Restos mortais são achados nas montanhas onde o ator Julian Sands desapareceu há 5 meses
Restos mortais foram encontrados na região montanhosa de Mount Baldy, no sul da Califórnia, Estados Unidos, local onde o ator britânico Julian Sands, de 65 anos, desapareceu há mais de cinco meses. As autoridades foram alertadas na manhã de sábado (25/6) por viajantes que se depararam com os restos humanos. O Departamento do Xerife do Condado de San Bernardino confirmou em comunicado oficial que os restos foram levados para o escritório do legista para identificação. A descoberta ocorre após a retomada das buscas por Julian Sands em 17 de junho, esforços que haviam sido reduzidos em fevereiro devido às condições climáticas adversas na região. A carreira e o desaparecimento de Julian Sands Julian Sands é conhecido por seu trabalho em filmes como “Uma Janela para o Amor” (1985), “Warlock: O Demônio” (1989), “Aracnofobia” (1990), “Despedida em Las Vegas” (1995) e “Treze Homens e um Novo Segredo” (2007). Sands desapareceu em janeiro deste ano enquanto fazia uma trilha pela região de Mount Baldy. Montanhista experiente, o ator já descreveu a si mesmo como sendo mais feliz “perto do cume de uma montanha em uma gloriosa e fria manhã”. Na época de seu desaparecimento, a região apresentava um clima rigoroso, coberta por gelo e neve, o que dificultou os trabalhos de busca e de resgate. Residente de North Hollywood, bairro de Los Angeles, Sands vivia com a esposa, a escritora Evgenia Citkowitz. O casal tem duas filhas, Imogen e Natalya, e Sands também é pai de Henry, fruto de seu casamento anterior com a jornalista Sarah Sands. Os próximos passos das autoridades envolvem a identificação dos restos mortais encontrados. O mundo do entretenimento e a família Sands aguardam com ansiedade as conclusões deste triste episódio.
Paulo Debetio, compositor de “Tieta”, morre aos 77 anos
Na madrugada desta segunda-feira (19/7), o Brasil perdeu um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. O compositor, produtor musical e cantor Paulo Debetio, responsável por diversos sucessos que marcaram época, morreu aos 77 anos no Rio de Janeiro. O artista, que estava internado em uma unidade de Pronto Atendimento da Unimed, em Copacabana, sofreu uma parada cardiorrespiratória. A morte foi confirmada por meio de suas redes sociais: “Hoje temos uma nuvem de lágrimas nos nossos olhos”. Nascido na cidade de Poção, Pernambuco, Debetio iniciou sua carreira artística na década de 1970, em festivais da canção. Ele foi um dos pilares para a abertura da música sertaneja nas rádios FM, destacando-se principalmente por hits como “Nuvem de Lágrimas” e a música-tema da novela “Tieta”. Da Globo para o carnaval O primeiro grande sucesso de Debetio ocorreu com o samba “Pelo Amor de Deus”, apresentado por Emílio Santiago no concurso Rede Globo MPB Shell, em 1982. A exposição na Globo tornou seu nome conhecido. Logo, ele começou a ser gravado por artistas de peso como Elba Ramalho, Leci Brandão, Alcione, Amelinha, Selma Reis e muitos outros, mostrando sua versatilidade e talento para compor em diferentes gêneros. Ele teve outra conexão importante com a Globo. Um de seus maiores acertos comerciais, a música-tema de “Tieta” virou um dos maiores hits da carreira de Luiz Caldas, e foi registrada como uma parceria de Debétio com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, manda-chuva da Globo na época. Seu ritmo dançante, que combinava frevo, forró e axé ajudou a trilha da novela de 1989 a bater recordes de vendas e segue, até hoje, como um dos maiores sucesso do carnaval. A porteira do sertanejo Foram composições de Paulo Debetio que levaram a música sertaneja para as estações de rádio FM do Rio de Janeiro. Ele foi um dos primeiros a popularizar nas capitais esse gênero musical, que até então era mais conhecido e apreciado apenas nas regiões interioranas do Brasil. Este movimento ajudou a quebrar estereótipos associados ao sertanejo e a expandir sua influência para um público mais amplo e diversificado. A música que abriu a porteira foi “Nuvem de Lágrimas”, que juntou Fafá de Belem com Chitãozinho e Xororó. Embora a música de Debetio seja hoje reconhecida como um clássico, muitos criticaram Fafá na época por participar de sua gravação, alegando que ela estava se afastando de suas raízes na música popular brasileira. No entanto, Debetio defendeu a gravação, argumentando que a música sertaneja era uma expressão autêntica da cultura brasileira e merece ser apreciada por um público mais amplo. A polêmica acabou por aumentar ainda mais o interesse na música e, em retrospecto, pode-se dizer que a gravação de Fafá de Belém desempenhou um papel crucial na elevação da música sertaneja a um novo patamar de popularidade e aceitação. Ao final, “Nuvem de Lágrimas” tornou-se um sucesso estrondoso, consolidando o lugar de Debetio como um dos principais compositores do Brasil e um ícone na música sertaneja. O envolvimento do compositor com a música sertaneja não ficou nisso, trabalhando com artistas consagrados do gênero como Chitãozinho e Xororó, Gian e Giovani, e Sandy e Junior. Debetio deixou um legado significativo não só como compositor, mas também como produtor e diretor artístico de duas gravadoras, a Polygram (Universal) e a Warner Music. Em sua homenagem, o cantor Bruno Caliman reforçou nas redes sociais: “Deixou um legado lindo e eterno. Meus sentimentos.”
Dave Maclean, cantor brasileiro de hits em inglês, morre aos 79 anos
O cantor brasileiro Dave Maclean, que fez sucesso nos anos 1970 cantando baladas românticas em inglês, morreu no sábado (17/6), aos 79 anos, por complicações decorrentes de um câncer intestinal. Dave Maclean, cujo verdadeiro nome era José Carlos Gonzales, nasceu em São Paulo e se tornou um dos expoentes da tendência de artistas brasileiros adotarem nomes estrangeiros para se apresentarem como astros internacionais, que gerou vários hits na década de 1970. Antes do estrelato, Maclean integrou bandas de rock como The Snakes e Os Botões, também conhecida como The Buttons, no ABC paulista. Brasileiro internacional A virada na carreira veio em 1973, quando sua balada romântica “Me and You” foi escolhida para integrar a trilha da novela “Os Ossos do Barão”. A adesão de Maclean à onda de artistas brasileiros utilizando nomes estrangeiros se deu nesse mesmo ano, seguindo tendência que também fez José Pereira da Silva Neto adotar o nome artístico de Chrystian, Maurício Alberto Kaisermann virar Morris Albert, Ivanilton de Souza tornar-se Michael Sullivan, Richardson da Silva ir de Don Elliot para Ralf, e até Fábio Jr. ser Mark Davis em 1974 – sem esquecer das bandas Pholhas, Lee Jackson e Light Reflections, e muitos outros. Após o sucesso na novela da Globo, Maclean lançou novos hits como “Tears” (também gravada por Chrystian), “Feelings” e “We Said Goodbye”. “We Said Goodbye” tornou-se um sucesso ainda mais impressionante, pois ultrapassou as fronteiras do Brasil e se tornou disco de ouro no México, país em que conseguiu colocar quatro músicas nas paradas de sucessos. A música entrou na trilha de uma novela de El Salvador e também repercutiu nas Filipinas, Equador, Panamá, Portugal, Espanha, França e até na Inglaterra e Estados Unidos. Do country ao sertanejo Após o fim da moda romântica, Maclean se dedicou ao gênero country, fundando em 1980 o grupo Dollar Company, mais tarde rebatizado como Trio Bala de Prata. Sua paixão pelo country o levou ainda a criação da banda Montana Country em 1996. Infelizmente, nenhum de seus projetos subsequentes alcançou o mesmo êxito comercial da década de 1970. No entanto, a contribuição de Dave Maclean para a música brasileira também se estendeu à composição, especialmente para artistas sertanejos. Entre os artistas que interpretaram suas músicas, encontram-se nomes como Sandy & Junior, Sula Miranda, Sergio Reis, Nalva Aguiar e a dupla Gian & Giovani. Em 2015, ele ganhou uma homenagem no “Programa do Ratinho”, cantando seus maiores sucessos em inglês. Veja abaixo.
Morre Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM
Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM, morreu aos 64 anos nesta quinta-feira (15/6). O músico estava internado no Hospital São Luiz, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, e não resistiu a uma cirurgia. Os familiares de Schiavon esclareceram que o compositor lutava contra uma doença autoimune, ainda não revelada. Há dois anos, Luiz se afastou dos palcos devido aos problemas de saúde. “É com pesar que a família comunica o falecimento de Luiz Schiavon. Ele vinha lutando bravamente contra uma doença autoimune há quatro anos, mas, infelizmente, ele teve complicações na última cirurgia de tratamento e não resistiu.” Segundo o comunicado oficial, a despedida do músico será restrita a parentes e amigos próximos. “Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo.” “Portanto, a família decidiu que a cerimônia de despedida será reservada para familiares e amigos próximos e pede, encarecidamente, que os fãs e a imprensa compreendam e respeitem essa decisão.” “Esperamos que se lembrem dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações. Despeçam-se, ouvindo seus acordes, fazendo homenagens nas redes sociais, revistas e jornais, ou simplesmente lembrando dele com carinho, o mesmo carinho que ele sempre teve com todos aqueles que conviveram com ele”, conclui o comunicado. O sucesso musical Em 1983, o tecladista Luiz Schiavon fundou a banda RPM com Paulo Ricardo (baixo e vocais). E logo se juntaram a eles Fernando Deluqui (guitarras) e, um pouco mais tarde, Charles Gavin (bateria) – substituindo um baterista de 15 anos. O primeiro compacto, “Louras Geladas”, virou hit das danceterias em 1984 – enquanto a música “Revoluções por Minuto” foi censurada. Mas a banda insistiu com a faixa e a lançou seu primeiro álbum com o título “Revoluções Por Minuto” em 1985, aproveitando-se da abertura democrática no Brasil. Com Gavin indo para os Titãs, o disco marcou a estreia do baterista Paulo Pagni. E estourou com as músicas de sucesso “Olhar 43”, “Rádio Pirata” e o single “Louras Geladas”. No ano seguinte, “Rádio Pirata ao Vivo”, registro de um show, fez História com uma pré-venda de 500 mil cópias e vendagem de mais de 3,7 milhões discos. Os números fizeram do RPM os artistas de maior vendagem da indústria fonográfica nacional até então. O fenômeno rendeu até edição especial do programa “Globo Repórter”, que pode ser vista na íntegra logo abaixo. As muitas separações O sucesso desmedido gerou planos ambiciosos. A banda resolveu criar um selo próprio, RPM Discos, pelo qual lançou a banda Cabine C. E o fracasso da empreitada acabou gerando a primeira crise e separação provisória do quarteto, que ainda assim lançou “Os Quatro Coiotes” em 1988 antes de separar no ano seguinte. Paulo Ricardo, que seguiu carreira solo em 1989, ainda retomou uma formação da banda sem Schiavon em “Paulo Ricardo & RPM”, de 1993 – com som mais pesado e menos sucesso. E o RPM seguiu indo e vindo, com disco ao vivo na MTV em 2002 e um último álbum de estúdio, “Elektra”, em 2011, novamente com Schiavon nos teclados. Ao todo, o RPM teve mais de 30 anos de carreira musical, entre idas e vindas. Luiz Schiavon também participou como integrante da banda do “Domingão do Faustão” nos anos 2000. E foi o autor da música que introduzia as “Videocassetadas” nos últimos anos. Além disso, criou as trilhas sonoras das novelas “Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Esperança” e “Cabocla”, além da minissérie “Mad Maria”. Neste mês, o tecladista havia lançado sua nova canção “Promessas”, composta em parceria com Fernando Deluqui.
Blackie Onassis, da banda Urge Overkill, morre aos 57 anos
O músico John Rowan, mais conhecido como Blackie Onassis, baterista da banda de rock Urge Overkill, faleceu aos 57 anos. A notícia foi confirmada por um porta-voz do grupo ao jornal The Times, apesar da causa de a morte não ter sido divulgada. Formada em 1986 na cena do rock alternativo, a banda ficou conhecida por conta de uma música que se destacou na trilha sonora do filme “Pulp Fiction”, dirigido por Quentin Tarantino: um cover da canção “Girl, You’ll Be a Woman Soon”, do cantor Neil Diamond. A gravação se tornou um enorme sucesso comercial. Embora a banda ainda esteja em atividade até hoje, Onassis saiu do grupo em 1995, após o lançamento do álbum “Exit the Dragon” naquele mesmo ano. Na época, o baterista lidava com vício em drogas, o que afetava os compromissos da banda repetitivamente. Sucesso nos anos 1990 Nascido no South Side de Chicago, o baterista se juntou a Urge Overkill em 1991, dividindo palco com os guitarristas Nash Kato e Eddie “King” Roeser. Nessa época, o grupo mudou seu estilo mais agressivo uma versão suave do rock. Com a entrada na banda, Rowan adotou o nome de Blackie Onassis. Sua primeira participação na discografia foi no álbum “The Supersonic Storybook”, de 1991. O projeto incluía a faixa “Today Is Blackie’s Birthday”, que faz uma referência ao nome do baterista. Conforme se popularizava, a banda conquistou fãs renomados, como Kurt Cobain, do Nirvana, e Chrissie Hynde, dos Pretenders. Durante a turnê “Nevermind” do Nirvana, em 1991, Urge Overkill atuou como banda de apoio e a visibilidade resultou no contrato com a Geffen Records. Em 1993, a banda lançou seu primeiro álbum com a gravadora, intitulado “Saturation”. Misturando elementos do rock clássico e alternativo, o disco alcançou as paradas musicais com a música “Sister Havana”. “Pulp Fiction” e problemas com drogas No ano seguinte, o grupo ficou mundialmente conhecido por integrar a trilha sonora de “Pulp Fiction”. A gravação de “Girl, You’ll Be a Woman Soon” embalou uma das cenas mais icônica do longa, na qual a personagem de Uma Thurman sofre uma overdose de heroína. Além disso, imagens do filme integraram o clipe da canção, que entrou em alta rotação na MTV. Ironicamente, em paralelo o próprio Onassis lidava com seu vício na droga, algo que ficou evidente no próximo álbum da banda. Com um tom mais sombrio, “Exit the Dragon” foi lançado em 1995. Na melancólica faixa “The Mistake”, a banda dizia: “Cuidado com o que você consome, você tem muito em jogo / Mais do que você jamais saberá, cuidado com a overdose”. Logo em seguida, o baterista foi preso por posse de heroína. Embora as acusações tenham sido retiradas, Onassis saiu do grupo em 1996, levando à dissolução do trio. Mas os outros dois integrantes resolveram retomar a banda oito anos depois, sem o baterista. Na época do retorno, eles revelaram que as complicações de Onassis afetaram a banda, com sessões de gravação e shows perdidos pelo baterista. Segundo eles, Onassis chegou a ter seu passaporte cancelado nas vésperas de uma viagem à Inglaterra. A última atuação do baterista foi no álbum solo de Kato, seu colega da Urge Overkill. Ele colaborou em seis faixas do disco lançado em 2000.
Armeira estaria de ressaca no dia da morte da diretora de fotografia de “Rust”
A tentativa da armeira Hannah Gutierrez-Reed de ter sua acusação de homicídio culposo descartada no caso da morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins em 2021, durante as filmagens de “Rust”, recebeu uma resposta forte dos promotores. Eles destacaram que Gutierrez-Reed “tem um histórico de comportamento imprudente que resultou em perda de vida humana e é do interesse público que ela finalmente seja responsabilizada”. No documento apresentado na semana passada em resposta à moção de Gutierrez-Reed para que sua acusação criminal fosse descartada, os promotores especiais de Novo México, Kari Morrissey e Jason Lewis, argumentaram que ela não estava sendo processada seletivamente. Segundo eles, testemunhas confirmarão que Gutierrez-Reed estava “bebendo muito e fumando maconha à noite durante as filmagens de Rust”, e que provavelmente estava de ressaca na manhã de 21 de outubro de 2021, quando uma arma antiga carregada com uma bala real foi entregue para Alec Baldwin e disparou durante um ensaio, matando Hutchins. Acusações contra Hannah Gutierrez-Reed De acordo com a promotoria, “a Sra. Gutierrez está sendo processada adequadamente porque sua principal função como armeira no set de Rust era garantir a segurança das armas”. Alegam que sua “falha imprudente resultou na morte sem sentido de outro ser humano”. A acusação é enfática ao pontuar que “tudo o que a ré Gutierrez precisava fazer era sacudir cada bala e garantir que ela chacoalhasse antes de colocá-la na arma – ela falhou e matou alguém”. Os promotores também relembraram um caso anterior no qual Gutierrez foi processada civilmente por fornecer as chaves de sua motocicleta a uma pessoa intoxicada que, previsivelmente, se envolveu em um acidente de trânsito que resultou na morte de alguém. O advogado de Gutierrez-Reed, Jason Bowles, reagiu às acusações nesta quarta-feira (14/6). Ele disse em um comunicado que “a promotoria lidou tão mal com este caso e o caso é tão fraco que agora eles estão recorrendo a táticas de assassinato de caráter para contaminar ainda mais a imprensa e o júri”. Armeira já teve problemas com Nicolas Cage Hannah Gutierrez-Reed já havia se envolvido em polêmica em seu trabalho anterior, e com ninguém menos que o astro Nicolas Cage. O conflito aconteceu durante as gravações de “The Old Way”, segundo apurou o site The Wrap. O ator teria surtado no set, após a armeira disparar três vezes seguidas com um revólver sem dar aviso prévio aos seus colegas. Stu Brumbaugh, maquinista chefe do faroeste estrelado por Cage, afirmou que, após os disparos, o ator teria gritado: “Dê um aviso antes, você acabou de explodir a p*r*a dos meus tímpanos!”. Brumbaugh também contou que pediu a um assistente de direção para que Gutierrez-Reed fosse demitida ainda naquele mesmo dia por conta de sua inexperiência, decisão que teria sido apoiada por Cage. Além disso, o site Daily Beast afirmou que as filmagens de “The Old Way” chegaram a ser interrompidas porque ela teria entregue uma arma para uma menina de 11 anos de idade sem verificar corretamente seu carregamento. Segundo uma fonte da produção, membros da equipe interviram para que a arma dada à atriz infantil Ryan Kiera Armstrong fosse verificada antes do começo das filmagens, porque Gutierrez-Reed tinha descarregado a arma no chão, “onde havia pedrinhas e outras coisas”, segundo relato. “Não a vimos checar, não sabíamos se tinha alguma coisa no barril ou não”, disse a fonte à publicação. “The Old Way” marcou o primeiro trabalho da jovem de 24 anos como armeira. “Rust” foi apenas o segundo. Ela conseguiu emprego nesta área por ser filha de um dos maiores atiradores dos EUA, Thell Reed, grande campeão de competições de tiros e que também é um dos armeiros mais requisitados de Hollywood, responsável pelas armas usadas em filmes como “Tombstone” (1993), “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), “Os Indomáveis” (2007) e o recente “Era uma Vez em… Hollywood” (2019). O acidente fatal Em outubro de 2021, um tiro acidental no set de “Rust” matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Além dela, o diretor Joel Souza também foi ferido, mas se recuperou e já retomou a carreira, inclusive terminando a filmagem do western. A arma que disparou o tiro fatal foi entregue por Hannah Gutierrez-Reed ao diretor assistente David Halls, que por sua vez a levou até Alec Baldwin, afirmando que ela não continha munição. Após o acidente, o ator ainda alega que não puxou o gatilho da arma, mas ela disparou assim mesmo. O FBI discordou dessa alegação em um relatório divulgado em 2022. David Halls, que não contestou a acusação de manuseio inseguro de arma de fogo carregada, fechou acordo com a promotoria e tem cooperado com a investigação. Ele admitiu não ter conferido se a arma estava realmente descarregada. A situação de Alec Baldwin Assim como Gutierrez-Reed, Baldwin foi acusado de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e iria a julgamento. Entretanto, as acusações contra ele foram retiradas no final de abril. Os promotores, porém, agora afirmam que uma decisão sobre se ele será acusado novamente poderá ser tomada no início de agosto. “Se for determinado que a arma não falhou, as acusações contra o Sr. Baldwin prosseguirão”, disseram os promotores em resposta à moção da armeira. “A promotoria espera tomar uma decisão final de acusação em relação ao Sr. Baldwin nos próximos 60 dias”.
John Romita Sr., lenda dos quadrinhos da Marvel, morre aos 93 anos
John Romita Sr., mestre dos quadrinhos e co-criador de personagens icônicos da Marvel, como Wolverine, o Justiceiro e Mary Jane Watson, faleceu aos 93 anos. Sua morte foi anunciada na terça-feira (13/9) à noite no Twitter por seu filho, John Romita Jr., que também é um artista bem-sucedido da Marvel. “Digo isso com um coração pesado, meu pai faleceu pacificamente em seu sono”, escreveu ele. “Ele é uma lenda no mundo da arte, e foi uma honra seguir seus passos… Ele foi o maior homem que já conheci.” Início de carreira Romita Sr. nasceu em Brooklyn, filho de um padeiro, e se formou na Manhattan School of Industrial Art em 1947. De forma precoce, ele começou a desenhar quadrinhos aos 19 anos, sendo publicado no pioneiro gibi “Famous Funnies”. Por uma década e meia, o artista dividiu seu tempo entre as empresas que eventualmente se tornariam Marvel e DC — Timely Comics e National Comics, respectivamente — trabalhando em vários títulos e ganhando reputação por suas histórias em quadrinhos de romance. Mas com a chegada da década de 1960, os super-heróis dominaram o mercado. Romita começou em 1966 um período de cinco anos trabalhando estritamente com o editor-chefe da Marvel, Stan Lee, na revista do Homem-Aranha, assumindo o lugar do artista Steve Ditko, que havia criado o herói com Lee em 1961, antes de romper a parceria por uma briga. Amor e morte no Homem-Aranha A passagem de Romita resultou numa revolução na vida do Homem-Aranha, com a introdução de vários dos personagens mais memoráveis de seus quadrinhos, incluindo sua amada Mary Jane Watson e famoso vilão Wilson Fisk, o Rei do Crime. Foi também durante o período de Romita que o Homem-Aranha ultrapassou o Quarteto Fantástico como campeão de vendas da Marvel, fazendo o herói mascarado se tornar o símbolo (o Mickey Mouse) da empresa. Além de criar personagens duradouros no universo do “Homem-Aranha”, o artista também contribuiu para o fim de outros. Foi ele quem assinou a arte do trágico e icônico gibi da morte de Gwen Stacy, considerada uma das melhores histórias do “Homem-Aranha” em todos os tempos. Para compensar sua participação nessa tragédia, também fez a capa da edição histórica do casamento de Peter Parker/Homem-Aranha e Mary Jane em 1987. Luke Cage, Justiceiro e Wolverine Em 1972, Romita tornou-se o diretor de arte não oficial da Marvel, um cargo que foi formalizado um ano depois, quando contribuiu para a criação do design de vários personagens, incluindo Luke Cage, o Justiceiro e Wolverine. Foi ele também quem redesenhou a Viúva Negra para apresentá-la com seu icônico traje preto de espiã e ainda ilustrou a estreia da primeira versão feminina do Capitão Marvel, Monica Rambeau. Quase todos esses personagens apareceram inúmeras vezes no cinema e na TV, tanto em live-action quanto em animações. Ele deixou a Marvel em 1996, entrando numa semi-aposentadoria — um termo vago, dada sua produção nos anos seguintes, com vários projetos relacionados ao Homem-Aranha para a Marvel e até uma capa para o Superman na DC, a primeira vez que ele trabalhou para a concorrência em meio século. Reconhecido como uma verdadeira lenda dos quadrinhos, Romita Sr. entrou no Hall da Fama dos Prêmios Eisner em 2002 e no Hall da Fama dos Prêmios Inkwell em 2020. Ele deixa sua esposa, Virginia, e dois filhos. John Romita Jr., por sinal, seguiu os passos do pai e virou um dos desenhistas mais celebrados do Homem-Aranha.
Cormac McCarthy, autor de “Onde os Fracos Não tem Vez”, morre aos 89 anos
Cormac McCarthy, escritor vencedor do Prêmio Pulitzer, que teve várias obras adaptadas para o cinema como “Onde os Fracos Não tem Vez” e “A Estrada”, faleceu nesta terça (13/6) em sua casa em Santa Fé, Novo México (EUA) aos 89 anos. McCarthy era famoso por sua prosa precisa e visão sombria da humanidade, bem como suas tramas violentas e rebeldia contra as aspas e ponto e vírgula, sendo celebrado como um dos principais autores americanos de seu tempo. “Ele é o grande pessimista da literatura americana, usando suas frases para iluminar um mundo em que quase tudo (inclusive a pontuação) já se transformou em pó”, escreveu um perfil de 2009 do jornal The Guardian. O legado literário Nascido Charles McCarthy em Providence, Rhode Island, o escritor foi casado três vezes e deixa dois filhos, além de um imenso legado na literatura americana. Dentre suas obras mais notáveis, destaca-se a “Trilogia da Fronteira” – composta por “Todos os Belos Cavalos” de 1992, “A Travessia” de 1994 e “Cidades da Planície” de 1998 – e sua tragédia pós-apocalíptica “A Estrada”, publicada em 2006. McCarthy recebeu o Prêmio Pulitzer de Ficção por este último livro perturbador sobre a jornada de um pai e seu filho por um mundo desolado. Seu estilo de escrita distintivo caracterizava-se por “frases simples e declarativas”, conforme o próprio autor. Ele nunca sentiu a necessidade de usar aspas quando seus personagens falavam. Sempre relutante em promover seu trabalho, o autor raramente promoveu sua própria obra, apesar do grande interesse do público. Ele deu poucas entrevistas e se manteve bastante isolado do mundo literário. Porém, a fama veio inevitavelmente com a adaptação de seus romances para o cinema, levando sua visão distinta para um público ainda mais amplo. Dos livros para as telas Sua primeira obra a ser adaptada para o cinema foi “Todos os Belos Cavalos”, que virou o filme “Espírito Selvagem” em 2000, dirigido por Billy Bob Thornton e estrelado por Matt Damon e Penélope Cruz. Em seguida veio seu título mais popular: “Onde os Velhos Não Tem Vez” virou o vencedor do Oscar “Onde os Fracos Não tem Vez”, dos irmãos Joel e Ethan Coen, vencedor das estatuetas de Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante (Javier Bardem). O sucesso do drama criminal dos irmãos Coen despertou o interesse nas obras do escritor, levando à adaptação do impactante “A Estrada” logo em seguida. Lançado em 2009, o filme do diretor John Hillcoat foi estrelado por Viggo Mortensen e venceu o Festival de Cinema do Amazonas, além de vários prêmios da crítica. Em uma reviravolta irônica, McCarthy revelou que originalmente concebeu “Onde os Velhos Não Tem Vez” como um roteiro, mas, após receber um feedback negativo, decidiu transformá-lo em um romance. Ele só foi escrever seu primeiro e único roteiro original para o cinema anos depois. O resultado foi “O Conselheiro do Crime”, com direção de Ridley Scott e um elenco grandioso – Penélope Cruz, Michael Fassbender, Javier Bardem e Cameron Diaz, entre outros – , que entretanto não agradou a crítica especializada. Ele também adaptou sua peça “The Sunset Limited” para o telefilme “Ao Limite do Suicídio” da HBO de 2011, estrelado por Tommy Lee Jones e Samuel L. Jackson, e ainda permitiu que James Franco cometesse a adaptação de seu terceiro livro, “Child of God” (lançado em 1973), num filme estrelado por Tim Blake Nelson em 2013. Última adaptação de sua obra McCarthy ainda aumentará a lista de obras transformadas em filme em breve. O diretor John Hillcoat, de “A Estrada”, está trabalhando na adaptação de “Meridiano de Sangue”, um romance notável por sua descrição explícita da violência no Oeste americano, o que sempre foi apontado como dificuldade para sua produção – o que já fez várias tentativas anteriores, de nomes notáveis como Ridley Scott, James Franco e Tommy Lee Jones, falharem. Publicado em 1985, o romance é amplamente considerado uma das maiores obras da literatura americana. Baseado em eventos históricos que ocorreram na fronteira entre Texas e México na década de 1850, o livro segue as fortunas de um jovem de 14 anos do Tennessee que tropeça em um mundo de pesadelos onde os índios estão sendo assassinados e o mercado para seus escalpos está prosperando, entre as muitas violências e depravações da colonização do Oeste dos EUA. O próprio Cormac McCarthy e seu filho, John, apoiaram a escolha de Hillcoat para fazer a adaptação e são creditados como produtores executivos no estúdio New Regency.
Treat Williams, astro de “Hair” e “Everwood”, morre em acidente de moto aos 71 anos
O veterano ator Treat Williams, mais conhecido por seu papel como Dr. Andy Brown na série “Everwood” e por sua performance aclamada no musical “Hair”, faleceu na segunda-feira (12/6) em um acidente de moto próximo a Dorset, Vermont, nos EUA. Ele tinha 71 anos. Ele era conhecido por sua versatilidade, tendo atuado tanto em séries de TV quanto em filmes de sucesso, nos mais diferentes gêneros. O Acidente O agente de Williams, Barry McPherson, confirmou a morte do ator em um comunicado à imprensa. No texto, informou que o ator morreu ao ser cortado por um carro, enquanto fazia uma curva de moto. “Estou simplesmente devastado. Ele era o cara mais legal. Era muito talentoso”, acrescentou. “Ele era um ator dos atores. Os cineastas o adoravam. Ele era o coração de Hollywood desde o final dos anos 1970. Ele estava realmente orgulhoso de sua atuação este ano. Ele estava tão feliz com o trabalho que eu consegui para ele. Ele teve uma carreira equilibrada”, completou o agente. O estouro com “Hair” Nascido como Richard Treat Williams em 1º de dezembro de 1951 em Rowayton, Connecticut, ele começou sua carreira em 1975, marcando sua estreia nas telas com um papel no longa “Deadly Hero”. No ano seguinte, ele coadjuvou o drama de guerra “A Águia Pousou”. Mas foi no ano de 1979 em que realmente decolou, quando foi escolhido para protagonizar a adaptação cinematográfica do famoso musical da Broadway, “Hair”, dirigido por Miloš Forman. A performance de Williams como George Berger foi aplaudida pela crítica e pelo público, levando-o a ser indicado ao Globo de Ouro na categoria de “novo astro do ano”. Baseado no musical da Broadway de 1967, “Hair” trazia música, dança e a contracultura dos anos 1960, marcando sua história com uma forte oposição aos valores conservadores e à guerra do Vietnã. A trama seguia um jovem de Oklahoma chamado Claude (interpretado por John Savage) que por acaso acaba se juntando a um grupo de hippies liderado por Berger, na cidade de Nova York, antes de ser convocado para a guerra. A performance vibrante de Williams como Berger, um personagem extrovertido, espirituoso, mas com destino trágico, ajudou a transformar o filme em sucesso e solidificou o lugar do ator no cinema. “Everwood” e o sucesso na TV Avançando em sua carreira, Williams entrou em seu papel mais notável com “Everwood”. Interpretando o Dr. Andy Brown, um neurocirurgião de Manhattan que muda sua família para o interior do Colorado após a morte de sua esposa, Williams encabeçou a produção por quatro temporadas, ganhando uma indicação ao SAG Award (o troféu do Sindicato dos Atores) por sua performance – à frente de um elenco que ainda tinha ninguém menos que Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) e Emily VanCamp (“Falcão e o Soldado Invernal”). Já veterano na indústria quando a série começou, Williams trouxe maturidade e profundidade para seu personagem, ganhando o coração dos espectadores ao estrelar todos os 89 episódios da série, de 2002 a 2006. Outros papéis A longa carreira de Williams rendeu muitos outros papéis importantes. Em 1981, ele chamou atenção como protagonista do drama policial “O Príncipe da Cidade”, dirigido por Sidney Lumet. Na trama, deu vida ao detetive Danny Ciello, um policial de Nova York que decide cooperar com uma investigação de corrupção interna, mas logo se vê preso em uma complexa teia de lealdades divididas. Sua performance intensa lhe rendeu aclamação da crítica, além de uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação excepcional. Outros destaques incluem a comédia “1941 – Uma Guerra Muito Louca” (1979), dirigida por Steven Spielberg, e principalmente o terror “Tentáculos”. Nesse filme de 1998, Treat Williams interpretou o capitão de um barco mercenário, contratado para transportar um grupo de piratas ao meio do oceano, sem saber que o destino era um luxuoso transatlântico atacado por misteriosas e vorazes criaturas marinhas. O filme lançou o estilo de “terror de aventura” do diretor Stephen Sommers, que no ano seguinte transformou essa fórmula no sucesso “A Múmia”. Na TV, além de “Everwood”, Williams teve papel recorrente em “Chicago Fire”, onde interpretou Benny Severide, o pai do personagem principal Kelly Severide (Taylor Kinney), além de ter estrelado a série médica “Heartland”, que só teve uma temporada em 2007, e feito participações especiais em atrações famosas como “Law & Order: SVU”, “White Collar” e “Blue Bloods”. Ele ainda foi indicado para um Emmy em 1996 por interpretar o agente Michael Ovitz no telefilme da HBO “Trapaças no Horário Nobre”, sobre a batalha entre os apresentadores David Letterman e Jay Leno para suceder Johnny Carson na apresentação do talk show mais famoso da TV americana. Williams deixa sua esposa, Pam Van Sant, com quem se casou em 1988, e seus filhos Gill e Elinor.
Mike Batayeh, ator de “Breaking Bad”, morre aos 52 anos
O ator Mike Batayeh, que interpretou o gerente de lavanderia Dennis Markowski em “Breaking Bad”, faleceu na quinta-feira passada (1/6), aos 52 anos. A informação foi confirmada por sua filha Diane ao TMZ nesta sexta-feira (9/6). Segundo o portal, a causa da morte foi um ataque cardíaco enquanto ele dormia em sua casa, em Michigan, nos Estados Unidos. A notícia foi um choque para a família, que não tinha um histórico de problemas cardiovasculares. “Ele fará muita falta àqueles que amavam sua habilidade de levar risadas e alegria para tantas pessoas”, informou a família do ator. Destaque em Breaking Bad Nascido em Detroit, o ator começou a carreira na televisão em 1998, com pequenos papeis em seriados. Anos depois, ele ganhou notoriedade ao interpretar Dennis Markowski durante três episódios da premiada série “Breaking Bad”. Seu personagem era o gerente da lavanderia industrial Lavandería Brillante, que servia como fachada para o gigantesco laboratório de metanfetamina de Gus Fring (Giancarlo Esposito). Ao longo da carreira, ele participou de diversas produções como parte do elenco recorrente e como ator convidado, incluindo as sitcoms “Everybody Loves Raymond” (1996), “It’s Always Sunny in Philadelphia” (2005) e “Bernie Mac – Um Tio da Pesada” (2001). Além disso, fez aparições nos dramas “The Shield – Acima da Lei” (2002), “Sleeper Cell” (2005) e “Touch – Visões do Futuro” (2012). No cinema, ele foi um dos protagonistas do longa “Detroit Unleaded” (2012) e também teve papéis pequenos nos filmes “Tudo pela Fama” (2006), “Gas” (2004), “AmericanEast” (2008) e “Zohan: Um Agente Bom de Corte” (2008). Carreira como comediante Em paralelo ao trabalho nas telas, Batayeh também desenvolveu uma carreira como comediante, apresentando-se em diversos clubes renomados de standup. Ele também fez parte da primeira onda de comediantes ocidentais a se apresentar para o público local no Oriente Médio, com passagens pelo Egito, Líbano e Dubai, onde filmou um especial de comédia para o canal Showtime Arabia. Após sua apresentação na Jordânia, ele foi convidado pela família real do país para o Festival Internacional de Comédia de Amã em dois anos consecutivos. Batayeh também utilizava seu perfil no Instagram para fazer comentários satíricos sobre diversos acontecimentos, desde Joe Biden na presidência dos Estados Unidos até a batalha judicial do ator Johnny Depp contra a atriz Amber Heard. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Batayeh (@mike_batayeh)
Paul Eckstein, criador de “Narcos” e “Godfather of Harlem”, morre aos 59 anos
O roteirista Paul Eckstein, co-criador das séries “Narcos” e “Godfather of Harlem”, morreu inesperadamente durante o sono na noite de terça (6/6), aos 59 anos. A notícia foi confirmada num comunicado conjunto da plataforma MGM+ e da produtora ABC Signature, responsável pela série “Godfather of Harlem”. Ele estava na Jamaica, onde estava ministrando uma oficina de roteiro. “Estamos profundamente chocados e tristes com a súbita passagem de nosso brilhante colega Paul Eckstein, o co-criador e produtor executivo de ‘Godfather of Harlem’ e um amado membro das famílias MGM+ e ABC Signature”, disseram as empresas. “Trabalhar na série foi um trabalho de amor para Paul, que baseou a trama parcialmente na história pessoal de sua família. Paul era apaixonado, uma força criativa, conhecido por sua bondade e generosidade. Ele era um mentor e amigo de muitos, e fará muita falta”, completou o comunicado. Nascido e criado no Brooklyn, Eckstein se formou com honras pela Universidade de Brown, obtendo diplomas em relações internacionais e escrita criativa. Após a graduação, ele começou a trabalhar no teatro de Nova York, onde foi membro fundador da Naked Angels Theater Company, e atuou na Broadway e no projeto Shakespeare in the Park. A partir dos anos 1990, passou a atuar na televisão, aparecendo várias vezes em “Star Trek: Voyager”, “Star Trek: Deep Space Nine” e outras séries. Como produtor de cinema, Eckstein co-produziu o “Hoodlum” da MGM. Em 1998, ele passou para trás das câmeras, atuando como um produtores do drama criminal “Homens Perigosos”. O filme tinha roteiro de Chris Brancato, que posteriormente se tornou seu parceiro nas criações de “Narcos” e “Godfather of Harlem”. Os dois inicialmente trabalharam juntos em roteiros da 10ª e última temporada de “Law & Order: Criminal Intent”, em 2011, antes de embarcar em “Narcos” para a Netflix. Focada na história do traficante colombiano Pablo Escobar (vivido pelo brasileiro Wagner Moura), a série foi um sucesso internacional. Eckstein foi o showrunner da 1ª temporada, mas ficou na produção apenas em 2015, perdendo a liderança criativa quando os cocriadores Carlo Bernard e Doug Miro assumiram o controle da franquia a partir do segundo ano. Eckstein e Brancato voltaram a unir forças em 2019 para a criação de “Godfather of Harlem”. Passada nos anos 1960, a serie criminal de época foi inspirada na vida real do gângster Bumpy Johnson, vivido por Forest Whitaker (“Pantera Negra”), e retratou a colisão do movimento dos direitos civis com o submundo do crime. Na trama, Bumpy retorna ao Harlem após cumprir dez anos de prisão e encontra o lugar controlado pela máfia italiana. Então, decide se aliar ao ativista radical Malcolm X, pegando carona nos discursos de agitação social para iniciar uma guerra pela chefia do crime em Nova York. A série teve três temporadas e completou sua história neste ano. O episódio final foi exibido em março nos EUA, mas só chegou na semana passada no Brasil, pela plataforma Star+. Seu próximo projeto seria “August Snow”, uma série de detetives estrelada por Keegan-Michael Key (“Schmigadoon!”), atualmente em desenvolvimento pelo CBS Studios.
Astrud Gilberto, voz de “Garota de Ipanema”, morre aos 83 anos
Astrud Evangelina Weinert, conhecida como Astrud Gilberto, faleceu aos 83 anos nesta segunda-feira (5/6). A cantora foi um dos maiores nomes da bosa nova e ganhou notoriedade pela versão em inglês da música “Garota de Ipanema”, de Antonio Carlos Jobim. A notícia foi confirmada por sua neta, Sofia Gilberto, por meio de uma publicação no Instagram. A causa da morte não foi divulgada. “A vida é linda, como diz a música, mas venho trazer a triste notícia de que minha avó virou uma estrela e hoje está ao lado do meu avô João Gilberto. Astrud foi a verdadeira garota que levou a bossa nova de Ipanema para o mundo. Foi pioneira e a melhor”, declarou na postagem. A cantora venceu o Grammy, colocou a bossa nova em evidência fora do Brasil e popularizou o gênero nos Estados Unidos. “Ela foi o rosto e a voz da bossa nova na maior parte do planeta”, completou Sofia. Casamento com João Gilberto Nascida em Salvador, filha de mãe brasileira e pai alemão, Astrud começou a carreira após se casar com o músico João Gilberto, o ‘pai da bossa nova’, que lhe foi apresentado por sua amiga de infância Nara Leão. Enfrentando a timidez, a cantora subiu nos palcos pela primeira vez em 1960, no show “Noite do Amor, do Sorriso e da Flor”, para promover as novas composições do marido. Mas Astrud Gilberto não era uma novata completa. Ela cresceu mergulhada na música, graças à sua mãe, Evangelina Neves Lobo Weinert, que tocava vários instrumentos. Astrud foi casada com João Gilberto por cinco anos. Mas pouco antes de se divorciarem, o casal se mudou para os Estados Unidos, onde ela se estabeleceu de forma definitiva. Embora tivesse medo dos palcos, ela participou cantando no álbum de jazz “Getz/Gilberto”, com composições do marido e do saxofonista Stan Getz, considerado um dos melhores discos de bossa nova de todos os tempos. Após a separação, em 1964, Astrud decidiu dar continuidade na carreira musical. Hollywood e a Garota de Ipanema No mesmo ano, ela apareceu cantando a versão em inglês de “Garota de Ipanema” no filme americano “Turma Bossa Nova”, que também contou com participação da cantora Nancy Sinatra. Com acompanhamento de Stan Getz, os vocais relaxados da cantora encantaram público e crítica, popularizando a bossa nova brasileira nos EUA. Ela ainda voltou a cantar “Garota de Ipanema” em outra produção, o telefilme policial “The Hanged Man”, dirigido pelo mestre do gênero Don Siegel (o diretor de “Dirty Harry”). O detalhe é que a música fazia parte do disco “Getz/Gilberto”. Graças a isso, Astrud pouco lucrou com sua fama. Segundo o biógrafo Ruy Castro, João Gilberto faturou US$ 23 mil com o álbum, enquanto Getz embolsou quase US$ 1 milhão. Já a cantora nem mesmo recebeu os créditos no disco original, além de ganhar apenas US$ 120 pela gravação – o mínimo determinado pelo sindicado americano dos músicos na época. Stan Getz teria feito de tudo para Astrud não ter maior destaque, dizendo que ela devia sua carreira a ele. “Ela era só uma dona de casa na época, e eu a coloquei no disco porque queria que alguém cantasse uma versão em inglês de ‘Garota de Ipanema’ — e João não conseguia. ‘Ipanema’ foi um sucesso e ela deu sorte”, disse o saxofonista em entrevista à revista inglesa Jazz Professional em 1964. O comentário de Getz irritou a cantora, que rebateu em 1982: “O engraçado é que, depois do meu sucesso, abundam as histórias de que Stan Getz ou (o produtor musical) Creed Taylor ‘me descobriram’, quando, na verdade, nada está mais longe da verdade”. Maior que os Beatles Para comprovar seu talento, o lançamento de seu primeiro álbum, intitulado “The Astrud Gilberto Album”, veio em seguida com críticas bastante positivas. Graças ao sucesso do disco, Astrud Gilberto fez história ao se tornar a primeira mulher a ganhar o Grammy de Música do Ano em 1965 – vencendo ninguém menos que os Beatles e a cantora Barbra Streisand. Ao longo dos anos, Astrud se tornou dona de uma extensa discografia composta por 19 álbuns, sendo o último lançado em 2003. Seu impacto perdurou muito além da década de 1960, influenciando cantoras de várias gerações, de Sade a Billie Eilish, além de todos os vocais suaves da cena indie shoegazer e dreampop – de My Bloody Valentine a Hatchie. Pouco antes do lançamento do último disco, a cantora se afastou dos palcos e anunciou que se afastaria da vida pública por tempo indeterminado. Na época, ela afirmou que não sentiria falta da forma como era tratada pelas gravadoras e nem do medo que sentia ao subir no palco. Ela deixou dois filhos, o baixista Marcelo Gilberto, do casamento com João Gilberto, falecido em 2019, e Greg Lasorsa, do segundo casamento. Veja abaixo a cena de “Garota de Ipanema” em “Turma Bossa Nova”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sofia Gilberto (@sofia_gilberto_oliveira)
Barry Newman, astro de “Corrida contra o Destino”, morre aos 92 anos
O ator Barry Newman, que marcou época dirigindo um Dodge Challenger superpotente através do oeste americano em “Corrida contra o Destino” (The Vanishing Point), faleceu aos 92 anos. Newman morreu em 11 de maio no NewYork-Presbyterian Columbia University Irving Medical Center, conforme relatado neste domingo (4/6) por sua esposa, Angela. Nascido em Boston em 7 de novembro de 1930, Barry Foster Newman começou sua carreira na Broadway, interpretando um músico de jazz na comédia “Nature’s Way”, em 1957. Após várias peças, ele se destacou na TV no papel de um jovem advogado na novela “The Edge of Night”, em meados dos anos 1960. E quase foi também o fim de sua carreira, já que teve um desentendimento com um diretor que causou sua demissão – fazendo seu personagem ser enviado para um sanatório. Ele foi dar a volta por cima no cinema, ao interpretar Tony Pretrocelli, um jovem advogado que se envolve num “Crime Perfeito” em 1970. O filme escrito e dirigido por Sidney J. Furie fez grande sucesso e acabou virando uma série da NBC, “Petrocelli”, que Newman estrelou por duas temporadas, de setembro de 1974 a março de 1976. Após “Crime Perfeito”, Newman desempenhou seu papel mais famoso, como Kowalski, o motorista de “Corrida contra o Destino” (1971). “Isso foi muito único”, disse Newman numa entrevista de 2019. “Eu tinha acabado de fazer este filme sobre um advogado, um graduado em Harvard, e pensei que este é um tipo diferente de coisa. O cara era o rebelde, o anti-herói. Eu gostei muito de fazer isso.” Kowalski era um veterano da Guerra do Vietnã, ex-policial e ex-piloto de corrida que virou motorista de entrega de carros. A história começa quando ele aceita uma aposta para entregar um Dodge Challenger branco de 1970 de Denver, Colorado, em São Francisco, Califórnia, em menos de 15 horas. Embora seja uma missão extremamente difícil, ele acredita ser capaz. Mas após cometer várias infrações de trânsito, passa a ser perseguido pelas autoridades. Ainda assim, consegue tempo para encontrar várias personagens, cada uma das quais representando diferentes aspectos da sociedade da época. Além de ser lembrado por suas cenas de perseguição de carros, o filme de Richard C. Sarafian se tornou famoso por focar os temas culturais da época, como percepções de rebelião e alienação social, com a estrada representando a liberdade e a perseguição policial representando a repressão e o controle social. Esta dimensão era extrapolada com o auxílio da narração de um DJ negro, Super Soul (Cleavon Little), que, ao saber das façanhas de Kowalski, passa a estimular o motorista e o transforma em herói em seu programa de rádio. Mas apesar de ter se tornado cultuadíssimo, o lançamento original do longa não chamou atenção nos EUA. O sucesso começou no exterior, quando sua estreia em Londres ocasionou “filas ao redor do quarteirão com pessoas ansiosas para vê-lo”. “Ele foi relançado nos EUA depois de ser exibido na Europa e as pessoas então começaram a se interessar pelo filme. Ele se tornou um filme cult sem que eu mesmo percebesse. Até hoje, estou sempre sendo solicitado a falar sobre o filme em algum lugar”, contou o ator em 2019. Seu filme seguinte tentou capitalizar a popularidade de “Corrida Contra o Destino” ao escalar Newman num conversível em novas cenas de estrada. Mas “O Medo é a Chave” (1972) passou batido por crítica e público. No mesmo ano, o ator ainda foi um espião em “Missão Confidencial”, antes de se dirigir à TV para estrelar o telefilme “Night Games” (1974), que serviu de piloto para a série “Petrocelli”. Newman seguiu alternando-se entre cinema e TV pelo resto da carreira. Mais recentemente, apareceu em filmes como “Daylight” (1996), estrelado por Sylvester Stallone, “Os Picaretas” (1999), com Steve Martin e Eddie Murphy, “O Segredo do Sucesso” (2001), com Charlie Sheen, e na série “The O.C.”, onde interpretou o Professor Max Bloom. Infelizmente, sua carreira foi interrompida em 2009, quando o ator foi diagnosticado com câncer de cordas vocais. No entanto, ele retornou ao sets em 2022, reunindo-se novamente com o diretor de “Crime Perfeito”, Sidney J. Furie, no filme “Finding Hannah”, que ainda não possui previsão de estreia. Graças a “Corrida contra o Destino”, Newman viverá para sempre na cultura pop. Seu personagem inspirou até uma música da banda Primal Scream, “Kowalski”, lançado no álbum “Vanishing Point” (o título do filme em inglês) em 1997. O longa também foi a inspiração do diretor Edgar Wright para criar “Em Ritmo de Fuga” (2017). E Quentin Tarantino o chamou, no roteiro de “À Prova de Morte” (2007), de “um dos melhores filmes americanos já feitos”. Por sinal, o carro daquele filme tinha a mesma placa do Challenger dirigido por Newman. Veja abaixo o trailer clássico de “Corrida contra o Destino”.












