Zendaya pode ganhar US$ 1 milhão por episódio de “Euphoria”
A atriz Zendaya pode se tornar uma das estrelas de TV mais bem pagas de Hollywood. De acordo com o Puck News, a atriz pode receber US$ 1 milhão por cada episódio da série “Euphoria”. Caso essa negociação se concretize, Zendaya, que tem 26 anos, vai se tornar a atriz mais jovem a atingir esse salário. Criada por Sam Levinson (“País da Violência”), “Euphoria” é um dos maiores sucessos da HBO. A série é um drama juvenil bastante realista que mostra a rotina de Rue Bennett (Zendaya), uma estudante do ensino médio que luta contra o abuso de substâncias após a morte de seu pai. O papel já rendeu a Zendaya dois Emmys. O primeiro, em 2020, quando tinha 24 anos e se tornou a atriz mais jovem a ser premiada na categoria principal de atuação em série de drama. O segundo foi em 2022, fazendo dela a primeira mulher negra a vencer dois prêmios Emmy consecutivos de Melhor Atriz. “Meu maior desejo para ‘Euphoria’ era que pudesse ajudar a curar as pessoas”, disse Zendaya ao receber seu segundo troféu. “Só quero dizer obrigada a todos que compartilharam suas histórias comigo. Quero que saibam que qualquer pessoa que tenha amado uma Rue ou sinta que é uma Rue, quero que saibam que sou muito grata por suas histórias, e eu as carrego comigo, e eu as carrego com ela”. Ao receber US$ 1 milhão por episódio, Zendaya estará numa posição financeira muito mais favorável do que sua colega de elenco, Sydney Sweeney, que já declarou publicamente as dificuldades financeiras envolvidas no seu trabalho. “Se eu quisesse tirar uma pausa de seis meses, não teria renda para cobrir isso”, disse ela ao Hollywood Reporter. “Não tenho alguém me apoiando, não tenho ninguém a quem recorrer para pagar minhas contas ou pedir ajuda”. Zendaya se juntará ao seleto grupo de atores que ganharam US$ 1 milhão por episódio. Esse grupo conta com elenco de principal de “Friends” em sua última temporada, o elenco principal de “Game of Thrones”, Nicole Kidman e Reese Witherspoon por “Big Little Lies”, Elisabeth Moss em “Shining Girls” e Kerry Washington, que estrelou e co-produziu “Pequenos Incêndios Por Toda Parte”.
Governador da Flórida assume controle de região que pertencia à Disney desde 1967
O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou na segunda-feira (27/2) o projeto de lei que pôs fim ao autogoverno dos parques da Disney em Orlando. “O reino corporativo chega finalmente ao fim”, disse DeSantis, na assinatura do projeto de lei no corpo de bombeiros de Lake Buena Vista. Em 10 de fevereiro, o Congresso da Flórida aprovou o projeto de lei de DeSantis para que o Estado assumisse o Reedy Creek Improvement District, que vinha funcionando de forma autônoma desde 1967. É lá que funciona a Disney World. A partir de agora, o distrito especial está nas mãos de um conselho de cinco supervisores escolhidos pelo próprio governador, todos republicanos e conservadores. DeSantis e a Disney se desentenderam no ano passado quando o estúdio criticou uma lei promovida por DeSantis, conhecida como “Don’t say gay”, que proíbe abordar questões relacionadas à orientação sexual e identidade de gênero nas escolas primárias da Flórida sem o consentimento dos pais. Como represália por essas críticas, o governador anunciou em abril do ano passado uma lei para eliminar o distrito especial da Disney, que dava autonomia administrativa para a empresa e isenção de impostos. A companhia, que emprega mais de 75 mil pessoas na Flórida, administrava esse distrito de 100 km² como uma prefeitura local desde a década de 1960, realizando seus próprios serviços públicos essenciais, como coleta de lixo e tratamento de água. Em virtude da nova lei, o distrito, pela primeira vez, terá de comunicar o seu orçamento e finanças ao Estado, terá que pagar alguns (mas não todos) impostos e enfrentará restrições em novas construções. Contudo, o distrito manterá o poder sobre o planejamento, zoneamento, códigos de construção e segurança, e o atual estatuto de isenção de impostos para diversas obrigações. O autodenominado “lugar mais feliz da Terra” tinha um estatuto especial que lhe permitiu espalhar suas construções para meia dúzia de parques temáticos, um centro esportivo, um enorme centro comercial, 25 hotéis, a sua própria polícia, bombeiros e milhares de funcionários, numa área de quase 11 mil hectares nos condados de Osceola e Orange, no centro do estado. Desantis falou nesta segunda-feira (27/8) sobre a sua “luta”, referindo-se à Disney como “uma empresa da Califórnia” que gozava de “privilégios” que mais ninguém tinha na Flórida. “Se enveredarmos por esse caminho como corporação, esses não são os valores que queremos promover no estado da Flórida”, comentou DeSantis, que foi reeleito em 2022 para mais quatro anos. Em seu perfil no Twitter, o governador diz que a Disney “viverá sob as mesmas leis que todos os outros e pagará suas dívidas e uma parte justa dos impostos”. I signed legislation to end Disney’s self-governing status, placed the area in state receivership, and appointed 5 members to a state control board. Disney no longer has its own government, will live under the same laws as everyone else and pay its debts and fair share of taxes. pic.twitter.com/5JnZmEjSdv — Ron DeSantis (@GovRonDeSantis) February 27, 2023
Netflix anuncia redução da mensalidade em 30 países
A Netflix decidiu reduzir o valor das assinaturas de seus pacotes em 30 países. A estratégia acontece em um momento em que a concorrência entre as plataformas de streaming aumenta cada vez mais e a empresa tenta manter clientes antigos e atrair novos. De acordo com o “The Wall Street Journal”, a mudança no valor da mensalidade vai abranger países do Oriente Médio, incluindo Iêmen, Jordânia, Líbia e Irã, além de mercados da África subsaariana, com o Quênia. Outras regiões, como a Europa, também foram incluídas, tendo como exemplo Croácia, Eslovênia e Bulgária. Já na América Latina, a redução de valor contempla apenas Nicarágua, Equador e Venezuela. Na Ásia, integram a lista Malásia, Indonésia, Tailândia e Filipinas. Em alguns casos, o preço cairá pela metade. Mas a redução é pouco significativa em nível global. Afeta pouco mais de 10 milhões de assinantes, ou 4% dos 230 milhões de assinantes que a gigante do streaming contabilizava em dezembro de 2022. O Brasil não está incluso nessa lista. Um dos motivos por trás da redução dos preços seria a inflação do dólar. Com o fortalecimento do dólar em mercados em que o preço da Netflix é atrelado à moeda americana, o streaming seria um supérfluo com grande risco de cancelamento. Apesar de a razão para a redução dos valores das assinaturas estar clara, a decisão da Netflix pegou o mercado de surpresa, pois a empresa passou por uma crise financeira no ano passado e seus objetivos eram aumentar os ganhos, o que provocou inclusive uma iniciativa para barrar o esquema de compartilhamento gratuito de contas.
Estúdio de “Corra!” e “Halloween” vai produzir games de terror
O estúdio Blumhouse, responsável por filmes de sucesso como “Corra!” (2017) e “Halloween” (2018), vai começar a desenvolver games. Para isso, o estúdio criou uma nova subsidiária, a Blumhouse Games, que vai desenvolver os projetos em parceria com a Atomic Monster, assim que a fusão das duas empresas for concluída. A proposta de fundir a Blumhouse e a Atomic Monster foi divulgada no ano passado e, segundo a Blumhouse, o acordo deve ser concluído nos próximos meses. Uma vez concluído o acordo, a subsidiária vai se associar com desenvolvedores independentes para criar jogos originais de terror para consoles, PC e celulares. Assim como costuma fazer no cinema, a Blumhouse Games vai criar jogos de baixo orçamento (abaixo de US$ 10 milhões), incentivando a inovação e a criatividade dos desenvolvedores. “Há algum tempo estamos procurando montar uma equipe para começar a acessar a oportunidade de crescimento na mídia interativa”, disse o presidente da Blumhouse, Abhijay Prakash, em comunicado. “Quando nos sentamos com Zach [Wood, presidente da Blumhouse Games] e Don [Sechler, diretor financeiro], eles articularam uma abordagem que ressoou com o modelo da Blumhouse e sabíamos que era um lugar perfeito para começar nossa incursão no espaço interativo.” Wood tem mais de duas décadas de experiência na produção de games, tendo lançado jogos para diferentes plataformas, do Game Boy até o PS5 e Xbox Series X. Entre os games de sucesso que ele produziu estão “Sound Shapes”, “Hohokum”, “The Unfinished Swan” e “Bound”. “Durante meu tempo na indústria, tive a sorte de trabalhar de perto com desenvolvedores para dar vida às suas ideias”, disse Wood em comunicado. “Existe uma oportunidade única para o terror e o gênero no espaço dos jogos independentes, e estou animado em me unir à Blumhouse para alavancar significativamente a marca, a reputação e o talento criativo da empresa.” A produção mais recente da Blumhouse em parceria com a Atomic Monster foi o filme de terror “M3GAN”, que rendeu mais de US$ 170 milhões nas bilheterias mundiais e teve uma aprovação de 94% da crítica no site Rotten Tomatoes.
Netflix anuncia novas regras para compartilhamento de senhas
Netflix, a maioral dos streamings, adotará um endurecimento no controle do compartilhamento de senhas entre os seus assinantes. As novas regras estão sendo implementadas a partir dessa quarta-feira (8/2) em países como o Canadá, Nova Zelândia, Portugal e Espanha. Ainda não há informação de quando essas regras começarão a valer para o Brasil. A primeira medida drástica é que a conta da Netflix só poderá ser usada em uma única residência. Será preciso configurar a “localização principal” na plataforma para que assinantes que morem juntos possam usar a mesma conta. Para quem dividia a conta sem morar junto, haverá opção de transferir o perfil. O assinante poderá transferir seu perfil para uma nova conta em que ele será o titular, caso esteja compartilhando uma conta com alguém sem morar junto. Isso fará com que essa pessoa não perca seu histórico de visualização, recomendações e a lista de conteúdos mesmo com a abertura de uma nova conta. Existirá uma nova página para “gerir acessos e dispositivos”. Nessa seção, o assinante poderá controlar quem tem acesso à sua conta Netflix. Ainda será possível ver filmes em viagens. A plataforma afirma que os assinantes poderão continuar usando a conta em celulares e dispositivos pessoais. Entretanto, a empresa ainda não explicou como conseguirá diferenciar acessos feitos durante viagens de acessos feitos por terceiros que residem em um lugar diferente da “localização principal”. Também haverá a opção de comprar um “assinante adicional” para presentear aos agregados. Em alguns países, pessoas com planos Standard ou Premium poderão adicionar contas adicionais para até 2 pessoas que vivem fora da residência principal. Em Portugal, o preço cobrado para cada conta adicional é de 3,99 euros, cerca de R$ 22. Vale lembrar que tais medidas estão sendo tomadas após a empresa ter anunciado uma perda significativa de 1,2 milhão de assinantes num único trimestre de 2022. Para conter a crise, a gigante do streaming começou a tomar medidas mais duras para evitar o compartilhamento de contas, além de ter fechado um acordo de publicidade com a Microsoft para exibir anúncios aos assinantes de um novo plano mais barato.
Bob Iger anuncia reestruturação, promoções e demissões na Disney
A Disney anunciou nesta quarta-feira (8/2) uma reestruturação completa da companhia. Com as mudanças, os negócios da empresa serão agrupados em três segmentos principais: Entretenimento, ESPN e Parques, Experiências e Produtos. O objetivo é devolver o poder de decisão à “equipe criativa de classe mundial” da Disney e suas “marcas e franquias inigualáveis”, disse o CEO Bob Iger durante uma teleconferência para os acionistas, referindo-se à concentração de decisões da era do CEO Bob Chapek numa entidade burocrática, DMED (Disney Media & Entertainment Distribution), que tomava decisões sobre o que lançar no cinema ou no streaming sem ouvir os executivos das respectivas áreas. A reorganização é um elemento-chave de uma transformação que, segundo ele, também ajudará a racionalizar o negócio de streaming para obter crescimento e lucratividade sustentados, além de redução de despesas em um mundo de maior competição e desafios econômicos globais. A criação da nova unidade Disney Entertainment abrangerá TV e cinema e será liderada por Dana Walden e Alan Bergman. Isso consolida a ascensão de Walden, que foi nomeada presidente da Disney General Entertainment Content após a saída de Peter Rice no ano passado. A executiva veio da Fox para a Disney após a aquisição da empresa em que trabalhava, e tem sido fundamental para uma série de grandes vitórias da Disney desde que assumiu, incluindo o Oscar de Melhor Documentário para “Summer of Soul” e o lançamento de séries de sucesso, como “Abbott Elementary”, “Only Murders in the Building”, “Dopesick” e “The Kardashians”. Bergman, por sua vez, trabalha na empresa há 27 anos e foi promovido a presidente do Disney Studios Content em 2020, quando se tornou responsável pela supervisão dos lançamentos de todos os filmes do conglomerado. Antes disso, ele presidiu o Walt Disney Studios por 14 anos. Eles agora vão trabalhar juntos para determinar quais filmes, séries e programas variados serão produzidos pela Disney. Paralelamente a essa divisão de conteúdo, a ESPN vai continuar a se focar no segmento de esportes ao vivo de forma independente. Com as redes lineares em declínio e o custo dos direitos esportivos em alta, o canal tem sido alvo de vários investidores, mas Iger observou que tornar a ESPN uma unidade de negócios autônoma não é uma etapa para a venda do negócio. Por fim, os Parques, Experiências e Produtos vão continuar como uma unidade à parte como sempre foram, sofrendo menos impacto que os demais setores. Entretanto, essa divisão também estará sujeita ao enxugamento planejado por Iger para toda a empresa. Para reduzir despesas, Iger deu uma má notícia para seus funcionários, revelando que planeja a demissão de nada menos que 7 mil pessoas – ou seja, 4% do total de empregados da companhia – e cortes de mais de US$ 5,5 bilhões (R$ 28,6 bilhões) em custos. “Não tomo essa decisão levianamente”, disse sobre os cortes. “Essa reorganização resultará em uma abordagem coordenada e mais econômica para nossas operações”, ressaltou. “Estamos comprometidos em operar com eficiência, especialmente em um ambiente desafiador.” O anúncio da reestruturação foi o primeiro realizado por Bob Iger, desde que retornou ao comando da companhia em novembro passado. Após suas declarações, as ações da Disney subiram 8%, para US$ 120,77, nas negociações após o fechamento do mercado.
Twitter limita postagens diárias sem aviso prévio e deixa usuários revoltados
Vários usuários do Twitter estão reclamando que não estão conseguindo publicar nada além de um pequeno número de posts na plataforma nesta quarta-feira (8/2). Não está claro qual é este total e se ele varia de usuário a usuário. Um internauta reclamou que só tuitou três posts e recebeu o aviso. Quando o total é atingido, os usuários recebem uma mensagem dizendo “Você ultrapassou o limite diário de envio de tweets”. Entretanto, o próprio Twitter explica, em seu perfil de ajuda, que os usuários podem fazer 2400 mil postagens diárias. Com isso, a confusão se estabeleceu e muitos estão furiosos, acreditando que se trata de uma nova iniciativa caça-níqueis de Elon Musk. Não houve nenhum anúncio de que o Twitter estaria diminuindo o limite diário de tweets. No entanto, desde que Elon Musk assumiu o comando da empresa, o serviço lança rotineiramente recursos sem anunciá-los. Como o público logo se revolta, o recurso costuma ser brevemente desautorizado. Já virou padrão de péssimo gerenciamento. Por coincidência ou não, nesta quarta o Twitter também começou a cobrar R$ 60 pelo uso mensal do Twitter Blue, os perfis verificados da empresa, gerando mais revolta. 🚨GRAVE🚨Twitter quer me calar agora dizendo que eu excedi limite diário de envio de tweets. pic.twitter.com/fqEbjc1eHy — dessa (@dessa_gallas) February 8, 2023 Limite diário de tweets. Elon Musk vai matar o Twitter e transformar a rede social em paga pic.twitter.com/hfhLbLj0XV — Jubileu (@Jubileu_t) February 8, 2023 "Você ultrapassou o limite diário de tweets" pic.twitter.com/d1vwD6D5D9 — βernardo (@Traiinbe) February 8, 2023 "Você ultrapassou o limite diário de envio de Tweets" QUE DIABO É ISSO ELON MUSK??? pic.twitter.com/wjQRHAYBgI — Papos 🐏 (@paposfut) February 8, 2023 que merda é essa de limite diário de tweet agora???? pic.twitter.com/wwTzfJLWre — kelson (@kelsucker) February 8, 2023 "Você ultrapassou o limite diário de tweets" eu literalmente só tuitei 3 coisas hj — Alex × Kuroneko = Black Hazard (@Alex__Lu) February 8, 2023
Warner teria desistido da fusão total entre Discovery+ e HBO Max
A Warner Bros Discovery abandonou os planos originais de transformar os serviços de streaming HBO Max e Discovery+ em um só. Em vez disso, a empresa continuará oferecendo a Discovery+ como um produto separado, mesmo depois de lançar um serviço mais abrangente, contendo os catálogos da HBO Max e da Discovery+. A apuração é do Wall Street Journal, que disse que a decisão foi motivada pela ideia de que os assinantes da Discovery+ poderiam se recusar a pagar um preço mais alto por um serviço combinado com a HBO Max. Nos EUA, a HBO Max custa US$ 16 por mês (e US$ 10 no plano com anúncios), enquanto a Discovery+ custa US$ 7 e US$ 5. Nos últimos meses, os executivos da WBD falaram frequentemente sobre combinar os dois serviços em uma única oferta. Agora, o plano mudou. A empresa vai manter o Discovery+ disponível para agradar a clientela acostumada a pagar o valor mais baixo pela assinatura. Ainda assim, a Warner Bros Discovery segue adiante com seu plano de combinar os dois catálogos em um novo serviço, que deve ser lançado no segundo trimestre do ano. Ou seja, a HBO Max deve sumir, para se transformar nesse serviço combinado, mas a Discovery+ vai continuar operando sozinha – além de ter o seu catálogo presente na nova plataforma. Embora não tenha sido confirmado, boatos apontam que o novo serviço deve se chamar apenas Max, numa proposta para refletir o catálogo mais amplo da plataforma de streaming e se afastar da emissora paga que a originou. Ao mesmo tempo em que a WBD também planeja investir no mercado de streaming gratuito e com anúncios. A empresa recentemente fechou um acordo com a Roku e a Tubi para licenciar várias séries da Warner Bros Television e da HBO, e planeja lançar canais FAST (Free Ad-supported Streaming – streaming gratuito com anúncios) ainda neste ano. A WarnerMedia, que lançou o HBO Max em 2020, fechou sua fusão com o Discovery em abril do ano passado pelo valor de US$ 43 bilhões. Agora, o conglomerado precisa administrar o declínio do negócio de TV linear e a incerteza em torno dos modelos de streaming. Desde a conclusão da fusão, a empresa não detalhou o número de assinantes do Discovery+, lançado no início de 2021. Em vez disso, ela os transformou em um número geral de assinantes, que inclui também os assinantes da HBO. Com isso, foi divulgado, em 30 de setembro do ano passado, que o WBD tinha um total de 94,9 milhões de assinantes. A empresa estabeleceu uma meta de chegar a 130 milhões até 2025.
Netflix volta a crescer e entra em 2023 com nova chefia
A Netflix teve um aumento de 7,66 milhões de assinantes no último semestre de 2022, após lançar sua assinatura mais barata com adição de anúncios. Trata-se de um número maior do que a plataforma de streaming havia previsto, que era de 4,5 milhões. O crescimento acima das expectativas mudou os humores do mercado, que esperava o menor crescimento de último trimestre da Netflix desde 2014. O pior é que a previsão pessimista fez com que as ações da empresa caíssem. Porém, a receita da empresa foi de lucro, atingindo US$ 7,85 milhões no quarto trimestre de 2022 – e deve crescer para US$ 8,17 milhões no primeiro trimestre deste ano. Embora a Netflix viesse se recuperando desde o terceiro trimestre de 2022, quando começou a adicionar assinantes pela primeira vez naquele ano, a empresa se viu forçada a reavaliar seus últimos anos após apontar perda de clientes. Além de várias rodadas de demissões e maior controle orçamentário, estreou um nível de assinatura mais barata com anúncios em 3 de novembro. Em meio a essa guinada, a Netflix agora completa sua reinvenção com o anúncio da maior mudança de liderança desde seu lançamento, com Reed Hastings, fundador da empresa, deixando o cargo de co-CEO. Ele era um grande opositor da entrada de anúncios na plataforma e defendia que a plataforma tinha que gastar, gastar e gastar. O novo modelo de negócios da empresa, resultante da crise do ano passado, é o oposto disso e se provou a saída para voltar a crescer. Com as mudanças, Hastings perdeu força e agora assumirá uma posição no conselho de diretores da empresa, como presidente executivo. Seu substituto é Greg Peters, que ingressou na plataforma em 2008 e era diretor de operações e de produtos da Netflix. Ele dividirá o comando da companhia com Ted Sarandos, que antes de ser promovido a CEO por Hastings era o diretor de conteúdo original do streaming. “2022 foi um ano difícil, com um início turbulento, mas um final mais brilhante. Acreditamos que temos um caminho claro para reacelerar nosso crescimento de receita: continuar a melhorar todos os aspectos da Netflix, lançar o compartilhamento pago e desenvolver nossa oferta de anúncios”, disse Hastings em uma carta aos seus acionistas. “Como sempre, nossas estrelas guias continuam agradando nossos membros e construindo uma lucratividade ainda maior ao longo do tempo.” De fato, ajudou muito a Netflix terminar 2022 com diversos sucessos, como a série “Wandinha”, o filme “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” e a série documental “Harry & Meghan”. “Foi um batismo de fogo, devido à pandemia e aos desafios recentes em nossos negócios”, acrescentou Hastings. “Mas ambos [Sarandos e Peters] administraram incrivelmente bem, garantindo que a Netflix continue melhorando e desenvolvendo um caminho claro para reacelerar nossa receita e crescimento de ganhos. Portanto, o conselho e eu acreditamos que é o momento certo para concluir minha sucessão.” “Quero agradecer a Reed por sua liderança visionária, orientação e amizade nos últimos 20 anos”, disse Sarandos em comunicado. “Desde que Reed começou a delegar a gestão para nós, Greg e eu construímos um forte modelo operacional baseado em nossos valores compartilhados e abordagem de crescimento semelhante. Estou muito animado para começar este novo capítulo com Greg como co-CEO.” As mudanças de comando também atingiram outros departamentos com algumas promoções. A ex-chefe global de TV, Bela Bajaria, é agora a diretora de conteúdo da empresa, cargo mais recentemente ocupado por Sarandos, e Scott Stuber agora é o presidente da Netflix Film, responsável pelos longas da companhia. Vale apontar que a recuperação da Netflix resgata a fé de Hollywood e de Wall Street no streaming. Quando a empresa começou o primeiro semestre de 2022 com uma série de relatórios de ganhos desastrosos, revelando ter perdido mais de 970 mil assinantes, os investidores começaram a entrar em pânico. A Netflix perdeu bilhões em valor de mercado, e esse temor repercutiu em outras empresas que apostaram no streaming, como Disney e Warner Bros. Discovery – a primeira teve um impacto de US$ 1,47 bilhão em perdas de streaming e a segunda ainda está passando por uma reformulação. Este ano, espera-se que a Netflix mantenha seu orçamento de US$ 17 bilhões para gastos com conteúdo, como disse o diretor financeiro Spencer Neumann em teleconferências anteriores. Mas a lista de filmes anunciados para 2023 será significativamente menor do que nos anos anteriores. Ao todo, serão lançados 49 longas-metragens, um número bastante inferior aos 86 títulos de 2022.
“BBB 23” perde um de seus principais patrocinadores na véspera da estreia
O “BBB 23″ teve uma desistência importante antes de começar. A edição que estreia segunda-feira (16/1) perdeu o apoio das Americanas, um de seus maiores patrocinadores. O motivo não foi a fraca seleção de celebridades da edição. A empresa, que esteve muitos anos fazendo parte do programa, anunciou a desistência após a revelação nesta semana de um rombo de R$ 20 milhões em sua contabilidade. “Americanas S.A. Informa que cancelou sua participação no ‘BBB 23’. Neste momento, a companhia está focada na gestão do negócio e no propósito de oferecer a melhor experiência a seus clientes, parceiros e fornecedores”, informou a empresa em nota oficial. Com isso, outra empresa varejista deverá assumir a cota das Americanas, que custa “módicos” R$ 100 milhões. Uma das possibilidades seria o Mercado Livre, que segundo o Estadão, já estaria em negociação. Apesar da desistência, o “BBB 23” bateu recorde de arrecadação com patrocínios e deve render mais de R$ 1 bilhão para a Globo.
Criador do “Arrowverso” fecha novo acordo milionário de produção com Warner
O roteirista e produtor Greg Berlanti, criador das séries que compõem o chamado “Arrowverso” (além de diversas outras atrações), fechou um novo acordo milionário de produção com a divisão televisiva da Warner. O acordo terá duração de cinco anos e vai recompensar Berlanti com base no sucesso das séries que produzir. Trata-se, portanto, de um acordo diferente daquele que ele tem em vigor, que incluiu bônus com base no número de séries produzidas. Com a venda e mudança de foco do canal The CW, que comprava a maioria das produções de Berlanti, o contrato deixou de ser viável. Graças ao incentivo anterior, Berlanti virou uma máquina de produzir séries, estabelecendo um recorde como o produtor com a maior quantidade de atrações em exibição ao mesmo tempo – na temporada de 2019-2020, este número chegou a 20 títulos simultâneos. Fontes do The Hollywood Reporter afirmam que o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, foi pessoalmente atrás de Berlanti para fechar o acordo. Foi ele quem anunciou o negócio. “Greg é um grande talento, e o impacto de sua narrativa prolífica e poderosa na Warner Bros. e no público, e em nossa cultura, é simplesmente ‘uau'”, disse Zaslav. “Ele começou sua carreira conosco e temos muita sorte que vá continuar a construir e expandir nosso estúdio de TV no futuro”. A presidente do Warner Bros. TV, Channing Dungey, também se manifestou. “Estamos muito entusiasmados em continuar nossa parceria com um dos contadores de histórias mais talentosos, celebrados e atraentes do setor. Greg é um visionário, um pioneiro e um líder, mas, mais do que isso, ele é um membro querido da família Warner Bros. Colaborar com Greg é um privilégio tremendo, e mal podemos esperar para ver que histórias ele e sua equipe trarão à vida nos próximos anos”, disse, em comunicado. Berlanti é um dos produtores-showrunners mais importantes da atualidade. Trabalhando na WBTV desde 2001, ele produziu/criou mais de 40 séries nas últimas duas décadas. Durante a temporada 2019-20, quando teve um recorde de 20 séries no ar ou em produção ao mesmo tempo, seus títulos cobriam cinco noites da semana em seis redes e streamers diferentes. Atualmente, a Berlanti Productions tem mais de 15 séries no ar ou em gravação nesse momento. “Todos os dias acordo grato por poder contar histórias para ganhar a vida com tantas pessoas talentosas que amo”, disse Berlanti. “Com este acordo, terei a sorte de entrar em minha terceira década fazendo TV e chamando a Warner Bros. de minha casa. O negócio da TV mudou e a Warner Bros. mudou também, mas estou mais grato do que nunca por fazer televisão e trabalhar com uma líder apaixonada, brilhante e gentil como Channing Dungey e ao lado de um velho amigo sábio como Brett Paul. No tempo em que conheci David Zaslav, [vi que] ele é o mais raro dos líderes de Hollywood: honesto, leal e visionário sobre o tipo de Warner Bros. próspera que ele deseja construir para o futuro, em que contadores de histórias como eu podem ter um lar para contarem histórias que emocionam e comovem o público em todo o mundo, nos próximos anos.” Não ficou claro como as produções de Berlanti, que criou muitas séries de super-heróis da DC, vão dialogar com as produções do DC Studios, comandado pelo diretor James Gunn e pelo produtor Peter Safran (ambos de “O Esquadrão Suicida”). Provavelmente, ele passe a apresentar projetos para os novos comandantes da DC e recebe encomenda deles. Um desses projetos é uma série sobre a tropa dos Lanternas Verdes, que segue em desenvolvimento para a HBO Max. Vale ressaltar que o acordo de Berlanti com a WBD é apenas para produções televisivas. Ele mantém um acordo à parte para filmes com a Netflix.
Netflix entra no mercado fitness com vídeos de exercícios
A Netflix fez uma parceria com a Nike para oferecer vídeos de exercícios físicos para seus usuários. Os vídeos começaram a ser disponibilizados a partir dessa sexta-feira (30/12) com o título de “Treinos de 30 Minutos”. A estratégia faz parte dos esforços da Netflix em atrair novos perfis de consumidores e manter engajados os já existentes. A produção ficou a cargo do Nike Training Club, o aplicativo fitness da grife, que oferece vídeos de exercícios conduzidos por treinadores da Nike. Ao todo, serão disponibilizados 90 vídeos, totalizando 30 horas de exercícios que podem ser feitos em casa, com nenhuma – ou pouca – necessidade de uso de equipamentos. Os primeiros 46 vídeos de exercícios lançados na Netflix incluirão programas que abrangem fundamentos de condicionamento físico, yoga, treinamento intervalado de alta intensidade e treinamento de força. O segundo lote de vídeos será lançado no final de 2023. O lançamento indica o interesse da Netflix no crescente mercado de home fitness, que se popularizou na década de 1980 com as fitas VHS de exercício estreladas por Jane Fonda. Desde então, o mercado cresceu e evoluiu muito. Redes sociais como YouTube e Instagram têm inúmeros canais voltados para exercícios com milhões de seguidores. E a marca Peloton, fabricante de bicicletas ergométricas e esteiras, também lançou um serviço de streaming dedicado a exercícios. A diferença é que o serviço da Peloton tem cerca de 3 milhões de inscritos, enquanto a Netflix conta com 223 milhões de assinantes em todo o mundo, o que imediatamente a coloca à frente de todos os concorrentes.
Christian Bale e Scott Cooper planejam novos filmes após “O Pálido Olho Azul”
O ator Christian Bale estrelou recentemente o thriller “O Pálido Olho Azul”, dirigido por Scott Cooper. O projeto marcou a reunião dos dois, após terem trabalhado juntos em “Tudo por Justiça” (2013) e “Hostis” (2017). E, de acordo com o diretor, essa parceria ainda vai se estender por mais tempo. Em entrevista ao site The Playlist, Cooper falou sobre a sua relação com Bale e sobre os próximos filmes que pretende fazer com o ator. Um desses projetos se chama “Valhalla”, uma trama de mistério que Cooper preferiu não detalhar. Mas ele entregou outro projeto. “Há muito tempo quero reimaginar o filme francês de Laurent Cantet, ‘A Agenda’, de 2001, que é sobre um homem desempregado que vê sua vida afundando cada vez mais em problemas enquanto esconde sua situação de sua família e amigos.” Apesar de o filme ainda estar na fase de planejamento, Cooper disse que “em algum momento, espero, você terá um quarto filme de Christian e eu. Nós dois, certamente, gostamos de histórias que dizem algo profundamente enraizado sobre a vida americana e sua relação com os cantos mais sombrios da psique humana.” A parceria mais recente dos dois, “O Pálido Olho Azul”, é baseado no livro homônimo de Louis Bayard e gira em torno de uma série de assassinatos macabros na Academia Militar de West Point em 1830. Bale tem o papel de um detetive veterano que investiga os crimes, e para isso conta com a ajuda do jovem cadete, que mais tarde se tornaria mundialmente famoso como escritor, Edgar Allan Poe. Harry Melling, conhecido como o Dudley Dursley da saga “Harry Potter”, vive Poe e o resto do elenco inclui Gillian Anderson (“The Crown”), Lucy Boynton (“Bohemian Rhapsody”), Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”), Toby Jones (“First Cow”), Timothy Spall (também de “Harry Potter”), Charlie Tahan (“Ozark”) e o veterano Robert Duvall (“O Juiz”). A estreia está marcada para 6 de janeiro na Netflix. Assista abaixo ao trailer do filme.









