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Divulgação/Warner Bros.

Filme|26 de novembro de 2021

Filmes online: “Duna” e as estreias de streaming

“Duna” é a grande estreia de streaming da semana. Mas com um detalhe: quem não for assinante da HBO Max também poderá vê-lo, pagando mais caro que a assinatura mensal, numa das muitas plataformas de VOD que passam a oferecer sua locação digital simultaneamente nesta sexta (26/11).

Entre os demais dicas, há dois filmes de Natal e muitos lançamentos premiados no circuito dos festivais, com destaque para “Annette”, musical que conquistou dois troféus do Festival de Cannes deste ano e que é inédito no circuito oficial dos cinemas brasileiros.

Veja abaixo 10 sugestões para aproveitar o melhor do streaming no fim de semana.

 

 
Duna | HBO Max

 

Maior sucesso cinematográfico da Warner durante a pandemia, “Duna” chega “de graça” ao streaming – incluído no preço da assinatura normal da HBO Max – para ser conferido de preferência numa Smart TV de tela gigante, que valorize seu visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco, babilônico.

Escrita originalmente por Frank Herbert em 1965 e levada pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”), a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria.

Se em primeiro plano há uma grande aventura, em segundo subsiste uma crítica ao colonialismo e à cobiça, com paralelos nos dias de hoje à crise energética e às disputas viscerais pelo mercado entre as grandes corporações.

O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”).

Mas atenção: “Duna” também é uma história sem fim. O diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e vai concluir a história em mais um filme – ou dois, pois planeja fazer a adaptação do livro seguinte, “O Messias de Duna”.

 

 
Annette | MUBI

 

Primeiro filme falado em inglês de Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”), que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes neste ano, é um musical que destaca o estilo surreal do cineasta francês em cenas de visual impactante e muita música.

Originalmente concebida como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original, também premiada no festival francês, a trama acompanha Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como um arista de “stand up” e Marion Cotillard (“Aliados”) como uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua filha Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional”, altera o rumo de suas vidas.

 

 
The Trouble with Being Born | MUBI

 

Uma das tramas de ficção científica mais provocadoras dos últimos tempos, “The Trouble with Being Born”, premiado no Festival de Berlim do ano passado, acompanha Elli, um robô androide com forma de criança, programada com memórias que significam tudo para seus donos, mas nada para ela.

A trama traz o ponto de vista da máquina e choca a princípio com imagens de sexualização infantil, que sugerem abuso da relação entre dono e “filha” – e as insinuações de incesto foram suficientes para o Festival de Melbourne desistir de exibir o filme da cineasta austríaca Sandra Wollner (“The Impossible Picture”) em sua programação.

Mas este é só o começo da história. Num impulso de fuga, Elli vai parar nas mãos de outra proprietária, assumindo outro visual e relacionamento tóxico. Trata-se, ao final, de uma parábola moral, que vai além de um óbvio comentário sobre os efeitos desumanizadores da tecnologia.

 

 
Ferida | Netflix

 

A estreia da atriz Halle Berry na direção é um mergulho no mundo das lutas profissionais femininas. Além de estar atrás das câmeras, ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Sua vida tem uma reviravolta quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida e ela se vê precisando sustentar a criança. Com seu currículo sem brilho, a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e o prestígio em lutas contra estrelas jovens do esporte.

Para as filmagens, a atriz de 55 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram.

 

 
Reação em Cadeia | Amazon Prime Video

 

Márcio Garcia se arrisca como diretor de thriller de ação em seu primeiro “filme brasileiro” – após rodar dois longas nos EUA – e o resultado surpreende. Mesmo sem orçamento hollywoodiano, “Reação em Cadeia” tem sequências decentes de perseguição de carros sem efeitos especiais exorbitantes. Mas seu grande trunfo é o roteiro escrito em parceria entre o diretor, Thiago Dottori (dos dois filmes da “Turma da Mônica”) e Bráulio Mantovani (dos dois “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”). Com uma trama que aborda crime e corrupção, entrega um retrato autêntico da podridão política no Brasil.

O protagonista (Bruno Gissoni) é o auditor fiscal de uma empresa que, sem querer, depara-se com um grande esquema de corrupção que abastece o sistema político brasileiro. A situação envolve o crime organizado e coloca sua família em risco. Mas, ao contrário dos filmes de ação de Hollywood, o herói não resolve a parada armando-se até os dentes. Sua principal arma é a inteligência com que enfrenta as ameaças e reviravoltas do enredo, traçando um plano para retomar sua vida normal. Chega no sábado (27/11) na Amazon.

 

 
O Fim do Mundo | Filmicca

 

Espécie de “Cidade de Deus” português, filmado com atores não profissionais, “O Fim do Mundo” acompanha um jovem de 18 anos que passou os últimos 8 em uma unidade de internação de menores e tenta retomar sua vida na Reboleira, uma favela de Lisboa. Seus amigos de infância continuam lá, assim como os cariocas e as festas. Mas também o tráfico e inimigos jurados. Buscar o equilíbrio é ainda mais difícil conforme as escavadeiras começam a demolir o bairro e todos tentam se agarrar a sonhos, sejam românticos ou violentos.

Melhor Filme Português do IndieLisboa do ano passado, o segundo longa de Basil da Cunha fez bastante sucesso no circuito dos festivais internacionais, revelando um universo pouco visto no cinema europeu, e que já tinha aparecido no primeiro filme do diretor luso-suíço, “Até Ver a Luz”, no já distante ano de 2013.

 

 
Tirem o Sorriso do Rosto | Filmicca

 

Aclamado pela crítica ao passar nos festivais de Berlim e Tribeca, a estreia do diretor americano Daniel Patrick Carbone acompanham dois irmãos enquanto amadurecem abruptamente pelo choque da morte de um amigo. Perturbados de uma forma que não conseguem entender, eles buscam refúgio longe da cidade, enquanto ponderam os mistérios da natureza e a própria mortalidade. Ao filmar esta jornada, Carbone entrega um retrato belamente fotografado do interior rural americano sob a ótica distorcida da juventude.

 

 
Natal em 8 Bits | HBO Max

 

Um dos mais divertidos filmes de temática natalina deste ano, “Natal em 8 Bits” gira em torno das desventuras de um adolescente do final dos anos 1980 para conseguir o presente de seus sonhos: a última palavra em consoles de videogame, o Nintendo Entertainment System. Mesmo tendo o pedido de Natal recusado pela família, ele não desiste e entra num concurso repleto de desafios para ganhar o grande prêmio.

A história lembra a conhecida epopeia do menino de “Uma História de Natal” (1983), mas também compartilha do humor doce e irônico de “A Princesa Prometida” (1987), na forma como Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) conta a história para sua filha, jurando que tudo é verdade e aconteceu em sua infância. Sem falar que é repleto de referências da década mais pop de todas.

 

 
Um Menino Chamado Natal | Netflix

 

A qualidade dos efeitos e o bom elenco diferenciam esta fantasia dos muitos títulos natalinos lançados pela Netflix neste final do ano. A história se revela conforme Maggie Smith (“Downton Abbey”) conta para um grupo de crianças como o Natal realmente começou, quando um menino chamado Nicholas e seu rato falante embarcaram numa jornada impossível em busca de um pouco de mágica.

Com roteiro e direção de Gil Kenan (“Poltergeist – O Fenômeno”), o elenco também inclui Kristen Wiig (“Mulher-Maravilha 1984”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Jim Broadbent (“Harry Potter”) e o menino estreante Henry Lawfull.

 

 
Becoming Cousteau | Disney+

 

Premiado no Festival de Londres, este documentário celebra a carreira e realizações, mas também lembra as tragédias que marcaram a vida do famoso explorador e ambientalista Jacques Cousteau (1910–1997). Ele próprio foi um documentarista premiado – vencedor de três Oscars – , que por muitos anos teve seu nome associado às maiores aventuras submarinas da vida real, além de ter sido responsável por invenções importantes e despertado a paixão oceanográfica em várias gerações que cresceram assistindo a seus programas televisivos, como “O Mundo Submarino de Jacques Custeau”, “A Odisséia de Custeau” e tantos outros – fez até uma série dedicada à exploração dos rios da Amazônia nos anos 1980.

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