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  • TV

    Atriz Elizangela, de novelas como “Locomotivas” e “A Dona do Pedaço”, morre aos 68 anos

    3 de novembro de 2023 /

    A atriz Elizangela do Amaral Vergueiro, conhecida somente como Elizangela, faleceu nesta sexta-feira (3/11), aos 68 anos, em Guapimirim, no estado do Rio. A causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória. Elizangela foi atendida pelas equipes do SAMU e encaminhada ao Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu. A Prefeitura de Guapimirim lamentou sua morte em nota, mencionando que esta foi a segunda vez que o sistema de saúde local atendeu a atriz. Na primeira ocasião, Elizangela enfrentava graves problemas respiratórios, durante a epidemia de Covid-19, mas conseguiu se recuperar após algumas semanas de internação. Nascida em 11 de dezembro de 1954, no Rio de Janeiro, a atriz iniciou sua carreira muito jovem. Aos 7 anos, já fazia comerciais ao vivo na TV Excelsior e rapidamente chamou a atenção dos diretores de televisão. Foi na mesma emissora que estrelou programas como “A Outra Face do Artista”, “Essa Gente Inocente” e “Capitão Furacão”. Em 1969, estreou no cinema com o filme “Quelé do Pajeú”, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Atriz Revelação no Festival de Cinema de Santos. Ela ainda participou de “O Enterro da Cafetina” (1970) e “Vale do Canaã” (1971), antes de migrar definitivamente para a televisão.   A Locomotiva que alçou sua carreira Em 1971, Elizangela estreou na Globo com uma personagem secundária na novela “O Cafona”, que lhe rendeu a indicação ao Troféu Imprensa de Revelação do Ano. Nos anos seguintes, foi peça-chave em inúmeras produções televisivas. Seu primeiro grande destaque aconteceu em “Locomotivas” (1977), interpretando a personagem Patrícia, inicialmente criada para Lucélia Santos, que preferiu o papel da antagonista, Fernanda. A produção se consagrou como a primeira novela sete em cores, e Elizangela fez tanto sucesso que até se aventurou na música, gravando “Pertinho de Você” em virtude da projeção do papel.   Outros papéis marcantes Ela teve outro papel importante na versão original de “Pecado Capital” (1975) e seguiu carreira extensa nas novelas, com participações em produções icônicas como “Roque Santeiro” (1985), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Por Amor” (1997), “O Clone” (2001), “Senhora do Destino” (2004) e “A Favorita” (2008). Entre seus papéis na Globo, a atriz também trabalhou no SBT nos anos 1990, nas novelas “Éramos Seis” (1994) e “As Pupilas do Senhor Reitor” (1994), e mais recentemente na Record TV, onde viveu a personagem Milah em “A Terra Prometida” (2016). De volta à Globo, ela fez sua última participação num elenco fixo foi em “A Força do Querer” (2017), onde interpretou Aurora, mãe de Bibi Perigosa (Juliana Paes). Sua despedida das telas se deu dois anos depois, com uma participação em “A Dona do Pedaço” (2019), de Walcyr Carrasco. A atriz chegou a ser cotada para “A Travessia” (2022), mas acabou cortada por não querer se vacinar contra a Covid-19. Antivax convicta, ela chegou a comparar vacinação com estupro nas redes sociais, e ficou muito mal quando pegou coronavírus, indo parar num CTI (Centro de Terapia Intensiva).

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  • Série

    Matthew Perry, astro da série “Friends”, é encontrado morto aos 54 anos

    28 de outubro de 2023 /

    O ator Matthew Perry, que conquistou legiões de fãs ao interpretar Chandler Bing em “Friends”, foi encontrado morto neste sábado (28/10), em sua residência em Los Angeles. Os serviços de emergência foram acionados por volta das 16h e encontraram o ator de 54 anos sem reação, em uma banheira de hidromassagem, conforme fontes policiais informaram à imprensa. Fora de “Friends”, ele teve uma longa luta pessoal contra o alcoolismo e abuso de substâncias. Matthew Langford Perry nasceu em 19 de agosto de 1969, em Williamstown, Massachusetts. Antes de “Friends” torná-lo uma grande estrela, ele já tinha aparecido em episódios de diversas séries, como “Quem É o Chefe?”, “Barrados no Baile” e outras, sem marcar muita presença. Mas a série de 1994 mudou tudo em sua carreia.   O fenômeno “Friends” “Friends” estreou em 1994 e rapidamente se tornou um fenômeno global, contando as desventuras amorosas e profissionais de seis jovens nova-iorquinos. O grupo, interpretado por Perry e seus colegas — Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e David Schwimmer — , tornou-se um símbolo de amizade e humor inteligente nos sitcoms televisivos. A série, que durou dez temporadas, fez história na televisão, com uma média de 25 milhões de espectadores por episódio, um feito raramente alcançado em tempos de fragmentação de audiência. O processo de escalação do elenco foi meticuloso. Marta Kauffman e David Crane, criadores de “Friends”, buscavam uma química perfeita entre os atores. O personagem de Chandler, por ser repleto de nuances humorísticos e emocionais, provou ser o maior desafio. Em uma entrevista ao programa Today em 2019, Kauffman revelou que, quando Matthew Perry apareceu, transformou Chandler de um personagem “mal escrito” para um ícone amado por milhões. A jornada de Perry até “Friends” não foi linear. Ele estava comprometido com outra série na época, mas o destino favoreceu a união do elenco quando essa série não foi adiante, liberando Perry para assumir o papel que definiria sua carreira. Chandler Bing, com seu sarcasmo característico, proporcionou a Perry a oportunidade de entregar as melhores tiradas humorísticas do show, com uma pitada de vulnerabilidade que tornava o personagem memorável.   O começo do vício Apesar do imenso sucesso e adoração dos fãs, Perry enfrentou desafios pessoais significativos com a pressão da fama e as consequências que vieram com ela. O vício começou após um acidente de jet ski em 1997, levando-o a um ciclo de abuso de Vicodin que resultou em várias estadias em reabilitação, a primeira em 2001. Perry admitiu que o vício afetou sua memória, especialmente nas últimas temporadas de “Friends”. Ao longo dos anos, ele transformou seus desafios em uma missão de ajudar outros, transformando sua casa em Malibu em um centro de reabilitação chamado The Perry House.   A passagem pelo cinema Ele aproveitou o sucesso de “Friends” para emplacar uma carreira no cinema, atuando numa sucessão de comédias com resultados variados. Esteve ao lado de Adam Sandler em “Afinado no Amor” (1997), Chris Farley em “Quase Heróis” (1998), Salma Hayek em “E Agora, Meu Amor?” (1999), Neve Campbell em “Um Caso a Três” (1999) e Bruce Willis em “Meu Vizinho Mafioso” (2000). Mas após o fim da série em 2004, as ofertas de papéis se tornaram mais escassas. Seu último filme foi “17 Outra Vez” (2009), como a versão adulta do personagem de Zac Efron. A dificuldade de repetir o sucesso Perry voltou à TV como um dos protagonistas de “Studio 60 on the Sunset Strip” (2006), uma série dramática sobre os bastidores de um programa de esquetes de comédia, que, apesar de críticas positivas, foi cancelada após uma temporada devido a baixa audiência. Este acabou se tornando um padrão, com as estreias de “Mr. Sunshine” (2011) e “Go On” (2012), que também não passaram da 1ª temporada. Depois de enfrentar problemas de depressão, ele conseguiu alcançar maior sucesso com “Estranho Casal” (The Odd Couple, 2015), um reboot da clássica série homônima dos anos 1970, que durou até a metade da 3ª temporada. Além de comédias, ele também explorou papéis dramáticos, fazendo uma participação recorrente em “The Good Wife” (em 2012 e 2013) e “The Good Fight” (em 2017) como o mesmo personagem, um político astuto chamado Mike Kresteva. No mesmo ano de “The Good Fight”, vivou outro político, o senador Ted Kennedy, na minissérie “The Kennedys After Camelot”, seu último papel nas telas. O ator continuou a atuar nos palcos. Ele escreveu e estrelou a peça “The End of Longing”, que abriou em Londres em 2016 e se mudou para Nova York no ano seguinte. Comédia sombria, a peça era um reflexo semi-autobiográfico das lutas de Perry, uma tentativa de explorar e entender seus próprios demônios.   Vício custou seu último papel Ele faria sua volta ao cinema em 2021, no elenco de “Não Olhe para Cima”, estrelado por Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e Meryl Streep. Mas durante as filmagens decidiu ir para um centro de reabilitação na Suíça. Lá, ele mentiu para os médicos, dizendo que tinha fortes dores de estômago, com o intuito de receber a prescrição de uma droga, hidrocodona. Só que a farsa deu errado. Para lidar com a suposta dor, os médicos decidiram fazer uma cirurgia para “colocar algum tipo de dispositivo médico estranho nas minhas costas”. O ator tomou hidrocodona na noite anterior e depois foi administrado o medicamento anestésico propofol durante a cirurgia. E essa combinação parou seu coração. “Recebi a injeção às 11h”, escreveu Perry em seu livro de memórias. “Acordei 11 horas depois em um hospital diferente. Aparentemente, o propofol parou meu coração. Por cinco minutos. Não foi um ataque cardíaco, apenas nada estava batendo. Disseram-me que um médico suíço musculoso falou que não queria que o cara de ‘Friends’ morresse em sua mesa e fez RCP em mim por cinco minutos inteiros, batendo e batendo no meu peito. Se eu não estivesse em ‘Friends’, ele teria parado em três minutos? ‘Friends’ salvou minha vida de novo?” “Ele pode ter salvado minha vida, mas também quebrou oito das minhas costelas”, acrescentou Perry. O ator explicou que, depois da cirurgia, ficou com tanta dor que não conseguiu retornar ao set de “Não Olhe para Cima”. Ele conta que a decisão de sair do filme foi “entristecedora”. Últimas memórias Ele publicou seu livro de memórias, “Friends, Lovers, and the Big Terrible Thing”, no ano passado, revelando detalhes de sua luta contra as drogas, que se estendeu por mais tempo e foi muito mais séria que as pessoas souberam, deixando-o algumas vezes à beira da morte. Perry contou com grande ajuda da colega de série Jennifer Aniston, revelando que ela foi fundamental para que enfrentasse a dependência na época das gravações de “Friends”. “Ela foi a que mais estendeu a mão, sabe. Sou muito grato a ela por isso”, disse o ator durante a promoção do livro, em entrevista à Diane Sawyer, da ABC News.

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  • Filme

    Richard Roundtree, astro de “Shaft”, morre aos 81 anos

    24 de outubro de 2023 /

    O ator Richard Roundtree, que fez história com seu papel icônico na franquia de filmes “Shaft”, faleceu na tarde desta terça (24/10), aos 81 anos, após uma breve luta contra o câncer pancreático. Nascido em 1942 em New Rochelle, NY, Roundtree estreou no cinema com seu papel mais famoso, vivendo o detetive John Shaft no longa original de 1971. Marcado pela trilha funk de Isaac Hayes, o filme do diretor Gordon Parks se tornou um dos maiores sucessos da Blaxploitation, nome dado à produções estreladas, dirigidas e voltadas para negros nos EUA.   Impacto de Shaft Filmada por US$ 500 mil, a produção rendeu US$ 12 milhões para a MGM e, muitos dizem, ajudou a salvar o estúdio da falência. O sucesso inspirou duas sequências, “O Grande Golpe de Shaft” (1972) e “Shaft na África” (1973), além de uma série em 1973 – todas estreladas por Roundtree. Com seu impacto, “Shaft” deu a partida entre os grandes estúdios para a era Blaxploitation, ao mesmo tempo em que demonstrou o erro histórico de Hollywood em negligenciar o talento e o público negro. Pela atuação no filme original, Roundtree ainda foi indicado para um Globo de Ouro de Melhor Astro Novo do Ano e aclamado como o primeiro herói negro do cinema de ação. Mas ele tinha dificuldades em aceitar o termo Blaxploitation. Numa entrevista de 2019 ao New York Times, ele reclamou da conotação pejorativa da denominação. “Tive o privilégio de trabalhar com o cavalheiro mais elegante que já conheci na indústria, Gordon Parks. Então, essa palavra, exploração, me ofende com qualquer ligação com Gordon Parks… Sempre vi isso como algo negativo. Exploração. Quem está sendo explorado?”, rebateu. “Mas deu trabalho para muita gente. Isso deu entrada a muitas pessoas no negócio, incluindo muitos dos nossos produtores e diretores atuais. Então, no geral, vejo isso como algo positivo.”   A volta de Shaft Décadas depois, o ator reprisou seu papel no filme “Shaft” de 2000 dirigido por John Singleton, que trazia Samuel L. Jackson como seu sobrinho e protagonista, e na sequência de 2019, dirigida por Tim Story.   Após Shaft Além de “Shaft”, Roundtree também estrelou a aclamada minissérie de 1977 “Raízes”, sobre a escravatura nos EUA, e participou de inúmeras séries populares, de “Um Maluco no Pedaço” a “Grey’s Anatomy”. No cinema, ele se destacou em filmes como o blockbuster “Terremoto” (1974), a aventura “Sexta-Feira” (1975), com Peter O’Toole no papel de Robinson Crusoé, a comédia policial “Cidade Ardente” (1984), com Clint Eastwood, o slasher “Maniac Cop: O Exterminador” (1988), o suspense “Se7en – Os Sete Pecados Capitais” (1995), com Brad Pitt, a adaptação da animação “George, o Rei das Selvas” (1997), com Brendan Frasier, e o estiloso noir “A Ponta de um Crime” (2005), do então estreante diretor Rian Johnson (de “Entre Facas e Segredos”), sem esquecer do sucesso recente “Do que os Homens Gostam” (2019), comédia com Taraji P. Henson. Suas últimas aparições nas telas foram no ano passado, na comédia “Seguindo em Frente” com Jane Fonda e Lily Tomlin, e nas séries “Reunião de Família” e “Cherish the Day”, nas quais tinha papéis recorrentes. A agência Artists & Representatives, que cuidava de sua carreira, lamentou a perda em um comunicado: “Sua carreira inovadora mudou a face do entretenimento ao redor do globo e seu legado duradouro será sentido por gerações vindouras. Nossos corações estão com sua família e entes queridos durante este momento difícil.”

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  • Música

    Guitarrista do Massive Attack morre aos 62 anos

    24 de outubro de 2023 /

    O guitarrista Angelo Bruschini, da banda Massive Attack, morreu na madrugada desta terça-feira (24/10) aos 62 anos, vítima de câncer de pulmão. O anúncio foi postado nas redes sociais do grupo britânico, que reverenciou Bruschini como um “talento singularmente brilhante e original”, destacando a impossibilidade de quantificar sua contribuição para as músicas do Massive Attack. “Como tivemos sorte de compartilhar uma vida juntos”, acrescenta o texto. Massive Attack foi formado em 1988, na cidade de Bristol, Inglaterra, por Robert “3D” Del Naja, Adrian “Tricky” Thaws, Andrew “Mushroom” Vowles e Grant “Daddy G” Marshall​1​. O primeiro álbum da banda, “Blue Lines”, foi lançado em 1991, destacando-se o single “Unfinished Sympathy” que alcançou as paradas de sucesso e foi posteriormente votado como a 63ª melhor canção de todos os tempos em uma enquete realizada pela publicação musical NME​​.   Legado de Bruschini O guitarrista Angelo Bruschini, ex-Blue Aeroplanes, integrou-se ao Massive Attack em 1995, na época da turnê de “Protection”, contribuindo na construção da identidade musical do grupo. A trajetória de Bruschini com a banda foi marcada por colaborações importantes, notadamente nos álbuns “Mezzanine” (1998) e “100th Window” (2003). Ambos alcançaram o topo das paradas no Reino Unido​ e renderam hits como “Teardrop”, que acabou virando tema de abertura da série americana “House”, e “Angel”. A faixa “Angel”, do álbum “Mezzanine”, é uma das obras mais emblemáticas onde a guitarra de Bruschini tem destaque. A canção é conduzida por uma “parede de guitarras”, e exemplifica o papel crucial de Bruschini em enriquecer o som eletrônico do Massive Attack com elementos analógicos, proporcionando uma textura orgânica que contrasta com a precisão digital predominante. “Angel” também se tornou a música mais conhecida do grupo no Brasil, graças à sua transformação em tema de abertura da novela “Verdades Secretas”, exibida em 2021 na Globo.   Diagnóstico de câncer Em julho, Bruschini compartilhou em sua conta no Facebook eu diagnóstico de câncer de pulmão e como seu estado de saúde havia se deteriorado. Na postagem, ele refletiu sobre sua vida, mencionando a possibilidade de escrever um livro. Apesar do diagnóstico, ele continuou a escrever e postar críticas contra o governo conservador britânico até seus últimos dias.

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  • Música

    Cantora Cyva, do Quarteto em Cy, morre aos 85 anos

    23 de outubro de 2023 /

    A cantora Cyva Ribeiro de Sá Leite, integrante do pioneiro grupo vocal feminino Quarteto em Cy, morreu no domingo (22/10) aos 85 anos. A cantora estava internada há um mês no Hospital Casa Rio Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e não resistiu a um quadro de septicemia. Formado em 1964 por Cyva e suas irmãs Cynara, Cybele e Cylene, o Quarteto em Cy foi o mais antigo e principal quarteto vocal feminino do Brasil. A estreia oficial ocorreu em 30 de junho de 1964, com um show no lendário Beco das Garrafas, um circuito musical de boates em Copacabana, Rio de Janeiro. No mesmo ano, o grupo lançou seu primeiro LP, “Quarteto em Cy”, e no ano seguinte participou do álbum “Afro-sambas com Vinícius de Moraes e Baden Powell”, um marco da discografia brasileira. Em 1966, Cylene foi substituída por Regina Werneck, quando o Quarteto viajou para os Estados Unidos e, rebatizado como Girls From Bahia, gravou discos, fez shows e participou de programas da TV americana. Seu repertório incluía versões de músicas americanas para o português e canções de Tom Jobim com letras vertidas para o inglês​ Dois anos depois, Cynara e Cybele deixaram o grupo, e, juntando-se a Chico Buarque e Tom Jobim, encararam uma das maiores vaias da história dos festivais da canção, ao defenderem na final “Sabiá”, que concorria com a engajada “Para não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, a favorita do público universitário. Vaiada do começo ao fim, “Sabiá” foi considerada a vencedora do Festival da Música Brasileira de 1968. Depois disso, elas lançaram dois álbuns, mas sem o mesmo sucesso do grupo com as outras irmãs. Cynara voltou a se juntar com Cyva em 1972, quando o quarteto foi retomado com nova formação, incluindo Sônia Ferreira e Dorinha Tapajós. A partir desse novo núcleo, vieram álbuns notáveis como “Antologia do Samba Canção” (1975), “Resistindo ao Vivo” (1977), e “Querelas do Brasil” (1978), onde continuaram a explorar e a homenagear a riqueza musical brasileira através de diferentes colaborações​. Nessa época, o grupo começou também uma longa parceria de trabalhos com sua contraparte masculina, o grupo vocal MPB4. Foram três álbuns colaborativos só nos 1970, com direito a participação no Fantástico, numa amizade musical que se estendeu por décadas. Em 1980, Cybele se juntou novamente às irmãs, substituindo Dorinha, e esta formação se manteve ativa até a morte dela, em 2014. Com a perda da irmã, Cyva e Cynara passaram a formar o grupo com Sônia e Corina. As duas irmãs remanescentes continuaram à frente do Quarteto em Cy até recentemente, chegando a assinar os textos do resgate histórico da caixa “Quarteto em Cy – Anos 60 / 70 ao Vivo”, lançada em 2018 com três CDs, contendo registros inéditos de três shows gravados entre 1965 e 1975. Foi o último lançamento do grupo, que ainda seguiu em shows com Joyce Moreno e MPB4. Cynara morreu em 11 de abril deste ano. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Cyva esteve presente em todos os lançamentos do grupo, mais de 30 discos tanto no Brasil quanto no exterior, acompanhando a evolução da música brasileira – da bossa nova à transformação do samba na chamada MPB​. Sua importância e legado são sem paralelos. Além de sua contribuição ao Quarteto em Cy, ela também era formada em Letras pela FFCH (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) da Universidade Federal da Bahia.

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  • Música

    Celso Vecchione, fundador da banda Made in Brazil, morre aos 74 anos

    22 de outubro de 2023 /

    Celso Vecchione, que fundou a banda Made in Brazil ao lado do irmão Oswaldo Vecchione, faleceu no sábado (21/10) de mal súbito, aos 74 anos. “O Brasil perdeu um grande músico e eu o melhor irmão que poderia ter”, desabafou Oswaldo nas redes sociais. Criada em 1967 no bairro Pompeia, em São Paulo​, a banda era a mais antiga em atividade no país. Inicialmente influenciado pelo rhythm’n’blues britânico de bandas como Rolling Stones e The Animals​, o grupo se reposicionou nos anos 1970 como precursor do heavy metal nacional​.   Uma carreira pioneira Made in Brazil inovou na cena rock brasileira já em 1969 ao utilizar maquiagem artística em shows, pintando o rosto e partes do corpo. Em 1974, com o lançamento de seu álbum de estreia, também chamado “Made in Brazil”, conhecido como “disco da banana” devido à imagem da capa, o grupo solidificou seu lugar no cenário rock nacional. O primeiro grande hit, “Anjo da Guarda”, é deste álbum. Em 1975, lançaram o álbum “Jack, o Estripador”. Mas enfrentaram dificuldades extras nessa época, quando praticamente apenas Rita Lee fazia sucesso com rock no país, sofrendo censura da ditadura militar ao álbum “Massacre” em 1977, que teve nove músicas vetadas e acabou arquivado, só ressurgindo em 2005. A banda reagiu com a consagração em “Paulicéia Desvairada” (1978), que rendeu alguns de seus maiores sucessos com faixas como “Gasolina” e “Uma Banda Made in Brazil”. Três anos depois, com “Minha Vida é Rock ‘n’ Roll”, o baixista Oswaldo Vecchione assumiu a função de vocalista principal, que exerceu pelos discos seguintes de banda.   Luta contra esclerose múltipla Além da censura, outro baque veio na virada dos anos 1970, quando Celso foi diagnosticado com esclerose múltipla. Descrito pelos colegas de banda como “tímido e cerebral”, ele era o maestro do grupo, e mesmo o diagnóstico não o afastou dos palcos. Segundo Guilherme Ziggy Mendonça, guitarrista da banda há 11 anos, “Celso conviveu com essa condição a vida inteira de uma forma meio que milagrosa, porque é uma doença severa”. Entretanto, a dificuldade para tocar no rádio acabou jogando a banda no underground. Sua continuidade ao longo das décadas se provou um ato de resistência.   Meio século de rock Ao todo, o Made in Brazil lançou nada menos que 14 álbuns oficiais, mas da formação original apenas os irmãos Vecchione se mantiveram. De fato, foram tantas mudanças ao longo dos anos que a banda entrou no livro Guinness dos recordes, por ter passado por 203 formações diferentes, com a participação de 126 músicos. Mas as mudanças e a passagem do tempo não alteraram a essência da banda, que comemorou 50 anos em 2017 com uma exposição e shows no Centro Cultural São Paulo. Antes de morrer, Celso gravou participação num documentário dedicada à carreira do grupo. O filme “Uma Banda – Made in Brazil” será lançado em novembro. Veja abaixo um especial da TV Cultura de 1987, dedicada aos 20 anos da banda.

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  • TV

    Carlos Amorim, ex-diretor do “Fantástico” e criador do “Domingo Espetacular”, morre aos 71 anos

    21 de outubro de 2023 /

    Carlos Roberto Amorim, ex-diretor do “Fantástico” e criador do “Domingo Espetacular”, faleceu aos 71 anos neste sábado (21/10) em São Paulo. A notícia foi confirmada pela família do jornalista, que estava internado no Hospital Oncológico AC Camargo. A causa da morte não foi divulgada.   Trajetória no jornalismo televisivo Amorim desempenhou um papel crucial no jornalismo televisivo. Ele trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco deles como repórter no jornal O Globo e 14 anos na TV Globo. Foi chefe de redação do “Globo Repórter”, editor-chefe do “Jornal da Globo” e do “Jornal Hoje”, diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo, diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo, e também assinou a direção do “Fantástico” no começo da década de 1990, onde enfatizou o jornalismo investigativo e denúncias de problemas urbanos. Após sua passagem pela Globo, ele assumiu a direção de jornalismo na TV Manchete. Posteriormente, idealizou o canal Band News na TV paga e, na Record TV, criou o “Domingo Espetacular”, apresentando uma alternativa ao programa que anteriormente dirigira. Por conta desse trabalho, Carlos Amorim também escreveu, produziu e dirigiu mais de 50 documentários de televisão, ao longo de sua carreira.   Escritor premiado Além de sua contribuição na televisão, Carlos Amorim também se destacou como escritor. Foi laureado com o prêmio Jabuti em 1994 pelo livro “Comando Vermelho – A História do Crime Organizado”. Sua investigação literária sobre o submundo do crime organizado no Brasil resultou em uma trilogia publicada pela Editora Record, que lhe rendeu amplo reconhecimento no meio literário.

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  • Filme

    Burt Young, intérprete de Paulie em “Rocky”, morre aos 83 anos

    20 de outubro de 2023 /

    O ator Burt Young, que ficou conhecido nas telas como Paulie, cunhado e amigo de Rocky Balboa (Sylvester Stallone) na saga “Rocky”, faleceu aos 83 anos em 8 de outubro, em Los Angeles. O falecimento foi confirmado apenas nesta semana pelo jornal The New York Times. Young, cujo nome de batismo era Gerald Tommaso DeLouise, nasceu em Queens, Nova York, e após servir na corporação de Fuzileiros Navais dos EUA na década de 1950, estudou no renomado Actors Studio de Lee Strasberg, iniciando assim sua carreira artística. Seu talento estendia-se também à pintura e à escrita, tendo suas obras exibidas em galerias ao redor do mundo. Seu filme “Uncle Joe Shannon” (1978) é um exemplo de seu talento diversificado, onde atuou como protagonista e também contribuiu para o roteiro.   Um durão clássico Ele acumulou mais de 160 créditos em filmes e séries, destacando-se em papéis de personagens durões, muitas vezes ligados ao submundo do crime. Entre seus trabalhos notáveis estão participações em clássicos como “Chinatown” (1974), de Roman Polanski, e “Era uma Vez na América” (1984), de Sergio Leone, além de ter firmado parceria com Sam Peckinpah em dois longas, “Elite de Assassinos” (1975) e “Comboio” (1978).   Um lutador Mas foi seu papel como Paulie Pennino em “Rocky, um Lutador” (1976) que catapultou Young para o estrelato, rendendo-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Irmão da tímida Adrian (Talia Shire) e amigo leal de Rocky, Paulie tornou-se um personagem querido pelo público, marcando presença em todas as seis sequências originais da franquia – até “Rocky Balboa”, em 2006. Young explorou a complexidade de Paulie, demonstrando sua lealdade e vulnerabilidade, elementos que enriqueceram a narrativa dos filmes.   Últimos trabalhos Depois de Rocky, ele trabalhou em vários outros filmes e séries, incluindo “Família Soprano”, da HBO, numa participação especial como Bobby Baccalieri Sr., um gangster doente que sai da aposentadoria para um último assassinato. No episódio, Tony Soprano (interpretado por James Gandolfini) compara o personagem de Young ao Exterminador do Futuro. O artista também foi visto recentemente na série “Bonecas Russas”, da Netflix, e em diversos thrillers criminais feitos para o mercado de VOD. No último lançamento, foi o detetive protagonista de “The Final Code” (2021), porém deixou mais dois filmes do gênero em produção.   A homenagem de Rocky Sylvester Stallone prestou homenagem ao colega de elenco em uma postagem no Instagram, descrevendo-o como um “amigo querido” e destacando sua importância tanto para a franquia quanto para sua vida pessoal. “Você era um homem e artista incrível, eu e o mundo sentirão muito a sua falta”, escreveu o intérprete de Rocky.

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  • Série

    Lara Parker, estrela de “Dark Shadows”, morre aos 84 anos

    16 de outubro de 2023 /

    A atriz Lara Parker, conhecida por seu papel como a bruxa vingativa Angelique Bouchard na novela “Dark Shadows”, morreu na última quinta-feira (12/10) em sua casa em Topanga Canyon, Los Angeles, enquanto dormia, aos 84 anos. Seu nome real era Mary Lamar Rickey. Ela nasceu em 27 de outubro de 1938, em Knoxville, Tennessee, filha de um advogado e uma ativista, e estudou na universidade Vassar — onde dividiu o quarto com Jane Fonda — e obteve um mestrado pela Universidade de Iowa. Casada, ela deixou o marido e dois filhos em Wisconsin para ver se conseguia encontrar trabalho como atriz em Nova York. Poucos dias após chegar em Nova York em 1967, fez uma audição para o criador de “Dark Shadows”, Dan Curtis, para o papel de Angelique, em um arco de história que detalharia a origem do vampiro atormentado da novela, introduzido no segundo ano da produção.   O fenômeno “Dark Shadows” Primeira novela de terror, “Dark Shadows” foi um fenômeno de audiência nos anos 1960 por sua narrativa envolvente, que misturava elementos góticos, romances tumultuados e seres sobrenaturais. Foi nesta trama que Lara Parker deu vida à Angelique Bouchard, uma bruxa que amaldiçoou Barnabas Collins, interpretado por Jonathan Frid, à vida eterna como vampiro após ser rejeitada por ele. Sua vingança datava de 1795, quando o rico herdeiro Barnabas Collins seduziu e abandonou uma serva sem perceber que ela era uma bruxa, que, enfurecida, amaldiçoou-o e deu início a uma batalha de séculos. A partir do segundo ano da produção, a narrativa entre Angelique e Barnabas tornou-se um dos pontos centrais da novela, com uma relação de amor e ódio que perdurou por toda a trama. Parker mencionou em 2016 que interpretou Angelique como uma figura mais trágica, que estava “desesperadamente, desesperadamente apaixonada”. “E seu coração foi quebrado. Isso é muito mais simpático do que apenas ser uma velha bruxa malvada”, explicou. Exibida de 1966 a 1971, a novela durou mais de 1,2 mil episódios e consagrou Lara Parker como um ícone do terror. “Percebemos que era popular”, disse ela. “Por todo lugar que íamos [o elenco era] reconhecido. Havia uma grande multidão do lado de fora do estúdio [em Manhattan] quando terminávamos [de gravar]. Eu me lembro de um dia estar no metrô no fim do horário escolar e ver 200 ou 300 crianças esperando para pegar o trem. Eles me viram e começaram a gritar, correndo para a outra extremidade da plataforma! Eles ficaram aterrorizados porque eu era muito má.”   A carreira após a novela Após o fim de “Dark Shadows”, ela fez participações em várias séries dos anos 1970 e 1980, além de se lançar no cinema. Entre os destaques televisivos, ela voltou a viver uma bruxa em “Kolchak, os Demônios da Noite” (em 1975) e interpretou a esposa de David Banner (Bill Bixby) em uma sequência de flashback do primeiro capítulo de “O Incrível Hulk” (de 1977). Na tela grande, destacou-se como uma prostituta cujo cliente sofre um ataque cardíaco em “Sonhos do Passado” (1973) de John G. Avildsen, estrelado por Jack Lemmon em uma atuação premiada com o Oscar, foi uma comissária de bordo em “Aeroporto 75” (1974) e também interpretou a esposa de Peter Fonda no filme de terror satânico “Corrida com Diabo” (1975). Ela se afastou da atuação em 1990, passando a trabalhar como professora. Além disso, obteve um novo mestrado em escrita criativa e escreveu quatro romances de “Dark Shadows”: “Angelique’s Descent”, publicado pela primeira vez em 1998, seguido por “The Salem Branch” (2006), “Wolf Moon Rising” (2013) e “Heiress of Collinwood” (2016).   A volta a “Dark Shadows” Em 2012, ela voltou às telas para uma participação especial em “Sombras da Noite” (Dark Shadows), filme de Tim Burton inspirado pela novela, em que sua personagem foi vivida por Eva Green. A produção também marcou seu reencontro com Jonathan Fried e outros integrantes do elenco original. Ela seguiu atuando em filmes como “Doctor Mabuse” (2013) e sua sequência em 2014. Mais recentemente, estava ativa na continuação em áudio da franquia “Dark Shadows”, gravando podcasts como Angelique.

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  • Série

    Suzanne Somers, estrela de “Three’s Company” e “Step by Step”, morre aos 76 anos

    15 de outubro de 2023 /

    A atriz Suzanne Somers, conhecida por seus papéis em séries de sucesso como “Three’s Company” e “Step by Step”, faleceu neste domingo aos 76 anos em sua casa em Palm Springs, Califórnia, cercada por sua família. Nascida em San Bruno, Califórnia, em 16 de outubro de 1946, Suxanne foi a terceira de quatro filhos em uma família católica irlandesa-americana, e enfrentou desafios em sua infância, incluindo o alcoolismo de seu pai, um trabalhador braçal, quando ela tinha apenas 6 anos. Sua carreira de atriz começou com papéis de figurante em filmes como “Bullitt” (1968), “A Psicose do Medo” (1969), “A Mulher que Desejei” (1970), “Magnum 44” (1973), com Clint Eastwood, e o clássico “Loucuras de Verão” (American Graffiti, 1973) de George Lucas. Sem ter seu nome sequer creditado nos filmes, ela partiu para a TV, onde apareceu em diversas séries dos anos 1970, de “O Barco do Amor” a “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, antes de conseguir seu primeiro papel fixo.   O sucesso de “Three’s Company” Ela alcançou reconhecimento em 1977 ao ser escalada como Chrissy Snow em “Three’s Company” (que no Brasil ganhou o longo título de “Um é Pouco, Dois é Bom e Três é Demais”), papel que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Exibida por oito temporadas, de 1977 a 1984, a sitcom acompanhava as aventuras de três colegas de quarto: duas mulheres solteiras, incluindo Somers, e um homem, interpretado por John Ritter, que se passava por gay para ser aceito no apartamento das moças pelo proprietário. A série se destacou por seu humor de duplo sentido e enredos engraçados, muitas vezes envolvendo mal-entendidos e situações hilárias. O papel de Somers, uma típica “loira burra”, a transformou em um ícone da cultura pop. Mas a produção também abordou questões relacionadas à convivência entre homens e mulheres, tocando em temas considerados tabus na época. Com o sucesso, Somers pediu um aumento de salário, buscando igualar sua remuneração à de John Ritter, que era o ator principal da série. Ela propôs um aumento de US$ 30 mil por episódio para US$ 150 mil, que era o valor que Ritter recebia e também estava alinhado com os salários de outros astros de séries de comédia da época. No entanto, a rede ABC recusou a demanda de Somers e o impasse fez com que ela fosse cortada na 5ª temporada, após 100 episódios. A série durou mais três anos sem ela.   Uma xerife na TV Com isso, a atriz foi virar xerife em outra comédia, “She’s the Sheriff”, que foi ao ar de 1987 a 1989. A trama girava em torno de uma viúva que acidentalmente se tornava a xerife de uma cidade do oeste dos Estados Unidos após a morte de seu marido xerife. Sua personagem, Hildy Granger, era incomum para sua época, já que quebrava estereótipos de gênero ao assumir um papel tradicionalmente associado a homens. A série explorava as situações cômicas que surgiam quando uma mulher se esforçava para ser levada a sério como xerife, enquanto lidava com os desafios típicos de manter a ordem em uma cidade. Embora tenha tido uma premissa interessante, “She’s the Sheriff” não alcançou o mesmo nível de sucesso de “Three’s Company” e foi cancelada logo após sua 2ª temporada.   Passo a passo para a volta ao estrelato Dois anos após a decepção, ela encontrou sucesso novamente com “Step by Step”, que durou oito temporadas como “Three’s Company”, entre 1991 e 1998 – e foi exibida no Brasil pelo canal pago Warner. Criada por William Bickley e Michael Warren, os mesmos criadores de “Três É Demais” (Full House), “Step by Step” seguia a vida de duas famílias que se tornam uma só quando seus pais se casam. A série girava em torno de Frank Lambert, interpretado por Patrick Duffy (de “Dallas”), um viúvo e pai de três filhos, e Carol Foster, interpretada por Suzanne Somers, uma viúva e mãe de três filhos. Depois de um encontro romântico e casamento impulsivo em uma viagem ao Havaí, Frank e Carol decidem se casar e unir suas famílias. O resultado é uma casa cheia de crianças e adolescentes com personalidades diferentes, criando muitas situações cômicas e conflitos familiares. “Step by Step” abordou temas familiares, como relacionamentos, educação dos filhos, namoro e o desafio de combinar duas famílias distintas. Embora não tenha alcançado o status icônico de “Three’s Company”, foi igualmente bem-sucedida e ajudou a consagrar Suzanne Somers como uma das atrizes mais populares da TV americana de sua geração.   Outros talentos O sucesso ainda lhe rendeu uma carreira paralela, tornando-a a rainha dos infomerciais televisivos de fitness da década de 1990, como garota propaganda do equipamento de exercícios ThighMaster. Em março de 2022, ela falou sobre o sucesso do produto no podcast Hollywood Raw, revelando que mais de 15 milhões de unidades do ThighMaster foram vendidas por causa de suas propagandas. O fim de “Step by Step”, porém, também marcou o fim de sua trajetória nas telas. Sua última aparição numa obra de ficção foi como ela mesma na comédia “Diga que Não é Verdade”, em 2001. Depois disso, fez sua estreia na Broadway em 2005 com seu espetáculo solo “The Blonde in the Thunderbird” e se tornou autora de diversos livros sobre bem-estar, perda de peso e saúde. Lembre abaixo as aberturas de suas séries clássicas.

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  • Filme

    Piper Laurie, atriz de “Carrie, a Estranha”, morre aos 91 anos

    14 de outubro de 2023 /

    A atriz Piper Laurie, indicada três vezes ao Oscar, morreu na manhã deste sábado (14/10) em Los Angeles, aos 91 anos. Sua agente, Marion Rosenberg, revelou que a atriz já não gozava de boa saúde há algum tempo.   Início da carreira Piper Laurie, nascida Rosetta Jacobs em 22 de janeiro de 1932 em Detroit, iniciou sua trajetória no cinema ainda na adolescência. Aos 17 anos, foi descoberta por agentes da Universal Pictures e fez sua estreia no filme “Os Noivos de Mamãe” (1950), atuando como filha de Ronald Reagan. Nos anos seguintes, Laurie foi vista em diversos filmes de aventura e romance, fazendo par com Tony Curtis em “O Príncipe Ladrão” (1951), “O Filho de Ali Babá” (1952), “…E o Noivo Voltou” (1952) e “A um Passo da Derrota” (1954), além de Rock Hudson em “Sinfonia Prateada” (1952) e “A Espada de Damasco” (1953), e Tyrone Poweer em “O Aventureiro do Mississippi” (1953). Mas, insatisfeita com os papéis superficiais que lhe eram oferecidos, decidiu romper o contrato com a Universal e mudar-se para Nova York.   Performance de Oscar Depois de fazer algumas participações na TV, ela voltou às telas com “Desafio à Corrupção” (1961), onde contracenou com Paul Newman. No filme, ela deu vida à Sarah Packard, uma jovem alcoólatra que se envolvia com o protagonista Eddie Felson, interpretado por Newman, que enfrenta diversos adversários na mesa de bilhar enquanto lida com questões pessoais e emocionais. O longa dirigido por Robert Rossen virou um clássico do cinema, explorando temas de ambição, redenção e a natureza corrosiva do sucesso. A química entre Laurie e Newman foi um dos pontos altos da obra. Um dos momentos marcantes é quando Laurie expressa ao personagem de Newman: “Olha, eu tenho problemas e acho que talvez você tenha problemas. Talvez seja melhor nos deixarmos em paz”. A performance lhe rendeu sua primeira nomeação ao Oscar e a única como Melhor Atriz.   Pausa na carreira Após o sucesso de “Desafio à Corrupção”, Piper Laurie casou-se com o escritor Joseph Morgenstern e, juntos, mudaram-se para Woodstock, no interior de Nova York. Durante esse período, Laurie dedicou-se à criação da filha do casal, Anne Grace, e ao estudo de escultura.   Retorno triunfal A atriz só retornou à atuação na década de 1970, com outra atuação marcante em “Carrie, a Estranha” (1976) dirigido por Brian De Palma. Laurie interpretou Margaret White, a mãe religiosamente fanática da protagonista Carrie, vivida por Sissy Spacek. A relação tumultuada entre mãe e filha foi um dos pilares da narrativa, contribuindo para a atmosfera opressora e trágica do filme. A performance intensa de Laurie lhe rendeu nova indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Nos anos seguintes, ela voltou a explorar o terror em “Ruby, A Amante Diabólica” (1977) e estrelou o drama romântico “Tim – Anjos de Aço” (1978), em que fez par com o ainda novato Mel Gibson, antes de mergulhar de vez na TV. Dez anos depois de “Carrie”, a atriz voltou a mostrar seu talento em “Filhos do Silêncio” (1986), onde interpretou a mãe da personagem principal, interpretada por Marlee Matlin. No filme, Laurie retrata as tensões e desafios enfrentados por famílias que lidam com deficiências auditivas, oferecendo uma atuação sensível e impactante, que lhe rendeu nova indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.   Carreira televisiva Piper Laurie também foi nomeada nove vezes ao Emmy ao longo de sua carreira, vencendo uma vez. Seu triunfo veio com o telefilme “A Promessa” de 1986, onde ela interpretou uma antiga paixão do personagem de James Garner. Entre seus papéis televisivos notáveis destacam-se a participação na minissérie “Os Pássaros Feridos” (“The Thorn Birds”, 1983), um fenômeno de audiência, que lhe rendeu indicação de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, e seu papel na série “Twin Peaks” (1990-1991) como Catherine Martell, uma mulher astuta e poderosa, que no ano seguinte retornou à série disfarçada de homem, uma jogada audaciosa que demonstrou sua capacidade de Laurie de mergulhar profundamente em seus personagens. Esta performance rendeu à atriz duas de suas nove indicações ao Emmy. Ela também teve participações notáveis em séries populares como “Frasier”, “Plantão Médico”, “O Toque de Um Anjo”, “Will & Grace” e “Law and Order: SVU”.   Últimos filmes Paralelamente, a atriz continuou a atuar em filmes, especialmente do gênero terror, como “Trauma” (1993), do mestre italiano Dario Argento, e “Prova Final” (1998), do então novato Robert Rodriguez, e “Bad Blood” (2012), entre outros. Seu último papel cinematográfico foi em “White Boy Rick” (2018), como a avó do personagem-título, um informante do FBI que se tornou traficante de drogas. Entre outras curiosidades de sua vida pessoal e profissional, destaca-se o fato de Laurie ter revelado em sua autobiografia de 2011, “Learning to Live Out Loud”, que perdeu a virgindade para Ronald Reagan e que teve um affair com Mel Gibson, sendo este último quando ela tinha o dobro da idade do ator.

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  • Série

    Mark Goddard, da série clássica “Perdidos no Espaço”, morre aos 87 anos

    13 de outubro de 2023 /

    O ator Mark Goddard, conhecido por seu papel como o major Don West na série icônica “Perdidos no Espaço” (Lost in Space), faleceu aos 87 anos. A morte ocorreu na terça-feira (10/10), em Hingham, Massachusetts, conforme revelado por sua esposa Evelyn Pezzulich em comunicado. Goddard já era conhecido na televisão antes de assumir o papel que o consagraria. Ele teve papel fixo nas séries “Johnny Ringo” (1959-1960), “The Detectives” (1959–1962) e “Many Happy Returns” (1964-1965) antes de embarcar no projeto da ficção científica criada e produzida por Irwin Allen. A trama focava na família Robinson, que, junto ao piloto Don West, embarcava numa missão de colonização espacial, tragicamente desviada do curso devido às interferências de um sabotador, o Dr. Zachary Smith (Jonathan Harris), deixando os exploradores perdidos num planeta desconhecido. A história era basicamente “Os Robinsons Suíços”, de Johann Wyss, com náufragos espaciais em vez de marítimos.   Perdidos no Espaço Em uma entrevista para o livro “They Fought in the Creature Features” de Tom Weaver, Goddard recordou a abordagem inicial de seu agente sobre a série: “Isso é sobre uma família indo para o espaço, e vai haver muitas aventuras, terremotos…”. A série perdurou por três temporadas, de setembro de 1965 a março de 1968, totalizando 83 episódios. Mas se tornou eterna, tamanha a quantidade de vezes com que foi repetida na televisão. Don West era o piloto da nave Jupiter 2, responsável pela segurança da missão de colonização de Alfa Centaury​. Sua presença também tinha a intenção de fornecer um par romântico para a filha mais velha dos Robbinson (Guy Williams e June Lockhart), vivida pela norueguesa Marta Kristen, além de funcionar como nemesis do Dr. Smith (Jonathan Harris), de quem sempre desconfiava. A série, porém, foi cancelada sem um final, deixando os personagens perdidos no espaço para sempre. Mesmo assim, a falta de final não impediu as reprises, os lançamentos de quadrinhos e novas adaptações. Goddard chegou até a fazer uma participação especial na versão cinematográfica de “Perdidos no Espaço” de 1998, quando seu personagem foi vivido por Matt LeBlanc (de “Friends”). Mais recentemente, a sci-fi também ganhou uma nova versão lançada pela Netflix, disponibilizada entre 2018 e 2022, onde Don West foi vivido por Ignacio Serricchio. Um detalhe interessante é que, em 2015, os atores originais se reuniram para a leitura coletiva de um capítulo final da série clássica. Escrito por Billy Mumy, o intérprete do caçula Will Robinson, a leitura registrada em vídeo – e lançada como “Lost in Space: The Epilogue” – tinha o objetivo de revelar o final da história, concluída com a volta dos Robbinson para a Terra.   De volta à Terra Após “Perdidos no Espaço”, Goddard relatou ter sido rotulado como um “ator de série espacial”. Ele até tentou se especializar em novelas, atuando em alguns episódios de “One Life to Live” e “General Hospital”, e também fez participações em algumas séries policiais, como “Mod Squad”, “San Francisco Urgente” e “Barnaby Jones”. Mas nunca mais emplacou um papel de destaque. Quase duas décadas depois de “Perdidos no Espaço”, o ator ainda participou de outra ficção científica, o filme “Estranhos Invasores” (1983), num papel de detetive. A obra foi um dos poucos filmes de sua carreira e venceu festivais de cinema fantástico. A vida privada de Goddard também tomou um rumo diferente após a série clássica. Ele completou sua educação universitária, obteve um mestrado e dedicou mais de 20 anos ao ensino de crianças com necessidades especiais em Massachusetts. Ele se casou três vezes, incluindo com a atriz Susan Anspach, que marcou época no cinema dos anos 1970 em filmes como “Cada um Vive como Quer” (1970) e “Sonhos de um Sedutor” (1972).

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  • Música

    Rudolph Isley, do grupo Isley Brothers, morre aos 84 anos

    12 de outubro de 2023 /

    Rudolph Isley, membro fundador do grupo clássico de R&B Isley Brothers, faleceu aos 84 anos. A confirmação veio de seu irmão Ron Isley em declaração à imprensa. “Não há palavras para expressar meus sentimentos e o amor que tenho pelo meu irmão. Nossa família sentirá falta dele. Mas sei que ele está em um lugar melhor”, disse Ron, sem declarar a causa da morte.   O legado dos Isley Brothers O grupo Isley Brothers teve várias formações ao longo dos anos, mas Rudolph esteve presente desde o trio original de irmãos, formado no final dos anos 1950, até sua aposentadoria em 1989, quando se afastou para virar pastor. Durante sua trajetória, o grupo lançou clássicos como “Shout”, coescrito por Rudolph, que se tornou seu primeiro single a entrar na parada de sucessos (Billboard Hot 100) em 1959. Depois disso, vieram outros hits como “Twist and Shout”, que ficou ainda mais conhecida na versão dos Beatles, e “This Old Heart of Mine (Is Weak for You)”. Em 1970, eles ganharam um Grammy na categoria de Melhor Performance Vocal de R&B por um Duo ou Grupo com o funk “It’s Your Thing”. Os Isley Brothers venderam mais de 18 milhões de discos apenas nos Estados Unidos e é um dos poucos grupos a emplacar músicas nas paradas em seis décadas diferentes. Dezesseis de seus álbuns entraram no Top 40 e 13 desses álbuns receberam certificações de ouro, platina ou multiplatina. Eles foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame em 1992 por Little Richard e também receberam um prêmio especial do Grammy pelas realizações da carreira em 2014. As músicas dos Isley Brothers foram amplamente sampleadas e regravadas. Além do sucesso enorme dos Beatles com “Twist and Shout”, Rod Stewart também fez um cover de “This Old Heart of Mine” em 1975 e regravou a música com Ron em 1989. Em 1993, “Footsteps in the Dark” foi sampleada por Ice Cube em “It Was a Good Day”. No ano seguinte, foi a vez de The Notorious B.I.G. usar “Between the Sheets” em um de seus maiores hits, “Big Poppa”. Gwen Stefani também sampleou a mesma música em “Luxurious” de 2004. As gravações originais do grupo também tem sido destaques em inúmeros filmes e séries, desde “O Clube dos Cafajestes” (1978) e “Cheers” (1979) até recentemente em “The Blacklist” (2021), “Bar Doce Lar” (2021) e “Ingresso para o Paraíso” (2022).   Brigas entre irmãos Entretanto, o sucesso fez com que os irmãos rompessem. Neste ano, Rudolph processou Ron, buscando um julgamento que o declarasse como detentor de 50% do nome da banda Isley Brothers. O processo legal buscava “uma contabilidade e pagamento da parte do Requerente dos lucros que o Réu supostamente recebeu da exploração da Marca (nome da banda)” desde que ele se afastou do grupo.

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