Netflix perde US$ 17 bilhões em um dia e é processada por acionistas
A Netflix tomou um tombo financeiro na sexta-feira e ele pode ficar ainda maior, após um de seus acionistas se manifestar nesta segunda (22/7) por meio de um processo coletivo (class action) contra a empresa. O problema foi precipitado pelo relatório financeiro do desempenho da companhia no segundo trimestre de 2019, que registrou dados bem abaixo do esperado. Ao todo, 2,7 milhões de pessoas se juntaram à base de usuários norte-americanos do serviço de streaming no trimestre. Mas, em vez de aumento, esse número na verdade reflete queda em relação ao período passado e é praticamente metade do total previsto pela própria plataforma – 5 milhões de novas assinaturas no período. Foi a primeira vez em oito anos que a Netflix registrou uma queda significativa de assinantes nos Estados Unidos, com cerca de 130 mil pessoas abandonando o serviço nos últimos três meses. Esse resultado fez as ações da empresa caírem até 13%, número registrado horas depois do anúncio do relatório, levando a uma desvalorização de nada menos que US$ 17 bilhões em um único dia. Um dos investidores da Netflix, Johan Wallerstein, decidiu processar a empresa, o CEO Reed Hastings e o CFO Spencer Neumann em nome de todos os acionistas que tomaram prejuízo com a queda das ações. Em seu processo, ele cita uma carta de 16 de abril que projetava o citado aumento de 5 milhões de novos membros no trimestre, apesar do aumento no preço da assinatura, e a garantia de crescimento e valorização da plataforma. Declarações que o advogado do acionista chama de “materialmente falsas e/ou enganosas” por esconder que a Netflix não seria capaz de obter o número prometido e até perderia assinantes americanos, mesmo tendo informações suficientes de que isso aconteceria. O aumento no preço das assinaturas não foi o único fator que afastou os usuários. A Netflix também vem perdendo grande parte de sua biblioteca, com a decisão dos estúdios de não renovar seus acordos de exibição. Antigos provedores de conteúdo, Disney/Fox, Universal e Warner vão lançar suas próprias plataformas para concorrer com a Netflix e estão retirando seus filmes e séries do catálogo do serviço, além de deixar de negociar novos projetos. Com isso, a Netflix ficou com poucos produtos de marcas estabelecidas, que facilitam a identificação e interesse do público – algo que a Disney+ (Disney Plus) terá de sobra em seu lançamento. Mesmo produzindo mais de 100 séries e filmes novos por ano, a empresa tem dificuldades de tornar seus produtos conhecidos. As exceções são poucas, como “Stranger Things” e “Bird Box”. O que demonstra a insensatez de sua decisão de cancelar as séries da Marvel que ainda poderia fazer, apenas para retalhar a Disney. A própria empresa considera que seu cronograma de lançamentos do trimestre não foi tão bombástico quanto muitos fãs poderiam esperar. É por isso que está abrindo os cofres para fechar acordos por direitos de franquias, como “As Crônicas de Nárnia” e “The Witcher”. Mas o endividamento cada vez maior também se torna preocupante com a desvalorização de seu negócio e a chegada de uma concorrência muito forte em 2020.
Provedora NET passa a fazer parte da Claro
A operadora de TV paga e banda larga NET passou a ser oficialmente parte da Claro. Os serviços residenciais de TV por assinatura, telefonia e banda larga da operadora de TV foram incorporados ao portfólio da Claro, consolidando a oferta multisserviço da marca. Um vídeo foi disponibilizado para divulgar a novidade. Veja abaixo. “A Claro, que é líder em telecomunicações na América Latina e a operadora que mais cresce no mercado móvel brasileiro, passa agora a deter também a liderança em TV por assinatura e banda larga no país. Ao concentrar os investimentos e atuação mercadológica, fica ainda maior e mais forte, com presença global e portfólio completo de serviços”, disse o presidente da Claro, José Antônio Félix, em comunicado. Isto significa que agora a NET virou uma marca do portfólio da Claro, dando nome aos serviços voltados ao segmento residencial. Os planos e canais de atendimento da NET permanecerão os mesmos, e as lojas, sites e aplicativos serão atualizados para facilitar a interação do assinante. A mudança acontece quatro anos após a fusão iniciada em 2015 entre as duas empresas. Mas antes disso, desde 2011, Claro e Net já eram parceiras e ofereciam a oferta Combo Multi. A incorporação da Net faz parte da estratégia da Claro para a chegada iminente da telefonia 5G, a nova tecnologia de conectividade móvel que permitirá velocidades muito maiores, com tempo de resposta muito menor. “Estamos juntando conteúdo, tecnologia de ponta, fibra óptica e mobilidade, um passo fundamental e definitivo para preparar a Claro para continuar levando o novo para os nossos clientes. O mundo continuará evoluindo numa velocidade sem precedentes, assim como nossas soluções”, afirma Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro.
Spielberg, Guillermo Del Toro e Sam Raimi vão produzir séries para nova plataforma
Criada especificamente para celulares, a plataforma de streaming Quibi está desenvolvendo um portfólio impressionante de séries. O nome do aplicativo vem da junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites”. Jeffrey Katzenberg, o fundador da DreamWorks Animation, é o responsável pela iniciativa, que tem como diferencial produzir episódios de menor duração. Seus capítulos terão de 7 a 10 minutos. O que vai na contra-mão dos novos hábitos de consumo do público, que tem se atirado em longas maratonas de séries. A aposta é em outra característica atual: o baixo nível de atenção e foco de quem navega por celular. Por isso, pretende oferecer conteúdo fast, que pode ser devorado em qualquer local. O detalhe é que o recheio deste Quibi contém muitas calorias. Em outras palavras, as séries encomendadas são superproduções. Por exemplo: Steven Spielberg vai produzir uma série de terror que só poderá ser vista à noite pelo aplicativo. Outras séries em desenvolvimento são terrores de Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) e Sam Raimi (“Evil Dead”), um drama sobre suicídio do cineasta Peter Farrelly (“Green Book”), um thriller de ação com Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”), um drama policial produzido por Antoine Fuqua (“O Protetor”), uma comédia estrelada e produzida por Anna Kendrick (“Um Pequeno Favor”), uma ficção científica com Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) e Emily Mortimer (“Chernobyl”), uma comédia musical com Darren Criss (“Glee”), uma produção de super-heróis de Doug Liman (“No Limite do Amanhã”), uma adaptação do filme “Marcação Cerrada” (1999), um remake da série clássica “O Fugitivo” (1963), atrações não reveladas dos diretores Stephen Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e Paul Feig (“Um Pequeno Favor”), entre muitos projetos. O Quibi também deve oferecer outros tipos de atrações, como programas de notícias e reality shows – já estão confirmados um reality de luta livre feminina, um programa de moda de Tyra Banks (produtora-apresentadora de “America’s Next Top Model”) e remakes de “Punk’d” e “Singled Out”, da MTV. A plataforma conseguiu um aporte de US$ 1 bilhão de investidores como Sony Pictures, Disney, Warner Bros., Time Warner, MGM e Alibaba, e pretende oferecer 125 conteúdos semanais e 7 mil ao longo de seu primeiro ano. O interesse dos estúdios reflete uma aposta no formato, apesar da dificuldade encontrada até aqui para emplacar séries desse formato e exclusivas de dispositivos móveis – veja-se a falta de repercussão dos lançamentos do Snapchat. A conferir, em 2020.
Ator de A Maldição da Residência Hill substitui Johnny Depp em O Homem Invisível
O ator Oliver Jackson-Cohen, que ficou conhecido pelo papel de Luke na série “A Maldição da Residência Hill” (The Haunting of Hill House), vai estrelar a nova versão de “O Homem Invisível” para a Universal. O ator substitui Johnny Depp, que chegou a ser anunciado no papel principal em 2016 – com direito a foto e vídeo. A diferença de status entre os dois intérpretes reflete a mudança de patamar da produção. Originalmente concebido para fazer parte de um chamado “Dark Universe” (universo sombrio) dos filmes de monstros da Universal, “O Homem Invisível” foi repensado após o fracasso de “A Múmia”, que soterrou os planos de remakes de terrores clássicos com grandes atores e orçamento de blockbusters. Assim, “O Homem Invisível” virou um filme de baixo orçamento da produtora Blumhouse, especializada neste tipo de produção – e com grande sucesso, veja-se a repercussão de “Corra!” (2017) e “Fragmentado” (2016). A confirmação de Oliver Jackson-Cohen como protagonista encerra um rumor iniciado pela escalação de Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) no elenco. A produção não vai virar “A Mulher Invisível”. A confusão foi originada por uma declaração da atriz, que disse à revista The Hollywood Reporter que o remake seria uma versão feminista da trama clássica. “Eu encarei como uma história realmente feminista de empoderamento feminino e de uma vítima superando algo”, disse Moss em abril. A revista Variety também publicou que o sexo do protagonista seria trocado, como já tinha acontecido com “A Múmia”. Em vez disso, Moss vai viver Cecilia Kass, o interesse romântico de Griffin (sem prenome no livro, Jack no primeiro filme e Adrian no novo), o Homem Invisível. Curioso. Na história original de H.G. Wells, publicada em 1897 e filmada em 1933 pela Universal, o cientista Griffin descobria a fórmula para ficar invisível, mas isso o tornava paranoico e acabava transformando-o num assassino procurado. O remake será comandado por Leigh Whannell, o roteirista que criou as franquias “Jogos Mortais” e “Sobrenatural” com o diretor James Wan (hoje mais celebrado pelo sucesso de “Aquaman”). O australiano Whanell vai escrever e dirigir o longa, após estrear como diretor em “Sobrenatural: A Origem” (2015) e bisar a experiência em “Upgrade” (2018). As filmagens começam ainda este mês, na Austrália, e o elenco também inclui Storm Reid (“Euphoria”), Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”) e Harriet Dyer (“The InBetween”). A estreia está marcada para março de 2020.
HBO Max: Plataforma de streaming da WarnerMedia ganha nome, logo e detalhes
A WarnerMedia anunciou o nome oficial do seu vindouro serviço de streaming. A plataforma se chamará HBO Max e terá conteúdo das emissoras HBO, TNT, TBS, Turner Classic Movies (TCM) e CW, dos canais de animação Cartoon Network, Rooster Teeth, Adult Swim e Crunchyroll, e também todo o catálogo da Warner Bros., New Line, Looney Tunes, CNN e DC Entertainment. Prometendo 10 mil horas de conteúdo já na sua estreia, o serviço oferecerá séries como “Game of Thrones”, “Big Little Lies” e “Chernobyl”, além de filmes, atrações clássicas da TV – entre elas, o fenômeno “Friends”, que sairá da Netflix – e produções originais. “A HBO Max reunirá o diverso e rico material da WarnerMedia para criar programação e experiências de usuário nunca antes vistas em uma plataforma de streaming”, disse Robert Greenblatt, presidente da WarnerMedia Entertainment e Direct-To-Consumer, em comunicado. “A programação de classe mundial da HBO lidera o caminho, cuja qualidade será o princípio orientador de nosso novo conjunto de Max Originals, nossas aquisições empolgantes e o melhor das bibliotecas da Warner Bros, começando com o fenômeno que é ‘Friends'”, completou. A HBO Max será inaugurada no final de 2019 em fase teste nos EUA, com implementação definitiva em 2020, mas ainda não possuiu previsão de chegada ao Brasil e nem preço de assinatura divulgados até o momento. Também não há informação a respeito do impacto do lançamento sobre os serviços de streaming pré-existentes da WarnerMedia, como HBO Now e DC Universe. Isto é, se eles continuarão a existir paralelamente à nova plataforma. As séries originais do serviço anunciadas até o momento são: – “Dune: The Sisterhood”, um derivado do universo sci-fi de “Duna”, desenvolvido pelo diretor Denis Villeneuve, responsável pela nova adaptação cinematográfica da obra literária. – “Tokyo Vice”, sobre a Polícia Metropolitana de Tóquio, estrelada por Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”). – “The Flight Attendant”, thriller estrelado por Kaley Cuoco (“The Big Bang Theory”). – “Love Life”, comédia romântica em formato de antologia estrelada por Anna Kendrick e produzida pelo cineasta Paul Feig, que trabalharam juntos no recente “Um Pequeno Favor”. – “Station Eleven”, serie pós-apocalíptica baseada no best-seller internacional de Emily St. John Mandel, adaptada por Patrick Somerville, criador de “Maniac”, e direção de Hiro Murai (“Atlanta”). – “Made for Love”, outra série de Somerville, desta vez uma comédia romântica com direção de SJ Clarkson (“Os Defensores”). – “Gremlins”, desenho animado baseado no filme clássico de 1984. Além dessas atrações, a Berlanti Prods, produtora de Greg Berlanti (“Supergirl”, “Riverdadle”), e a Hello Sunshine, da atriz Reese Witherspoon (“Big Little Lies”), vão desenvolver, respectivamente, quatro e dois filmes exclusivamente para a plataforma. Para completar, a rede CW não renovou seu acordo com a Netflix e todas as produções da Warner feitas para a emissora terão a HBO Max como segunda janela, a começar por “Batwoman” e “Katy Keene”. O serviço incluirá igualmente a dezena de séries novas que estão sendo desenvolvidas para a HBO, de “Watchmen” ao remake de “Perry Mason”. Ou seja, o slogan clássico da HBO, “It’s not TV”, passa a adquirir um novo sentido com a HBO Max.
Deborah Secco revela ter perdido dinheiro com o filme Bruna Surfistinha
A atriz Deborah Secco disse em entrevista ao programa TV Fama, da Rede TV, que perdeu dinheiro com “Bruna Surfistinha” (2011). Isto porque decidiu pagar do próprio bolso parte do orçamento para estender o período de filmagens. “As pessoas não sabiam, é uma coisa que eu acho que não tem sido divulgada. Estávamos no meio das filmagens e eu queria mais uma semana de filmagens, só que não tinha dinheiro para filmar. Então eu falei: ‘Quanto é para mais essa semana?’ e banquei, virando sócia do filme”, revelou. Deborah disse que o filme não deu lucro e ela levou prejuízo. “Banquei o filme e a gente não teve lucro. Foi um filme diferente do que todo mundo fala. Leio sempre na internet que falam: ‘Nossa, ela deve estar ganhando muito dinheiro’, mas, no final das contas, eu perdi dinheiro com o Bruna [Surfistinha]”, contou. Mas ela garante que a experiência valeu a pena e ajudou sua carreira. “Ganhei muito em realização artística e crescimento de imagem. Talvez naquele momento eu não tivesse noção do investimento que estava fazendo, mas eu estava investindo nessa revolução da minha carreira”. Veja a entrevista abaixo.
Homem-Aranha: Longe de Casa bate recorde de faturamento com publicidade mundial
Os US$ 580M (milhões) de bilheteria mundial de “Homem-Aranha: Longe de Casa” não foram a única arrecadação conquistada pelo filme do super-herói da Marvel até o momento. O lançamento também estabeleceu um novo recorde em Hollywood por conta de sua receita publicitária, com US$ 288M arrecadados com licenciamentos e product placements. O valor supera os cerca de US$ 200M de “Vingadores: Ultimato” e é 106% superior ao total de mídia promocional de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 140M) com pagamentos de mais de 30 marcas diferentes. A fortuna publicitária supera o orçamento completo da produção (US$ 180M) e mais gastos de marketing com a divulgação do filme. O que significa que “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” já chegou aos cinemas totalmente pago e sua bilheteria representa lucro livre para a Sony e a Disney, parceiras no “investimento”. Além do recorde financeiro, “Homem-Aranha: Longe de Casa” também registra a maior exposição já vista para um filme, como resultado de mais de US$ 2 bilhões injetados em publicidade “alternativa”, feita por parceiros e exposta em cerca de 1,7 milhões de pontos varejistas, mais de 40 anúncios diferentes para produtos associados e incontáveis impressões em embalagens, atividades sociais e eventos de marca, entre outras iniciativas. Ubíquo, o Homem-Aranha pode ser visto atualmente em caixas de pizzas da Papa John, voando num vídeo de segurança da United Airlines, em mais de 500 milhões de latas e garrafas de refrigerantes e embalagens de refeição do Burger King. Algumas campanhas chegam a contar com participação do próprio ator Tom Holland, como o comercial da Audi em que Peter Parker (Holland) leva um carro elétrico “secreto” da marca para a feira de ciências da sua escola. O carro também recebeu exposição no filme, assim como a United Airlines, que é a empresa aérea que leva a turma de escola de Peter para a Europa – e por conta disso incluiu o herói no vídeo de segurança que está sendo exibido para seus passageiros atuais. A marca de salgadinhos Doritos também adotou o personagem numa campanha global, que inclui desde exibição do Homem-Aranha em suas embalagens até conteúdo digital exclusivo, com um jogo online. E a empresa de refrigerante Dr. Pepper chegou a lançar um novo sabor exclusivo – seu primeiro em cinco anos – para acompanhar o filme. O Homem-Aranha ainda está ajudando a vender uma grande variedade de produtos da Kellogg’s, Dunkin Donuts, KFC, Danone, bolachinhas, chocolates, água mineral, televisões e até cadernetas de poupança bancárias, sem esquecer campanhas de turismo em Nova York e na Europa, com direito aos passeios do herói no filme. A campanha global inclui atividades na China, Singapura, Itália, México, Espanha, França, Reino Unido e até no Brasil, onde Burger King lançou uma campanha de mídia e produtos, como um menu infantil e outras atrações temáticas.
Aladdin ultrapassa US$ 900 milhões de bilheteria mundial
“Aladdin” atingiu novas alturas com seu tapete voador nesta sexta-feira (5/7), ao ultrapassar a marca de US$ 900 milhões de bilheteria mundial. A arredação transforma o longa num dos mais-bem sucedidos remakes live-action da Disney, atrás apenas de “A Bela e a Fera” (2017), “Mogli – O Menino Lobo” (2016) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), todos com mais de US$ 1 bilhão de faturamento. Ressaltando o atual domínio da Disney, “Aladdin” também virou o terceiro maior lançamento do ano, tanto na América do Norte quanto no mundo inteiro, superado somente por outros dois títulos do mesmo estúdio: “Vingadores: Ultimato” e “Capitã Marvel”. O sucesso do filme ainda registrou um recorde pessoal na carreira do ator Will Smith, que interpreta o Gênio da Lâmpada na produção. No final de junho, a arrecadação do longa ultrapassou o montante de “Independence Day” (1996) para se tornar a maior bilheteria da carreira do ator. Dirigido por Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), “Aladdin” continua nos cinemas.
Globo e Sony fecham parceria para produção de séries em inglês
A Rede Globo e a Sony Pictures Television fecharam um contrato de coprodução de séries em inglês. O anúncio foi feito durante o LA Screenings, feira internacional de conteúdo televisivo que ocorre anualmente em Los Angeles e se encerrou na sexta (17/5). A parceria representa a primeira iniciativa da Globo em conteúdo dramático em inglês. O acordo prevê duas séries e um terceiro projeto, ainda em definição. As séries já estão em fase de desenvolvimento. São projetos antigos, que justificam o uso do inglês pela narrativa de suas tramas. A primeira produção foi anunciada em 2016 e definiu Sophie Charlotte como protagonista no ano passado. Trata-se de “O Anjo de Hamburgo”, sobre Aracy de Carvalho, mulher do escritor Guimarães Rosa e funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, na Alemanha, que ajudou centenas de judeus a escaparem para o Brasil durante o nazismo. Visando o mercado internacional, a série de oito episódios vai combinar atores brasileiros e estrangeiros, aproveitando a locação na Alemanha. “A história joga luz sobre a coragem de uma mulher brasileira que desobedeceu as ordens de seu próprio governo e arriscou a vida para ajudar centenas de judeus a escaparem dos campos de concentração”, afirmou Silvio de Abreu, diretor de dramaturgia da Globo. A direção de “O Anjo de Hamburgo” é de Jayme Monjardim (“O Vendedor de Sonhos”). A outra série confirmada é “Rio Connection”, que também é um drama de época inspirado numa história real. A trama segue uma quadrilha europeia que usou o Rio de Janeiro como conexão para o tráfico de heroína durante os anos 1970. A Globo terá os direitos de distribuição das séries no território brasileiro e a Sony internacionalmente. Além das duas parceiras, “O Anjo de Hamburgo” e “Rio Connection” terão ainda produção da Floresta, uma joint venture entre a produtora executiva Elisabetta Zenatti e a Sony Pictures Television, especializada em programas de variedades e reality shows – tem mais de 40 atrações produzidos para diferentes canais, entre eles “Shark Tank”, “The Ultimate Fighter”, “De Férias com o Ex”, “Vai, Fernandinha” e “Lady Night”.
James Wan vai produzir nova série baseada em quadrinhos do autor de Kingsman
A Netflix oficializou a produção da série “The Magic Order”, baseado em sua primeira publicação oficial de quadrinhos. Lançada pela plataforma de streaming no ano passado, “The Magic Order” foi criada por Mark Millar, autor das franquias “Kick-Ass” e “Kingsman”. A adaptação como série está a cargo do cineasta James Wan (de “Aquaman”) e da roteirista Lindsey Beer (“Sierra Burger É uma Loser”). Além de produzir, Wan também deve dirigir o primeiro episódio da trama, descrita pelo criador como uma espécie de “encontro de Harry Potter com os Sopranos”. O projeto faz parte dos planos da Netflix para gerar mais conteúdo exclusivo, que passou pela compra estratégica da Millarworld, a empresa de quadrinhos de Mark Millar. A Netflix passou a publicar os novos quadrinhos de Millar com o objetivo assumido de adaptá-los posteriormente para a plataforma. A trama original tem seis edições e mostra, com desenhos de Olivier Coipel, a trajetória de cinco famílias de mágicos que passaram gerações tentando proteger a humanidade, todos vivendo de forma normal e sem chamar atenção. Até que surge um novo e misterioso vilão, que passa a matar os integrantes das famílias poderosas. “Minha ideia com ‘The Magic Order’ foi mostrar uma sociedade secreta de bruxos bons que combatem todas as coisas ruins há centenas de séculos, mas que vivem discretamente com seus empregos de colarinho branco e suas vidas domésticas ordinárias”, disse Millar, em entrevista à revista Entertainment Weekly. “Eles têm essa vida secreta, mas para o restante são completamente normais, o que é uma ideia mais de um ‘Sopranos’ do que ‘O Senhor dos Anéis'”, completou. Ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia para a série.
Estúdio de Harvey Weinstein entra com pedido de liquidação total
O estúdio de cinema que pertencia aos irmãos Bob e Harvey Weinstein protocolou um pedido para liquidar todos os seus bens, como garantia para pagar os processos contra seus executivos e diretores decorrentes da quebra de contratos e das acusações de abuso sexual que derrubaram Harvey. Em documentos anexados ao processo de falência, os advogados da antiga The Weinstein Company pedem ao juiz de falências de Delaware que converta a ação em uma liquidação total, em vez do plano de reestruturação que havia sido protocolado em março de 2018. Diversas rodadas de mediação nos últimos 10 meses foram incapazes de resolver os pedidos de responsabilização decorrentes da conduta de Weinstein, disseram os advogados, que vem negociando com seguradoras, credores e mulheres que processaram a empresa. Não está claro o que há para ser liquidado, já que a empresa vendeu sua livraria de filmes para a empresa de investimentos Lantern Capital, sediada no Texas, além de seu negócio de produção de televisão e um punhado de filmes inéditos. A empresa caiu em desgraça depois que cerca de 100 mulheres, a maioria jovens atrizes e outras profissionais da indústria cinematográfica, acusaram Harvey Weinsten de assédio, abusos e até estupros em denúncias que remontam a décadas. A onda de denúncias deu origem ao movimento #MeToo, que acabou passando a limpo a conduta de produtores e astros poderosos das indústrias do cinema e da TV dos Estados Unidos. Algumas acusações de abusos mais recentes de Weinstein, que não foram prescritas, irão a julgamento em setembro. Ele se diz inocente e alega que todos os contatos com as mulheres foram consensuais.
Disney assume o controle total da plataforma Hulu
A Disney entrou em acordo com a Comcast e assumiu 100% do controle da plataforma Hulu. Depois da compra da Fox, em uma das maiores fusões da indústria do entretenimento, agora a empresa consolida sua presença no mercado de streaming, com um plano de disponibilizar três serviços complementares: ESPN+, o vindoura Disney+ (Disney Plus) e Hulu. O anúncio da negociação foi feito nesta terça (14/5) em comunicado conjunto da Disney e da Comcast. “Agora podemos integrar completamente nosso negócio e ter uma noção da força dos produtos da The Walt Disney Company para agregar ainda mais valor do serviço aos consumidores”, disse Bob Iger, CEO da Disney. As duas empresas já tinham chegado a um acordo anterior para assimilar a fatia de 10% que pertencia à Warner, em negociação com a outra gigante do entretenimento no mês passado. Agora, fecharam um negócio que dá à Disney o controle sobre os 33% que remanesciam com a Comcast. Mas o pagamento só vai acontecer em 2024, ao valor das ações da companhia nesta data. Um dos entraves para a compra era justamente a expectativa de valorização da Hulu. A Comcast aposta que a Disney vai internacionalizar a plataforma com sua estratégia de lançamento casado e espera receber uma fatia maior de dinheiro daqui a cinco anos. O atual acordo garante um valor mínimo de US$ 27,5 bilhões para a Hulu, em comparação aos US$ 15 bilhões atualmente estimados. O negócio também é vantajoso para a Disney, que acaba de gastar uma fortuna para comprar a Fox. Assim, teria cinco anos para se capitalizar antes de fazer um novo investimento pesado. Pelo acordo, a Comcast não vai mais participar das discussões sobre o rumo da empresa, mas continuará licenciando seu conteúdo na plataforma até 2024 – e por um preço menos módico. A saída também é estratégica para a Comcast, que pretende lançar sua própria plataforma de streaming entre 2020 e 2021, com o conteúdo da NBCUniversal e da Sky. Principal concorrente da Netflix e Amazon Prime Video nos Estados Unidos, a Hulu tem um grande catálogo de filmes e séries, além de títulos exclusivos, como “Castle Rock” e “The Handmaid’s Tale”. A Disney considera o acordo importante para seu modelo de negócios, pois pretende disponibilizar material adulto (na verdade, não juvenil) na plataforma, separando assim os públicos da Disney+ (Disney Plus) e da Hulu. Séries do canal pago FX, por exemplo, terão endereço certo na Hulu daqui para frente.
Brian May revela que Queen ainda não recebeu “nem um centavo” por Bohemian Rhapsody
O guitarrista Brian May revelou que os integrantes da banda Queen ainda não receberam “nem um centavo” por “Bohemian Rhapsody”, cinebiografia da banda que venceu quatro Oscars e fez mais de US$ 900 milhões de bilheteria mundial. “Estava rindo outro dia, porque li em um jornal que estávamos ganhando muito dinheiro por causa do filme. Ah, se eles soubessem. Estávamos reunidos com um contador há uns dias e ainda não recebemos nem um centavo pelo filme. Não é curioso? Quanto sucesso um filme tem que fazer para começar a dar lucro?”, questionou o guitarrista em entrevista à BBC Radio 2. Apesar de ainda não ter visto a cor do dinheiro, o músico garantiu que ficou muito satisfeito com o longa-metragem, sucesso de público e crítica. “Foi um trabalho carregado de amor, foram 12 anos em desenvolvimento. Imaginávamos que ia ter uma boa bilheteria, mas não tão boa assim”, avaliou.










