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  • Filme

    Mulher Maravilha: Roteiro do filme foi escrito por autores de quadrinhos

    12 de julho de 2016 /

    A Warner Bros. divulgou a sinopse oficial do filme da “Mulher-Maravilha”. E além das linhas gerais da trama, os verdadeiros autores do roteiro foram revelados. Ao contrário do que vinha sendo assumido desde a pré-produção, a história não foi escrita por Jason Fuchs (“A Era do Gelo 4” e “Peter Pan”). Na verdade, os nomes dos roteiristas são totalmente inesperados. A trama de “Mulher-Maravilha” foi escrita por dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns. Os dois trabalharam juntos justamente no relançamento da heroína nos quadrinhos em 2006, numa trama posteriormente reunida na graphic novel “Who Is Wonder Woman?”. E também no piloto da série “Amazon”, sobre a heroína, que a rede CW rejeitou. Além de escrever quadrinhos, Heinberg e Johns também são roteiristas de séries televisivas. Heinberg tem larga experiência em séries de apelo melodramático e público majoritariamente feminino, tendo escrito, entre 1995 e 2016, episódios de “Party of Five”, “Gilmore Girls”, “The O.C.”, “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “The Catch”, entre outras. Já Johns é diretor da divisão televisiva da DC Comics, e assinou episódios de “Smallville”, “Arrow” e especialmente “The Flash”, que ajudou a criar. A Warner tinha conhecimento prévio do roteiro que a dupla escreveu para a rejeitada “Amazon” e deve ter tomado a decisão de contratá-los após avaliá-lo. Mas os bastidores desta decisão só permitem especulações, já que a identidade dos autores ficou em segredo até a última hora. Durante a pré-produção, houve uma denúncia nas redes sociais de que Warner teria encomendado vários roteiros a diferentes escritores, mas a queixa não foi considerada séria, diante da persistência do nome de Jason Fuchs, o roteirista oficialmente contratado, como autor da história. Agora se sabe que seu roteiro não foi utilizado nas filmagens. Por fim, a sinopse oficial deixa claro que o filme mostrará o passado da Mulher Maravilha como a amazona Diana, treinada para ser uma guerreira invencível. Ela foi criada em uma ilha paradisíaca e vai para o mundo real depois de conhecer um piloto americano que sofre um acidente em sua praia. Ao saber que um grande conflito leva destruição ao mundo, ela decide entrar na luta para acabar com todas as guerras, descobrindo assim seus poderes e seu destino. A sinopse evoca basicamente a história de origem concebida pelo criador da personagem, o psicólogo William Moulton Marston. A diferença, conforme se pode constatar pelas fotos das filmagens, é que a produção mostrará a heroína na 1ª Guerra Mundial, enquanto os quadrinhos se passavam durante a 2ª Guerra Mundial, que era um evento atual em 1941, quando ela foi criada. De fato, a data de capa da primeira aparição da Mulher Maravilha coincide com o ataque japonês à Pearl Harbor, que levou os EUA a entrarem no conflito.

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  • Filme

    Liga da Justiça: Filme de super-heróis ganha logo e sinopse oficiais

    22 de junho de 2016 /

    A Warner Bros. divulgou o logo e a sinopse oficiais do filme da “Liga da Justiça”, que vai juntar os principais super-heróis da DC Comics. Além disso, foi confirmado que, ao contrário do originalmente planejado, a produção não será dividida em duas partes, contando uma história completa. A sinopse oficial diz: “Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.” Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), o filme tem estreia marcada para novembro de 2017.

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  • Série

    Atriz da série Mulher Maravilha será presidente dos EUA na 2ª temporada de Supergirl

    22 de junho de 2016 /

    A série “Supergirl” vai ganhar mais uma intérprete de super-heroína clássica em seu elenco: ninguém menos que Lynda Carter, que estrelou a série “Mulher-Maravilha” nos anos 1970. Ela viverá a presidente dos Estados Unidos na atração. A extensão do retorno de Carter ao universo da DC Comics, 40 anos após a estreia de “Mulher-Maravilha” (1976-78), ainda está sendo mantida em sigilo. Mas o produtor Greg Berlanti contou ao site TVLine que tinha tentado uma participação da atriz na 1ª temporada da série, mas acabou desistindo por conflitos de agenda. Segundo ele, esta foi sua “maior decepção da temporada”, mas agora isso será consertado. Além de Lynda Carter, a série conta com Helen Slater, que estrelou o filme “Supergirl” (1984), e Dean Cain, protagonista de “Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman” (1993-97) como pais adotivos de Kara Danvers/Supergirl, papel de Melissa Benoist. Além disso, a 1ª temporada ainda trouxe Laura Vandervoort (a Supergirl de “Smallville”) num arco como a vilã Indigo. A 2ª temporada de “Supergirl” estreia no dia 24 de outubro na rede americana CW. No Brasil, a série é exibida pelo canal Warner.

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  • Filme

    Liga da Justiça: Ator de Game of Thrones será o Rei de Atlantis

    21 de junho de 2016 /

    A Warner Bros abriu o set de filmagens da “Liga da Justiça” para a imprensa internacional e revelou várias novidades sobre a produção. Além da primeira imagem do novo Batmóvel e a informação sobre os novos veículos de Batman no filme, um novo ator foi confirmado no elenco: o islandês Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) viverá o Rei de Atlantis. A escalação também descortina um aspecto da trama, que privilegiará a história de Aquaman, vivido por Jason Momoa (outro egresso da série “Game of Thrones”). Para confirmar a tendência, um dos segredos desvendados no set foi o papel do anteriormente escalado Willem Dafoe. Ele viverá Vulko, mentor de Aquaman. O site Collider apurou ainda que a história irá destacar as Caixas Maternas (“mother box”, no original), tecnologia superpoderosa do planeta Apokolips, sendo que três caixas estariam na Terra, de posse dos atlantes e também das amazonas. Ou seja, a mitologia grega que acompanha a Mulher Maravilha também terá importância na trama. E, claro, Darkeid está vindo. “Liga da Justiça” vai juntar Batman (vivido por Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher), além de trazer de volta o vilão Lex Luthor (Jesse Eisenberg), de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”. Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), o filme tem estreia marcada para novembro de 2017.

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  • Filme

    Filme da Liga da Justiça tem seu título confirmado

    4 de junho de 2016 /

    Após a Warner afirmar que o filme de seu grupo de super-heróis não seria mais dividido em duas partes, e que “Liga da Justiça – Parte 1” seria renomeado, muitos boatos sobre possíveis títulos surgiram na internet. Para encerrar as especulações, o produtor Geoff Johns, chefe da DC Films, decidiu usar seu Twitter para divulgar o verdadeiro título do longa. “Esclarecendo quaisquer equívocos: o filme da Liga da Justiça se chama ‘Liga da Justiça’!”, ele postou. Na sexta-feira (3/6), o site nerd mais chutador da internet, Heroic Hollywood, chegou a revelar quatro opções de títulos para o filme. Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), “Liga da Justiça” vai juntar os heróis Batman (Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher), além de trazer de volta o vilão Lex Luthor (Jesse Eisenberg). A estreia está marcada para novembro de 2017.

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  • Filme

    Jesse Eisenberg revela que vai participar do filme da Liga da Justiça

    30 de maio de 2016 /

    O ator Jesse Eisenberg, que deu vida a Lex Luthor em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”, revelou, durante a Comic-Con de Londres, que vai participar do filme da “Liga da Justiça”. “Eles começaram as filmagens há pouco tempo, então estou esperando minha participação. Não o sei o que posso dizer sobre o filme, porque sinto que deve ter algum drone da DC me seguindo, e se eu dizer algo errado, você sabe…”, brincou. Ele ainda acresceu que adora as pessoas que estão envolvidas com o filme. “É um grupo muito talentoso”, comentou. Novamente escrito por Chris Terrio e com direção de Zack Snyder (a dupla de “Batman vs. Superman”), o filme já começou a ser produzido, reunindo em seu elenco principal os atores Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman), Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Ray Fisher (Ciborgue), Ezra Miller (Flash) e Jason Momoa (Aquaman). A estreia está prevista para novembro de 2017.

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  • Filme

    Warner cria DC Films para desenvolver filmes de super-heróis

    27 de maio de 2016 /

    A Warner Bros. anunciou a criação da DC Films, divisão que ficará responsável pelo lançamento de todos os seus filmes de super-heróis. A nova estrutura será comandada por Jon Berg (executivo da Warner) e Geoff Johns (executivo de DC Entertainment, que lançou o universo da DC na televisão). Segundo o Hollywood Reporter, o estúdio pretende aproveitar o sucesso de Geoff Johns com as séries derivadas dos quadrinhos da DC Comics para tentar repetir a fórmula no cinema. Johns já trabalhou com o cineasta David Ayer na produção de “Esquadrão Suicida” e está co-roteirizando o novo filme solo de Batman junto com o astro Ben Affleck. Jon Berg, por sua vez, também tem uma boa relação com Affleck, com quem trabalhou em “Argo”, além de ter produzido “Batman vs Superman” e os vindouros “Esquadrão Suicida” e “Mulher-Maravilha”. A criação da DC Films tem como um de seus objetivos centralizar as decisões sobre os filmes que a Warner Bros. está desenvolvendo sobre os quadrinhos de sua editora, de modo a evitar que um diretor tenha poder demais sobre esse universo. Trata-se de uma reação às críticas negativas que acompanharam o lançamento de “Batman vs Supeman” e também um desdobramento do processo mais colaborativo da produção de “Esquadrão Suicida”, que teve, inclusive, refilmagens para refletir a expectativa gerada por seu primeiro trailer. As duas primeiras missões dos novos executivos serão supervisionar as filmagens de “Liga da Justiça” e encontrar um diretor para o filme solo do super-herói Flash.

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  • Filme

    Willem Dafoe entra no filme da Liga da Justiça

    20 de abril de 2016 /

    O ator Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) vai voltar às adaptações de quadrinhos. Depois de viver o vilão Duende Verde na primeira trilogia do Homem-Aranha (2002-2007), ele vai debutar no universo dos personagens da DC Comics como integrante do elenco de “Liga da Justiça”. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, desta vez Dafoe vai interpretar um personagem do bem, mas não há maiores detalhes sobre seu papel. A história de “Liga da Justiça”, escrita por Chris Terrio (“Batman vs Superman”), será dividida em dois filmes, ambos dirigidos por Zack Snyder (também de “Batman vs. Superman”). A primeira parte tem estreia prevista para novembro de 2017 e a segunda apenas para junho de 2019. Dafoe está escalado para participar dos dois longas. No filme, Batman (Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher) se juntam para combater uma nova e poderosa ameaça.

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  • Filme

    Mulher-Maravilha: Fotos das filmagens revelam cena importante da origem da super-heroína

    11 de abril de 2016 /

    Surgiram novas fotos dos bastidores das filmagens de “Mulher-Maravilha”, que revelam uma cena importante da trama, filmada no litoral italiano. As fotos registram o encontro entre a Princesa Diana (Gal Gadot) e o piloto Steve Trevor (Chris Pine) na praia da Ilha do Paraíso (ou Temiscira), além de cenas de um confronto entre as amazonas e uma tropa alemã da 1ª Guerra Mundial. Na versão original da origem da heroína, o avião de Trevor é abatido próximo à Temiscira, o que faz com que a princesa busque resgatá-lo. O encontro a afeta profundamente. Trevor não só foi o primeiro homem de sua vida, mas também o primeiro amor. Graças a ele, a jovem descobre sobre o mundo exterior, que estaria devastado pela guerra. Mas a trama escrita pelo psicólogo William Moulton Marston em 1941 refletia o período contemporâneo, época em que ocorria a 2ª Guerra Mundial. A mudança de período pode ter sido uma tentativa de diferenciar o filme da “Mulher-Maravilha” de “Capitão América: O Primeiro Vingador”, mas as fotos recém-reveladas também assinalam um interessante detalhe. As cenas das amazonas montadas a cavalo, enfrentando um exército mais moderno, ajudam a lembrar que 1ª Guerra Mundial foi o último conflito que envolveu cavalarias. O elenco também inclui Robin Wright (série “House of Cards”), Connie Nielsen (“Ninfomaníaca”), Lisa Loven Kongsli (“Força Maior”), Danny Huston (“X-Men Origens: Wolverine”), David Thewlis (franquia “Harry Potter”), Saïd Taghmaoui (“Trapaça”), Elena Anaya (“A Pele que Habito”), Ewen Bremner (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Lucy Davis (“Todo Mundo Quase Morto”). O roteiro é de Jason Fuchs (“Peter Pan”), a direção está a cargo de Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”) e a estreia está prevista para junho de 2017.

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  • Filme

    Estreia do filme da Mulher Maravilha é antecipada em três semanas

    7 de abril de 2016 /

    O “fracasso” de “Batman vs. Superman” subiu mesmo à cabeça da Warner Bros. No dia em que o longa superou os US$ 700 milhões de bilheteria mundial e dois novos filmes da DC Comics foram acrescentados a seus lançamentos futuros, o estúdio anunciou a antecipação da estreia do primeiro longa individual da Mulher Maravilha. O filme da guerreira amazona estrelado por Gal Gadot (“Batman vs. Superman”) vai estrear agora em 2 de junho de 2017 nos EUA, três semanas antes do previsto. Escrito por Jason Fuchs (“Peter Pan”) e dirigido por Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”), o filme vai mostrar a origem da heroína e como a princesa Diana deixou a ilha mitológica para se integrar ao mundo dos homens, durante a 1ª Guerra Mundial, e se tornou a Mulher Maravilha.

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  • Filme

    Batman vs. Superman é sério, sombrio e violento. Em suma, não é um filme da Marvel

    27 de março de 2016 /

    O trailer que contava mais ou menos o resumo da história prometia algo pavoroso. E aquele resumo é mesmo o que é mostrado no cinema. Mas “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, o novo filme de super-heróis de Zack Snyder, não é tão ruim quanto algumas (a maioria das) críticas prometem. Seu “pecado”, aparentemente, é não ser um filme da Marvel. De modo geral, o filme segue a linha das adaptações dos quadrinhos da DC Comics dos últimos anos, com histórias mais dramáticas e épicas, que privilegiam os aspectos mais sombrios dos quadrinhos. Tal preferência se manifesta até na escolha de filtros e uma palheta de cores mais escura, além de trilha sonora triste e efeitos visuais de fim de mundo. É, de fato, grande o contraste com a leveza das aventuras da Marvel/Disney. E isso é bem demarcado logo nos créditos de abertura, que resumem as memórias do trauma de infância de Bruce Wayne, na noite em que ele perdeu seus pais durante um assalto em uma rua mal iluminada. Por sinal, os créditos iniciais – elemento tão elegante e em falta no cinema atual -, revelam uma preocupação em reintroduzir Bruce Wayne para situá-lo nesse “novo” universo compartilhado com Superman, incorporando-o aos eventos mostrados no último ato de “O Homem de Aço” (2013), também de Snyder. Ou seja, toda aquela destruição causada durante a luta entre Superman (Henry Cavill) e o General Zod (Michael Shannon), que causou controvérsia entre os fãs dos quadrinhos, devido aos milhares de mortes que resultariam de tamanha violência, não só foi levada em consideração como virou o marco da animosidade inicial entre os dois heróis, fornecendo a motivação que faz Batman (Ben Affleck, muito bem no papel) encarar o kryptoniano como uma ameaça para a humanidade. Além disso, a intervenção de Lex Luthor contribui para que os dois se confrontem, por mais que suas motivações não sejam muito bem exploradas, o que tornam o vilão o ponto mais fraco do filme. Ainda assim, Jesse Eisenberg constrói uma imagem até simpática de menino mimado para seu Luthor, fugindo dos estereótipos de supervilões chatos e histéricos. Tanto é que apenas em determinado momento o público o vê como alguém desprezível de verdade. O clima sombrio também se manifesta na personalidade dos protagonistas. Bruce Wayne, em conversa com seu mordomo e parceiro Alfred (Jeremy Irons), afirma ser mesmo um criminoso. E esse seu aspecto fica ainda mais marcante durante seu combate com Superman, uma figura que também é (quase) contaminada pelo ódio generalizado. “Não há como escapar da maldade” (ou algo assim), ele afirma em uma sequência, em conversa rápida com Lois Lane (Amy Adams). Lois, inclusive, é quem mais surpreende na trama. Como está encantadora! Ela se revela tão heroína quanto a Mulher Maravilha (Gal Gadot, deslumbrante), apesar de ser apenas uma jornalista, que por acaso é namorada do sujeito mais poderoso da Terra. Quanto à famosa amazona dos quadrinhos, sua aparição é relativamente pequena, embora crie frisson ao surgir em cena, para ajudar os heróis a enfrentar o supervilão Apocalipse – isso só é spoiler para quem não viu o trailer, veiculado à exaustão desde o ano passado. E a música-tema da Mulher Maravilha é tão linda quanto ela. Quem tem/teve um pouco de contato com os quadrinhos nas últimas décadas sabe que Apocalipse é um monstrengo marcante na história do Homem de Aço, e não apenas por ser praticamente indestrutível. Por isso, imaginava-se que ele se tornaria o grande estraga-prazeres de “Batman vs. Superman”. Felizmente, não é bem isso que acontece. Afinal, quem acompanhou a pancadaria de Superman contra Zod no filme anterior já sabe o que esperar agora, ainda que no novo filme tudo seja mais épico e dramático. Com tanta luta, há quem possa reclamar da falta de diálogos mais bem trabalhados, mas Snyder preferiu centrar o seu filme na ação, em especial no embate entre os dois heróis. E não dá para dizer, sinceramente, que cometeu um erro por conta disso. Inclusive, ver o filme em IMAX 3D torna a experiência ainda mais intensa, mal dando para perceber a passagem de suas duas horas e meia de duração. (Há várias cenas filmadas com câmeras IMAX, e dá para percebê-las com a mudança frequente da janela de aspecto.) E por mais que Superman seja essa criatura extraordinária de bondade, um deus vivendo entre os homens e o coração da história, é Bruce Wayne/Batman quem conduz o tom do filme. A inspiração, desde sua amargura solene, sua idade mais avançada e até do uniforme mais escuro do Batman, vem claramente de “Cavaleiro das Trevas”, a graphic novel de Frank Miller. E isso diferencia bastante o personagem de suas encarnações anteriores, menos circunspectas, dando-lhe contornos bem interessantes. Ao final, o herói de Gotham City é quem sai como verdeiro vencedor de “Batman vs. Superman”, embora seja possível atribuir sua vitória a um conjunto de condução narrativa (com duas sequências de sonho fantásticas), excelente elenco de apoio, promessa de uma Liga da Justiça muito interessante para os próximos filmes, uma Mulher Maravilha linda, forte e enigmática, um trabalho de direção de arte e figurinos deslumbrantes, efeitos especiais de ponta (mesmo com o CGI do Apocalipse) e cenas de ação muito boas – inclusive com maior agilidade do Batman, em comparação com os outros filmes do personagem. Por outro lado, quem tem cisma com o Zack Snyder vai continuar encontrando os mesmos defeitos de sempre, podendo reduzir “Batman vs. Superman” apenas a um exercício épico de destruição exagerada, preenchido por diálogos medíocres e mais efeitos que profundidade. Mas, convenhamos, em seus filmes os super-heróis não ganham um assistente mirim como em “Homem de Ferro 3”, que a maioria da crítica aplaudiu. Ao menos, Snyder leva o gênero a sério. A questão, na verdade, parece se resumir ao quão sério devem ser os filmes de super-heróis. E positivamente “Batman vs. Superman” não tem piadinhas, como a maioria dos filmes da Marvel.

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  • Filme

    Mulher Maravilha: Veja a primeira foto das amazonas do filme

    26 de março de 2016 /

    A Warner Bros. divulgou, via revista Entertainment Weekly, a primeira imagem das amazonas de Themyscira, a mitológica ilha habitada pelas guerreiras do filme “Mulher-Maravilha” (clique para ampliá-la). A foto mostra Gal Gadot (“Batman vs. Superman”) à frente, como a Princesa Diana, acompanhada por Menalippe (Lisa Loven Kongsli, de “Força Maior”), que nos quadrinhos é oráculo das amazonas, sua mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen, de “Ninfomaníaca”), e sua tia, a brava general Antiope (Robin Wright, da série “House of Cards”). Escrito por Jason Fuchs (“Peter Pan”) e dirigido por Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”), o filme vai mostrar a origem da heroína e como a princesa Diana deixou a ilha mitológica para se integrar ao mundo dos homens, durante a 1ª Guerra Mundial, e se tornou a Mulher Maravilha. A estreia está marcada para 22 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Batman vs. Superman vai ocupar 45% de todo o circuito de cinema do Brasil

    24 de março de 2016 /

    O aguardado lançamento de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” chega nesta quinta (24/3) a 1.331 salas de cinema do Brasil. Isto equivale a 45% de todas as telas disponíveis no país, entre elas 867 com projeção 3D e 12 salas Imax. O monopólio de salas tem o objetivo de, além de permitir acesso ao grande público, garantir seu sucesso. Uma conquista garantida pela falta de outras opções. A aposta da Warner Bros. é alta – fala-se em US$ 400 milhões de gastos entre produção e divulgação – e deposita, sobre os ombros largos da produção, a responsabilidade de ampliar seu universo de personagens de quadrinhos no cinema. O longa mostra pela primeira vez o encontro dos principais heróis da editora DC Comics. Além do Superman, vivido por Henry Cavill (“O Homem de Aço”), e a estreia do Batman de Ben Affleck (“Argo”), a produção introduz a Mulher Maravilha, interpretada por Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”). O desejo de garantir seu sucesso vai além do esgotamento do mercado. A crítica ficou impedida de escrever sobre o filme até a última hora. Com isso, ganharam destaque as opiniões dos fãs, que babaram sobre a obra, criando uma expectativa positiva. Mas, agora, com as primeiras sessões em andamento, não há mais como esconder os problemas do filme. O site Rotten Tomatoes, que mede a aprovação dos críticos americanos, avaliou as primeiras resenhas e constatou o tom negativo: apenas 32% das críticas são positivas. Muito sombrio, lotado de efeitos e pirotecnia, e amarrado por uma narrativa absurda, o filme é o equivalente cinematográfico de um show de heavy metal. Para a sorte da Warner, há muitos fãs de rock pesado em todo o mundo. Mas, vale lembrar, é o pop levinho (Marvel) que vende mais. Quem não quiser ver super-heróis terá poucas opções em cartaz, e a maioria são filmes bíblicos. Dois novos lançamentos juntam-se a “Ressurreição”, que estreou na semana passada, e à novela “Os 10 Mandamentos”, que ganha nova edição limitada, com cenas inéditas, especialmente para a Semana Santa. No clima da Páscoa, “O Jovem Messias” chega a 278 salas. Adaptação do best-seller de Anne Rice (a escritora de “Entrevista com o Vampiro”), o filme narra a infância de Jesus. Apesar de cobrir um período narrado apenas em Evangelho Apócrifo, a produção consegue ser mais estereotipada que os filmes de Páscoa dos anos 1950 – o menino Jesus é um loirinho que nasceu onde seria a Palestina, vejam só. O outro lançamento religioso, “Nos Passos do Mestre”, vai na linha oposta e ocupa o circuito limitado, abrindo em apenas oito salas (cinco em São Paulo, duas em Fortaleza e uma em Boa Vista). Qual a diferença? Para começar, traz um Jesus brasileiro. Misturando cenas contemporâneas com a encenação de Jesus entre os Apóstolos, o filme nacional questiona a maioria dos dogmas cristãos sob um viés espírita. Longe de ser um presépio, pode criar saias-justas na Páscoa. A programação ainda destaca “Conspiração e Poder”, uma espécie de anti-“Spotlight”, que passou em branco nos EUA, apesar do bom elenco. O filme traz Robert Redford como o prestigiado âncora americano Dan Rather e Cate Blanchett como sua produtora, que, na ânsia de dar um furo de notícia, usa fontes maliciosas e divulga uma mentira escandalosa sobre o então presidente George W. Bush, que lhes custa suas carreiras. O filme é uma lição de humildade para o jornalismo investigativo que se propõe a ser paladino da justiça. Como os EUA preferem idealizar a imprensa, “Spotlight” venceu o Oscar, enquanto “Conspiração e Poder” percorreu circuito alternativo, fazendo apenas US$ 2,5 milhões. De todo modo, seu timing cai bem no circuito brasileiro. O circuito limitado ainda destaca o brasileiro “A Luneta do Tempo”, primeiro longa dirigido pelo cantor Alceu Valença, que conta a história de dois rivais do agreste pernambucano durante a década de 1930. A produção será exibida em 14 salas, exclusivamente na rede Cinépolis. Completam a programação o drama islandês “Desajustados” (em quatro salas no Rio e São Paulo), o documentário “No Vermelho”, sobre ambulantes nas avenidas de Belo Horizonte (por sinal, lançado apenas numa sala de Belo Horizonte), e o drama romeno “Autorretrato de uma Filha Obediente (uma sala em São Paulo). Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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