Globoplay lança canais gratuitos dedicados a novelas clássicas
A plataforma Globoplay está lançando dois dois canais gratuitos dedicados à exibição de novelas clássicas. A iniciativa representa a principal iniciativa do streaming da Globo no mercado FAST (Free Ad-Supported Television) de canais gratuitos com anúncios, que segue o modelo da TV tradicional. Os espectadores agora terão a oportunidade de rever folhetins icônicos das décadas de 1970 e 1980 por meio dos canais Viva 70 Fast e Viva 80 Fast. Como os nomes revelam, os canais terão uma programação dedicada à novelas dos anos 1970 e 1980. A lista inclui sucessos como “Dancin’ Days”, “A Sucessora” e “Locomotivas” no Viva 70 Fast, e “Sassaricando”, “Fera Radical”, “Baila Comigo” e “Amor com Amor Se Paga” no Viva 80 Fast. A estreia vai acontecer na segunda-feira (26/11) e os dois canais poderão ser acessados na aba Agora na TV do Globoplay. A programação vai exibir cinco episódios de cada novela por semana, de segunda a sexta-feira, com reprises a cada três horas durante os dias úteis e maratona aos finais de semana. Os sinais serão disponibilizadas de forma gratuita, junto da exibição normal da Globo pela internet. Mais novidades em breve Ainda neste ano, a Globo pretende lançar novos canais Fast voltados ao público infanto-juvenil, com uma programação focada em “Malhação” e “D.P.A – Detetives do Prédio Azul”. Vale lembrar que a Globo iniciou a experiência com canais FAST em 2022, com o lançamento do Receitas Fast e o GE Fast na Globoplay e na Samsung TV Plus, voltados para a gastronomia e esportes. Entretanto, esta é primeira iniciativa da rede com seu catálogo dramático, até então disponível apenas para os assinantes da Globoplay.
Terra e Paixão | Atriz denuncia descarte de romance lésbico na novela
A atriz Renata Gaspar não se conteve a abriu a boca para reclamar que sua personagem em “Terra e Paixão” foi praticamente cortada da trama. Segundo ela, tanto sua personagem Mara quanto Menah (Camilla Damião), que estavam desenvolvendo um romance lésbico, foram simplesmente descartadas e não devem mais receber atenção na novela. O desabafo foi publicado nas redes sociais, onde ela afirmou ter recebido informação de que o casal não teria mais nenhum destaque e que o romance entre elas ficará somente nas entrelinhas. “Amores, Mara e Menah não terão mais trama na novela. Acho que quando tudo acabar falaremos mais do que passamos. Mas é isso, viramos as tias, que ficam de fundo na festa e ninguém pergunta sobre sua história pois não querem saber. ‘É aquela tia que vive com a amiga dela'”, expôs a artista. Ela agradeceu aos fãs por terem torcido pelo casal: “Obrigada pelo carinho e vamos até o fim naturalizar da forma que pudermos, pois amamos as personagens e esse encontro. E sabemos o quão importante e representativo isso é pra todo Brasil. Podem desistir mas nós jamais desistiremos”. Depois de desabafar, Renata buscou evitar briga com a Globo e os responsáveis pela novela, justificando a exposição como explicação para os “fãs do casal”. “E deixando claro que meu post não foi para atacar ninguém e sim para comunicar, principalmente aos fãs do casal, que nos perguntam diariamente sobre a trama, quis ser honesta e apenas deixar claro o que está acontecendo de fato”, escreveu, agradecendo até a equipe “maravilhosa que todos os dias no set nos ajudam a contar essa história com verdade e importância que ela merece”. A novidade trouxe revolta nas redes sociais. Padrão Globo de censura Aparentemente, o abafamento de cenas de amor LGBTQIAPN+ se tornou a nova norma da Globo. Só neste ano, foram três casos. Um deles aconteceu no “Domingão com Huck”, que cortou o beijo entre Amaury Lorenzo e Diego Martins que seria exibido como parte de um quadro Batalha do Lypsinc. No início do ano, as vítimas foram os casais LGBTQIAPN+ da novela “Vai na Fé”. Várias cenas entre Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) e Yuri (Jean Paulo Campos) e Vini (Guthierry Sotero) foram modificadas na edição. Na época, o desconforto foi tamanho que uma das atrizes chegou a publicar uma crítica velada. “Devagar e sempre… um passo de cada vez para a construção de um futuro onde todas as formas de amor possam ser aceitas e celebradas”, publicou Regiane Alves nas redes sociais. Para completar, a série “Aruanas” também teve cenas censuradas ao ser exibida pela Globo. O romance entre Olga (Camila Pitanga) e Ivona (Elisa Volpatto) foi picotado e exibido sem a profundidade da versão original, disponível na Globoplay.
Morre Paulo Hesse, ator de “O Cravo e a Rosa”, aos 81 anos
Paulo Hesse, ator conhecido como o delegado Sansão de “O Cravo e a Rosa” (2000), morreu aos 81 anos na terça-feira (14/11). A informação foi confirmada pela atriz Bárbara Bruno, filha de Nicette Bruno (1933-2020) e Paulo Goulart (1933-2014) no Instagram. “Vá em paz, Paulo”, escreveu ela. A última aparição de Hesse em novela foi em “Água na Boca” (2008), exibido na Band. Ele ainda participou de produções da Record TV e teve uma carreira no teatro e cinema. O artista ainda poderá ser visto na reprise de “Paraíso Tropical” (2007), que será exibida a partir de dezembro na Globo. Sobre Paulo Hesse Paulo César Boeta, mais conhecido como Paulo Hesse, fez sua grande estreia numa peça no Teatro Municipal de São Paulo em 1966 e passou a aparecer nas telinhas na década de 1970. Na Record, ele fez folhetins como “Venha Ver o Sol Nascer na Estrada” (1973). Mas um de seus destaques foi a parceria com a atriz Dercy Gonçalves (1907-2008) em “Dulcinéa Vai à Guerra” (1980), exibida na Band. Hesse também fez cinema, atuando em diversas pornochanchadas, como “A Super Fêmea” (1973), ao lado de Vera Fischer, “O Signo de Escorpião” (1974) com Kate Lyra, “A Casa das Tentações” (1975) com Selma Egrei, e “A Árvore dos Sexos” (1976), escrita pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho (1945-2019) e dirigida pelo futuro autor de novelas Sílvio de Abreu. A parceria com Rubens e Silvio acabou se estendo para a TV, com Paulo integrando do elenco da adaptação de “Éramos Seis” (1994), no SBT.
Roberto Carlos vai participar de filme derivado da novela “Amor de Mãe”
O cantor Roberto Carlos voltará às telas, meio século depois sua trilogia musical de aventuras dos anos 1960 e 1970. Ele fará uma rara participação especial em “Dona Lourdes, o Filme”. A produção vai trazer de volta a personagem de Regina Casé na novela “Amor de Mãe” (2019), da Globo, e contará também com a presença da apresentadora Ana Maria Braga, segundo informações da coluna Play, do jornal O Globo. Da TV para o cinema “Amor de Mãe” teve seu percurso impactado pela pandemia da Covid-19, interrompendo as gravações em março de 2020. O retorno à programação ocorreu um ano depois, o que estendeu sua permanência no imaginário popular. Na trama, a personagem de Casé se dedicava à busca incessante pelo filho Domênico, que mais tarde se revelou ser Danilo, interpretado por Chay Suede e criado pela vilã Thelma, papel de Adriana Esteves. O filme vai mostrar o que aconteceu com Dona Lourdes um ano depois do final da novela. Regina Casé retornará para interpretar a personagem que, agora, enfrenta uma nova fase de sua vida. Os cinco filhos seguiram seus próprios caminhos e ela se redescobre como mulher, após anos dedicados à maternidade. A trama é baseada no livro “Diário da Dona Lurdes”, que a autora Manuela Dias lançou após a novela “Amor de Mãe”. O roteiro é de Claudio Torres Gonzaga (“Os Parças”) e o elenco também terá Chay Suede, Nanda Costa, Juliano Cazarré, Thiago Martins e Jéssica Ellen, que voltam a interpretar os filhos de Lurdes, além de Enrique Diaz como Durval. Para completar, Arlete Salles, Evandro Mesquita e Maria Gal farão novos papéis na história. Ainda não há previsão de estreia confirmada para o filme.
Dulce Maria já está no Brasil para shows do RBD
A cantora Dulce María anunciou no X (antigo Twitter) que já está no Brasil para turnê do RBD. A icônica atriz e cantora se disse entusiasmada ao voltar ao país após cinco anos. “Depois de anos eu posso dizer: Hola, Brasil! Hola, Rio! Estou muito feliz de estar em seu país que tanto amo e que tanto amor há dado para nós. (desculpa meu portunhol); Amo vocês”, declarou a cantora em sua conta na rede social. Os fãs brasileiros rapidamente reagiram à mensagem com demonstrações de carinho. “Não vejo a hora de te ver naquele palco! Vai ser demais”, escreveu um internauta, entre os muitos elogios e juras de amor nos comentários da mensagem. No Instagram, ela também acrescentou fotos de capa para a Rolling Stone brasileira, que volta às bancas na quinta (9/11) em edição especial de “música latina”, com entrevista e ensaio fotográfico exclusivo da artista – a revista não era publicada desde 2018 no país. Soy Rebelde Tour A “Soy Rebelde Tour” inicia sua passagem pelo Brasil nos dias 9 e 10 de novembro, no palco do Engenhão, no Rio de Janeiro, e depois segue para São Paulo, nos dias 12, 13, 16, 17, 18 e 19 de novembro, em shows divididos entre o Allianz Parque e o estádio do Morumbi. A chegada antecipada de Dulce María no Brasil coincide com outros lançamentos no país, como sua nova novela, “Penso em Ti”, que estreou no Globoplay na terça (7/11), e no relançamento da novela clássica “Rebelde”, que chega na quinta-feira que vem (16/11) também no Globoplay – e pela primeira vez no Brasil com a opção de assistir no idioma original. Depois 5 años eu posso dicer Holaaaaa brasil !!!! Hola Rioooooo 🥹🤩😍🙌🏼❤️ estou muito feliz de estar em su país que tanto amo y qué tanto amor ha dado pra nos ( disculpa meu portuñol😅) amo voces 🙌🏼❤️🙏🏻 — Dulce Maria (@DulceMaria) November 8, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dulce Maria (@dulcemaria)
Lolita Rodrigues, pioneira da TV brasileira, morre aos 94 anos
A atriz Lolita Rodrigues, pioneira da TV brasileira, morreu na madrugada deste domingo (5/11), em João Pessoa, Paraíba, aos 94 anos. Ela estava internada no Hospital Nossa Senhora das Neves e não resistiu a uma pneumonia. Nascida Sylvia Gonçalves Rodrigues Leite, em 10 de março de 1929 em Santos, litoral de São Paulo, Lolita iniciou sua carreira nas radionovelas na Rádio Record aos dez anos, em São Paulo, e seguiu como cantora da rádio, com passagens pelas emissoras Bandeirantes, Cultura e Tupi. Durante a era do rádio, Lolita foi reconhecida com dois Troféus Roquette Pinto na categoria de melhor cantora. Este período também foi essencial para que ela construísse uma base sólida de fãs que a levou a ser bastante requisitada com a chegada da televisão. A estreia da TV brasileira A estreia de Lolita Rodrigues na televisão ocorreu em um momento histórico para o Brasil, marcando o início das transmissões televisivas no país. No dia 18 de setembro de 1950, Lolita surgiu na tela para cantar “Canção da TV” no programa inaugural da TV Tupi, a primeira emissora de TV brasileira. Originalmente, Hebe Camargo havia sido escalada para a apresentação, mas Lolita a substituiu de última hora, tornando-se a primeira cantora da TV. A canção executada por Lolita foi especialmente composta para o evento, com música do maestro Marcelo Tupinambá e letra do poeta Guilherme de Almeida. E nem ela e nem Hebe gostavam da música. Lolita Rodrigues compartilhou detalhes desse momento em entrevistas. Ela mencionou: “Hebe estava namorando o empresário Luiz Ramos e ele tinha um evento que precisava da presença dela. Aí sobrou para mim”, revelou Lolita ao portal Terra em 2009. A atriz também brincou sobre a qualidade da canção, dizendo: “Me chamaram no dia, aprendi aquela coisa horrível, e a Hebe toda vez que tem oportunidade, diz ‘que bom que eu não cantei isso'”, relembrando com bom humor o evento que se tornou um marco na história da televisão brasileira. Este momento não apenas consolidou a inauguração da TV Tupi, mas também posicionou Lolita Rodrigues como uma das pioneiras da televisão brasileira. A partir daí, Lolita tornou-se uma figura recorrente no canal, como apresentadora de diversos programas, entre eles “Música e Fantasia” (1950-1954), “Clube dos Artistas” (1955-1960), “Almoço com as Estrelas” (1956-1983), “Você Faz o Show” (1960) e “Chá das Bonecas” (1960). O mais famoso e duradouro, “Almoço com as Estrelas”, começou no rádio, tinha direção do famoso autor de novelas Cassiano Gabus Mendes e também se tornou o primeiro programa colorido da Tupi nos anos 1970. Nele, Lolita e seu marido Airton Rodrigues recebiam famosos para um bate-papo durante um almoço luxuoso, que ainda tinha shows ao vivo. A primeira telenovela Querendo ampliar ainda mais seus horizontes, Lolita decidiu virar atriz. Seu primeiro grande papel veio em 1957, no teleteatro “O Corcunda de Notre Dame”, onde interpretou a cigana Esmeralda. A experiência lhe garantiu sua entrada no universo das telenovelas. Ela estrelou a primeiríssima novela diária brasileira, “2-5499 Ocupado”, atuando ao lado de Glória Menezes e Tarcísio Meira em 1963 pela TV Excelsior. Vinda de uma família de espanhóis, Lolita geralmente era lembrada para interpretar personagens que falavam com sotaque castelhano, o que acabou se tornando uma marca em sua carreira. Ela engatou diversas produções da TV Excelsior, Record TV e Tupi nos anos 1960 e 1970, incluindo as clássicas “As Pupilas do Senhor Reitor” (1970), “Os Deuses Estão Mortos” (1971) e “O Direito de Nascer” (1978), até ser contratada pela Globo na década de 1980, onde participou de diversos sucessos dramáticos. Carreira na Globo Apesar da longa experiência como atriz, ela só foi beijar na telinha em 1987, quando viveu par romântico com Carlos Zara em sua primeira novela da Globo, “Sassaricando”. Lolita ainda participou de “Rainha da Sucata” (1990), “A Viagem” (1994), “Terra Nostra” (1999), “Uga Uga” (2000), “Kubanacan” (2003), “Pé na Jaca” (2006) e “Viver a Vida” (2009), além de ter cantado num especial de Roberto Carlos de 1992. Muitas dessas novelas foram compartilhadas com a amiga Nair Belo, com quem Lolita ainda trabalhou no humorístico “Zorra Total” (1999-2015). Mas a cumplicidade das duas é mais lembrada pelo dia em que se juntaram a Hebe Camargo numa participação histórica no “Programa do Jô”, exibida no ano 2000 pela Rede Globo, onde divertiram os espectadores com histórias deliciosas sobre os primórdios da TV brasileira. Lembrada até hoje, a edição foi considerada uma das melhores da trajetória do programa de entrevistas de Jô Soares. Lolita também participou de novelas de outras emissoras, como “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990) na TV Manchete, e o remake de “2-5499 Ocupado” na Record, intitulado “Louca Paixão” (1999). Últimos anos Logo depois de encerrar sua participação na novela “Viver a Vida” (2009), onde interpretou Noêmia, avó de Luciana (Alinne Moraes), a estrela decidiu se aposentar. Em 2015, ela se mudou para João Pessoa, na Paraíba, onde passou a viver com sua filha, Silvia Rodrigues, que é médica. Durante esse período, Lolita Rodrigues fez poucas aparições públicas. Uma das suas últimas aparições foi em dezembro de 2017, quando prestigiou uma apresentação do espetáculo “Hebe – O Musical”, em São Paulo, em homenagem à amiga Hebe Camargo, falecida em 2012. Depois de tantos amigos mortos – o marido em 1992, Nair Belo em 2007 – , ela dizia que não tinha medo de morrer, mas tinha pena de morrer. “Sou muito feliz. Gosto muito da vida, tenho pena de morrer, mas não tenho medo, não. E envelheço com muita pena. Eu acho a velhice uma indignidade, no que concerne ao fato de você ficar doente, você perder a razão, de você ficar não-lúcida. Isso eu tenho muito medo. Gosto muito de morar sozinha, mas tenho medo de morrer e as pessoas não me acharem”, confessou numa entrevista antiga, explicando porque foi morar na Paraíba com a filha.
Peter White, da pioneira obra gay “Os Rapazes da Banda”, morre aos 86 anos
Peter White, conhecido por sua atuação na longeva novela americana “All My Children” e por seu papel marcante em “Os Rapazes da Banda” (The Boys in the Band), tanto na versão original da peça quanto na adaptação cinematográfica, faleceu na última quarta-feira (1/11), aos 86 anos, de melanoma em sua residência em Los Angeles. Nascido em 10 de outubro de 1937, em Nova York, Peter White iniciou sua carreira em novelas – ou, como chamam os americanos, soup operas – , com um papel em “The Secret Storm”, em 1965. No entanto, foi sua atuação como Alan McCarthy, o personagem enrustido na peça de Mart Crowley, “Os Rapazes da Banda”, que o catapultou para o estrelato. A peça, que estreou off-Broadway em abril de 1968, girava em torno de um grupo de homens gays que se reuniam para uma festa de aniversário, desafiando os estereótipos e a representação de personagens gays na época. Os Rapazes da Banda “Os Rapazes da Banda” não apenas marcou um ponto de virada na carreira de White, mas também na representação de personagens gays no teatro americano. Antes disso, personagens gays eram muitas vezes enrustidos ou demonizados. No entanto, o drama trouxe à tona a vida e as lutas de amigos gays de uma maneira nunca antes vista. White estava trabalhando ao lado de Myrna Loy em uma produção itinerante de “Barefoot in the Park” quando foi oferecida a oportunidade de participar de “Os Rapazes da Banda”. Ele hesitou inicialmente devido ao risco associado, conforme recordou numa entrevista de 2008: “As coisas estavam realmente se movendo para mim; eu estava indo muito bem, e eu pensei, ‘Eu não preciso desse tipo de risco'”. Foi um conselho da atriz que o persuadiu a aceitar o papel. “Peter, se você vai ser um ator, você vai ter que correr alguns riscos na sua vida”, disse Mirna Loy, que se tornou sua mentora. “Na noite de estreia, nenhum de nós sabia o que tínhamos”, ele continuou. “Todos nós apenas pensávamos, ‘É uma peça, é algo novo, é diferente e é bom’. Era uma plateia 100% gay — e então, no dia seguinte, foi uma loucura!”. As filas davam volta no quarteirão. E o sucesso persistiu por semanas, meses, anos. “Os Garotas da Banda” teve mais de mil apresentações. A ressonância da peça foi tal que, ainda em 1970, foi adaptada para o cinema sob a direção de William Friedkin (“O Exorcista”), com White reprisando seu papel como Alan McCarthy. O longa também marcou época no cinema, como uma das primeiras produções de Hollywood a retratar personagens gays de maneira aberta e sem julgamentos, e é considerado uma das obras mais importantes da representação LGBTQIAPN+ nas telas. Na época, foi um escândalo, mas fez bem para a carreira de Friedkin, que demonstrou habilidade em lidar com material provocativo e complexo, e estabeleceu-o como um diretor disposto a correr riscos e a desafiar as convenções de Hollywood. Seus filmes seguintes foram indicados ao Oscar. Outros papéis Após “Os Rapazes da Banda”, White teve uma carreira diversificada, com participações em várias séries de TV como “The Colbys”, “Star Trek: Deep Space Nine” e “The West Wing”, e filmes como “Dave” (1993) e “Armageddon” (1998). Mas seu papel mais conhecido nos EUA foi o de Linc Tyler em “All My Children”, que ele interpretou por mais de quatro décadas. White interpretou Lincoln Tyler, filho da matriarca severa de Pine Valley, Phoebe Tyler (interpretada por Ruth Warrick), de 1974 a 1980, e retornou de forma recorrente para novas temporadas em 1981, 1984, 1986, 1995 e 2005. Foi uma colega de elenco, Kathleen Noone, que interpretou Ellen Shepherd Dalton na novela, que compartilhou a notícia de seu falecimento, destacando que White morreu de melanoma em sua casa em Los Angeles na quarta-feira.
Globo tira “Elas por Elas” do ar após recorde negativo de audiência
A Globo tirou do ar a novela “Elas por Elas” neste sábado (4/11), um dia após a produção atingir seu recorde negativo de audiência. A trama, que é remake da novela homônima de 1982 de Cassiano Gabus Mendes, não foi transmitida devido à final da Copa Libertadores da América entre Fluminense e Boca Juniors. O confronto começou às 17h no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, e avançou pelo horário da transmissão da atração. Na última sexta-feira (3/11), a novela marcou apenas 12 pontos no Ibope. Mas a situação pode ter sido agravada pelo clima, pois uma parte significativa da cidade de São Paulo, principal mercado para os índices de audiência, estava sem energia elétrica devido a uma forte tempestade. Até o momento, a direção da Globo não realizou intervenções na novela, diferentemente do que ocorreu com a trama das 19h, “Fuzuê”, que também amarga índices negativos. A transmissão da final da Copa Libertadores marcou o retorno da Globo na cobertura da disputa, após o SBT ter adquirido os direitos do torneio em 2020. Sem ir ao ar neste sábado, “Elas por Elas” terá sua exibição retomada na próxima segunda-feira (6/11), quando os telespectadores poderão acompanhar mais um capítulo inédito.
Bruna Marquezine revela ter ficado traumatizada com novela da Globo
A atriz Bruna Marquezine revelou que ficou traumatizada após sua participação na novela “Deus Salve o Rei” da Globo. Durante participação no programa “De Frente com Blogueirinha”, a intérprete da vilã Catarina disse que a rejeição inicial do público à sua personagem foi um golpe duro. “Eu não gostava de fazer [a novela], estava infeliz”, confessou. Críticas na internet “Comecei muito entusiasmada, era minha primeira vilã, muito animada, a personagem foi rejeitada de cara pelo público”, desabafou, lamentando as críticas que enfrentou. “Doeu muito porque era uma coisa muito descabida e muito cruel na internet”, comentou a atriz. Marquezine disse acreditar que havia um movimento orquestrado contra ela, citando o uso de robôs e acrescentando que “tinham pessoas por trás, engajando esse movimento. Não era só a reação do público. Eu não tinha realizado o quão real é essa coisa de robôs da internet”. Ela também mencionou a tendência tóxica nas redes sociais, dizendo, “sabe quando vira modinha não gostar de alguém, quando vira modinha dar hate [ódio, em português] em alguém?” A atriz ainda refletiu sobre a dor enfrentada: “Chorei muito, fiquei bem mal. Eu estava tão segura com o que estávamos construindo, a gente tinha muita certeza daquela personagem. A rejeição é sempre uma possibilidade e ninguém agrada a todos, mas é que aquilo foi descabido”. Volta por cima Após o fim do contrato com a Globo em 2020, Marquezine decidiu não renovar o vínculo e embarcou em novos projetos. Fez o filme nacional “Vou Nadar Até Você”, a série “Maldivas” na Netflix e se tornou uma estrela internacional com o lançamento de “Besouro Azul”, filme de super-herói da DC, no qual interpretou o principal papel feminino.
Lara Parker, estrela de “Dark Shadows”, morre aos 84 anos
A atriz Lara Parker, conhecida por seu papel como a bruxa vingativa Angelique Bouchard na novela “Dark Shadows”, morreu na última quinta-feira (12/10) em sua casa em Topanga Canyon, Los Angeles, enquanto dormia, aos 84 anos. Seu nome real era Mary Lamar Rickey. Ela nasceu em 27 de outubro de 1938, em Knoxville, Tennessee, filha de um advogado e uma ativista, e estudou na universidade Vassar — onde dividiu o quarto com Jane Fonda — e obteve um mestrado pela Universidade de Iowa. Casada, ela deixou o marido e dois filhos em Wisconsin para ver se conseguia encontrar trabalho como atriz em Nova York. Poucos dias após chegar em Nova York em 1967, fez uma audição para o criador de “Dark Shadows”, Dan Curtis, para o papel de Angelique, em um arco de história que detalharia a origem do vampiro atormentado da novela, introduzido no segundo ano da produção. O fenômeno “Dark Shadows” Primeira novela de terror, “Dark Shadows” foi um fenômeno de audiência nos anos 1960 por sua narrativa envolvente, que misturava elementos góticos, romances tumultuados e seres sobrenaturais. Foi nesta trama que Lara Parker deu vida à Angelique Bouchard, uma bruxa que amaldiçoou Barnabas Collins, interpretado por Jonathan Frid, à vida eterna como vampiro após ser rejeitada por ele. Sua vingança datava de 1795, quando o rico herdeiro Barnabas Collins seduziu e abandonou uma serva sem perceber que ela era uma bruxa, que, enfurecida, amaldiçoou-o e deu início a uma batalha de séculos. A partir do segundo ano da produção, a narrativa entre Angelique e Barnabas tornou-se um dos pontos centrais da novela, com uma relação de amor e ódio que perdurou por toda a trama. Parker mencionou em 2016 que interpretou Angelique como uma figura mais trágica, que estava “desesperadamente, desesperadamente apaixonada”. “E seu coração foi quebrado. Isso é muito mais simpático do que apenas ser uma velha bruxa malvada”, explicou. Exibida de 1966 a 1971, a novela durou mais de 1,2 mil episódios e consagrou Lara Parker como um ícone do terror. “Percebemos que era popular”, disse ela. “Por todo lugar que íamos [o elenco era] reconhecido. Havia uma grande multidão do lado de fora do estúdio [em Manhattan] quando terminávamos [de gravar]. Eu me lembro de um dia estar no metrô no fim do horário escolar e ver 200 ou 300 crianças esperando para pegar o trem. Eles me viram e começaram a gritar, correndo para a outra extremidade da plataforma! Eles ficaram aterrorizados porque eu era muito má.” A carreira após a novela Após o fim de “Dark Shadows”, ela fez participações em várias séries dos anos 1970 e 1980, além de se lançar no cinema. Entre os destaques televisivos, ela voltou a viver uma bruxa em “Kolchak, os Demônios da Noite” (em 1975) e interpretou a esposa de David Banner (Bill Bixby) em uma sequência de flashback do primeiro capítulo de “O Incrível Hulk” (de 1977). Na tela grande, destacou-se como uma prostituta cujo cliente sofre um ataque cardíaco em “Sonhos do Passado” (1973) de John G. Avildsen, estrelado por Jack Lemmon em uma atuação premiada com o Oscar, foi uma comissária de bordo em “Aeroporto 75” (1974) e também interpretou a esposa de Peter Fonda no filme de terror satânico “Corrida com Diabo” (1975). Ela se afastou da atuação em 1990, passando a trabalhar como professora. Além disso, obteve um novo mestrado em escrita criativa e escreveu quatro romances de “Dark Shadows”: “Angelique’s Descent”, publicado pela primeira vez em 1998, seguido por “The Salem Branch” (2006), “Wolf Moon Rising” (2013) e “Heiress of Collinwood” (2016). A volta a “Dark Shadows” Em 2012, ela voltou às telas para uma participação especial em “Sombras da Noite” (Dark Shadows), filme de Tim Burton inspirado pela novela, em que sua personagem foi vivida por Eva Green. A produção também marcou seu reencontro com Jonathan Fried e outros integrantes do elenco original. Ela seguiu atuando em filmes como “Doctor Mabuse” (2013) e sua sequência em 2014. Mais recentemente, estava ativa na continuação em áudio da franquia “Dark Shadows”, gravando podcasts como Angelique.
Xurrasco quer participações em novelas e BBB 24: “Não recuso nada”
Fenômeno no TikTok, Xurrasco pode estar prestes a expandir ainda mais sua carreira artística. Acontece que o influenciador está aberto a propostas na televisão brasileira, seja como ator de novelas ou apresentador de algum programa. O criador de conteúdo afirmou à Contigo! que não descartaria a possibilidade de aparecer nas telinhas, embora tenha recusado a oferta de participar de “A Fazenda”, reality rural da Record TV. “Se me chamarem aí, eu estou presente. Não recuso nada, não! Mas estou vindo com projetos novos no streaming, live de jogos e também a marca de roupas. Estou querendo fazer”, ele avaliou. Apesar de não demonstrar interesse em “A Fazenda”, Xurrasco deixou portas abertas para uma possível entrada no “Big Brother Brasil 24” e ainda mostrou que não seria a planta da edição. “Alô, Boninho! Chama o homem aí! É lógico que eu iria e vou te falar que eu sou um carioca maluco, mas sou muito sincero, sabe? Então não gosto de esconder nada. Vou ser muito transparente lá dentro, sincero e me entregar ao máximo”, provocou. De dançarino a cantor Xurrasco ganhou fama por suas dancinhas no TikTok, aplicativo onde ele se tornou um dos responsáveis pelo sucesso viral de “Lovezinho”, da cantora Treyce. O influenciador de Bangú, zona oeste do Rio, acumula mais de 50 milhões de curtidas na plataforma e já virou até estrela no clipe de “Tá Ok”, de Dennis DJ e Kevin O Chris. Ele se surpreende com a fama repentina que conquistou na plataforma de vídeos. “Esperar ninguém espera, [a fama] vir assim tão rápido. De uma hora para outra, a gente receber o carinho de uma criança, que é o mais importante. Isso pra mim significa pra caramba! Eu estou muito feliz com esse sucesso que estou fazendo. Graças a Deus! Deus só está me abençoando cada vez mais”, ele afirmou ao jornalista Adriel Marques. No início de julho, Xurrasco fez sua grande estreia como cantor no single “Gigantona”, uma parceria de Hitmaker e Gabily. E em breve lança novo single com os Quebradeira.
Globo perde marca e terá que mudar nome do remake de “Renascer”
A rede Globo enfrenta um contratempo legal para sua próxima novela das nove, “Renascer”. De acordo com o Notícias da TV, a emissora não conseguiu registrar a marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) a tempo e agora está impossibilitada de usar o nome. Luiz Carlos da Silva, que registrou o nome Renascer para um salão de beleza, se opôs ao uso do termo pela emissora. A Globo tentou contornar a situação registrando “Renascer Remake”, mas ainda enfrenta incertezas jurídicas. Histórico da marca “Renascer” O nome “Renascer” já havia sido utilizado pela Globo em 1993, quando foi registrado por uma fundação que não se opôs ao seu uso pela emissora. Na época, o nome não estava na classificação 41, que abrange projetos nas áreas de educação, treinamento, entretenimento e atividades culturais. Em 2004, o registro expirou e, dez anos depois, foi adquirido por Luiz Carlos da Silva, que o incluiu na classificação que interessa à Globo até 2027. Implicações e prazos legais Aproveitando-se da lentidão do INPI, a emissora registrou “Renascer Remake” e o prazo para oposição expirou sem manifestação de Luiz Carlos. No entanto, o INPI ainda pode negar o pedido, o que deixaria a emissora em uma situação delicada. Mas o processo de análise do registro geralmente leva entre um e dois anos, período em que a novela de Bruno Luperi já terá sido concluída. A Globo só enfrentará problemas se Luiz Carlos recorrer à Justiça comum.
Bella Campos vai protagonizar nova novela e estrear no cinema
A atriz Bella Campos, que recentemente passou por um término conturbado com MC Cabelinho, foi confirmada como protagonista de uma das próximas novelas da TV Globo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19/9) pelo jornal Extra. Além disso, ela começou a filmar sua estreia no cinema. Próxima novela Depois de estrear na Globo como a Muda de “Pantanal” e emendar o papel de Jenifer em “Vai na Fé”, Bella Campos retornará às telas na próxima novela das seis, que substituirá “Elas Por Elas” a partir de abril de 2024. Ainda sem título, a trama está sendo desenvolvida por Mário Teixeira, coautor de sucessos como “O Cravo e a Rosa” (2000), “Ciranda de Pedra” (2008) e “I Love Paraisópolis” (2015). A novela ganhou espaço na grade da emissora após o cancelamento de “O País de Alice”, de Lícia Manzo. A pré-produção está prevista para começar no fim deste ano, e as gravações devem iniciar em janeiro. E Bella foi a primeira intérprete escolhida para o projeto. Ascensão na carreira Nos últimos dias, Bella surpreendeu seus seguidores ao exibir uma nova tatuagem em seu ombro, substituindo o nome de MC Cabelinho por uma borboleta colorida. A mudança acompanha o término do relacionamento, que foi cercado de especulações sobre traição. Entretanto, segundo a assessoria de imprensa da atriz, a tatuagem faz parte do visual de sua nova personagem no filme “Cinco Tipos de Medo”. As gravações do longa dirigido por Bruno Bini (“Loop”) começaram oficialmente em 11 de setembro, em Cuiabá, Mato Grosso. A produção marca a estreia da atriz e do rapper Xamã no cinema – ela interpreta uma enfermeira e ele um traficante.












