Parasita tem vitória histórica no Oscar 2020
Bong Joon Ho não tem hora para parar de celebrar. Ele avisou duas vezes que pretendia comemorar com bebidas, ao receber os troféus de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme Internacional por “Parasita”, na premiação do Oscar 2020, que aconteceu na noite de domingo (9/2) no Dolby Theatre, em Los Angeles. Ainda não tinha começado o primeiro drinque quando ouviu seu nome ser chamado novamente, como Melhor Diretor. Em estado de legítima perplexidade, conseguiu citar como Martin Scorsese influenciou sua carreira, além de agradecer a Quentin Tarantino por sempre falar de seus filmes quando ninguém o conhecia. E saiu do palco extasiado, acreditando ter feito História com sua participação na cerimônia. Mas estava enganado. Precisou voltar mais uma vez, quando “Parasita” venceu o Oscar de Melhor Filme do ano. O cineasta sul-coreano foi responsável pela maior surpresa dos 92 anos da História do Oscar. Isto porque nunca antes um filme falado em língua estrangeira tinha vencido o troféu principal da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. “Parasita” venceu o troféu principal da cerimônia… e mais três. Individualmente, Bong Joon Ho ficou com quatro Oscars, o que também é um feito histórico – anteriormente, apenas Walt Disney tinha vencido quatro troféus na mesma cerimônia, mas todos como produtor e por filmes diferentes em 1954. É interessante reparar o contexto que tornou possível essa reviravolta espetacular. Ao buscar maior inclusão, após a recepção negativa da falta de representatividade racial entre os indicados ao Oscar 2016, a Academia decidiu aumentar a presença de minorias em seus quadros e ampliou convites para artistas internacionais. Cineastas, roteiristas, produtores, técnicos e atores de mais países passaram a votar na premiação, fazendo disparar a quantidade de membros da Academia, que somou quase dois mil novos eleitores do Oscar em quatro anos. Isso, sem dúvida, mexeu com o DNA do troféu. Os eleitores estrangeiros não fazem parte das panelinhas de Hollywood, não trabalharam anteriormente com os indicados e não avaliam os filmes pelo ponto de vista da indústria cinematográfica americana. Em outras palavras, seus votos desconsideram interesses do mercado local dos EUA. É fato que a vitória do francês “O Artista” em 2012 já tinha aberto uma brecha. Mesmo assim, aquele filme não era falado em idioma estrangeiro (era cinema mudo) e fazia uma homenagem a Hollywood. O sinal de que algo estava mudando foi dado apenas no ano passado, com as três vitórias do mexicano “Roma”. O filme falado em espanhol venceu, entre outros, um prêmio de Melhor Direção. A conquista de “Parasita”, claro, é muito maior, incomparável. O Melhor Filme do ano é estrelado por atores sul-coreanos que não fazem parte do SAG, realizado por um equipe estrangeira não filiada aos sindicatos hollywoodianos e exibido nos cinemas dos EUA com legendas. Se a consagração de “Moonlight”, um filme indie com diretor negro, elenco negro e temática LGBTQIA+, causou um terremoto nos bastidores da premiação em 2017 – a rede ABC exigiu mais filmes populares em nome da audiência – , a vitória de “Parasita” deve trazer consequências ainda maiores. Os otimistas podem imaginar uma abertura definitiva do prêmio – e do mercado americano – para o resto do mundo. Os realistas, porém, já devem estar calculando o tamanho da reação do mercado, dos sindicatos e dos estúdios americanos contra essa internacionalização. O slogan “America First” não venceu uma eleição nos EUA por acaso. Curioso, ainda, que “Parasita” tenha sido tão bem-recebido, em proporção inversa ao desdém dispensado a “A Despedida” (The Farewell), de Lulu Wang, barrado no Oscar. O vencedor do Spirit Awards (o “Oscar” do cinema independente) no sábado (8/2) também tinha cineasta e elenco asiático e foi exibido com legendas. Mas, diferente da obra sul-coreana, era uma produção americana, com diretora americana e diversos atores nascidos no país. Neste sentido, a eleição de “Parasita” também pode ser vislumbrada como um voto de protesto contra a seleção de concorrentes feita pela Academia – “A Despedida” não foi o único longa injustiçado. A verdade é que a tão evidente falta de diversidade entre os indicados se deu como efeito colateral da pressão de bastidores por uma seleção de filmes populares. Dentre as opções oferecidas, “Parasita” era um dos poucos filmes (ao lado de “Adoráveis Mulheres”) que não contava histórias de homens brancos heterossexuais, geralmente em luta – às vezes em guerra – por ideais masculinos de poder e superioridade. Joaquin Phoenix, que assimilou perfeitamente a mensagem de “Coringa”, fez um discurso sensível nesse sentido, ao aceitar seu Oscar de Melhor Ator. Ao falar das diferentes causas sociais que engajam seus colegas, ele sintetizou: “Lutamos contra a noção de que uma nação, um povo, uma raça, um gênero ou uma espécie tem o direito de dominar, controlar, usar e explorar a outra com impunidade”. A vitória de “Parasita” rechaçou o viés conservador ensaiado para o Oscar 2020, representado pelas histórias de homens heterossexuais brancos, que dominaram as indicações – como se esse tipo de narrativa fosse mais indicado a prêmios. Exceção gritante, o filme sul-coreano não tinha apenas etnia diversa, mas equilíbrio entre papéis masculinos e femininos, além de franco questionamento social – “marxismo cultural”, já que trata da luta de classes. A ressaca de Bong Joon Ho também é, portanto, fruto de resistência cultural. Ao barrar o cinema indie, a Academia deixou aberta uma fresta para o cinema mundial, que se transformou em saída. E, ironicamente, a empresa que trouxe o longa sul-coreano para os EUA foi um estúdio indie, o Neon, completando a vingança. Importante destacar ainda outro aspecto da internacionalização da Academia, menos evidente que a vitória de “Parasita”. No domingo, várias conquistas foram celebradas por artistas estrangeiros também em filmes americanos. Para citar alguns, o neozelandês Taika Waititi venceu a categoria de Melhor Roteiro Adaptado por “Jojo Rabbit” e a islandesa Hildur Guðnadóttir assinou a Melhor Trilha em “Coringa”. Tratam-se de vitórias com alcances duradouros, que vão além da entrega dos troféus. Lembrem-se que a simples indicação ao Oscar costuma render convite para os nomeados ingressarem na Academia. A brasileira Petra Costa, por exemplo, não venceu a disputa de Melhor Documentário – o único candidato americano faturou a categoria, numa inversão em relação ao troféu de Melhor Filme – , mas ajudará a escolher o vencedor de 2021. Mais estrangeiros estarão votando no próximo ano. Assim, se a Academia superar as pressões do mercado americano, a tendência é o Oscar continuar surpreendendo. Mas pressões, com certeza, virão. A propósito, os que comemoraram a derrota do “marxismo cultural” representado por “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, podem não ter percebido, mas o discurso da vencedora da categoria, a cineasta Julia Reichert, de “Indústria Americana”, encerrou-se com uma citação ao “Manifesto Comunista”. “Os trabalhadores têm cada vez mais dificuldade hoje em dia, e acreditamos que as coisas vão melhorar quando os trabalhadores do mundo se unirem”, disse a americana, parafraseando o slogan “Trabalhadores do mundo, uni-vos”, que se tornou célebre na obra de Karl Marx e Friederich Engels. Para completar sem alongar demais, omitindo comentários para outras categorias remanescentes, vale ressaltar, mesmo que rapidamente, o reconhecimento à brilhante fotografia do inglês Roger Deakins, verdadeiro motivo de “1917” ter sido considerado, de véspera, o maior favorito ao Oscar. A lista completa dos filmes premiados pode ser conferida abaixo. Melhor Filme – “Parasita” “Ford vs Ferrari” “O Irlandês” “Jojo Rabbit” “Coringa” “Adoráveis Mulheres” “História De Um Casamento” “1917” “Era Uma Vez Em Hollywood” Melhor Direção – Bong Joon Ho – “Parasita” Sam Mendes – “1917” Martin Scorsese – “O Irlandês” Quentin Tarantino – “Era Uma Vez Em Hollywood” Todd Phillips – “Coringa” Melhor Atriz – Renée Zellweger – “Judy” Cynthia Erivo – “Harriet” Scarlett Johansson – “História De Um Casamento” Saoirse Ronan – “Adoráveis Mulheres” Charlize Theron – “O Escândalo” Melhor Ator – Joaquin Phoenix – “Coringa” Antonio Banderas – “Dor e Glória” Adam Driver – “História De Um Casamento” Jonathan Pryce – “Dois Papas” Leonardo DiCaprio – “Era Uma Vez Em Hollywood” Melhor Atriz Coadjuvante – Laura Dern – “História De Um Casamento” Margot Robbie – “O Escândalo” Kathy Bates – “O Caso Richard Jewell” Scarlett Johansson – “Jojo Rabbit” Florence Pugh – “Adoráveis Mulheres” Melhor Ator Coadjuvante – Brad Pitt – “Era Uma Vez Em Hollywood” Tom Hanks – “Um Lindo Dia na Vizinhança” Al Pacino – “O Irlandês” Joe Pesci – “O Irlandês” Anthony Hopkins – “Dois Papas” Melhor Roteiro Adaptado – Taika Waititi – “Jojo Rabbit” Greta Gerwig – “Adoráveis Mulheres” Anthony McCarten – “Dois Papas” Todd Phillips & Scott Silver – “Coringa” Steven Zaillian – “O Irlandês” Melhor Roteiro Original – Bong Joon Ho e Han Jin Won – “Parasita” Noah Baumbach – “História De Um Casamento” Rian Johnson – “Entre Facas e Segredos” Quentin Tarantino – “Era Uma Vez Em Hollywood” Sam Mendes & Kristy Wilson-Cairns – “1917” Melhor Fotografia – Roger Deakins – “1917” Jarin Blaschke – “O Farol” Rodrigo Pietro – “O Irlandês” Robert Richardson – “Era Uma Vez Em Hollywood” Lawrence Sher – “Coringa” Melhor Figurino – Jacqueline Durran – “Adoráveis Mulheres” Arianne Phillips – “Era Uma Vez Em Hollywood” Sandy Powell e Christopher Peterson – “O Irlandês” Mayes C. Rubeo – “Jojo Rabbit” Mark Bridges – “Coringa” Melhor Edição – Andrew Buckland e Michael McCusker – “Ford vs Ferrari” Yang Jinmo – “Parasita” Thelma Schoonmaker – “O Irlandês” Tom Eagles – “Jojo Rabbit” Jeff Groth – “Coringa” Melhor Maquiagem e Cabelo – “O Escândalo” “Coringa” “Judy” “Malévola: Dona do Mal” “1917” Melhor Trilha Sonora – Hildur Guðnadóttir – “Coringa” Alexandre Desplat – “Adoráveis Mulheres” Randy Newman – “História de um Casamento” Thomas Newman – “1917” John Williams – “Star Wars: A Ascensão Skywalker” Melhor Canção Original – (I’m Gonna) Love Me Again – “Rocketman” I’m Standing With You – “Superação: O Milagre da Fé” Into the Unknown – “Frozen 2” Stand Up – “Harriet” I Can’t Let You Throw Yourself Away – “Toy Story 4” Melhor Design de Produção – “Era Uma Vez Em Hollywood” “1917” “Parasita” “O Irlandês” “Jojo Rabbit” Melhor Edição de Som -“Ford vs. Ferrari” “Era Uma Vez Em Hollywood” “Coringa” “1917” “Star Wars: A Ascensão Skywalker” Melhor Mixagem de Som – “1917” “Ford vs Ferrari” “Coringa” “Era Uma Vez Em Hollywood” “Ad Astra” Melhores Efeitos Visuais – “1917” “Vingadores: Ultimato” “O Irlandês” “O Rei Leão” “Star Wars: A Ascensão Skywalker” Melhor Animação – “Toy Story 4” “Como Treinar o seu Dragão 3” “Perdi Meu Corpo” “Link Perdido” “Klaus” Melhor Documentário – “Indústria Americana” “The Cave” “Democracia em Vertigem” “For Sama” “Honeyland” Melhor Filme Internacional – “Parasita” (Coreia do Sul) “Les Misérables” (França) “Dor e Glória” (Espanha) “Corpus Christi” (Polônia) “Honeyland” (Macedônia) Melhor Curta Animado – “Hair Love” “Kitbull” “Dcera (Daughter)” “Memorable” “Sister” Melhor Curta Documentário – “Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)” “Life Overtakes Me” “In the Absence” “St. Louis Superman” “Walk Run Cha-Cha” Melhor Curta Live-Action – “The Neighbors’ Window” “Brotherhood” “Nefta Football Club” “Saria” “A Sister” Louise Alves
Pedro Bial se diz vítima, não se desculpa e repete frase machista contra Petra Costa
O apresentador Pedro Bial dobrou sua aposta no discurso machista contra Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, indicado ao Oscar 2020. Em artigo publicado no jornal O Globo deste domingo (9/2), ele disse que “experimentou um linchamento virtual” por ter criticada a diretora brasileira pelo filme, que tem 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e voltou a repetir uma das frases machistas de seu ataque original. A polêmica começou numa entrevista à Rádio Gaúcha nesta semana, em que Bial afirmou que “Democracia em Vertigem” é uma “ficção alucinada”, “vai contando as coisas num pé com bunda danado”, com “narração miada, insuportável, onde ela [Petra Costa] fica choramingando o filme inteiro”. Acusado de machismo, inclusive por colegas, como a ex-repórter da Globo Cristina Serra, Bial ainda arrematou: “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica”. O ataque gratuito e de tom machista, que desrespeita a carreira premiada da jovem cineasta, foi amplamente criticado nas redes sociais. Por conta disso, Bial resolveu se defender. Mas sem pedir desculpas, assumindo papel de vítima e reforçando o machismo de suas convicções. “É com a carcaça moída e esfolada de tanta pancada virtual que venho a público acenar: bandeira branca. Amor. Eu peço paz”, escreveu, vitimista e parafraseador. “Esta semana, experimentei, mais uma vez, o que é estar na parte linchada de um linchamento virtual. Eu, que vivo de acolher as opiniões das pessoas, caí na temeridade de dar a minha. Eu não peço desculpas, nem peço que me peçam desculpas”, continuou. “Apanho sem berrar, só não me venham com o machismo de tratar como menina indefesa uma mulher que sabe bem se defender”. Importante lembrar que quem chamou a cineasta de menina foi o próprio Bial, não as pessoas que reclamaram desse menosprezo machista do apresentador. Além disso, como afirmou, ele não pediu desculpas. Bial disse ainda não reclamar, reclamando, “da prática jornalística de tirar de contexto e contrastar, a fim de buscar a essência da notícia”. “Parece fácil, mas é um exercício difícil, onde se erra mais do que se acerta. Por exemplo, publica-se antes a frase editada “é uma menina sob as ordens de mamãe”, do que a integral ‘numa leitura psicanalítica mais profunda, é uma menina sob as ordens de mamãe'”, escreveu. Ou seja, ele repetiu a crítica machista para defender-se, num jornal de grande circulação nacional, e ainda acrescentou justificativa pseudo-científica. Numa leitura psicanalista mais profunda, o caso não se encaixa como ato falho. Já se estabeleceu como padrão de comportamento.
Oscar 2020 pode consagrar reacionarismo ou surpreender radicalmente
A premiação ao Oscar 2020, que acontece neste domingo (9/2), tende a consagrar um momento de conservadorismo histórico da indústria cinematográfica americana. Mas não está descartada uma surpresa radical. Os detalhes desses resultados alternativos envolvem políticas de bastidores e as próprias regras da votação. Como não há possibilidade de prêmios fora da lista de indicados, já está registrado um grande retrocesso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, ao privilegiar majoritariamente histórias de homens brancos heterossexuais, após o esforço de diversificação da organização ter rendido um número recorde de mulheres premiadas e grande representatividade racial e sexual em 2019. Vale comparar. Na lista de concorrentes de Melhor Filme no Oscar 2019 estavam “Pantera Negra”, “Infiltrado na Klan”, “A Favorita”, “Roma”, “Nasce Uma Estrela”, “Bohemian Rhapsody”, “Vice” e “Green Book”. Apenas um desses filmes representava uma história de homem branco heterossexual: “Vice”, apropriadamente sobre um político de direita dos EUA. Neste ano, as tramas sobre brancos heterossexuais totalizam seis títulos, de um total de nove indicados ao Oscar de Melhor Filme: “Ford x Ferrari”, “O Irlandês”, “Jojo Rabbit”, “Coringa”, “1917” e “Era uma Vez em Hollywood”. Extremamente masculinos, filmes como “O Irlandês” e “1917” chegam a relegar mulheres a papéis de figuração. “1917” tem uma desculpa narrativa, já que mulheres não lutaram no front da 1ª Guerra Mundial. Mas “O Irlandês”, que projeta décadas de desenvolvimento de personagens, não tem qualquer justificativa para dar a sua principal atriz menos de uma página de diálogos. Apenas uma obra indicada ao Oscar de Melhor Filme é focada em personagens femininas: “Adoráveis Mulheres”, como deixa claro o título. E apenas uma tem personagens não brancos: “Parasita”, que é estrangeiro, realizado na Coreia do Sul. Por que o Emmmy consagra séries como “Fleabag”, “A Maravilhosa Sra. Meisel” e “Killing Eve” e o Oscar não consegue reconhecer tramas femininas? Como é possível ignorar o que o Spirit Awards, premiação do cinema independente americano, reconheceu há menos de 24 horas atrás, com a consagração de “A Despedida” (The Farewell), de Lulu Wang, como Melhor Filme do ano? Note-se: uma obra-prima com protagonistas femininas, escrito e dirigido por um mulher e com elenco inteiramente asiático. E que não recebeu uma mísera indicação ao Oscar. Para contrabalançar o fato de que prevaleceram histórias de homens, um comunicado dos organizadores buscou inverter a perspectiva ao destacar que 62 mulheres foram indicadas, compondo quase um terço dos candidatos ao Oscar deste ano. Nenhuma cineasta, porém, vai disputar o prêmio 100% masculino de Melhor Diretor. Greta Gerwig, que comandou “Adoráveis Mulheres”, conseguiu, ao menos, ser lembrada na vaga de Melhor Roteiro Adaptado. Mas vale comparar novamente: o Spirit Awards destacou três mulheres cineastas em sua premiação de Melhor Direção e ainda consagrou a (agora) cineasta Olivia Wilde como Revelação do ano, por “Fora de Série”. Por que tamanha diferença? É fácil encontrar explicação, bastando observar o momento de ruptura, em que o Oscar deixou de ser ousado. A premiação de “Moonlight”, de diretor negro, com elenco negro e temática homossexual, como Melhor Filme de 2017 deu início a uma pressão brutal da rede ABC, responsável pela transmissão da cerimônia nos EUA, por filmes mais convencionais. Com a justificativa supostamente não racista e não homofóbica de que dramas indies não têm apelo comercial para atrair audiência, o canal exigiu mudanças na premiação, desde a duração do evento até a “qualidade” dos indicados, com força econômica e contratual para forçar a Academia a se submeter. Vale lembrar que foi nesta época que a organização chegou a propor um prêmio para Filme Popular, que rendeu polêmica e acabou abortado. O Oscar 2020 se apresenta como resultado final dessa pressão. Nada mais é, portanto, que uma disputa entre filmes populares, reunindo a maior competição de blockbusters por estatuetas em décadas, quiçá de toda a História da premiação. “Coringa”, filme com maior número de indicações, fez mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. Outros filmes de grande orçamento, como “Ford x Ferrari” e “1917”, também passaram pelo topo das bilheterias, e “Era uma Vez em Hollywood”, que fetichiza a Hollywood de antigamente, consagrou-se como um dos maiores sucessos da carreira do diretor Quentin Tarantino. Ainda por cima, todos os indicados são produções de grandes estúdios. Não há um longa independente sequer, quando a regra do século 21 era, até “Moonlight”, o contrário. O problema do Oscar também se estende aos consensos de comadres que resultam na consagração dos mais simpáticos e bonitos e não dos melhores atores, uma vez que se trata de uma votação entre colegas. Tanto que é possível garantir as premiações dos quatro nomes que disputam os prêmios de melhores intérpretes brancos deste ano: Joaquin Phoenix, Renée Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern. Os dois primeiros seriam favoritos, de qualquer forma. Mas o quarteto inteiro? Por coincidência, são vitórias que deixam o Oscar já pouco diversificado com um tom mais loiro. Sam Mendes é outra barbada na categoria de Melhor Direção por “1917”? Está mais para seu Diretor de Fotografia, o veterano Roger Deakins. Nem dá para cravar que “1917” já pode ser considerado vencedor, horas antes da abertura do envelope de Melhor Filme. O Oscar mudou recentemente a forma como contabiliza os votos de sua categoria principal, criando a possibilidade de o vencedor não ser aquele mais votado como Melhor, e sim aquele que mais vezes aparecer nas células de votação – citado entre os melhores. Se, por exemplo, “Era uma Vez em Hollywood” (provável) ou “Parasita” (incrível) aparecer como segundo ou terceiro filme na preferência da maioria dos eleitores, pode acumular mais pontos, caso “1917” não seja eleito por unanimidade. Vale considerar que “1917”, apesar da narrativa convencional, é ousado tecnicamente, uma maravilha visual e o melhor filme de Sam Mendes desde sua estreia com “Beleza Americana”, quando venceu o Oscar pela primeira vez, há 20 anos, enquanto “Era uma Vez em Hollywood” representa seu oposto. A narrativa é anti-convencional, mas passa longe de ser o melhor trabalho de Quentin Tarantino, além de ser marginalmente racista e repetir a reviravolta subversiva de “Bastardos Inglórios” – é quase como se Tarantino virasse um sub-Tarantino, copiando a si mesmo. Só que a indústria cinematográfica adora se congratular e este filme tem até Hollywood em seu título. Uma vitória de “Parasita”, por outro lado, representaria algo completamente diferente, por abalar conceitos estabelecidos, como, por exemplo, o fato de o Oscar ser uma premiação de filmes americanos e não um troféu internacional. A vitória do francês “O Artista” em 2012 já tinha aberto uma brecha para o mundo. Mesmo assim, tratava-se de uma produção sem idioma estrangeiro (era cinema mudo) e uma homenagem a Hollywood (mais uma). “Roma” ensaiou assustar em 2019. Mas uma vitória de “Parasita”, com atores não brancos, equipe estrangeira e em língua não inglesa, seria um grande choque. Um novo paradigma. E sabe-se lá com que consequências. E o Oscar brasileiro? “Democracia em Vertigem” deveria ser o grande azarão da premiação. A disputa contra filmes premiadíssimos – e uma produção de Barack Obama – parecia encaminhar o fato de que sua vitória se resumia à própria indicação. Mas o documentário de Petra Costa ganhou grande impulso na reta final da votação, graças ao governo Bolsonaro, que o promoveu no mundo inteiro com ataques oficiais. Considerado vilão ambiental e inimigo da classe artística, por seus ataques pessoais ao “queridinho” Leonardo DiCaprio, Bolsonaro pode ter consagrado o longa com a mais inesperada vitória (ou a segunda, na possível chance de “Parasita” vencer como Melhor Filme) do Oscar 2020. A conferir, a partir das 22h, com transmissão ao vivo pelo canal pago TNT, pelo portal G1 e pela plataforma Globoplay. Mais canais de transmissão podem ser conferidos aqui.
Oscar 2020: Saiba onde, como e quando ver a premiação deste domingo
A cerimônia de premiação do Oscar 2020 acontece neste domingo (9/2) no palco do Dolby Theatre, em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Como já é costume, a transmissão para o Brasil vai acontecer pelos canais Globo e TNT. Também foi preservado o hábito de a Globo menosprezar o evento e não exibir seu começo. Desta vez, porém, o telespectador do canal não perderá 15, 30 ou 40 minutos da premiação, mas cerca de 1h30. Isto porque a emissora carioca priorizou um jogo de futebol, que vai levar ao ar exatamente na hora do Oscar – uma partida do torneio Pré-Olímpico, que, até a semana passada, era exclusividade da TV paga. Para compensar o descaso cinéfilo, o canal abriu mão da exclusividade do sinal, liberando o evento ao vivo para o portal G1 e a plataforma Globoplay. Acabou sendo melhor, porque assim a transmissão será integral e com a equipe que faria o trabalho na Globo. Pelo terceiro ano consecutivo, a transmissão será comandada por Maria Beltrão com comentários do crítico Artur Xexéo e da atriz Dira Paes. O G1 começará a cobertura de acesso gratuito às 20h, com a transmissão do Tapete Vermelho, mesma hora em que a Globoplay exibirá um especial do humorístico “Fora de Hora” com o tema do Oscar. A transmissão do prêmio propriamente dito está marcada para as 22h nos dois veículos do grupo Globo. Enquanto isso, na TV Globo, o futebol segue firme até as 0h30. O Oscar entra ao vivo depois da partida – do ponto que estiver. E, após o anúncio do Melhor Filme, a cerimônia será reprisada integralmente no canal aberto. A TNT, por sua vez, começa sua cobertura às 20h30, no tapete vermelho do evento. O canal contará com Hugo Gloss e Carol Ribeiro no local, entrevistando celebridades na entrada do Dolby Theatre. Já a premiação das 22h terá apresentação de Aline Diniz e comentários de Michel Arouca. A reprise do evento está marcada para a segunda (10/2), na faixa da manhã. Esta será a primeira transmissão da TNT sem participação do veterano crítico Rubens Ewald Filho, falecido no ano passado. Em 2019, ele não foi ouvido na TV por conta da repercussão negativa de alguns comentários polêmicos proferidos no ano anterior, mesmo assim participou da cobertura oficial da emissora pela internet. Fora dos veículos televisivos oficiais do Oscar no Brasil, o destaque da programação é a famosa cobertura do tapete vermelho do canal pago E!, ao vivo, a partir das 20h. Vários youtubers também preparam programação especial com seus próprios comentários sobre Oscar, em tempo real. Por sinal, o Oscar possui um canal oficial no YouTube, com vídeos sobre premiação. Vale a pena ficar atento para algum conteúdo especial. Twitter, Facebook e Instagram também terão material especial, desenvolvido em parceria com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, responsável pelo prêmio. O Facebook, por exemplo, programou streaming da chegada das celebridades. Mas o Instagram é que deve concentrar o material mais interessante, como fotos dos bastidores. Nos EUA, a transmissão oficial é da rede ABC, e não adianta usar VPN para tentar acompanhar pelo site oficial da emissora na internet, porque o acesso é via login de provedor americano de TV. Já a PlutoTV, que traz a cobertura do canal ET, aceita VPN. Para completar, ainda há o streaming da Ustvgo, liberado a todos. Mas com o G1 jogando a íntegra do Oscar na internet, qualquer outra alternativa se torna pura redundância.
Adam Sandler zoa o Oscar ao vencer o Spirit Awards em discurso aplaudidíssimo
Premiado como Melhor Ator no Film Independent Spirit Awards 2020, Adam Sandler teve a vitória mais aplaudida da cerimônia, que aconteceu na noite de sábado (8/2) em Santa Mônica, na Califórnia. Ele também arrancou muitas gargalhadas ao contar piadas durante seu discurso de agradecimento pelo troféu por “Jóias Brutas”, aproveitando para manifestar seu “desprezo” pelos eleitores da Academia, que deixaram seu nome de fora da disputa do Oscar. Conforme o comediante engatou uma voz rouca e empostada de discurso, o público não parou de rir um segundo sequer. “Algumas semanas atrás, quando eu fui, entre aspas, “desprezado pela Academia”, me lembrei de quando eu cursava o ensino médio e fui excluído da cobiçada categoria superlativa de Mais Bonito no anuário escolar”, disse Sandler. “Essa honra coube a um babaca que vestia jaqueta jeans e penas no cabelo chamado Skipper Jenkins.” “Mas meus colegas de classe acabaram me homenageando com a designação supostamente menos prestigiosa de Melhor Personalidade”, continuou o ator premiado. “E hoje à noite, ao olhar em volta desta sala, percebo que o Independent Spirit Awards é o melhor prêmio de personalidade de Hollywood.” “Que todos aqueles filhos da mãe babacas de penas no cabelo ganhem o Oscar amanhã à noite. A boa aparência deles desaparecerá com o tempo, enquanto nossas personalidades independentes brilharão para sempre!”, Sandler completou, aplaudido pela multidão de colegas. Ele ainda brincou sobre como suas comédias sempre foram filmes indies de temáticas sociais. “Billy Madison, um Herdeiro Bobalhão”? “Uma abordagem destemida do sistema educacional americano sob a visão de um sociopata privilegiado chamado Billy f**ing Madison… “O Rei da Água”? “Minha exploração abrasadora do pebolim nas faculdades americanas e a manipulação de atletas socialmente incapazes como o Sr. Bobby Boucher”. “Sempre tentei vender minhas verdades com um espírito verdadeiramente independente e, ao mesmo tempo, recebi alguns cheques de pagamento realmente perturbadores. ” Veja abaixo a íntegra do discurso, em inglês sem legendas. E confira aqui a lista completa dos vencedores da premiação, considerada o “Oscar do cinema independente americano”.
Spirit Awards 2020: A Despedida e Adam Sandler vencem o “Oscar do cinema independente”
O Film Independent Spirit Awards, premiação anual mais badalada do cinema independente americano, entregou suas estatuetas aos melhores filmes e artistas de 2020 na noite deste sábado (8/2). E o resultado, evidenciado pela vitória de “A Despedida” (The Farewell) e o reconhecimento aos talentos responsáveis por “Jóias Brutas” (Uncut Gems), demonstra o quanto a produção autoral indie se distanciou da indústria cinematográfica mais tradicional, representada pelo Oscar. Em franco contraste com as polêmicas enfrentadas pelo Oscar em 2020, o Spirit Awards consagrou uma história feminina, dirigida por uma mulher, como Melhor Filme do ano. E reconheceu que atores não precisam ser exclusivamente brancos para merecer troféus – todas as cinco indicadas na categoria de Melhor Atriz eram mulheres “de cor”. Os poucos quilômetros que separam a praia de Santa Mônica, onde aconteceu a cerimônia do Spirit, e o Dolby Theatre, em Los Angeles, onde o Oscar será entregue em poucas horas, nunca pareceram tão distantes, na forma de festejar o que representa qualidade no cinema atual. Para dar noção do quão distantes, basta apontar que apenas três filmes americanos de ficção, “História de um Casamento”, “O Farol” e “Judy”, fazem intersecção entre os indicados das duas premiações. Ao optar por superproduções milionárias de estúdios tradicionais, o Oscar virou as costas para a criatividade indie, que a Academia costumava premiar até a fatídica noite de 2017 em que “Moonlight”, drama sobre um negro gay, venceu a estatueta de Melhor Filme e escandalizou os conservadores. As consequências dessa ruptura são claras. Os principais dramas adultos dos EUA, que geralmente ganhavam estreias nacionais nas semanas que antecediam o Oscar, não tiveram lançamento no Brasil em 2020. Pior: nem sequer têm previsão de chegar ao circuito nacional. Da lista de vencedores do Spirit Awards, o público brasileiro só conhece o que saiu pela Netflix, “Jóias Brutas” e “História de um Casamento”, a dupla que foi indicada ao Oscar, “Judy” e “O Farol”, e a comédia “Fora de Série”, que rendeu à atriz transformada em diretora Olivia Wilde o Spirit de Melhor Estreia indie. A grande consagração de “A Despedida”, na verdade, repara uma injustiça brutal do Oscar contra o filme de Lulu Wang, inédito no Brasil. Podendo indicar até 10 longas na disputa de Melhor Filme, a Academia nomeou apenas 9. E deixou de fora essa verdadeira obra-prima, que tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além de Melhor Filme, o reconhecimento de “A Despedida” estendeu-se a Zhao Shuzhen, uma estrela veterana de novelas da China, como Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel de Nai Nai – a vovó doente que movimenta a trama. Ela não pôde comparecer à cerimônia, devido ao surto de coronavírus em seu país. O longa mais premiado, porém, foi “Jóias Brutas”, com três troféus: de Melhor Direção, conquistado pelos irmãos Benny Safdie & Josh Safdie, Melhor Edição e Melhor Ator para Adam Sandler. Sinal de apreciação do desempenho, o anúncio da vitória de Sandler rendeu aplausos demorados, mas, apesar dessa sonora unanimidade, a performance elogiadíssima do ator também acabou subestimada pelo Oscar. A premiação de intérpretes serviu inclusive como antítese do consenso de comadres, que se estende do SAG Awards ao Oscar, por romper com a previsibilidade no anúncio dos vencedores. Se Rennée Zellewegger, Melhor Atriz por “Judy”, manteve sua condição de barbada, os demais premiados nem sequer disputam o Oscar. Além de Sandler e Shuzhen, também é o caso de Willem Dafoe, Melhor Ator Coadjuvante por “O Farol”. “O Farol” ainda venceu o prêmio de Melhor Fotografia, para Jarin Blaschke, que é a categoria solitária que disputa no Oscar. Já o outro candidato americano da Academia consagrado pelo Spirit Awards, “História de um Casamento”, conquistou a estatueta de Roteiro para o cineasta Noah Baumbach e o troféu Robert Altman, que homenageia a melhor combinação de diretor e elenco. Para completar, na disputa de Melhor Filme Internacional, “O Parasita” confirmou sua condição de principal obra do ano, superando, entre outros, o brasileiro “Uma Vida Invisível” para aumentar a sua já vasta coleção de troféus. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme – A Despedida (The Farewell) A Hidden Life Clemency História de Um Casamento Jóias Brutas Melhor Direção – Benny Safdie & Josh Safdie, por Jóias Brutas Robert Eggers, por O Farol Alma Har’el, por Honey Boy Lulius Onah, por Luce Lorene Scafaria, por As Golpistas Melhor Filme de Estreia – Fora de Série, de Olivia Wilde The Climb, de Michael Angelo Corvino A Vida de Diane, de Kent Jones The Last Black Man in San Francisco, de Joe Talbot Laure de Clermont-Tonnere, de The Mustang A Gente se Vê Ontem, de Stefon Bristol Melhor Atriz – Renée Zellweger, por Judy Karen Allen, por Colewell Hong Chau, por Driveways Elisabeth Moss, por Her Smell Mary Kay Place, por A Vida de Diane Alfre Woodard, por Clemency Melhor Ator – Adam Sandler, por Jóias Brutas Chris Galust, por Give Me Liberty Kelvin Harrison Jr., por Luce Robert Pattinson, por O Farol Matthias Schoenaerts, por The Mustang Melhor Atriz Coadjuvante – Zhao Shuzhen, por A Despedida Jennifer Lopez, por As Golpistas Taylor Russell, por Waves Lauren “Lolo” Spencer, por Give Me Liberty Octavia Spencer, por Luce Melhor Ator Coadjuvante – Willem Dafoe, por O Farol Noah Jupe, por Honey Boy Shia LaBeouf, por Honey Boy Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco Wendell Pierce, por Burning Cane Melhor Roteiro – Noah Baumbach, por História de um Casamento Jason Begue & Shawn Snyder, por Ao Pó Voltará Ronald Bronstein, Benny Safdie & Josh Safdie, por Uncut Gems Chinonye Chukwu, por Clemency Tarrell Alvin McCraney, por High Flying Bird Melhor Roteiro de Estreia – Fredrica Bailey & Stefon Bristol, por A Gente Se Vê Ontem Hannah Bos & Paul Thureen, por Driveways Bridget Savage Cole & Danielle Krudy, por Blow the Man Down Jocelyn Deboer & Dawn Luebbe, por Greener Grass James Montague & Craig W. Sanger, por The Vast of Night Melhor Filme Internacional – Parasita (Coreia do Sul) A Vida Invisível (Brasil) Os Miseráveis (França) Retrato de uma Jovem em Chamas (França) Retablo (Peru) The Souvenir (Reino Unido) Melhor Documentário – Indústria Americana Apollo 11 For Sama Honeyland Island of the Hungry Ghosts Melhor Fotografia – Jarin Blaschke, por O Farol Todd Banhazi, por As Golpistas Natasha Braier, por Honey Boy Chanarun Chotrungroi, por The Third Wife Pawel Pogorzelski, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite Melhor Edição – Ronald Bronstein & Benny Safdie, por Jóias Brutas Julie Béziau, por The Third Wife Tyler L. Cook, por Sword of Trust Louise Ford, por O Farol Kirill Mikhanovsky, por Give me Liberty John Cassavetes Award (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) – Give Me Liberty Burning Cane Colewell Premature Loucas Noites com Emily Melhor Cineasta Revelação – Ernesto Green, por Premature Ash Mayfair, por The Third Wife Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Melhor Produtor Revelação – Mollye Asher Krista Parris Ryan Zacarias Truer Than Fiction Award (revelação em documentário) – Nadia Shihab, por Jaddoland Khalik Allah, por Black Mother Davy Rothbart, por 17 Blocks Erick Stroll & Chase Whiteside, por América Bonnie Award (para cineastas mulheres) – Kelly Reichardt Marielle Heller Lulu Wang Robert Altman Award (Melhor combo de elenco e direção) – História de um Casamento
Joaquin Phoenix é preso na véspera do Oscar
O ator Joaquin Phoenix voltou a ser preso nos EUA, ao participar de um protesto ambientalista ao lado da colega Jane Fonda. Os dois foram detidos com cerca de 15 pessoas nesta sexta (8/2), durante manifestação contra a falta de iniciativas do governo americano contra as mudanças climáticas. A diferença para prisões anteriores da dupla é que, desta vez, o protesto aconteceu em Los Angeles, onde o Oscar será entregue no domingo (9/2), e não em Washington, capital dos EUA, onde as demonstrações anteriores aconteceram. Os manifestantes ocuparam a matriz da Maverick Natural Resources, uma empresa que explora gás na Califórnia, e marcharam até a prefeitura de Los Angeles. A atriz lidera protestos ambientais todas as sextas desde outubro de 2019. Ela já foi presa cinco vezes desde então. Para Phoenix, esta é a segunda prisão. Outros famosos que se juntaram às manifestações e acabaram presos foram Lily Tomlin, Sam Waterston, Martin Sheen — colegas de Fonda na série “Grace & Frankie” — Ted Danson, Diane Lane, Piper Perabo, Amber Valletta e Sally Field.
Crusoé copia frases machistas de Pedro Bial para atacar Petra Costa
A revista digital de direita Crusoé, ligada ao site O Antagonista, copiou as frases machistas de Pedro Bial para atacar Petra Costa, a diretora de “Democracia em Vertigem”, que concorre ao Oscar de Melhor Documentário no domingo (9/2). Em entrevista à Rádio Gaúcha na segunda-feira (3/2), Bial afirmou que “Democracia em Vertigem”, que conta uma versão assumidamente parcial dos últimos anos da política brasileira, “vai contando as coisas num pé com bunda danado”, com “narração miada, insuportável, onde ela [Petra Costa, diretora e narradora] fica choramingando o filme inteiro”. Acusado de machismo, inclusive por colegas, como a ex-repórter da Globo Cristina Serra, Bial ainda arrematou: “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica”. “Nem que fosse por respeito às mulheres que fazem parte da sua vida (certamente, as há), Bial não poderia ter sido tão grosseiro na crítica que fez ao filme, usando os termos rasteiros que usou”, escreveu Cristina Serra em seu Facebook. Pois nesta sexta (7/2) a Crusoé fez copy-paste desse ataque. “’Democracia em Vertigem’ não oferece sequer material para debate ou discordância: é só o desabafo narcisista de uma garota inconformada porque o Brasil não é o país que sua mãe queria”, escreveu Jerônimo Teixeira na revista digital de direita, atacando também, entre outras coisas, “a voz chorosa de Petra”. Petra Costa, claro, não é uma “garota inconformada” nem uma “menina”, muito menos filhinha “chorosa” fazendo documentário para agradar a mãe. É uma cineasta que merece respeito por mais de uma década de reconhecimento internacional, que exibe seus filmes em festivais como Sundance, Locarno e Veneza, já venceu o Festival de Brasília, do Rio, de Havana, coleciona prêmios em vários eventos do mundo e vive atualmente o auge da carreira, com uma indicação ao Oscar. Pode-se discordar da narrativa claramente petista de “Democracia em Vertigem”, que de ingênua não tem nada – é uma aula de marketing político – , mas usar argumentos machistas para tentar diminuir a qualidade do trabalho (com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes) e o talento amplamente reconhecido de sua diretora apenas demonstra o baixo nível a que chegou a discussão cultural neste país de presidente “imbroxável” e compartilhador de “golden shower”. “R-E-S-P-E-I-T-O”, já cantava Aretha Franklin (em versão traduzida), pedindo em nome das mulheres há meio século: “descubra o que isso significa”.
Roteiristas profissionais teriam escrito “agradecimentos perfeitos” de Brad Pitt nos prêmios da temporada
Brad Pitt, que vem ganhando todos os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante da temporada e deve levar também um Oscar no domingo (9/2), tem chamado atenção pelos agradecimentos inteligentes e bem-humorados que vem marcando cada vitória por seu desempenho em “Era uma Vez em Hollywood”. Sem nunca se repetir, ele parece ter uma tiradinha específica para cada público, como no BAFTA (o “Oscar britânico”), em que fez referência ao Brexit e ao afastamento do príncipe Harry da família real. Pois agora surge a notícia que essa ótima performance é, como num filme, uma boa atuação. O site Vulture publicou uma reportagem sugerindo que Brad não é o autor das tiradas geniais, somente seu intérprete. Um repórter da publicação, que pertence ao jornal New York Post, entrou em contato com algumas agências especializadas na criação de discursos, e pelo menos uma delas confirmou que os representantes de Pitt tentaram fazer contato para a contratação de um “escritor fantasma”, que criasse discursos perfeitos para as premiações. A agência frisou, no entanto, que esta é uma prática comum em Hollywood. “É um dos segredos mais mal-guardados desta indústria”, disse o entrevistado, que não quis se identificar. Vale lembrar que a atriz Carrie Fisher, conhecida pelo papel de Princesa Leia em “Star Wars”, teve um período de atuação nesse ramo, escrevendo muitos discursos para colegas da indústria. Segundo a fonte anônima do Vulture, um dos principais motivos para se contratar um profissional de discursos para premiações é que eles “conhecem o público de cada cerimônia”. “Saber a diferença entre o que funciona com os atores [no SAG] e com os britânicos [no BAFTA] é fundamental”, contou. “Outro motivo é que muitos [atores] são preguiçosos”. Veja abaixo alguns dos discursos de Brad Pitt nas vitórias da temporada.
Billie Eilish fará apresentação especial no Oscar 2020
Grande vencedora do Grammy 2020, Billie Eilish também será destaque no Oscar 2020. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA anunciou que a cantora fará uma apresentação especial durante a cerimônia de premiação dos melhores do cinema. Embora o anúncio, via redes sociais, não inclua detalhes sobre a performance da cantora, há especulações de que ela possa levar ao palco do Dolby Theatre a nova música-tema de 007, que vai cantar na abertura do filme “007 – Sem Tempo Para Morrer”. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Are you ready? @billieeilish will take to the #Oscars stage for a special performance! Watch live on @ABC. pic.twitter.com/CsNmjDD2Bi — The Academy (@TheAcademy) January 29, 2020
Academia divulga foto oficial dos indicados ao Oscar 2020
A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas divulgou na noite de segunda-feira (27/1) o retrato oficial dos indicados ao Oscar 2020. O clique foi feito após o tradicional almoço de confraternização entre os candidatos, organizado antes da premiação. Na imagem, os indicados às 24 categorias aparecem enfileirados, incluindo o já potencial vencedor do Oscar de Melhor Direção Sam Mendes, além dos atores Brad Pitt, Joaquin Phoenix, Renée Zellweger e Laura Dern, favoritos às estatuetas, entre outros. Confira a lista completa de quem disputa a premiação neste link. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Veja a imagem completa abaixo. Clique para ampliá-la.
Diretora de Democracia em Vertigem ataca “nazismo” de Bolsonaro no New York Times
A cineasta Petra Costa, que disputa o Oscar com seu documentário “Democracia em Vertigem”, assinou um artigo editorial publicado na sexta-feira (24/1) no jornal The New York Times, com duras críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, acusado de promover uma “guerra cultural”, assumir atitudes nazistas e tentar impor um “fascismo tropical”. Petra Costa entrevistou Bolsonaro para seu filme, que faz parte de uma guerra de narrativas sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao apresentar o PT como vítima, não cúmplice da corrupção que sempre existiu, mas que tomou dimensões nunca antes vistas na História deste país durante os governos de Lula e Dilma. “Em 2016, eu entrevistei Bolsonaro sobre seus planos para o setor cultural e ele reclamou que nenhum filme brasileiro era bom o suficiente para ser premiado com uma indicação ao Oscar. Na semana passada, no entanto, ele desprezou nossa indicação dizendo ‘para quem gosta do que urubu come, é um bom filme’. Em seguida, ele admitiu não ter visto o filme, mas isso não impediu que a legião de trolls que o seguem nas redes sociais de papaguear a acusação de que o filme era fake news”, escreveu Petra. A cineasta lembrou que a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi marcada por fake news. “Mais de 98% dos seus eleitores foram expostos a uma ou mais manchetes falsas durante a campanha e quase 90% acreditavam que elas eram verdadeiras, segundo estudo da organização Avaaz. O seu governo dominou a arte de manipular a verdade”, afirmou. Em seguida, a diretora citou ataques ao Carnaval e tentativas de censura a livros escolares e projetos do audiovisual com temática LGBTQIA+ como exemplos da “guerra cultural” decretada por Bolsonaro. “O líder do governo caracterizou o Carnaval brasileiro, uma grande fonte de orgulho em nossa cultura, como uma festa degenerada. Alguns de nossos maiores artistas foram atacados, livros escolares estão sendo reescritos e recursos foram cortados para séries e projetos cinematográficos sobre temas LGBTQ. Mais de 30 obras de arte foram censuradas, autocensuradas ou canceladas”. Para Petra, essa agressão à Cultura “atingiu novos patamares em dezembro quando a produtora Porta dos Fundos foi atacada com coquetéis Molotov por conta de seu episódio satírico ‘A Primeira Tentação de Cristo’, que retrata Jesus como homossexual”. Segundo ela, a situação atual no Brasil remete aos “anos mais duros da ditadura militar”. Remete também ao nazismo, como evidenciado pela política cultural levada à cabo pelo ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, demitido por plagiar discurso do ideólogo do nazismo Joseph Goebbels. “Creio que ele foi demitido não porque o governo condena suas opiniões e sim porque foi demasiado explícito sobre opiniões que ambos compartilham. Este é apenas um exemplo de como a democracia brasileira se aproxima do abismo”, opinou. Ela ainda encontrou outros paralelos entre Bolsonaro e a administração de Hitler na Alemanha nazista. “É interessante que Lügenpresse, ou ‘imprensa mentirosa’, foi um slogan amplamente usado na Alemanha durante o terceiro Reich para descreditar qualquer jornalista que discordasse da posição do governo”. Por fim, Petra Costa fala que não “há luz no fim do túnel desta guerra cultural que procura censurar os valores liberais e progressistas e desconstruir a verdade para impor um fascismo tropical”. “Como aponto em ‘Democracia em Vertigem’, a elite se cansou do jogo da democracia. A história do nazismo mostra que as elites que se calaram diante do avanço do autoritarismo acabaram sendo engolidas por ele. A extinção é o preço da omissão”, conclui a diretora.
Favorito ao Oscar, 1917 é a principal estreia de cinema da semana
O grande favorito ao Oscar 2020 finalmente estreia no Brasil. Vencedor do Globo de Ouro e do prêmio do Sindicato dos Produtores dos EUA, “1917” é o principal destaque da programação de cinema desta semana. Dirigido pelo inglês Sam Mendes (“007 Contra Spectre”), que vem vencendo todos os prêmios possíveis por seu trabalho, o longa conquistou 89% de aprovação no Rotten Tomatoes e disputa 10 Oscars, dominando as categorias técnicas pela destreza cinematográfica com que apresenta sua narrativa num plano contínuo – isto é, com a ilusão de que o filme não tem cortes. Este truque também faz com que a ação aconteça em tempo real, transportando o público para as trincheiras do front europeu da 1ª Guerra Mundial. Repleto de explosões, correrias, desabamentos, saltos impossíveis e coragem diante da morte certa, “1917” acompanha dois soldados britânicos encarregados de enfrentar bombas e o tiroteio inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas, inclusive a de um irmão deles. O elenco é encabeçado por George McKay (“Capitão Fantástico”) e Dean-Charles Chapman (“Game of Thrones”), como os dois soldados da sinopse. Seu comandante é vivido por Colin Firth (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e ainda há participações de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), Mark Strong (“Shazam!”) e Richard Madden (outro de “Game of Thrones”). Também indicado ao Oscar, “Um Lindo Dia na Vizinhança” tem como destaque a participação de Tom Hanks, que concorre como Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação de Fred Rogers, apresentador de programa infantil que durante décadas ensinou o público a ser mais otimista e feliz. O drama gira em torno de uma entrevista que um jornalista cínico (Matthew Rhys, de “The Americans”) precisa realizar com a famosa celebridade, no fim dos anos 1980, e tem 95% de aprovação no RT. O lançamento com maior distribuição, porém, não é nenhum dos dois, mas a animação “Um Espião Animal”, que vai chegar a mais de 500 cinemas sem seu principal atrativo: as vozes originais de Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). A aposta é que crianças não se importam com a dublagem americana – embora o estúdio tenha pago uma fortuna por esse detalhe descartável. Ao transformar Will Smith num pombo, o estúdio Blue Sky – de “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando” – ainda mantém sua tradição de lançar animações de animais falantes. A média é de 76% no RT. Há ainda outra opção que utiliza animação, “O Filme do Bruno Aleixo”, produção híbrida portuguesa, com passagens live-action e humor surreal. Bruno Aleixo é um personagem animado muito popular em Portugal, ativo na internet e na TV do país há cerca de 12 anos. O cachorro-urso de pelúcia resolve que, após ter seu programa de TV, deve estrelar seu próprio filme e decide consultar seus amigos sobre como transformar sua vida numa cinebiografia, o que serve de mote para a criação de esquetes engraçados. Como não foi lançado nos EUA, não tem cotação no RT, mas atingiu nota 8,2 do público no IMDb. O circuito limitado também traz o elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o melhor filme do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quem preferir terror mais tradicional, pode ainda sofrer “A Maldição de Mary”, pior filme da carreira do ator Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de Uma Nação”), com apenas 4% no RT. Três filmes nacionais completam a programação, com destaque para a inversão realizada em “A Divisão”. Na contramão da recente mania de transformar filmes em minisséries da Globo, com enxertos de cenas extras, “A Divisão” leva para o cinema a série homônima, disponibilizada em cinco episódios na Globo Play, cortando cerca de 1 hora de sua narrativa. Para completar, o documentário “Adoniran – Meu Nome é João Rubinato” foi o filme de abertura do festival É Tudo Verdade de dois anos atrás. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. 1917 | EUA | Guerra Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a 1ª Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar mais de 1300 colegas de batalhão. Um Lindo Dia na Vizinhança | EUA | Drama Fred Rogers (Tom Hanks) foi o criador do Mister Rogers’ Neighborhood, um programa infantil de TV muito popular que durou décadas, desde os anos 1960, nos Estados Unidos. Em 1998, Tom Junod (Matthew Rhys), até então um cínico jornalista investigativo, aceitou escrever o perfil de Rogers para a revista Esquire. Durante as entrevistas para a matéria, Junod mudou não só sua visão em relação ao seu entrevistado como também sua visão de mundo, iniciando uma inspiradora amizade com o apresentador. Um Espião Animal | EUA | Animação Quando um evento inesperado acontece, Lance Sterling (voz de Will Smith), o melhor espião do mundo, precisa unir forças com o inventor Walter (voz de Tom Holland) para salvar o dia. O Filme do Bruno Aleixo | Portugal | Comédia Bruno Aleixo é alguma coisa entre um cachorro e um urso de pelúcia. O personagem de animação português que ganhou fama por uma web-série de comédia chamada “Os Conselhos que Vos Deixo” ganha seu próprio filme. Na obra cômica, ao decidir criar a própria autobiografia, Bruno procura inspiração entre amigos para escrever o texto. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. A Possessão de Mary | EUA | Terror David (Gary Oldman) é um capitão de colarinho azul que luta para melhorar a vida de sua família. Estranhamente atraído por um navio abandonado que está em leilão, David impulsivamente compra o barco, acreditando que será o bilhete de sua família para a felicidade e a prosperidade. Mas logo depois que eles embarcam em sua jornada inaugural, eventos estranhos e assustadores começam a aterrorizar David e sua família, fazendo com que se voltem um contra o outro e duvidem de sua própria sanidade. A Divisão | Brasil | Drama No Rio de Janeiro da década de 1990, uma onda de sequestros assola a cidade maravilhosa. Quando o secretário de segurança e o chefe da polícia encarregam três policiais corruptos de tirar a cidade dessa situação, a Delegacia Antissequestro precisa entrar em ação para enfrentar o repetitivo número de casos envolvendo sequestros e mudar o cenário carioca. O Melhor Verão das Nossas Vidas | Brasil | Comédia Três melhores amigas são aprovadas para participar da final de um famoso festival de música. Porém, elas descobrem que estão de recuperação na escola e precisam arranjar uma maneira de comparecer ao festival em Guarujá sem que seus pais descubram. Adoniran – Meu Nome é João Rubinato | Brasil | Documentário Adoniran Barbosa, autor de sucessos como “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público.












