Saída de atores de Hawaii Five-0 abre polêmica sobre desigualdade racial em Hollywood
Não são só as mulheres que recebem menos que seus colegas masculinos em Hollywood. A saída dos atores asiáticos de “Hawaii Five-0”, após a rede CBS não aceitar lhes pagar o mesmo que seus colegas brancos, virou um escândalo de razoáveis proporções. Após a Variety denunciar, várias publicações americanas especializadas na indústria de entretenimento obtiveram a confirmação de que Grace Park e Daniel Dae Kim saíram da série após exigir paridade salarial com Alex O’Loughlin e Scott Caan. Num longo post em seu Facebook, Kim ecoou a situação ao escrever que “o caminho para a igualdade raramente é fácil”. A situação causou revolta entre integrantes da comunidade asiática dos Estados Unidos. “O estúdio, aparentemente, não acha que seus protagonistas asiáticos valem o mesmo que os dois caras brancos”, escreveu Phil Yu, do influente blog Angry Asian Man. “Este drama de bastidores sobre a igualdade salarial demonstra que o estúdio valoriza mais, literalmente, os atores brancos do programa sobre os asiáticos. Eles nem tentam mais esconder, da maneira mais básica, que essa série dá mais destaque a suas estrelas brancas”. Em janeiro, “Hawaii Five-0” já tinha perdido Masi Oka, que também estava na atração desde a 1ª temporada. Desde modo, o drama passado no Havaí não terá estrelas asiáticas em sua 8ª temporada. “Não é suspeito que todos os protagonistas asiáticos de ‘Hawaii Five-0’ tenham deixado a série neste ano? E o que isso diz sobre o viés racial e de gênero sobre os salários dos atores?”, escreveu Anderson Le do site You Offend Me You Offend My Family, que ele fundou com o cineasta Justin Lin (“Star Trek: Sem Fronteiras”). “É um grande equívoco nesses dias que correm. A CBS não percebe o que isso parece?”, comentou para o site The Hollywood Reporter o ator e diretor Chris Tashima, que ganhou um Oscar de Melhor Curta em 1998 e conhece Kim há anos. “Estas são questões que sempre estamos lutando. Estou aguardando o processo de ação coletiva sobre discriminação racial porque isso é muito flagrante”.
Daniel Dae Kim despede-se dos fãs de Hawaii Five-0 em longo post no Facebook
O ator Daniel Dae Kim publicou um longo post no Facebook para se despedir dos fãs de “Hawaii Five-0”, dizendo que ter interpretado Chin Ho Kelly por sete temporadas foi “nada menos que uma honra”. Ele e sua prima televisiva, Grace Park, não participarão mais da série, após, segundo fontes do site Variety, terem pedido paridade de salário com os outros dois integrantes originais da produção, Alex O’Loughlin e Scott Caan. A rede CBS, que além de exibir “Hawaii Five-0” também produz a série, não quis ceder e preferiu encerrar as participações da dupla na trama. “Estou triste em dizer que é verdade. Não voltarei ao Hawaii Five-0 quando a produção começar na próxima semana”, o ator disse para seus seguidores na rede social. “Embora eu me disponibilizasse a voltar, a CBS e eu não conseguimos concordar com os termos de um novo contrato, então fiz a difícil escolha de não continuar”. Kim agradeceu toda a equipe pelo trabalho feito até então: “O que eu sinto mais é gratidão pela nossa equipe, escritores e todos os associados com o programa – e especialmente o elenco, que nos apoiou durante todo esse processo. Eles e a equipe foram minha segunda família por sete anos e eu não desejo nada além de sucesso para a 8ª temporada – e além”. O ator estendeu o agradecimento aos produtores executivos Peter M. Lenkov, Alex Kurtzman e Roberto Orci, “e todos na CBS por sua fé na minha capacidade de trazer Chin Ho Kelly à vida. Como ator asiático-americano, sei de o quanto é difícil encontrar oportunidades, e mais ainda interpretar um personagem bem desenvolvido e tridimensional como Chin Ho. Vou sentir falta dele, com sinceridade”. “O que o tornou ainda mais especial é que ele era um representante de um lugar que minha família e eu adoramos muito”, acrescentou Kim, que trabalha no Havaí desde seus dias na série “Lost”. “Não foi nada menos que uma honra poder mostrar a beleza e as pessoas do Havaí todas as semanas, e não poderia estar mais orgulhoso de chamar essas ilhas de casa. Para minha comunidade local, mahalo nui loa.” Kim ainda mencionou os fãs, dizendo que leu todas as mensagens, e completou se referindo às negociações de seu contrato. “Eu encorajo todos a olhar além da decepção desse momento para a imagem maior. O caminho para a igualdade raramente é fácil.” O próximo trabalho do ator será atrás das câmeras, como produtor executivo da nova série da rede ABC “The Good Doctor”, adaptação de uma série sul-coreana que ele desenvolveu com David Shore (da série “House”). A MESSAGE TO MY FANS ABOUT HAWAII 5-0 Sorry for the delay in hearing from me, but like you I’m sure, my July 4th… Publicado por Daniel Dae Kim em Quarta, 5 de julho de 2017
Meu Malvado Favorito 3 tira Mulher-Maravilha do topo das bilheterias no Brasil
Após quatro semanas de liderança, “Mulher-Maravilha” finalmente perdeu a liderança das bilheterias brasileiras, e para um supervilão. Assim como na América do Norte, “Meu Malvado Favorito 3” foi o filme mais visto do último fim de semana no Brasil. Segundo dados da ComScore, a animação arrecadou R$ 25 milhões em seus primeiros dias de exibição, entre quinta-feira e domingo (2/7), com a venda de 1,4 milhão de ingressos. Um fenômeno relacionado a “Meu Malvado Favorito 3”, que gerou atenção no mercado norte-americano, também se repetiu no país. Apesar do sucesso, a estreia do terceiro filme da franquia teve cerca de 50% do público de “Meu Malvado Favorito 2”, em 2013, refletindo um saturamento do público. Apesar de deixar o topo, “Mulher-Maravilha” não despencou. Segundo filme mais visto do fim de semana, a produção manteve o bom desempenho e vendeu, entre quinta-feira e domingo, 307 mil ingressos para uma arrecadação de R$ 5,3 milhões. O Top 3 se completa com “A Múmia”, que vendeu 170 mil ingressos e arrecadou R$ 2,8 milhões.
Hawaii Five-0 vai perder metade do elenco original
A série “Hawaii Five-0” vai passar por uma grande reformulação. Dois integrantes do quarteto original de protagonistas não voltarão na 8ª temporada. Os atores Grace Park e Daniel Dae Kim vão se despedir da atração. A Variety apurou que a saída dos dois atores não se deu por iniciativa da equipe criativa. Teria sido uma decisão puramente financeira. Segundo as fontes do site, Park e Kim estavam reivindicando receber o mesmo que seus dois colegas de elenco, Alex O’Loughlin e Scott Caan, criando um impasse para suas permanências. A rede CBS, que além de exibir “Hawaii Five-0” também produz a série, não quis ceder e preferiu encerrar as participações da dupla na trama. O destino de seus personagens será revelado no primeiro episódio da próxima temporada, que mostrará o que aconteceu com Kono Kalakaua (Park), após decidir perseguir traficantes sexuais por conta própria, e Chin Ho Kelly (Kim), que foi convidado a chefiar uma unidade policial de San Francisco. Grace Park e Daniel Dae Kim já eram atores queridos dos fãs de séries por seus desempenhos anteriores, respectivamente em “Battlestar Galactica” e “Lost”. O produtor Peter M. Lenkov emitiu um comunicado em que reconheceu a importância da dupla para o sucesso de “Hawaii Five-0”. “Eu nunca esquecerei de ter conhecido Daniel enquanto ainda escrevia o piloto e perceber que não havia outro ator que eu desejaria ver como Chin Ho Kelly. É desnecessário dizer que Daniel tem sido uma parte fundamental do sucesso do ‘Hawaii Five-0’ nas últimas sete temporadas e foi um privilégio tê-lo conhecido. E a presença de Grace deu a ‘Hawaii Five-0’ uma beleza e serenidade em cada episódio. Ela foi uma colaboradora consumada, ajudando a construir seu personagem a partir do primeiro dia. Eles sempre serão ohana para nós, vamos sentir falta deles e nós queremos o melhor para ambos”. Mas as mudanças não devem ficar só nisso. As saídas de Park e Kim acontecem na véspera do final de contrato do ator Alex O’Loughlin. O intérprete de Steve McGarrett já sugeriu que não pretende continuar na série após o final da 8ª temporada. Como “Hawaii Five-0” ainda rende grande audiência – a média de telespectadores da 7ª temporada foi de 9,2 milhões ao vivo – , os produtores pretendem introduzir novos personagens para renovar a atração, visando mantê-la no ar mesmo com o afastamento de seus principais intérpretes. Atualmente, a produção realiza testes para escalar Tani, uma salva-vidas que se candidatou à academia de polícia, mas foi expulsa. Mesmo assim, ela encontrará um meio de integrar o time de McGarrett. A 8ª temporada de “Hawaii Five-0” tem estreia marcada para 29 de setembro nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago AXN no Brasil.
Hollywood vai auditar bilheterias da China atrás de fraudes nas arrecadações de cinema
Com a indústria cinematográfica americana cada vez mais dependente do mercado internacional, a Motion Picture Association of America (MPA), que representa os seis principais estúdios de Hollywood, decidiu auditar pela primeira vez as bilheterias de cinema da China. A informação foi repassada por uma fonte anônima ao serviço de notícias da Bloomberg e confirmada por revistas especializadas. A MPA contratou uma empresa de contabilidade para verificar se a venda de ingressos tem sido registrada de forma correta, após centenas de casos de erros na contabilização das receitas terem sido detectados na China. Nos acordos internacionais de distribuição, os estúdios recebem 25% das vendas de bilheteria, portanto, obter números precisos é uma forma de evitar fraudes. No ano passado, a China aprovou legislação com multas elevadas para combater a falsificação dos dados de bilheteria. Mesmo assim, a Administração Estatal de Imprensa, Publicações, Rádio, Filmes e Televisão da China puniu mais de 300 cinemas por informar números inferiores aos reais da venda de ingressos, em março. A auditoria de Hollywood faz parte de um acordo de mercado entre o MPA e as autoridades chinesas, cujos detalhes não foram divulgados publicamente. Os maiores estúdios de Hollywood têm contado com as bilheterias da China para equilibrar suas receitas. Vários blockbusters recentes fizeram mais sucesso no mercado chinês que nos próprios Estados Unidos. Entretanto, a fatia dos estúdios no mercado doméstico é bem maior, em torno de 50% da comercialização das bilheterias, o que faz com que o sucesso na América do Norte tenha mais peso no desenvolvimento de franquias.
Blitz midiática tenta convencer que Gal Gadot, a Mulher-Maravilha, recebeu igual a Henry Cavill, o Superman
A denúncia de que Gal Gadot recebeu muito menos que seus colegas da Liga da Justiça para viver Mulher-Maravilha pode ter sido exagerada, segundo uma blitz midiática, que precipitou matérias de retratação em série, após a comparação da diferença salarial ter se tornado viral. A diferença foi apontada por uma reportagem da revista Elle, que comparou os US$ 900 mil que atriz ganhou para viver a heroína em “Batman vs Superman” (2016), “Mulher-Maravilha” e “Liga da Justiça” (US$ 300 mil por filme) com os US$ 14 milhões (segundo a revista Forbes) que o também novato Henry Cavill recebeu para estrelar “O Homem de Aço” (2013) e os US$ 26,3 milhões que Ben Affleck ganhará com o filme solo de Batman. E isso teve uma péssima repercussão nas redes sociais. A Warner não se manifestou, mas fontes anônimas prestimosas disseram aos veículos da imprensa, em off, que os números são outros. Aparentemente, as fontes conhecem bem os números do estúdio para taxar a reportagem da Elle de “ridícula”. Segundo as fontes bem conectadas, o valor recebido pelo intérprete do Superman corresponde a todos os filmes em que ele vestiu o uniforme, e não apenas a sua estreia. “Certamente, não foi apenas em um filme. Isso é insano. Atores estreantes em franquias são pagos com valores iniciais. Depois que a saga decola, eles ganham mais dinheiro. Se você comparar, ela ganhou tanto quanto ele”, disse um dessas fontes com experiência em contratos da indústria cinematográfica para a revista Vanity Fair. A mesma fonte, ou outra sentada na mesa ao lado, contou ladainha similar para a revista The Hollywood Reporter, que comprou a ideia ao afirmar, em título, que os salários de Henry Cavill e Gal Gadot foram, no final das contas, iguais. Os sites brasileiros correram para copiar. E ficou tudo por isso mesmo. Só faltou combinar que US$ 900 mil é igual a US$ 14 milhões. Afinal, nenhuma fonte anônima ousou questionar o que foi pago a Cavill, afirmando apenas que tanto a atriz quanto o ator receberam por três filmes. US$ 900 mil e US$ 14 milhões, respectivamente. O que, ao que parece, é igual para a imprensa. Já a fonte do site Deadline se esforçou mais e até chegou a dobrar o salário de Gadot por filme, num suposto ato de boa vontade da Warner, fazendo, então, que US$ 1,8 milhões… continuasse “igual” a US$ 14 milhões. As matérias de retratação acrescentaram cortinas de fumaça na questão ao incluir informações de que o valor recebido por uma estrela de Hollywood pode depender de inúmeros fatores, como arrecadação nas bilheterias, sequências futuras e até bônus. Essa estrutura é a praxe nos longas de super-heróis, que costumam render milhões e até bilhões às produtoras. Este argumento dá a entender que os US$ 14 milhões de Henry Cavill foram obtidos com lucros da estreia de “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman”. Entretanto, o valor estampou inúmeras reportagens (disponíveis na internet) em julho de 2013, durante o mês de estreia de “O Homem de Aço”. Quando The Hollywood Reporter e outras publicações dizem que 0,9 é igual a 14, é necessário parabenizar aos relações públicas invisíveis, não citados pelas matérias de retratação, e aos spin doctors que os orientaram, por sua incrível eficiência.
A Múmia pode dar prejuízo de US$ 95 milhões à Universal
Concebido como primeiro filme de um universo compartilhado na Universal Pictures, “A Múmia” pode acabar dando um prejuízo de US$ 95 milhões, segundo estimativas do site Deadline. A produção estrelada por Tom Cruise custou US$ 125 milhões apenas para ser produzida, mais um montante de despesas de marketing que elevam seu orçamento total para mais de US$ 200 milhões. Entretanto, rendeu apenas US$ 57 milhões em duas semanas em cartaz na América do Norte. Em todo o mundo, o filme soma, até agora, US$ 293 milhões. “A Múmia” não conseguiu atingir o 1º lugar nos Estados Unidos, abrindo em 2º e descendo para 4º no fim de semana passado. Com o lançamento de “Transformers: O Último Cavaleiro” no próximo fim de semana, deve cair ainda mais. No Brasil, o filme também abriu em 2º lugar, sem conseguir superar “Mulher-Maravilha”. Desde que a tendência de fracasso foi consolidada, a Universal não mencionou mais seus planos para o Dark Universe. Por enquanto, a produção de “A Noiva de Frankenstein”, dirigida por Bill Condon (“A Bela e a Fera”), segue confirmada.
Revista diz que, para viver Mulher-Maravilha, Gal Gadot ganhou um 1% do salário de Ben Affleck como Batman
O filme da “Mulher-Maravilha” vinha sendo saudado como marco do empoderamento feminino. Maior bilheteria de filme dirigido por cineasta feminina, super-heroína com mensagem feminista, única produção de super-heróis com uma protagonista mulher neste século, etc. Mas a revelação do quanto a atriz Gal Gadot recebeu para estrelar o longa acabou jogando outra luz sobre o tema, ao mostrar como o empoderamento é considerado bom apenas para a ficção em Hollywood. A revista Elle revelou que a atriz israelense assinou um contrato para três filmes — “Batman vs Superman” (2016), “Mulher-Maravilha” e “Liga da Justiça”, que estreia em novembro – para receber US$ 300 mil por cada um. E daí fez as contas. O cachê equivale a apenas 1,14% do que o colega Ben Affeck vai receber por interpretar Batman. O ator teria fechado um acordo de US$ 26,3 milhões para estrelar o filme solo do herói. E se o argumento para a diferença for que Gadot era pouco conhecida antes de “Mulher-Maravilha”, vale lembrar que ela tinha estrelado uma das franquias mais bem-sucedidas de Hollywood, “Velozes e Furiosos”, antes de ganhar o papel da maior heroína da DC Comics. E isso era mais que Henry Cavill tinha no currículo quando foi contratado por US$ 14 milhões (segundo a revista Forbes) para estrelar “O Homem de Aço” (2013). A atriz terá a chance de negociar um salário melhor se houver “Mulher-Maravilha 2” – o que deve haver. Mas a revelação da diferença salarial entre ela e seus colegas masculinos já está repercutindo – e muito mal – para a DC Entertainment e a Warner.
Apple contrata responsáveis pela produção de Breaking Bad e The Blacklist para desenvolver séries
A Apple anunciou na sexta-feira (16/6) a contratação dos copresidentes da Sony Pictures Television Jamie Erlicht e Zack Van Amburg para assumir o comando do projeto de desenvolvimento de séries da empresa. A dupla é responsável pelo lançamento de diversos sucessos desde 2005, quando assumiram como copresidentes da divisão de produção televisiva da Sony. Entre as atrações que eles produziram estão “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “The Blacklist”, “Community”, “Hannibal”, “The Goldbergs” e as recentes “Bloodline” e “The Crown”. “Jamie e Zack são dois dos mais talentosos executivos de televisão do mundo e foram fundamentais em fazer desta a era dourada da televisão”, disse Eddy Cue, vice-presidente sênior de Software e Serviços de Internet da Apple. A Apple fez estreia no ramo da produção de séries originais na última semana, com o reality show “Planet of the Apps”, sobre desenvolvedores que tentam chamar a atenção de mentores famosos em uma apresentação de 60 segundos em uma escada rolante. Os planos futuros da companhia incluem uma adaptação do quadro “Carpool Karaoke”, do comediante James Corden, que vai ao ar em agosto, assim como séries documentais sobre produtores musicais, como Dr. Dre, Puffy Daddy e Clive Davis. A chegada de Erlicht e Van Amburg assinala que também pretende desenvolver séries de ficção para fazer frente com outros serviços de streaming, como Netflix, Amazon e Hulu.
Netflix já tem mais assinantes nos Estados Unidos que todas as empresas de TV paga
A Netflix já tem mais assinantes do que os serviços de TV paga nos Estados Unidos. Uma pesquisa realizada pelo Leichtman Research Group, especializado nesse tipo de pesquisa de mercado, apurou que a plataforma de streaming possui 50,85 milhões de usuários ativos, enquanto a soma dos assinantes de todas as empresa de TV paga não ultrapassa os 48,61 milhões no país. A pesquisa também apurou que as assinaturas de pacotes de TV vem diminuindo. As empresas perderam nada menos do que 100 mil assinantes somente no último trimestre. Em compensação, a Netflix disse ter adquirido mais de 1,4 milhões de novos assinantes no mesmo período. Trata-se de uma virada significativa no mercado, que mostra claramente o caminho para onde o público está rumando. Outro relatório sobre o mercado de streaming, desenvolvido pela empresa de consultoria PwC, ainda afirma que serviços como o da Netflix, Hulu e Amazon terão um crescimento em torno de 30% em seu faturamento nos próximos três anos, alcançando a marca de US$ 1,81 bilhões até 2020. Não é por acaso que a HBO está se desvinculando de sua exclusividade televisiva, para oferecer sua assinatura por streaming.
HBO começa a expandir oferta de assinatura fora da TV paga
A HBO anunciou a expansão do acesso à HBO GO, disponibilizando pela primeira vez a assinatura online de seu serviço por meio de lojas de aplicativos, como Apple AppStore e Google Play Store. Assim, o público não precisará mais assinar um serviço de TV paga para ter acesso às programação do canal, podendo se inscrever de forma independente na HBO GO a partir de qualquer dispositivo móvel com iOS e Android. Por enquanto, a novidade ainda não chegou ao Brasil. A liberação do acesso por aplicativo acontecerá por etapas na América Latina, começando nesta segunda (12/6) pelo Caribe. O serviço de assinatura online da HBO GO é parte da estratégia de tornar o conteúdo do canal cada vez mais acessível em várias plataformas. “O público consome cada dia mais conteúdo por meio da internet. A assinatura online da HBO GO permite aos fãs terem acesso fácil e imediato ao conteúdo do catálogo da HBO”, comentou Francisco Smith, Vice-Presidente Executivo de Distribuição e Desenvolvimento de Mídia da HBO Latin America, em comunicado. “Basta ter um dispositivo móvel e uma conexão de banda larga”, complementa Smith. O detalhe é que, para quem já possui uma assinatura de pacote básico de TV paga, a HBO Go não oferece, realmente, muita vantagem, uma vez que, segundo o comunicado, o serviço estará disponível por um custo equivalente ao valor de aquisição de um pacote dos canais HBO/MAX em um serviço de assinatura de TV.
A Múmia quebra recorde de bilheteria em estreia na Coreia do Sul
A superprodução da Universal “A Múmia” estreou na terça-feira (6/6) em seu primeiro mercado internacional. E bateu seu primeiro recorde de arrecadação. O filme faturou US$ 6,6 milhões em apenas um dia na Coreia do Sul. Trata-se da maior abertura de todos os tempos no país, superando o recorde que pertencia a “Invasão Zumbi” (2016). Um dos fatores que ajudaram a impulsionar a arrecadação é que a data coincide com um feriado no país, o que inclusive justificou o lançamento antecipado. Mas, segundo o site The Hollywood Reporter, o sucesso está sendo creditado à presença de Tom Cruise no elenco. O astro seria atualmente mais popular na Ásia que nos próprios Estados Unidos. E a Universal apostou alto no ator para impedir que seu universo expandido de monstros implodisse já na estreia. Afinal, “A Múmia” chegará aos cinemas uma semana após o fenômeno “Mulher-Maravilha” e as projeções indicam uma bilheteria modesta na América do Norte, entre US$ 35 e 40 milhões, abaixo do faturamento previsto para a segunda semana do filme da super-heroína (US$ 50 milhões). A Universal conta com o mercado internacional para alavancar as bilheterias. Por isso, “A Múmia” será lançada em quase todo o mundo simultaneamente neste fim de semana. Um detalhe que chama atenção nesta estratégia é o forte embargo estabelecido sobre a publicação de críticas. Nenhuma linha foi escrita até agora sobre o filme, que estreia já nesta quinta (8/6) no Brasil. O estabelecimento de uma data tardia para o fim do embargo sugere uma reação de Hollywood ao Rotten Tomatoes, cujas avaliações negativas estariam sendo responsabilizadas pela baixa venda de ingressos de “Piratas do Caribe: A Maldição de Salazar” e “Baywatch” na América do Norte.
Estúdios culpam Rotten Tomatoes pelas baixas bilheterias de Piratas do Caribe e Baywatch
Os estúdios de Hollywood descobriram a quem culpar pelas baixas bilheterias de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” e “Baywatch” durante o recente feriado americano do Memorial Day, o fim de semana estendido que tradicionalmente rende recordes de arrecadação. A falta de público seria culpa do site Rotten Tomatoes, que deu notas negativas aos dois lançamentos. O Rotten Tomatoes compila avaliações de críticos de diversas publicações norte-americanas para medir a aprovação de um filme. Nele, o quinto título franquia “Piratas do Caribe” teve 30% de aprovação, enquanto a versão comédia da série “SOS Malibu” ficou com 21%. Mesmo com esta nota baixa, “Piratas do Caribe” liderou as bilheterias americanas, somando US$ 78,4 milhões no fim de semana estendido, entre sexta e segunda (29/5). Mas esta foi a menor abertura que a franquia teve desde seu primeiro filme em 2003. Já “Baywatch” abriu apenas em 3º lugar, atrás de “Guardiões da Galáxia, Vol. 2”. O filme ficou muito abaixo das expectativas da Paramount, com US$ 23 milhões nos quatro dias. Segundo fontes ouvidas pelo site Deadline, os estúdios chegaram a conclusão de que precisam reagir. O maior problema é que as pontuações do Rotten Tomatoes se tornaram tão populares que aparecem até em sites de compra de ingressos, como o Fandango, o que gera um impacto na decisão dos consumidores. Uma das iniciativas seria tentar desacreditar o site, questionando como ele calcula suas classificações. Outra é dizer que blockbusters não são para a crítica e sim para o público. Entretanto, as conclusões e possíveis ações dos estúdios esbarram num “pequeno” detalhe. Se o Rotten Tomatoes for considerado “culpado” pelas baixas bilheterias dos filmes mal-avaliados, também seria responsável pelo sucesso de blockbusters que, ao contrário do que acham os estúdios, são bem-avaliados. Basta ver que as cinco maiores bilheterias do ano na América do Norte tiveram boas avaliações: “A Bela e a Fera” (71%), “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (81%), “Logan” (93%), “Velozes e Furiosos 8” (66%) e “Lego Batman – O Filme” (90%), respectivamente. Hollywood gostaria que a crítica parasse de avisar ao público que filmes ruins são ruins. Mas vai que o segredo do sucesso seja, quem sabe, fazer bons filmes? Fica a dica.












