso, considerar que “O Último Duelo” possuía maior precisão histórica que filmes anteriores do diretor, como “Cruzada” (2005) e “Robin Hood” (2010) – que receberam críticas negativas em todo o mundo. Mas antes que pudesse completar o comentário, começou a ouvir o cineasta disparar “Vá se f*der” várias vezes. Nas últimas semanas, Scott tem sido notícia por declarações polêmicas, em que já vinha baixando o nível. Entre outras coisas, ele declarou que o fracasso de bilheterias de “O Último Duelo” era “culpa” da geração millennial “e seus celulares f*didos”, e que a família Gucci, que reclamou das invenções históricas e do elenco de “Casa Gucci” “deveria se considerar f*didamente sortuda” por contar com Al Pacino como intérprete de seu ancestral. Os herdeiros da Gucci querem ir à Justiça contra o cineasta. Thank you, Sir Ridley, for the ultimate answer to any and all people measuring "realism" and "historical accuracy" in period films. That's one for the books. pic.twitter.com/35JLcGsa0g — Ilya Glazkov (@IlGlaz) December 3, 2021
Leandro Hassum se desculpa sem entender problema de “Amor sem Medida”
O ator Leandro Hassum sentiu os comentários negativos de Juliana Paes sobre sua nova comédia, “Amor sem Medida”, lançada pela Netflix há duas semanas. Ele emitiu um comunicado com um pedido de desculpas, dizendo não ter sido sua intenção causar dor. A iniciativa, porém, também deixou claro que ele não entendeu porque deveria se desculpar, mostrando sua ignorância em relação aos problemas do filme. “Sinto muito de verdade, pois jamais quero, através dos meus filmes e arte, causar dor. Ao contrário, meu propósito sempre será divertir, entreter, pois acredito no humor agregador para a família toda”, ele se manifestou em comunicado. Em seguida, porém, passou a enaltecer a “mensagem” de “Amor sem Medida”: “O filme conta uma história de amor, de pertencimento e de inclusão, valorizando as capacidades de seus personagens e repudiando qualquer preconceito, de qualquer espécie”. Por isso, o filme seria uma lição de moral: “Vivemos num mundo ainda distante do ideal, mas que vem caminhando no sentido de não dar espaço a nenhum tipo de preconceito, segregação ou exclusão. Esta foi a intenção, por meio da leveza do humor, abordar a importância de vivermos num mundo com mais amor e respeito, onde ser aceito e amado independe de características físicas”. Por considerar tudo isso, disse que ficou “com o coração doído por, de algum modo, não ter transmitido isso a Juliana Caldas”. E concluiu, em tom paternalista: “Estou mais que aberto a acolhê-la com meu total carinho e respeito”. Na verdade, Hassum resumiu tudo o que há de errado no filme, já que “Amor sem Medida”, um romance entre um anão e uma mulher estilo Juliana Paes (a própria Julia Paes), faz exatamente o contrário do que o comediante prega. Se ele não percebe é porque o capacitismo é um problema tão estrutural quanto o racismo na sociedade brasileira. Afirmar ter feito “Amor Sem Medida” com boas intenções não muda o que realmente está na tela: uma ator normal interpretando um anão. Esta é a “black face” do capacitismo. Juliana Caldas, que tem nanismo e ficou conhecida pelo papel de Estela Montserrat na novela “O Outro Lado do Paraíso” (2017), apontou o elefante na sala, lamentando a forma como o protagonista com deficiência foi retratado no filme, desde a falta de representatividade na escolha de Hassum até a enxurrada de piadas preconceituosas da produção, tudo em nome do que o comediante chama de “leveza do humor”. “Eu não me senti em momento nenhum do filme representada. Primeiro, porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… O ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram (o Hassum) em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia!”, apontou. Segundo ela, o público não costuma questionar o humor capacitista, o que não acontece quando se trata de conteúdos racistas, homofóbicos ou gordofóbicos. “Quando a gente fala sobre o nanismo, a maior parte das vezes é nessa forma de piada. O nanismo é considerado uma deficiência. Não dá mais para aceitar rir disso hoje”, explicou a atriz. “Ele [Hassum] tenta fazer rir, mas eu não ri em nenhum momento. É cansativo ter que explicar o óbvio, o simples, explicar que, a partir do momento em que uma piada ou frase fere o outro, não é legal”, finalizou Juliana, cobrando mais empatia dos produtores e do público. Com seu comunicado, Hassum tentou encerrar o assunto com a desculpa das boas intenções, conseguindo esse resultado em 90% das publicações que reproduziram seu comunicado sem questionar ou entrar no contexto originalmente apontado por Caldas. A forma fria como o assunto foi tratado também reflete uma imprensa incapaz de sentir empatia, que se torna parte do problema por sua incapacidade de percebê-lo. É importante ressaltar ainda que a opção de utilizar efeito visual para diminuir Hassum reflete outro problema da “black face” do nanismo. Ela representa exclusão e capacitismo no mercado de trabalho, já que impede a clara e rara possiblidade de escalar um ator à altura real do papel. Vale repetir tantas vezes quanto for necessário que Gigante Léo estrelou história parecida em “Altas Expectativas”, comédia romântica que tratava de “amor sem medida” em 2017, portanto nem seria algo inédito no país. “Amor sem Medida” é um remake do filme argentino “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” (2013), que há oito anos usou o mesmo truque de encolhimento por computador com o ator Guillermo Francella. A adaptação brasileira foi dirigida por Ale McHaddo, que já tinha trabalhado com Hassum em “O Amor Dá Trabalho” (2019) e na série animada “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013-2015).
A Maia detona Silvero Pereira: “Transfake não”
A Maia, atriz que interpreta a Morte na novela da Globo “Quanto Mais Vida, Melhor!”, criticou o colega Silvero Pereira (“Bacurau”) por interpretar pessoas transexuais no espetáculo “BR Trans”. “Vou me posicionar sobre uma coisa que estou engasgada. Todos sabem que eu sou uma mulher trans e eu não pego papéis estereotipados. Eu amo o trabalho do Silvero enquanto ator e eu vi ele rodando com o espetáculo BR Trans”, ela desabafou nesta quinta (2/12) em seus Stories do Instagram. “Silvero, você não é trans. Para de exercitar o transfake. A gente vive num país que valoriza muito mais o veado de peruca do que a mulheridade em si. Chega, transfake não. Basta. Eu trabalho na mesma firma que ele, mas não apoio isso”, concluiu a atriz, que acrescentou a hashtag “Transfake não”. Em “BR Trans”, Silvero interpreta histórias reais de travestis e transexuais do nordeste e do sul do Brasil. A peça está em cartaz já há alguns anos, tendo passado por São Paulo pela primeira vez em 2016. Além do espetáculo dirigido por Jezebel de Carli, professora e diretora gaúcha, “BR Trans” também rendeu um livro em que Silvero combina suas vivências como homem gay com relatos de transexuais. Vale lembrar que Silvero também é conhecido por apresentações como drag queen e um de seus primeiros papéis populares foi como Elis Miranda na novela “A Força do Querer” (2017).
Juliana Caldas detona “Amor Sem Medida” da Netflix
A atriz Juliana Caldas, que ficou conhecida pelo papel de Estela Montserrat na novela “O Outro Lado do Paraíso” (2017), usou o Instagram para criticar duramente a comédia “Amor Sem Medida”, produção da Netflix estrelada por Leandro Hassum. Em vídeo publicado em seu perfil pessoal, ela lamentou a forma como o personagem com deficiência é retratado no filme, lamentando a falta de representatividade na escolha do intérprete principal e a enxurrada de piadas preconceituosas da produção. “Estou aqui gravando esse vídeo para falar sobre um filme. Na verdade, para dar a minha opinião sobre um filme que está na Netflix, um filme brasileiro que aborda o tema nanismo. Nossa, bacana! Só que não… Bom, enfim, o filme é do Leandro Hassum, chama ‘Amor sem Medida’ e… Bom, vamos lá”, começa Juliana. “Se a gente parar para pensar… A gente fala tanto hoje em dia da representatividade, da importância da representatividade no mundo, na diversidade, etc. Só que vou dar a minha opinião, estou aqui dando minha opinião tanto como pessoa Juliana e como artista Juliana”, continua. “Eu não me senti em momento nenhum do filme representada. Primeiro, porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… O ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram (o Hassum) em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia!”, apontou. “Se fossem piadas racistas, homofóbicas, gordofóbicas, eu acredito que talvez esse assunto estaria sendo levado mais à sério”, ela lamenta. Juliana diz que um dos momentos que mais a incomodou no filme foram piadas sobre o tamanho do órgão sexual do personagem. “Uma das abordagens do filme é comparar o órgão sexual masculino do cara com o tamanho dele. É um absurdo, a gente tenta lutar por respeito, pelo nosso espaço… Por exemplo, um espaço que poderia ter tido um ator realmente com nanismo no filme não teve. A gente tendo respeito… Agora, dia 3 é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e aí você tem que se deparar com um filme em que a maior parte é de piadas ridículas. Até quando?”, desabafou. “Eu acho que, enfim, você pode realmente achar que é mimimi, que é essas coisas… Enfim, você pode achar o que quiser. Mas não dá para passar batido a falta de respeito com o próximo. Ainda mais no momento no mundo de hoje, sabe? E todas as outras pautas a gente vê que são levadas a sério. E aí quando você põe a pauta de nanismo, a maioria das vezes não é levada a sério”, acrescenta. Emocionando-se com a denúncia, ela finaliza o vídeo lembrando que seu papel em “O Outro Lado do Paraíso” abordou o tema do nanismo de uma forma completamente diferente. “É cansativo ter que explicar o óbvio, o simples, explicar que a partir do momento que uma piada ou frase fere o outro não é legal. Espero que, no mínimo, as pessoas parem para pensar um pouco, parem para respeitar o próximo, e entender realmente o que é empatia… E exercer a empatia, porque não é só saber o seu significado. Espero que as pessoas, realmente, além de entender, coloquem em prática a empatia”, completou. A ironia é que a comédia sobre uma mulher tipo Juliana Paes (a própria Juliana Paes) que se apaixona por um homem de baixíssima estatura tem uma mensagem de superação de preconceitos. Mas, de fato, a produção não supera seu próprio preconceito. Além do humor questionável do roteiro, a opção de utilizar efeito visual para diminuir Hassum também impede a clara e rara possiblidade de escalar um ator à altura real do papel. E não faltaria candidato. Afinal, Gigante Léo estrelou história parecida em “Altas Expectativas”, comédia romântica que tratava de “amor sem medida” em 2017. “Amor Sem Medida” é um remake do filme argentino “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” (2013), que há oito anos usou o mesmo truque de encolhimento por computador com o ator Guillermo Francella. A adaptação brasileira foi dirigida por Ale McHaddo, que já tinha trabalhado com Hassum em “O Amor Dá Trabalho” (2019) e na série animada “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013-2015). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliana Caldas 🎭 (@juzinha.caldas)











