Charles Kimbrough, ator de “Murphy Brown”, morre aos 86 anos
O ator Charles Kimbrough, conhecido por sua participação na série “Murphy Brown”, morreu em 11 de janeiro em Culver City, Califórnia, aos 86 anos. Sua morte foi confirmada ao New York Times por seu filho, John Kimbrough. Nascido em 23 de maio de 1936 em St. Paul, Minnesota, Kimbrough cresceu em Highland Park, Illinois, perto de Chicago. Ele se formou em música e teatro na Universidade de Indiana, e mais tarde fez um mestrado na Yale School of Drama. Sua primeira aparição na TV foi em um episódio da série “Outro Mundo”, exibido em 1964. Seus trabalhos seguintes só aconteceram dez anos depois, quando ele participou da série “Kojak” (1975) e do filme “Testa-de-Ferro por Acaso” (1976). As aparições esporádicas na TV e no cinema tinham um motivo. Kimbrough priorizava o teatro. Em 1970, ele estrelou a famosa peça “Company”, de Stephen Sondheim, que lhe rendeu uma indicação ao prêmio Tony. O ator também participou da peça seguinte de Sondheim, “Sunday in the Park With George”, que estreou em 1984. Outros créditos nos palco incluem “Candide”, “Same Time, Next Year”, “Accent on Youth” e “O Mercador de Veneza”. Mais recentemente, Kimbrough estrelou a peça “Harvey” (2012) ao lado de Jim Parsons (“The Big Bang Theory”). Ele também apareceu em filmes como “A Vida Íntima de um Político” (1979), “Esta É Minha Chance” (1980), “Troca de Maridos” (1988), “O Preço da Paixão” (1988), além de ter dublado a gárgula Victor na animação “O Corcunda de Notre Dame” (1996). Porém, seu papel de maior destaque foi como âncora Jim Dial na série de comédia “Murphy Brown”. Ao todo, Kimbrough participou de 245 episódios da série, e, em 1990, chegou a ser indicado ao Emmy na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia. Além disso, fez mais três participações no revival da atração, que teve uma temporada extra em 2018. Outros trabalhos de destaque foram nos filmes “O Casamento dos Meus Sonhos” (2001), “Marci X, uma Loira Muito Louca” (2003) e nas séries “Ally McBeal” (2002) e “Hora do Recreio”, em que ele dublou o personagem Mort Chalk. Por sinal, Kimbrough também foi a voz original de Victor na animação da Disney “O Corcunda de Notre Dame” (1996).
BBB 23: Key Alves diz que viu morte de amigo de Cara de Sapato
A jogadora de vôlei Key Alves disse a Cara de Sapato que testemunhou o lutador Leandro Lo, amigo dele, ser assassinado. O campeão mundial de jiu-jitsu foi baleado numa festa em São Paulo em agosto do ano passado. “Foi na minha frente”, disse ela no “BBB 23”. “Eu vi tudo, tudo”. O assuntou veio à tona quando os confinados conversavam sobre a quantidade de pessoas armadas que existem atualmente no Brasil e o perigo que se tornou ir à festas. Cara de Sapato, que já tinha chorado na sexta (4/2) ao lembrar a perda do colega, voltou a chorar com a revelação de Key. A declaração teve grande repercussão. Marcus Buchecha, atleta do jiu-jitsu, compartilhou a cena do BBB 23 em seu Instagram pedindo justiça por Leandro Lo. Ele também disse esperar que Key Alves deponha sobre “o crime que matou a lenda Leandro Lo”. O assassinato ainda não foi a julgamento. O policial militar Henrique Velozo é réu por homicídio triplamente qualificado e alega legítima defesa. Segundo o depoimento de um amigo de Leandro, o PM abordou Lo e colocou copos vazios em suas mãos. A provocação incomodou o campeão mundial. Pouco tempo depois, Velozo voltou à mesa de Lo, pegou uma garrafa de uísque e a ergueu, em “nítida provocação” ao lutador. Segundo as testemunhas, o campeão de jiu-jítsu então derrubou o PM e posicionou-se sobre o peito do policial. “O autor [Henrique Velozo], após se levantar, caminhou alguns metros em sentido oposto ao de Leandro, sacou uma arma de fogo que levava consigo sob suas vestes, presa ao cós de sua calça, voltou-se para a vítima e disparou contra a sua face, alvejando-a na testa”, afirma o relatório da polícia, descrevendo o relato de uma das testemunhas. Ele contou do amigo dele que morreu, e a Key estava no dia pic.twitter.com/8X1GuU6dgP — Renan 🔗 (@Renancoment) February 4, 2023 O momento que Key conta pro Sapato que viu qdo o Leandro Ló foi assasinado com um tiro na cabeça dentro de uma boate.Leandro era um lutador, um dos melhores amigos do Sapato (tem um podcast no yt que ele fala sobre) Zero senso falar isso pro cara #BBB23 pic.twitter.com/JOlXMf65Lw — PLUFT (@voleimomento) February 4, 2023 Key Alves falou no BBB que viu o assassinato do Leandro Ló, certeza que será intimidada a depor. #BBB23 pic.twitter.com/PPR7SIpJpf — Dantas (@Dantinhas) February 5, 2023
George R. Robertson, ator da franquia “Loucademia de Polícia”, morre aos 89 anos
O ator canadense George R. Robertson, que interpretou o chefe Hurst nos primeiros seis filmes de “Loucademia de Polícia”, morreu aos 89 anos. Sua família disse que ele faleceu em 29 de janeiro no Sunnybrook Health Sciences Centre, em Toronto, no Canadá, mas não deu mais detalhes. Robertson trabalhava na TV e no cinema há quase 15 anos, quando foi escalado como o exigente chefe Henry Hurst na sátira policial de 1984 estrelada por Steve Guttenberg. Seu personagem era o chefe da Academia de Polícia onde o protagonista, Carey Mahoney (Guttenberg), se matricula, após a recém-eleita prefeita de sua cidade anunciar que o departamento deveria aceitar qualquer um que se candidatasse. Responsável por supervisionar o treinamento dos cadetes, o chefe Hurst muitas vezes se via enfrentando situações hilárias causadas pelos próprios alunos, tornando-se uma das principais fontes de comédia na franquia. O filme de 1984 se provou um imenso sucesso e gerou mais seis sequências. Robertson só não participou da última, lançada uma década depois, em 1994. Sua longa carreira abrange mais de meio século de produções, iniciando-se com uma figuração no terror clássico “O Bebê de Rosemary”, em 1968. Ele também apareceu em pequenos papéis em três indicados ao Oscar de Melhor Filme: “Aeroporto” (1970), “Norma Rae” (1979) e “JFK” (1991). Robertson continuou a trabalhar de forma constante nas telas ao longo das décadas, com créditos que se estendem até 2017. Entre seus destaques mais recentes estão o papel do vice-presidente Dick Cheney na minissérie “The Path to 9/11” (2006), e do senador Barry Goldwater na minissérie “The Reagans” (2000). Ele foi nomeado Humanitário do Ano no Prêmio Gemini (o Oscar canadense) de 2004, apresentado pela Academia de Cinema e Televisão Canadense por sua “extraordinária compaixão e envolvimento comunitário [que teve] um enorme impacto na vida das crianças no Canadá e em todo o mundo.”
Melinda Dillon, indicada ao Oscar por “Contatos Imediatos”, morre aos 83 anos
A atriz Melinda Dillon, indicada ao Oscar por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) e “Ausência de Malícia” (1981), morreu aos 83 anos. Sua família informou que ela faleceu em 9 de janeiro em Los Angeles, mas não deu mais detalhes. Nascida em 13 de Outubro de 1939, Dillon começou sua trajetória no teatro antes de se mudar para Hollywood. Ela fez sua estreia no cinema em 1969 com a comédia “Um Dia em Duas Vidas” e teve seu primeiro papel de destaque em “Esta Terra é Minha Terra” (1976), cinebiografia do cantor folk Woody Guthrie, onde interpretou a esposa do protagonista, vivido por Keith Carradine. O desempenho lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Estreia do ano. No ano seguinte, fez seu papel mais lembrado, como a mãe que tem o filho abduzido em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”. O filme foi um grande sucesso de bilheteria e recebeu várias indicações ao Oscar, inclusive para Melinda, que disputou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante. Em 1981, ela foi novamente indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por “Ausência de Malícia”, interpretando uma amiga próxima do protagonista, vivido por Paul Newman – com quem ela já tinha contracenado na comédia “Vale Tudo” (1977). Além desses desempenhos consagrados pela Academia, ela também marcou época em outro grande sucesso, vivendo a mãe de Ralphie no clássico da Disney “Uma História de Natal” (1983). Com uma carreira repleta de sucessos, ela ainda se destacou como a esposa do personagem de John Lithgow na comédia “Um Hóspede do Barulho” (1987), a mãe do Capitão América na adaptação de 1990, a paciente da psiquiatra vivida por Barbra Streisand em “O Príncipe das Marés” (1991), no elenco do filme coral “Magnólia” (1999) e como a sogra de Adam Sandler no drama “Reine Sobre Mim” (2007), seu último papel antes de se aposentar. Ao longo de cinco décadas, Melinda ainda fez participações em várias séries, sem nunca integrar um elenco fixo, estrelou montagens da Broadway e trabalhou com alguns dos diretores mais premiados de Hollywood, como Steven Spielberg, Sydney Pollock, Norman Jewison, Paul Thomas Anderson, Hal Ashby, George Roy Hill e Barbra Streisand. Ao saber da morte da atriz, Steven Spielberg se manifestou: “Melinda foi generosa de espírito e emprestou tanta gentileza ao personagem que interpretou em ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’. Ela era uma atriz maravilhosa e tão talentosa em dramas – incluindo sua passagem inesquecível em ‘Ausência de Malícia’ – quanto em comédias amadas como ‘Uma História de Natal’, ‘Um Hóspede do Barulho’ e ”Vale Tudo'”. Todos sentiremos a falta dela.” Lembre de duas das cenas mais famosas de “Contatos Imediatos” com Melinda Dillon.
Jornalista Glória Maria morre no Rio de Janeiro
Glória Maria, ícone do Jornalismo brasileiro, morreu na manhã desta quinta-feira (2/2) no Hospital Copa Star, na Zona Sul do Rio. A repórter, que lutava contra o câncer, enfrentava metástases no cérebro. Em nota, a TV Globo informou que o tratamento da jornalista parou de surtir efeito nos últimos dias. “Em meados do ano passado, Glória Maria começou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias”, afirma. No começo de janeiro, a apresentadora deixou o comando do “Globo Repórter” após 13 anos à frente do programa semanal. Ela estava afastada desde dezembro, quando anunciou que precisava se internar para tratar de seu câncer. Na ocasião, a rede Globo explicou que seu estado de saúde era estável e previu o retorno de Gloria Maria como repórter da programação para este ano. Em 2019, a apresentadora foi diagnosticada com um câncer de pulmão e precisou se submeter ao tratamento de imunoterapia. Na época, Gloria Maria obteve resultados satisfatórios. Há cerca de três anos, a jornalista voltou a adoecer e descobriu metástases cerebrais. Ela enfrentou uma cirurgia no cérebro, que também foi realizada com êxito. No entanto, os tratamentos continuaram e, nos últimos dias, não tiveram o mesmo êxito. Além disso, em janeiro de 2021, Gloria Maria também encarou uma internação após testar positivo para Covid-19. No hospital, ela precisou colocar um dreno no pulmão. “Eu não vivo mais de sonhos. Eu vivo de realidade. Tenho muita coisa para realizar. Ganhei mais um prazo de validade e estou aproveitando de todas as maneiras”, disse numa entrevista recente à revista GE. Glória Maria Matta da Silva nasceu em 15 de agosto 1949, no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, começou sua carreira no Jornalismo na década de 1970 após ser levada por uma amiga para ser radio escuta nos estúdios cariocas da Globo. Em pouco tempo, Glória produziu sua 1ª reportagem, que narrava o desabamento do Elevado Paulo de Frontim. Ela conquistou a emissora. Glória Maria tornou-se âncora do “RJTV”, passou a apresentar reportagens no “Jornal Hoje” e até comandou o “Bom Dia, Rio”. Cerca de 16 anos depois, a jornalista migrou para a equipe do “Fantástico”. Em 1998, Glória Maria tornou-se responsável pelas reportagens especiais do programa dominical. Como apresentadora, Glória ficou conhecida por viajar a lugares exóticos e entrevistar celebridades como Roberto Carlos, Michael Jackson, Usain Bolt, Leonardo Di Caprio, Madonna e Nicole Kidman. Glória Maria foi pioneira do Jornalismo inúmeras vezes. Para além de protagonizar momentos históricos em mais de 100 países, ela foi a primeira repórter negra da TV Globo, bem como a primeira repórter a entrar ao vivo e a cores no “Jornal Nacional”. Não parou por aí. Glória também contou com o repórter cinematográfico Lúcio Rodrigues para realizar a primeira transmissão em HD da televisão brasileira, numa matéria do “Fantástico” em 2007. Em seu extenso portfólio, a jornalista guarda a cobertura da guerra das Malvinas (1982), a invasão da embaixada brasileira do Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998). Mesmo assim, sofreu racismo até de um presidente brasileiro. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ela lembrou de um episódio em que o general João Figueiredo, último presidente da ditadura, afirmou não querer perto dele “a neguinha da Globo”, em referência à jornalista. Em razão dos ataques racistas, Glória lembrou, nessa mesma entrevista, que foi a primeira pessoa a fazer uso da Lei Afonso Arinos, promulgada em 1951 contra a discriminação racial. Ela acionou a Justiça depois de ter sido barrada em um hotel por ser negra. A eterna jornalista deixa duas filhas, Laura e Maria.
Alec Balwin é acusado formalmente de homicídio no set do filme “Rust”
Poucos dias após a promotora Mary Carmack-Altwie anunciar que faria o indiciamento, o ator Alec Baldwin foi acusado formalmente pela promotoria do Novo México por homicídio culposo nesta terça (31/1). Ele será julgado por seu envolvimento em um acidente no set de gravações do filme “Rust” em 2021, que resultou na morte da cinematógrafa Halyna Hutchins, atingida por um disparo de uma arma cenográfica manipulada pelo ator. Além de Baldwin, Hannah Gutierrez-Reed, armeira responsável pela segurança do revólver, também será julgada em duas acusações relativas à morte de Hutchins. “Somente no dia do tiroteio, as evidências mostram que nada menos que uma dúzia de atos, ou omissões de imprudência, ocorreram no curto espaço de tempo anterior ao almoço e à hora do tiroteio, e isso não inclui o manuseio imprudente da arma de fogo por Baldwin”, diz o inquérito assinado pelo investigador especial Robert Shilling, do escritório do promotor público de Santa Fé, Novo México. “Baldwin, por ato direto, omissão ou falha em agir a partir de sua posição como produtor, contribuiu diretamente e/ou falhou em mitigar inúmeras ações imprudentes e perigosas durante um período de tempo muito curto”, continua o processo. “Os padrões da indústria, protocolos e procedimentos comuns de segurança de armas de fogo em sets de filmagem exigem que o armeiro, após realizar uma verificação de segurança com o primeiro assistente de direção, realize uma segunda verificação de segurança com o ator que manuseia a arma de fogo”, observa o documento. “Essa violação imprudente dos padrões e segurança das armas de fogo ocorreu duas vezes antes do tiroteio, e Baldwin falhou em agir para mitigar ou corrigir as violações imprudentes de segurança, nem em sua qualidade de ator nem como produtor.” “Esse desvio imprudente dos padrões, práticas e protocolos conhecidos causou diretamente o tiroteio fatal”, acrescenta a papelada. “Baldwin agiu com desrespeito imprudente e/ou mais do que mera negligência neste incidente. Baldwin agiu com desrespeito intencional pela segurança de outras pessoas e de uma maneira que colocou outras pessoas em perigo e ele claramente deveria saber do perigo de suas ações que levaram à morte de Hutchins. Além disso, Baldwin manuseou a arma de forma negligente” Halyna Hutchins foi baleada em 21 de outubro de 2021, durante o ensaio de uma cena de “Rust”, quando um revólver antigo empunhado por Baldwin disparou. Ele recebeu a arma do produtor assistente David Halls, que lhe disse que ela não continha munição real. Porém, ao disparar a arma, Baldwin matou Hutchins e feriu o diretor Joel Souza. (Nenhuma acusação foi feita em relação ao ferimento do diretor.) David Halls assinou um acordo judicial, assumindo culpa pela acusação de uso negligente de uma arma letal. Os termos do seu acordo incluem uma sentença suspensa e seis meses de liberdade condicional. Luke Nikas, advogado de Baldwin, disse, em comunicado, que seu cliente “confiou nos profissionais com quem trabalhou, que lhe garantiram que a arma não tinha munição real”. Porém, cinco balas de verdade foram encontradas no set, misturadas com balas de festim. “Esta decisão distorce a trágica morte de Halyna Hutchins e representa um terrível erro judiciário”, disse ele. “O senhor Baldwin não tinha motivos para acreditar que havia uma bala de verdade na arma – ou em qualquer lugar do set de filmagem”. Jason Bowles, advogado de Gutierrez-Reed, também disse que as acusações são o “resultado de uma investigação muito falha e uma compreensão imprecisa de todos os fatos”. Já o advogado da família de Hutchins celebrou a decisão. Em comunicado, Brian Panish disse que apoia as acusações e cooperará com a promotoria. “Queremos agradecer ao xerife de Santa Fé e à promotoria pública por concluir sua investigação minuciosa e determinar que as acusações de homicídio involuntário são justificadas pelo assassinato de Halyna Hutchins com desrespeito consciente pela vida humana”, disse ele. “Nossa investigação independente também confirma que as acusações são justificadas.” Baldwin e Gutierrez-Reed serão “acusados alternativamente” por duas acusações de homicídio culposo. Isso significa que, se um júri considerar qualquer um deles culpado, também determinará sob qual definição de homicídio involuntário eles são culpados, de acordo com o anúncio da promotoria. Para que o homicídio involuntário seja provado, deve haver prova de negligência. De acordo com a lei do Novo México, homicídio involuntário é um crime de quarto grau e é punível com até 18 meses de prisão e multa de US$ 5 mil. Isso inclui a acusação de uso negligente de uma arma de fogo. “Se qualquer uma dessas três pessoas – Alec Baldwin, Hannah Gutierrez-Reed ou David Halls – tivesse feito seu trabalho, Halyna Hutchins estaria viva hoje. É simples assim”, disse a promotoria do Novo México. “As evidências mostram claramente um padrão de desrespeito criminoso pela segurança no set de filmagem de ‘Rust’. No Novo México, não há espaço para sets de filmagem que não levem a sério o compromisso de nosso estado com a segurança de armas e a segurança pública”.
Ator Ilya São Paulo morre dentro de casa aos 59 anos
Ilya São Paulo, um dos protagonistas do remake de “Irmãos Coragem” (1995) na Globo, foi encontrado morto dentro de sua casa nesta terça-feira (31/1), aos 59 anos. Claudia Provedel, esposa do ator, foi quem encontrou o corpo sem vida.2020, como Juarez. Segundo o ator Anselmo Vasconcelos, que divulgou a notícia da morte em seu perfil no Facebook, Ilya havia passado por uma longa internação no Hospital Municipal Miguel Couto, no Rio de Janeiro, para tratar de um grave ferimento no ombro. Em seu texto na rede social, Vasconcellos contou que Ilya havia sido seu aluno na Escola de Teatro Martins Penna, onde conheceu a esposa, com quem teve uma filha. Ele era filho do cineasta Olney São Paulo e irmão do ator Irwing São Paulo, que faleceu precocemente aos 41 anos de idade. Ilya São Paulo nasceu em 13 de setembro de 1963, na cidade baiana de Feira de Santana. Ele era ator de cinema, teatro e televisão, e fez sua estreia nas telas aos 11 anos de idade, figurando como trombadinha no filme “O Amuleto de Ogum” (1974), de Nelson Pereira dos Santos. O primeiro trabalho na televisão foi na Globo, em 1992, como um dos personagens da novela “Perigosas Peruas”. Em 1995, fez o seu papel mais famoso como um dos protagonistas de “Irmãos Coragem”. Na emissora, ele acabou se especializando em minisséries, estrelando “Os Maias” (2001), “A Casa das Sete Mulheres” (2003), “Hoje É Dia de Maria” (2005) e “JK” (2006), entre outras produções. Paralelamente, continuou filme longas importantes, como “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil” (1997), de Paulo Thiago, “Villa-Lobos: Uma Vida de Paixão” (2000), de Zelito Viana, “As Tranças de Maria” (2003), de Pedro Carlos Rovai e “Brasília 18%” (2006), em que voltou a trabalhar com Nelson Pereira dos Santos. Depois disso, foi para a Record, onde trabalhou em “A Lei e o Crime” (2009) e “Betty, a feia” (2009). Retornou pra Globo em 2012, no remake de “Gabriela”, e participou de novas séries, incluindo “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “Ilha de Ferro” (2019). Sua última aparição foi em “Amor de Mãe”, onde interpretou Juarez, o cunhado que tem um atrito com Lurdes (Regina Casé) quando ela volta à cidade de Malaquias.
Cindy Williams, estrela de “Loucuras de Verão”, morre aos 75 anos
A atriz Cindy Williams, famosa por produções como “Loucuras de Verão” (1973), “A Conversação” (1974) e a série “Laverne & Shirley” (1976-83), morreu aos 75 anos, em Los Angeles. A informação foi confirmada pela família da artista nesta segunda-feira (30/1), Zak e Emily Hudson, filhos de Cindy, revelaram na noite de segunda (30/1) que a estrela morreu no último dia 25. A causa da morte não foi divulgada. “A morte de nossa gentil e hilária mãe, Cindy Williams, nos trouxe uma tristeza insuperável que nunca poderia ser verdadeiramente expressa”, diz o comunicado, assinado pela porta-voz da família, Liza Cranis. Cindy veio de uma família humilde. Sua mãe foi garçonete e seu pai trabalhou numa empresa de equipamentos eletrônicos. Ela e a família viveram em Dallas por mais de 9 anos, mas tiveram que se mudar por causa do histórico de confusões do seu pai alcoólatra. Depois de atuar em peças na escola, ela foi eleita a “garota mais engraçada da turma” – turma que incluía a futura estrela Sally Field (vendedora de dois Oscars, por “Norma Rae e Um Lugar no Coração”). Em seguida, se formou em Teatro na Los Angeles City College e lá começou a aumentar seu círculo de amigos. Para se sustentar, a jovem chegou a trabalhar de atendente em uma loja de panquecas e servia drinks na famosa boate Whisky a Go Go, onde atendeu celebridades como Jim Morrison e Joe Cocker. Em busca de trabalho como atriz, ela protagonizou dezenas de comerciais e fez pequenas participações em filmes como o trash “Beware! The Blob”, onde interpretava a mocinha devorada pelo monstro gosmento. As coisas começaram a mudar depois de “Loucuras de Verão” (1973), de George Lucas, onde desempenhou o principal papel feminino. “Eu me lembro de assistir o corte final ao lado de Harisson Ford e ele dizendo que o filme tinha ficado muito legal”, relembrou a atriz em entrevista ao programa “Today” em 2015, por ocasião do lançamento de seu livro de memórias. Graças a “Loucuras de Verão”, Cindy conquistou sua primeira – e única – indicação ao BAFTA (o Oscar britânico) na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela acabou perdendo o prêmio para Ingrid Bergman, por “O Assassinato No Expresso Oriente” (1974). A comédia de carros e rock’n’roll, passada em 1962, também foi um sucesso enorme entre o público de cinema e de rádio (a trilha com clássicos chegou a ganhar dois volumes) e conseguiu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Em seguida, Cindy trabalhou em outro longa indicado ao prêmio da Academia: “A Conversação” (1974), de Francis Ford Coppola, onde interpretou uma mulher em perigo. E podia ter se tornado ainda mais conhecida, porque fez teste para o papel de princesa Leia, de “Guerra nas Estrelas”, na esperança de voltar a trabalhar com o diretor de “Loucuras de Verão”. Ela acabou perdendo o personagem para Carrie Fisher, mas acabou encontrando outro papel marcante pelo qual passou a ser sempre lembrada: a Shirley da sitcom “Laverne & Shirley”. Em 1975, Cindy e Penny Marshall foram convidadas a aparecer num episódio da série “Happy Days”, pioneira das sitcoms nostálgicas, passada nos anos 1950. Na trama, elas participam de um encontro duplo com Fonzie (Henry Winkler) e Richie (Ron Howard, o namorado de Cindy em “Loucuras de Verão”), só que exibiram uma química inesperada e roubaram as cenas dos protagonistas. O produtor de “Happy Days”, Garry Marshall, imediatamente viu o potencial da dupla e desenvolveu um spin-off de “Happy Days” para contar a história de Laverne DeFazio e Shirley Wilhelmina Feeney, colegas de colégio, que dividiam um porão em Milwaukee e trabalhavam como operárias numa fábrica de bebidas. “Laverne & Shirley” estreou em 1º lugar na audiência em 26 de janeiro de 1976 e se tornou a série mais vista dos EUA entre 1977 e 1979. E um dos motivos do sucesso é que as atrizes se atiravam literalmente na trama. A sitcom – gravada diante de uma plateia de 450 pessoas – foi considerada a produção mais física do gênero desde “I Love Lucy” na era de ouro da TV, e exigia tanto de Penny e Cindy que elas foram homenageadas pela Associação dos Dublês dos EUA por sua capacidade de enfrentar desafios diante das câmeras. Em entrevista para a TV Academy Foundation, Cindy disse que o momento que mais sente orgulho de sua carreira foi “fazer 450 pessoas gargalharem”. “Eu lembro que fui muito feliz fazendo isso”, relembrou a artista. A série durou oito temporadas (até 1983), mas terminou sem Cindy no elenco. No final do sétimo ano, ela se casou com o ator e musicista Bill Hudson. Antes disso, ainda fez no cinema “E a Festa Acabou” (1979), continuação de “Loucuras de Verão”, e depois de alguns anos longe das telas devido ao nascimento de sua filha, retornou à TV como a mãe dos personagens de Dweezil Zappa e Moon Unit Zappa (os filhos do roqueiro Frank Zappa) na comédia “Normal Life” (de 1990). Ela ainda viveu outra mãe na comédia “Getting By” (1993-94) e engatou diversas participações em sitcoms, como “8 Regrinhas Básicas”, “Girlfriends”, “Sam & Cat” e “Estranho Casal”. Além disso, trabalhou atrás das câmeras, emplacando um grande sucesso como co-produtora da comédia “O Pai da Noiva” (1991), estrelada por Steve Martin, e sua sequência de 1995. Sua autobiografia, “Shirley, I Jest!: A Storied Life”, foi publicada em 2015. Sete anos depois, ela percorreu o país fazendo o show solo “Me, Myself & Shirley”, onde compartilhou memórias de sua carreira. Incansável, Cindy continuava trabalhando e chegou a completar a gravação da série musical “Sami”, que estreia em abril na Amazon Prime Video.
Lisa Loring, a Wandinha original, morre aos 64 anos
A atriz Lisa Loring, que ficou conhecida por interpretar a personagem Wandinha na série original de “A Família Adams”, exibida entre 1964 e 1966, morreu no domingo (29/1), vítima de um derrame, aos 64 anos. A notícia da morte de Loring foi divulgada por sua filha, Vanessa Foumberg, num comunicado. “Ela foi em paz com as duas filhas segurando suas mãos”, disse Foumberg. Lisa Loring nasceu em 16 de fevereiro de 1958, nas Ilhas Marshall. Seus pais serviram na marinha e ela morou no Havaí antes de se mudar para Los Angeles com a mãe. Ainda criança, começou a trabalhar como modelo e, aos seis anos de idade, foi escalada para participar de um episódio da série “Dr. Kildare”, exibido em 1964. A participação chamou atenção e, no mesmo ano, Loring foi escalada na série que a tornou mais conhecida. Sua personagem, Wandinha Addams, era doce e sombria, e tinha uma tendência para colecionar animais de estimação assustadores, como uma aranha viúva-negra e um lagarto. Ela também costumava brincar com uma boneca sem cabeça. A dança de Loring, chamada “The Drew”, ficou conhecida pelas novas gerações por conta da série “Wandinha”, da Netflix, em que Jenna Ortega faz sua própria interpretação dos bizarros passos de dança. Depois que “A Família Addams” terminou suas duas temporadas, Loring fez participações em diversas séries, como “A Garota da U.N.C.L.E.” (1966), “Ilha da Fantasia” (1978), “Barnaby Jones, O Detetive” (entre 1978 e 1979) e na novela “As the World Turns” (1980-1983). A partir do final dos anos 1980, ela se dedicou a filmes de terror como “Sede de Sangue” (1987), “Temporada de Sangue” (1989), “Way Down in Chinatown” (2014) e “Doctor Spine” (2015), seu último crédito como atriz. O ator Butch Patrick, que interpretou o menino Eddie Munster na série “Os Monstros”, da mesma época de “A Família Addams”, prestou uma homenagem a atriz no seu Facebook: “Sinto muito pela morte de minha querida amiga Lisa Loring. Éramos muito próximos e trabalhávamos juntos com frequência. Eu sei que ela estava muito fraca. Eu estava em sua companhia apenas algumas semanas atrás. Boa sorte, minha amiga”.
Annie Wersching, atriz de “24 Horas” e “Star-Trek: Picard”, morre de câncer aos 45 anos
A atriz americana Annie Wersching, que teve destaque na série “24 Horas”, morreu neste domingo (29/1) aos 45 anos, por complicações de um câncer diagnosticado em 2020. Wersching surgiu pela primeira vez nas telas num episódio de 2003 de “Star Trek: Enterprise” e rapidamente chamou atenção pela aparência marcante. Ruiva e sardenta, ela começou a ser vista em diversas atrações nos anos seguintes, de “Angel: O Caça-Vampiros” a “Sobrenatural”. A carreira da atriz mudou de status em 2009, quando ela foi escalada no papel da agente do FBI Renee Walker em “24 Horas”. Assumindo o segundo papel mais importante da 7ª temporada, ela dividiu o protagonismo dos episódios com Keefer Sutherland, e voltou a aparecer no 8º ano para encenar a morte de sua personagem num dos últimos capítulos da série, encerrada em 2010. Depois disso, Wersching passou a interpretar mais papéis constantes. Entre as participações recorrentes, destacam-se a 6ª e 7ª temporadas de “The Vampire Diaries”(2015-16), em que viveu a mãe vampira dos irmãos protagonistas. A atriz também teve papéis recorrentes em “Bosch” (entre 2014 e 2021), “Timeless” (2017-18) e “Rookie” (2019-22), e protagonizou as três temporadas de “Fugitivos da Marvel” (Runaways, 2017–19), na pele de uma das mães malignas dos jovens heróis da trama. Sua última personagem fechou um círculo, trazendo-a de volta à franquia “Star Trek” como a Rainha Borg da 2ª temporada de “Picard”, exibida em 2022. Além das séries que a tornaram conhecida, Wersching fez alguns aparições pequenas no cinema e trabalhou na indústria dos videogames. Seu desempenho mais famoso nesse meio foi como Tess no jogo original de “The Last of Us”. A atrize Jeri Ryan, que trabalhou com ela em “Picard”, lamentou a perda nas redes sociais. “Que luz linda e brilhante perdemos hoje. Tive muita sorte de ter tido a chance de trabalhar e brincar com a incrível Annie Wersching. Meu coração se parte por sua linda família e por todos que tiveram a sorte de conhecê-la.”
Tom Verlaine, líder da banda punk Television, morre aos 73 anos
O cantor e músico Tom Verlaine, conhecido por liderar a banda Television durante as gerações punk e pós-punk, morreu neste sábado em Nova York, aos 73 anos. Segundo a filha de sua velha amiga Patti Smith, ele morreu “após uma breve doença”, sem que maiores detalhes fossem divulgados. Verlaine, cujo nome verdadeiro era Thomas Miller, começou sua história roqueira no palco imundo do CBGB, boteco de motoqueiros transformado em club de rock nos anos 1970, que também serviu de base de lançamento dos Ramones, Blondie, Talking Heads e muitas outras bandas nova-iorquinas da época. Apesar de ter estudado piano, tocar saxofone e ser fã de jazz, ele se destacou como um dos guitarristas mais importantes do punk rock americano. Miller virou Verlaine, em homenagem ao poeta francês do século 19, quando formou o Television com Richard Hell, Richard Lloyd e Billy Ficca. A banda estreou em um pequeno teatro da Times Square em 2 de março de 1974, com o visual incomum para a época: cabelos curtos despenteados e roupas rasgadas emendadas por alfinetes de segurança – que acabou exportado para a Inglaterra por Malcolm McLaren, quando o empresário resolveu lançar os Sex Pistols um ano depois. Hell e Verlaine convenceram em seguida o dono do CBGB a lhes dar espaço regular no bar, o que começou a atrair atenção para seu estilo musical estranho, diferente de tudo o que existia. A então crítica de rock Patti Smith escreveu uma resenha elogiosa que acabou sendo copiada em todo o mundo para descrever o estilo de Verlaine, mencionando “guitarra tocada com paixão angular invertida”, que soava como “mil rouxinóis cantando”. Patti Smith e Verlaine acabaram namorando, e o guitarrista ajudou a escritora a virar cantora, tocando em seu disco de estreia de 1975, além de compor a música “Break It Up” para ela. Sentindo-se excluído e com ciúmes da atenção conquistada pelo colega, Richard Hell largou o Televison para formar outra banda – The Voidoids, com quem gravou o clássico “Blank Generation” em 1977. Com o baixista original do Blondie, Fred Smith, no lugar de Hell, Television gravou uma faixa de sete minutos que foi lançada em dois lados de seu primeiro single em setembro de 1975. O lançamento marcou o começo de uma nova era, por ser totalmente independente. A música “Little Johnny Jewel” despertou o interesse de uma nova gravadora e a banda acabou assinando com a Elektra Records em julho de 1976. Seu primeiro álbum, “Marquee Moon” (1977), e sua ambiciosa faixa-título de 10 minutos com dois solos de guitarra foram definidoras para o rock independente americano que surgiu nas décadas seguintes. O pioneirismo do Television foi juntar a energia dos shows de punk rock com a dissonância vanguardista da banda The Velvet Underground, de Lou Reed nos anos 1960. Seu álbum seguinte, “Adventure”, aprimorou ainda mais o som do grupo, que era ao mesmo tempo frágil e agressivo, suave e ríspido. Mas a banda se dissolveu semanas após a gravação do disco de 1978, devido ao abuso de drogas de Richard Lloyd. Embora o Television nunca tenha obtido grande sucesso comercial, o impacto do modo de tocar de Verlaine, totalmente despojado e livre de estruturas – um jazzista no punk rock – influenciou tudo o que surgiu depois, de Sonic Youth a Galaxy 500, passando por Dream Syndicate, Pixies e Wilco. Todos os membros do Television seguiram carreira musical, com o baterista Billy Ficca atingindo maior sucesso com a banda new wave The Waitresses (do hit “I Know What Boys Like”). Mas, a longo prazo, Verlaine foi quem se manteve mais tempo sob os holofotes. Ele lançou nove discos solo entre 1979 e 2009, ainda que só tenha conseguido um único quase hit, “A Town Called Walker”, em 1987. Tanto que, em 1992, voltou a se juntar com os antigos parceiros para um terceiro álbum, intitulado apenas “Television”, que acabou se tornando o último disco da banda. No mesmo ano, Verlaine lançou um disco instrumental, “Warm and Cool”, e em seguida silenciou. Ele decidiu não gravar novos discos por quase uma década e meia, aparecendo apenas em shows e gravações da ex Patti Smith, além de produzir um disco póstumo elogiado do cantor Jeff Buckley. Muitas das músicas do Televison e da carreira solo de Verlaine ganharam novas vidas em trilhas de filmes e séries. Isso fez o músico ser convidado a compor para o cinema. Sua estreia como compositor de trilhas aconteceu no documentário “I Am a Promise: The Children of Stanton Elementary School”, em 1993. Ele também assinou a trilha de outro documentário: “On Hostile Ground”, em 2001. Mas só trabalhou num longa de ficção: “Um Amor e Uma 45”, thriller indie dirigido por C.M. Talkington em 1995. Além disso, o guitarrista e a banda Television também viraram filme, sendo retratados no longa “CBGB: O Berço do Punk Rock”, de 2013. Numa entrevista de 2006 para o jornal New York Times, Verlaine foi questionado sobre como definia sua trajetória, e disse que gostaria de ser lembrado como alguém que passou a vida “lutando para não ter uma carreira profissional”. Lembre abaixo algumas músicas marcantes do artista.
Sylvia Syms, atriz de “Sob o Sol da África”, morre aos 89 anos
A atriz britânica Sylvia Syms, conhecida por seus papéis em filmes como “Sob o Sol da África” (1958) e “Meu Passado me Condena” (1961), morreu nessa sexta-feira (27/1), em Londres, aos 89 anos. Segundo informações divulgadas pela sua família à emissora Sky News, Syms morreu em Denville Hall, uma casa de repouso em Londres para pessoas aposentadas da indústria do entretenimento. “Nossa mãe, Sylvia, morreu pacificamente esta manhã. Ela viveu uma vida incrível e nos deu alegria e riso até o fim”, disse a família em comunicado. “Ainda ontem estávamos relembrando juntos todas as nossas aventuras. Ela fará muita falta. Também gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos no Denville Hall pelo excelente cuidado que tiveram com nossa mãe no ano passado.” Sylvia Syms nasceu em 6 de janeiro de 1934 em Londres, na Inglaterra. Ela frequentou a Academia Real de Artes Dramáticas e fez a sua estreia na TV em séries como “Terminus”, “Life With the Lyons” e o telefilme “The Romantic Young Lady”, todos lançados em 1955. Mas não demorou até que ela conseguisse papéis de destaque no cinema, como no cultuado “Sob o Sol da África” (1958), em que atuou ao lado de John Mills e Anthony Quayle. O filme se passa no norte da África, durante a 2ª Guerra Mundial, e acompanha um grupo de médicos que precisa cruzar o deserto em sua ambulância para chegar às linhas britânicas em Alexandria. Ainda em 1958, Syms também estrelou a aventura “O Espadachim do Rei” e a comédia “Satã à Meia-Noite”, seguidos por “Expresso Bongo” (1959), “O Proscrito de Hong Kong” (1959), “Uma Saudade em Cada Alma” (1960), “O Mundo de Suzie Wong” (1960) e “As Virgens de Roma”. Um dos seus papéis de maior destaque foi em “Meu Passado me Condena” (1961), em que interpretou a esposa de um advogado gay (vivido por Dirk Bogarde). O filme foi bastante controverso na época do seu lançamento e não recebeu o selo de aprovação do American Motion Picture Production Code (o código de censura da época). Ela se manteve ocupada nas décadas seguintes com diversas participações em filmes e séries, com destaque para “Sementes de Tamarindo” (1974), um thriller sobre a Guerra Fria co-estrelado por Julie Andrews e Omar Sharif, que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA. Mais tarde, Syms ficou conhecida por interpretar personagens britânicas notáveis, incluindo Margaret Thatcher, que viveu no telefilme “Thatcher: The Final Days” (1991), e a Rainha Mãe (ou Elizabeth I) no filme “A Rainha” (2006). Outros papéis de destaque foram nos filmes “Uma Luz na Escuridão” (1992), “Tudo que uma Garota Quer” (2003), “Vingança Final” (2003), “A Aventura do Poseidon” (2005) e “Together” (2018). Seu último crédito como atriz foi em um episódio da série “Gentleman Jack”, exibido em 2019 na HBO.
Lance Kerwin, ator de “Os Vampiros de Salem”, morre aos 62 anos
Lance Kerwin, que ficou conhecido na década de 1970 como ator-mirim, ao estrelar a série “James At 15” e a minissérie “Os Vampiros de Salem”, morreu na última terça-feira (24/1), aos 62 anos. A notícia da morte de Kerwin foi divulgada pela sua filha, Savanah, por meio de uma postagem no Facebook. A causa da morte não foi informada. Nascido em 6 de novembro de 1960, em Newport Beach, na Califórnia, Lance Kerwin começou a atuar ainda na adolescência, participando de episódios de séries como “Emergency!” (1974), “Shazam!” (1974), “Os Pioneiros” (1974), “Gunsmoke” (1975) e “Mulher Maravilha” (1977). Seu papel de maior destaque veio nessa época, quando interpretou o personagem-título na série “James at 15”, sobre um jovem sonhador que precisa aprender a lidar com a vida enquanto seu pai se muda com a família de Oregon para Boston. A atração, que durou 21 episódios, foi uma tentativa do criador e escritor Dan Wakefield de apresentar uma representação mais realista a respeito do mundo dos adolescentes. A série escandalizou a época quando mudou de nome, para “James at 16”, e mostrou o protagonista perdendo a virgindade. Em 1979, Kerwin estrelou a minissérie de terror “Os Vampiros de Salem”, baseada num livro de Stephen King, interpretando Mark Petrie, um jovem fã de filmes de terror que vira caçador de vampiros. Numa das cenas mais marcantes da série, ele é visitado por um colega de escola que se tornou um vampiro e flutua do lado de fora da janela do seu quarto. O ator também participou de filmes como “A Aposta Final” (1977), “Inimigo Meu” (1985), “Epidemia” (1995), e séries como “Assassinato por Escrito” (1989), “Lassie” (1992), “FBI: The Untold Stories” (1992), entre muitas outras. Depois de “Epidemia”, ele ficou 27 anos sem aparecer nas telas, retomando apenas em 2022 para seu último trabalho como ator, no filme “The Wind & The Reckoning”, drama indie de David L. Cunningham (“Meu Amor por Grace”).












