Jean-Marie Straub, ícone do cinema experimental, morre aos 89 anos
O cineasta Jean-Marie Straub, ícone do cinema experimental europeu e responsável por realizar diversos filmes ao lado da sua esposa Danièle Huillet (1936-2006), morreu na noite de sábado (19/11) em Rolle, na Suíça. Ele tinha 89 anos. A morte de Straub foi confirmada pelo jornal francês Le Monde, mas a causa ainda não foi divulgada. Nascido em 8 de janeiro de 1933, na cidade de Metz, na França, Straub fez parte da geração cinéfila francesa da década de 1950, responsável pela criação da cultuada revista Cahiers du Cinema. Quando os críticos franceses resolveram fazer seus próprios filmes, Straub os acompanhou. Ele começou a sua carreira no cinema trabalhando como assistente de grandes cineastas, como Jean Renoir, Robert Bresson e Jacques Rivette. Em 1958, Straub foi convocado para o serviço militar durante a Guerra da Argélia, mas em vez disso preferiu se exilar na Alemanha. E foi lá que iniciou a sua carreira como diretor, integrando o chamado Novo Cinema Alemão, cujos maiores expoentes eram Werner Hezog e Rainer Werner Fassbinder. No ano seguinte, Straub se casou com Danièle Huillet (1936-2006) e os dois começaram a realizar filmes juntos, começando pelo curta-metragem “Machorka-Muff”, lançado em 1963. Dois anos depois ele lançou “Os Não-Reconciliados”, um filme de 55 minutos que narra a história de diferentes gerações de uma família alemã. Straub assinou a direção do filme sozinho, mas escreveu o roteiro em parceria com a esposa. Straub e Huillet dividiram a direção do filme seguinte deles, “Crônica de Anna Magdalena Bach” (1968), uma cinebiografia do compositor Johann Sebastian Bach contada pelo olhar da sua esposa, Anna. O filme arrancou elogios rasgados da crítica e consagrou o casal de cineastas, que começou a assinar suas obras como os Straubs. Logo em seguida, o casal se mudou para Roma, onde iniciou nova fase com o lançamento de vários longas. Em cinco décadas, os dois buscaram manifestar o que chamavam de “um sonho pictórico-abstrato”, criando homenagens a cineastas como Jean Renoir e Robert Bresson. A lista de obras dos Straubs ainda inclui “Moisés e Aarão” (1975), “Da Nuvem à Resistência” (1979), “Relações de Classe” (1984), “A Morte de Empédocles” (1987), “Antígona” (1992), “Gente da Sicília” (1999) e “Esses Encontros Com Eles” (2006). Mas apesar de prolíficos, a dupla nunca teve um grande acolhimento popular ou sucesso comercial, ainda que tenham construído sua carreira adaptando obras conhecidas da literatura ou do teatro. Entre os nomes adaptados por eles estão Bertolt Brecht, Franz Kafka e Elio Vittorini. Depois da morte da esposa, em 2006, Straub praticamente abandonou os longas, dedicando-se à realização de curtas-metragens. Ele dirigiu mais de 20 curtas num período de 14 anos. Seu único longa nesse intervalo de tempo foi “Kommunisten” (2014) e seu último crédito como diretor foi no curta “La France Contre les Robots” (2020). O casal recebeu um Leão de Ouro horário pela carreira no Festival de Veneza de 2006 e Straub foi homenageado com um Leopardo de Honra no Festival de Locarno de 2017. Além disso, sua influência abrange uma nova geração de cineastas, como o português Pedro Costa (“Cavalo Dinheiro”) e o americano Thom Andersen (“Los Angeles Por Ela Mesma”), que já admitiram publicamente a sua admiração pela dupla.
Nicki Aycox, atriz de “Supernatural”, morre aos 47 anos
A atriz Nicki Aycox, conhecida pela sua participação na série “Supernatural”, morreu na última quarta (16/11), aos 47 anos. A notícia foi confirmada por sua cunhada, Susan Raab Ceklosky, por meio de uma postagem feita no seu perfil no Facebook. “Minha cunhada linda, inteligente, feroz, incrivelmente talentosa e amorosa, Nicki Aycox Raab, faleceu ontem com meu irmão, Matt Raab, ao seu lado”, escreveu. “Nicki e Matt tiveram uma vida maravilhosa juntos na Califórnia. Ela era definitivamente uma lutadora e todos que a conheciam a amavam.” A causa da morte não foi revelada, mas Aycox foi diagnosticada com leucemia há mais de um ano. Ela frequentemente discutia sua jornada médica e estilo de vida vegano nas suas redes sociais. Bastante conhecida pelos fãs de “Supernatural”, Aycox interpretou Meg Masters, uma mulher possuída por um demônio entre a 1ª e 4ª temporadas da série. Ao longo da série, o demônio, que ficou conhecido como “Meg”, também apareceu em outras formas, ao possuir o protagonista Sam (Jared Padalecki) e uma jovem não identificada de Cheboygan, Michigan, que se mudou para Los Angeles para se tornar atriz. Nessa última versão, interpretada por Rachel Miner, a personagem chegou a se aliar aos irmãos Winchester. Mas foi Aycox quem popularizou a personagem. O criador de “Supernatural”, Erik Kripke, prestou sua homenagem por meio de uma postagem no Twitter. Segundo ele, Aycox era “um deleite e entregou falas como mel e veneno. Fico maravilhado com a forma como ela tornou uma palavra simples como ‘desbotado’ lendária”. Nascida em 26 de maio de 1975, em Hennessey, estado americano do Oklahoma, Nicki Aycox também interpretou papeis recorrentes nas séries “Providence”, “Arquivo X”, “Ed”, “Cold Case” e “Dark Blue”. No cinema, ela aparece em filmes como “Crime e Castigo” (2000), “Olhos Famintos 2” (2003), “A Casa dos Pássaros Mortos” (2004), “A Estranha Perfeita” (2007) e “The Girl on the Train” (2004). Seu último crédito como atriz foi no suspense “Dead on Campus” (2014). Aycox também era cantora e lançou um EP, “Red Velvet Room”, em 2015. Gutted to hear the great #NickiAycox, our first #MegMasters, passed away. Too young. She was a delight & delivered lines like honey & venom. I marvel at how she made a simple word like ‘lackluster’ legendary. #RIP #SPN #SPNFamily @JensenAckles @jarpad pic.twitter.com/2xBK9rxs31 — Eric Kripke (@therealKripke) November 20, 2022
Jason David Frank, o Power Ranger verde, morre aos 49 anos
O ator Jason David Frank, que viveu o Power Ranger verde, morreu no sábado (19/11) aos 49 anos. A morte do artista, que também era lutador de MMA, foi informada por Mike Bronzoulis, que foi seu treinador, sem revelar a causa. Mas o site americano TMZ publicou que foi suicídio. Frank deveria aparecer como Tommy Oliver apenas num punhado de episódios da atração original de 1993, mas acabou se tornando o segundo ator que mais estrelou capítulos e produções derivadas da franquia, encarnando versões diferentes do herói entre 1993 e 2018, em sete títulos diferentes. Na trama da série original, ele foi apresentado na 1ª temporada inicialmente como um inimigo dos heróis. No entanto, logo mudou de lado. Em sua trajetória, o personagem Tommy também vira o Power Ranger branco e o novo líder do grupo – condição em que aparece em dois filmes da década de 1990. Além disso, em 2017 Frank fez uma breve participação no filme “Power Rangers”, reboot cinematográfico da série original, produzido pela Lionsgate, e estrelou um reality show sobre sua vida, “My Morphin Life”, entre 2014 e 2018. Ele era faixa preta 8º dan em Karatê, faixa roxa em Brazilian Jiu-jitsu, além de praticar wrestling, Kickboxing e Boxe regularmente. A partir de 2010, começou a lutar em competições de MMA. Era fã do lutador Anderson Silva e tinha uma tatuagem em homenagem ao brasileiro em seu pé esquerdo. O artista deixa quatro filhos de dois casamentos. Veja abaixo a primeira cena de Frank em “Power Rangers”, quando foi introduzido como antagonista, e o registro de seu retorno à franquia, décadas depois.
Cinematógrafa morta no set de “Rust” vai ganhar documentário
A cinematógrafa Halyna Hutchins, que morreu de maneira trágica no set do western “Rust” após o ator Alec Baldwin disparar uma arma que deveria conter balas de festim, vai ganhar um documentário. Com direção de Rachel Mason (“Atrás da Estante”), o documentário terá acesso exclusivo aos arquivos pessoais e profissionais de Hutchins para pintar um retrato de sua jornada desde a juventude, quando viveu em uma remota base naval soviética, passando por Kiev, na Ucrânia, até se tornar uma diretora de fotografia independente bastante requisitada. O filme também vai examinar as circunstâncias envolvendo sua morte no set de “Rust” e a jornada emocional dos envolvidos naquele filme. O caso aconteceu em outubro de 2021, quando Baldwin disparou uma arma que lhe disseram ser “fria” (sem balas), mas que na verdade continha pelo menos uma munição real. O tiro também atingiu o diretor Joel Souza. A produção de “Rust” foi interrompida após a morte de Hutchins. Alguns meses depois, a família dela entrou com um processo por homicídio culposo. O processo foi encerrado por meio de um acordo feito entre a família da vítima e os produtores de “Rust” – incluindo Baldwin. Como parte desse acordo, Matt Hutchins, viúvo de Halyna, passou a ser produtor executivo do filme, que deverá ser finalizado em homenagem à ela. A expectativa é que “Rust” volte a ser filmado em janeiro. “Halyna estava prestes a deixar uma marca duradoura no cinema”, disse a diretora Rachel Mason ao site Deadline. “Como cineasta, eu queria fazer filmes com ela. Nunca poderia imaginar que faria um filme sobre ela. O mundo perdeu uma grande artista, mas eu perdi uma amiga. O fato de seu brilhantismo como artista ter sido instantaneamente ofuscado pelas circunstâncias em torno de sua morte me dói profundamente. Este filme nos dá a oportunidade de compartilhar sua humanidade e talento com o mundo e vivenciar a jornada de seus colaboradores trabalhando para completar seu último trabalho criativo. Halyna estava destinada à grandeza, e ainda está.” “Halyna e eu trabalhamos na mesma indústria e compartilhamos a paixão por contar histórias, mas o que nos uniu como amigas foi a maternidade”, disse Julee Metz, produtora do documentário. “Nossas famílias se tornaram incrivelmente próximas ao longo dos anos e quando o inimaginável aconteceu, eu sabia que precisava prestar homenagem a Halyna contando sua incrível história da maneira mais completa possível.” Ainda sem nome, o documentário sobre Halyna Hutchins também contará com produção de Matt Hutchins e ainda não tem previsão de estreia. Apesar de processo aberto pela família Hutchins ter sido encerrado, as polêmicas envolvendo a produção do filme estão longe de terminar. Recentemente, Alec Baldwin decidiu abrir um processo contra os membros da equipe que, segundo ele, seriam os responsáveis por entregar em suas mãos a arma carregada. A ação nomeia a armeira Hannah Gutierrez-Reed, a cenógrafa Sarah Zachry, o fornecedor de munições Seth Kenney e o assistente de direção Dave Halls, que deu o revólver nas mãos do ator em 21 de outubro do ano passado.
Kymberly Herrin, modelo e atriz de “Os Caça-Fantasmas”, morre aos 65 anos
A atriz e modelo Kymberly Herrin, que interpretou o “Dream Ghost” (fantasma do sonho) em “Os Caça-Fantasmas” (1984) e estrelou alguns famosos clipes de rock, morreu em outubro passado, segundo informou sua família na quarta-feira (16/11). Ela tinha 65 anos. Nascida em 2 de outubro de 1957, em Lompoc, no estado americano da Califórnia, Herrin começou a carreira como modelo, aparecendo em diversas revistas masculinas, incluindo duas vezes na Playboy. Ela se tornou famosa após estrelar três clipes consecutivos da banda ZZ Top: “Gimme All Your Lovin'” (1983), “Sharp Dressed Man” (1983) e “Legs” (1984). As músicas estão entre as mais populares do grupo de rock. Herrin era a mulher de top vermelho brilhante em “Legs”, que se tornou o maior sucesso da banda, alcançando o Top 10 nos Estados Unidos e em vários outros países, e sua presença nas telas ajudou a catapultar ZZ Top nos primeiros anos da MTV O sucesso dos clipes a levou aos cinemas. Herrin apareceu nos filmes “Tudo por uma Esmeralda” (1984), estrelado por Michael Douglas e Kathleen Turner, e interpretou a fantasma sedutora que paira sobre a cama de Dan Aykroyd em “Os Caça-Fantasmas”. Ela também fez participações em dois filmes que marcaram a década de 1980, “Um Tira da Pesada II” (1987), com Eddie Murphy, e “Matador de Aluguel” (1989), com Patrick Swayze, e voltou ao rock no clipe de “eXposed” (1987), da banda KISS. Seu último crédito como atriz foi no filme “Squanderers” (1996). Assista abaixo aos clipe do ZZ Top com Kymberly Herrin.
John Aniston, ator de TV e pai de Jennifer Aniston, morre aos 89 anos
O ator John Aniston, conhecido pelas suas participações nas novelas americanas “Search for Tomorrow” e “Days of Our Lives”, e pai da atriz Jennifer Aniston, morreu na última sexta (11/11) aos 89 anos. A notícia da morte do pai foi compartilhada por Jennifer Aniston no seu Instagram. “Doce papai… John Anthony Aniston. Você foi um dos humanos mais bonitos que eu já conheci”, disse Jennifer, junto de diversas fotos do pai. “Sou muito grata por você ter subido aos céus em paz – e sem dor. E em 11/11 nada menos! Você sempre teve um timing perfeito. Esse número terá para sempre um significado ainda maior para mim agora.” Nascido em 24 de julho de 1933 na ilha de Creta, na Grécia, John Aniston e sua família se mudaram para a Pensilvânia quando ele era criança. Ele estudou teatro e serviu na Marinha dos EUA como oficial de inteligência. Sua carreira começou em 1962, fazendo pequenos papeis de personagens sem nome – e as vezes não creditados – em filmes e séries de TV. Pouco a pouco, ele começou a ganhar mais notoriedade, participando de séries como “Os Destemidos” (1967), “O Homem de Virgínia” (1968), “Missão Impossível” (1969) e “Kojak” (1974). Porém, seu grande destaque foi na novela “Days of Our Lives”, na qual ele interpretou o Dr. Eric Richards. A novela está no ar há décadas e Aniston participou de incríveis 2888 episódios. O papel lhe rendeu dois prêmios Soap Opera Digest em 1986, um de Melhor Ator em Papel Principal e outro para Melhor Vilão em Série Diurna. Em 2022, ele recebeu um Daytime Emmy Lifetime Achievement Award pelo seu trabalho em “Days of Our Lives”. John Aniston também participou de mais 148 episódios da novela “Search for Tomorrow” e fez participações em diversas séries de TV, como “Jornada nas Estrelas: Voyager” (em 2001), “West Wing – Nos Bastidores do Poder” (2002), “Gilmore Girls” (2002) e “Mad Men” (2010). Seus últimos créditos como ator foram no filme “De Volta a Estaca Zero” (2014), além de “Days of Our Lives”, novela em que ele trabalhou até o fim da sua vida. Como curiosidade, na série “Friends”, estrelada por Jennifer Aniston, o personagem Joey Tribbiani (Matt LeBlanc) também estrelou a novela “Days of Our Lives”, no seu primeiro papel de destaque. O perfil de “Days of Our Lives” prestou uma última homenagem ao ator no seu Twitter. “Nossos corações estão partidos pela perda de nosso amado membro da família John Aniston. Nós te amamos John. Sua lenda viverá”, escreveu o perfil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jennifer Aniston (@jenniferaniston) Our hearts are broken over the loss of our beloved family member John Aniston. We love you John. Your legend will live on. #DaysOfOurLives #Days @peacock pic.twitter.com/IWPArGRKQH — Days of our Lives (@DaysPeacock) November 14, 2022
Editora suspende vendas do livro polêmico de Aaron Carter
A editora Ballast Book anunciou que suspendeu as vendas do livro “Aaron Carter: An Incomplete Story of an Incomplete Life”, em consideração ao desejo dos familiares, em respeito à morte recente do cantor. “Por respeito à família, meu cliente decidiu adiar o lançamento do livro neste momento. Carter não era apenas uma celebridade, mas um pai, irmão, filho e amigo para muitos, que ainda sofrem por ele”, anunciou Scott Atherton, advogado da editora Ballast e do autor Andy Symonds. Oficialmente, o livro de memórias do cantor, encontrado morto no sábado passado (5/11), chegaria às lojas físicas na terça-feira (15/11), mas desde quinta (10/11) já era vendido e entregue pela Amazon, onde atualmente ocupa o 1º lugar entre os best-sellers de não ficção com temática de drogas e vício. Por conta disso, várias passagens polêmicas vieram à tona e, com elas, reclamações sobre o verdadeiro desejo do cantor, que teria renegado a obra. No anúncio da suspensão do lançamento, o advogado negou que o artista era contra a publicação. Tanto que teria escolhido pessoalmente Andy Symonds para escrever sua história, por ser um “respeitável jornalista e autor”. “A atenção do público recentemente se concentrou em um pequeno número de interações durante os primeiros anos do Sr. Carter. A história mais importante é sobre a vida do Sr. Carter e o que as pessoas podem aprender com seu sucesso profissional, lutas pessoais e falecimento trágico”, acrescentou na declaração. Repleta de trechos polêmicos, a obra reflete realmente a luta do cantor contra as drogas, mas são passagens sobre Michael Jackson e Hilary Duff que têm dado mais o que falar. Na obra, o irmão de Nick Carter (do Backstreet Boys) alega que, após uma festa, despertou com o rei do pop parado em frente à sua cama apenas de “cueca apertada branca”. Aaron também afirma que a estrela da série teen “Lizzie McGuire” perdeu a virgindade com ele, quando ela tinha apenas 13 anos. O cantor tinha noção de como o conteúdo era polêmico e, segundo seu empresário Taylor Helgeson, da Big Umbrella Management, tinha desistido da publicação. Heleson disse ao site Page Six: “Aaron, no meio [do trabalho com o livro], disse: ‘Eu não quero nada com isso’ e parou. Ele largou o projeto. Então, o fato de a editora estar dizendo que tem sinal verde para publicar, ela não tem. Isso é contra a vontade de Aaron”. Hilary Duff também se manifestou contra a tentativa de espetacularização promovida pela editora em torno da morte do artista de 34 anos. “É realmente triste que, uma semana após a morte de Aaron, haja uma editora que parece estar lançando um livro de forma imprudente para capitalizar essa tragédia sem tomar as devidas precauções. Diluir a história de vida de Aaron para o que parece ser um clickbait não verificado visando o lucro é nojento”, reforçou. O empresário de Aaron Carter agradeceu o posicionamento da atriz e salientaram que a família deveria decidir os próximos passos contra a editora. “Nós, como empresários de Aaron, gostaríamos de agradecer a Hillary Duff por sua declaração sobre o livro que está programado para ser lançado. Nos poucos dias após o falecimento de nosso querido amigo, estivemos em luto e tentamos processar o que aconteceu, ao mesmo tempo que tivemos que lidar com lançamentos obscenamente desrespeitosos e não autorizados, incluindo um álbum intitulado ‘Blacklisted’, um single intitulado ‘Lately’ e agora um livro.” Helgeson continuou: “Este é um momento de luto e reflexão, não de busca impiedosa por dinheiro e atenção. Pedimos às partes responsáveis que removam o conteúdo mencionado acima e que nenhum outro conteúdo seja liberado sem a aprovação de sua família, amigos e associados.” Diante da polêmica, o escritor e editor do livro Andy Symonds, lembrou que a obra já tinha sido publicado e que toda a polêmica se dava porque algumas pessoas não gostariam que a verdade do cantor viessem à tona. “Sua vida estava longe de ser bonita. Aaron tinha o direito – como todos nós – de contar sua história. Além de ser catártico para ele, Aaron esperava que este livro ajudasse outras pessoas que lutam contra o vício e a doença mental. Espero e acredito que fará isso”, finalizou. A descrição do livro na Amazon diz que: “Aaron estava trabalhando em um livro sobre sua vida antes de sua morte. Ele nunca teve a chance de terminá-lo. Isso é o que foi concluído”. O texto também afirma que Symonds passou três anos entrevistando Carter para o livro.
Livro de Aaron Carter tem passagens polêmicas sobre Michael Jackson e Hilary Duff
O livro de memórias de Aaron Carter, “An Incomplete Story of an Incomplete Life”, teve seu lançamento antecipado pela editora Ballast Books após a morte do cantor. Com lançamento marcado para a próxima terça (15/11), o livro chegou cinco dias antes nas livrarias dos EUA, para evitar que a distribuição fosse impedida pelos empresários do artista. Repleta de trechos polêmicos, a obra reflete a luta do cantor contra as drogas, mas são passagens sobre Michael Jackson e Hilary Duff que têm dado mais o que falar. Na obra, o irmão de Nick Carter (do Backstreet Boys) alega que, após uma festa, despertou com o rei do pop parado em frente à sua cama apenas de “cueca apertada branca”. Aaron também afirma que a estrela da série teen “Lizzie McGuire” perdeu a virgindade com ele, quando ela tinha apenas 13 anos. O cantor tinha noção de como o conteúdo era polêmico e, antes de ser encontrado morto no sábado passado (5/11), voltou atrás e disse que não permitiria que ele fosse publicado. A afirmação é do empresário do artista, Taylor Helgeson, da Big Umbrella Management, que disse ao site Page Six: “Aaron, no meio [do trabalho com o livro], disse: ‘Eu não quero nada com isso’ e parou. Ele largou o projeto. Então, o fato de a editora estar dizendo que tem sinal verde para publicar, ela não tem. Isso é contra a vontade de Aaron”. Hilary Duff também se manifestou contra a tentativa de espetacularização promovida pela editora em torno da morte do artista de 34 anos. “É realmente triste que, uma semana após a morte de Aaron, haja uma editora que parece estar lançando um livro de forma imprudente para capitalizar essa tragédia sem tomar as devidas precauções. Diluir a história de vida de Aaron para o que parece ser um clickbait não verificado visando o lucro é nojento”, reforçou. O empresário de Aaron Carter agradeceu o posicionamento da atriz e salientaram que a família deveria decidir os próximos passos contra a editora. “Nós, como empresários de Aaron, gostaríamos de agradecer a Hillary Duff por sua declaração sobre o livro que está programado para ser lançado. Nos poucos dias após o falecimento de nosso querido amigo, estivemos em luto e tentamos processar o que aconteceu, ao mesmo tempo que tivemos que lidar com lançamentos obscenamente desrespeitosos e não autorizados, incluindo um álbum intitulado ‘Blacklisted’, um single intitulado ‘Lately’ e agora um livro.” Helgeson continuou: “Este é um momento de luto e reflexão, não de busca impiedosa por dinheiro e atenção. Pedimos às partes responsáveis que removam o conteúdo mencionado acima e que nenhum outro conteúdo seja liberado sem a aprovação de sua família, amigos e associados.” Também em entrevista ao Page Six, o editor do livro de memórias do artista, Andy Symonds, destacou que o livro já foi publicado e que toda a polêmica se dá porque algumas pessoas não gostariam que a verdade do cantor viessem à tona. “Sua vida estava longe de ser bonita. Aaron tinha o direito – como todos nós – de contar sua história. Além de ser catártico para ele, Aaron esperava que este livro ajudasse outras pessoas que lutam contra o vício e a doença mental. Espero e acredito que fará isso”, finalizou. A descrição do livro na Amazon diz que: “Aaron estava trabalhando em um livro sobre sua vida antes de sua morte. Ele nunca teve a chance de terminá-lo. Isso é o que foi concluído”. O texto também afirma que Symonds passou três anos entrevistando Carter para o livro.
Alec Baldwin processa equipe do filme “Rust” por morte de diretora de fotografia
O ator Alec Baldwin decidiu abrir um processo contra membros da equipe do filme “Rust” que, segundo ele, seriam os responsáveis por entregar em suas mãos a arma carregada que acabou matando a diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala no peito. Protocolado na sexta (11/11) na Justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, a ação nomeia a armeira Hannah Gutierrez-Reed, a cenógrafa Sarah Zachry, o fornecedor de munições Seth Kenney e o assistente de direção Dave Halls, que deu o revólver nas mãos do ator, como a hierarquia de funcionários que levaram ao incidente de 21 de outubro do ano passado. Segundo Baldwin, Halls teria garantido que o revólver era uma “arma fria”, não carregada com munição de verdade. No processo, o advogado do ator, Luke Nikas, argumenta que Hutchins está morta “porque balas de verdade foram entregues ao set e colocadas na arma”. “Essa tragédia aconteceu em um set de cinema — não um estande de tiro, não um campo de batalha, não em uma locação em que deveria existir a mais remota chance de uma arma conter munição verdadeira”, diz o texto. “Mais do que qualquer outra pessoa naquele set, Baldwin foi erroneamente visto como o autor desta tragédia. Por essas alegações cruzadas, Baldwin procura limpar seu nome”, acrescenta o processo do ator. Em uma entrevista à ABC, Baldwin afirmou que nunca apertou o gatilho da arma que acabou matando Hutchins e ferindo o diretor Joel Souza, durante a produção do filme no Novo México. A arma teria disparado sozinha. Mas os funcionários apontados no processo movido pelo ator também negaram ser responsáveis pela morte da diretora de fotografia. Em agosto deste ano, investigadores declararam que não acreditam que a arma tenha sido carregada com projéteis de verdade “intencionalmente” ou “com o objetivo de ferir ou matar”. Até o momento, a promotoria dos Estados Unidos ainda não declarou se irá indiciar alguém pelo caso. Em fevereiro, a família de Hutchins também abriu um processo, contra Baldwin e outros produtores de “Rust”, chegando a um acordo no mês passado. Ela tinha 41 anos e deixou marido e um filho.
Renato Aragão chora ao saber da morte de Roberto Guilherme
Renato Aragão ficou bastante abalado com a morte de Roberto Guilherme, o Sargento Pincel de “Os Trapalhões”. A mulher do humorista, Lilian Aragão, disse que ele está chorando muito com a perda. “Perdeu um amigo maravilhoso. Convivia muito com ele sempre; as famílias sempre juntas”, falou. Guilherme faleceu nesta quinta (10/11), após uma batalha contra o câncer. Aragão o conhecia há quase 60 anos, desde que trabalharam juntos no humorístico “Um Dois, Feijão Com Arroz” (1965), na extinta TV Excelsior. O intérprete de Didi também postou uma homenagem no Instagram e gravou um vídeo, que foi enviado à imprensa. “Roberto Guilherme, o Sargento Pincel, era um amigo maravilhoso”, diz Aragão no vídeo. “Ele era muito diferente daquele tipo que ele fazia de durão. Fora disso [do personagem], era uma amigo maravilhoso. E ele era sargento mesmo. Já havia dado mais de cento e tantos saltos de paraquedas e depois virou ator e ficou alegrando todo mundo. Hoje, eu não sei como falar desse amigo muito doce que perdemos. O céu vai ficar mais alegre”, concluiu. De fato, Roberto Guilherme foi paraquedista – e jogador de futebol – antes de ser descoberto numa peça de teatro amador e virar humorista. Ele participou de vários programas e filmes com Renato Aragão, que estiveram juntos também em produções da Record, da Tupi e da Globo. Guilherme integrou a primeiríssima versão de “Os Trapalhões” na Tupi, em 1975, e manteve a parceria com o amigo até após o final do humorístico na Globo, no programa “Aventuras do Didi” (2010-2013) e no filme “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, lançado em 2017. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Renato Aragão (@renatoaragao)
Ex-namoradas de Gal, Lúcia Veríssimo e Marina Lima prestam homenagens à cantora
Duas ex-namoradas famosas de Gal Costa, a atriz Lúcia Veríssimo e a cantora Marina Lima, prestaram homenagens nas redes sociais à artista, que morreu na quarta-feira (9/7), aos 77 anos. Lúcia escreveu “Eternamente”, ao postar uma canção de Gal do mesmo nome. “Só mesmo o tempo/ Vai poder provar/ A eternidade das canções/ A nossa música está no ar/ Emocionando os corações/ Pois tudo que é amor/ Parece com você/ Pense, lembre/ Nunca vou te esquecer”, diz o trecho da música publicado. Gal Costa e Lúcia Veríssimo namoraram no início da década de 1980 e seguiram grandes amigas após o término. Em 2019, elas posaram juntas durante um reencontro em Portugal e voltaram a ser clicadas em 2020, nos bastidores de um show da cantora. Triste com a notícia da morte, Lúcia recebeu mensagens de força e apoio de várias famosas. “Minha querida, lembrei de você o dia todo”, escreveu Elizabeth Savala. Já Marina Lima compartilhou com os seguidores como ela e Gal se conheceram. “Nem sei dimensionar a importância da Gal na minha escolha profissional. Aos 12 anos, recém-chegada dos EUA, quando a vi no programa do Chacrinha, guitarra em punho, cabelos enrolados, diferente de tudo que conhecia daqui, descobri que poderia haver um lugar para mim e a minha musicalidade no Brasil. Meu tio, Romulo Almeida, um baiano apaixonado por tudo da sua terra, então me levou para assistir ao show dela com Tom Zé, no teatro de Bolso no Leblon. E a partir dai, o meu Brasil mudou. Foi um golpe a partida da Gal. Mas o seu legado é imortal”, escreveu. Embora Gal nunca tenha falado abertamente sobre os romances, Marina revelou em 2008 ter perdido a virgindade com Gal Costa aos 17 anos. Na época, a baiana se irritou com a declaração e cortou relações com a ex-namorada, chegando a barrá-la de sua casa em Salvador. Marina voltou a tocar no assunto no ano passado. “Nunca poderia imaginar que a pessoa em questão fosse ficar p*ta. Até por que aprendi muito sobre libertação sexual com aquela geração, com os baianos. Não toco mais nesse assunto, não quis aborrecer ninguém. Foi um susto causar incômodo, fiquei indignada até. Mas cada um sabe da sua vida”, disse a cantora ao jornal O Globo. Apesar dos relacionamentos femininos, Gal Costa era bissexual e também tinha casos masculinos, como com o violonista Marco Pereira nos anos 1990. Ela também quis ter um filho com Milton Nascimento, embora nunca o tenha namorado, porque queria ser mãe. Acabou adotando Gabriel em 2007, que está atualmente com 17 anos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lúcia Veríssimo LV 🏹🎥📷🐆🐎🎞🖋🐱🐶 (@lverissimo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marina Lima (@marinalimax1)
Roberto Guilherme, o Sargento Pincel, morre aos 84 anos
O ator Roberto Guilherme, que é conhecido pelo papel do Sargento Pincel em “Os Trapalhões”, morreu nesta quinta-feira (10/11), no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ele lutava contra um câncer há alguns anos e estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da capital carioca. Há seis semanas atrás, ele chegou a receber a visita de Dedé Santana, com quem contracenou no programa clássico da Globo. “Muito assunto para colocar em dia. Valeu compadre Dedé Santana pela visita!!”, ele escreveu em sua última postagem do Instagram. Roberto na verdade se chamava Edward e nasceu em Ladário, Corumbá (MT), em 25 de agosto de 1938. O nome artístico foi uma homenagem a Roberto Carlos. Antes de ser ator, ele passou por várias profissões, ainda menor de idade. Aos 11 anos, foi aprendiz de sapateiro. Aos 14, virou jogador de futebol profissional, integrando o time mirim do Vasco da Gama. Aos 18, alistou-se no Exército para seguir carreira, tornando-se paraquedista, mas sem abandonar o futebol. Ele chegou a disputar partidas pela Seleção Brasileira Militar de Futebol ao lado de Pelé. Representando o Brasil, Roberto Guilherme disputou campeonatos nos Estados Unidos, Inglaterra, Panamá, e Colômbia, e foi campeão sul-americano na categoria. Ainda no Exército, ele escreveu uma peça de teatro amador encenada no Olaria Atlético Clube, na Zona Norte do Rio. Mas um dia um ator faltou, e Guilherme acabou o substituindo. Um produtor viu a peça e convidou Roberto Guilherme para trabalhar na TV Rio. Foi o início de sua carreira definitiva. Ele teve o encontro que mudou sua vida quando começou a trabalhar na TV Excelsior e conheceu Renato Aragão, o Didi. Eles contracenaram pela primeira vez no humorístico “Um Dois, Feijão Com Arroz” (1965) e levaram a parceria para o cinema em “Dois na Lona” (1968). Depois, o ator passou a fazer parte do elenco fixo de “Adoráveis Trapalhões”, que tinha como astros principais o comediante Aragão, o lutador galã Ted Boy Marino e os cantores Ivon Cury e Wanderley Cardoso. Com o mesmo elenco, também atuou em “Os Legionários” (1965), onde interpretou pela primeira vez um militar sem nome, que virou o embrião do Sargento Pincel. Na Excelsior, ele ainda atuou no programa de aventuras “002 Contra o Crime” (1965) e na novela infanto-juvenil “A Ilha do Tesouro” (1966). O Sargento Pincel, na verdade, materializou-se fora de “Os Trapalhões”, quando Guilherme foi para a TV Record e estrelou o programa “Quartel do Barulho” (1966). No novo canal, ele voltou a fazer dupla com Renato Aragão no humorístico “Praça da Alegria”. E depois se juntou ao elenco do protótipo de “Os Trapalhões”, batizado de “Os Insociáveis” (1971-1974), que juntou pela primeira vez o trio Didi, Dedé e Mussum, além da cantora Vanusa. No final dos anos 1960, Guilherme se separou dessa turma para ir para a TV Tupi, onde trabalhou com Costinha no programa “Do Que Se Trata” (1969). Esta parceria também foi parar no cinema, na comédia “Costinha e o King Mong” (1977). Mas não demorou para ele se reencontrar com Didi, Dedé e Mussum, que o seguiram rumo à Tupi, onde Zacarias acabou se juntando ao grupo. Essa trupe definitiva se reuniu pela primeira vez em 1975 para materializar um programa novo, chamado “Os Trapalhões”. Guilherme participou desde o início, mas com destaque bem menor que o quarteto central. Só que o programa não fez sucesso e foi cancelado no ano seguinte. Sério. Em 1980, com o colapso da Tupi, Guilherme chegou a fazer teste para interpretar o palhaço Bozo, no SBT. Sem conseguir a vaga, buscou a TV Globo, onde participou de humorísticos como “Viva o Gordo” e “Balança Mais Não Cai”, e reencontrou seus antigos colegas. A Globo tinha lançado a versão mais conhecida de “Os Trapalhões” em 1977. Mas Guilherme só entrou no programa em 1982, quando popularizou de vez o Sargento Pincel, líder de um grupo atrapalhado de recrutas militares. O programa ficou no ar até 1997, perseverando mesmo após as mortes de Zacarias (1934–1990) e Mussum (1941–1994). Roberto Guilherme também participou de oito filmes dos Trapalhões entre 1984 e 2017, incluindo dois longas “solos” de Renato Aragão e um “crossover” com Xuxa, “Xuxa e os Trapalhões em o Mistério de Robin Hood” (1990). Ao final de “Os Trapalhões”, ele seguiu ao lado de Renato Aragão na série “Aventuras do Didi” (2010-2013), que manteve o Sargento Pincel na ativa até 2013. Depois disso, ainda voltou a se juntar a Didi e Dedé em “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, último filme do grupo, lançado em 2017. Com o fim da era de Renato Aragão na TV, Guilherme chegou aparecer no humorístico “Zorra” na Globo e em duas produções do Multishow, “Treme Treme” (em 2018) e “Dra. Darci” (2018-2020), ao lado de Tom Cavalcanti. Ao longo da carreira, Roberto Guilherme ficou bastante conhecido pela careca reluzente. Mas ele não era calvo de verdade. A falta de cabelos surgiu em uma esquete de “Os Trapalhões” na Globo, onde Didi e Dedé rasparam sua cabeça completamente com a desculpa de uma aposta. Quando o personagem Sargento Pincel completou 40 anos em 2021, ele lembrou a história da caracterização em entrevista ao jornal Extra. “A máquina [elétrica] estava cega e não cortava, arrancava o meu cabelo. Enquanto o auditório morria de rir, as lágrimas corriam pelo meu rosto, de tanta dor”, comentou. Como o público achou engraçado, ele manteve o corte zero dali em diante. “Sou um cara brincalhão. Moro em Jacarepaguá desde os anos 1960, com muito orgulho. E ando por lá de sandália, bermuda, camiseta e uma bolsinha do lado, tranquilão. Todo mundo é meu amigo, eu sou amigo de todo mundo, acho a vida maravilhosa. Quando perguntam ‘E aí, Pincel, como é que tá?’, digo ‘Tirando tudo que tá errado, para mim tá tudo certo, tá tudo ótimo'”, completou Roberto Guilherme na mesma entrevista.
Rolando Boldrin, ator e criador do “Som Brasil”, morre aos 86 anos
O ator, cantor e apresentador Rolando Boldrin morreu nesta quarta-feira (9/11) aos 86 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein havia dois meses, mas a causa da morte não foi informada. Com mais de 60 anos de carreira na TV, Rolando Boldrin foi galã de novelas e se tornou profundamente identificado com a divulgação da música regional brasileira nos programas “Som Brasil”, que criou na Globo, e “Sr. Brasil”, que ele apresentava há 17 anos na TV Cultura. “Ele tirou o Brasil da gaveta e fez coro com os artistas mais representativos de todas as regiões do país. Em seu programa, o cenário privilegiava os artesãos brasileiros e era circundado por imagens dos artistas que fizeram a nossa história, escrita, falada e cantada, e que já viajaram, muitos deles ‘fora do combinado’, conforme costumava dizer Rolando”, disse a TV Cultura em nota oficial. Como ator, ele também fez História na TV brasileira. Boldrin protagonizou a primeiríssima novela da Record TV, “A Muralha”, produção de época lançada em 1954 quando ainda não existia videotape e toda a programação televisiva era exibida ao vivo. Participou ainda de vários programas clássicos da Tupi, incluindo diversos teleteatros ao vivo, como “TV Teatro”, “TV de Vanguarda” e “Grande Teatro Tupi”, além de novelas históricas, como a primeira protagonizada por Gloria Menezes, “Há Sempre o Amanhã” (1960), e o fenômeno de audiência “O Direito de Nascer” (1964). Ao voltar à Record na virada da década, fez nova passagem marcante por novelas, entre elas “As Pupilas do Senhor Reitor” (1970) e “Os Deuses Estão Mortos” (1971), antes de ressurgir na Tupi na icônica “Mulheres de Areia” (1973). Ele permaneceu na Tupi até o final dos anos 1970, participando de “O Profeta” (1977) e “Roda de Fogo” (1978) antes de migrar para a rede Bandeirantes em 1979, onde fez mais quatro novelas, com destaque para “Os Imigrantes” (1981), maior sucesso da teledramaturgia da emissora, assinada por Benedito Ruy Barbosa (autor também de “Pantanal”), que teve mais de 450 capítulos de duração. Boldrin se despediu das novelas com a maratona da Band. Em 1981, ele foi para a Globo, onde virou apresentador. O próprio ator criou o programa “Som Brasil”, que tinha como objetivo divulgar a música regional brasileira, até então pouco reconhecida. Exibida nas manhãs de domingo, a produção se tornou um enorme sucesso, ficando no ar até 2013. Mas Boldrin bateu de frente com a emissora e, insatisfeito com o horário de exibição, deixou a apresentação em 1984, sendo substituído pelo ator Lima Duarte. Ele adaptou o projeto e o relançou com outro nome, “Empório Brasileiro” na Band, e depois como “Empório Brasil” no SBT. Em 2005, fechou com a TV Cultura para continuar seu projeto no programa “Sr. Brasil”, que era exibido até hoje. Apesar de ter largado as novelas, ele permaneceu ligado à atuação, trabalhando em filmes como “Doramundo” (1978) e “O Tronco” (1999), ambos de João Batista de Andrade, “Ele, o Boto” (1987), de Walter Lima Jr., e o recente “O Filme da Minha Vida” (2017), de Selton Mello. Segundo a nota da Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, Boldrin dizia que continuava a ser fundamentalmente um ator. “Esse tem sido meu trabalho a vida inteira; radioator, ator de novela, de teatro, de cinema, um ator que canta, declama poesias e conta histórias”, descrevia-se.












