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    Itziar Castro, atriz de “Vis a Vis”, morre após passar mal em piscina

    9 de dezembro de 2023 /

    A atriz espanhola Itziar Castro, conhecida por interpretar a corpulenta presidiária Goya Fernández em “Vis a Vis”, morreu nessa sexta-feira (8/12), aos 46 anos. A atriz passou mal na piscina coberta de um hotel em Lloret de Mar, na Espanha. A informação foi confirmada pela agência da artista. No momento da morte, a atriz participava do ensaio de um espetáculo de nado sincronizado, dirigido pela ex-nadadora Anna Tarrés. Os médicos foram chamados ao local, tentaram reanimar Itziar, mas o falecimento foi declarado pouco depois. A autópsia da atriz ainda será realizada para formalizar os motivos da morte, mas a suspeitas é que ela tenha tido uma insuficiência cardíaca. Ela tinha uma grande carreira no cinema e na televisão espanhola, iniciada há 21 anos no filme “Noche de Fiesta”. Embora tenha ganhado popularidade internacional com seu papel na série “Vis a Vis” em 2018 (e no spin-off “Vis a Vis: El Oasis”), antes disso ela foi aclamada por sua atuação no filme “Pieles”, de 2107, que lhe rendeu prêmios e uma indicação ao Prêmio Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Atriz Revelação. No ano passado, ela esteve em outra série disponibilizada pela Netflix, a comédia “Era Uma Vez… Para Nunca Mais”.

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  • Filme

    Ryan O’Neal, astro de “Love Story”, morre aos 82 anos

    8 de dezembro de 2023 /

    O ator Ryan O’Neal, que ficou marcado pela atuação em “Love Story” e se tornou uma dos maiores ídolos de Hollywood da década de 1970, morreu nesta sexta-feira (8/12) em sua casa em Los Angeles, Califórnia. Ele tinha 82 anos e lutava contra uma leucemia crônica diagnosticada em 2001 e um câncer de próstata identificado em 2012.   Início de carreira Nascido em Los Angeles em 20 de abril de 1941, Ryan O’Neal começou sua carreira em 1960, com participações em episódios de séries clássicas como “Os Intocáveis”, “Laramie” e “Leave it to Beaver”. Seu primeiro papel de destaque foi como Rodney Harrington na série “Caldeira do Diabo” (Peyton Place), que teve mais de 500 episódios exibidos de 1964 a 1969. Baseada no filme de mesmo nome, a série era um melodrama novelesco e alçou O’Neal ao estrelato, ao capturar o coração dos espectadores com sua aparência jovial e carisma. Assim que a série acabou, ele fez sua transição para o cinema com o filme “Cartada para o Inferno”, de 1969, uma adaptação de uma obra de Elmore Leonard. Este filme, co-estrelado por sua então esposa Leigh Taylor-Young, marcou o início de uma carreira cinematográfica notável, que foi explodir no lançamento seguinte.   Estouro de “Love Story” O maior sucesso de O’Neal veio em 1970 com “Love Story: Uma História de Amor”, que ele estrelou ao lado de Ali MacGraw. A obra foi um fenômeno cultural, gerando frases decoradas por fãs (como “Amar significa nunca ter de pedir desculpas”), que sobrevivem até hoje em memes de quem nem conhece o contexto. Considerado um dos romances de maior repercussão em todos os tempos, o filme dirigido por Arthur Hiller e baseado no best-seller de Erich Segal contava a história de Oliver Barrett IV, um estudante de Harvard que se apaixona por Jenny Cavilleri, personagem de Ali MacGraw, uma jovem de origem mais humilde. Mas não bastassem os desafios sociais, o casal também precisa enfrentar uma doença terminal que acomete Jenny. Além de uma bilheteria histórica, o longa se destacou na temporada de prêmios, sendo indicado a sete Oscars, inclusive Melhor Ator para Ryan O’Neal.   Consagração nos anos 1970 Após o drama lacrimoso de “Love Story”, O’Neal variou o repertório com o western “Os Dois Indomáveis” (1971) e comédias leves – duas com Barbra Streisand, “Essa Pequena é uma Parada” (1972) e “Meu Lutador Favorito” (1979), e uma com Jacqueline Bisset, “O Ladrão que Veio Jantar” (1973). Mas sua parceira mais importante dessa fase foi sua própria filha, Tatum O’Neal, na comédia “Lua de Papel” (1973), de Peter Bogdanovich. Ryan e Tatum brilharam juntos no filme ambientado na era da Grande Depressão, que seguia as aventuras de um vigarista e sua filha em viagem pelo Kansas e Missouri. A performance de Tatum lhe rendeu um Oscar histórico, tornando-a a mais jovem vencedora na história da Academia de Artes e Ciência Cinematográficas com apenas 10 anos de idade. O filme seguinte do ator foi em “Barry Lyndon” (1975), dirigido por Stanley Kubrick, onde interpretou o personagem-título, um aventureiro irlandês que sobe na hierarquia social na Europa do século XVIII. A produção também marcou época por suas inovações e excelência técnica, ao utilizar pela primeira vez no cinema uma iluminação totalmente natural, obtida com o uso de velas em suas cenas. Kubrick e o diretor de fotografia John Alcott utilizaram lentes especiais desenvolvidas pela NASA, capazes de capturar imagens com pouquíssima luz. Essas lentes, com uma abertura extremamente ampla, permitiram que as cenas internas dispensassem iluminação artificial adicional – o que conferiu ao filme uma qualidade visual única e revolucionária, replicando a maneira como os interiores eram iluminados no século XVIII. Além disso, a obra foi composta por planos que se assemelhavam à pinturas do século XVIII, com enquadramentos cuidadosamente construídos em takes longos. O feito foi reconhecido com o Oscar de Melhor Fotografia e outros três troféus técnicos. Após esses trabalhos marcantes, Ryan voltou a trabalhar com Peter Bogdanovich em “No Mundo do Cinema” (1976), integrou o elenco gigantesco da superprodução de guerra “Uma Ponte Longe Demais” (1977), de Richard Attenborough – outro grande sucesso comercial – , e estrelou “Caçador de Morte” (The Driver, 1978), um suspensão dirigido por Walter Hill. Entretanto, o sinal de alerta foi aceso quando o ator apareceu na sequência de seu maior sucesso, “A História de Oliver”, em 1978. A ideia de continuar a trama de “Love Story” como uma história de luto provou-se um fiasco, surpreendo as expectativas do estúdio.   Uma Love Story da vida real Durante seu auge profissional, Ryan O’Neal experimentou sua própria Love Story, ao conhecer e se apaixonar pela atriz Farrah Fawcett, estrela da série “As Panteras” (Charlie’s Angels) e uma dos maiores sex symbols dos anos 1970. Os dois iniciaram um relacionamento em 1979 que durou, entre idas e vindas, quase três décadas. Apesar disso, nunca se casaram, embora tivessem um filho juntos, Redmond O’Neal. O relacionamento teve seus altos e baixos, com episódios de separações e reconciliações. E após um período separado, o casal se reuniu novamente quando O’Neal foi diagnosticado com leucemia. Eles permaneceram juntos até a morte de Fawcett em 2009, devido a um câncer – como no filme famoso.   Implosão nos anos 1980 Enquanto celebrava o amor, o ator teve dificuldades em replicar o sucesso que teve no começo da carreira. Nos anos 1980, ele se especializou em comédias e apareceu em diversos fracassos de bilheteria. Em “Amor na Medida Certa” (1981), interpretou um professor universitário que se envolvia no negócio de moda da família. Em “Dois Tiras Meio Suspeitos” (1982), explorou o gênero da comédia policial, interpretando um detetive heterossexual que se disfarçava como gay. Em “Diferenças Irreconciliáveis” (1984), lutou com Shelley Long pela custódia da pequena Drew Barrymore. Até que “A Marca do Passado” (1987) empurrou o que restava de sua fama ladeira abaixo. Dirigido pelo renomado escritor Norman Mailer, “A Marca do Passado” foi uma tentativa de mesclar film noir com elementos de comédia e drama, mas acabou se destacando pelo tom confuso e pela aparente falta de convicção do astro ao interpretar seu personagem, um ex-traficante de drogas metido em uma série de eventos misteriosos e violentos. Uma das falas ditas pelo ator na produção se tornou uma das mais ridicularizadas da história do cinema. A frase em questão é “Oh man! Oh God! Oh man! Oh God! Oh man! Oh God! Oh man! Oh God!”, dita repetidamente por Ryan O’Neal em uma cena dramática.   Reinvenção na TV Com a repercussão negativa de “A Marca do Passado”, o astro se viu sem muitas outras opções no cinema, decidindo ir fazer TV. E para tornar a transição uma espécie de “queda para cima”, resolveu estrelar uma minissérie junto com a namorada/esposa Farrah Fawcett. A iniciativa, batizada de “O Sacrificio Final” (1989), deu resultado e, além de boa audiência e críticas positivas, rendeu três indicações ao Emmy – incluindo Melhor Atriz para Farrah. Depois disso, o casal dobrou a aposta e quis estrelar sua própria série de comédia. Entretanto, “Good Sports” (1991), onde interpretaram âncoras em uma rede esportiva, foi cancelada após 15 episódios. Ryan seguiu carreira na TV, estrelando telefilmes e fazendo aparições em séries, como “Desperate Housewives”, “Barrados no Baile” (90210) e principal “Bones”, onde interpretou o pai da personagem principal (vivida por Emily Deschanel), aparecendo em vários episódios ao longo da série.   Últimos papéis Antes de se aposentar com o fim de “Bones” em 2017, ele ainda fez uma última aparição no cinema, no filme “Knight of Cups” (2015), dirigido por Terrence Malick, e emocionou os fãs ao se reencontrar com Ally MacGraw, sua parceira de “Love Story”, numa encenação de 2016 da peça “Love Letters” de A.R. Gurney. A montagem teve uma recepção calorosa e serviu como um olhar retrospectivo sobre a carreira de ambos os atores.

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  • Filme

    Marisa Pavan, indicada ao Oscar por “A Rosa Tatuada”, morre aos 91 anos

    7 de dezembro de 2023 /

    A estrela italiana Marisa Pavan, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo drama clássico “A Rosa Tatuada” (1955), morreu na quarta-feira (6/12) em sua casa em Gassin, França. Ela tinha 91 anos e não teve a causa da morte anunciada. Marisa era irmã gêmea da famosa atriz Pier Angeli e foi levada a Hollywood num pacote com a família. Anna Maria Pierangeli foi descoberta aos 16 anos quando passeava pela Via Veneto pelo ator Vittorio De Sica, que a recomendou para ser sua parceira como uma adolescente à beira do despertar sexual em “Amanhã Será Tarde Demais” (1950). O filme chamou a atenção da MGM, que a escalou para “Teresa” (1951), lhe deu um contrato de sete anos e a rebatizou como Pier Angeli. Ainda menor de idade, Angeli se mudou para Los Angeles com a família, e sua irmã Maria Luisa Pierangeli, sem nenhum experiência em atuação, foi prontamente contratada pela Fox logo na chegada. Batizada Marisa Pavan, ela fez sua estreia no cinema como uma garota francesa em “Sangue por Glória” (1952), de John Ford, ambientado na 1ª Guerra Mundial. Ela ainda apareceu no filme noir “Não Há Crime Sem Castigo” (1954) e no western “Rajadas de Ódio” (1954), o que lhe deu experiência para estourar em 1955 em “A Rosa Tatuada”.   A consagração Na adaptação da peça de Tennessee Williams, Marisa encantou com uma performance memorável no papel da teimosa Rosa Delle Rose, filha de uma costureira interpretada por Anna Magnani, que lamenta a morte do marido até conhecer um caminhoneiro interpretado por Burt Lancaster. O drama da Paramount Pictures dirigido por Daniel Mann foi indicado a oito Oscars, incluindo Melhor Filme, e ganhou três. Pavan perdeu seu Oscar para uma colega de elenco, Jo Van Fleet – mas por outro papel em “Vidas Amargas”. Mesmo assim, conseguiu algo que sua irmã mais famosa nunca atingiu na carreira, uma indicação ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. A projeção atingida com “A Rosa Tatuada” lhe rendeu convites para papéis de destaque, vivendo a seguir Catarina de Médici em “Diana da França” (1956). Ela também foi par romântico de Gregory Peck em “O Homem do Terno Cinzento” (1956), de Tony Curtis no noir “Os Olhos do Padre Tomasino” (1957) e de Robert Stack na aventura épica “Ainda Não Comecei a Lutar” (1959).   O fim da carreira Apesar disso, sua carreira em Hollywood foi curta, acabando antes da década de 1960, após viver uma criada em “Salomão e a Rainha de Sabá” (1959), de King Vidor. Depois disso, ela ainda atuou em filmes franceses, como “O Poço das 3 Verdades” (1961), de François Villiers, e “Um Homem em Estado… Interessante” (1973), de Jacques Demy, mas principalmente se voltou para a TV americana, onde continuou trabalhando até os anos 1980. Sua lista de participações em séries incluem produções como “Cidade Nua”, “77 Sunset Strip”, “Combate”, “Mulher-Maravilha”, “Havaí Cinco-O” e “Arquivo Confidencial”. Em 1985, ela integrou o elenco da novela americana “Ryan’s Hope”, com um papel recorrente em 19 capítulos, antes de encerrar a carreira na França, para onde se mudou, em produções da TV local. Sua última aparição nas telas foi num episódio de 1992 da série francesa “Haute Tension”. Em 1956, Pavan casou-se com o ator francês Jean-Pierre Aumont, com quem teve dois filhos, e os dois permaneceram juntos até a morte de Aumont em 2001. Ela viveu cinco décadas a mais que a irmã, que foi namorada de James Dean e morreu em 1971, com apenas 39 anos.

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  • Música

    Denny Laine, que fundou a banda Wings com Paul McCartney, morre aos 79 anos

    5 de dezembro de 2023 /

    O músico Denny Laine, que fundou a banda Wings nos anos 1970 junto de Linda e Paul McCartney, morreu nesta terça-feira (5/12) aos 79 anos. O guitarrista sofria com uma doença de pulmão. Nascido em Birmingham, na Inglaterra, Denny fez sucesso pela primeira vez em 1964 como integrante da banda Moody Blues, ao lado de Ray Thomas e Mike Ponder. Ele cantou o primeiro hit do grupo, “Go Now”, que alcançou o 1º lugar nas paradas do Reino Unido, mas deixou a banda em 1966, antes do lançamento de seus maiores sucessos – como “Nights of White Satin” (1967) e “Tuesday Afternoon” (1968). Mesmo assim, foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 2018 como membro do grupo. Ele ficou menos tempo ainda em sua segunda banda, Electric String Band, um supergrupo que também contava com Trevor Burton (do Move) na guitarra, Viv Prince (do Pretty Things) na bateria e Binky McKenzie (da banda de Alexis Korner) no baixo. Mesmo dividindo o palco com Jimi Hendrix, a banda implodiu rapidamente pela falta de sucesso, deixando Denny como freelancer pelo resto dos anos 1960, juntando-se à banda Balls e tocando na Air Force, do baterista Ginger Baker (ex-Cream) e do tecladista Steve Winwood (ex-Spencer Davis Group).   Parceria com Paul McCartney Em 1971, o guitarrista juntou forças com Paul McCartney e sua esposa Linda para formar os Wings, permanecendo no grupo por 10 anos, até que eles se separaram em 1981. Além das guitarras, ele também cantou, tocou teclados e sopros e foi parceiro de McCartney na composição de boa parte do repertório. O álbum mais conhecido dos Wings, “Band on the Run”, teve seu 50º aniversário comemorado na segunda-feira por Paul McCartney, com uma postagem nas redes sociais. O disco não foi um grande sucesso inicial, mas assim que seus singles começaram a tocar no rádio, ele disparou e passou a liderar os rankings dos mais vendidos durante três vezes distintas em seu primeiro ano de lançamento. Ao final, vendeu 6 milhões de cópias em todo o mundo. Celebradíssimo, o disco foi concebido como um trio, assim como “London Town”, outro clássico da banda lançada em 1978 (único álbum a trazer apenas os três integrantes originais na capa). “Eu e Paul tínhamos as mesmas influências musicalmente e nos conhecíamos desde os anos 1960”, disse Denny à revista Billboard no início do ano sobre o cinquentenário de “Band on the Run”. “Foi muito fácil. Foi fácil conseguir um bom ritmo nas músicas um do outro, e acho que foi isso que tornou o álbum popular. Denny gravou sete álbuns com os Wings. E entre estúdios de gravação e turnês mundiais, ele ainda deu início à sua carreira solo, lançando três discos de composições próprias, enquanto trabalhava com Paul McCartney. Ao fim dos Wings em 1981, ele passou a se dedicar mais à sério o trabalho individual. Foram ao todo 12 álbuns solo – o último em 2008. Mas nenhum deles rendeu hits. Em seu Instagram, Paul McCartney comentou a morte do ex-parceiro. “Havíamos nos distanciado, mas nos últimos anos conseguimos restabelecer nossa amizade e compartilhar lembranças de nossos tempos juntos. Denny era um grande talento, com um ótimo senso de humor e estava sempre pronto para ajudar outras pessoas. Ele deixará saudades para todos os seus fãs e será lembrado com muito carinho por seus amigos. Envio minhas condolências e votos de felicidades à sua esposa, Elizabeth e família”, escreveu McCartney, que listou feitos da parceira, destacando o hit “Mull of Kintyre”. “Paz e amor, Denny, foi um prazer te conhecer. Todos vamos sentir sua falta”. O ex-Beatle deve homenagear Denny nos próximos shows no Brasil, uma vez que parte das músicas que formam seu repertório foram criadas com o guitarrista. McCartney se apresenta no Alliaz Parque em São Paulo na quinta (7/12), sábado (9/12) e domingo (10/12). Depois, segue para Curitiba, onde toca na outra quinta (13/12) no Estádio Couto Pereira, e encerra sua passagem pelo Brasil no sábado (16/12) no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Paul McCartney (@paulmccartney)

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  • TV

    Ex-MTV Gil Brother Away morre aos 66 anos

    4 de dezembro de 2023 /

    Jaime Gil da Costa, que ficou conhecido como Gil Brother Away na MTV Brasil, morreu no último domingo (3/12) no Hospital Eduardo Rabello, em Senador Vasconcelos (RJ), aos 66 anos. Ele lutava contra cânceres de próstata e de bexiga. “A notícia não é boa. O nosso querido Away veio a falecer. Faleceu ontem, às 22h, mas conseguiram falar com a gente hoje cedo. Eu vim pra cá no hospital fazer todo o trâmite. Nosso Away foi morar com o Papai do céu”, contou William Passos, sobrinho do humorista, no Instagram. Gil ficou famoso ao participar dos esquetes da trupe humorística “Hermes e Renato”, sucesso da MTV Brasil entre 2000 e 2013. Ele descobriu que tinha dois cânceres após sofrer um acidente vascular cerebral e ser hospitalizado em maio deste ano. Na época, o sobrinho de Gil relatou à revista Quem que o humorista não estava trabalhando antes de adoecer. Ele acreditava que o estresse e as dificuldades financeiras contribuíram para o AVC. Gil ficou com sequelas, incluindo dificuldades de fala.

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  • Música

    Geordie Walker, guitarrista do Killing Joke, morre aos 64 anos

    3 de dezembro de 2023 /

    O músico inglês Kevin “Geordie” Walker, guitarrista da banda Killing Joke, morreu aos 64 anos, após um derrame no dia 26 de novembro na cidade de Praga, República Tcheca. O músico fundou o Killing Joke com o cantor Jeremy “Jaz” Coleman no estouro do pós-punk inglês em 1978. A trajetória foi iniciada quando ele respondeu a um anúncio de Jaz Coleman para juntar uma banda. Como toda história punk da época, ele nunca tinha tocado antes na vida, tornando seu eventual domínio da guitarra e sua influência marcante no rock ainda mais extraordinários. Walker e Coleman formaram a base de Killing Joke, cuja colaboração duradoura se tornou lendária por sua consistência. O grupo ficou conhecido desde o primeiro EP, “Turn To Red” (1979), por suas guitarras atmosféricas, mas mais pesadas que as outras bandas pós-punk, e batidas tribais – influenciado pelo primeiro álbum de Siouxie and the Sioux.   Guitarrista influenciador Ao todo, o Killing Joke lançou 15 álbuns, vivendo seu auge em 1985, com o sucesso comercial inesperado do disco “Night Time”, que rendeu os hits “Love Like Blood” e “Eighties”. Esta última acabou inspirando fãs a denunciarem plágio contra Kurt Cobain, que teria usado a melodia da guitarra de Walker como modelo para a canção “Come As You Are” anos mais tarde. Outros admiradores famosos de Geordie Walker incluíam Jimmy Page, do Led Zeppelin, que chegou a a exaltar seu som de guitarra como “realmente forte”, e Kevin Shields, do My Bloody Valentine, que se inspirou nele para aprender a técnica de “tocar sem esforço produzindo um som monstruoso”. Sua guitarra dissonante e não convencional, era usada para criar uma atmosfera sonora em vez de acordes no sentido tradicional. Walker foi quem determinou os rumos sonoros do Killing Joke, que evoluiu rapidamente ao incorporar elementos de synth-pop e rock gótico, apesar de sempre soar mais pesada que seus contemporâneos – tanto que também inspirou Nine Inch Nails.   Últimos anos Apesar de sua relevância, a banda acabou perdendo espaço diante da chegada de novos estilos musicais e acabou fazendo uma pausa prolongada em meados dos anos 1990. Foi nessa ocasião que Walker resolveu se mudar para a República Tcheca. Além do grupo pós-punk, ele também tocou guitarra nas bandas Murder Inc., The Damage Manual e Pigface. Seu último disco com o Killing Joke também é o último da banda, “Pylon”, lançado em 2015. Lembre abaixo algumas músicas marcantes do grupo inglês.

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  • Música

    Morreu a cantora Jean Knight, estrela do soul dos anos 1970

    3 de dezembro de 2023 /

    A cantora de soul americana Jean Knight morreu em Tampa, na Flórida, aos 80 anos. A morte aconteceu em 22 de novembro e foi anunciada por sua assessora de imprensa, que não especificou a causa. A nativa de Nova Orleans começou a cantar ainda adolescente em um bar de propriedade de seu primo. Aos 20 e poucos anos, ela gravou seus primeiros discos nas gravadoras Tribe e Jetstream, mas o sucesso só veio em 1971 com a música “Mr. Big Stuff”, lançada pela gravadora Stax Records. A canção vendeu milhões de cópias e até rendeu a Knight uma indicação ao Grammy. Hino do empoderamento feminino, a música atrevida trazia a cantora dizendo a um mulherengo rico – com suas “roupas elegantes” e “um carro grande e fino” – que ela nunca o amará. O que deveria ser o primeiro passo de uma carreira de sucesso acabou virando tombo. Desentendimentos com seu produtor e a gravadora encerraram o envolvimento da cantora com a Stax logo após o lançamento de seu primeiro álbum e ela só voltou a ter novos hits nos anos 1980, com os lançamentos de “You Got The Papers (But I Got The Man)” (1981) e “Don’t Mess With My Toot Toot” (1985), mesmo assim sem chegar perto do fenômeno causado por “Mr. Big Stuff”. Ao todo, Jean Knight lançou apenas cinco álbuns de estúdio – e dois deles saíram nos anos 1990, quase sem repercussão. Ela era membro da Comissão de Música do estado de Louisiana e foi introduzida no Louisiana Music Hall of Fame em 2007.

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  • Música

    Shane MacGowan, vocalista da banda folk punk The Pogues, morre aos 65 anos

    30 de novembro de 2023 /

    Shane MacGowan, vocalista e fundador da banda folk punk The Pogues, morreu nesta quinta-feira (30/11) aos 65 anos. A informação foi divulgada pela esposa do artista nas redes sociais. Ele havia sido hospitalizado em dezembro de 2022 com encefalite viral e, neste ano, precisou ficar meses em terapia intensiva. Com problemas crônicos de saúde, Shane chegou a ser internado novamente em julho, mas foi liberado neste mês, possivelmente para morrer em casa ao lado dos entes queridos, o que acabou acontecendo. Punk original Filho de irlandês criado na Inglaterra, ele foi um punk autêntico, ao ponto de ter tido um pedaço da orelha arrancada durante um dos primeiros shows do The Clash em 1976. A cena foi fotografada e publicada pela revista NME, dando fama ao jovem Shane MacGowan, que aproveitou a notoriedade para formar sua primeira banda punk, Nipple Erectors (mais tarde Nips). Paralelamente, ele também começou um trio de folk anárquico com os irlandeses Peter “Spider” Stacy e Jem Finer, chamado New Republicans. Quando os Nips se separaram em 1981, o cantor voltou suas atenções para o grupo irlandês, adicionando gradualmente James Fearnley, Andrew Ranken e a baixista e vocalista Cait O’Riordan. Em 1982, a banda assumiu o nome de Pogue Mahone (gíria irlandesa que significava “beije minha bunda”). Mas após ameaça de boicote, mudaram para The Pogues. A fase de ouro Em 1984, eles fizeram uma turnê com The Clash e assinaram um contrato com a pioneira gravadora independente Stiff Records, por onde lançaram o LP de estreia “Red Roses for Me”. Ganhando reputação por fazer shows histéricos, o grupo atraiu a atenção de Elvis Costello, que produziu seu segundo álbum, “Rum, Sodomy and the Lash”, em 1985. Reforçado por um cover melancólico de “Dirty Old Town” de Ewan MacColl, o disco alcançou a 13ª posição nas paradas de álbuns do Reino Unido. Mas também representou a despedida de uma integrante original. O’Riordan se casou com Costello e deixou a banda em 1986, quando o grupo lançou “Poguetry in Motion”, um EP de quatro músicas que incluía algumas das melhores letras de MacGowan. No ano seguinte, eles fizeram uma colaboração com os veteranos do folk irlandês, Dubliners, que lhes rendeu seu primeiro hit no Top 10 das paradas britânicas – “The Irish Rover”. Em seguida veio o pico comercial do grupo, o álbum “If I Should Fall From Grace With God”, de 1988. Produzido por Steve Lillywhite, produtor dos primeiros álbuns do U2, o lançamento limpou o som da banda e explorou uma variedade maior de estilos, levando os Pogues ao 3º lugar dos discos mais vendidos do Reino Unido. A faixa natalina “Fairytale of New York”, em que MacGowan cantava em dueto com Kristy MacColl, acabou se tornou o maior sucesso do grupo. A influência e a decadência Com a visibilidade conseguida à frente dos Pogues, MacGowan foi responsável por aproximar a música folk da Irlanda do punk rock britânico. A postura anárquica e os vocais gritados com dentes podres, contrastando com violões, banjo, acordeom e flauta, aliados à letras politizadas e engajamento contra a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, influenciaram diversos artistas que se seguiram, inventando o folk punk. Entretanto, o problema do cantor com a bebida acabou se provando maior que sua capacidade artística – ele teria começado a beber aos cinco anos de idade. Em 1991, MacGown foi afastado da banda que criou, sendo substituído no disco seguinte por seu ídolo Joe Strummer, ex-líder do The Clash, e no último disco de 1994 por Spider Stacy. Carreira solo MacGowan seguiu em carreira solo, apresentando-se com uma banda parecida com os Pogues, os Popes. Entre suas músicas mais famosas da época estão o dueto com Sinead O’Connor “Haunted” (1995), além de colaborações com Nick Cave e Jesus & Mary Chain, mas os novos trabalhos não repetiram o sucesso dos anos 1980. No final dos anos 1990, ele perdeu a maioria dos dentes e passou a falar com um tom de rosnado quase incompreensível. Em 2001, Sinead O’Connor denunciou MacGowan à polícia por porte de drogas como uma última tentativa de salvá-lo de uma morte por overdose. Após o susto, ele se reergueu e, durante a última metade da década de 2000, voltou a reformar os Pogues para uma série de shows, muitas vezes tocando em locais maiores do que o grupo costumava se apresentar em seu apogeu. A banda, entretanto, não voltou ao estúdio. Últimos anos A última gravação de MacGowan foi a balada de amor “For the Dancing and Dreaming”, feita para a trilha sonora da animação “Como Treinar Seu Dragão 2” (2014). Mas, antes de morrer, ele estava trabalhando em músicas novas com a banda indie Cronin. Em seus últimos shows, ele se apresentava numa cadeira de rodas. Foi assim que cantou na celebração de seu aniversário de 60 anos em 2018, acompanhando pelos Pogues e outras lendas do rock como Nick Cave, Sinead O’Connor, Bono (do U2), Bobby Gillespie (Primal Scream), Glen Matlock (Sex Pistols), Clem Burke (Blondie), Carl Barat (The Libertines) e o ator Johnny Depp. MacGowan manteve um relacionamento tumultuado de várias décadas com a jornalista Victoria Clarke de Dublin, começando no final dos anos 1980. Os dois colaboraram no quase livro de memórias de MacGowan, “A Drink with Shane MacGowan”, em 2001. Oito anos depois, estrelaram seu próprio reality show, “Victoria and Shane Grow Their Own”, que narrava as tentativas do casal de manter uma horta. Eles finalmente se casaram em 2018.

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  • Filme,  Série

    Morreu a atriz Frances Sternhagen, de “Plantão Médico” e “Sex and the City”

    29 de novembro de 2023 /

    A atriz americana Frances Sternhagen morreu pacificamente na segunda-feira (27/11) de causas naturais, em sua casa em New Rochelle, Nova York, aos 93 anos. Ela era conhecida dos fãs de séries como a sogra de Charlotte (Kristin Davis) em “Sex and the City” e avó do Dr. Carter (Noah Wyle) em “Plantão Médico” (E.R.). Ela estabeleceu sua carreira de sucesso no teatro, muitos anos antes de passar para a televisão. Sternhagen estreou na Broadway em 1955 e recebeu seu primeiro Tony (o Oscar do teatro) em 1974 por seu trabalho em “The Good Doctor”, de Neil Simon. Ela voltou a ganhar novamente o troféu em 1995 por interpretar a viúva Tia Lavinia em um revival de “The Heiress”.   Filmes marcantes A chegada no cinema aconteceu em 1967 como a bibliotecária perspicaz Charlotte Wolf em “Subindo por Onde se Desce”, de Robert Mulligan, produzido por Alan J. Pakula, com quem mais tarde retomou a parceria em “Encontros e Desencontros” (1979) e “See You in the Morning” (1989), ambos também produzidos e dirigidos por Pakula. Entretanto, seu papel cinematográfico mais lembrado é como a médica Dr. Marian Lazarus, que ajuda Sean Connery a resolver uma série de assassinatos em um remoto campo de mineração espacial no thriller de ficção científica “Outland: Comando Titânio” (1981). Ela ainda interpretou uma policial no famoso terror “Louca Obsessão” (1990), adaptação de Stephen King dirigida por Rob Reiner.   Personagens televisivos Sua participação televisiva se intensificou a partir de 1986, quando foi escalada para viver a mãe do carteiro Cliff (John Ratzenberger) na 5ª temporada de “Cheers”. O papel se tornou recorrente e ela recebeu duas indicações ao Emmy de Melhor Atriz Convidada pelo desempenho. Em 1997, ela virou Milicent Carter, a avó do Dr. John Carter, grande protagonista da série “Plantão Médico”, gerando um participação que se estendeu por cinco temporadas e um total de 21 episódios. Paralelamente, a partir de 2000 também virou Bunny MacDougal, cuja proteção pelo filho Trey (Kyle MacLachlan) tornou a vida da nora Charlotte (Kristin Davis) um inferno em “Sex and the City”. Sem senso de limites, ela chegou a invadir o quarto dos recém-casados ​​para entregar muffins frescos, apenas para encontrá-los no meio do sexo matinal. E foi novamente indicada ao Emmy por isso. Seu último papel marcante nas telas foi o de outra mãe, Willie Ray Johnson, genitora de Brenda Leigh Johnson (Kyra Sedgwick), líder do Departamento de Polícia de Los Angeles na série “Divisão Criminal” (The Closer), de 2006 a 2012.

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    Morreu Ângela Rabello, atriz de novelas da Globo

    29 de novembro de 2023 /

    A atriz Ângela Rabello, que participou de diversas novelas da rede Globo morreu nesta quarta (29/11) aos 73 anos. A notícia foi dada pela diretora Cininha de Paula e confirmada pela filha da artista, a atriz Stella Rabelo. Ângela Rabello tinha descoberto um câncer de fígado há dois meses e chegou a receber transplante da filha mais velha, Lali Rabello. Depois de se formar em Teoria do Teatro pela Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) em 1978 e participar de diversos grupos teatrais, ela fez sua estreia nas novelas como Samira de “Cambalacho” (1986). Depois, fez o papel de Primeira Dama em “O Cravo e a Rosa” (1990) e seguiu na emissora como humorista, integrando o elenco da terceira fase da “Escolinha do Professor Raimundo” (1990-1995) como Vera Boiola, uma paródia da socialite Vera Loyola. Ela também interpretou a diretora da escola de “Floribela”, na Band, antes de voltar para a Globo em 2012 na série “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Seu auge na emissora aconteceu no ano seguinte, onde faz três trabalhos diferentes, aparecendo em “Malhação”, “Sangue Bom” e “Amor à Vida”. Nos últimos anos, fez participações episódicas em “Sob Pressão” e “Diário de um Confinado”, além de integrar as novelas “Amor de Mãe” (2019), “Nos Tempos do Imperador” (2021) e “Um Lugar ao Sol” (2021), seu último trabalho na TV.

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  • Música

    Guitarrista Lanny Gordin, o “Hendrix brasileiro”, morre aos 72 anos

    28 de novembro de 2023 /

    O guitarrista Lanny Gordin, que marcou época na era da Tropicália, morreu nesta terça (28/11) aos 72 anos, após um mês de internação devido a uma pneumonia no Hospital Ignácio Proença de Gouveia, em São Paulo. Nascido Alexander Gordin em Xangai, filho de um russo e de uma polonesa, e criado entre Israel e Brasil, ele deixou um legado inigualável na música brasileira. Desde jovem, Lanny demonstrava um talento incomum. Aos 16 anos, ele já se destacava na casa noturna Stardust, na Praça Roosevelt, em São Paulo. Com um estilo inovador e audacioso, que o fazia ser comparado a Jimi Hendrix, foi logo convidado a integrar a Jovem Guarda, gravando com Eduardo Araújo a música “Nem Sim, Nem Não” em 1968. No ano seguinte, formou o grupo Brazilian Octopus, ao lado de Hermeto Pascoal e Olmir Stocker. O grupo lançou um LP que se tornou cultuado por sua fusão inovadora de jazz, rock, bossa nova e música clássica, evidenciando a versatilidade e o experimentalismo que acompanhariam a carreira de Gordin. Lanny Gordin rapidamente atraiu a atenção dos artistas da Tropicália, participando em álbuns icônicos como “Gal Costa” (1969), “Gal” (1969), “LeGal” (1970) e “Fatal – A Todo Vapor” (1971), “Caetano Veloso” (o álbum branco de 1969), “Gilberto Gil” (1969) e “Expresso 2222” (1972). Sua habilidade em mesclar estilos e inovar na guitarra foi fundamental para a sonoridade dessas obras, incorporando elementos do rock psicodélico em canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Sua contribuição marcou faixas como “Divino, Maravilhoso”, “Baby”, “Não Identificado”, ajudando a moldar o som da Tropicália. Ele também foi peça-chave no álbum de estreia de Jards Macalé, no primeiro disco solo de Rita Lee, “Build Up” (1970), e em “Carlos, Erasmo” (1971), de Erasmo Carlos, além de ter trabalhado com Tim Maia, Elis Regina e muitos outros. Durante o auge da carreira, Lanny foi para Londres, onde descobriu o LSD. O uso contínuo da droga fez um estrago irreversível. Diagnosticado com esquizofrenia, ele acabou internado numa clínica psiquiátrica, com tratamento a base de eletrochoques, e se afastou dos palcos. O retorno à música foi tímido, participando nos anos 1980 da Banda Performática do pintor José Roberto Aguilar, de trabalhos do cantores Itamar Assumpção e Vange Leonel, além do disco “Aos Vivos” (1995) do cantor Chico César. Seu primeiro disco solo só saiu em 2001, o auto-intitulado “Lanny Gordin”, que foi seguido por “Projeto Alfa” (2004), ambos da gravadora independente Baratos Afins, e os aclamado álbuns “Duos” (2005) e “Lanny Duos” (2007), que contou com a participação de várias estrelas da música brasileira. Esses trabalhos reafirmaram sua posição como um dos maiores guitarristas do Brasil. Nos últimos anos, ele enfrentou desafios de saúde significativos, incluindo a síndrome de Guillain-Barré e uma inflamação nas articulações da coluna, mas continuou tocando sua guitarra, registrando sua história no documentário “Inaudito”, lançado em 2020.

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  • Filme

    Elliot Silverstein, diretor de “Um Homem Chamado Cavalo”, morre aos 96 anos

    27 de novembro de 2023 /

    O cineasta americano Elliot Silverstein, conhecido por dirigir dois westerns clássicos, “Dívida de Sangue” e “Um Homem Chamado Cavalo”, morreu na sexta passada (24/11) em Los Angeles, aos 96 anos. Depois de trabalhar em episódios de séries icônicas como “Além da Imaginação”, “Cidade Nua” e “Rota 66”, Silverstein estreou no cinema em 1965 com a comédia western “Dívida de Sangue” (Cat Ballou). O filme trazia Jane Fonda como uma professora do Velho Oeste, que se tornava uma fora-da-lei para vingar o assassinato do pai. Lee Marvin venceu o Oscar de Melhor Ator por seu papel como pistoleiro contratado. Em seguida, Silverstein dirigiu a comédia de sequestro “Acontece Cada Coisa” (The Happening, 1967), estrelada por Anthony Quinn, e o violento “Um Homem Chamado Cavalo” (A Man Called Horse, 1970), em que Richard Harris era torturado por uma tribo indígena para provar seu valor. O western brutal foi um sucesso imenso e ganhou duas continuações, sem a participação do diretor. Em vez de seguir na franquia, ele enveredou pelo terror, assinando o doentio “Lua de Mel Pesadelo” (Nightmare Honeymoon, 1974) e o cultuado “O Carro, a Máquina do Diabo” (The Car, 1977), com James Brolin contra um carro possuído. Após os dois filmes de baixo orçamento, a carreira de Silverstein continuou na TV, onde dirigiu telefilmes e alguns episódios de séries, incluindo “Contos da Cripta” e “Picket Fences”.   Marco histórico da luta sindical Além de seu trabalho atrás das câmeras, o cineasta também foi fundamental para a luta pelos direitos dos diretores de Hollywood. Enquanto trabalhava no episódio “The Obsolete Man” de “Além da Imaginação”, Silverstein teve uma briga com o editor que se recusou a fazer a montagem do jeito que ele queria. Essa experiência o levou à descoberta de que os diretores tinham pouco poder sobre a apresentação das obras que dirigiam. Por isso, decidiu pressionar o presidente do sindicado da categoria (DGA) a autorizar um comitê em novembro de 1963, que ele presidiu com a participação de Robert Altman e Sydney Pollack. O comitê foi responsável por elaborar a Declaração de Direitos Criativos, que foi divulgada em abril de 1964. Entre outras coisas, o documento exigia que os diretores tivessem direito à edição final de suas obras. A proposta foi incorporada nas listas de exigências da DGA durante a próxima negociação de contratos com os grandes produtores e acabou se tornando a base para o surgimento da Nova Hollywood, em que jovens cineastas como Steven Spielberg, Martin Scorsese e Francis Ford Coppola puderam filmar de forma mais autoral que as gerações que os precederam. O DGA concedeu a Silverstein o prêmio Robert B. Aldrich pelas realizações da carreira em 1985, e cinco anos depois o tornou membro honorário vitalício do sindicato. Após sua aposentadoria, Silverstein ainda lecionou cinema na USC (University of Southern California).

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  • Série

    Morreu Marty Krofft, criador dos Banana Splits, “A Flauta Mágica” e “O Elo Perdido”

    26 de novembro de 2023 /

    Marty Krofft, um dos nomes mais influentes na programação televisiva infantil, morreu no sábado (25/11) aos 86 anos, vítima de insuficiência renal. Em parceria com seu irmão Sid, Marty criou um império no entretenimento, marcando época com programas inesquecíveis como “Banana Splits” e “O Elo Perdido”. Nascido em Montreal em 9 de abril de 1937, Marty encontrou no teatro de marionetes, juntamente com Sid, um caminho para a criatividade e inovação.   Banana Splits Os irmãos Krofft iniciaram sua carreira como fantocheiros e logo foram recrutados pela rede NBC em 1968 para criar as fantasias da parte live-action de “Banana Splits”. Psicodélica e inovadora, a série apresentava segmentos animados e um seriado de aventura live-action (“A Ilha do Perigo”) ancorados pela apresentação de quatro personagens carismáticos – o cachorro Fleegle, o gorila Bingo, o leão Drooper e o elefante Snorky. A genialidade dos Krofft se manifestou na criação desses personagens únicos e no design de suas fantasias. Cada personagem tinha uma personalidade distinta e, juntos, formavam uma banda de rock que encantava crianças – e enfrentava o clube das Uvas Azedas – todas as manhãs de sábado de 1968 a 1970. A série fez História ao introduzir um novo formato de entretenimento, com apresentadores de desenhos e contexto musical, estabelecendo um padrão para futuros programas infantis. Reprisada por várias décadas, é lembrada até hoje.   A Flauta Mágica e os Monstros Marinhos O sucesso de “Banana Splits” abriu portas para que em 1969 os irmãos criassem “A Flauta Mágica” (H.R. Pufnstuf), uma série sobre um garoto náufrago em uma ilha mágica, que representou outro avanço significativo na televisão infantil da época. Combinando atores com personagens em fantasias extravagantes e um cenário muito colorido, a produção foi outra explosão psicodélica na telinha. A história girava em torno de Jimmy, um jovem que chega a uma ilha mágica após ser atraído por Witchiepoo, uma bruxa malvada, que deseja roubar sua flauta mágica falante. Logo ao chegar, Jimmy encontra Pufnstuf, um amigável dragão e prefeito da ilha, que o ajuda a tentar retornar para casa enquanto protege sua flauta mágica. Apesar disso, Jimmy nunca saiu da ilha, porque a série foi cancelada após 17 episódios. Em seguida, eles criaram “Buggaloos” (1970), sobre uma banda de rock formada por insetos, e “Lidsville” (1971), em que um adolescente vai parar num mundo de chapéus falantes. Ambas foram inovadoras e muitas vezes surreais, mas o melhor ainda estava por vir. Em 1973, os Krofft voltaram à fantasia sobrenatural com um projeto de dinâmica e visual semelhante à “A Flauta Mágica”: “Sigmund e os Monstros Marinhos”. A série acompanhava Sigmund, um amigável monstro marinho que foi expulso de sua casa por sua família por não querer assustar humanos. Ele logo encontra amizade em dois irmãos surfistas, Johnny e Scott, que o escondem em seu clube secreto. A série explorava temas como aceitação, amizade e a importância de ser verdadeiro consigo mesmo, tudo dentro de um cenário lúdico e colorido. Durou duas temporadas, até 1975, quando os Marty e Sid já estavam priorizando sua atração mais lembrada.   O Elo Perdido Lançado em 1974, “O Elo Perdido” (The Land of the Lost) foi o projeto mais ambicioso dos Krofft e representou outro marco na programação infantil. Ambientada em um mundo pré-histórico, a série de aventura narrava as aventuras da família Marshall, que, após um acidente durante um passeio de bote, ia parar em uma terra desconhecida habitada por dinossauros, os misteriosos Pakuni (hominídeos com sua própria língua e cultura) e os temíveis Sleestak (reptilianos humanoides inteligentes que os caçavam). A mistura de ação ao vivo e efeitos especiais inovadores para a época tornaram a atração um fenômeno de audiência. A produção se destacou por seu uso pioneiro de efeitos especiais e animatrônicos, especialmente na criação dos dinossauros e dos Sleestak. Essa abordagem atraiu o público para acompanhar a jornada da família Marshall em busca do caminho de casa. Junto da aventura, a trama apresentava temas como cooperação, resiliência e a importância do conhecimento e da inovação. Além disso, cada personagem da família Marshall – Rick, Will e Holly – tinha suas próprias forças e vulnerabilidades, criando uma dinâmica familiar como poucas séries da época. Com três temporadas, “O Elo Perdido” não foi apenas um sucesso de audiência. Ele se tornou um elemento cultural significativo, evidenciado por sua popularidade duradoura, reprises, adaptações e a presença contínua na cultura pop.   Outros projetos Além dessas produções emblemáticas, os Kroffts produziram uma variedade de outros programas nos anos 1970 – incluindo as sci-fi “The Lost Saucer” e “Far Out Space Nuts” em 1975, e vários projetos derivados da sitcom “A Família Brady” (The Brady Bunch). Destacam-se na lista “Mulher Elétrica e Garota Dínamo” (Electra Woman and Dyna Girl), uma série de super-heroínas da era das discotecas, que combatiam o crime com trajes estilosos, e “Dr. Shrinker”, sobre um cientista louco que inventa um raio redutor e encolhe um grupo de jovens. Ambas foram exibidas em 1976 e, embora não tenham repetido o sucesso das anteriores, também influenciaram produções que se seguiram. Nos anos 1980, eles buscaram variar suas produções com “Pryor’s Place”. Lançada em 1984, a atração era ambientada em um ambiente urbano e estrelada pelo renomado comediante Richard Pryor. Misturando humor, música e fantoches para tratar de questões importantes como bullying e inclusão, a produção foi outra iniciativa pioneira dos Krofft, reconhecida com uma indicação ao Emmy. Mas a presença de um astro conhecido por fazer humor adulto num programa infantil foi considerada ousada demais para o público conservador, fazendo com que só durasse uma temporada. Em compensação, os irmãos tiveram um de seus maiores e mais inovadores sucessos logo depois, juntando fantoches e sátira política. Diferentemente de suas produções infantis, “D.C. Follies” foi primeiro programa dos Krofft direcionado a um público adulto. Os episódios se passavam em uma taverna fictícia em Washington, D.C., onde marionetes de figuras políticas conhecidas interagiam com o barman humano, interpretado por Fred Willard. Os personagens representavam figuras políticas reais, como presidentes e jornalistas, e a série comentava, de forma humorística, os eventos e a política da época. Durou duas temporadas, de 1987 a 1989, e recebeu duas indicações ao Emmy. Exibida no começo da década de 1990, “Toby Terrier and His Video Pals” foi uma tentativa dos Krofft de se adiantarem às mudanças tecnológicas. A série girava em torno de Toby Terrier, um cão animado, e seus amigos, e foi uma das primeiras a incorporar interatividade, utilizando uma tecnologia especial que permitia às crianças interagir com o programa por meio de um brinquedo específico. Novamente, demonstraram estar à frente de seu tempo.   Últimas produções Eles passaram vários anos fazendo especiais temáticos e programas musicais antes de emplacar outra série original, “Mutt & Stuff”, lançada em 2015 na Nickelodeon. Este programa infantil focava em Cesar Millan, conhecido como um “Encantador de Cães”, e seu filho Calvin, em um ambiente povoado tanto por cães reais quanto por fantoches caninos. Com viés educativo, o programa ensinava às crianças lições valiosas sobre o cuidado com os animais, amizade e respeito pela diversidade. Suas duas temporadas foram indicadas a quatro prêmios Emmy. Nos últimos anos, o catálogo clássico dos Kroffs também tem sido revisitado em vários projetos de remakes, desde o filme “O Elo Perdido” (2009), com Will Ferrell e Danny McBride, até a série “Sigmund e os Monstros Marinhos” (2016) na Amazon, sem esquecer um terror trash estrelado pelos personagens de “Banana Splits” em 2019. O legado de Marty Krofft vai muito além dos programas que ele criou. Produtor e roteirista, ele inspirou gerações de criadores de conteúdo e foi homenageado, junto do irmão Sid, com um Prêmio Especial em 2018 pelas realizações da carreira no Daytime Emmy, o principal prêmio da programação diurna da TV americana. Ainda vivo, seu irmão mais velho se despediu nas redes sociais com um texto emocionado. “Estou desolado com a perda do meu irmão mais novo. Sei o que todos vocês significavam muito para ele. Foram vocês que fizeram tudo isso acontecer. Obrigado por estarem conosco todos esses anos. Com amor, Sid.” Lembre abaixo a abertura de algumas séries clássicas concebidas com a criatividade dos Kroffts.

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