Josephine Chaplin, atriz e filha de Charles Chaplin, morre aos 74 anos
A atriz Josephine Chaplin, filha do mestre do cinema mudo Charles Chaplin, faleceu no último dia 13 de julho em Paris, aos 74 anos. A informação foi divulgada pela família da atriz ao jornal francês Le Figaro nesta sexta-feira (21/7). Entretanto, seus filhos Charlie, Julien e Arthur não revelaram a causa da morte. Josephine seguiu os passos do pai no mundo artístico e conquistou uma carreira própria nas telas. Sua primeira aparição foi justamente em um dos filmes de Chaplin, o drama musical “Luzes da Ribalta” (1952), como uma criança que aparece na cena de abertura. Ela também apareceu brevemente no último filme de Chaplin, o romance “A Condessa de Hong Kong” (1967), ao lado das irmãs Geraldine e Victoria. Josephine teve nada menos que 9 irmãos, e nasceu do quarto casamento de Chaplin, com a atriz britânica Oona O’Neill. Clássicos, cults e filmes trash Nascida na cidade de Santa Monica, na Califórnia, em 1949, a atriz ficou mais conhecida pelo seu trabalho em diversas produções na França, onde passou grande parte da sua vida. Após as duas aparições nos filmes do pai, ela participou do drama político “L’odeur des Fauves” (1972) (O cheiro de animais selvagens” em tradução livre), dirigido pelo francês Richard Balducci. No mesmo ano, ainda estrelou mais outras duas produções: o thriller anti-comunista “A Grande Fuga do Comunismo”, de Menahem Golan, e teve seu primeiro papel substancial no clássico “Os Contos de Canterbury”, dirigido por Pier Paolo Pasolini. A trama reunia contos eróticos sobre um grupo de peregrinos que viaja rumo à Catedral de Canterbury, na Inglaterra, em uma longa caminhada que dura dias. Josephine interpretou May, a esposa adúltera do idoso Sir January (Hugh Griffith). Em 1974, Josephine apareceu em duas adaptações francesas do clássico “Os Três Mosqueteiros”, dirigidas por André Hunebelle, no papel de Constance, confidente da rainha e interesse amoroso de D’Artagnan. E em seguida, enveredou pelos suspenses baratos, estrelando “Noites Vermelhas” (1974), de Georges Franju, e “Jack, O Estripador”, assinado pelo cultuado cineasta trash Jesús “Jess” Franco. Os filmes baratos a levaram à TV francesa, onde estrelou minisséries e telefilmes, voltando ao cinema apenas uma década depois na produção franco-canadense “Virando Adulto” (1984). Ela também foi escalada por Claude Chabrol em “Um Tira Amargo” (1985). Mas logo retomou os trabalhos televisivos, destacando-se pelo papel de Hadley Richardson, a primeira esposa do escritor Ernest Hemingway, na minissérie “Hemingway” (1988), estrelada por Stacy Keach. Fim da carreira Sua última aparição nas telas foi no longa de ação “Downtown Heat” (1994), novamente dirigida por Jesús Franco. Filme de vingança, girava em torno de um compositor de jazz que teve a esposa assassinada por traficantes de drogas. Em paralelo à carreira como atriz, Josephine administrou um escritório de Charles Chaplin em Paris em nome de seus irmãos ao longo dos anos e ainda patrocinou uma estátua do pai em Waterville, na Irlanda, onde sua família costumava passar as férias. Ela foi casada duas vezes, sendo a primeira união com o empresário grego Nikki Sistovaris, entre 1969 a 1977. Depois do divórcio, ela viveu com o ator francês Maurice Ronet até a morte dele em 1983, casando-se pela segunda vez em 1989 com o arqueólogo Jean-Claude Gardin, que faleceu em 2013.
Tony Bennett, ícone da música jazz romântica, morre aos 96 anos
Tony Bennett, ícone do jazz romântico, morreu nesta sexta-feira (21/7) aos 96 anos. A informação foi confirmada por Sylvia Weiner, sua representante pessoal. O cantor completaria 97 anos no próximo dia 3 de agosto. Sylvia não especificou a causa da morte, porém Bennett foi diagnosticado com Alzheimer em 2016. O artista fez sua última aparição em agosto do ano passado ao lado de Lady Gaga, na apresentação chamada de “One Last Time”. Tony Bennett Anthony Dominick Benedetto nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, em 3 de agosto de 1926. Ele era filho de pais imigrantes italianos. A carreira de Tony Bennett teve início ainda na juventude, mas foi interrompida para lutar nos meses finais da 2ª Guerra Mundial. Logo em seu começo, sua carreira ficou marcada por sua voz forte e cheia de personalidade, disputando o favoritismo do público com Frank Sinatra. Dentre as suas principais faixas, ele cantou “Because of You”, “Rags to Riches”, “The Good Life”, “Fly Me to the Moon” e “I Left My Heart in San Francisco”. Durante a carreira, Bennett lançou mais de 70 álbuns e ganhou mais de 19 prêmios Grammy. Ele também fez duetos históricos com artistas clássicos e contemporâneos, entre eles Aretha Franklin, Elvis Costello, Amy Winehouse e Lady Gaga, além de parcerias com ícones latinos como Gloria Estefan, Thalía, e as brasileiras Maria Gadú e Ana Carolina. Comprovando que sua influência se estendeu a gerações, o cantor também gravou dois “Acústico MTV”. Numa das ocasiões, ele foi além de evitar equipamentos elétricos, cantando até sem microfone em determinando momento, para espanto da plateia que conseguiu ouvir claramente sua voz potente mesmo sem auxílio do equipamento. Seu último registro musical foi em 2021, , um novo dueto com a cantora Lady Gaga, chamado “I Get a Kick Out of Yout”. A artista apareceu visivelmente emocionada num vídeo registrado em estúdio. Esse foi o segundo projeto da dupla, que também havia gravado “Cheek to Cheek” em 2014. Além da música, Bennetr também ficou conhecido por sua atuação política, com participação na marcha pelos direitos civis da população negra, que aconteceu de Selma a Montgomery em 1965, por exemplo. Ele ainda cantou para Nelson Mandela, John Kennedy e Bill Clinton, além de se apresentar no jubilei do 50º aniversário da Rainha Elizabeth II.
Polícia de Las Vegas emite mandado de busca relacionado ao assassinato de Tupac Shakur
Mais de 25 anos após a morte do rapper Tupac Shakur, assassinado por quatro tiros, a polícia de Las Vegas emitiu um novo mandado de busca relacionado ao caso ainda sem solução. O Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas confirmou a execução de um mandado de busca em uma residência em Henderson, Nevada, na segunda-feira (17/7). A casa investigada fica a poucos quilômetros da Las Vegas Strip, local onde Shakur morreu num tiroteio. “O LVMPD pode confirmar que um mandado de busca foi cumprido em Henderson, Nevada, em 17 de julho de 2023, como parte da contínua investigação do homicídio de Tupac Shakur”, declarou o departamento em um comunicado. “Não teremos mais comentários neste momento.” Tupac Shakur, um dos artistas mais amados do hip-hop, morreu em 7 de setembro de 1996, aos 25 anos. A investigação sobre sua morte, conduzida por autoridades federais em Las Vegas e Los Angeles, persiste há quase três décadas, embora tenha enfrentado períodos de inatividade. Ninguém jamais foi preso pelo crime, mas em Nevada não há prescrição para a acusação em casos de homicídio. Legado de Tupac Shakur Ainda que a tragédia de sua morte continue a gerar questões, o legado de Tupac Shakur no mundo do entretenimento segue incontestável. Em junho, ele recebeu uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood, onde amigos e membros da família se reuniram para homenagear a duradoura contribuição do artista. “Hoje, não estamos apenas honrando uma estrela na calçada; estamos honrando a essência de uma pessoa que perseguiu seus sonhos sem medo e lutou para torná-los realidade”, disse a irmã de Shakur, Sekyiwa. “A revelação da estrela de Tupac não apenas homenageia suas contribuições para a indústria do entretenimento, mas também fala sobre seu impacto duradouro, mesmo após 25 anos. Não poderia estar mais orgulhosa de meu irmão ao ver sua estrela brilhar ainda mais.” A vida e a morte de Tupac tem rendido vários filmes e séries, incluindo o documentário “Tupac Ressurection” (2003) e a cinebiografia “All Eyez on Me” (2017). A investigação criminal ainda foi foco do documentário “Who Shot Biggie and Tupac?” (2017), do filme “City of Lies” (2018), com Johnny Depp, e a minissérie ” Unsolved: The Murders of Tupac and Biggie Smalls” (2018). Até o relacionamento do rapper com sua mãe foi explorada na série “Querida Mamãe”, lançada no ano passado.
João Donato, ícone da MPB, morre aos 88 anos
O cantor e compositor João Donato morreu aos 88 anos nesta segunda-feira (17/7), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada através de um comunicado oficial, sem divulgar a causa da morte. No Instagram, a equipe do músico informou que o velório será realizado no Theatro Municiapl do Rio, “em horário a ser divulgado brevemente”. “Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias. Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo”, escreveu a equipe. Saúde delicada João Donato enfrentava uma série de problemas de saúde e, recentemente, chegou a tratar uma infecção pulmonar. Em junho deste ano, o artista esteve internado, mas a família não divulgou detalhes da condição. No final do mês, o compositor recebeu a visita de seu filho Donatinho. “Vim passar uns dias para mimar o Big Donato, agora que ele teve alta do hospital. Ele pediu para eu cozinhar um dos pratos preferidos dele, o Spagabola (mais conhecido como Spaguetti a Bolognesa)”, publicou na ocasião. Carreira de João Donato João Donato de Oliveira Neto nasceu em Rio Branco, no Acre, em 1934. A paixão pela música começou ainda na infância, quando ganhou um acordeão de presente. Em 1945, a família de Donato se mudou para o Rio de Janeiro, onde ele realizou suas primeiras apresentações no palco em festas de colégio. A primeira gravação profissional aconteceu como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho. Tempos depois, João Donato passou a trabalhar com o violinista Fafá Lemos e tornou-se suplente de Chiquinho do Acordeom. Além disso, João Donato frequentou o Sinatra-Farney Fã Clube por 17 meses. O local fica na Barra da Tijuca e é considerado uma das principais escolas da geração conhecida como Bossa Nova. O artista teve contato com nomes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e Johnny Alf. No entanto, o pianista não obteve reconhecimento merecido e tampouco fez parte do “esquema”. “Eu não sou bossa nova, eu não sou samba, eu não sou jazz, eu não sou rumba, eu não sou forró. Na verdade, eu sou isso tudo ao mesmo tempo”, comentou o artista ao jornal O Globo. Apesar de não ser um medalhão midiático, João Donato moldou a Música Popular Brasileira (MPB) entre 1960 e 1970 com sua música de estilo único. Ele contribuiu com clássicos como “A Rã”, de Caetano Veloso, “A Paz”, de Leila IV, e “Emoriô”, de Gilberto Gil. Em 2010, João Donato foi reconhecido com um prêmio Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Jazz, por seu trabalho em “Sambolero”. Oito anos depois, ele ainda foi reconhecido pelo Prêmio da Música Brasileira. O artista também foi indicado à premiação em 2016, na categoria de Melhor Álbum Instrumental com o projeto “Donato Elétrico”. No ano passado, ele disputou a categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com “Síntese do Lance”.
Francisco Ibáñez, criador de “Mortadelo e Salaminho”, morre aos 87 anos
Francisco Ibáñez, influente cartunista espanhol e criador dos personagens “Mortadelo e Salaminho”, morreu neste sábado (15/7), aos 87 anos. “Com enorme tristeza, o Grupo Editorial Penguin Random House comunica o falecimento em Barcelona do grande desenhista e cartunista Francisco Ibáñez”, anunciou a editora no Twitter. Nascido em 15 de março de 1936, em Barcelona, Ibáñez iniciou sua carreira na infância, quando aos 11 anos enviou um desenho para a revista “Chicos” e foi pago por isso, marcando sua primeira publicação. Apesar de ter estudado Contabilidade e trabalhado como mensageiro em um banco, aos 21 anos Ibáñez viu que poderia ganhar mais desenhando do que em seu trabalho bancário, e então decidiu se dedicar completamente à sua verdadeira paixão. Mortadelo e Salaminho Ele se tornou mundialmente conhecido por sua criação em 1958 de “Mortadelo e Salaminho”, uma dupla de desastrados agentes secretos, mestres dos disfarces. As histórias eram publicadas na revista “Pulgarcito” e se destacavam pelas referências a personalidades políticas e sacadas irônicas, tudo sob o clima da Guerra Fria que marcava a ficção das décadas de 1960 e 1970. A partir da publicação de sua primeira aventura longa, no álbum de 1969 “O Sulfato Atômico”, o sucesso desses personagens transcendeu as páginas dos quadrinhos. Os espiões de Ibáñez se tornaram um fenômeno tão grande que ele teve que manter uma produção insana para atender à demanda, muitas vezes recorrendo à ajuda de colaboradores – um fato que negou durante décadas e que gerou polêmicas quanto ao crédito devido aos seus auxiliares. Dos quadrinhos para o cinema Ao longo de sua carreira, Ibáñez criou diversos outros personagens e séries de sucesso, como “13 Rue del Percebe”, “Rompetechos” e “El botones Sacarino”, mas nenhum outro superou o alcance dos agentes da TIA – uma paródia da CIA inspirada na série “Os Agentes da UNCLE” (1964–1968) – que rendeu adaptações para diversas séries de TV e filmes. Os agentes atrapalhados chegaram até a ganhar uma versão live-action, no filme “Mortadelo E Salaminho – Agentes Quase Secretos” (2003), que teve uma continuação em 2008. Seu lançamento mais recente no cinema foi há nove anos: a animação “Mortadelo e Salaminho: Missão Inacreditável” (2014). Premiações e recordes Ibáñez recebeu o grande prêmio do Salão Internacional de Banda Desenhada de Barcelona pelo conjunto de seu trabalho em 1994 e foi laureado com a Medalha de Ouro ao Mérito de Belas Artes em 2001. Sua obra monumental, composta por mais de 50 mil pranchas de quadrinhos, gerou mais de 100 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, tornando-o o maior best-seller dos quadrinhos espanhóis, com presença em diversos países ao redor do mundo. Com mais de 200 álbuns só de “Mortadelo e Salaminho”, seus personagens icônicos e suas histórias perspicazes e bem-humoradas continuarão a entreter e a inspirar leitores de todas as idades por muitas gerações, tanto nos quadrinhos quanto em novas adaptações para as telas.
Seis meses depois, causa da morte de Lisa Marie Presley é revelada
A causa da morte de Lisa Maria Presley foi confirmada pelo LA County Coroner, que exerce a função do IML em Los Angeles. O documento revelado nesta quinta (13/7), seis meses após o falecimento da filha de Elvis Presley, afirma que ela morreu devido a uma obstrução do intestino delgado. Segundo a autópsia, os problemas de saúde que levaram à morte de Lisa Marie foram complicados por aderências que se desenvolveram após uma cirurgia bariátrica. Os eventos do dia fatídico A artista foi encontrada desacordada em sua casa na cidade de Calabasas, Califórnia, em 12 de janeiro, após sofrer uma parada cardíaca. A equipe de paramédicos que atendeu a chamada conseguiu reanimá-la graças ao atendimento de primeiros socorros feito por seu ex-marido, Danny Keough, e a levou para o hospital já com o pulso recuperado. Devido à gravidade do quadro clínico, os médicos optaram por colocar Lisa Presley em coma induzido, com um marca-passo temporário e respiração assistida por aparelhos. No entanto, pouco tempo depois, Lisa Marie Presley sofreu uma segunda parada cardíaca e faleceu. Na época, sua mãe, Priscilla Presley, divulgou uma nota à imprensa anunciando a morte da filha. Uso de medicamentos Além dos problemas de obstrução intestinal, a autópsia revelou em seu sistema a presença de níveis “terapêuticos” de oxycodona e buprenorfina, dois opioides, além de vestígios do medicamento antipsicótico quetiapina. No entanto, o relatório observou que esses medicamentos não contribuíram para a morte da artista. Lisa Marie, que também estava tomando medicamentos para emagrecer, havia admitido em 2019 que tinha um histórico de abuso de drogas. Ela lutou contra a dependência de opioides e analgésicos, uma batalha que se intensificou após o nascimento de suas filhas gêmeas em 2008. Entretanto, sua dependência se agravou em 2013, levando-a a se internar em reabilitação cinco vezes. A cantora estava lutando contra a dor da perda de seu filho, Benjamin Keough, que morreu por suicídio em 2020. Pouco antes de sua morte, Lisa Marie compareceu ao Globo de Ouro para apoiar o filme “Elvis”, do diretor Baz Luhrmann, sobre seu falecido pai. A artista estava acompanhada de sua mãe no evento. Carreira e casamentos Seguindo os passos do pai famoso, a carreira profissional de Lisa Marie foi voltada para a música. Ela lançou três álbuns, “To Whom It May Concern” em 2003, “Now What” de 2005 e “Storm & Grace” de 2012. Apenas o primeiro virou disco de ouro. Ela foi casado quatro vezes, inclusive com algumas celebridades como o cantor Michael Jackson e o ator Nicolas Cage, e foi mãe de quatro filhos, entre eles a atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), que ficou responsável pelo espólio da mãe – e, por extensão, de Elvis Presley.
Índia Potira, ex-dançarina do programa de Chacrinha, morre de câncer aos 76 anos
Índia Potira, uma das mais conhecidas dançarinas do programa de Chacrinha, faleceu na última terça-feira (11/7) aos 76 anos. A informação foi divulgada pelos familiares e amigos da ex-chacrete nas redes sociais. A dançarina enfrentava um câncer descoberto em 2010. O velório aconteceu nesta quarta-feira (12/7) no Cemitério do Caju, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. “Hoje, a noite perdeu o brilho, minha amiga Gloria Maria Aguiar da Silva, a eterna Índia Potira retornou para a fonte de luz eterna, a Aldeia Espiritual de seus Ancestrais”, escreveu uma amiga da dançarina nas redes sociais. Ela deixou suas duas filhas, netos e bisnetos. Na televisão, Maria da Glória Aguiar da Silva fez parte do “Cassino do Chacrinha” ao lado de nomes como Rita Cadillac, Estrela Dalva, Sarita Catatau, Fátima Boaviagem e Vera Furacão. Durante os anos 1980, elas estavam entre as mulheres mais desejadas do Brasil e estampava capas de revistas. Diante da popularidade entre o público, Potira fez participações especiais em novelas da rede Globo como “Beleza Pura” (2008) e “Amor à Vida” (2013), interpretando ela mesma. Apesar do sucesso, informações revelaram que ela estava enfrentando dificuldades financeiras e passou seus últimos anos vivendo na Comunidade da Babilônia, no bairro do Leme, Zona Sul carioca. Ao longo da vida, ela foi aberta com o público sobre suas polêmicas envolvendo drogas e prostituição. Quatro anos na prisão Índia Potira foi detida por quatro anos, ao ser associada a tráfico de drogas. A condenação aconteceu após ela ajudar na fuga de um traficante, por quem era apaixonada. Em 1990, ela saiu da cadeira e começou a trabalhar como auxiliar de serviços gerais. Anos mais tarde, a ex-dançarina revelou que precisou se envolver com a prostituição. “Na época de chacrete, saí com homens para ganhar dinheiro. Foi por necessidade. A gente tinha uma pessoa que ajudava, mantinha”, contou em 2014 durante entrevista ao programa Domingo Show, da Record. Ela também reconheceu sua luta causada pelo vício em drogas.
Milan Kundera, autor de “A Insustentável Leveza do Ser”, morre aos 94 anos
O romancista tcheco Milan Kundera faleceu na última terça-feira (11/7) em Paris, na França, aos 94 anos. A notícia foi divulgada pela editora francesa Gallimard nesta quarta-feira (12/7). O veículo informou que a morte do autor veio em decorrência de uma doença prolongada, que não foi especificada. Ao longo da carreira, Kundera ficou conhecido pelas suas sátiras de regimes totalitários e ironias sombrias misturadas com reflexões filosóficas que exploraram a condição humana. Sua primeira obra, intitulada “A Brincadeira”, foi publicada no ano de 1967 em meio ao regime comunista da Tchecoslováquia. O livro criticava a política do país e foi banido diante da repressão. Ele encontrou na escrita uma forma de enfrentar as autoridades de sua terra natal com suas visões reformistas. Já no ano de 1979, ele teve sua cidadania tchecoslovaca revogada, e ela só foi recuperada em 2019 na atual República Tcheca. Com isso, o autor se exilou na França em 1975, onde permaneceu até sua morte. Seu maior sucesso editorial foi “A Insustentável Leveza do Ser”, publicado em 1984. A obra oi um sucesso global e ganhou traduções em diversos países. O livro contava a história de um cirurgião que tem sua vida afetada pela invasão soviética na Tchecoslováquia, durante a Primavera de Praga. Diante do prestígio, a história chegou a ganhar uma versão nos cinemas em 1988. Com mais de dez romances publicados, seu último lançamento foi feito em 2014, o livro “A Festa da Insignificância”. Outras obras de destaque do autor foram “A Valsa dos Adeus” (1976), “O Livro do Riso e do Esquecimento” (1978), “A Imortalidade” (1990), “A Lentidão” (1995), “A Identidade” (1997) e “A Ignorância” (2000). Exílio na França Nascido na cidade de Brno em 1929, Kundera despertou seu interesse pela literatura ainda no colégio, onde começou a escrever poemas. Após o fim da 2ª Guerra Mundial, ele ingressou na Charles University em Praga. Não demorou muito e também entrou para o Partido Comunista, mas foi expulso logo em seguida pela sua perspectiva reformista. Na década de 1960, ele lecionou em uma escola de cinema e lançou o polêmico “A Brincadeira” (1967). Com a repressão sobre o seu retrato contundente do regime comunista da Tchecoslováquia, o autor partiu para a França. Durante o exílio, manteve uma relação fria com sua nacionalidade, escrevendo suas novas obras em francês e até impedindo que alguns de seus romances fossem traduzidos para o tcheco. Em 1979, publicou seu primeiro romance como emigrado, intitulado “O Livro do Riso e do Esquecimento”. A obra é uma história escrita em sete partes que mostrava o poder dos regimes totalitários de apagar partes da história e criar um passado alternativo. A partir daí, ele começou a ganhar mais notoriedade internacional. Apesar disso, ele nunca cortou completamente o vínculo com sua herança tcheca, já que grande parte de suas histórias se passavam no país. Após o fim do regime comunista em 1989, ele entrou poucas vezes às escondidas no país para visitar amigos e familiares. Com poucos pronunciamentos ao longo da carreira, ele se manteve longe do olhar público e defendia que os escritores deveriam se expressar através de suas obras. Obras de destaque e adaptações no cinema Publicado pela primeira vez em 1984, o livro “A Insustentável Leveza do Ser” foi um sucesso global imediato e reimpresso em dezenas de idiomas. A trama acompanha Tomas, um cirurgião checo e mulherengo dividido entre sua esposa, que deseja um relacionamento monogâmico, e uma sedutora pintora com quem ele se encontra regularmente para sexo. Após a invasão soviética, o protagonista politicamente tagarela é proibido de trabalhar como médico e se torna um lavador de janelas. A obra ganhou uma versão cinematográfica em 1988, dirigida por Philip Kaufman e estrelada por Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin. O longa foi um grande sucesso e recebeu duas indicações ao Oscar, por roteiro adaptado e cinematografia. Dentre as vitórias, Kaufman ganhou um BAFTA pelo roteiro da adaptação. Antes disso, outras obras do autor também ganharam adaptações nos cinemas e na televisão tcheca. Dentre estas, “A Brincadeira” (1969), de Jaromil Jires, e que Kundera ajudou a adaptar. Ele também contribuiu com roteiros para os longas-metragens como “Nobody Will Laugh” (1965), dirigido por Hynek Bocan, e “Já, truchlivý buh” (1969), de Antonín Kachlík. Tudo isso antes de ser forçado a abandonar o país. Prêmios e reconhecimentos Aclamado pela crítica e pelo público, os contextos progressistas de suas obras foram reconhecidos em premiações da literatura ao longo dos anos. O grande destaque vai para as diversas indicações que recebeu ao prêmio Nobel de Literatura, embora nunca tenha conseguido ganhar. Por outro lado, conquistou o Prix Europa-Litterature pelo conjunto de sua obra. Em 1973, seu livro “Life Is Elsewhere” ganhou o cobiçado Prix Medicis da França de Melhor Romance Estrangeiro, enquanto “The Farewell Party”, uma farsa sexual moderna ambientada em um spa do leste europeu, ganhou o Premio Mondello da Itália em 1978.
Neusa Maria Faro, atriz de novelas da Globo, morre aos 78 anos
A atriz Neusa Maria Faro, conhecida por diversos papéis em novelas da rede Globo, morreu na última sexta-feira (8/7) aos 78 anos. A notícia foi divulgada pelo primo da atriz nas redes sociais. Segundo pessoas próximas de Neusa, ela estava internada em um hospital em Valinhos, cidade do interior de São Paulo, onde aconteceu o enterro na manhã deste sábado (8/7). De acordo com informações, ela estava internada em decorrência de uma trombose, que acabou se complicando devido a outros problemas de saúde. Nas redes sociais, a atriz recebeu homenagens de atores e colegas de trabalho. “Que a sua luz continue a brilhar. Vá em paz, Neusa Maria Faro! Duas grandes perdas, Zé Celso. Agora você! #rip”, escreveu o ator Ary Fontoura. Conhecida pelo seu trabalho no teatro e na televisão brasileira, ela participou de diversas produções da Globo como “Caras & Bocas” (2009), “Amor à Vida” (2013) e “Verdades Secretas” (2015). Ela também ganhou destaque na novela “Alma Gêmea”, onde interpretou a querida Divina Santini, dona do bordão “Oswaldo, não fale assim com a mamãe”. Do teatro a tela da Globo Neusa nasceu na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, e deu início à carreira no teatro por volta dos anos 1970. Apenas em 1995, a atriz estreou na televisão na novela “A Idade da Loba”, exibida pela Band, onde interpretou Dira Augusta. Em seguida, ela participou das minisséries “Irmã Catarina” (1996) e “Direito de Vencer” (1997), além de integrar o elenco da versão brasileira de “Chiquititas” (1997) como Valentina. Nos anos seguintes, ela participou de grandes novelas da época como “Fascinação” (1998), exibida no SBT, onde interpretou Elsa. Já na Globo, ganhou destaque na novela “Torre de Babel” (1998), como Leda, uma presidiária que ameaça a personagem de Cláudia Raia. Ela continuou aparecendo em minisséries com papéis menores, além de ganhar destaque na novela “Alma Gêmea” (2005), como Divina Santini. Com isso, deu início a sua longa trajetória na Globo, atuando nas novelas “O Profeta” (2006), “Caras & Bocas” (2009), “Morde & Assopra” (2011), “A Vida da Gente” (2011) e “Gabriela” (2012), protagonizada por Juliana Paes. Em seguida, ela apareceu como Ciça em “Amor à Vida” (2013) e como Maria em “Animal” (2014). A atriz também esteve em grandes sucessos recentes da emissora como “Verdades Secretas” (2015), onde interpretou Elizabeth, e em “Êta Mundo Bom!” (2016) como Dona Margarida. Ela também esteve em filmes recentes como a comédia “Família Vende Tudo” (2011) e o suspense “O Segredo de Davi” (2018), estrelado por Nicolas Prattes como um assassino em série. Este longa fez com que ela ganhasse o prêmio de Melhor Atriz no Los Angeles Brazilian Film Festival. Seu último trabalho nas telas foi o drama “Nas Mãos de Quem Me Leva” (2021), estreia na direção do ator João Côrtes, onde interpretou a avó conservadora de uma garota órfã. Em 2022, ela fez uma volta aos palcos do teatro e esteve em cartaz na peça “Gaslight – Uma Relação Tóxica”, que foi um dos últimos trabalhos de Jô Soares, falecido em agosto do mesmo ano. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ary Fontoura (@aryfontoura)
Betta St. John, atriz de filmes de Tarzan, morre aos 93 anos
A atriz americana Betta St. John faleceu no último dia 23 de junho, aos 93 anos. A notícia foi informada pelo filho da artista, o produtor de TV Roger Grant, ao The Hollywood Reporter nesta sexta-feira (7/7). Segundo ele, a atriz morreu de causas naturais em uma casa de repouso em Brighton, na Inglaterra. Ela deu início a carreira por volta dos 10 anos de idade e ganhou destaque em peças teatrais da dupla Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, além de estrelar filmes de diversos gêneros, de musicais a aventuras. Dentre seus filmes de maior sucesso, ela estrelou a famosa comédia romântica “Quem é Meu Amor?” (1953), ao lado de Cary Grant e Deborah Kerr, e a primeira versão colorida de Tarzan, “Tarzan e a Expedição Perdida” (1957). Destaque no teatro ainda criança Nascida em 1929 na cidade de Hawthorne, na Califórnia, a atriz despertou seu interesse artístico aos 7 anos de idade, quando a mãe a colocou em uma escola de teatro. Foi onde ela aprendeu a dançar e cantar. Com apenas 10 anos, teve uma primeira aparição no cinema, na comédia de faroeste “Atire a Primeira Pedra” (1939), onde apareceu na parte de trás de uma carroça em movimento, cantando uma música. Foi o suficiente para lhe render convite para participar do clássico “O Mágico de Oz” (1939), que ela recusou porque preferiu passar as férias com sua família. Mas em seguida apareceu no curta clássico “Our Gang” (1940), no longa “Lydia” (1941) e na mais famosa versão de “Jane Eyre” (1943), ao lado da então menina Elizabeth Taylor. Rodgers e Hammerstein Quando cursava o 2º ano do Ensino Médio, foi “descoberta” pelos olheiros da companhia de Rodgers e Hammerstein, e mudou-se com sua mãe para Nova York para começar a se apresentar nas produções da Broadway da dupla. No seu aniversário de 16 anos, ela subiu ao palco em “Carousel” (1945) como Luise. Este foi apenas o segundo musical produzido pelos dois após a estreia aclamada em “Oklahoma!” (1943). E Betta continuou na companhia pelos anos seguintes. Em 1949, ela estreou no papel icônico da adorável garota da ilha Lita em “South Pacific”, uma das estreias mais aguardadas da época pela popularidade crescente de Rodgers e Hammerstein. Na peça, ela ainda cantou a famosa música “Happy Talk”. O sucesso da produção rendeu uma adaptação cinematográfica em 1958. Depois da peça sair de cartaz em Nova York, ela continuou a turnê da atração em Londres no ano de 1951. Na montagem do West End, o ator inglês Peter Grant foi escalado como seu par romântico, o tenente Joe Cable. Nos bastidores, os dois começaram um relacionamento, que virou casamento em 1952. O casal teve três filhos e ficou junto até a morte do ator, causada por um câncer em 1992, aos 69 anos. Estrela de filmes B Pouco tempo depois do grande sucesso no teatro, a atriz estrelou o romance “Quem é Meu Amor?” (1953). O longa marcou seu primeiro papel adulto no cinema, a princesa Tarji. No trailer de divulgação do filme, ela foi anunciada como “a nova musa do cinema… a garota de ‘Happy Talk’ do sucesso teatral ‘South Pacific'”. No mesmo ano, Betta apareceu no drama histórico “O Manto Sagrado” (1953) como uma mulher deficiente e na aventura “Todos os Irmãos Eram Valentes” (1953). Engatando a carreira no cinema, estrelou mais cinco filmes B consecutivos, num curtíssimo espaço de tempo: o thriller “Missão Perigosa” (1954), o épico “A Espada Sarracena” (1954), o musical “O Príncipe Estudante” (1954) e os faroestes “O Último Matador” (1954) e “Madrugada da Traição” (1955). Dois deles foram dirigidos pelo mestre do cinema barato, William Castle. Tarzan e o horror Ela acabou ganhando maior destaque no longa “Tarzan e a Expedição Perdida” (1957), que foi o primeiro filme do célebre personagem de Edgar Rice Burroughs produzido a cores. Na trama, ela interpretou uma das sobreviventes de um acidente de avião, que é perseguida por um crocodilo. E ainda retornou para a sequência “Tarzan, o Magnífico” (1960). Nos dois, o ator Gordon Scott foi o interprete do Rei da Selva. Numa guinada para o horror, ela ainda trabalhou com Christopher Lee em “Alias John Preston” (1955), fez “Suicídio ou Assassinato?” (1958), “Corredores de Sangue” (1958) com Boris Karloff e “A Cidade dos Mortos” (1960), novamente com Christopher Lee, marcando sua despedida do cinema. Betta St. John decidiu abandonar a carreira no início dos anos 1960. Em entrevistas recentes, declarou que o principal motivo para a escolha foi dar mais atenção a família – isto é, criar os filhos. “Naquela época, eu já havia aceitado que não tinha o tipo de talento de atuação que duraria para sempre”, disse. No ano de 2019, ela foi incluída no Hall da Fama de Hawthorne, na Califórnia. Apesar disso, a atriz viveu seus últimos anos de vida morando na Inglaterra, lar de seu falecido marido.
George Tickner, guitarrista do Journey, morre aos 76 anos
O guitarrista George Tickner, co-fundador da banda Journey, faleceu nesta quinta (6/7) aos 76 anos. O falecimento foi anunciada pelo também co-fundador e guitarrista principal da banda, Neal Schon, através do Facebook. “Journey Junkies, tenho uma notícia muito triste. George Tickner, guitarrista rítmico original da Journey e colaborador de composições nos três primeiros álbuns, faleceu. Ele tinha 76 anos”, escreveu Schon. Em um tributo emocionado, Schon acrescentou: “George … obrigado pela música. Prestaremos homenagem a você nesta página indefinidamente. Nossos pêsames à sua família e amigos, e a todos os membros da banda, passado e presente. Tão devastador… Acho que precisamos de um abraço coletivo”. Carreira com a Journey e após a saída da banda Nascido em Nova York em 8 de setembro de 1946, Tickner era ex-integrante da banda de rock Frumious Bandersnatch, de San Francisco, junto com o baixista Ross Valory. Em 1973, os dois fundaram a Journey com Schon e o baterista Prairie Prince. O primeiro show da banda ocorreu no Ano Novo no Winterland Ballroom de San Francisco, diante de 10 mil pessoas. Journey lançou seu álbum de estreia em abril de 1975, alcançando a posição de número 138 nas paradas. No entanto, devido à intensa agenda de turnês da banda, Tickner optou por deixar a banda após o lançamento do disco para seguir uma carreira na medicina. Ele cursou a Stanford Medical School com uma bolsa de estudos integral. Apesar de sua saída, o guitarrista continuou em contato com a banda e fundou mais tarde um estúdio de gravação chamado The Hive com Valory, onde gravaram música com membros passados e presentes da Journey, incluindo Schon, o único membro original ainda na banda. Tickner, Valory e o tecladista Stevie “Keys” Roseman também criaram a banda VTR e lançaram seu único álbum, “Cinema”, em 2005. Embora Tickner tenha tocado oficialmente apenas no primeiro álbum – “Journey” de 1975 – , ele ainda compôs canções que pareceram nos dois subsequentes da banda, “Look Into The Future” (1976) e “Next” (1977). Entretanto, o grande sucesso da banda só veio depois, a partir do chegada do cantor Steve Perry no álbum “Infinity” (1978), que incluía os hits “Wheel In The Sky” e “Lights”. A banda é mais lembrada por esta fase, especialmente durante a época de “Escape” (1981), que rendeu seus maiores sucessos, “Open Arms” e “Don’t Stop Believin'”. Em 2005, Tickner voltou a se reunir com a Journey quando a banda recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Margia Dean, atriz de “Terror Que Mata”, morre aos 101 anos
A atriz americana Margia Dean, conhecida pelo clássico cult de ficção científica “Terror Que Mata” (1955), faleceu no último dia 23 de junho aos 101 anos. Apesar disso, a notícia foi divulgada por sua sobrinha Denyse Barr ao The Hollywood Reporter somente nesta quinta-feira (6/7). Segundo as informações, a atriz morreu em seu apartamento no Rancho Cucamonga, na Califórnia. “Ela era uma mulher notável, brilhante e generosa, com um gosto requintado”, declarou sua sobrinha. A atriz viveu por seis décadas em uma casa nas colinas de Hollywood, entes de se mudar para Dana Point, também na Califórnia. Ao longo da carreira, ela apareceu em mais de 60 produções. Muitas delas, eram produzidas pelo produtor Robert L. Lippert, com quem afirmou ter tido um caso amoroso. A atriz se casou pela primeira vez em 1939 com o treinador de basquete Hal Fischer, mas a união durou cerca de seis anos. Em seguida, ela namorou o príncipe Aly Khan, que já foi casado com a atriz Rita Hayworth. Ela conheceu seu último marido Felipe Alvarez, um arquiteto, autor e cantor espanhol dez anos mais novo, em uma cafeteria de Los Angeles. Os dois se casaram em 1965, no México. Estrelato e caso com Robert L. Lippert Nascida em 7 de abril de 1922 na cidade de Chicago, Marguerite Louise Skliris foi criada em San Francisco. Sua família tinha raízes na Grécia e seu pai trabalhava como advogado. Ainda criança, ela atuou em pequenas peças teatrais e se interessou pela área. Acabou se destacando por sua beleza, quando conquistou os títulos de Miss San Francisco e Miss Califórnia. Em 1939, ela competiu pelo prêmio Miss América, ficando em 2º lugar. Dedicada a aproveitar a fama para virar atriz, concluiu seus estudos na Galileo High School e ingressou no Biltmore Theatre, em Los Angeles. Mas sua estreia no cinema só aconteceu cinco anos depois, na comédia musical “Casanova in Burlesque” (1944), dirigido por Leslie Goodwins. Seu primeiro grande papel veio em “Shep Comes Home” (1948), primeiro de seus filmes financiado pela produtora de Robert L. Lippert. Esse foi o início da parceria entre os dois, que rendeu cerca de 20 filmes entre 1948 a 1956, dando a Dean o apelido de “A Rainha de Lippert”. Anos mais tarde, a atriz revelou que teve um relacionamento amoroso com o produtor, falecido em 1976. Durante uma entrevista para Mark Thomas McGee, autor de um livro biográfico de L. Lippert, ela detalhou a relação extraconjugal. “Eu sabia que o que estava fazendo era errado. Eu estava saindo com um homem casado”, lembrou em 2014. “Não acho que eu tenha realmente amado ele, mas ele era louco por mim. Ele me deu todos esses trabalhos, e era agradável estar com ele. Ele tornou tudo fácil para mim”. Trabalhos notáveis no cinema Na época, ela chamou a atenção em longas de faroeste como “Red Desert” (1949) e “The Lonesome Trail” (1955). A atriz também apareceu no drama esportivo “Ringside” (1949) e no filme noir “F.B.I. Girl” (1951). Ao longo dos anos, trabalhou algumas vezes com o roteirista Sam Fuller e participou dos dois primeiros longas-metragens que ele dirigiu. Ambos foram dramas de faroeste, gênero que estava em alta na época. O primeiro foi “Eu Matei Jesse James” (1949), no qual ela interpretou uma cantora de saloon, enquanto o segundo foi “O Barão Aventureiro” (1950), onde deu vida à personagem Marquesa. Durante a década de 1950, a atriz trabalhou em grandes produções, incluindo o primeiro longa-metragem do Superman, “Superman and the Mole Men” (1951), estrelado por George Reeves, além de ter contracenado com Jane Russell no musical “A Descarada” (1956), Clint Eastwood em “Emboscada em Cimarron Pass” (1958) e Esther Williams no circo de “Diabos do Circo” (1961). Sucesso no gênero de terror Foi no ano de 1955 que ela conquistou mais destaque ao estrelar o longa de ficção científica “Terror Que Mata” (The Quatermass Xperiment). Dirigido por Val Guest, o filme acompanhava um astronauta que voltava a Terra contaminado, transformando-se em um organismo alienígena que ameaça a humanidade. Na história, Dean interpretou a esposa do astronauta, que toma a decisão tola de ajudá-lo a escapar do hospital. O filme era baseada na série homônima produzida pelo canal britânico BBC em 1953 e foi muito bem recebido pela crítica, tornando-se um clássico do gênero. Fim da carreira como atriz Ela começou sua própria produtora, a Margot Productions, que produziu filmes como “O Laço Ameaçador” e “A Casa dos Fantasmas”, lançados em 1964. Seus últimos trabalhos como atriz foram produções B em locações exóticas: “O Segredo dos Arrecifes” (1960), “7 Mulheres no Inferno” (1961) e “Moro Witch Doctor” (1964). Após estrelar cerca de 60 filmes em apenas duas décadas de carreira, ela decidiu deixar o audiovisual para trás, virando vice-presidente em uma empresa imobiliária e construtora, além de ter sido proprietária de uma loja de roupas na cidade de Brentwood, na Califórnia, e de uma cafeteria em Beverly Hills. Veja abaixo o trailer americano de “Terror que Mata” (lançado nos EUA com o título de “The Creeping Unknown”).
Marcelo Drummond faz relato emocionante do incêndio que matou Zé Celso
Marcelo Drummond, marido de Zé Celso Martinez Corrêa, veio a público comentar sobre a perda devastadora do amado. Em uma conversa emocionante com a GloboNews, ele compartilhou detalhes dos momentos terríveis do incêndio que culminou na morte de Zé Celso, um dos grandes ícones das artes cênicas no Brasil. “Eu caí, alguém me acordou porque eu cheguei a desmaiar, de certa forma, da fumaça. Alguém me acordou, a gente saiu. Fui para o corredor, para o hall de entrada do apartamento, um vizinho apareceu e trouxe o Zé junto com o Vitor e o Zé falava ‘abre a janela, abre a janela’. E eu falei: ‘já está aberta’. Eu segurei as duas mãos dele e ele botou a perna em cima de mim”, recorda Drummond, visivelmente emocionado. Conforme seu relato, Zé Celso foi prontamente atendido logo após ser resgatado do apartamento em chamas. “A gente puxou, o Zé deitou no chão. Eu mesmo não aguentei, deitei um pouco. Depois de saírem do apartamento, Zé recebeu os primeiros socorros. Aí chegaram os Bombeiros e foi o último momento que eu vi o Zé”, completou. Hospitalização Drummond também relatou que Zé Celso precisou ser socorrido por ter problemas de mobilidade. Ele viu o momento em que Victor Rosa, um dos outros moradores do apartamento, o carregava para fora do quarto, onde o incêndio teria começado. Zé Celso foi levado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, com queimaduras em 53% de seu corpo. Ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sedado e entubado, lutando pela vida. Infelizmente, o dramaturgo não resistiu e faleceu na manhã de quinta-feira. Casamento Recente e União Duradoura Zé Celso e Marcelo Drummond, juntos há 37 anos, haviam oficializado a união recentemente, no início de junho, no Teatro Oficina. A celebração, descrita como “união amorosa, criativa e orgiástica”, aconteceu no local que por muitos anos serviu de palco para a expressão artística do casal. O velório de Zé Celso também será realizado no Teatro Oficina, local emblemático da sua trajetória e de seu relacionamento com Drummond. Investigação sobre o Incêndio A suspeita inicial é de que o fogo tenha começado por um curto-circuito no aquecedor do apartamento, conforme relato de vizinhos. A Polícia Civil, por meio do 36º DP da Vila Mariana, está investigando as causas do incêndio. O Instituto de Criminalística da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo indicou que a provável causa tenha sido o contato do aquecedor com materiais de fácil combustão. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, decretou luto de três dias, destacando a “relevância e singularidade da trajetória do dramaturgo, diretor, ator, encenador e escritor brasileiro José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, cuja atuação revolucionou as artes cênicas brasileiras”.












