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  • Música

    Caetano Veloso lança seu primeiro clipe em quase uma década

    18 de setembro de 2021 /

    Caetano Veloso lançou um novo clipe após quase uma década distante do formato, hiato tão longo que transformou sua página do YouTube numa coleção de trechos de shows e registros ao violão. Mas é como se o tempo não tivesse passado. O registro de “Anjos Tronchos” retoma a estética minimalista do último clipe produzido, “A Bossa Nova É Foda”, de 2013, voltando a trazer o cantor em poses acanhadas num estúdio escuro. O diretor é o mesmo, Fernando Young, também responsável pela fotografia, que explora reflexos. Em vez de ser abraçado sem parar, agora Caetano reflete-se infinitamente, num novo afago ao ego. Moderna e desconcertante, a música destaca a guitarra de Pedro Sá, outro parceiro da década passada de Caetano, que integrou a banda Cê. A melodia de rock sombrio (choque de pós-punk com música concreta) embala uma letra pós-moderna, focada na internet. Vão longe os tempos em que Caetano mandava notícias “via Intelsat” para “O Pasquim”. “Agora, a minha história é um denso algoritmo”, ele canta em “Anjos Tronchos”, poetizando desde a toxidade das redes (“Um post vil poderá matar”) até suas possibilidades artísticas (“Miss Eilish faz tudo o quarto com o irmão”). A letra parafraseia o “anjo torto” de Carlos Drummond de Andrade, que já tinha inspirado Chico Buarque a ir “Até o Fim”. Desta vez, o anjo de silício faz Caetano olhar para a internet e se ver refletido, fazendo descobertas para redescobrir a si mesmo, porque “há poemas como jamais/Ou como algum poeta sonhou/Nos tempos em que havia tempos atrás/E eu vou, por que não?/Eu vou, por que não? Eu vou”. Afinal, “Alegria, Alegria” também era um contraste ambulante, criada numa época de colagens poéticas, onde o sol em capas de revistas era mais mais relevante que as notícias censuradas da ditadura. “Anjos Tronchos” é um excelente cartão de visitas para o novo disco de Caetano, batizado de “Meu Coco”, que deve incluir composições do poeta da MPB nunca gravadas por ele próprio, como “Noite de Cristal” (lançada por Maria Bethânia, em 1988), além de faixas inéditas.

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  • Música

    Filme sobre vida de Ney Matogrosso vai se chamar “Homem com H”

    26 de julho de 2021 /

    Em desenvolvimento pela Paris Filmes desde 2018, a cinebiografia do cantor Ney Matogrosso ganhou título e divulgou sua equipe criativa. Chamado de “Homem com H”, nome de uma canção de 1981, o longa-metragem sobre a vida e a obra de Ney Matogrosso terá direção de Esmir Filho, responsável por filmes como “Os Famosos e Os Duentes da Morte” e “Verlust”, e a série “Boca a Boca”, da Netflix. “Além de admirar Ney como pessoa e artista, me identifico muito com sua história de vida, sua postura frente ao mundo e seus pensamentos”, disse o diretor, em comunicado da Paris Filmes. “Meu desafio agora é traduzir a poesia de Ney para a linguagem do cinema, criando uma jornada sobre liberdade e afeto. Fiquei muito feliz quando o projeto chegou até mim por convite e iluminou meus últimos meses isolados, em que estive imerso nos discos de Ney e livros que contam sua trajetória. Ri, chorei, dancei”, completou. O filme deverá acompanhar a vida do artista desde a infância no Mato Grosso do Sul, incluindo o complicado relacionamento com o pai militar e sua vida no Rio de Janeiro vendendo artesanato, até chegar ao sucesso musical com o grupo Secos e Molhados, o lançamento de sua carreira solo e seus dias atuais. Como pano de fundo, a trama deve abordar a história do país, desde movimentos culturais como o Tropicalismo, até políticos como a luta contra a censura e a campanha Diretas Já. A produção é autorizada por Ney Matogrosso que participa ativamente do desenvolvimento e das decisões artísticas do projeto. A próxima etapa da produção é escolher o ator principal, visando começar as filmagens em 2022 e fazer a estreia em 2023.

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  • Música

    Marisa Monte resgata a MPB do tempo do “Fantástico”

    5 de julho de 2021 /

    A cantora Marisa Monte disponibilizou em seu YouTube o clipe de “Portas”, que interrompe um hiato de cerca de 10 anos sem músicas inéditas. Sem muitos elementos, além da trocas de figurino e truques simples de computação, o vídeo minimalista de Giovanni Bianco (“Girl from Rio”, de Anitta) chama mais atenção pela opção de divulgação: seu lançamento em primeira mão no “Fantástico” resgatou um costume antiquado da MPB, que tinha acabado com o advento da MTV nos anos 1990. Em plena era do YouTube, o capricho de lançar vídeo de fundo branco no programa dominical da Globo parece um aceno analógico de hipster, mas até combina com a sonoridade nostálgica da canção. Não é de hoje que Marisa Monte tenta resgatar sons da MPB de raiz, mais especificamente da época em que Gal Costa e Nara Leão eram parâmetros para as cantoras brasileiras – que teve seu auge quando ainda se lançava clipes no “Fantástico”. Depois de uma década sem novidades, ela continua do ponto em que parou, o que deve agradar seus fãs antigos.

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  • Filme,  Música

    Disco clássico de Belchior vai ganhar documentário

    12 de maio de 2021 /

    Renato Terra, codiretor de “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020), encontrou outro tema musical para seu próximo documentário. Ele planeja abordar o disco “Alucinação”, de Belchior (1946-2017). O documentário terá o mesmo nome do álbum lançado em 1976, que registrou um repertório absolutamente clássico, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “Como o Diabo Gosta”. E este é só o lado A. O outro lado tem a faixa-título, “Não Leve Flores”, “À Palo Seco”, “Fotografia 3×4” e “Antes do Fim”. Todas as faixas marcaram época. A ideia é explorar as canções como um mergulho na geração que viveu intensamente os anos 1970. As imagens serão costuradas com as canções de Belchior para potencializar lembranças, sensações e sonhos de uma geração que desejou “amar e mudar as coisas”, na definição do comunicado sobre a iniciativa. Terra vai escrever e dirigir o longa, que contará com codireção de Marcos Caetano e Leo Caetano, numa produção da Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil e Inquietude. Relembre abaixo a música que abre o disco.

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  • Filme,  Música

    MPB4 vai ganhar documentário

    23 de outubro de 2020 /

    A história do grupo musical MPB4, que marcou a música brasileira entre as décadas de 1960 e 1980, vai virar documentário. Dirigido pelo veterano cineasta Paulo Thiago e produzido por Glaucia Camargos, o longa está ainda em fase de pré-produção. Os dois já trabalharam juntos em sete filmes: “Orquestra dos Meninos” (2008), “Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova” (2005), “O Vestido” (2003), “Poeta de Sete Faces” (2002), “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil” (1997), “Vagas Para Moças de Fino Trato” (1993) e “Jorge, um Brasileiro” (1988). A nova produção terá cenas de arquivos e entrevistas com os integrantes do quarteto, além de depoimentos de músicos e cantores que participaram da história do grupo, como seu grande parceiro Chico Buarque. Ainda não há previsão para a estreia, mas os fãs podem matar as saudades da boa música do MPB4 no vídeo clássico abaixo.

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  • Filme,  Música

    Seleção do Festival de Veneza inclui documentário sobre prisão de Caetano Veloso

    28 de julho de 2020 /

    A organização do Festival de Veneza divulgou a lista dos filmes selecionados para sua edição 2020. E entre os títulos destaca-se o documentário “Narciso em Férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968. Programado para exibição fora de competição, o novo filme da dupla Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”) traz o cantor brasileiro relembrando sua prisão, quando ele e Gilberto Gil foram levados de suas casas após o decreto do AI-5, culminando em seu exílio no auge da ditadura militar. Sem receber explicações, Caetano e Gil foram retirados à força de suas casas em São Paulo, levados ao Rio de Janeiro e jogados numa prisão. Passaram a primeira semana em solitária, antes de serem transferidos para celas, onde ficaram quase dois meses trancafiados. Na época, a ditadura impediu os jornais de mencionar as prisões. O crime cometido? Músicas. “Narciso em Férias” integra uma seleção com mais de 50 filmes de todo o mundo, incluindo obras de cineastas como Kiyoshi Kurosawa, Amos Gitai, Chloé Zhao, Nicole Garcia, Andrei Konchalovsky, Lav Diaz, Alex de la Iglesia, Alice Rohrwacher, Michel Franco, Luca Guadagnino, Abel Ferrara e até o (há muito) falecido Orson Welles. Uma das características desta seleção justamente é a inclusão de vários documentários fora de competição, entre eles um filme dedicado à ativista adolescente Greta Thunberg, a obra póstuma de Welles e os novos trabalhos de Ferrara, Guadagnino e do premiado Alex Gibney, que já venceu o Oscar da categoria com “Um Táxi para a Escuridão” (2007). Ao anunciar a programação nesta terça-feira (28/7), o diretor do festival, Alberto Barbera, declarou que o evento continua sendo “uma vitrine para a melhor produção cinematográfica do mundo”. E destacou que a seleção inclui apenas duas obras de ficção produzidas por estúdios de Hollywood, ambas dirigidas por mulheres. As produções dramáticas americanas são “The World to Come”, da diretora Mona Fastvold (“O Sonâmbulo”), um drama íntimo estrelado por Casey Affleck, Vanessa Kirby e Katherine Waterston, e “Nomadland”, um road movie de Chloé Zhao (“Domando o Destino”), com Frances McDormand e David Strathairn. Vale lembrar que Chloé Zhao está atualmente trabalhando na pós-produção de “Eternos”, da Marvel. Vanessa Kirby deve ser a grande estrela do tapete vermelho, se ele for estendido em meio à pandemia de covid-19. Ela aparece duplamente na programação, pois também está no elenco de “Pieces of a Woman”, que é uma produção canadense e marca a estreia do diretor húngaro Kornél Mundruczó (“White God”) em inglês. O Festival de Veneza será realizado de forma presencial, com reforço de medidas de segurança, entre os dias 2 e 12 de setembro. Confira abaixo a lista dos títulos selecionados. Competição Principal In Between Dying, de Hilal Baydarov Le Sorelle Macaluso, de Emma Dante The World To Come, de Mona Fastvold Nuevo Orden, de Michel Franco Lovers, de Nicole Garcia Laila in Haifa, de Amos Gitai Dear Comrades, de Andrei Konchalovsky Wife Of A Spy, de Kiyoshi Kurosawa Sun Children, de Majid Majidi Pieces Of A Woman, de Kornel Mundruczo Miss Marx, de Susanna Nicchiarelli Padrenostro, de Claudio Noce Notturno, de Gianfranco Rosi Never Gonna Snow Again, de Malgorzata Szumowska, Michal Englert The Disciple, de Chaitanya Tamhane And Tomorrow The Entire World, de Julia Von Heinz Quo Vadis, Aida?, de Jasmila Zbanic Nomadland, de Chloé Zhao Mostra Horizontes Apples, de Christos Nikou La Troisième Guerre, de Giovanni Aloi Milestone, de Ivan Ayr The Wasteland, de Ahmad Bahrami The Man Who Sold His Skin, de Kaouther Ben Hania I Predatori, de Pietro Castellitto Mainstream, de Gia Coppola Genus Pan, de Lav Diaz Zanka Contact, de Ismael El Iraki Guerra E Pace, de Martina Parenti, Massimo D’Anolfi La Nuit Des Rois, de Philippe Lacôte The Furnace, de Roderick Mackay Careless Crime, de Shahram Mokri Gaza Mon Amour, de Tarzan Nasser, Arab Nasser Selva Tragica, de Yulene Olaizola Nowhere Special, de Uberto Pasolini Listen, de Ana Rocha de Sousa The Best Is Yet To Come, de Wang Jing Yellow Cat, de Adilkhan Yerzhanov Fora de Competição – Sessões Especiais 30 Monedas, Episode 1, de Alex de la Iglesia Princesse Europe, de Camille Lotteau Omelia Contadina, de Alice Rohrwacher Jr Fora de Competição – Ficção Lacci, de Daniele Lucheti Lasciami Andare, de Stefano Mordini Mandibules, de Quentin Dupieux Love After Love, de Ann Hui Assandira, de Salvatore Mereu The Duke, de Roger Michell Night In Paradise, de Park Soon-jung Mosquito State, de Filip Jan Rymsza Fora de Competição – Documentário Sportin’ Life, de Abel Ferrara Crazy, Not Insane, de Alex Gibney Greta; de Nathan Grossman Salvatore, Shoemaker Of Dreams, de Luca Guadagnino Final Account, de Luke Holland La Verita Su La Dolce Vita, de Giuseppe Pedersoli Molecole, de Andrea Segre Narciso Em Ferias, de Renato Terra, Ricardo Calil Paulo Conte, Via Con Me, de Giorgio Verdelli Hopper/Welles: de Orson Welles

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  • Música

    Amigos famosos de Gilberto Gil cantam juntos em clipe de aniversário

    26 de junho de 2020 /

    O cantor Gilberto Gil lançou nesta sexta (26/6) no YouTube e nas redes sociais uma nova versão da música “Andar com Fé”, sucesso de 1982, que foi gravada remotamente com amigos, colegas e familiares. A faixa começa com Chico Buarque batendo palmas para marcar o ritmo. Mas podiam ser palmas de “parabéns pra você”, porque o lançamento também comemora os 78 anos do músico. Os convidados da festa de aniversário incluem ainda Caetano Veloso, Milton Nascimento, Marisa Monte, Alcione, Fernanda Montenegro, Jorge Ben, Djavan, Lulu Santos, Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho, Emicida, Nando Reis, Ana Carolina, Daniela Mercury, Alcione, Lenine, Silva, Roberta Sá, Iza, Jorge Ben Jor, Frejat, Marisa Monte, Rogério Flausino a filha Preta Gil, as atrizes Carolina Dieckmann, Regina Casé, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, e até o cantor americano Stevie Wonder – entre muitos outros. O clipe tem direção remota de Andrucha Waddington e produção de Flora Gil, esposa de Gil. Por sinal, a festa continua mais tarde. Gil vai cantar seus sucessos e de Luiz Gonzaga acompanhado pelos filhos em uma live, “Fé na Festa do Gil”, que está marcada para esta sexta às 20h no canal do cantor no YouTube.

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  • Música

    Band vai resgatar especiais clássicos da MPB e prepara lançamento do histórico Elis & Tom em 4K

    28 de maio de 2020 /

    Em processo de digitalização de seu acervo, a Band está descobrindo preciosidades em seus arquivos. Uma das maiores é um especial musical, gravado em 1974 em Los Angeles, que reúne a cantora Elis Regina (1945-1982) e o compositor Tom Jobim (1927-1994). Graças a essa descoberta, o especial “Elis & Tom” foi remasterizado em 4K (ultra alta-definição) e se transformará em um documentário em longa-metragem. O diretor Roberto de Oliveira, que captou as imagens originais – e também comandou outros especiais, como “Rita Lee: Ovelha Negra” – , foi encarregado de assumir o resgate e a remasterização do material, que ainda não tem data para ser exibido. Produzido pela antiga gravadora Philips, “Elis & Tom” foi lançado como um LP de 14 faixas em 1974. Por sinal, o som dessas gravações também já foi remasterizado duas vezes, primeiro para o lançamento em CD, em 1990, e depois para tratamento de áudio surround (5.1. canais) em 2004. Na época, as gravações foram captadas para a Band pelo diretor Roberto de Oliveira, mas ainda não tinham ressurgido. Em entrevista para o blog Na Telinha, o diretor executivo da emissora, Caio de Carvalho, contou que o inventário do arquivo da Band já encontrou outros especiais clássicos da MPB, dedicados a Nora Ney, Dick Farney, Chico Buarque, Rita Lee, Novos Baianos, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tim Maia “e tudo que você possa imaginar”. Esse acervo também será remasterizado para exibição futura ou até mesmo disponibilização gratuita online. A Band também tem séries da grande atriz Cacilda Becker, “de uma época que se produzia teatro na TV”. “Temos o melhor de Dercy Gonçalves, da Hebe (Camargo), Chacrinha e shows incríveis”, acrescentou Carvalho, descrevendo o acervo como “um tesouro” guardado. Embora não cite, a Band também produziu especiais humorísticos de Ronald Golias e Hebe, além de muitas novelas clássicas, com destaque para “Os Imigrantes”, de Benedito Ruy Barbosa. Para o lançamento do material, além da remasterização, a emissora está resolvendo as questões de direitos autorais. “Porque naquela época não existiam questões legais que existem hoje. Mas isso é questão pequena”, explicou o diretor da Band.

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  • Música

    Taïs Reganelli canta homenagem de Chico Buarque à Revolução dos Cravos

    25 de abril de 2020 /

    Portugal completa, neste sábado (25/4), 46 anos da Revolução dos Cravos, movimento que encerrou mais de quatro décadas de ditadura no país. Devido à pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez os lusitanos não puderam celebrar nas ruas o fim do estado de exceção, mas muitos cantaram nas janelas de suas casas. Uma das mais famosas canções sobre a celebração da festa popular do fim da ditadura portuguesa foi recentemente regravada, ganhando um arranjo moderno e um clipe bastante criativo. Trata-se do clássico “Tanto Mar”, composição de 1975 do brasileiro Chico Buarque. A música ganhou uma versão psicodélica maravilhosa da cantora Taïs Reganelli, cujo vídeo, com fotografia e direção em stop-motion da paulista Joana Frug, pode ser conferida abaixo. A música foi lançada apenas em single e ainda não há previsão de lançamento de um álbum para acompanhar essa fase da carreira da cantora, que, por sinal, é longa. Nascida na Suíça durante o exílio dos pais durante a ditadura brasileira, Taïs Reganelli veio com a família para o Brasil durante a abertura política em 1988, aos 10 anos de idade, onde absorveu influências da MPB e gravou discos com o irmão Henrique Torres. Ela se mudou para Portugal em 2017, onde estabeleceu sua nova base de atuação e se renovou musicalmente. Nestes dias de quarentena, ela vem realizando lives duas vezes por semana e num desses shows digitais registrou “Tanto Mar” acompanhada por músicos de sua banda, numa participação via videoconferência. O resultado também pode ser visto a seguir.

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  • Música

    Milton Nascimento e Criolo lançam clipe para ajudar desamparados durante a pandemia

    24 de abril de 2020 /

    Os cantores Milton Nascimento e Criolo lançaram uma parceria musical por uma boa causa. A dupla regravou “Não Existe Amor em SP”, faixa de 2011 de Criolo, com direito a clipe, com imagens em preto e branco dos artistas em estúdio, mescladas com cenas das ruas vazias da cidade de São Paulo. Acompanhados pelo piano de Amaro Freitas, Milton e Criolo dão voz à desolação, que o clipe associa à miséria “em cada escombro, em cada esquina”, ao mostrar desabrigados nas ruas, perambulando durante a crise sanitária. A música embala a campanha #Existeamor, criada para arrecadar doações para um fundo solidário voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia do coronavírus. As doações para a campanha beneficente podem ser feitas na plataforma Benfeitoria (neste link). O dinheiro arrecadado irá para instituições como É de Lei, SP Invisível e Arsenal da Esperança, entre outras. Além da disponibilização digital, o clipe dirigido por Beto Macedo e Denis Cisma também teve um lançamento concreto, literalmente, com projeções em edifícios da capital paulista na noite de quinta-feira (23/4). Fãs puderam acompanhar essas projeções à distância, por meio de uma live no YouTube dos dois músicos. Veja a gravação abaixo.

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  • Música

    Lô Borges convoca fãs para gravar clipe coletivo com tema da quarentena

    18 de abril de 2020 /

    O cantor Lô Borges está convocando seus fãs para gravarem vídeos da janela de suas casas e cantarem um de suas músicas mais conhecidas, “Paisagem da Janela”. A canção, composta por Borges e Fernando Brant, faz parte do consagrado álbum “Clube da Esquina” (1972), de Lô e Milton Nascimento, e registra o que o cantor podia ver da janela de sua casa. A letra serve perfeitamente como tema desses tempos de confinamento pelo novo coronavírus. Batizada de “Da Janela Lateral”, a iniciativa do projeto partiu de uma empresa médica de Belo Horizonte, que já organiza anualmente um evento de música, o Festival Meu Vizinho. Lô Borges, que se apresentou no festival em 2017, aprovou o projeto e decidiu convocar seus fãs. Os vídeos devem ser enviados ao perfil do festival no Instagram. Os primeiros vídeos já foram disponibilizados. Ao final, eles passarão por uma edição e integrarão um clipe coletivo, a ser lançado no fim do mês. Veja a mensagem de Lô Borges abaixo. Ver essa foto no Instagram E aí, vizinho! Como está sendo sua quarentena? Por aqui, depois de observar muito pela janela os detalhes lá fora, tivemos uma ideia, e queremos você nessa! O @loborgesoficial está aqui para convidar você a participar do novo clipe da música “Paisagem da Janela”, com imagens e vídeos enviados por pessoas do Brasil todo.⠀ ⠀ Dá uma olhada nesse recado que ele gravou dentro de casa e faça o mesmo! Assim como ele, você pode registrar o seu momento se mantendo seguro, sem sair do isolamento social. Participe, vai ser lindo! @hermes.pardini #DaJanelaLateral #fiqueemcasa #meuvizinhopardini Uma publicação compartilhada por Meu Vizinho Pardini (@festivalmeuvizinho) em 9 de Abr, 2020 às 8:32 PDT

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  • Música

    Clipe de Daniela Mercury e Caetano Veloso desperta a ira da direita brasileira

    10 de fevereiro de 2019 /

    O novo clipe de Daniela Mercury, “Proibido o Carnaval”, que conta com participação de Caetano Veloso, virou alvo da ira da direita brasileira. Uma campanha no Whatsapp e nas redes sociais está conclamando o público conservador a dar “dislikes” em massa na página do vídeo no YouTube. Lançado na terça-feira passada (12/2), o clipe já conta com 218 mil dislikes contra 86 mil likes. O motivo da irritação são as ironias de Daniela e Caetano disparadas contra o conservadorismo do novo governo brasileiro, com direito a referenciar a já icônica frase da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que afirmou que meninos devem usar azul e meninas, rosa. A música também faz uma defesa apaixonada dos direitos LGBTQIA+ e a liberdade de se assumir o que se quiser, sem sofrer censura ou ameaça de “cura gay”. “Abra a porta desse armário/ Que não tem censura pra me segurar/ Abra a porta desse armário/ Que alegria cura, venha me beijar”, diz a letra. A produção também inclui uma dedicação ao deputado federal Jean Wyllys, defensor de bandeiras LGBTQIA+, que abandonou seu mandato para ir morar no exterior, após sofrer ameaças de morte nas redes sociais – numa reação similar à evocada pelo vídeo atual. Por sinal, o tom agressivo e o baixo nível das reações contra “Proibido o Carnaval” foi tão abissal que os comentários do vídeo precisaram ser desabilitados pelo YouTube. Milhares de mensagens ofensivas e ataques contra a cantora também foram postadas nas redes sociais da cantora e de Caetano Veloso. Muitos comemoram um possível “fracasso” da música e alguns se referem a cantora como decadente e que estaria de “mimimi” por não poder contar com patrocínio do governo para o carnaval. Mas a campanha negativa também ajudou na divulgação da obra, que atingiu quase 2 milhões de acessos. Com isso, virou o vídeo mais visto da página da cantora. Caetano e Daniela ainda não se manifestaram diretamente sobre os protestos, mas a cantora postou em seu Twitter uma citação significativa, atribuída ao poeta Fernando Pessoa: “A finalidade da arte não é agradar. O prazer é aqui um meio, não é neste caso um fim. A finalidade da arte é elevar.” Veja o vídeo “polêmico” abaixo.

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  • Filme,  Música

    Fevereiros celebra a música e a religiosidade de Maria Bethânia

    9 de fevereiro de 2019 /

    Maria Bethânia, uma das maiores intérpretes da música brasileira, com 50 anos de uma brilhante carreira, já recebeu inúmeras homenagens, foi cantada em prosa e em verso, por meio de todas as mídias possíveis. Um desafio para o documentarista Márcio Debellian. O que ainda faltaria dizer ou abordar sobre ela? Quem mostrou o caminho foi a escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Em 2016, a Verde e Rosa homenageou Bethânia com o enredo “Menina dos Olhos de Oya”, dando destaque ao lado religioso da vida dela. O sincretismo religioso de Maria Bethânia combina o candomblé, a devoção católica, sobretudo, à Nossa Senhora e sabedorias herdadas dos índios. Esse amálgama traz a fé temperada pela diversidade e pela tolerância. E o convívio muito próximo e intenso com o mano Caetano acrescenta os elementos de ceticismo e ateísmo à mistura. Caetano Veloso, aberto a tudo, como ela, compartilhando experiências, mesmo sem crer verdadeiramente. Belos exemplos de respeito à ampla diversidade de cultos, crenças e não crenças. Que celebra a vida e a história, com festa. O filme “Fevereiros” explora bem esse caminho, ao mostrar e tratar do desfile campeão da Mangueira, que levou em conta a história do samba, a tolerância religiosa e o racismo, ao homenagear a carreira da cantora, que explodiu em 1964, no show Opinião, com a célebre interpretação de “Carcará”, de João do Vale. A ave, em grandes dimensões, foi um dos destaques do desfile. Márcio Debellian buscou explorar o universo familiar, festivo e religioso de Bethânia, acompanhando-a a Santo Amaro da Purificação, cidade natal dela, no Recôncavo Baiano, a região brasileira que recebeu mais negros escravizados da África. E a cidade que cultua Santo Amaro, Nossa Senhora da Purificação e outros santos em todos os fevereiros, com grandes rituais e festas populares. Maria Bethânia nunca deixa de estar lá, a partir de 31 de janeiro, em todos os fevereiros, luminares, marcantes de sua vida. “Fevereiros” traz a boa conversa de Bethânia, de Caetano Veloso, de outros familiares dela, participações de Chico Buarque e da turma da Mangueira. Tudo muito bom de se ver e ouvir. Pena que haja pouca música cantada por ela, mas isso se perdoa. Afinal, o que mais se conhece dela são suas canções gravadas, os poemas que ela recita lindamente, suas aparições mágicas nos palcos. O recorte de “Fevereiros” é outro, não exatamente original, mas bastante oportuno. Em tempos de fundamentalismos religiosos idiotas e opressores, é bom celebrar a vida, a festa, a tolerância e, sobretudo, a diversidade. Lançado no festival do Rio 2017 e já exibido em 29 festivais de cinema pelo mundo, “Fevereiros” foi escolhido como o Melhor Filme do 10º. In-Edit Brasil e recebeu menção honrosa do Júri Latino-americano do Festival Internacional do Uruguai.

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