Ator, cantor e ativista Harry Belafonte morre aos 96 anos
O lendário ator e cantor Harry Belafonte faleceu nesta terça-feira (25) aos 96 anos de idade de insuficiência cardíaca. Além de sua atuação no meio artístico, ele também era amplamente conhecido como um grande pioneiro e ativista dos direitos civis. Sua morte marca o fim de uma vida incrível e de um legado duradouro. Nascido em Nova York e de origem jamaicana, Belafonte foi um dos primeiros protagonistas e produtores negro de Hollywood. Sua carreira artística decolou na década de 1950, quando ele se estabeleceu como um raro ídolo e símbolo sexual não branco, e quando também se tornou um dos principais artistas da música caribenha nos Estados Unidos, com sucessos como “Day-O (The Banana Boat Song)” e diversos álbuns chegando ao topo das paradas. Seu objetivo inicial, porém, era a atuação. Belafonte estudou no Actors Studio e na New School, ao lado de outros grandes futuros atores como Walter Matthau e Marlon Brando, e durante esse período também desenvolveu uma amizade duradoura com Sidney Poitier, cujos pais eram das Bahamas. Paralelamente, se apresentava em casas noturnas de música folk, cantando para pagar as contas. Conseguiu trabalhos em peças musicais e ganhou um Tony por sua performance no musical “Almanac” em 1954. Ao mesmo tempo, estreou no cinema com uma pequena participação no musical “Bright Road” (1953). Seu primeiro papel de destaque no cinema foi em outro musical, a adaptação cinematográfica da ópera “Carmen Jones”, de Oscar Hammerstein, dirigida por Otto Preminger. A exposição lhe rendeu um contrato com a RCA Record e dois álbuns em 1956, que alcançaram o topo das paradas da Billboard, ajudando a transformar o estilo calypso, que apresentava influências da música do Caribe, num fenômeno comercial. A carreira na música acabou lhe rendendo três Grammys e lhe abriu as portas de Hollywood, que sempre foi seu objetivo principal. Após dois filmes com Dorothy Dandrige, Belafonte passou a aparecer nas telas com atores brancos e a provocar o racismo da época. Em “Ilha nos Trópicos” (1957), seu personagem foi romanticamente perseguido por uma mulher branca rica (Joan Fontaine), numa história que causou muita controvérsia (e grande sucesso de bilheteria) na época. E em dois filmes lançados em 1959, ele interpretou um ladrão de banco ao lado de um parceiro racista (Robert Ryan) em “Homens em Fúria”, de Robert Wise, e sobreviveu a um desastre nuclear em “O Diabo, a Carne e o Mundo”, apenas para lutar contra Mel Ferrer pela atriz sueca Inger Stevens. Ambos os filmes foram financiados por sua própria empresa, HarBel Productions. Em 1968, o artista apareceu com a cantora inglesa loira e de olhos azuis Petula Clark em seu especial na NBC. Durante uma música, Petula tocou o antebraço de Belafonte, marcando a primeira vez que um homem negro e uma mulher branca se tocaram na televisão dos Estados Unidos. E este simples contato desencadeou uma controvérsia nacional. Sua longa amizade com Sidney Poitier rendeu dois filmes nos anos 1970, “Um por Deus, Outro pelo Diabo” (1972) e “Aconteceu num Sábado” (1974), ambos dirigidos por Poitier. O primeiro fez História e é considerado um marco na representação dos negros no gênero western – e influência em “Django Livre”, de Quentin Tarantino. O filme trazia Belafonte como Buck, um caçador de recompensas que ajuda um grupo de ex-escravos a fugir pelo Oeste americano, enquanto Poitier interpretava um pregador que se unia a ele em sua jornada. Sua filmografia ainda inclui um telefilme sobre o famoso treinador de futebol americano Eddie Robinson em 1981 e participações em três filmes de Robert Altman dos anos 1990, “O Jogador” (1992), “Prêt-à-Porter” (1994) e “Kansas City” (1996). Ele também teve uma aparição marcante em “Infiltrado na Klan” (2018), de Spike Lee, como um homem que descreve um linchamento. Mas seu trabalho mais lembrado costuma ser “A Cor da Fúria” (1995), que apresenta uma realidade alternativa onde os papéis raciais são invertidos – os negros controlam a sociedade e os brancos são marginalizados. No filme, ele é um milionário que acaba sequestrado por um branco desempregado, vivido por John Travolta. Harry Belafonte também teve forte atuação social. Ele usou sua plataforma para lutar contra a discriminação racial e social, e se envolveu ativamente no movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Ele marchou ao lado de Martin Luther King Jr. nos anos 1960 e apoiou várias organizações que buscavam a igualdade racial e a justiça social. Foi Belafonte quem atraiu celebridades para a Marcha da Liberdade em Washington em 1963, quando King proferiu seu histórico discurso “Eu tenho um sonho”. Mais tarde, ele participou da marcha de Selma a Montgomery, no Alabama (imagens de arquivo de sua participação podem ser vistas no filme “Selma” de 2014) e se sentou ao lado da viúva de King no funeral do líder dos direitos civis dos EUA. Belafonte também foi a força motriz por trás da organização sem fins lucrativos USA for Africa, lançada para erradicar a fome no continente africano, que gerou o single de grande sucesso “We Are the World”, cantado em coro por artistas como Michael Jackson, Bruce Springsteen, Bob Dylan e Ray Charles. Um ano depois, ele foi o mentor da campanha de corrente humana de 1986, Hands Across America, em benefício dos pobres dos EUA. O artista também se envolveu nos esforços para acabar com o apartheid na África do Sul e libertar Nelson Mandela. Em uma entrevista recente para a NPR, Belafonte lembrou como uma frase dita por sua mãe, quando ele tinha apenas 5 anos, o inspirou a virar o homem que se tornou. “Ela nunca deixou sua dignidade não ser esmagada”, ele disse. “E um dia, após voltar para casa sem conseguir encontrar trabalho e lutando contra as lágrimas, ela me disse: ‘Nunca deixe a injustiça passar sem ser desafiada’. E isso realmente se tornou uma parte profunda do DNA da minha vida. Muitas pessoas me perguntam: ‘Quando você decidiu se tornar um ativista como artista?’ Eu digo a elas: ‘Eu era um ativista muito antes de me tornar um artista'”.
Família de Halyna Hutchins vai manter processo contra Alec Baldwin
A família de Halyna Hutchins (“O Chapeleiro do Mal”), diretora de fotografia morta no set de “Rust”, vai continuar processando Alec Baldwin (“Nasce uma Estrela”), apesar da justiça americana desistir de acusá-lo. Trabalhando como ator e produtor em “Rust”, Baldwin estava segurando a arma supostamente cinematográfica que matou Hutchins durante as gravações do longa, em outubro de 2021. O processo está sendo movido pelos pais e irmã de Hutchins. O marido da produtora não participa da ação legal – ele chegou a um acordo com Alec Baldwin em 2022 e já havia falado que considerava a morte da esposa “um acidente terrível”. A advogada da família, Gloria Allred, afirmou que seus clientes estão esperançosos. “O Sr. Baldwin pode fingir que ele não é responsável por puxar o gatilho e atirar uma bala real que matou Halyna. Ele pode correr até [o estado de] Montana e fingir que é apenas um ator em um filme faroeste, mas, na vida real, ele não pode escapar do fato de que teve um importante papel na tragédia que teve consequências na vida real”, declarou a advogada à imprensa. A defesa de Alec Baldwin afirma que o processo é “equivocado” e que não irá resistir ao julgamento. A ação civil não tem nada a ver com o inquérito criminal. Ela busca indenização financeira para os parentes da diretora. As acusações criminais contra o ator foram retiradas pela Justiça do Novo México a duas semanas do início do julgamento. A armeira que entregou a arma carregada com uma bala real para o ator, Hannah Gutierrez-Reed, ainda está sendo acusada e deve enfrentar o julgamento. Dave Halls, o assistente de direção que falou para Baldwin que a arma estava sem munição, se declarou culpado e fez um acordo para cumprir seis meses em liberdade condicional. Já Joel Souza (“Crown Vic”), diretor do longa que também ficou ferido no incidente, diz ter sentimentos mistos sobre o processo e que quer finalizar “Rust” em homenagem à Halyna Hutchins. As gravações do filme foram retomadas nesta sexta-feira (21), e devem ser concluídas em maio como homenagem à diretora de fotografia. Parte de sua arrecadação será revertida para o viúvo e o filho de 10 anos de Halyna Hutchins.
Justiça desiste de incriminar Alec Baldwin na morte de Halyna Hutchins
As acusações contra o ator Alec Baldwin pela morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust” serão retiradas pela Justiça do Novo México. A decisão ocorre a menos de duas semanas do início do julgamento marcado sobre a morte de Hutchins, em outubro de 2021. Os promotores especiais Kari Morrissey e Jason Lewis devem preencher em breve a papelada que rejeita a ideia de homicídio involuntário contra o ator. A cinematógrafa morreu após ser atingida por um tiro de arma supostamente cenográfica, disparado por Baldwin, durante as filmagens do western independente. Ele e testemunhas afirmam ter ouvido o assistente de direção dizer que a arma não continha munição de verdade. “Estamos satisfeitos com a decisão de arquivar o caso contra Alec Baldwin e encorajamos uma investigação adequada sobre os fatos e circunstâncias deste trágico acidente”, disseram os advogados de Baldwin, Luke Nikas e Alex Spiro. Representantes do Ministério Público de Santa Fé, no Novo México, não fizeram comentários. Segundo apurou o site Deadline, as acusações contra a armeira Hannah Gutierrez-Reed, responsável por fornecer o revólver com uma bala real para o ator, devem permanecer, mantendo a realização do julgamento. Também envolvido, o assistente de direção Dave Halls, que entregou a arma ao ator afirmando que estava “fria”, ou seja, sem munição, fechou um acordo, declarando-se culpado para cumprir seis meses em liberdade condicional. Tanto Gutierrez-Reed quanto Baldwin declaram-se inocentes. O ator vem destacando em entrevistas que não puxou o gatilho da arma que matou a colega. Mas o FBI discordou em seu relatório sobre o tema, divulgado no ano passado. Com os advogados de Baldwin contestando o estado da arma, uma investigação mais aprofundada deve ser realizada. Baldwin já havia fechado acordo com o viúvo da diretora de fotografia, para concluir “Rust” e lhe proporcionar rendimentos do filme, visando ajudar na criação de seu filho. Após o acordo, Matthew Hutchins declarou: “Não tenho interesse em me envolver ou atribuição de culpa (aos produtores ou ao Sr. Baldwin). Todos nós acreditamos que a morte de Halyna foi um acidente terrível. Sou grato que os produtores e a comunidade de entretenimento se uniram para homenagear o trabalho final dela”. A retomada da produção de “Rust” estava programada inicialmente para esta semana, com participação de Baldwin e do diretor Joel Souza, também ferido no incidente de 2021.
Murray Melvin, ator de “Um Gosto de Mel” e “Barry Lyndon”, morre aos 90 anos
O ator britânico Murray Melvin, conhecido por seus papéis em clássicos como “Um Gosto de Mel” e “Barry Lyndon”, faleceu na última sexta-feira (14/4) aos 90 anos de idade no hospital St. Thomas, em Londres. Melvin nasceu em 1932 em Londres, onde iniciou sua carreira como ator em 1957 no teatro, antes de estrear no cinema com “Armadilha a Sangue Frio” em 1960. Seu trabalho mais notável foi a adaptação de uma peça que ele tinha estrelado. Melvin foi o único ator da montagem teatral convidado a integrar o elenco do filme “Um Gosto de Mel” (1961), de Tony Richardson, que acabou se tornando pioneiro na abordagem da homossexualidade e gravidez adolescente no cinema, tornando-se um dos mais famosos da new wave britânica. O filme contava a história de Jo (Rita Tushingham), uma adolescente que vivia com sua mãe alcoólatra e iniciava um relacionamento com marinheiro negro, que a deixa grávida. Murray Melvin interpretava um estudante gay que se tornava amigo e ajudava Jo em suas dificuldades. Por seu desempenho, Melvin ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes em 1962. Ele também foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico) de Revelação do ano. A consagração lhe abriu as portas do cinema britânico. Ele apareceu em filmes de grande orçamento, como a aventura de época “Revolta em Alto Mar” (1962) e “O Homem de Kiev” (1968), mas também em novos clássicos da new wave, especialmente “Como Conquistar as Mulheres” (Alfie, 1966), de Lewis Gilbert, em que Michael Caine vivia um gigolô. Durante os anos 1970, Melvin trabalhou em três filmes de Ken Russell, um dos cineastas mais vanguardistas do Reino Unido: “O ‘Boyfriend’ (O Namoradinho)” (1971), “Os Demônios” (1971) e o proibidíssimo “Lisztomania” (1975). E integrou o elenco de “Barry Lyndon” (1975), um dos trabalhos mais influentes de Stanley Kubrick. Apesar disso, não teve a ambição de seguir carreira em Hollywood, alternando-se entre montagens teatrais, produções do cinema britânico e atrações locais de TV. Outros filmes de destaque de sua filmografia incluem “A Contestação da Fé” (1984), “Os implacáveis Krays” (1990), “As Novas Roupas do Imperador” (2001) e a versão musical de “O Fantasma da Ópera” (2004). Já na TV, seus papéis mais lembrados incluem uma minissérie sobre Cristóvão Colombo e participações em duas séries de temática sci-fi: “Starhunters” e “Torchwood” (derivado da popular série “Doctor Who”). Ele chegou a completar as filmagens de seu último filme, “The Undertaker”, que ainda não tem previsão de estreia.
Atriz sul-coreana de “Detetive Zumbi” é encontrada morta aos 26 anos
A atriz sul-coreana Jung Chae-yul foi encontrada morta em sua casa na terça-feira (11/4), aos 26 anos. A notícia foi confirmada por sua agência, a Management S, que não revelou detalhes ou circunstâncias relativas ao falecimento. “Rezamos para que Chae-yul, que sempre foi sincero em sua atuação, possa descansar em paz em um lugar quente”, diz o comunicado da agência, que também pediu à imprensa que não escreva “artigos especulativos” ou “espalhe rumores”. Trata-se de referência a uma onda de suicídios recentes, que envolveu diversas estrelas do entretenimento sul-coreano, incluindo as atrizes Song Yoo-jung (1994-2021) e Kim Mi-Soo (1992-2022). A família optou por um funeral privado. Chae-yul era mais conhecida por sua participação na comédia “Detetive Zumbi”, transmitida internacionalmente na Netflix. A atriz já foi modelo e esteve no filme “Deep” e participou do reality show “Devil’s Runway”. Na ocasião de sua morte, ela estava gravando uma nova série chamada “Wedding Impossible”, sobre uma atriz que mantém um casamento falso com um homem gay. Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
Al Jaffee, cartunista influente da revista Mad, morre aos 102 anos
O cartunista Al Jaffee, pioneiro e influente artista da revista Mad, morreu nesta segunda (10/4) aos 102 anos em um hospital de Nova York, devido à falência de múltiplos órgãos. Jaffee era conhecido por várias criações emblemáticas da Mad, incluindo as “Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis”, invenções malucas e o desenho “dobrável” da contracapa das edições, que era revelado quando os leitores dobravam a página. A Mad foi lançada em 1952, no auge da onda anticomunista, e Jaffee se juntou como colaborador três anos depois. Quando se aposentou em 2020, aos 99 anos, ele era o artista mais antigo da revista, embora sempre tenha trabalhado como freelancer e nunca tenha sido funcionário da equipe. Jaffee começou a se dedicar aos quadrinhos após concluir o ensino médio em 1940 e, aos 20 anos, vendeu sua primeira paródia do Superman chamada Inferior Man para Will Eisner, futuro titã da indústria e criador de Spirit. Ele depois trabalhou para outra lenda: ninguém menos que Stan Lee na Timely Comics, precursora da Marvel Comics. Abraham Jaffee nasceu em 1921 em Atlanta e passou parte de sua infância na cidade natal de seus pais, Zarasai, na Lituânia, para onde sua mãe o levou quando ele tinha 6 anos. Durante esses anos, seu pai permaneceu nos Estados Unidos e enviou para Jaffee tirinhas de quadrinhos americanos, despertando seu interesse pela mídia. Judeu, Jaffee começou mudou seu nome para Al durante a 2ª Guerra Mundial como forma de se proteger do antissemitismo, e também porque seus colegas do exército se recusavam a chamá-lo de Abe. Foi enquanto estava no serviço militar que seu talento artístico chamou a atenção de um colega soldado, cujo cunhado era um oficial graduado, e usou sua influência para conseguir que Jaffee fosse designado como instrutor de arte em um centro de reabilitação em Coral Gables, Flórida. Mais tarde, ele trabalhou no Pentágono, fazendo panfletos e cartazes para o esforço de guerra. Foi o empurrão para sua carreira. Mas o mais irônico é que, anos depois, ele se tornou associado à militância antibelicista, fazendo vários cartuns contra a guerra do Vietnã na “Mad”. O legado de Jaffee na indústria dos quadrinhos foi reconhecido por muitos, incluindo o editor da Mad, John Ficarra, que disse em uma declaração: “Al Jaffee foi um gênio criativo cujas contribuições para a ‘Mad’ e para a indústria dos quadrinhos como um todo são inestimáveis. Ele era um cartunista incrivelmente talentoso e um homem adorável”. Sua influência, porém, foi muito além dos quadrinhos, influenciando diversos comediantes dos EUA. O apresentador Conan O’Brien reconheceu o impacto de sua arte, ao tuitar: “Al Jaffee foi um verdadeiro pioneiro dos quadrinhos e um herói para todos nós que amamos a comédia e a arte. Ele vai fazer muita falta. Descanse em paz, Al”.
Michael Lerner, ator de “Patricinhas de Beverly Hills”, morre aos 81 anos
O ator Michael Lerner, conhecido por atuar na série “Patricinhas de Beverly Hills”, faleceu no sábado à noite (8/4), aos 81 anos de idade. Lerner também foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em “Barton Fink”, filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, em 1991. A morte de Lerner foi confirmada por seu sobrinho, o ator Sam Lerner, de “The Goldbergs”, que prestou homenagem ao tio por meio de uma postagem no Instagram no domingo à tarde. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre a morte do ator. “Perdemos uma lenda na noite passada. É difícil expressar em palavras o quão brilhante era meu tio Michael e como ele foi influente para mim”, escreveu Lerner. “Suas histórias sempre me inspiraram e me fizeram apaixonar pela atuação. Ele era o cara mais legal, mais confiante e talentoso, e o fato de ele ser meu parente sempre me fará sentir especial. Todos que o conhecem sabem como ele era insano – da melhor maneira”. Depois de trabalhar como ator com pequenos papéis em séries durante as décadas de 1970 e 1980, Lerner mudou de status após receber uma indicação ao Oscar em 1992 por sua atuação em “Barton Fink”. No filme, ele interpretou o magnata do cinema Jack Lipnick, chefe insistente do roteirista interpretado por John Turturro, e serviu de presságio para o tom às vezes selvagem, às vezes hilário do filme. Lerner depois voltou a ser dirigido pelos Coen em um pequeno papel na comédia existencial “Um Homem Sério”, de 2009. Após a indicação ao Oscar, Lerner se tornou um rosto familiar para os cinéfilos, aparecendo em diversos filmes dos anos 1990. Um de seus papéis mais marcantes desse período foi em “Godzilla” de Roland Emmerich, em 1998, como o prefeito de Nova York. O personagem debochado, batizado de Ebert, era uma sátira assumida ao famoso crítico de cinema Roger Ebert. Por sinal, o crítico destruiu o filme com uma avaliação de 1,5 estrelas, mas elogiou a atuação “corajosa” de Lerner. O ator também viveu um senador em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014). Seu personagem mais popular, porém, materializou-se numa série de TV. Em 1996, ele interpretou o pai de Cher Horowitz na adaptação televisiva de “Patricinhas de Beverly Hills” (Clueless), aparecendo em 18 episódios das três temporadas da atração. Depois disso, ele só voltou a ter destaque em “Glee”, onde interpretou Sidney Greene, um investidor que buscava realizar uma nova versão do musical “Funny Girl” na Broadway. Nos 5 capítulos de que participou em 2013, ele contracenou principalmente com Lea Michele, que recentemente, na vida real, acabou estrelando “Funny Girl” na Broadway.
Ryuichi Sakamoto, vencedor do Oscar por “O Último Imperador”, morre aos 71 anos
O músico japonês Ryuichi Sakamoto, vencedor do Oscar por “O Último Imperador” (1987), faleceu aos 71 anos. Ele morreu na terça-feira (28/3) de câncer, mas o anúncio foi feito apenas neste domingo (2/4) pela gravadora Avex em uma declaração no Twitter que agradece às equipes médicas do Japão e dos EUA, e pede que os fãs respeitem a privacidade de sua família neste momento. “Enquanto se tratava do câncer descoberto em junho de 2020, Sakamoto continuou a criar obras em seu estúdio em casa sempre que sua saúde permitia. Ele viveu com música até o fim”, disse a declaração. Durante a carreira, ele trabalho em mais de 40 filmes, incluindo “O Último Imperador” (1987), “Furyo, em Nome da Honra” (1983) e “O Regresso” (2015). Além do Oscar, Sakamoto também recebeu dois Globo de Ouro, um Grammy e um BAFTA. Nascido em Tóquio em 1952, filho de uma designer de roupas e de um editor literário, Sakamoto cresceu cercado por música, arte e cultura. Ele começou a tocar piano aos 3 anos e frequentou a mesma pré-escola famosa pela sua liberalidade e criatividade que Yoko Ono frequentou. Enquanto estudava na Universidade de Artes de Tóquio, ele descobriu a música eletrônica. Já trabalhando como músico de sessão antes de receber seu mestrado, Sakamoto tornou-se membro fundador do trio Yellow Magic Orchestra em 1978. O grupo foi pioneiro na música eletrônica e no uso de sintetizadores, influenciando diversas gerações de artistas e bandas, como Daft Punk, Aphex Twin e Radiohead, entre outros. Paralelamente, ele seguiu carreira solo e seu disco “B-2 Unit”, de 1980, é apontado como um divisor de águas. Sua música “Riot in Lagos”, que mistura batidas eletrônicas dançantes com elementos da música tradicional japonesa, teve um grande impacto no subgênero do hip-hop conhecido como electro e também no techno, sendo citada como influência por artistas como Kurtis Mantronik e Afrika Bambaataa. Ao longo carreira, Sakamoto lançou mais de 20 álbuns solo. Em 1983, ele iniciou a atividade pela qual ficou mais famoso, ao compor a trilha de “Furyo, em Nome da Honra” (1983), filme do cineasta Nagisa Oshima passado num campo de concentração japonês da 2ª Guerra Mundial, que destacava David Bowie como um dos prisioneiros. Sakamoto também apareceu em cena como um comandante da prisão, contracenando com Bowie. A música-tema, “Forbidden Colors”, acabou virando hit, numa parceria com o cantor David Sylvian, da banda britânica de synthpop Japan. Sakamoto voltou a interpretar um oficial do Exército Imperial Japonês novamente em “O Último Imperador” de Bernardo Bertolucci. O épico suntuoso venceu nove Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Trilha Sonora Original, que Sakamoto concebeu em parceria com David Byrne e Cong Su, além de Globos de Ouro nas mesmas categoriais. O compositor voltou a trabalhar novamente com Bertolucci em “O Céu que nos Protege” (1990), que lhe rendeu seu segundo Globo de Ouro. Em 1992, Sakamoto compôs a música para a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Barcelona. E passou o resto da década criando de forma prolífica, trabalhando com músicos de todo o mundo em gêneros diversos, além de compor trilhas para a minissérie “Wild Palms” (1993), de Oliver Stone, e para o suspense “Olhos de Serpente” (1998), de Brian de Palma. No fim da década, ainda surpreendeu ao alcançar o topo das paradas de sucesso japonesas com uma música de seu álbum “BTTB”, após ela ser um comercial de bebida energética. A música, “Energy Flow”, foi a primeira faixa instrumental a liderar as paradas do Japão em todos os tempos. Além de músico, Sakamoto também foi um ativista político engajado contra a energia nuclear e o armamentismo. Após os desastres de Fukushima em 2011, ele se tornou uma voz proeminente nos protestos antinucleares do país. Sakamoto teve um casamento breve em seus dias de estudante, do qual teve uma filha, e um mais longo com a musicista Akiko Yano em 1982, que durou uma década e gerou outra filha, Miu Sakamoto, que se tornou uma cantora pop de sucesso no Japão. Depois disso, casou-se pela última vez com sua empresária Norika Sora em 1990, tendo mais dois filhos. Diagnosticado com câncer de garganta em estágio 3 em junho de 2014, ele foi obrigado a realizar a primeira grande pausa em sua carreira. Pouco mais de um ano depois, ele anunciou que havia se recuperado e trabalharia no filme de Yoji Yamada, “Living With My Mother”, que se tornou a indicação do Japão para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 2015. No mesmo ano, também compôs a trilha sonora do western de vingança “O Regresso”, de Alejandro González Iñárritu, recebendo indicações ao Globo de Ouro, Grammy e BAFTA. Sakamoto também participou do júri do Festival de Cinema de Berlim em 2018. Uma das histórias mais curiosas da fase final de sua carreira foi revelada naquele ano. O compositor teria achado a música de seu restaurante japonês favorito em Manhattan, Nova York, tão ruim, que entrou em contato com o chef e ofereceu-se para criar uma playlist. Ele continuou a fazer o mesmo para um novo bar e restaurante que o chef abriu, sem receber qualquer pagamento ou crédito por isso. Lembre algumas músicas de sua carreira:
Sharon Acker, atriz do clássico “À Queima Roupa”, morre aos 87 anos
A atriz canadense Sharon Acker faleceu em 16 de março, aos 87 anos de idade, em um asilo de Toronto. Sua filha, Kim Everest, diretora de elenco, confirmou a notícia neste sábado (1/4). Acker tinha uma longa carreira no cinema, televisão e teatro. Ela nasceu em Toronto em 2 de abril de 1935 e foi adotada aos 9 anos de idade. Depois de estudar em escolas públicas, ela estudou arte e se formou em 1953. Seu primeiro papel veio logo em seguida, como a professora Mrs. Stacey em uma adaptação de “Anne of Green Gables” de 1956, produzida pelo canal CBC. Após isso, ela juntou-se à companhia Stratford Shakespeare Festival, onde atuou em diversas peças, contracenando com William Shatner, que futuramente reencontraria numa participação na série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). Acker viajou para a Europa para se apresentar com a companhia Stratford e permaneceu lá para fazer sua estreia no cinema na produção britânica “Lucky Jim” (1957). Os produtores britânicos a consideraram “encantadora e atraente” e a contrataram por sete anos. No entanto, ela terminou o contrato após se casar e ter um filho. Ao voltar ao Canadá, ela apareceu com frequência na aclamada série “Festival”, da CBC. Em 1961, ela interpretou Lady MacDuff ao lado de Sean Connery e Zoe Caldwell em uma adaptação de “Macbeth” em cinco partes, dirigida por Paul Almond. A atuação chamou atenção do diretor John Boorman, que a contratou para seu primeiro papel nos Estados Unidos, no filme “À Queima Roupa”, de 1967. Acker coestrelou o clássico neonoir no papel da esposa infiel de Lee Marvin, e foi parar na capa da revista Time, ao lado da atriz Angie Dickinson (sua irmã no filme), para promover o lançamento da produção. Depois disso, ela foi uma presença constante na TV dos EUA, com participações especiais em episódios de “James West”, “Agente 86”, “O Rei dos Ladrões”, “Lancer”, “Jornada nas Estrelas”, “Gunsmoke”, “Missão Impossível”, “Mod Squad”, “Barnaby Jones”, “San Francisco Urgente”, “Arquivo Confidencial”, “O Incrível Hulk”, “Supermáquina” e muitas outras atrações entre os anos 1960 e 1980. Em 1973, ela entrou no elenco fixo de “The New Perry Mason”, um reboot da série clássica “Perry Mason”, com Monte Markham no papel principal, como a assistente do advogado Della Street. Entretanto, a atração não passou da 1ª temporada. No cinema, ela também apareceu no drama “Don’t Let the Angels Fall” (1969), exibido no Festival de Cannes, na comédia “Pela Primeira Vez… Sem Pijamas” (1969) e no terror “Parabéns para Mim” (1981). Sua última aparição nas telas foi na longeva novela “The Young and the Restless” em 1992, aposentando-se logo depois. Ao deixar Hollywood para trás, ela voltou para o Canadá com seu segundo marido, Peter Elkington, para morar em uma casa de campo em Muskoka, Ontário, com as duas filhas e continuar sua paixão pela arte por meio de pintura e escultura.
Sai primeira condenação no caso da morte da diretora de fotografia do filme “Rust”
A primeira condenação no caso da morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins durante as filmagens do filme “Rust”, estrelado por Alec Baldwin, foi anunciada nesta sexta-feira (31/3). O primeiro assistente de direção, Dave Halls, foi condenado a seis meses de liberdade condicional por manuseio inseguro de arma de fogo. O incidente ocorreu em outubro de 2021, quando Halls entregou uma arma supostamente carregada com balas de festim a Baldwin, que acabou disparando e matando Hutchins, além de ferir o diretor do filme, Joel Souza. Halls informou a Baldwin que a arma era “legal” e não era perigosa, segundo o jargão de Hollywood. A condenação de Halls é a primeira no caso que chocou Hollywood e chamou a atenção para a segurança nos sets de filmagem. Tanto Baldwin quanto a armeira Hannah Gutierrez-Reed foram acusados de homicídio culposo e enfrentam uma possível pena de até 18 meses de prisão e multa de US$ 5 mil, caso sejam condenados. A investigação policial tenta descobrir como munição real foi parar no set de filmagem, já que isso é estritamente proibido para evitar acidentes. A polícia concluiu que Gutierrez-Reed colocou a munição na arma usada por Baldwin, em vez de uma bala de festim. Durante a audiência, o promotor Kari Morrissey apontou que Halls, também coordenador de segurança, não havia “verificado todos os cartuchos” na arma para confirmar que eram balas sem pólvora. Baldwin sempre acreditou que sua arma era inofensiva e declarou-se inocente. Com a condenação de Halls, a investigação ganha um novo capítulo, e ele concordou em testemunhar no futuro sobre o assunto. O caso trouxe à tona a importância da segurança nos sets de filmagens e a necessidade de medidas mais rígidas para evitar acidentes semelhantes no futuro.
Autor de “Percy Jackson” já está trabalhando na 2ª temporada da série
A estreia de “Percy Jackson e os Olimpianos” ainda nem foi marcada e a produção já está em fase de desenvolvimento da 2ª temporada. Segundo Rick Riordan, autor da saga, o segundo ano da produção já começou a se concentrar nos roteiros dos novos episódios. Entretanto, ele ressaltou que isso não é uma confirmação de renovação. “Começamos a formar a equipe de roteiristas para a segunda temporada, mas isto não significa que a renovação já está garantida. É cedo demais para afirmar isso”, escreveu. Riordan adiantou que o segundo livro da saga, “O Mar de Monstros”, será o ponto de partida para o novo roteiro. Já a 1ª temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos” adapta o primeiro livro da série, “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” A série acompanha o adolescente Percy Jackson, que descobre ser filho do deus grego Poseidon e é enviado ao Acampamento Meio-Sangue, retiro exclusivo para semideuses, onde conhece seus novos companheiros de aventuras: Annabeth e Grover. Filha da deusa da sabedoria Atena, Annabeth se revela uma caçadora e estrategista que acaba se envolvendo com o recém-chegado, enquanto Grover é um jovem meio-sátiro, que se torna o melhor amigo e protetor de Percy dentro e fora do Acampamento. O ator-mirim Walker Scobbell (“O Projeto Adam”) interpreta o personagem-título, Leah Sava Jeffries (“Empire”) vive Annabeth Chase e Aryan Simhadri (“Doze é Demais”) tem o papel de Grover Underwood. O elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”), Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”), Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”), Toby Stephens (“Perdidos no Espaço”) e Lance Reddick (“John Wick”) num de seus últimos trabalhos. O ator, que interpreta Zeus, morreu em 17 de março, aos 60 anos. A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e a direção é de James Bobin, que já trabalhou várias vezes com a Disney, nos filmes “Os Muppets” (2011), “Muppets 2: Procurados e Amados” (2014), “Alice Através do Espelho” (2016) e na série “A Misteriosa Sociedade Benedict”. A expectativa é que a série estreie apenas em 2024.
Músico e humorista Juca Chaves morre aos 84 anos
O músico e humorista Juca Chaves morreu na madrugada deste domingo (26/3) aos 84 anos. Ele estava internado no Hospital São Rafael, em Salvador, onde faleceu em decorrência de problemas respiratórios Com mais de 60 anos de carreira, o artista colecionava grandes sucessos e foi apelidado como “O Menestrel do Brasil”, por Vinícius de Moraes. Juca fazia shows de humor quando isso não era moda, gravou discos de sucesso contando piadas com acompanhamento de violão, lançou livros e foi ator. No cinema, participou da era da chanchada, aparecendo em “Eu Sou o Tal” (1959) e “Marido de Mulher Boa” (1960). Nascido em 22 de outubro de 1938, Jurandyr Czaczkes Chaves era filho de judeus europeus, que migraram para o Rio durante a ascensão do nazismo. Iniciou sua carreira no fim da década de 1950, tocando modinhas e trovas num estilo suave, até estourar ao combinar humor com as melodias. Sua fama era tanta que ele participou como ele mesmo na série policial “Vigilante Rodoviário” (em 1961) e no filme que a adaptou para a tela grande em 1962. Ele também estrelou e compôs a música do filme “A Virgem Prometida” (1969), de Iberê Cavalcant. Mas suas piadas não poupavam o Regime Militar, por isso acabou exilado, primeiro em Portugal, onde sofreu censura, e depois na Itália. Ao voltar ao Brasil, lançou sua gravadora independente, a Sdruws Records, e colecionou passagens em programas de sucesso na televisão brasileira. Não saía das telas nos anos 1980, aparecendo nos programas de Sílvio Santos, Hebe Camargo, Chacrinha e até num especial de Elis Regina. Em 2003, sua canção de 1970 “Take me Back to Piauí” ganhou alcance internacional, ao ser incluída na coletânea “Brazilian Beats Volume 4” da gravadora britânica Mr. Bongo. Posteriormente, ela acabou servindo de trilha para o premiado filme “É Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert, e também do documentário americano de surfe “Rio Breaks” (2009). O artista morava na capital baiana junto com a mulher, Yara Chaves, e as duas filhas. Ouça abaixo o hit “Take me Back to Piauí”.
John Wick 4: filme adiciona homenagem póstuma a Lance Reddick
Conhecido por interpretar o concierge Charon em toda a franquia “John Wick”, Lance Reddick recebeu uma homenagem póstuma da equipe do filme. O ator morreu, em Los Angeles, na semana passada. Com o lançamento mundial do quarto filme nos cinemas nesta quinta (23/3), imagens da homenagem foram postadas nas redes sociais. O nome do ator foi incluso nos créditos finais do filme com a frase “em memória de Lance Reddick” escrito em branco em uma tela preta. Keanu Reeves e o diretor Chad Stahelski se pronunciaram sobre a morte do ator em comunicado à revista Variety: “Estamos profundamente tristes e com o coração partido pela perda de nosso amado amigo e colega Lance Reddick. Ele era um profissional extremamente talentoso e ótimo de trabalhar junto. Nosso amor e orações estão com sua esposa, Stephanie, seus filhos, família e amigos. Dedicamos o filme à sua memória amorosa. Sentiremos muito a falta dele”, disseram. Com uma carreira de sucesso, além da franquia John Wick, o astro também participou das séries “A Escuta” (The Wire, 2002-2008), “Lost” (entre 2008 e 2009), “Fringe” (2008-2013), “Bosch” (2014-2021) e “Resident Evil” (2022), e filmes como “O Ataque” (2013), “Invasão ao Serviço Secreto” (2019) e “Godzilla vs. Kong” (2021). End credits tribute to Lance Reddick #JohnWick4 pic.twitter.com/vnRteG6DyG — Deadline Hollywood (@DEADLINE) March 21, 2023












