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    Ex-MTV PC Siqueira é encontrado morto em seu apartamento

    27 de dezembro de 2023 /

    O youtuber e ex-MTV PC Siqueira foi encontrado morto em seu apartamento, no centro de São Paulo, no fim da tarde desta quarta-feira (27/12). A polícia militar encontrou o yotuber sem vida em sua residência, por volta das 18h. O caso foi encaminhado para o 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na capital paulista. A investigação está em curso, com perícia buscando evidências no apartamento do youtuber, e novas informações só devem ser divulgadas em um boletim de ocorrência. O youtuber chegou a ser encontrado desacordado em seu apartamento em março deste ano, ocasião em que foi socorrido por bombeiros. Depois disso, ele confirmou que tinha tentado o suicídio.   Escândalo na internet PC Siqueira, cuja fama na internet o levou à MTV em 2011, teve a carreira abalada em 2020, quando foi acusado de compartilhar fotos pornográficas de uma criança de 6 anos de idade. Uma conta anônima no Twitter divulgou gravações de tela de celular onde ele aparecia admitindo ser pedófilo para um amigo não identificado. O material foi acompanhado por áudios. Ele se manifestou no Instagram alertando que se tratava de montagem e fake news e apontando erros evidentes no material, mas foi condenado pela opinião pública antes da investigação. Os ataques, com frases trágicas de famosos, foram incorporados à seu verbete na Wikipedia, junto com várias ilações que ficaram no ar até hoje – uma reescrita na noite de quarta tirou o trecho polêmico, que ainda pode ser lido via Wayback Machine. Ele perdeu contratos, apoios, teve a carreira totalmente destruída e ainda sofreu pressão de internautas para que fosse banido do YouTube e das redes sociais. O material comprometedor ganhou a imprensa após ter sido repercutido pelo colunista de fofocas Erlan Bastos no Twitter. Em 24 de fevereiro de 2021, a Polícia do Estado de São Paulo declarou não haver provas para corroborar a acusação. Foram analisados computador, HD externo, celular, console de jogos eletrônicos e demais dispositivos eletrônicos de PC, onde não foram encontradas evidências de que ele tivesse armazenado, compartilhado, pesquisado materiais de conteúdo de pornografia infantil ou mesmo tido contato com menores de idade. Por outro lado, a polícia encontrou uma conversa descontextualizada, que teria sido usada em acusações nas redes sociais. O material foi descartado na ocasião e, até o momento de sua morte, o youtube não tinha sido indiciado. Apesar disso, o caso era mantido aberto pela Justiça, que buscava outras evidências.   Atenção Se você está atravessando um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida), no número 188, e receba apoio emocional e prevenção do suicídio. A ligação é sigilosa e gratuita para todo o território nacional. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

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  • Filme

    Lee Sun-kyun, ator de “Parasita”, é encontrado morto num carro em Seul

    27 de dezembro de 2023 /

    Lee Sun-kyun, ator do filme “Parasita”, foi encontrado morto num carro em Seul nesta quarta-feira (27/12). No filme vencedor do Oscar de 2020, ele interpretou Park Dong-ik, o pai da família rica em cuja casa luxuosa os “parasitas” da trama se empregam. Ele foi encontrado dentro de um veículo em um parque no distrito Seongbuk de Seul e, segundo a agência sul-coreana de notícias Yonhap, deixou um “bilhete que parece um testamento”.   Investigação criminal O ator de 48 anos era investigado por suposto uso de maconha e outras drogas psicoativas. Ele teria consumido as drogas na residência de uma funcionária de um bar sofisticado no badalado bairro de Gangnam, em Seul. Em outubro, o ator alegou ter sido “enganado” pela funcionária e que não tinha conhecimento do caráter ilegal das substâncias. Ele também fez uma declaração sobre a investigação: “Peço sinceras desculpas por causar grande decepção a muitas pessoas por estar envolvido em um incidente tão desagradável. Eu sinto muito pela minha família, que está enfrentando uma dor tão difícil neste momento”. No fim de semana passado, Lee sofreu um longo interrogatório de 19 horas, que começou no sábado (23/12) e terminou no domingo (24/12). A Coreia do Sul tem leis drásticas contra o uso de drogas que permitem processar até os cidadãos do país que consomem drogas no exterior. Por conta disso, várias personalidades tem sido obrigadas a dar explicações à polícia. Além disso, a venda de maconha, que é liberada em alguns países, pode ser punida com pena de prisão perpétua.   Carreira de sucesso internacional Lee estreou como ator na série de comédia “Lovers”, em 2001. Mas sua carreira foi deslanchar a partir de uma parceria com o premiado diretor Hong Sang-soo, com quem filmou “Noite e Dia” (2008), “O Filme de Oki” (2010), “Filha de Ninguém” (2013) e “Nossa Sunhi” (2013), todos exibidos em festivais internacionais, o que o tornou um ator conhecido em todo o mundo. Ele também participou de thrillers de ação populares, como o excelente “Um Dia Difícil” (2014), “Zona Desmilitarizada” (2018) e “Jo Pil-ho: O Despertar da Ira” (2019), antes de filmar sua obra mais famosa em 2020. Primeira produção sul-coreana a vencer o Oscar de Melhor Filme, “Parasita”, do diretor Bong Joon-ho, também conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Seu filme mais recente, “Sleep”, de Jason Yu, foi exibido fora de competição no Festival de Cannes deste ano, na mostra Semana da Crítica. No filme, em que interpreta um marido sonâmbulo que aterroriza a esposa, ele contracena com Jung Yu-mi, reprisando a parceria de “Nossa Sunhi” e “O Filme de Oki”. Além da carreira no cinema, Lee foi aclamado pela crítica por seu papel na série “My Mister”, de 2018, na qual interpretou um arquiteto que enfrenta turbulências pessoais ao descobrir que foi traído pela esposa. Mais recentemente, ele protagonizou a série sci-fi de suspense “Dr. Brain”, distribuída no Brasil pela Star+, e neste ano liderou o elenco de “Vingança: Dinheiro e Poder”. Entretanto, após o escândalo, começou a ser dispensado de novos projetos. Lee era casado com a atriz Jeon Hye-jin (de “O Trono” e “Alerta Vermelho”), com quem teve dois filhos.   Atenção Se você está atravessando um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida), no número 188, e receba apoio emocional e prevenção do suicídio. A ligação é sigilosa e gratuita para todo o território nacional. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

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  • Música

    Jabá, ex-baixista do Ratos de Porão, morre aos 60 anos

    26 de dezembro de 2023 /

    O músico Jarbas Alves, ex-baixista do Ratos de Porão mais conhecido como Jabá, morreu nesta terça (26/12) aos 60 anos. Ele vinha sofrendo problemas de saúde há tempos e, em setembro, o Ratos de Porão pediu ajuda financeira para arcar com a internação do músico, que estava com problemas nos rins e no fígado. A notícia da morte foi divulgada por Jão, também do Ratos de Porão. “Meu irmão da vida inteira se foi, meu querido Jarbas nos deixou, descanse em paz irmão”, escreveu o guitarrista. O vocalista João Gordo e o perfil da banda nas redes sociais lamentaram a morte. “Querido irmão, descanse em paz”, publicou João Gordo. “Descanse em paz, amigo Jarbas”, postou a banda. Músicos como Paulo Xisto, baixista do Sepultura, e a banda Black Pantera deixaram comentários solidários na postagem. Jabá fez parte da formação original da banda pioneira de punk rock e hardcore. Muitos não lembram, mas o Ratos do Porão foi formado em 1981 como um trio, com Jabá no baixo, Betinho na bateria e Jão no vocal e guitarra. Ele permaneceu na banda paulistana até 1992, tendo participado de cinco álbuns clássicos, incluindo “Crucificados Pelo Sistema” (1984), “Cada Dia Mais Sujo e Agressivo” (1987) e “Brasil” (1989), e da formação com Mingau, ex-guitarrista do Ratos de Porão (e ultimamente baixista do Ultraje a Rigor) que ficou entre a vida e a morte no ano passado, após levar um tiro na cabeça. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jão Ratos (@jaoratos) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ratos De Porao Oficial (@ratosdeporao) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por velho ranzinza (@jgordo)

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  • Música

    Inspiração do hit “Acorda, Pedrinho” morre aos 65 anos em Curitiba

    26 de dezembro de 2023 /

    Pedro Domingos do Prado, que inspirou a canção “Acorda, Pedrinho” da banda Jovem Dionisio, faleceu aos 65 anos. A prefeitura de Curitiba informou que ele foi encontrado morto no quarto do hotel onde morava, no centro da capital paranaense. “Com imensa tristeza em nossos corações, que hoje nos despedimos do nosso grande amigo Pedrinho. O maior motivo por nós amarmos tanto o bar do Dionisio é pelas amizades que fizemos lá dentro. Ganhamos diversos amigos de todos os tipos. Cada pessoa com suas particularidades e histórias únicas, mas sempre com uma coisa em comum: carinho. Pedrinho com toda certeza foi o canalizador de todo esse carinho que o bar oferece”, confirmou a banda em comunicado publicado no Instagram. “Qualquer pessoa que pisou lá dentro e conversou um pouco com ele sabe disso. As diversas histórias que já ouvimos confirmam o tamanho da falta que ele fará pra todos nós. Hoje, o bar do Dionisio, a Jovem Dionisio, o juvevila e todo mundo que um dia teve a sorte de cruzar com ele, lamenta a perda de uma pessoa tão insubstituível. Nunca esqueceremos o quão importante ele foi. Obrigado, Pedrinho. Cantaremos seu nome com todo o carinho que você nos deu. Um dia a gente se encontra pra terminar aquela partida de sinuca.” O velório de “Pedrinho” acontece na Capela Municipal São Francisco de Paula, com o sepultamento marcado para as 16h desta terça-feira (16/12), no Complexo Cerimonial de Pinhais. A faixa “Acorda, Pedrinho” virou uma febre nas redes sociais na época do lançamento, em abril de 2022. A canção da banda Jovem Dionisio chegou ao 1º lugar das músicas mais tocadas no Spotify Brasil e fez o grupo aparecer até no “Fantástico”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jovem Dionisio (@jovemdionisio)

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  • Etc

    Luísa Sonza se solidariza com Whindersson Nunes após morte de Jessica Vitória

    25 de dezembro de 2023 /

    A cantora Luísa Sonza demonstrou solidariedade ao ex, Whindersson Nunes, após o desabafo do humorista sobre morte de uma jovem por fake news envolvendo seu nome. Luísa deixou um comentário no vídeo que Whindersson postou no Instagram sobre o caso. No vídeo, ele revelou bastidores do escândalo, que incluiu prints falsos de um suposto affair com Jessica Vitória Canedo, que o humorista nunca conheceu. Publicada em perfis de fofocas nas redes sociais, a fake news fez com que jovem de 22 anos fosse atacada por internautas e tirasse a própria vida. Whindersson pediu a criação de uma lei com o nome de Jéssica Vitória para evitar outros casos parecidos. Luísa apoiou o ex-marido. “Necessário. Te entendo e amo você! Conheço teu coração. Tô aqui sempre. Todo meu amor pra família da Jessica, entendo o quanto dói tudo isso”, ela escreveu. Pedro Scooby também se manifestou, lembrando que neste ano sofreu com uma fake news similar, de affair inventado. “Eu passei por isso esse ano e sei bem como é! Triste o problema com a Jessica ter tido esse fim! Força pra você e pra mãe da Jessica! Quem te conhece sabe do seu coração!”, comentou o surfista.

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  • Etc

    Whindersson Nunes quer criação de Lei “Jessica Vitória” contra fake news na internet

    25 de dezembro de 2023 /

    Whindersson Nunes postou um vídeo de 10 minutos na noite deste domingo (24/12) para desmentir, mais uma vez, qualquer envolvimento com Jéssica Vitória Canedo, a jovem de 22 anos que se matou após a publicação dessa notícia falsa gerar uma onda de ódio na internet. Ele deixou uma mensagem de condolências para a mãe da jovem de 22 anos e pediu a criação de uma lei para impedir que novos casos similares voltem a ocorrer.   Bastidores do caso No vídeo, ele deu detalhes dos bastidores do caso. Revelou que foi procurado por um homem com um print de troca de mensagens dele com a jovem. “Uma página de fofoca, uma outra página de fofoca [não a Choquei], mandou mensagem pra mim: ‘Olha, tô mandando uns prints de uma conversa sua, mas a gente não vai postar, porque não parece ser você nas conversas. Você quer que eu mande pra você?’. Eu falei: ‘mande, mas quem é a pessoa?’ ‘É a Jéssica’. A Jéssica, como se eu conhecesse alguma Jéssica. Então, eu já sabia que não era eu”, iniciou. “Ele falou que não ia postar e falei: ‘tá, então tudo bem’. Bom que me falou, que pelo menos não é todo mundo que tá vendido até o inferno. Fui dormir e quando eu acordei, já tinham postado numa página. Eu tava fora do país, tava de férias e, de primeira impressão, o que eu pensei? Sempre acontece isso comigo, as pessoas sempre detonam a menina. Então, o que eu faço pra minimizar? Eu não falo nada, porque eu conheço como são as pessoas. Muitas delas são cruéis”, continuou.   Motivo do silêncio O humorista explicou que o seu silêncio inicial diante do caso ocorreu por já ter sofrido com ataques de ódio na internet sobre seus relacionamentos anteriores, inclusive envolvendo a perda de seu filho. “Não conhecia a Jéssica, não sabia quem ela era, nunca tinha visto ela na minha vida. Não sabia se ela tava participando ou não, mas também não acusei. Então, quando eu vi a notícia, já voltei e disse que não conhecia ela, que essa era uma conversa fake, já pra desmentir e deixei quieto, porque eu deixo tudo quieto. Se eu fosse falar qualquer coisa que passei com mulher na minha vida, como eu sei que as pessoas são cruéis, eu sei que elas vão detonar a pessoa. Então, eu prefiro engolir”, apontou. “Prefiro ser o cara que não defendeu na hora que eu tinha que defender. Eu prefiro ser o cara que abandonou a esposa porque perdeu um filho, e aparentemente, se não me der um filho, parece que eu não amo a pessoa. Essas são coisas que leio, que eu sou narcisista, que isso, que aquilo, mas prefiro não falar um A. Sei que se eu falar um A, as pessoas vão fazer da vida das outras pessoas, que já estão vivendo sua vida, um inferno e eu não quero isso”, ele explicou.   Dor compartilhada No desabafo, Whindersson contou que estava decidido a gravar um vídeo em seu retorno ao Brasil para acabar com a fake news, mas logo soube da morte da jovem e ficou sem reação. “Eu pensei: ‘Meu Deus do céu, pelo amor de Deus, que não comece a inventar que eu não tô falando sobre, porque eu não quero falar, pra não ter culpa, porque eu só preciso de um tempo pra poder pensar nisso, que isso é muito novo pra mim também, isso nunca aconteceu comigo’. Aconteceu de tudo um pouco, eu posso afirmar, mas isso, com certeza, nunca aconteceu”, disse. Ele, então, comparou a morte da jovem a perda de seu filho e deixou uma mensagem de sentimentos para a mãe da jovem. “Quero falar com a mãe da Jéssica. Eu sou um cara muito problemático, também tento há muito tempo dar sentido à minha vida. Eu tento me curar de abuso psicológico, de abuso sexual na infância. Tô me abrindo aqui de uma forma que eu só me abri pra pessoas que eu me relacionei mesmo, mas pra nesse momento vulnerável aí da senhora eu me mostrar a minha parte mais vulnerável também. Já passei de tudo um pouco na vida, de todo tipo de coisa ruim, mas eu jamais incentivaria ninguém a tirar a própria vida”, acrescentou. “Sinto muito demais mesmo pela senhora ter que passar uma coisa que eu passei por poucas horas com o meu filho. Sei que eu não posso dizer, eu sei que eu não posso nem misturar o tamanho disso, mas se eu puder de alguma forma ajudar, se eu puder de alguma forma fazer com que essa dor diminua, eu tô aqui pra qualquer coisa”, seguiu.   O ódio das redes sociais Whindersson criticou o perfil de fofocas Choquei por ter exposto a fake news sem apuração, mas também apontou que a internet que usou ódio para fazer Jéssica se matar é a mesma que agora quer causar uma desgraça contra o responsável pela página. “Administrador da Choquei, eu já vi muita gente botando no Twitter a foto dele e dizendo ‘Ó, essa aqui é a foto do cara’. Isso pode gerar, às vezes, um ataque no meio da rua. Alguém fazer alguma coisa fisicamente com esse cara e a gente não quer mais vítimas aqui, a gente não queria nenhuma vítima”, alertou.   Lei “Jéssica Vitória” Ao final do depoimento, ele se disse comprometido a acompanhar a apuração da polícia sobre a morte da jovem e pediu a criação de uma lei chamada “Jéssica Vitória”. “Iniciar um movimento para ver se contribui para a gente criar uma lei chamada Jéssica Vitória para aprimorar a legislação brasileira nesse negócio que está acontecendo agora, que é esse jornalismo não oficial. Que isso é muito perigoso. Tem gente que tem muito seguidor e diz que não é uma coisa oficial, mas é uma coisa que impacta de verdade”, declara. “Tem que ser crime postar uma conversa que duas pessoas não autorizaram. A não ser que seja uma exposição de crime para denunciar alguma coisa, eu acho que não faz sentido uma conversa privada entre duas pessoas. Por isso, é tão perigoso você não ir atrás da verdade antes de mostrar, porque isso pode ser danoso”, apontou. Ele encerrou se dirigindo à de Jéssica Vitória Canedo. “Um abraço na mãe da Jéssica e vamos atrás de ver o que a gente pode fazer para melhorar daqui para frente, pelo menos a vida das pessoas nesse sentido. Se possível, um Feliz Natal e Feliz Ano Novo aí para todo mundo”, concluiu.   PL das fake news Atualmente, existe um texto de autoria do Senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e com relatoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB–SP), que cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, que propõe a regulação das plataformas digitais, como Google, Meta (Instagram e Facebook), Twitter e TikTok, além de serviços de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Telegram. O PL impõe responsabilidades às grandes empresas e o ponto principal é tornar obrigatória a moderação de conteúdos publicados na internet para que contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos possam ser identificadas, excluídas ou sinalizadas. Entre os pontos abordados estão questões que englobam o caso atual de Jéssica Canedo, como estímulos ao suicídio e violência contra a mulher. Entretanto, o PL também foca fake news política, o que faz com que vários partidos dificultem sua aprovação. Na sexta (21/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tinha pedido ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que desse prioridade ao Projeto de Lei 2630, o chamado PL das Fake News, no começo de 2024.   Alerta Se você está atravessando um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida), no número 188, e receba apoio emocional e prevenção do suicídio. A ligação é sigilosa e gratuita para todo o território nacional. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Whindersson Nunes (@whinderssonnunes)

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  • Etc

    Choquei suspende publicações em meio à revolta nas redes sociais

    24 de dezembro de 2023 /

    Alvo de revolta nas redes sociais, a Choquei deixou de atualizar seu conteúdo no sábado (23/12), quando sua única postagem foi uma “Nota de Esclarecimento”.   O que aconteceu O mais famoso perfil de fofocas do Brasil, com 30 milhões de seguidores, é alvo de campanha de boicote após publicar uma notícia falsa que levou uma jovem a se matar. Jéssica Vitória Canedo teve prints falsos de conversas com Whindersson Nunes divulgadas nas redes sociais, sendo apontada como affair do comediante, o que a fez ser atacada por várias pessoas na internet. Por conta disso, ela se matou na sexta-feira (22/12) aos 22 anos. A notícia falsa ganhou impulso ao ser divulgada pelo perfil Choquei, mas apareceu primeiro no Garoto do Blog. Dono da Choquei, Raphael Souza também fechou seu perfil pessoal no Instagram. Ele piorou a situação ao debochar de um texto em que a jovem negava a história. A Choquei publicou os prints falsos sem checar sua veracidade e não se retratou quando Jéssica e o próprio Whindersoon negaram a história. A jovem não era do meio artístico e sofria de depressão. Ainda não se sabe por quê uma pessoa, até o momento desconhecida, a escolheu como alvo de uma pegadinha maldosa, que se revelou fatal. Ela sofreu um linchamento virtual, provavelmente de muitas pessoas que agora estão indignadas com a Choquei, e não aguentou a pressão.   Repercussão No X (antigo Twitter), todos os posts da Choquei publicados na sexta (22/12) ganharam um aviso de contexto, acusando o perfil de ter contribuído para a morte da jovem. Também em tom de linchamento virtual, o aviso diz que “a morte de Jéssica não pode ser esquecida”. Criado para marcar posts com notícias falsas, o aviso de contexto nunca foi usado dessa forma antes, em todo e qualquer post de um perfil. Nem o perfil da Braskem, cuja mineração é apontada como responsável pelo esvaziamento de bairros inteiros de Maceió, sofreu tamanha ação dos interventores de contexto. O nome “Choquei” está há mais de 48 horas no topo dos tópicos mais comentados do X. O caso voltou a levantar o debate sobre a regulação das redes sociais. Existe um projeto de lei que se encontra parada no Congresso Nacional. E alguns protestos publicados após a tragédia apontam a necessidade de sua aprovação urgente. Entretanto, parte dos que defendem punição máxima para a página – justamente a parte mais estridente – é contra a criação do PL das fake news, que tipificaria o crime cometido. Por isso, essas pessoas contentam-se com uma campanha de boicote. Pela dificuldade de enquadrar falta de ética como crime, até o momento não há investigação contra a Choquei.   Alerta Se você está atravessando um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida), no número 188, e receba apoio emocional e prevenção do suicídio. A ligação é sigilosa e gratuita para todo o território nacional.

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  • Música

    Laura Lynch, fundadora da banda Dixie Chicks, morre em acidente de carro nos EUA

    24 de dezembro de 2023 /

    A cantora e baixista Laura Lynch, fundadora da banda country Dixie Chicks, morreu num acidente de carro na sexta-feira (22/12) no Texas, nos Estados Unidos. Segundo a polícia, outro veículo colidiu com o carro que a artista de 64 anos dirigia. Ela não fazia mais parte do grupo, que mudou de nome em 2020 para The Chicks. As atuais integrantes da banda lamentaram a morte de Lynch nas redes sociais. “Mantemos um lugar especial em nossos corações pelo tempo que passamos tocando, rindo e viajando juntas. Laura era uma luz brilhante”, escreveu o grupo nas redes sociais. Laura Lynch fundou o Dixie Chicks em 1989, junto com Robyn Lynn Macy e as irmãs Martie Maguire e Emily Strayer. Desde o início ela dividia os vocais do grupo, mas só passou a ser a cantora principal com a saída de Macy em 1992, quando o quarteto original virou um trio. Eventualmente, a baixista também deixou a banda após o lançamento de três discos, “Thanks Heavens for Dale Evans” (1990), “Little Ol’ Cowgirl” (1992) e “Shouldn’t a Told You That” (1993). Em 1995, ela foi substituída por Natalie Maines, filha do guitarrista Lloyd Maines, e a banda finalmente estourou com uma abordagem mais pop, que lhes trouxe sucesso comercial. O Dixie Chicks mudou de nome em 2020 depois de protestos contra racismo, que tomaram os Estados Unidos em meio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Pretas Importam). Elas optaram por eliminar o termo “Dixie”, uma expressão do Sul dos EUA que faz referência ao movimento confederado – que declarou guerra à União para manter a escravidão no país. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Chicks (@thechicks)

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  • Etc

    Ministro pede regulamentação das redes sociais após morte de Jéssica Canedo

    23 de dezembro de 2023 /

    O ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, usou as redes sociais neste sábado (23/3) para pedir a regulamentação das redes sociais após a morte de uma jovem em virtude de uma fake news sobre um affair com Whindersson Nunes. Apontando que a morte de Jéssica Canedo foi o segundo caso de suicídio causado por notícias falsas, ele reforçou que a regulamentação é necessária para evitar novas tragédias. “A regulação das redes sociais torna-se um imperativo civilizatório, sem o qual não há falar-se em democracia ou mesmo em dignidade. O resto é aposta no caos, na morte e na monetização do sofrimento.” Na sexta (21/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tinha pedido ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que desse prioridade ao Projeto de Lei 2630, o chamado PL das Fake News, no decorrer do ano que vem. Ele também foi motivado pela invasão da conta do X (antigo Twitter) da Primeira Dama Janja da Silva. Lira disse a Lula que vai pensar. Já o líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o PL das Fake News será prioridade em 2024.   PL das fake news O texto de autoria do Senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e com relatoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB–SP), cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, que propõe a regulação das plataformas digitais, como Google, Meta (Instagram e Facebook), Twitter e TikTok, além de serviços de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Telegram. O PL impõe responsabilidades às grandes empresas e o ponto principal é tornar obrigatória a moderação de conteúdos publicados na internet para que contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos possam ser identificadas, excluídas ou sinalizadas. Entre os pontos abordados estão questões que englobam o caso atual de Jéssica Canedo, como estímulos ao suicídio e violência contra a mulher. Entretanto, o PL também foca fake news política, o que faz com que vários partidos dificultem sua aprovação. Em menos de um mês este é o segundo caso de suicídio de pessoa jovem – e que guarda relação com a propagação de mentiras e de ódio em redes sociais – de que tenho notícia. Tragédias como esta envolve questões de saúde mental, sem dúvida, mas também, e talvez em maior proporção,… — Silvio Almeida (@silviolual) December 23, 2023

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  • Etc

    Morte de jovem por fake news com Whindersson Nunes revolta comediante e a internet

    23 de dezembro de 2023 /

    Perfis de fofoca, que espalham fake news, causaram a morte de uma jovem. Jéssica Vitória Canedo teve prints falsos de conversas com Whindersson Nunes divulgadas nas redes sociais e apontada como affair do comediante, o que a fez ser atacada por várias pessoas na internet. Por conta disso, ela se matou na sexta-feira (22/12) aos 22 anos. A notícia falsa ganhou impulso ao ser divulgada pelo perfil Choquei, que tem mais de 30 milhões de seguidores, mas também apareceu no Garoto do Blog e em outras páginas.   Reação de Whindersson A assessoria de imprensa de Whindersson Nunes informou que o artista foi surpreendido com a “catástrofe originada a partir de uma história inventada na internet”. E o próprio comediante expressou sua revolta. “Estou extremamente triste. Voltei ao dia em que perdi meu filho. Que ninguém passe pela dor de enterrar um filho”, declarou o youtuber, fazendo referência ao filho que perdeu do relacionamento com Maria Lina, em maio de 2021. Ele também se disse triste e perplexo com o “massacre público proporcionado pelo uso negativo das redes sociais”, prestou solidariedade à família da jovem, que é de Minas Gerais, e repudiou, veementemente, o linchamento virtual e o uso tóxico das redes sociais.   Caso foi negado publicamente Vale lembrar que a “notícia” foi negada por ambos, que sequer se conheciam. “Eu não faço ideia de quem seja essa moça e isso é um print fake”, disse Whindersson quando a notícia surgiu. Mas ainda assim os xingamentos contra Jéssica não cessaram. “Resumindo, a moça disse que estão usando a imagem do perfil dela, mas ela não faz parte disso. Eu tenho prints de pessoas mandando pra páginas de fofoca como induzindo a página a postar algo relacionado à menina e, como ninguém averigua nada, postaram”, escreveu Whindersson na ocasião. “Duas páginas me mandaram dois perfis que estavam mandando essa conversa fake. Vou botar alguém na cadeia como exemplo pra vocês entenderem que, se você existe, você pode ser encontrado”, prometeu o ator. Jéssica também fez um desabafo nos Stories de seu Instagram, afirmando que aquilo era uma “brincadeira muito sem graça”, com o intuito de ridicularizá-la. “Qual é a graça que existe em infernizar a vida de alguém dessa maneira?”, escreveu. Ela ainda mandou questionou: “O que ou quanto você está ganhando? Até quando você vai ficar fazendo esse tipo de ‘brincadeira’? Até quando você vai fazer com que eu seja ridicularizada, xingada, ameaçada e continue perdendo pessoas que eu amo?”. No desabafo, a jovem admitiu que já tinha tentado tirar a própria vida e que chegou a ser internada. “Sabe por que estou dizendo isso? Pra vocês imaginarem como deve estar a minha mente tendo que ler todos esses absurdos, todas essas ameaças. Eu já sofro de fobia social, imagina o que eu vou fazer agora?”, escreveu.   Agonia da mãe A mãe de Jéssica revelou que a jovem estava enfrentando uma depressão forte, que piorou com os ataques que passou a sofrer nas redes sociais. Inês Oliveira chegou a publicar um vídeo com um pedido emocionado para que os ataques contra sua filha parassem, informando que Jessica já havia tentado tirar a vida algumas vezes. Ninguém deu importância. “Bom, gente, eu estou aqui em primeiro lugar como uma mãe que está passando por uma situação difícil com a sua filha. Porque publicaram uma mentira. A minha filha sofre de uma depressão muito séria, muito grave, já tentou [se matar], como hoje, a quarta vez já… Então eu venho aqui como mãe pedir para vocês: ‘gente, pelo amor de Deus, para de postar isso, minha filha nem tem redes sociais'”, implorou Inês. “Esse ano ela já está sofrendo porque passou por um problema muito sério. Então eu estou pedindo a vocês: pelo amor de Deus, parem. Não é fácil chegar em casa e encontrar a sua filha com o pescoço cortado, com os pulsos cortados e você ter que sair correndo pedindo ajuda…”, completou a mulher, chorando.   Desabafo dos amigos Vários amigos lamentaram a morte da jovem. “Infelizmente perdi uma amiga, por conta de mentiras, por conta de ataques na rede social. Amiga, que Deus te dê um bom lugar. Descanse em paz”, publicou Vitória Santos. “Esse universo sem lei chamado internet ainda vai matar muita gente. Me pergunto até onde vai à maldade humana, e me revolto em pensar que pessoas são capazes de tudo! Inclusive de atacar uma pessoa na internet, infernizando e piorando todo seu estado clínico”, lamentou Gabriela Maia, outra amiga da jovem. “Infelizmente minha revolta não traz a vida novamente. Deveriam pôr a mão na consciência e um pouco mais de amor no coração”, continuou.   Regulação das redes O caso voltou a levantar o debate sobre a regulação das redes sociais. Existe um projeto de lei que se encontra parada no Congresso Nacional. E alguns protestos publicados após a tragédia apontam a necessidade de sua aprovação urgente. Gil do Vigor foi um que apontou a falta de controle das redes. “Eu fiquei muito triste porque, de fato, gente, já passou de todos os limites”, lamentou o ex-BBB. “Não dá para querer achar um culpado, gente. É um problema que está todo mundo envolvido”.   A dificuldade da defesa da Choquei Raphael Sousa, criador da Choquei, trancou o seu perfil pessoal no Instagram com a repercussão. O ódio originalmente dirigido contra Jéssica voltou-se contra ele, após a Choquei ser acusada de ter contribuído para a morte da jovem. Para completar, ele foi acusado por internautas de debochar do desabafo da garota. Depois de Jéssica publicar um longo texto no Stories, o perfil pessoal de Raphael teria comentado: “Avisa para ela que a redação do Enem já passou. Pelo amor de Deus”. Vários outros internautas fizeram comentários iguais, ridicularizando a dor da jovem. Depois da tragédia, a Choquei apagou a notícia original e publicou uma nova, informando que a garota “infelizmente” tirou a própria vida. O texto foi enquadrado por internautas que conseguiram colocar um aviso de contexto em sua publicação, informando que a Choquei foi responsável por espalhar a fake news. Incapaz de se dissociar do caso, a página publicou um comunicado oficial na tarde deste sábado (23/12). O texto, assinado pela advogada e ex-BBB Dra. Adélia de Jesus Soares, começa esboçando empatia, lamentando o ocorrido e se solidarizando com os familiares, mas em seguida busca eximir a Choquei de culpa pela tragédia, ao apelar à liberdade de expressão e ao direito à informação. Apesar da falta de averiguação na notícia, o comunicado afirma que “não ocorreu qualquer irregularidade na divulgação das informações prestadas por esse perfil”. Alheio a manuais de jornalismo, o texto se manifesta em termos jurídicos: “Cumpre esclarecer que não há responsabilidade a ser imputada pelos atos praticados, haja vista a atuação mediante boa-fé e cumprimento regular das atividades propostas”. “Em relação aos eventos que circulam nas redes sociais e que foram associados a um trágico evento envolvendo a jovem Jéssica Vitória Canedo, queremos ressaltar que todas as publicações foram feitas com os dados disponíveis no momento e em estrito cumprimento das atividades habituais decorrentes do exercício do direito à informação”, segue o comunicado, que também reforça o “compromisso em agir com diligência e responsabilidade” da Choquei. Neste momento, a página sofre com os mesmos comentários que seus seguidores dispararam contra a jovem. A hashtag #DenuncieAChoquei está entre as mais comentadas do X (ex-Twitter) na tarde deste sábado (23/12), junto com as palavras “Choquei” e “Whindersson”.   Alerta Se você está atravessando um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida), no número 188, e receba apoio emocional e prevenção do suicídio. A ligação é sigilosa e gratuita para todo o território nacional. Esse aqui é o texto que a Jessica (menina que se mat*) postou há 3 dias pra tentar desmentir as páginas (Choquei, Garoto do Blog e essas merdas) que postaram os prints falsos da 'conversa' com Whindersson. Aquele ali é o comentário do dono da Choquei sobre esse texto. pic.twitter.com/WEbMEQwhmX — Otavio (@otavi0XI) December 22, 2023 Comunicado oficial. pic.twitter.com/3dTXX6ETlN — CHOQUEI (@choquei) December 23, 2023

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    Ator Luca de Castro, pai de Carol Castro, morre aos 70 anos

    17 de dezembro de 2023 /

    O ator Luca de Castro, veterano da Globo e pai da também atriz Carol Castro, morreu neste domingo (17/12), aos 70 anos. A morte foi confirmada pela filha. Em suas redes sociais, a atriz compartilhou uma foto ao lado do pai e prestou uma emocionante homenagem. “Que saudade, paizim! Tá doendo muito, muito, muito. A ficha ainda não caiu, na verdade. Te amo. Infinito. Que a sua passagem seja cheia de luz e que o céu te receba com a festa e tudo que você merece, meu papito… As lágrimas jorram, não tem como evitar. Não enxergo muita coisa, e o buraco no peito e na alma é indescritível.” Artistas como Tatá Werneck, Juliana Paiva, Miguel Falabella, José Loreto, Gloria Pires, Sheron Menezzes e Lucio Mauro Filho expressaram suas condolências à família. Luca de Castro teve uma carreira notável na dramaturgia. Antes de ingressar na Globo, ele atuou e dirigiu peças teatrais na década de 1970. Sua estreia na televisão ocorreu na série “Ciranda Cirandinha” (1978), da Globo. Entre seus trabalhos de destaque estão participações nas novelas “A Próxima Vítima” (1995), “O Profeta” (2006), “O Astro” (2011), “Lado a Lado” (2012), “Império” (2014), “Êta Mundo Bom!” (2016), “Velho Chico” (2016) e “Éramos Seis” (2019). Seu último papel na emissora foi na aclamada série “Sob Pressão” (2017-2022), na temporada final. Além da atuação em novelas e séries, Luca de Castro foi um dos fundadores da companhia Teatro do Nada, onde atuou como diretor e professor de técnicas de improvisação. Também trabalhou como professor no Curso de Teatro da Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UniverCidade), lecionando Interpretação para Cinema e Televisão. E foi artista plástico, criando obras inspiradas pelo cubismo e o modernismo.

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    Disney exibe último show de Paul McCartney no Brasil

    16 de dezembro de 2023 /

    A Disney transmite neste sábado (16/12) o último show da turnê brasileira de Paul McCartney. A turnê “Got Back” se encerra com apresentação no palco do Maracanã, no Rio de Janeiro, a partir das 21h15. A transmissão vai ocorrer em duas plataformas de streaming: Disney+ e Star+. No show, o cantor volta, mais de 30 anos depois, ao palco em marcou um recorde histórico de público. Em abril de 1990, seu show levou 184 mil pessoas ao Maracanã, número que se tornou o maior público pagante já registrado em um estádio no mundo.   Rumor de aposentadoria Por conta do significado especial do local para a carreira do ex-Beatle, a apresentação está sendo acompanhada por muita especulação. Rumores apontam até que o cantor pode anunciar sua aposentadoria no show. Afinal, o artista está atualmente com 81 anos e sua carreira na música já ultrapassou a marca dos 60 anos. As suspeitas foram aquecidas pela chegada da esposa de Paul, Nancy, na cidade de São Paulo para acompanhar os shows da semana passada. Além disso, as filhas mais velhas do músico, Mary e Stella, também virão para a última apresentação do pai no Rio de Janeiro, assim como o astro americano Matthew McConaughey e o empresário Guy Oseary, responsável por gerenciar a carreira de Madonna. E tem um detalhe: Paul McCartney não tem mais nenhum show marcado no exterior depois disso. Antes do show no Rio, ele se apresentou em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba, fazendo inclusive um show de aquecimento num clube para 200 pessoas na capital federal.

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    Carlos Lyra, ícone da bossa nova, morre aos 90 Anos

    16 de dezembro de 2023 /

    Carlos Lyra, um dos principais nomes da bossa nova, faleceu na madrugada deste sábado (16/12), aos 90 anos. O compositor estava internado desde quinta-feira (14/12) no Hospital da Unimed, na Barra da Tijuca, devido a um quadro de febre que se agravou com uma infecção. Conhecido por clássicos atemporais, Lyra deixou um legado inestimável no cenário musical brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro em 1933, ele começou sua jornada musical ainda na infância, desenvolvendo-se ao longo dos anos como um talentoso compositor e violonista. Foi um dos fundadores da Academia de Violão, um importante berço musical da bossa nova, e teve participações marcantes no desenvolvimento do gênero. Além de suas próprias canções, Lyra colaborou com grandes nomes como Vinicius de Moraes, João Gilberto e Tom Jobim, que o considerava o “maior melodista do Brasil”.   Origens da bossa nova A Academia de Violão foi um marco na cena musical do Rio de Janeiro, localizada em um quarto-e-sala em Copacabana. Apesar do espaço modesto, cedido por um amigo de Lyra, a academia foi essencial no nascimento das primeiras canções da bossa nova e se tornou um celeiro de talentos da bossa nova, frequentado por artistas como Marcos Valle, Edu Lobo, Nara Leão e Wanda Sá. Curiosamente, a academia encerrou suas atividades após um incidente envolvendo um preservativo usado encontrado no sofá. O público começou a reconhecer o talento de Lyra com a canção “Menino”, interpretada por Sylvia Telles em 1956. Em 1957, Lyra participou do primeiro show da bossa nova na Sociedade Hebraica – que usou pela primeira vez a expressão bossa nova. Em 1959, João Gilberto incluiu canções de Lyra em seu histórico LP “Chega de Saudade”, como “Maria Ninguém”, “Lobo Bobo” e “Saudades Dez um Samba”. Lyra priorizou a composição, marcando presença significativa nos três primeiros discos de João Gilberto. Outra grande parceria do artista foi com Vinicius de Moraes, iniciada na década de 1960. Juntos, eles criaram mais de 20 canções, muitas das quais se tornaram ícones da bossa nova e da música popular brasileira. Entre essas obras, destaca-se a trilha sonora do musical “Pobre Menina Rica” (1962) e como canções como “Você e Eu”, “Coisa mais Linda” e “Minha Namorada”. Essas músicas não apenas definiram o som e o espírito da bossa nova, mas também se mantêm atuais, sendo constantemente regravadas e reinterpretadas por novos artistas. Não por acaso, Vinicius referia-se a Lyra como parte da “Santíssima Trindade” da bossa nova, ao lado de Baden Powell e Tom Jobim.   Engajamento político e artístico Além de sua contribuição musical, Lyra também foi ativamente envolvido no cenário político e cultural. Em 1961, foi um dos fundadores do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde apresentou jovens compositores da Zona Sul do Rio, como Nara Leão. Ele também compôs o “Samba da Legalidade” durante a Campanha da Legalidade – para impedir um golpe e garantir a posse o Presidente João Goulart. Em 1962, musicou “Couro de Gato”, curta-metragem premiado de Joaquim Pedro de Andrade que foi incluído como segmento do filme histórico “Cinco Vezes Favela”, além de ter feito a trilha de “Gimba”, dirigido por Flávio Rangel. No mesmo ano, ainda participou do histórico Festival de Bossa Nova, realizado no Carnegie Hall, em Nova York, que colocou a bossa nova no cenário internacional. Com o golpe militar de 1964, o cenário político do Brasil sofreu uma transformação dramática, afetando profundamente artistas e intelectuais. Lyra, conhecido por suas posições políticas firmes, sentiu diretamente o impacto dessas mudanças e, diante do ambiente repressivo instaurado pelo regime militar, decidiu deixar o país. Durante seu exílio, viveu e trabalhou nos Estados Unidos e no México, continuando a produzir música e a expressar suas ideias através da arte, em contato com artistas americanos como Stan Getz. Sua volta ao Brasil ocorreu em 1971, um momento ainda marcado por intensa repressão política.   A volta ao Brasil Lyra voltou casado com a modelo americana Kate Lyra, com quem desenvolveu composições em inglês como “I See Me Passing By”, “Nothing Night” e “It’s so Obvious” (versão de “Cara Bonita”). Mas Kate acabou se tornando conhecida no Brasil por outro motivo, graças a sua participação em humorísticos como “A Praça da Alegria” e “Viva o Gordo”, em que desempenhava o papel de uma americana ingênua – ela marcou época com o bordão “brasileiro é tão bonzinho”. Os dois tiveram uma filha, Kay Lyra, que também virou cantora. Em sua volta, o compositor se aproximou da TV, contribuindo para a trilha sonora da novela “O Cafona” (1971) com as canções “Tudo que Eu Sou Eu Dei” e “Gente do Morro”, esta última uma colaboração original com Vinicius de Moraes para a peça “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri. Em 1973, Lyra assinou com a gravadora Continental e lançou o álbum homônimo “Carlos Lyra”. Mas seu disco seguinte, “Herói do Medo” (1974) foi censurado na íntegra e só liberado e lançado em 1975. Indignado, Lyra voltou a se mudar para os EUA, onde viveu por dois anos, participando da “terapia do grito primal” de Arthur Janov e estudando astrologia na Sideral School of Astrology. Ele retornou ao Brasil em 1976, lançando pela Editora Codecri, do jornal “O Pasquim”, o livro “O Seu Verdadeiro Signo”. Ele participou ativamente do Congresso da UNE realizado em Salvador em 1979, regendo um coro de cinco mil estudantes na canção “Hino da UNE”, de sua autoria e de Vinicius de Moraes. E seguiu nos anos 1980 trabalhando em diversos projetos culturais, como “Vidigal”, peça teatral de Millôr Fernandes, “As Primícias”, de Dias Gomes, e “O Dragão e a Fada”, peça infantil premiada no México, além de fazer colaborações com o cantor espanhol Julio Iglesias.   Big in Japan Sua carreira internacional explodiu com shows no Japão e participações em festivais de jazz, levando-o a turnês no exterior que ocuparam boa parte de sua agenda nos anos 1980 e 1990. Ele chegou a lançar um disco exclusivo no Japão, “Bossa Lyra”, em 1993. Depois de compor a trilha do filme “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil” (1997), voltou para o Japão para uma série de shows, vivendo uma ponte aérea internacional entre apresentações em Tóquio e no Rio. Em 2001, seu disco “Saravá” foi premiado pela revista japonesa Record Collectors como o melhor relançamento do ano. Um dos marcos dos anos 2000 foi sua colaboração com o letrista Aldir Blanc. Juntos, compuseram 19 músicas para o musical “Era no Tempo do Rei”, baseado no livro de Ruy Castro. Esse projeto, realizado entre 2009 e 2010, demonstrou a versatilidade de Lyra e sua habilidade em adaptar-se a diferentes contextos e estilos musicais. Ao longo da carreira, Lyra participou de vários shows comemorativos, dos 25 anos, dos 50 anos e dos 60 anos da bossa nova, além de ter sido entrevistado para diversos documentários sobre o tema. Mas nunca pensou em se aposentar. No ano passado, quando completou 90 anos, lançou do álbum “Afeto”, uma compilação de suas músicas interpretadas por diversos artistas, demonstrando o amplo reconhecimento e respeito que Lyra conquistou no mundo da música.

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