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    Geraldo Sarno (1938-2022)

    23 de fevereiro de 2022 /

    O cineasta baiano Geraldo Sarno morreu na noite de terça (22/2) aos 83 anos no Hospital Copa D’Or, que declarou não ter autorização para revelar a causa da morte. Filho de imigrantes italianos, ele nasceu no sertão baiano e fez da região tema de seus filmes. Foram mais de 15, do curta “Viramundo” (1965) ao longa “Sertânia” (2020), que abordaram o movimento migratório nordestino, as religiões e cultura populares. Amigo de Glauber Rocha desde a infância, Sarno foi engajado antes mesmo de ser cineasta, chegando a participar no Centro Popular de Cultura, iniciativa da UNE (União Nacional dos Estudantes) que reuniu um grupo de intelectuais de esquerda, com o objetivo de criar e divulgar uma “arte popular revolucionária”. O caldeirão cultural da época que antecedeu o golpe militar de 1964 levou Sarno a encontrar o grupo de documentaristas que comporiam a Caravana Farkas (batizada em referência ao produtor húngaro Thomas Farkas) que traria o “cinema direto” ao Brasil. Depois de estudar cinema em Cuba, ele filmou seu primeiro clássico produzido por Farkas. Com “Viramundo”, retratou a migração nordestina para São Paulo e revelou a nova classe operária brasileira, formada por camponeses de origem nordestina, vindos ao Sudeste em fuga da seca e da fome, além do surgimento de um sistema religioso neopentecostal, que viria a se tornar hegemônico no Brasil com um império de templos, TVs e até partido político. Ele fez vários outros curtas documentais importantes entre os anos 1960 e 1970, alguns produzidos por Farkas, abordando sempre temas nordestinos, desde a economia sertaneja até personalidades como Lampião e Padre Cícero. Mas, curiosamente, sua estreia em longa-metragem e na ficção foi num filme infantil: “O Pica-pau Amarelo” (1973), primeira adaptação cinematográfica da obra de Monteiro Lobato. Sarno fez só mais dois longas de ficção na carreira e um híbrido de documentário e dramatização. A ficção mais importante foi “Coronel Delmiro Gouveia” (1978), sobre o conflito entre duas forças predatórias: o coronelismo nordestino e o imperialismo multinacional. Seu último filme produzido por Farkas venceu o Festival de Havana, em Cuba. Apesar de buscar a ficção nos anos 1970, a ênfase de sua filmografia continuou sendo documental. Sarno buscou traçar, além do Nordeste em todas as suas variações, um mapa da identidade cultural do Brasil, entre o impacto modernista da “Semana de Arte Moderna” (1974) às sequelas do passado escravagista de “Casa-Grande e Senzala” (1978). Em 2008, ele venceu o Candango de Melhor Direção no Festival de Brasília com o docudrama “Tudo Isto me Parece um Sonho”, sobre a história do general pernambucano Ignácio Abreu e Lima, que participou de batalhas que resultaram na libertação da Colômbia, Venezuela e Peru da Coroa Espanhola ao lado de Simon Bolívar no século 19. Em seu último longa, voltou à ficção para abordar o universo dos cangaceiros. “Sertânia” foi exibido na Mostra de Tiradentes de 2020, pouco antes de começar a pandemia, e venceu 12 prêmios em festivais diferentes.

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    Lindsey Pearlman (1978-2022)

    19 de fevereiro de 2022 /

    A atriz Lindsey Pearlman, que estava desaparecida desde o dia 13 de fevereiro, quando foi vista pela última vez por volta do meio-dia, foi encontrado morta na sexta-feira (18/2), num local popular entre praticantes de caminhadas em Los Angeles. Segundo comunicado do Departamento de Polícia de Los Angeles, “os oficiais da área de Hollywood responderam a uma chamada de rádio para uma investigação de morte na Franklin Avenue e North Sierra Bonita Avenue. O escritório do legista do condado de Los Angeles confirmou que o indivíduo é Lindsey Erin Pearlman”. Agora, a polícia aguarda o laudo do legista sobre a causa de sua morte aos 43 anos. Pearlman começou a ser vista na televisão em 2015, com uma breve participação num episódio de “Empire”. Em seguida, teve seu maior destaca, com um papel recorrente na série “Chicago Justice” em 2017. No ano passado, a atriz ainda interpretou a compositora Diane Warren num episódio de “Selena: A Série” e emplacou seu primeiro fixo na série “Vicious”, produção independente exibida pela plataforma americana Urbanflix. Ela também fez curtas independentes e atuou no teatro, onde chegou a integrar uma turnê internacional com o projeto educativo “Sex Signals”, que usa comédia de improviso para conscientizar sobre assédio sexual e consentimento.

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    Alfred Sole (1943–2022)

    17 de fevereiro de 2022 /

    O cineasta Alfred Sole, que escreveu e dirigiu o cultuado terror “Alice, Querida Alice”, estreia de Brooke Shields no cinema, morreu na segunda-feira (14/2) aos 78 anos. Segundo informações de um membro da família publicadas pelo site The Hollywood Reporter, a causa foi suicídio, cometido em sua residência em Utah. Sole era um arquiteto e decorador de interiores de Paterson, Nova Jersey, quando decidiu juntar cerca de US$ 25 mil para filmar “Deep Sleep” (1972), seu primeiro longa, um pornô amador produzido de forma independente em sua cidade natal com a ajuda de amigos e parentes, que serviram de elenco e equipe. Mas a produção, sobre um homem com problemas de performance sexual que busca recuperar o vigor com os seguidores desinibidos de um guru indiano, acabou dando uma notoriedade inesperada ao diretor. Um promotor acusou Sole de violar a “lei de fornicação” de Nova Jersey e o iniciou por transporte interestadual de pornografia, porque o filme foi exibido em Oklahoma City. Ele acabou condenado pelas acusações e precisou pagar uma multa, permanecendo em liberdade condicional durante um ano. A fama de pornógrafo acabou superada com seu filme seguinte, “Alice, Querida Alice” (1976). Também rodado em sua cidadezinha, o filme acompanhava uma menina problemática de 12 anos (Paula E. Sheppard) que se torna a principal suspeita do assassinato brutal de sua irmã mais nova (Brooke Shields) no dia de sua primeira comunhão, além de uma série de outros assassinatos à facadas. Sole escalou Shields, então com 10 anos, após vê-la em um anúncio da Vogue, transformando-a em atriz em seu segundo longa. O filme foi elogiadíssimo, mas como era uma produção independente não rendeu muito dinheiro ao cineasta. Por isso, ele tentou recuperar o investimento relançando o longa como “Holy Terror” dois anos depois, após Brooke Shields ganhar fama em “Menina Bonita” (1978). Ele voltou a repetir a tática em 1980, após o estouro de Shields em “Lagoa Azul”. Depois de esgotar as formas de faturar com “Alice, Querida Alice”, Sole filmou “Tanya’s Island” (1980), um filme apelativo que colocava uma modelo negra em luta contra um macaco numa ilha tropical. Foi literalmente um horror, destruído pela crítica e ignorado pelo público. Dois anos, ele depois dirigiu seu último longa, “Pandemonium” (1982), sátira que combinava duas tendências em voga nos anos 1980: as comédias juvenis picantes e os slashers com serial killers mascarados. Há quem considere a produção cult. Depois de roteirizar conteúdos televisivos no final dos anos 1980, ele meio que retomou sua profissão original, passando a se dedicar ao design de produção, o que o manteve no meio artístico até o fim da década passada. Alfred Sole chegou a trabalhar como cenografista em algumas séries populares deste século, como “Veronica Mars”, “Moonlight”, “Castle” e até no recente revival de “MacGyver” – seu último trabalho, entre 2016 e 2019. Nos últimos anos, ele curtia sua aposentadoria em sua fazenda em Utah, postando no Instagram fotos de cavalos, carneiros e vacas. Veja abaixo o trailer de “Alice, Querida Alice”, seu filme mais famoso, que inspirou várias produções de serial killers com máscaras infantis – como “A Morte Te Dá Parabéns” (2017). A versão abaixo foi feita para o relançamento, sugerindo que Brooke Shields seria a assassina, em vez da vítima original.

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    Frank Pesce (1946–2022)

    17 de fevereiro de 2022 /

    O ator Frank Pesce, que coadjuvou em blockbusters como “Top Gun – Ases Indomáveis” (1986) e “Um Tira da Pesada 2” (1987), morreu aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por demência. A morte aconteceu em 6 de fevereiro, mas a notícia só veio a público na quarta (16/2) com o registro em cartório. Relacionadas O ator nova-iorquino começou a carreira nos anos 1970, e tem em seu currículo a participação em mais de 80 produções. Amigo de longa data de Sylvester Stallone, Tony Danza e do falecido Robert Forster, ele era conhecido por seu sorriso largo, suas grandes histórias e sua personalidade ainda maior. “Eles fazem filmes sobre caras como eu”, sempre dizia. E essa citação será escrita em seu epitáfio. Pesce começou sua carreira participando de séries como “Os Novos Centuriões” e “Kojak” e fazendo figurações nos primeiros filmes de Stallone, “Rocky: Um Lutador” (1976) e “A Taberna do Inferno” (1978). Desde então, nunca deixou passar um ano fora das telas, aparecendo em papéis pequenos em várias produções de sucesso até a meados da década passada. Seus últimos papéis em longas-metragens foram produções do velho amigo Stallone, “Os Mercenários 3” (2014) e “Creed: Nascido Para Lutar” (2015).

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    Arnaldo Jabor (1940-2022)

    15 de fevereiro de 2022 /

    O cineasta Arnaldo Jabor, um dos diretores brasileiros de maior reconhecimento internacional, morreu na madrugada desta terça-feira (15/2), aos 81 anos. Ele estava internado desde o dia 17 de dezembro no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Ele fez parte da geração original do Cinema Novo, que revolucionou a arte cinematográfica brasileira com filmes marcados por críticas sociais, que buscavam levar os problemas do país às telas. Entre seus trabalhos iniciais estão o documentário “A Opinião Pública” (1967), sobre a classe média na época da ditadura militar, e a fantasia “Pindorama” (1970), uma alegoria sobre a alienação da população. Em 1973, enfrentou a censura da ditadura com o lançamento de “Toda Nudez Será Castigada”, adaptação de Nelson Rodrigues que foi considerada escandalosa para a época. O filme sofreu cortes para ser exibido e, ainda assim, teve cópias recolhidas por soldados após a estreia. Só que a obra se consagrou internacionalmente, ao dar a Jabor o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim. A repercussão fez o filme voltar aos cinemas, ainda que com mais cortes exigidos pela censura. Sem dar o braço a torcer, Jabor filmou outra obra de Rodrigues, “O Casamento”, em 1975, ganhando um prêmio especial no Festival de Gramado. Em seguida, consagrou-se com a vitória no Festival de Brasília com “Tudo Bem” (1978), sobre uma reforma que se transforma um pesadelo para uma família. A produção também rendeu a primeira consagração internacional das atrizes Fernanda Montenegro e Zezé Motta, que compartilharam o prêmio de interpretação feminina no Festival de Taormina, na Itália. Com Sônia Braga em “Eu Te Amo” (1981), Jabor começou uma nova fase em sua carreira, focada no amor, sexo e relacionamentos. O filme “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986) rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Fernanda Torres no Festival de Cannes, e mostrou todo o potencial da guinada sentimental do cineasta. Mas o governo federal novamente interferiu em sua carreira. O sucateamento do cinema nacional na época de Fernando Collor de Mello, que extinguiu a estatal Embrafilme, responsável pelo financiamento dos filmes feitos no país, tolheu Jabor no auge de sua criatividade. Sem conseguir bancar orçamentos de filmes, Jabor foi trabalhar na imprensa. Ele se tornou colunista do jornal O Globo em 1995 e, mais tarde, passou a ser comentarista dos telejornais da rede Globo. Tratando de arte, política, economia e sexualidade, desenvolveu um estilo ácido que marcou época na TV, atraindo críticos e admiradores. Em 2010, após 24 anos sem lançar longas-metragens, ele retornou às telas com “A Suprema Felicidade”. A obra nostálgica, inspirada na família do diretor, foi seu último trabalho em vida, mas ele deixou um filme inédito, “Meu Último Desejo”, baseado num conto de Rubem Fonseca. Jabor também publicou livros como “Pornopolítica” (2006), “Amigos Ouvintes” (2007) e “O Malabarista” (2014). E ainda mantinha sua coluna no Jornal da Globo, em que se posicionava como um crítico ferrenho do governo Bolsonaro. Arnaldo Jabor deixa três filhos: João Pedro, Juliana e Carolina Jabor. A última segue seus passos, como cineasta premiada.

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    Ivan Reitman (1946–2022)

    14 de fevereiro de 2022 /

    O diretor Ivan Reitman, que filmou “Os Caça-Fantasmas” e várias comédias famosas dos anos 1980, morreu enquanto dormia no sábado (12/2), aos 75 anos. “Nossa família está de luto pela perda inesperada de um marido, pai e avô que nos ensinou a sempre buscar a magia da vida”, disseram os filhos Jason Reitman, Catherine Reitman e Caroline Reitman em um comunicado conjunto. “Nós encontramos conforto ao saber que seu trabalho como cineasta trouxe risos e felicidade para inúmeras outras pessoas ao redor do mundo. Enquanto lamentamos em particular, esperamos que aqueles que o conheceram através de seus filmes se lembrem dele sempre”. O cineasta nasceu na Tchecoslováquia em 27 de outubro de 1946, mas sua família se mudou para o Canadá quando ele tinha 4 anos. Quando estava na faculdade, começou a fazer filmes independentes, estreando na direção com as comédias “Foxy Lady” (1973) e “Cannibal Girls” (1973). O segundo longa – um terrir – rendeu o prêmio de Melhor Ator para o então jovem Eugene Levy (o pai de “American Pie”) no Festival de Sitges, um dos principais eventos mundiais de terror, e acabou aproximando Reitman de um mestre do gênero, David Cronenberg. Reitman produziu os primeiros lançamentos comerciais de Cronenberg, os terrores cultuados “Calafrios” (1975) e “Enraivecida na Fúria do Sexo” (1977). Ele alcançou ainda mais projeção em 1978, quando produziu a comédia clássica “O Clube dos Cafajestes”. O sucesso desse filme lhe permitiu ingressar no cinema comercial, estreando como diretor de grande estúdio com “Almôndegas” (1979), a primeira de quatro parcerias com o ator Bill Murray. Os dois voltaram a trabalhar juntos em “Recrutas da Pesada” (1981) e no megasucesso “Os Caça-Fantasmas” (1984), segunda maior bilheteria do ano, que ganhou uma sequência novamente dirigida por Reitman em 1989 – além de virar franquia com derivados animados, um remake feminino e um reboot recente, todos produzidos por ele. Embalado pelos estouro da comédia de terror, Reitman decidiu explorar a comédia de suspense com “Perigosamente Juntos” (1986). Foi outro sucesso, seguido pelo começo de uma nova parceria bem-sucedida com Arnold Schwarzenegger. O diretor transformou o astro de ação em comediante com os blockbusters “Irmãos Gêmeos” (1988), “Um Tira no Jardim de Infância” (1990) e “Júnior” (1994). A comédia de aventura “Seis Dias, Sete Noites” (1998) foi um divisor em sua carreira. O filme enfrentou um preconceito agora datado por trazer Harrison Ford e Anne Heche como um casal que lutava para sobreviver na natureza após um acidente aéreo. A mídia teve grande dificuldade em aceitar Heche como par de Ford, logo após a atriz assumir seu namoro com Helen DeGeneres. Seus filmes seguintes não voltaram a replicar as bilheterias do passado e se tornaram cada vez mais raros. Foram só quatro títulos nas décadas seguintes: “Evolução” (2001), “Minha Super Ex-Namorada” (2006), “Sexo Sem Compromisso” (2011) e “A Grande Escolha” (2014), seu primeiro drama e seu último longa-metragem como diretor. Ele seguiu fazendo sucesso como produtor, acertando a mão com “Space Jam: O Jogo do Século” (1996), “Dias Incríveis” (2003), “Eu Te Amo, Cara” (2009) e “Amor Sem Escalas” (2009), filme indicado ao Oscar que consagrou seu filho Jason Reitman como diretor, além dos dois recentes “Caça-Fantasmas” de 2016 e 2021. Dirigido por Jason, “Ghostbusters: Mais Além” foi a última estreia que Ivan Reitman produziu. Antes de sua morte, ele também estava envolvido no longevo desenvolvimento da continuação de “Irmãos Gêmeos” e numa série baseada em “Recrutas da Pesada”.

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    Isabel Torres (1969-2022)

    11 de fevereiro de 2022 /

    A atriz espanhola Isabel Torres, que estreou a série “Veneno”, da HBO Max, morreu nesta quinta (11/2), aos 52 anos, em decorrência de um câncer no pulmão. Em novembro, a atriz publicou um vídeo no Instagram e afirmou que seria o último. Ela tinha sido diagnosticada com metástase e os médicos haviam lhe dado apenas 2 meses de vida. “A vida é tão linda e precisam vivê-la. Se eu sair dessa, vou me reconectar. Se não, foi um prazer viver essa bela experiência que se chama vida”, disse, ao se despedir. Mais que atriz, Isabel Torres era uma grande celebridade na Espanha, conhecida por ser uma presença constante na TV do país. Transexual, ela disputou concursos de beleza e chegou a ter seu próprio programa de entrevistas. Também foi pioneira em retificar sua documentação com a identidade de gênero feminina em 1996. A série “Veneno” foi seu maior trabalho como atriz, em que deu vida à vedete transexual Cristina La Veneno, um dos maiores ícones LGBTQIAP+ da Espanha. Pelo papel, recebeu o Prêmio Ondas 2020 na categoria de Melhor Atriz. A notícia de sua morte foi publicada nas redes sociais da artista. “Hoje, 11 de fevereiro de 2022, nos despedimos de Isabel. Embora seus familiares e amigos sintam profundamente sua partida, sabemos que para onde ela for, vai se divertir como ela sabe. Obrigada por todas as demonstrações de carinho e preocupação”, diz a postagem. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Isabel Torres (@isabeltorresofficial)

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    Remo Usai (1928-2022)

    9 de fevereiro de 2022 /

    O maestro e compositor brasileiro Remo Usai, considerado o maior autor de trilhas do cinema brasileiro, faleceu aos 93 anos. Ele teve a morte confirmada pelo advogado da família, Daniel Campello Queiroz, que não forneceu maiores detalhes. Desde 1957, quando começou a compor, Usai criou trilhas para mais de uma centena de obras de todos os gêneros. Foi importante nome do Cinema Novo, trabalhando com nomes como Nelson Pereira dos Santos, com que fez “Mandacaru Vermelho” (1960) e “Boca de Ouro” (1962). E compôs a trilha de inúmeros clássicos, entre eles a chanchada “Entrei de Gaiato” (1959), de J.B. Tanko, o drama “A Grande Feira”, de Roberto Pires, e os thrillers policiais “Assalto ao Trem Pagador” (1962), de Roberto Farias, e “O 5º Poder” (1962), de Alberto Pieralisi, para citar só o começo de sua carreira. Ele também fundador da Rede Globo em 26 de abril de 1965, tornando-se o primeiro Diretor Musical do canal de televisão da família Marinho. Em 1979, Usai conquistou o troféu Candango de Melhor Trilha no Festival de Brasília pelo filme de “true crime” “O Caso Claudia”, de Miguel Borges. Suas músicas também embalaram diversos filmes dos Trapalhões. Sua longeva parceria com Renato Aragão começou antes mesmo da estreia da famosa trupe de humoristas, quando trabalhou em “Na Onda do Iê-Iê-Iê”, estrelado por Aragão em 1966. Entre os filmes dos Trapalhões, ele musicou sucessos como “O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão” (1977), “Os Três Mosqueteiros Trapalhões” (1980), “O Incrível Monstro Trapalhão” (1980), “Atrapalhando a Suate” (1983) e “O Trapalhão na Arca de Noé” (1983). A lista de trilhas inclui até o primeiro longa-metragem baseado nos quadrinhos de Mauricio de Sousa, “As Aventuras da Turma da Mônica”, animação lançada com grande sucesso em 1982. Apesar da carreira bem-sucedida, Usai sofreu para receber seus direitos devidos. Por quase 40 anos, travou uma disputa judicial com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) pelos direitos de execução de suas músicas em filmes, no cinema e na televisão. O maestro ingressou com a ação em 1983 e a disputa se arrastou por décadas. Em entrevista para o jornal O Globo de 2012, a filha do maestro, Lilian Usai, revelou que a família passava por problemas financeiros. “Meu pai recebe cerca de um salário mínimo por mês por ter se aposentado como autônomo. Já perdeu os imóveis que meu avô deixou e quase perdeu o apartamento em que vive, no Cosme Velho, por não conseguir arcar com o condomínio e o IPTU. Num momento de lucidez, me disse que achava que tinha fracassado por não ter conseguido juntar dinheiro nem vencido essa ação contra o Ecad”. A Justiça finalmente lhe deu ganho de causa em 2018, determinando o pagamento de cerca de R$ 3,5 milhões. O pagamento, no entanto, só ocorreu em 2021, meses antes de sua morte.

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    Monica Vitti (1931–2022)

    2 de fevereiro de 2022 /

    Monica Vitti, uma das das mais famosas atrizes do cinema italiano, faleceu nesta quarta (2/2) aos 90 anos, informou o ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini. “Adeus Monica Vitti, adeus à rainha do cinema italiano. Hoje é um dia verdadeiramente triste, morre uma grande artista e uma grande italiana”, escreveu ministro em um comunicado. A voz rouca e sedutora, o olhar melancólico e os cabelos meticulosamente despenteados da atriz marcaram uma coleção de clássicos absolutos do cinema, a partir de sua parceria com o diretor Michelangelo Antonioni. Maria Luisa Ceciarelli (seu nome real) foi “descoberta” pelo maestro em papéis coadjuvantes de comédia dos anos 1950. Os dois se aproximaram, se apaixonaram e ele a lançou ao estrelato em “A Aventura” (1960). Sua beleza não convencional, marcada por expressões tristes, distantes e frias, tornaram Vitti a protagonista perfeita para a trilogia da “incomunicabilidade” de Antonioni, iniciada pelo filme de 1960 e continuada nos cultuadíssimos “A Noite” (1961) e “O Eclipse” (1962), obras sobre o nada, o vazio, a alienação e o tédio, que implodiram a narrativa convencional em favor da exploração da imagem, dos closes de Vitti, conduzindo à evolução da própria linguagem cinematográfica. Depois do quarto filme com Antonioni, “O Deserto Vermelho” (1964), estreia do diretor a cores, Vitti foi estrelar a adaptação dos quadrinhos de “Modesty Blaise” (1966), com direção de Joseph Losey no Reino Unido. Espécie de James Bond feminina, a personagem mudou o perfil da atriz. Graças ao visual fetichista do uniforme de couro da heroína, ela foi alçada à condição de símbolo sexual. Na volta à Itália, Vitti terminou seu romance com Antonioni e passou a explorar sua imagem sexy em várias comédias picantes, virando estrela de produções dos maiores diretores do gênero, como Mario Monicelli (“A Garota com a Pistola”, 1968), Alberto Sordi (“Amor, Ajuda-me”, 1969) e Ettore Scola (“Ciúme à Italiana”, 1970). Entre “A Mulher que Inventou o Rebolado” (1970) e “À Meia-Noite, a Ronda do Prazer” (1975), ambos de Marcello Fondato, ainda foi escalada pelo mestre surrealista Luis Buñuel em “O Fantasma da Liberdade” (1974), estendendo seu alcance aos filmes de língua francesa. Retornou logo em seguida à França para trabalhar ainda com André Cayatte em “A Razão de Estado” (1978). Passada mais de uma década da separação, Vitti reencontrou as câmeras de Antonioni em “O Mistério de Oberwald” (1980). A esta altura, porém, ela estava envolvida com outro cineasta, Roberto Russo. Os dois se conheceram em 1975, quando ele integrava a equipe de “Pato com Laranja”, comédia clássica de Luciano Salce, e se aproximaram durante as filmagens de “Um Caso Quase Perfeito” (1979), filme americano dirigido por Michael Ritchie. Quando Russo estreou como diretor, em “Flirt” (1983), escalou Vitti no papel principal. A interpretação acabou consagrada no Festival de Berlim, estendendo o imaginário criado em torno da atriz como provocadora sensual, que ela estimulou até praticamente o fim da carreira, quando começou a dirigir a si mesma. Com a experiência de ter trabalhado com alguns dos maiores cineastas italianos, a estrela resolveu ir para trás das câmeras em 1990 com apoio de Russo. Ele escreveu e produziu “Escândalo Secreto”, o primeiro longa dirigido por Vitti e também a despedida da atriz do cinema. Ela decidiu sair de cena antes que pudesse envelhecer nas telas, decidindo que o cinema só teria imagens de sua beleza e juventude. E também antes que não pudesse mais atuar, um segredo que só seria conhecido bem mais tarde. Após viver com Roberto Russo por 27 anos, ela se casou com ele em 1995. A esta altura, Vitti já demonstrava sintomas do mal de Alzheimer, situação que só veio a público em 2011. Embora sua decisão de sair de cena fosse interpretada equivocadamente como sinal de vaidade, o reconhecimento conquistado ao longo de sua filmografia comprovam que Monica Vitti foi muito mais que sua beleza lendária, que inverteu signos ao transformar a frieza em algo extremamente quente. Monica Vitti venceu cinco troféus David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Atriz, mais quatro prêmios especiais da Academia Italiana de Cinema. Também foi premiada em vários festivais internacionais, vencendo o Leão de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim (por “Flirt”) e o Leão de Ouro honorário do Festival de Veneza, numa homenagem por sua carreira em 1995. Sem qualquer controvérsia, seus filmes estão entre os maiores patrimônios da cultura italiana do século 20.

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  • Etc

    Isaac Bardavid (1931-2022)

    1 de fevereiro de 2022 /

    O ator e dublador Isaac Bardavid morreu nesta terça-feira (1/2), aos 90 anos, devido a problemas respiratórios, no Rio de Janeiro. Em mais de 50 anos de carreira, Bardavid integrou o elenco de dezenas de novelas da Globo, como “Irmãos Coragem” (Beato Zacarias), “Escrava Isaura” (Seu Chico), “O Cravo e a Rosa” (Felisberto), “Eterna Magia” (Zequinha) e “Além do Horizonte” (Klaus). Ele também interpretou o Seu Elias Turco em “Síto do Pica-Pau Amarelo” e fez participação em diversos programas humorísticos, de “Os Trapalhões” a “Zorra Total”, além de ser conhecido como a voz de inúmeros personagens marcantes do cinema e TV, como o Wolverine (dos filmes dos “X-Men”), Freddy Krueger (de “A Hora do Pesadelo”), Tigrão (do “Usinho Pooh”) e Esqueleto (do “He-Man”). Seus trabalhos mais recentes como ator foram a minissérie “Dois Irmãos” (2017) e os filmes “O Escaravelho do Diabo” (2016), “Histórias Assombradas” (2017) e “Carcereiros – O Filme” (2019).

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    Carleton Carpenter (1926-2022)

    31 de janeiro de 2022 /

    O ator Carleton Carpenter, que estrelou musicais da MGM ao lado de estrelas como Debbie Reynolds e Judy Garland, morreu nesta segunda-feira (31/1) em Warwick, Nova York, aos 95 anos. Carpenter era um artista multitalentoso cuja carreira durou oito décadas. Ele começou sua carreira como palhaço e mágico em espetáculos circenses, antes de se mudar para Nova York em 1944, quando, em 24 horas, conseguir seu primeiro papel numa peça da Broadway. Repercutindo seu sucesso no palco, onde emendou vários musicais, passou a cantar em programas de rádio e TV, até estrear no cinema em 1949, no polêmico “Fronteiras Perdidas”, em que interpretou um médico negro que se passava por branco. Só depois disso ele assinou com a MGM e vieram as comédias e musicais. Foram quatro só em 1950: “O Papai da Noiva” com Elizabeth Taylor, “Três Palavrinhas” com Debbie Reynolds, “Casa, Comida e Carinho” com Judy Garland e “Quando Canta o Coração”, novamente com Reynolds. Neste último filme, Reynolds e Carpenter fizeram história ao compartilhar um dueto de uma velha música de vaudeville, “Aba Daba Honeymoon”. A música foi o primeiro single extraído de uma trilha sonora e disparou para o topo das paradas de sucesso, vendendo mais de 1 milhão de cópias. Graças ao estouro da música e do filme, os dois atores organizaram um espetáculo teatral de vaudeville e percorreram os EUA fazendo apresentações ao longo de um ano. As apresentações foram interrompidas para Carpenter aparecer no western “O Vale da Vingança” (1951) e no drama “O Direito de Viver” (1951). Depois disso, ele ainda protagonizou a comédia western “Céu de Prata” (1952) e coadjuvou o drama de guerra “Dá-me Tua Mão” (1953) e o filme de ação “Periscópio a Vista” (1959). Mas sua popularidade não continuou nos anos 1960. De repente, ele se viu relegado à televisão, participando de inúmeras séries da era de ouro da TV americana, de “Papai Sabe Tudo” a “Perry Manson”, até os trabalhos começaram a minguar na década seguinte. Ele acabou voltando ao cinema nos anos 1980, despedindo-se das telas com o cultuado terror “Quem Matou Rosemary?” (The Prowler, 1981) e a sátira “The American Snitch” (1983). Além de atuar e cantar, Carpenter também foi compositor, com créditos como “Christmas Eve”, gravada por Billy Eckstine, e “Cabin in the Woods” e “Ev’ry Other Day”, que ele gravou para a MGM Records. O artista também escreveu vários livros de mistério, uma biografia e o musical “Northern Boulevard”, que foi encenado em Nova York. Lembre abaixo a performance de “Aba Daba Honeymoon” de “Quando Canta o Coração”.

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    Donald May (1929–2022)

    31 de janeiro de 2022 /

    O ator Donald May, que marcou época nas novelas dos EUA entre as décadas de 1960 e 1980, morreu na sexta-feira (28/1) aos 92 anos em sua casa em Kent, Nova York. Sua morte foi anunciada por sua família em uma página do Facebook dedicada à novela “The Edge of Night”. May teve uma carreira estável na TV, que começou em 1956 com um papel de protagonista na série dramática “West Point”. Ele também substituiu o protagonista do western “Colt .45” na 3ª e última temporada da atração em 1959, e participou de episódios de “Hawaiian Eye”, “77 Sunset Strip”, “Surfside 6”, “Cheyenne”, “Combate”, “FBI” e outras. Sua projeção como astro de novelas aconteceu ao ser escalado como o advogado Adam Drake na produção de temática jurídica “The Edge of Night”. May estrelou quase 3 mil episódios da novela, exibidos ao longo de uma década, de 1967 a 1977. E acabou fazendo história na TV ao dizer 22 minutos de diálogos num episódio de 1968. Ele foi o único integrante do elenco a falar no capítulo inteiro, durante uma argumentação diante de um tribunal, defendendo a inocência de uma cantora acusada de assassinato. Apesar do longo discurso, o júri considerou a cliente culpada e a sentenciou a ser enforcada, mas Adam Drake (May) virou detetive para encontrar o verdadeiro assassino, salvando a cantora no último minuto. O ator também estrelou mais de 1,6 mil episódios da novela “Texas”, contracenando com a esposa Carla Borelli durante os anos 1980. Mas a maior parte de sua carreira foi preenchida com participações episódicas em séries do período, como “Ilha da Fantasia”, “Barnaby Jones”, “Vivendo e Aprendendo”, “Os Gatões” e “Falcon Crest”, onde também atuou ao lado da esposa. Além de outras aparições em novelas (“As the World Turns”, “All My Children” e “One Life to Live”), May participou de várias produções teatrais em Nova York e Los Angeles ao longo dos anos. Ele teve dois filhos que seguiram a profissão da família e um deles, Christopher May, pode ser visto atualmente na série “Depois da Festa” (The Afterparty), lançamento da semana passada na Apple TV+.

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    Howard Hesseman (1940-2022)

    30 de janeiro de 2022 /

    O ator Howard Hesseman, que estrelou as séries clássicas “WKRP in Cincinnati” e “Uma Turma Genial”, morreu no sábado (29/1) no hospital Cedar Sinai em Los Angeles, aos 81 anos, de compilações após uma cirurgia no cólon. Ele era membro fundador da trupe de comédia de São Francisco The Commitee, que chegou a participar do programa de variedades “The Smothers Brothers Comedy Hour” entre 1968 e 1969. Ele também foi um DJ de rádio no começo da carreira, apresentando-se no ar com o pseudônimo de Don Sturdy. Hesseman coadjuvou em vários filmes nos anos 1970, incluindo “Billy Jack” (1971) com Tom Laughlin, “Cisco Pike” (1971) com Kris Kristofferson, “Três Ladrões Desajustados” (1973) com Jane Fonda, “Kid Blue não Nasceu para a Forca” (1973) com Dennis Hopper, “Shampoo” (1975) com Warren Beatty, “Uma Dupla Desajustada” (1975) com Walter Matthau e “A Última Loucura de Mel Brooks” (1976) com obviamente Mel Brooks. Mas foi na televisão que sua carreira deslanchou. Seu primeiro papel recorrente numa série veio em 1974, em “The Bob Newhart Show”. Ele se tornou fixo pela primeira vez em 1976, em “Mary Hartman, Mary Hartman”. E foi estourar com “WKRP in Cincinnati” em 1978. No papel de um DJ de rádio de rock chamado Dr. Johnny Fever, ele conquistou suas únicas indicações ao Emmy. Foram duas, em 1980 e 1981. “WKRP in Cincinnati” durou quatro temporadas, até 1982. E seu sucesso levou Hesseman de volta ao cinema, desta vez como protagonista. Ele namorou Sylvia Kristel (a eterna “Emmanuelle”) em “Uma Professora Muito Especial” (1981), rivalizou com Dan Aykroyd em “Doutor Detroit e suas Mulheres” (1983), participou do clássico absoluto “Isto é Spinal Tap” (1984), apareceu como irmão do Comandante Lassard (George Gaynes) em “Loucademia de Polícia 2: A Primeira Missão” (1985) e foi o vilão da sci-fi juvenil “O Voo do Navegador” (1986). Apesar da longa lista de produções emendadas em curto período, ele retornou rapidamente para a TV, voltando a se destacar na telinha como o professor de “Uma Turma Genial” (Head of the Class). Hesseman desempenhou o papel de Charlie Moore por quatro temporadas, entre 1986 e 1990, mas se cansou de ser coadjuvante de adolescentes, saindo da série antes do último ano da atração para retomar o papel de Dr. Johnny Fever no revival “The New WKRP in Cincinnati”. Só que a segunda versão de seu sucesso original não teve o mesmo impacto, sendo cancelada em 1993, após duas temporadas. Depois disso, o ator nunca mais protagonizou outra atração. Mas continuou aparecendo na TV, em capítulos de produções tão diversas quanto “O Toque de um Anjo”, “That ’70s Show”, “House”, “Justiça Sem Limites”, “Psych”, “CSI”, “Mike & Molly” e “Fresh Off the Boat”, que marcou sua despedida das séries com participação em dois episódios de 2017.

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