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    Diretor de “Pantera Negra” quase abandonou carreira após morte de Chadwick Boseman

    4 de outubro de 2022 /

    O cineasta Ryan Coogler (“Pantera Negra”) quase abandonou a carreira de diretor depois da morte do ator Chadwick Boseman. A revelação foi feita pelo próprio Coogler em entrevista à revista Entertainment Weekly. “Eu estava em um ponto em que eu pensava assim: ‘estou me afastando desse negócio’”, disse ele. “Eu não sabia se conseguiria fazer outro filme, ponto. Muito menos outro filme do ‘Pantera Negra’, porque doeu muito. Eu pensei: ‘cara, como eu poderia me abrir de novo para me sentir assim?'” Coogler relembrou os momentos que compartilhou com o ator e o quanto aquele personagem significava para ele. Foi isso que o incentivou a seguir em frente. “Eu ficava pensando sobre muitas das conversas que tivemos, sobre o que percebi ser o fim da vida dele. Decidi que fazia mais sentido continuar.” O novo filme do personagem, intitulado “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”, foi concebido como uma homenagem a Chadwick Boseman. “É meu trabalho como cineasta fazer coisas com as quais sinto integridade pessoal”, disse Coogler. “Se eu não acreditar no que estou fazendo, terei dificuldade em fazer com que outras pessoas façam seu melhor trabalho. Para eles fazerem o seu melhor trabalho, eles têm que acreditar nele. No fim das contas, as escolhas que fazemos têm que parecer verdadeiras para mim. Quando os cineastas fazem coisas que não parecem verdadeiras para eles, você pode sentir. E vou argumentar que esses projetos não têm chance de funcionar.” A estreia de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Confira abaixo o trailer mais recente do filme.

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    Robert Brown, da série clássica “E as Noivas Chegaram”, morre aos 95 anos

    3 de outubro de 2022 /

    O ator Robert Brown, que estrelou a série clássica “E as Noivas Chegaram”, morreu em 19 de setembro em sua casa em Ojai, na Califórnia, aos 95 anos. Robin Adair MacKenzie Brown nasceu em 17 de novembro de 1926, em Elizabeth, Nova Jersey. Ele era filho do mordomo inglês de Teddy Roosevelt e Sara Roosevelt, respectivamente presidente e primeira dama dos EUA. Depois de servir na Marinha dos EUA, Brown estudou com Lee Strasberg, fundador do Actors Studio, e estreou na Broadway em 1948. Mas acabou entrando na lista negra dos comunistas da indústria de entretenimento dos EUA, ao se recusar a assinar um “juramento de lealdade”, que lhe custou o banimento dos teatros de Nova York. A perseguição política o fez trocar Nova York por Los Angeles, onde reiniciou sua carreira como figurante de filmes e séries. Ele chegou a aparecer em “Desafio” (1948) e “Almas Selvagens” (1953) sem créditos, e só após o fim da Caça às Bruxas conseguiu papéis melhores. Seu primeiro, único e último destaque no cinema foi no terror “A Torre de Londres”, dirigido por Roger Corman e estrelado por Vincent Price em 1962. Por outro lado, sua carreira deslanchou na TV, onde fez diversas participações em séries tão diferentes quanto “Caravana”, “Perry Mason” e “Jornada nas Estrelas”, antes de ser escalado em 1968 no papel de Jason Bolt, o mais velho dos três irmãos lenhadores de “E as Noivas Chegaram”. Concebido como um faroeste sem armas, a série dramática acompanhava a vida de pioneiros no interior dos EUA do século 19, quando as cidades começaram a surgir em torno de locais distantes, que atraiam apenas homens. A trama da série criada por N. Richard Nash (roteirista do recente filme “Cry Macho”) foi vagamente baseado na história real das chamadas Mercer Girls, que foram trazidas para a cidade próspera de Seattle na década de 1860 para trabalhar como professoras e inspiraram o musical de Stanley Donen “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954). A série durou duas temporadas até 1970. E depois disso o ator teve poucos destaques na carreira, incluindo o papel de uma estátua que ganhou vida num episódio de “A Feiticeira”. Sua tentativa de estrelar uma nova série no ano seguinte, “Primus”, teve apenas um ano de produção. Ele também apareceu em capítulos de “Mannix”, “Columbo” e “A Ilha da Fantasia”, antes de sumir das telas. Mas poderia ter experimentado uma carreira completamente diferente se tivesse permanecido no outro projeto em que foi relacionado na época de “E as Noivas Chegaram”. Em 1968, Brown foi escalado como o Detetive Steve McGarrett no piloto da série “Havaí Cinco-0” original. Mas algo aconteceu nos bastidores para ele ser substituído por Jack Lord cinco dias antes do início das gravações, por iniciativa do produtor Leonard Freeman. Lord viveu McGarrett até 1980.

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    Morre Sacheen Littlefeather, atriz indígena que fez História no Oscar

    3 de outubro de 2022 /

    A atriz e ativista Sacheen Littlefeather, que causou furor ao discursar contra a representação indígena de Hollywood no Oscar de 1973, morreu no domingo (2/10) aos 75 anos, na cidade de Novato, no norte da Califórnia, cercada por seus entes queridos. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que se reconciliou com Littlefeather em junho e organizou uma celebração em sua homenagem há apenas duas semanas, revelou a notícia em suas mídias sociais durante a noite. Littlefeather divulgou em 2018 que havia sido diagnosticada com câncer de mama em estágio 4, com metástase. Em seus últimos meses de vida ela recebeu um pedido formal de desculpas da Academia pela maneira como a tratou em 1973, quando ela subiu ao palco como representante enviado por Marlon Branco para receber o Oscar que ele ganhou pelo trabalho em “O Poderoso Chefão” (1972). Na ocasião, Littlefeather leu uma mensagem de Brando na qual criticava, entre outras coisas, os estereótipos nativos americanos perpetuados pela indústria do entretenimento. “Quando vocês nos estereotipam, vocês nos desumanizam”, ela apontou, sob uma mistura sonora de vaias e aplausos. Naquele momento, John Wayne, que estava nos bastidores, precisou ser seguro por seis seguranças para não invadir o palco e comprar briga com a jovem indígena. Ninguém estava preparado para o que aconteceu. Foi o primeiro discurso político num Oscar – e a única vez que o troféu foi recusado por seu vencedor. A surpresa causou indignação e foi considerado uma brincadeira de mau gosto na época. De fato, durante muito tempo, o feito foi reduzido a uma pegadinha de Marlon Brando. O desdém foi potencializado quando veio à tona que Sacheen Littlefeather era uma atriz. De fato, Sacheen Littlefeather era uma atriz. Mas uma atriz apache legítima, que atuou em “O Julgamento de Billy Jack” e “A Volta dos Bravos”, mas após seu discurso histórico perdeu o registro do sindicato e precisou abandonar a profissão. Em 2022, a Academia admitiu que o discurso levou Littlefeather a ser “boicotada profissionalmente, pessoalmente atacada, assediada e discriminada pelos últimos 50 anos”. A própria Littlefeather já havia afirmado isso em um documentário curta-metragem intitulado “Sacheen”, que foi lançado em 2019. No curta, ela disse que até Brando a abandonou após a repercussão negativa. Além disso, a polêmica a colocou na lista negra de Hollywood e, consequentemente, ela não conseguiu mais nenhum trabalho como atriz. Já envolvida com ativismo político, ela passou então a se dedicar de vez às causas indígenas, mas se voltou à questão da saúde. Formada em saúde holística pela Universidade de Antioch com especialização em medicina nativa americana, ela passou a escrever uma coluna de saúde para o jornal da tribo Kiowa em Oklahoma, deu aulas no programa de medicina tradicional indígena no Hospital St. Mary em Tucson, Arizona, e trabalhou com Madre Teresa para ajudar pacientes com AIDS na área da baía de San Francisco, posteriormente tornando-se membro do conselho fundador do Instituto Indígena-Americano de AIDS de San Francisco. Littlefeather também continuou seu envolvimento com as artes, fundando uma organização nacional de atores indígenas no início dos anos 1980 e continuando a ser uma defensora da inclusão dos nativos americanos em Hollywood, para que atores brancos não fossem escalados – e pintados de “redface” – em papéis indígenas. Seu discurso por inclusão e representatividade hoje é considerado um marco histórico, precursor de uma reviravolta completa em Hollywood. Num reconhecimento tardio, a Academia resolveu lhe pedir desculpas por meio de uma carta assinada por seu presidente, David Rubin, e enviada em junho passado, e convidá-la participar de uma atividade do Museu do Cinema, com direito a uma programação totalmente desenvolvida por ela, que aconteceu em 17 de setembro. “Em relação ao pedido de desculpas da Academia para mim, nós indígenas somos pessoas muito pacientes – faz apenas 50 anos! Precisamos manter nosso senso de humor sobre isso o tempo todo. É o nosso método de sobrevivência”, ela disse, por meio de um comunicado à imprensa. Duas semanas antes de sua morte, ela participou de um evento da Academia pela segunda vez em sua vida, na comemoração do museu em sua homenagem. Na ocasião, deixou claro que sabia que seu fim era iminente. “Em breve, estarei cruzando para o mundo espiritual”, ela comentou. “Estou aqui para aceitar esse pedido de desculpas, não por mim mesma, mas por todas as nossas nações que também precisam ouvir e merecem este pedido de desculpas. Olhem para o nosso povo. Olhem uns para os outros e tenham orgulho de sermos sobreviventes, todos nós. Por favor, quando eu me for, lembrem-se que, sempre que defenderem sua verdade, vocês manterão minha voz e as vozes de nossas nações e nosso povo vivas”, completou, sob aplausos. Leia abaixo a íntegra do pedido de desculpas da Academia à atriz. “Cara Sacheen Littlefeather, Escrevo para você hoje uma carta que devo há muito tempo em nome da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com humilde reconhecimento de sua experiência no 45º Oscar. Quando você subiu no palco em 1973 para não aceitar o Oscar em nome de Marlon Brando, mencionando a deturpação e maus-tratos dos nativos americanos pela indústria cinematográfica, você fez uma declaração poderosa que continua a nos lembrar da necessidade de respeito e a importância da dignidade humana. O abuso que você sofreu por causa dessa declaração foi descabido e injustificado. A carga emocional que você viveu e o custo para sua própria carreira em nossa indústria são irreparáveis. Por muito tempo, a coragem que você demonstrou não foi reconhecida. Por isso, oferecemos nossas mais profundas desculpas e nossa sincera admiração. Não podemos realizar a missão da Academia de ‘inspirar a imaginação e conectar o mundo através do cinema’ sem o compromisso de facilitar a mais ampla representação e inclusão que reflita nossa diversificada população global. Hoje, quase 50 anos depois, e com a orientação da Academy’s Indigenous Alliance, estamos firmes em nosso compromisso de garantir que as vozes indígenas – os contadores de histórias originais – sejam contribuintes visíveis e respeitados para a comunidade cinematográfica global. Dedicamo-nos a promover uma indústria mais inclusiva e respeitosa que alavanque um equilíbrio entre arte e ativismo para ser uma força motriz para o progresso. Esperamos que você receba esta carta com espírito de reconciliação e como reconhecimento de seu papel essencial em nossa jornada como organização. Você está para sempre respeitosamente enraizado em nossa história. Com calorosas saudações, David Rubin Presidente, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas”.

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    Daniel de Oliveira homenageia Éder Jofre, morto aos 86 anos

    2 de outubro de 2022 /

    O ídolo brasileiro do boxe Éder Jofre morreu neste domingo (2/10) após perder sua última luta aos 86 anos. Ele estava internado desde março com pneumonia e sofreu uma sepse urinária e uma insuficiência renal aguda. Tricampeão mundial dos pesos-pena e galo e integrante do Hall da Fama do boxe, o Galo de Ouro teve sua vida retratada no filme “10 Segundos pra Vencer”, de 2018. E seu intérprete, Daniel de Oliveira, celebrou ter conhecido o lutador e ter podido contar sua história no cinema. “Éder Jofre, o nosso Galo de Ouro nos deixou. Ficarei com saudade, mestre”, ele escreveu em uma postagem em que compartilhou fotos com o atleta, na época da produção. “Você foi brilhante. Lutou levando o nome do Brasil no peito. Foi três vezes Campeão Mundial de Boxe. Seu legado será eterno”, declarou. “Tive orgulho em levar sua história pro cinema. ’10 Segundos pra Vencer’ é nosso. Meus sentimentos aos familiares (que tanto amo também)”, completou o artista. O filme protagonizado por Oliveira mostra a infância difícil do lutador no bairro do Peruche, em São Paulo, e conta a trajetória do boxeador até se consagrar como campeão mundial em 1961, nos Estados Unidos. Éder Jofre foi campeão mundial da categoria peso galo entre 1960 e 1965. Em 1973, o atleta conseguiu o título mundial como peso pena. Ele foi o primeiro brasileiro a deter um cinturão de relevância mundial no boxe e entrou para o Hall da Fama do Boxe da Costa Oeste dos Estados Unidos em 2021. Além do drama “10 Segundos pra Vencer”, dirigido por José Alvarenga Jr., ele também teve sua vida retratada no documentário “Quebrando a Cara” (1986), do mestre Ugo Giorgetti. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Daniel de Oliveira (@danieldeoliveiramor)

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    Cássio Pereira dos Santos, diretor de “Valentina”, morre aos 42 anos

    1 de outubro de 2022 /

    O cineasta Cássio Pereira dos Santos, diretor do longa “Valentina”, morreu na sexta-feira (30/9), aos 42 anos. A informação foi confirmada hoje pela atriz Guta Stresser, que trabalhou com o cineasta. “É com muito pesar que nos despedimos desse pequeno gigante, Cássio Pereira dos Santos, diretor de ‘Valentina’ e de outros filmes, todos com a marca desse diretor generoso, talentoso e assertivo”, anunciou a artista em seu Instagram. Na postagem, Guta Stresser se despediu do amigo e confessou que ele fará falta. “Um coração enorme, deixa a nós todos, que trabalhamos com ele, e a sua família tão querida, meio órfãos e atônitos. (…) Força e carinho para sua família e para nós todos do lado de cá”, escreveu. O diretor estava em sua casa em Uberlândia, Minas Gerais, e até o momento não há informações sobre a causa da morte. Nascido em 1980 em Patos de Minas, Cássio estudou cinema na Universidade de Brasília (UnB) e iniciou sua carreira na capital brasileira, primeiro como assistente de produção e assistente de edição em comerciais de TV, curtas e vídeos institucionais para governo. Também atuou como produtor na TV Escola, canal do Ministério da Educação, onde acompanhou licitações e supervisionou a produção de séries documentais para televisão. Sua experiência com direção começou como assistente no documentário de 2003 sobre Dom Helder Camara, de Erika Bauer. E a partir daí passou a dirigir curtas-metragens. Fez oito, entre 2004 e 2018, sendo premiado por “A Menina-Espantalho” (2008) no Festival de Brasília e por “Marina Não Vai à Praia” (2014) no Cine Ceará. Lançado em 2020, “Valentina” foi seu primeiro e único longa-metragem, “um retrato esperançoso e inspirador das dificuldades da vida real enfrentadas por uma jovem que busca abraçar quem ela é”, de acordo com a sinopse oficial. O filme conta a história de uma jovem trans que se muda para o interior de Minas com a mãe, Márcia (Guta Stresser), para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a menina e a mãe começam a enfrentar dilemas quando a escola começa a exigir, de forma injusta, a assinatura do pai ausente (Rômulo Braga) para realizar a matrícula. A obra colecionou aclamação mundial. “Valentina” fez sua première no Outfest Los Angeles, onde a atriz Thiessa Woinbackk recebeu o Grande Prêmio de Melhor Interpretação. A primeira exibição nacional aconteceu na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que consagrou o longa como Melhor Filme na escolha do público, além de render uma menção honrosa do júri para a atriz Thiessa Woinbackk. Em seguida, o longa venceu o Festival Mix Brasil, premiado duplamente como Melhor Filme, tanto pelo júri quanto pelo público, além de render prêmios de Melhor Roteiro para Cássio e Interpretação para Thiessa. Foram, ao todo 22 troféus conquistados pela produção, inclusive no exterior, em festivais da América do Norte e Europa, que garantiu a “Valentina” distribuição em cinemas da Espanha, Suécia e Japão, e também pela Netflix. Ele estava trabalhando em seu segundo longa. Em 2021, recebeu o Prêmio Paradiso do TorinoFilmLab, da Italia, e foi selecionado pelo programa Berlinale Talents, do Festival de Berlim, para desenvolver o filme “Temporada de Fogo”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maria Augusta L Stresser (@gutastresser)

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    Coolio, rapper do hit “Gangsta’s Paradise”, morre aos 59 anos

    29 de setembro de 2022 /

    O rapper e ator americano Coolio, conhecido pelo hit “Gangsta’s Paradise”, morreu na quarta-feira (28/9) aos 59 anos. Seu empresário, Jarez Posey, informou que ele estava na casa de um amigo quando faleceu. Coolio teria ido ao banheiro na residência e não retornou. Após chamá-lo sem sucesso, o dono da casa encontrou Coolio caído no chão. Segundo a polícia, que investiga o ocorrido, não havia sinais de violência. Já os paramédicos que atenderam ao chamado de emergência suspeitam que ele tenha sofrido uma parada cardíaca, mas a causa da morte ainda não foi divulgada. Artis Leon Ivey Jr., que ficou mundialmente conhecido como Coolio, é um dos artistas mais famosos da geração de ouro do rap americano dos anos 1990. Ele nasceu no dia 1º de agosto de 1963 e cresceu em Compton, região barra pesada de Los Angeles, de onde também surgiu o grupo N.W.A. Na adolescência, envolveu-se com uma gangue, chegou a se viciar em crack e foi detido pela polícia. Mas deu uma reviravolta completa ao se alistar como bombeiro voluntário e, depois, entrar para o Departamento Florestal e de Incêndios da Califórnia. Ele se tornou religioso enquanto lutava contra a dependência do crack e começou a fazer rap – seu primeiro mix tape surgiu em 1987. Acabou se juntando com outros rappers da cena de Los Angeles no grupo WC and the Maad Circle, que lançou seu primeiro álbum em 1991, mas logo seguiu carreira solo. Chamou atenção de cara com seu disco de estreia, “It Takes a Thief”, que rendeu o hit “Fantastic Voyage” em 1994 – com clipe dirigido por F. Gary Gray, que depois faria os filmes “Straight Outta Compton” e “Velozes e Furiosos 8”. A música chegou ao 3º lugar das paradas de sucesso, mas o sucesso inicial nem se comparou ao que ele veio a experimentar no ano seguinte, com o hit “Gangsta’s Paradise”. Uma das músicas mais tocadas da década, “Gangsta’s Paradise” foi tema do filme “Mentes Perigosas”, que trazia Michelle Pfeiffer como uma ex-fuzileira naval contratada como professora numa escola pública de Ensino Médio. A atriz também participou do clipe da canção, o que ajudou a impulsioná-la na MTV. Após seu lançamento, o hit ficou três semanas no topo das paradas de sucesso. O impacto cultural do “Gangsta’s Paradise” chegou até a inspirar uma paródia, “Amish Paradise”, de “Weird Al” Yankovic. O artista ainda emplacou outros hits na carreira, como “1,2,3,4 (Sumpin’ New)”, “I Remember” e “It’s All the Way Live (Now)”, além de ter composto a música-tema do seriado da Nickelodeon “Kenan & Kel” (1996-2000), estrelado por Kenan Thompson e Kel Mitchell. Sua projeção musical o levou a dublar o personagem Kwanzaa-bot na série animada “Futurama” e, graças a seu visual distinto, com “trancinhas flutuantes” sobre a cabeça, acabou convidado a se tornar ator, conquistando pequenos papéis em filmes como “Deus nos Acuda!” (1996) e até no infame “Batman & Robin” (1997). Suas primeiras aparições na tela foram figurações. Mas isso começou a mudar a partir de “Resgate nas Profundezas”, um filme de ação B lançado diretamente em vídeo no ano 2000, em que interpretou o protagonista – e recebeu críticas extremamente negativas pela iniciativa. Isto não o impediu de tentar novamente no thriller “Stealing Candy” (2003), ao lado de Daniel Baldwin. Mas o resultado se repetiu: bombardeio de críticas negativas. Depois disso, Coolio ainda fez figuração em “Demolidor – O Homem sem Medo” (2003), antes de sumir do cinema, dedicando-se a uma série de lançamentos para o mercado de DVDs. O melhorzinho deles foi “Drácula 3000: Escuridão Infinita” (2004), em que virou um vampiro. Em seus últimos papéis, ele acabou se especializando em viver seu personagem mais popular: ele mesmo. Coolio foi Coolio na animação “Gravity Falls” (em 2012), na série “Black Jesus” (2014), no musical “Nina” (2017) e em seu último filme completado, a comédia “Bobcat Moretti”, ainda sem previsão de estreia. Lembre abaixo três dos maiores sucessos do rapper.

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    Robert Cormier, ator de “Slasher” e “Heartland”, morre aos 33 anos

    27 de setembro de 2022 /

    O ator canadense Robert Cormier, que estrelou a série de terror “Slasher”, morreu na última sexta-feira (23/9), aos 33 anos, em um hospital em Etobicoke, Ontário (Canadá), após sofrer ferimentos numa queda. Nascido em Toronto em 14 de junho de 1989, Cormier estudou economia na Universidade de York, mas voltou a Toronto para estudar atuação em 2014. Dois anos depois, ele conseguiu uma participação especial em “Designated Survivor”, série estrelada por Kiefer Sutherland, que marcou sua primeira aparição nas telas. Seu papel mais proeminente foi o do malfadado Kit Jennings na 3ª temporada de “Slasher”, disponibilizada em 2019 na Netflix. No mesmo ano, ele também trabalhou em “Ransom”, que foi ao ar na rede CBS nos EUA, naquele ano. Suas participações mais recentes foram nas séries “Deuses Americanos” (American Gods), na Amazon Prime Video, e “Heartland”, também disponibilizada na Netflix. O perfil oficial de “Heartland” se manifestou sobre a perda: “Estamos profundamente tristes ao saber da morte de Robert Cormier. Ele era um membro amado do elenco de ‘Heartland’ nas duas últimas temporadas. Em nome do elenco e da equipe de ‘Heartland’, nossos pensamentos estão com ele e sua família durante esse período difícil”. Sua família também emitiu um comunicado: “Robert era um atleta, ator e um grande irmão. Ele tinha uma paixão por ajudar os outros e estava sempre procurando alcançar mais. Ele gostava de noites de cinema com sua família e admirava muito seu pai. Ele impactou muitas pessoas ao longo de sua vida, seja família, companheiros de equipe e amigos. A memória de Rob viverá através de sua paixão pela arte e cinema, bem como por suas três irmãs, que significaram o mundo para ele.” We are deeply saddened to learn of the passing of Robert Cormier. He was a beloved member of the Heartland cast the last two seasons. On behalf of the Heartland cast and crew, our thoughts are with him and his family during this difficult time. — Heartland (@HeartlandOnCBC) September 27, 2022

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    Sobrinho revela “último filme” de Jean-Luc Godard

    26 de setembro de 2022 /

    O cineasta Paul Grivas (“Film Catastrophe”), sobrinho de Jean-Luc Godard (“Acossado”), divulgou na sua conta do Vímeo um vídeo que pode ter sido o último registro feito pelo ícone da nouvelle vague francesa. No vídeo, Godard aparece olhando para a câmera e fumando um charuto. O registro é intitulado “Oh! Revoir”, que pode ser traduzido como “ver de novo”, mas que também serve como um trocadilho fonético para “Au revoir” (adeus). Godard recorreu ao suicídio assistido na Suíça, onde vivia desde os anos 1970, no dia 13 de setembro. Fontes próximas ao diretor falaram que “ele não estava doente, estava simplesmente exausto” e, por conta disso, decidiu dar fim à sua vida. O diretor deixou um legado imensurável para a história do cinema, tendo dirigido verdadeiros clássicos que ajudaram a revolucionar o cinema francês, como “Acossado” (1960), “Viver a Vida” (1962) e “O Demônio das Onze Horas” (1965).

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    Henry Silva, famoso por viver vilões, morre aos 95 anos

    17 de setembro de 2022 /

    O ator Henry Silva, que marcou época com uma sucessão de vilões famosos, morreu na quarta (14/9) de causas naturais num hospital para veteranos de Hollywood em Woodland Hills, Califórnia, aos 95 anos. Com mais de 130 papéis em filmes e séries, ele raramente viveu mocinhos, mas sempre roubou a cena dos heróis. O nova-iorquino treinado no Actors Studio fez sua estreia na tela grande em 1952, como um bandoleiro de “Viva Zapata!”, western de Elia Kazan estrelado por seu colega de curso Marlon Brando. E seguiu sendo pistoleiro em vários outros westerns clássicos da década, como “Resgate de Bandoleiros” (1956), “Duelo na Cidade Fantasma” (1958), “Na Rota dos Proscritos” (1958), “Estigma da Crueldade” (1958) e “Na Encruzilhada dos Facínoras” (1959). Sua transição para o papel de gângster aconteceu na versão original de “Onze Homens e um Segredo” (1960), onde interpretou um dos ladrões da turma de Frank Sinatra. Dois anos depois, os dois acabaram em lados opostos na comédia “Os Três Sargentos” e no thriller “Sob o Domínio do Mal”, um dos melhores filmes de espionagem já feitos, sobre um complô para assassinar um político e estabelecer uma ditadura nos EUA – liderada, claro, por Silva. Ele ainda foi um irmão postiço malvado de Jerry Lewis na comédia “Cinderelo sem Sapato” (1960) e fez vários papéis que hoje lhe renderiam cancelamento, incluindo um indígena caricato em “Os Três Sargentos” (1962), um asiático de “yellow face” em “The Return of Mr. Moto” (1964) e um terrorista árabe em “O Homem com a Lente Mortal” (1982). Mas também foi estereotipado como mafioso. O motivo foi o sucesso de seu papel como Johnny Cool no filme homônimo de William Asher, traduzido no Brasil como “O Mensageiro da Vingança” (1963). O personagem era um gângster americano que faz amizade com um mafioso e recebe a missão de eliminar seu inimigos em Nova York. Com muita matança, o filme ficou famoso pela glamourização da violência, sem poupar nem a co-protagonista Elizabeth Montgomery (antes de virar “A Feiticeira”). Depois disso, Silva fez vários filmes de máfia na Itália, transformando-se, inclusive, num poderoso “O Chefão” (1972). O ator ficou quase toda a década de 1970 trabalhando no cinema italiano, voltado aos EUA apenas para viver Kane, o antagonista do herói espacial Buck Rogers no piloto da série de 1979. Mas após algumas séries e longas, como o visionário “O Homem com a Lente Mortal”, que basicamente previu o atentado de 11 de setembro e o falso pretexto para a invasão do Iraque, voltou à Itália. Desta vez, para viver vilões de filmes de ação tão ruins que se tornaram cultuados, com destaque para a sci-fi “Fuga do Bronx” (1983) – “inspirada” em “Fuga de Nova York” (1981). Esta experiência trash lhe rendeu o convite para interpretar a si mesmo na comédia “As Amazonas da Lua” (1986), de John Dante. Ele ainda se divertiu em papéis pequenos nas comédias “Um Rally Muito Louco” (1984), estrelado por Burt Reynolds, e “A Louca Corrida do Ouro” (1984), com a drag queen Divine, antes de retomar os papéis de vilão tradicional, enfrentando Chuck Norris em “Código do Silêncio” (1985), Steven Seagal em “Nico, Acima da Lei” (1986) e o detetive de quadrinhos “Dick Tracy” (1990). Silva também dublou o vilão Bane nos desenhos animados de Batman dos anos 1990, e se despediu com filmes bem famosos na reta final da carreira: “O Fim da Violência” (1997), de Win Wenders, e “Ghost Dog: Matador Implacável” (1999), de Jim Jarmusch. Sua última aparição nas telas foi há 21 anos, numa pequena figuração-homenagem no remake de “Onze Homens e um Segredo” em 2001, dirigido por Steven Soderbergh. No Twitter, a cantora Deana Martin, filha de Dean Martin, com quem Silva também trabalhou no “Onze Homens e um Segredo” original, chamou o ator de “um dos homens mais legais, gentis e talentosos que tive o prazer de chamar de meu amigo”. Silva foi casado de 1966 a 1987 com Ruth Earl – uma atriz-dançarina que apareceu com sua irmã gêmea idêntica, Jane, em shows de Las Vegas e em filmes como “Irma la Douce” e “O Parceiro de Satanás” – e eles tiveram dois filhos, Michael e Scott.

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    Bens de Anne Heche são disputados por filho e ex-namorado

    16 de setembro de 2022 /

    O filho de Anne Heche, Homer Laffoon, e o ex-namorado dela, o ator James Tupper (“Big Little Lies”), entraram na justiça para determinar quem tem o controle sobre os bens da falecida atriz. De acordo com documentos obtidos pela revista People, Laffoon entrou com uma petição no final de agosto, alegando que Heche não um tinha testamento e pedindo para ser legalmente nomeado o executor dos bens dela. Entretanto, na última quinta (15/9), um novo pedido foi protocolado no tribunal de Los Angeles, desta vez por Tupper, alegado que Heche tinha, sim, um testamento e o nomeou executor de sua propriedade há mais de uma década. Tupper, que viveu com Heche entre 2007 e 2018 e teve um filho com ela, afirma que a atriz enviou o seu testamento a ele e a outras duas pessoas em 25 de janeiro de 2011. “Meus desejos são que todos os meus bens vão para o controle do Sr. James Tupper para serem usados ​​para criar meus filhos e depois entregues às crianças”, dizia o testamento. Na sua ação, Tupper ainda afirma que Homer “não é adequado” para administrar a propriedade de sua mãe porque ele é muito jovem. Além disso, o documento também diz que Heche e Homer não estavam se falando naquela época, “devido a ele ter abandonado os estudos universitários e não trabalhar para se sustentar”. Apesar da afirmação, Heche postou uma foto com seus filhos no seu Instagram em maio, época em que ela supostamente não estava falando com Homer. Tupper também acusa Homer de trocar as fechaduras do apartamento da atriz no dia da sua morte, impedindo que Atlas (filho de Tupper e Heche, e meio-irmão de Homer) fosse visitar e buscar os seus pertences. “[Homer] recusou a entrada de Atlas desde então e não respondeu ao pedido de Atlas para buscar suas roupas e computador na casa [de Heche]”, afirma o documento. O ex-namorado também expressou preocupação com a afirmação de Homer de que a casa de Heche está “vaga”. “A casa de Heche estava cheia de móveis, joias, objetos de valor, arquivos e registros, e sua remoção não foi autorizada de forma alguma.” Em entrevista à People, o advogado de Homer, Bryan L. Phipps, afirmou que “nós preferimos ver a administração do patrimônio agir no tribunal e não na mídia, pois nossos documentos legais falam por si. O tribunal que nomeou Homer administrador especial [na quinta-feira] também apoia essa decisão”. A ação movida por Homer em 31 de agosto mencionava os dois irmãos como herdeiros legítimos da propriedade de Heche. “A propriedade consiste em dois (2) herdeiros – Homer Heche Laffoon e Atlas Heche Tupper”, afirma o documento. “Homer Heche Laffoon é adulto e o administrador proposto. Atlas Heche Tupper é menor.” Não ficou claro, porém, se Homer estava pedindo para ser nomeado guardião de Atlas (que tem 13 anos). “James está usando o telefone de Atlas para pressioná-lo e tentar manipular Homer”, disse o advogado, numa ação protocolada no início da semana. “James também deixou mensagens de voz em um tom semelhante. Homer está ansioso para ter uma conversa livre com Atlas, mas a ação de James não é produtiva.” Anne Heche morreu em consequência de um acidente de carro ocorrido em 5 de agosto, que a deixou em coma por uma semana. Ela foi declarada com morte cerebral em 11 de agosto, mas permaneceu temporariamente em suporte de vida para doar seus órgãos.

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    Irene Papas, maior atriz da Grécia, morre aos 93 anos

    14 de setembro de 2022 /

    A atriz grega Irene Papas, conhecida por clássicos como “Os Canhões de Navarone” (1961), “Zorba, o Grego” (1964) e “Z” (1969), morreu nesta quarta (14/9) aos 93 anos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura da Grécia sem divulgar a causa da morte, mas o estado de saúde da estrela estava frágil há anos. Em 2013, ela foi diagnosticada com Alzheimer. Atriz grega de maior renome internacional, Irene Papas estreou mais de 60 filmes ao longo da carreira e foi homenageada com um Leão de Ouro honorário do Festival de Veneza em 2009 por suas realizações. Filha de um professor de teatro, ela nasceu Eirini Lelekou em uma aldeia perto de Corinto, e frequentou a escola real de teatro em Atenas. Ela virou Papas em 1948, após se casar com o diretor de teatro Alkis Papas, que levou a então cantora ao cinema. Depois de dois filmes menores na Grécia, Erini Papas teve o nome latinizado para estrelar produções na Itália, tornando-se Irene em papéis coadjuvantes em várias produções do país, como as “As Infiéis” (1953), de Mario Monicelli, e “Uma Daquelas Mulheres” (1953), com Totó, além do épico de “espadas e sandálias” “A Invasão dos Bárbaros” (1954), no qual coadjuvou para Sophia Loren e Anthony Quinn. Papas logo viraria coestrela de Quinn em vários filmes, formando uma dupla lendária. Sua estreia em Hollywood aconteceu em 1956, no western “Honra a um Homem Mau”, de Robert Wise. Mas foi só quando viveu uma líder da resistência grega em “Os Canhões de Navarone”, que Hollywood reparou estar diante de uma estrela. Na aventura passada na 2ª Guerra Mundial, ela conduzia soldados britânicos interpretados por David Niven, Gregory Peck e Anthony Quinn numa incursão secreta para destruir uma fortificação nazista na costa da Grécia. Mas mesmo formando seu primeiro par romântico com Quinn no filme, revelava-se mais fria e heroica que os militares durante toda a missão. Ela ainda apareceu na aventura da Disney “O Segredo das Esmeraldas Negras” (1964), estrelada pela adolescente Hayley Mills, antes de ter uma participação marcante em “Zorba, o Grego” (1964), novamente ao lado de Quinn. Papas interpretou uma viúva solitária que, depois de fazer amor com um escritor inglês (Alan Bates), era apedrejado pelos aldeões cretenses. Apesar das produções internacionais, a estrela nunca largou o cinema de seu país. Ao contrário, virou o rosto oficial das grandes adaptações das tragédias gregas, protagonizando “Antigona” (1961) e “Electra, a Vingadora” (1962) nos papéis-títulos. Com “Electra”, a atriz iniciou uma duradoura parceria com o cineasta Michael Cacoyannis, com quem completou uma trilogia baseada nas peças de Eurípedes, formada ainda por “As Troianas” (1971), na qual viveu Helena de Tróia, e “Ifigênia” (1976). Tão famosa como sua trajetória como artista foi sua vida pessoal. Ela tinha apenas 21 anos quando se casou pela primeira vez com o diretor de cinema Alkis Papas, e o relacionamento durou apenas quatro anos, encerrado em 1951. Mas três anos depois, Irene encontrou o amor de sua vida, ninguém menos que Marlon Brando. “Desde então, nunca amei um homem como amei Marlon. Ele foi a grande paixão da minha vida, absolutamente o homem com quem eu mais me importava e também o que eu mais estimava, duas coisas que geralmente são difíceis de conciliar”, ela chegou a admitir numa entrevista. Irene também não tinha papas na língua. Liberal assumida – no Brasil de Bolsonaro, seria chamada de comunista – ela liderou a conclamação de um “boicote cultural” contra o “Quarto Reich”, como chamava a ditadura grega. Acabou exilada em 1967. No exterior, sua carreira continuou a florescer. Ela atuou no drama “Sangue de Irmãos” (1968) do americano Martin Ritt, no épico histórico “Ana dos Mil Dias” (1969) do britânico Charles Jarrott, em giallos dos italianos Umberto Lenzi (“Um Lugar Ideal para Matar”, 1971) e Lucio Fulci (“O Segredo do Bosque dos Sonhos”, 1972), e no grande clássico político “Z” (1969), de seu compatriota em exílio Costa-Gavras, proibidíssimo na Grécia – e até pela ditadura militar brasileira, por sinal. Mesmo com a queda da junta militar em 1974, quando pôde regressar ao seu país, Papas manteve os contatos internacionais, trabalhando em Hollywood com Terence Young (o primeiro diretor de “007”) em “A Herdeira” (1979) e com John Landis em “Um Romance Muito Perigoso” (1985), em dois dramas do italiano Francesco Rosi, “Cristo Parou em Éboli” (1979) e “Crônica de uma Morte Anunciada” (1987), e em dois épicos árabes do sírio Moustapha Akkad, “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976) e “O Leão do Deserto” (1980), ambos novamente ao lado de Anthony Quinn. Irene Papas também atuou em filmes falados em português, incluindo a produção brasileira “Erêndira” (1981), de Ruy Guerra, onde contracenou com Claudia Ohana, e em três longas do português Manoel de Oliveira, que a chamava de “a mãe da civilização ocidental” – “Party” (1996), “Inquietude” (1998) e “Um Filme Falado” (2003), o penúltimo lançamento da sua carreira no cinema. A atriz ainda estrelou “O Capitão Corelli”, do inglês John Madden, ao lado de Nicolas Cage e Penélope Cruz, e se despediu das telas com um filme que ela própria dirigiu, “Hécuba”, uma nova adaptação de Eurípedes, lançada em 2004. Além da carreira teatral, ela brilhou em superproduções épicas da televisão, incluindo duas minisséries baseadas na “Odisseia”, de Homero, vivendo Penélope em 1968 e Anticleia em 1997, e numa outra sobre o êxodo judeu, “A Terra Prometida – A Verdadeira História de Moisés”, como Zipporah em 1974. Também seguiu carreira nos palcos por várias décadas, adaptando seu favorito Eurípedes, mas também Shakespeare, Ibsen e vários outros clássicos teatrais. A sua carreira estendeu-se ainda à música. Em 1969, gravou um álbum de canções de outro artista grego exilado, o compositor Mikis Theodorakis (autor da trilha de “Zorba, o Grego”). E causou escândalo com a sua participação no álbum conceptual “666”, do grupo de rock progressivo Aphrodite’s Child, interpretando “orgasmos vocais”. Desse álbum nasceu sua parceria com o tecladista Vangelis, um dos integrantes da banda, com quem trabalhou em mais dois discos: “Odes” (1979), com canções populares gregas, e “Rapsodies” (1986), com hinos litúrgicos bizantinos. Uma artista completa, que, em 1995, foi condecorada com a insígnia da Ordem da Fénix, uma das maiores condecorações da Grécia, lhe conferida pelo então Presidente Konstantinos Stephanopoulos.

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    Godard recorreu a suicídio assistido na Suíça

    13 de setembro de 2022 /

    O cineasta Jean-Luc Godard recorreu ao suicídio assistido na Suíça, onde nasceu e vivia desde os anos 1970, para dar fim à sua vida nesta terça (13/9). Mas “ele não estava doente, estava simplesmente exausto”. A informação foi revelada pelo jornal francês Libération, que citou fontes próximas ao diretor. Godard faleceu em sua casa em Rolle, às margens do lago Léman, na região de língua francesa da Suíça. “Essa foi a sua decisão, e era importante para ele que ela fosse conhecida”, afirmou a fonte do Libération. A Suíça é um dos poucos países que permite a prática do suicídio assistido. Ela consiste em causar morte por vontade própria, geralmente por meio da ingestão de medicamentos letais, com acompanhamento médico. Autor de dezenas de filmes ao longo de quase sete décadas de carreira, Godard era um diretores mais influentes do cinema francês e mundial. E mesmo avesso a entrevistas, chegou a revelar publicamente qual era a sua opção para encerrar a vida. “Não estou ansioso de prosseguir a qualquer preço. Se estiver doente demais, não tenho vontade alguma de ficar sendo arrastado em um carrinho de mão”, disse ele em uma entrevista em 2014. Recentemente, o ator Alain Delon, contemporâneo de Godard e que trabalhou com o cineasta no filme “Nouvelle Vague”, de 1990, afirmou que também pretendia usar o recurso do suicídio assistido. Alain sofreu um duplo AVC em 2019 e vem se recuperando aos poucos desde então. Embora seu estado de saúde seja considerado bom, recentemente, ele pediu para seu filho, Anthony, 57 anos, organizar todo o processo e acompanhá-lo em seus últimos momentos. O suicídio assistido é permitido na Suíça desde 1942 com uma grande exceção: que os motivos não sejam egoístas. No Brasil e na maioria dos demais países, o ato é considerado crime. Mas a repercussão da morte de Godard pode mudar isso na França. O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira, que fará uma consulta popular sobre o “fim da vida”, considerando uma possível legalização do suicídio assistido no país. Macron, que se declara “pessoalmente” favorável à medida, quer iniciar a discussão para ter uma lei pronta no fim de 2023. Mas ele reconheceu nesta terça que “este é tudo menos um assunto fácil e simples”.

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    Jean-Luc Godard, ícone da nouvelle vague, morre aos 91 anos

    13 de setembro de 2022 /

    O cineasta Jean-Luc Godard, maior nome da nouvelle vague e lenda do cinema francês, morreu nessa terça (13/9) aos 91 anos por suicídio assistido. Dono de uma carreira longeva e repleta de experimentações, Godard dirigiu mais de 130 obras, incluindo longas-metragens, curtas, séries de TV e documentários. Seus títulos mais conhecidos são também aqueles que ajudaram a revolucionar o cinema francês, como “Acossado” (1960), “Viver a Vida” (1962) e “O Demônio das Onze Horas” (1965). Nascido em Paris em 1930, Godard era filho de pais protestantes que viviam entre a França e a Suíça. Após terminar o ensino médio, ele se matriculou na universidade Sorbonne, em Paris, mas logo abandonou as aulas para frequentar os cinemas e cineclubes – onde encontrou outros colegas cinéfilos, como François Truffaut e Jacques Rivette. Os três, junto com Claude Chabrol e Maurice Scherer (mais conhecido como Eric Rohmer) começaram a escrever críticas e, em 1952, Godard publicou os seus primeiros artigos na revista Cahiers du Cinéma, fundada no ano anterior. Godard acabou expulso da revista depois de roubar o dinheiro do caixa e fugir para a Suíça, onde com a verba dirigiu o curta-documentário “Operação Beton” (1955). O roubo, de todo modo, não foi um caso isolado. Godard era conhecido por ser cleptomaníaco. Ele voltou para Paris em 1956, depois de trabalhar na TV suíça e passar um tempo em um hospital psiquiátrico. Ele começou a trabalhar como publicitário, escrevendo materiais promocionais para o estúdio 20th Century Fox, e conseguiu até voltar a escrever para a Cahiers du Cinéma. Neste período, dirigiu três curtas: “Charlotte e Seu Namorado” (1958), “Todos os rapazes se chamam Patrick” (1959) e “Uma História d’Água” (1961), co-dirigido com Truffaut. Com esta experiência, ele decidiu dirigir seu primeiro longa-metragem, que se tornou responsável por catapultar a sua carreira e por chamar atenção para um novo estilo de filmar, que foi batizado como “nouvelle vague” – ou, a nova onda do cinema francês. “Acossado” (1960) contava a história de um ladrão de carros (Jean-Paul Belmondo, que havia trabalhado com Godard no curta “Charlotte e Seu Namorado”) que usa seu charme para seduzir Jean Seberg embora fosse procurado por ter matado um policial. O filme é uma homenagem ao cinema clássico hollywoodiano, ao mesmo tempo que traz personagens sexualmente liberados e propõe a desconstrução da narrativa convencional, colocando câmeras onde escolas de cinema diziam para nunca colocar e fazendo uma edição de cenas que os mestres considerariam errada. Só que essa era a ideia da nova onda. Godard também empregou um estilo de montagem muito mais ágil, fazendo diferentes experimentos com imagens e sons dessincronizados, e chamando a atenção para a artificialidade do cinema – o oposto do que o naturalismo da montagem clássica pretendia. A novidade jogou os manuais de cinema no lixo. Mas foi um sucesso. “Acossado” venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim e deu origem aos filmes totalmente autorais. Depois disso, Godard começou a fazer um filme atrás do outro, sempre empregando doses de experimentalismo visual. Seus melhores trabalhos na década de 1960 foram: “Uma Mulher É Uma Mulher” (1961), “Viver a Vida” (1962), “Alphaville” (1965) e “O Demônio das Onze Horas” (1965), clássicos existencialistas. Mas paralelamente também desenvolveu uma fase maoísta, mais evidente em “A Chinesa” (1967), que se acirrou após os protestos estudantis de maio de 1968 e o viu perder adeptos. Ironicamente, também foi a fase em que filmou o documentário “Sympathy for the Devil” (One + One, 1968) com os Rolling Stones. Muitos destes primeiros filmes foram estrelados pela atriz e modelo dinamarquesa Anna Karina, que se casou com o diretor em 1961. Os dois tiveram um relacionamento tumultuado, que acabou em 1965. Godard chegou a adaptar esse relacionamento para o cinema no filme “O Desprezo” (1963), em que escalou ninguém menos que Brigitte Bardot como a versão ficcional de Karina. Em 1967, Godard se casou com a atriz Anne Wiazemsky, que também começou a atuar nos seus filmes. Este casamento durou até 1979. Na década de 1970, ele se juntou a um grupo de ativistas e cineastas de esquerda para formar o “Grupo Dziga Vertov”, nomeado em homenagem ao famoso cineasta russo. O grupo comandou diversos filmes, como “Tudo Vai Bem” (1972) e “Letter to Jane: An Investigation About a Still” (1972), ambos estrelado por Jane Fonda. Em 1977, Godard voltou para a Suíça e passou a morar com a cineasta Anne-Marie Miéville. Foi o relacionamento mais duradouro da vida do diretor, que persistiu até o final da sua vida. Abrindo uma nova fase, ele dirigiu em 1980 “Salve-se Quem Puder (A Vida)”, uma obra que se propôs a examinar os relacionamentos sexuais acompanhando três protagonistas que interagem entre si. O filme foi exibido no Festival de Cannes e saudado como o grande retorno do cineasta. Foi também um enorme sucesso de bilheteria no país. “Salve-se Quem Puder (A Vida)” deu um novo fôlego para a carreira de Godard, que passou a realizar vários filmes consagrados, como “Paixão” (1982), “Detetive” (1985) e principalmente “Eu Vos Saúdo Maria” (1985), que teve grande repercussão pelo tema: uma estudante universitária, que fica grávida sem ter relações sexuais. Considerado uma blasfêmia, foi proibido em vários países, inclusive no Brasil. A polêmica voltou a sacudir a carreira do infant terrible, que a partir daí radicalizou de vez. Seu filme “Rei Lear” (1987), estrelado por nomes como Woody Allen, Leos Carax, Julie Delpy e Burgess Meredith, dividiu a crítica. O Washington Post afirmou que se tratava de um “total desrespeito de Godard a uma apresentação sustentada e coerente das suas ideias”, enquanto o Los Angeles Times afirmou que se tratava de “obra de um gênio certificado.” Na década de 1990, Godard comandou filmes como “Nouvelle Vague” (1990), estrelado por Alain Delon, “Infelizmente Para Mim” (1993), com Gerard Depardieu, e “Para Sempre Mozart” (1996). Porém, o grande destaque desse período foi a série documental “Histoire(s) du cinéma”, iniciada em 1989 e finalizada em 1999. Com um total de 266 minutos e exibida pela emissora francesa Canal Plus, a série consistiu de entrevistas, cenas de filmes clássicos e imagens de arquivo para narrar um século da História do Cinema. Numa entrevista ao jornal francês Libération, publicada anos após o lançamento, Godard descreveu o projeto como “um pouco como meu álbum de fotos de família – mas também o de muitos outros, de todas as gerações que acreditaram no amanhecer. Só o cinema poderia reunir o ‘eu’ e o ‘nós’”. Com a chegada do novo século, Godard voltou a inovar em obras como “Filme Socialismo” (2010), “3x3D” (2013) e “Adeus à Linguagem” (2014), filmes que, como o último título sugere, rompiam de vez com a linguagem tradicional cinematográfica – algo que Godard já vinha fazendo, pouco a pouco, desde o início da sua carreira. Radicais, mantiveram a divisão crítica entre os que consideraram as obras geniais e os que não viram mais cinema nas realizações do cineasta, apenas instalações de arte. Seus últimos créditos como diretor foram o documentário “Imagem e Palavra”, basicamente uma colagem de imagens de arquivo e gravações aleatórias, e o curta “Spot of the 22nd Ji.hlava IDFF”, ambos de 2018. Nos seus últimos anos, Godard se tornou completamente recluso. Ele se recusava a dar entrevistas, não aceitava prêmios e não viajava para os festivais. Quando lhe foi oferecida a Ordem Nacional do Mérito da França, ele recusou, dizendo: “Não gosto de receber ordens e não tenho méritos”. E quando foi premiado com um Oscar honorário em 2010, ele se recusou a viajar para Los Angeles para aceitá-lo pessoalmente. Anne-Marie Miéville disse na época que Godard “não irá para a América, ele está ficando velho demais para esse tipo de coisa. Você faria todo esse caminho apenas por um pedaço de metal?” Ao longo da carreira, Godard colecionou mais de 50 “pedaços de metal”, incluindo prêmios nos principais festivais de cinema do mundo, como o Urso de Ouro no Festival de Berlim (que ele venceu por “Eu Vos Saúdo Maria”), no Festival de Cannes (por “Imagem e Palavra” e “Adeus à Linguagem”), entre muitos outros. Ao saber da morte do cineasta, o ex-ministro da Cultura da França, Jack Lang, disse à rádio France Info que Godard era “único, absolutamente único… Ele não era apenas cinema, era filosofia, poesia”. O presidente francês Emmanuel Macron também prestou a sua homenagem, chamando-o de “iconoclasta”. “Inventou uma arte decididamente moderna, intensamente livre. Nós perdemos um tesouro nacional, um olhar de gênio”, definiu o governante. Ce fut comme une apparition dans le cinéma français. Puis il en devint un maître. Jean-Luc Godard, le plus iconoclaste des cinéastes de la Nouvelle Vague, avait inventé un art résolument moderne, intensément libre. Nous perdons un trésor national, un regard de génie. pic.twitter.com/bQneeqp8on — Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) September 13, 2022

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