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    Della Reese (1931 – 2017)

    20 de novembro de 2017 /

    A atriz e cantora Della Reese morreu aos 86 anos em sua casa, na Califórnia, no domingo (19/11). Ele ficou conhecida pelo sucesso de sua carreira musical entre os anos 1950 e 1960, e por sua atuação na série “O Toque de um Anjo”, exibida nos EUA entre 1994 e 2003. Reese “faleceu pacificamente em casa na Califórnia, cercada de amor”, disse o marido, Franklin Lett, e a família em um comunicado. Delloreese Patricia Early nasceu em 6 de julho de 1931, em Detroit. Seu pai era operário, sua mãe uma cozinheira e ela tinha cinco irmãs e um irmão. “Minha mãe me dizia que quando eu nasci e eles me bateram, eu não tossi, comecei a cantar e nunca parei”, contou ela em uma entrevista de 2008 para o Archive of American Television. “Quando tinha 6 anos, eu cantei continuamente até deixar todos muito nervosos”. Sua carreira musical começou cedo por conta disso. Um dia, um das cantoras de apoio da lendária Mahalia Jackson, desmaiou na igreja em que se apresentava e foi proibida pelo médico de participar de uma turnê com a cantora gospel mais famosa dos Estados Unidos. Foi quando Mahalia convidou Reese, que tinha 13 anos, para tomar seu lugar. “Eu pensei que ao me distanciar da minha mãe eu poderia me divertir com liberdade, mas Mahalia era ainda mais rígida do que minha mãe”, disse ela. A experiência lhe deu vontade de seguir a carreira. E ao atingir a maioridade se mudou para Nova York, onde trabalhou como vocalista de fundo para mitos do jazz, como Ella Fitzgerald, Billy Eckstine, Sarah Vaughan, Duke Ellington e Miles Davis. Sua primeira turnê foi com Nat King Cole, a quem ela adorava. Ao todo, a artista apareceu 17 vezes no The Ed Sullivan Show, o programa que lançou nacionalmente Elvis Presley e os Beatles, a primeira vez em 1957. Ela apareceu como cantora solo no filme “Let’s Rock” (1958) e conquistou sucesso musical no ano seguinte, com o lançamento do single “Don’t You Know”, que atingiu o 1º lugar da parada de R&B e o 2º lugar entre os hits da música pop da época. Uma década depois, Reese iniciou uma transição profissional, fazendo sua primeira aparição na TV num episódio de “Mod Squad”, de 1968, seguida por participações em “Police Woman”, “Os Novos Centuriões”, “Os Novatos”, “O Barco do Amor”, “McCloud” e “Esquadrão Classe A”. Ela ainda estrelou o primeiro talk show apresentado por uma mulher negra na TV americana, “Della”, em 1969, 17 anos antes do “Oprah Winfrey Show”. Reese também chegou a integrar o elenco de “Chico and the Man”, grande sucesso dos anos 1970, que foi encerrada após quatro temporadas devido ao suicídio do astro, Freddie Prinze, em 1977, aos 22 anos. Dois anos depois, a própria Reese sofreu um aneurisma cerebral que quase a matou. A partir dos anos 1980, passou a alternar a carreira de atriz com a de pastora, até encontrar o programa que conciliou sua fé com a atuação. Lançada em 1994, “O Toque de um Anjo” se tornou um fenômeno de audiência, durando nove temporadas até 2003 e rendendo um spin-off, “Promised Land”, que também teve participação de Reese. Nas duas produções, ela interpretava Tess, supervisora de um anjo (Roma Downey) enviado à Terra para ajudar pessoas com problemas. Pelo papel, a atriz foi indicada a um Globo de Ouro e a dois prêmios Emmy. Além disso, também cantava a música tema da série, “Walk with You”. “O Toque de um Anjo” marcou tanto sua carreira que, anos depois, ela até interpretou uma cantora de jazz aposentada, que uma menina confundia com um anjo no telefilme “O Anjo Mora ao Lado” (2012). Nos últimos anos, Reese vinha participando exclusivamente de produções religiosas, como os filmes “Porque Eu, Senhor?” (2012) e “Meant to Be” (2012) e os telefilmes de Natal “Dear Secret Santa” (2013) e “Miracle at Gate 213” (2013). “Ela foi uma incrível esposa, mãe, avó, amiga e pastora, assim como uma atriz premiada e cantora”, disse sua colega, a atriz Roma Downey, co-estrela de “O Toque de um Anjo”. “Através de sua vida e trabalho, ela tocou e inspirou milhões de pessoas. Ela foi uma mãe para mim e eu tive o privilégio de trabalhar a seu lado por muitos anos em ‘O Toque de um Anjo’. Sei que o céu tem um novo anjo neste dia. Della Reese ficará para sempre em nossos corações”, completou, em nota divulgada pela imprensa americana.

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    Márcia Cabrita (1964 – 2017)

    10 de novembro de 2017 /

    A atriz Márcia Cabrita morreu na madrugada desta sexta (10/11), aos 53 anos, após uma longa luta contra um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio, em decorrência do agravamento da doença. Filha de imigrantes portugueses, Márcia Martins Alves nasceu em Niterói, no estado do Rio, em 20 de janeiro de 1964. Ao mesmo tempo em que decidiu estudar artes cênicas, conheceu Luís Salem, seu parceiro durante toda a carreira. A veio humorística chamou atenção a partir do espetáculo “Subversões”, encenado no antigo Crepúsculo de Cubatão, casa de rock alternativo na Copacabana dos anos 1980. Sua estreia da TV foi na minissérie “As Noivas de Copacabana”, de Dias Gomes, em 1992, seguida por participações em “Os Trapalhões”, de 1993 a 1995, até se destacar em seu papel mais conhecido, na série de comédia “Sai de Baixo”, em 1997, na qual interpretou a empregada Neide, substituindo a atriz Claudia Jimenez no elenco. Márcia também atuou nas novelas “Beleza Pura” (2008) e “Morde & Assopra” (2011) e fez participações na série “Brava Gente” (2000), no “Sítio do Picapau Amarelo” (2003) e nos humorísticos “Sob Nova Direção”, “A Grande Família” e “Pé na Cova”. Mesmo após ser diagnosticada com câncer, ela continuou trabalhando, com várias participações em séries como “Vai que Cola”, do Multishow, e “Pé na Cova”, da Globo. Há três meses, ela precisou se afastar das gravações da novela “Novo Mundo”, na qual vivia Narcisa Emília O’Leary, para cuidar da saúde. Este mês, Márcia começaria a gravar um filme baseado em “Sai de baixo”. Em texto para Revista O Globo, publicado em 2011, Márcia criticou a cobrança sofrida por pessoas com a doença. “Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Me olhava no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e me achava pronta para fazer figuração na ‘Lista de Schindler'”. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, Márcia morreu “em paz” e sem sofrer. Os dois tem uma filha, Manuela, de 17 anos.

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    John Hillerman (1932 – 2017)

    9 de novembro de 2017 /

    Morreu o ator John Hillerman, que ficou conhecido pelo papel de Higgins na série “Magnum”, ao lado de Tom Selleck. Ele faleceu nesta quinta-feira (9/11) aos 84 anos, em sua residência, mas a causa não foi revelada. Hillerman começou sua carreira em 1970, como figurante (um repórter) no clássico policial “Noite sem Fim”, uma década antes de virar Jonathan Quayle Higgins III, o mordomo de Magnum, papel que lhe rendeu quatro indicações ao Emmy e uma vitória como Melhor Ator Coadjuvante em 1987. Além de “Magnum”, ele marcou presença em importantes clássicos do cinema da década de 1970, sempre em pequenos papéis. A lista é volumosa e inclui quatro longas de Peter Bogdanovich, “A Última Sessão de Cinema” (1971), “Essa Pequena é uma Parada” (1972), “Lua de Papel” (1973), em que interpretou gêmeos, e “Amor, Eterno Amor” (1975), além de “O Estranho Sem Nome” (1973), de Clint Eastwood, “Banzé no Oeste” (1974), de Mel Brooks, “Chinatown” (1974), de Roman Polanski, “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, e outros filmes menos excelentes. Em 1976, estrelou sua primeira série, “Ellery Queen”, adaptação de um dos grandes detetives da literatura de mistério. Seu personagem nesta série, Simon Brimmer, foi praticamente um ensaio para Higgins. Ambos eram esnobes, arrogantes, rabugentos e chegavam a antagonizar os protagonistas das duas séries. Também participou das séries de comédias “The Betty White Show” e “One Day at a Time”, e apareceu em inúmeras produções televisivas da época, de “Mulher-Maravilha” a “O Barco do Amor”, antes de emplacar seu papel de maior destaque. Após oito temporadas de “Magnum”, exibidas entre 1980 e 1988, em que participou até de crossovers com as séries “Carga Dupla” e “Assassinato por Escrito”, Hillerman só teve mais dois trabalhos de destaque: a minissérie “Around the World in 80 Days” (1989) e a série de comédia “A Família Hogan”, estrelada pelo jovem Jason Bateman (série “Arrested Development”), entre 1990 e 1991. O ator encerrou a carreira com um pequeno papel no filme “A Volta da Família Sol Lá Si Dó”, em 1996.

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  • Série

    Trailer da 2ª temporada de Caçadores de Trolls registra último trabalho de Anton Yelchin

    4 de novembro de 2017 /

    A Netflix divulgou o trailer da 2ª temporada de “Caçadores de Trolls” (Trollhunters). Mais 13 episódios foram encomendados para série animada produzida pelo cineasta Guillermo del Toro (“A Colina Escarlate”). Mas os fãs brasileiros, que assistirem a versão dublada, vão perder um detalhe importante. Os episódios são os últimos trabalhos da vida do Anton Yelchin (“Star Trek: Sem Froteiras”), que dubla o protagonista Jim. Falecido tragicamente no ano passado, o ator deixou bastante material inédito para ser utilizado na nova temporada. “Temos muita coisa de Anton, o que nos permite continuar usando-o como dublador até a metade da temporada”, disse Del Toro. Por isso, confira também a versão em inglês do trailer, disponível logo abaixo.

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    Ator da série Veronica Mars se suicida aos 34 anos

    3 de novembro de 2017 /

    O ator Brad Bufanda, cujo maior papel da carreira foi uma participação recorrente como Felix Toombs na série “Veronica Mars”, cometeu suicídio, segundo o site TMZ. Um porta-voz do ator confirmou à publicação que ele tirou a própria vida na quarta-feira (1/11), mas não divulgou mais detalhes sobre o assunto. Bufanda tinha 34 anos. Bufanda apareceu nas duas primeiras temporadas da cultuada série protagonizada por Kristen Bell, até ser assassinado na trama. Na mesma época, participou dos filmes “A Nova Cinderela” (2004) e “Debating Robert Lee” (2004), mas sua carreira estagnou. Ele chegou a tentar virar jogador profissional de basquete, mas se feriu e decidiu voltar a trabalhar como ator, indo parar na série erótica “Co-Ed Confidential”, do canal pago Cinemax. Até o cancelamento da atração em 2010 o deixar desempregado. No filme “Veronica Mars”, de 2014, o personagem do ator foi lembrado durante uma reunião de ex-colegas do ensino médio, num vídeo de tributo para os estudantes que morreram. Visando retomar sua trajetória em produções mais convencionais, Bufanda decidiu mudar seu nome, reparecendo como Bradley Joseph numa tentativa de retorno em 2017. Com este nome, filmou uma comédia ainda inédita e estava no meio de outra produção, quando morreu.

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  • Filme

    Filha de Paul Walker vai receber indenização da Porsche pela morte do pai

    25 de outubro de 2017 /

    Meadow, filha do astro Paul Walker (“Velozes e Furiosos”), será indenizada pela Porsche pelo acidente que matou seu pai em 2013. Segundo o site The Blast, o valor que a família do ator receberá é confidencial e o valor foi definido depois de um acordo entre as partes. Em 2015, a montadora tinha se declarado inocente e afirmou que o acidente fatal com o sofisticado Carrera GT 2005, dirigido por Walker, teria sido causado por “imprudência e mau uso do veículo”. Na ocasião, o carro era pilotado por Roger, amigo do ator, que também faleceu. A dupla estava a 144 km por hora e acabou se chocando violentamente em uma árvore e no concreto. Diante da declaração, Meadow disse que era “lamentável que a Porsche culpasse a própria vítima” e alegou que o cinto de segurança usado pelo pai fez com que suas costelas e pélvis se partissem ao meio, o deixando preso ao banco. Em processo, ela culpou a falta de segurança e instabilidade do carro pela morte do pai. Seus advogados apuraram que o Porsche Carrera GT tinha “uma história de instabilidade e problemas de controle”.

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  • Filme

    Danielle Darrieux (1917 – 2017)

    20 de outubro de 2017 /

    A atriz francesa Danielle Darrieux morreu na terça-feira (17/10) aos 100 anos, depois de participar de mais de uma centena de filmes, com frequência interpretando personagens muito elegantes. Seu estado de saúde “havia deteriorado um pouco recentemente após uma queda”, afirmou à agência France Presse (AFP) seu companheiro, Jacques Jenvrin, e ela faleceu em casa, no noroeste da França. Uma das atrizes mais belas de sua geração, Danielle Darrieux teve um início de carreira precoce, estreando no cinema aos 14 anos. Ela trabalhou em Hollywood e na Broadway nos anos 1930 e entre seus primeiros filmes estão os clássicos “Semente do Mal” (1934), do diretor Billy Wilder, “Mayerling” (1936), de Anatole Litvak, pelo qual venceu prêmios da crítica americana, e “A Sensação de Paris” (1938), de Henry Koster, que lhe rendeu aclamação. Sua beleza deu vida a amantes históricas, como “Katia, A Tzarina Sem Coroa” (1938), mas também mulheres modernas de sexualidade exuberante. Os títulos de seus filmes eram reveladores de como o cinema francês a considerava sedutora, trazendo adjetivos como “sensação”, “proibida”, “bonita”, “pecadora”, etc. Não demorou a ter cineastas a seus pés, formando uma parceria duradoura na frente e atrás das câmeras com o diretor Henri Decoin. Os dois se casaram e compartilharam duas décadas de cinema, entre “Mulher Mascarada” (1935) e “As Pecadoras de Paris” (1955). Mas sua filmografia se tornou ainda mais impressionante quando encontrou outro parceiro artístico, estrelando três clássicos de Max Ophuls, “Conflitos de Amor” (1950), “O Prazer” (1952) e “Desejos Proibidos” (1953), ao mesmo tempo em que brilhava em Hollywood com a comédia “Rica, Bonita e Solteira” (1951), de Norman Taurog, o noir “5 Dedos” (1952), de Joseph L. Mankiewicz, e o épico “Alexandre Magno” (1956), de Robert Rossen. Sua carreira permaneceu vital durante as décadas seguintes, sendo abraçada por uma nova geração de cineastas, como Claude Chabrol (“A Verdadeira História do Barba Azul”, 1963) e Jacques Demis (“Duas Garotas Românticas”, 1967). E embora tenha enveredado pela TV a partir dos anos 1970, continuou a aparecer em filmes importantes, em especial “Um Quarto na Cidade” (1982), de Demis, e “A Cena do Crime” (1986), de André Téchiné, que lhe renderam indicações ao César (o Oscar francês). Apesar de sua popularidade, Danielle nunca venceu um César, mas recebeu um prêmio da Academia Francesa por sua carreira, em 1985. Ela foi indicada mais duas vezes depois disso. Mais recentemente, ela estrelou “8 Mulheres” (2002), de François Ozon, sua última indicação ao César, e dublou a animação “Persepolis” (2007), de Marjane Satrapi, que disputou o Oscar, como a voz da vovó da protagonista.

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    Jean Rochefort (1930 – 2017)

    9 de outubro de 2017 /

    Jean Rochefort, um dos atores mais populares do cinema francês, morreu na madrugada desta segunda-feira (9/10) aos 87 anos. Ele estava hospitalizado em agosto e faleceu em um estabelecimento médico em Paris. Com uma filmografia de quase 150 filmes, Rochefort construiu sua carreira em todos os gêneros, mas principalmente comédias ligeiras, sem nunca perder o charme e a elegância… ou seu icônico bigode. O ator nasceu em Paris em 1930 e começou a trabalhar no cinema na década de 1950, primeiro como figurante, depois como coadjuvante de aventuras de capa e espada, como “Le Capitaine Fracasse” (1961), “Cartouche” (1962), “Maravilhosa Angélica” (1965) e “Angélica e o Rei” (1966). Até que a comédia o descobriu. De coadjuvante em “Fabulosas Aventuras de um Playboy” (1965), estrelado por seu colega de “Cartouche”, Jean-Paul Belmondo, passou a protagonista no filme seguinte, o cultuado “Quem é Polly Maggoo?” (1966), um dos filmes mais famosos da história da moda no cinema. Ainda contracenou com Brigitte Bardot no romance “Eu Sou o Amor” (1967) e fez alguns thrillers importantes no começo dos anos 1970: “A Estranha Herança de Bart Cordell” (1973), nova parceria com Belmondo, “O Relojoeiro” (1974), de Bertrand Tavernier, e dois longas de Claude Chabrol, “Assassinato por Amor” (1975) e “Profecia de um Delito” (1976). O período também destaca duas obras dramáticas que lhe consagraram com Césares (o Oscar francês) consecutivos: a produção de época “Que a Festa Comece” (1976), novamente dirigido por Tavernier, e a trama de guerra “Le Crabe-Tambour” (1978), de Pierre Schoendoerffer. Mas apesar da variedade de projetos, logo sua veia de comediante se tornou mais evidente. Um quarteto de filmes foi responsável por estabelecer o novo rumo de sua carreira: “Loiro Alto do Sapato Preto” (1972), em que foi dirigido pela primeira vez por Yves Robert, “O Fantasma da Liberdade” (1974), do gênio espanhol Luis Buñuel, “Pecado à Italiana” (1974), de Luigi Comencini, e principalmente “O Doce Perfume do Adultério” (1976), seu segundo filme comandado por Robert. “O Doce Perfume do Adultério” fez tanto sucesso que, oito anos depois, ganhou um remake americano ainda mais popular – “A Dama de Vermelho” (1986), no qual o papel de Rochefort foi vivido por Gene Wilder. E depois de outra parceria bem-sucedida com o mesmo diretor, “Vamos Todos para o Paraíso” (1977), Rochefort filmou sua primeira comédia em inglês, “Quem Está Matando os Grandes Chefes?” (1978), tornando-se ainda mais conhecido no mundo todo. Ele continuou a acumular sucessos em sua associação com Robert – “Vamos Fugir!” (1979), “O Castelo de Minha Mãe” (1990) e “Esse Mundo é dos Chatos” (1992) – e ao firmar uma nova parceria importante com Patrice Leconte, com quem rodou seis filmes: “Tandem” (1987), “O Marido da Cabeleireira” (1990), “A Dança dos Desejos” (1993), “Os Canastrões” (1996) e o melhor de todos, “Caindo no Ridículo” (1996), uma obra-prima do humor francês, que rendeu a Rochefort nova indicação ao César. A lista se completa com o suspense “Uma Passagem para a Vida” (2002), pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza. O ator francês também foi dirigido pelo gênio americano Robert Altman em “Prêt-à-Porter” (1994) – que só perde para “Quem É Polly Maggoo?” na lista dos filmes de moda obrigatórios. Très chic. E foi a primeira escolha de Terry Gilliam para estrelar “The Man Who Killed Don Quixote” em 2000, ao lado de Johnny Depp. Mas esta produção foi interrompida por inúmeros desastres e nunca saiu do papel, ao menos como planejado, já que virou um documentário premiado, “Perdido em La Mancha” (2002). Ao final do século 20, Rochefort resolveu diversificar a carreira, aparecendo em minisséries e telefilmes, além de passar a dublar longas animados. É dele a voz do cavalo Jolly Jumper no desenho “Os Daltons Contra Lucky Luke” (2004). Outras animações recentes com sua voz incluem “Titeuf: O Filme” (2011), “Jack e a Mecânica do Coração” (2013) e “Abril e o Mundo Extraordinário” (2015). Entre seus últimos trabalhos, destacam-se ainda o excelente suspense “Não Conte a Ninguém” (2006), de Guillaume Canet, a comédia inglesa “As Férias de Mr. Bean” (2007), a adaptação dos quadrinhos de “Asterix e Obelix: A Serviço de sua Majestade” (2012), e o drama “O Artista e a Modelo” (2012), do espanhol Fernando Trueba, pelo qual foi indicado ao Goya (o Oscar espanhol). Seu papel final foi o personagem do título de “A Viagem de Meu Pai” (2015), de Philippe Le Guay, outro desempenho elogiadíssimo, que encerrou sua carreira no mesmo nível notável com que sempre será lembrado.

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    Anne Wiazemsky (1947 – 2017)

    6 de outubro de 2017 /

    A atriz alemã Anne Wiazemsky, que estrelou clássicos da nouvelle vague e foi casada por 12 anos com o cineasta Jean-Luc Godard, morreu na quinta-feira (5/10), aos 70 anos, após lutar contra um câncer. Seu nome verdadeiro era Anna Ivanovna Vyazemskaya e ela era uma princesa da dinastia Rurik, que governou a Rússia por mais de 700 anos. Seu nascimento aconteceu em 14 de maio de 1947 na parte ocidental de Berlim, onde sua família se exilou após a revolução bolchevique. Seu pai era um príncipe russo que se tornou diplomata e se casou com uma francesa. Seu avô era o escritor francês François Mauriac. Por conta do trabalho do pai, viveu uma infância nômade, em embaixadas pela Europa e até América do Sul, antes da família se estabelecer em Paris em 1962. Belíssima, encantou o diretor Robert Bresson, que a escalou, logo na estreia, como protagonista de seu clássico “A Grande Testemunha” (1966), aos 18 anos de idade. Ela ficou encantada pela experiência, mas também perturbada pela obsessão de Bresson. O fascínio que exercia no diretor a marcou tanto que ela lhe dedicou grande espaço em sua autobiografia, anos mais tarde. “Num primeiro momento, ele parecia contente em apenas segurar o meu braço ou tocar meu rosto. Mas então vinha o desagradável momento em que ele tentava me beijar. Eu o afastava, e ele não insistia. Mas ficava tão triste que eu me sentia culpada”, escreveu. Seu romance com Godard começou no ano seguinte, nos bastidores de outro filme, “A Chinesa” (1967). Ela tinha apenas 19 anos na época e ele estava no auge da carreira, mas os dois se casaram e ficaram juntos por mais de uma década. Esta história de amor e contracultura foi contada recentemente no filme “O Formidável” (Le Redoutable), de Michel Hazanavicius, atualmente em exibição no Festival do Rio. A atriz trabalhou em outros projetos do cineasta, como a comédia de humor negro “Week-End à Francesa” (1967), o documentário “Sympathy for the Devil” (1968), que misturava cenas dos bastidores da banda Rolling Stones com imagens de revolução, e “Tudo Vai Bem” (1972), quando seu casamento, ao contrário do título, já não ia bem. Wiazemsky também estrelou o grande clássico de Pier Paolo Pasolini, “Teorema” (1968), um marco do cinema da época pela grande voltagem de erotismo. “É quase banal falar do fascínio que um diretor pode ter pela sua atriz principal. A emoção que existiu entre mim e Bresson, voltei a senti-la com Pasolini quando filmávamos ‘Teorema’. Isto pode suscitar boas performances. Mas Pasolini era homossexual. Nem sempre significa que tenhamos de dormir juntos”, ela escreveu. Sua impressionante filmografia sessentista ainda inclui o drama apocalíptico “A Semente do Homem” (1969), de Marco Ferreri, e “Pocilga” (1969), sua segunda parceria com Pasolini. Mas, após a separação de Godard, a qualidade de seus trabalhos despencou, com raras exceções – entre elas “A Criança Secreta” (1979), de Philippe Garrel, e “Rendez-vous” (1985), de André Téchiné. Aos poucos, ela perdeu o interesse em atuar, descobrindo uma nova vocação como escritora de romances e memórias, que revelaram vários episódios da sua vida, mas também das dos seus ilustres antepassados. Ela publicou mais de uma dúzia de livros, alguns inclusive renderam filmes como “Todas Essas Belas Promessas” (2003), “Eu Me Chamo Elizabeth” (2006) e “Un an Après”, de 2015, que inspirou “O Formidável” (2017), em que foi vivida por Stacy Martin (“A Ninfomaníaca”).

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    Ruth Escobar (1935 – 2017)

    5 de outubro de 2017 /

    A atriz e produtora Ruth Escobar, uma das mais destacadas personalidades do teatro brasileiro, morreu na tarde desta quinta-feira (5/10) aos 82 anos. Ela sofria de Alzheimer já há alguns anos e faleceu no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, a poucas quadras da casa teatral que leva o seu nome. Maria Ruth dos Santos Escobar nasceu no Porto, em Portugal, em 1935, mudou-se para o Brasil em 1951, casou com o dramaturgo Carlos Henrique Escobar e não demorou a iniciar uma trajetória que se tornaria indissociável da história do teatro nacional. Ela montou a companhia Novo Teatro, com o diretor Alberto D’Aversa, e protagonizou espetáculos marcantes como “Mãe Coragem e Seus Filhos” (1960), de Bertolt Brecht, “Males da Juventude” (1961), de Ferdinand Bruckner, e “Antígone América” (1962), texto do marido, antes de inaugurar seu famoso teatro em 1963, o Teatro Ruth Escobar, que se tornou um palco icônico em São Paulo. A inauguração foi com “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht, já demarcando um caráter revolucionário, que entrou para a historia durante a famosa encenação da peça “Roda Viva”, primeira incursão de Chico Buarque na dramaturgia. Em 1968, a peça foi interrompida por cem pessoas auto-intituladas Comando de Caça aos Comunistas (CCC), que espancaram os artistas e depredaram o cenário. Após o golpe militar, a atriz duplicou seus esforços para popularizar um teatro de resistência e se revelou uma produtora de ideias criativas, ao transformar ônibus em palcos e levar peças para várias regiões de São Paulo, no projeto Teatro Popular Nacional. Ela também causou polêmica em 1972 com a produção de “Missa Leiga”, de Chico de Assis, que pretendia utilizar a Igreja da Consolação como palco, mas foi proibida pelos padres e acabou encenada em uma fábrica. Empreendedora de inúmeros projetos culturais, especialmente comprometidos com a vanguarda artística, ela também levou adiante o Centro Latino-Americano de Criatividade e o Festival Internacional de Teatro, em São Paulo, além da Feira Brasileira de Opinião, com espetáculos dos mais importantes dramaturgos da época. Este evento foi “interditado” pela censura em 1976. No ano seguinte, ela trouxe o célebre autor Fernando Arrabal a São Paulo para dirigi-la em “A Torre de Babel”, e em seguida produziu “Fábrica de Chocolate”, peça de Mario Prata sobre a tortura. Ruth só deu uma pausa na carreira durante os anos 1980, quando foi eleita duas vezes deputada estadual, retornando aos palcos na década seguinte. Mas em 2000 foi diagnosticada com Alzheimer, que lhe comprometeu a memória. Ao contrário de outras divas do teatro nacional, Ruth Escobar não buscou popularidade como atriz de novelas. Chegou a aparecer em “Deus Nos Acuda” (1992), da Globo, mas em papel discreto, como nos filmes que fez ao longo da carreira. Sua filmografia é, por sinal, bastante curta, mas repleta de clássicos, como “Hitler do IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula, “O Homem que Virou Suco” (1980), de João Batista de Andrade, “Romance” (1988), de Sergio Bianchi, “O Judeu” (1996), de Jom Tob Azulay, e “Gregório de Mattos” (2003), de Ana Carolina, um de seus últimos trabalhos. Sua importância na vida cultural de São Paulo mereceu destaque do governador Geraldo Alckmin. “O Estado de São Paulo teve a alegria de se tornar sua casa quando Ruth mudou-se de Portugal para o Brasil… Ícone do teatro, ela inscreveu, com coragem e sensibilidade, seu nome na história da cultura brasileira como atriz e produtora. Também deixou sua marca na política, tendo sido eleita duas vezes deputada estadual. Como colega de Assembleia, pude acompanhar de perto seu trabalho… Aos seus familiares e amigos, meus sentimentos e orações”, ele declarou em comunicado.

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    Tom Petty (1950 – 2017)

    3 de outubro de 2017 /

    O cantor e músico Tom Petty foi declarado morto na segunda (2/10), aos 66 anos, após ser encontrado inconsciente em sua casa no domingo, em Los Angeles. O site TMZ revelou que ele não tinha mais atividade cerebral e que a família tomou a decisão de desligar os aparelhos e de não tentar ressuscitá-lo. A causa da morte está sendo tratada como um ataque cardíaco fulminante. Tom Petty decidiu virar músico quando tinha 15 anos e viu os Beatles tocando na TV, no “The Ed Sullivan Show”. “Esse foi um grande momento, de verdade, que mudou tudo. Eu era um fã até aquele ponto, mas essa foi a coisa que me fez querer tocar música. Eu ainda acho que os Beatles fazem a melhor música e tenho certeza que vou para o túmulo com essa ideia”, ele disse, em entrevista à Rolling Stone. Sua banda começou a chamar atenção em 1976, quando o primeiro disco, “Tom Petty and the Hearbreakers”, estourou nas paradas de sucesso, combinando country rock e new wave. Recentemente, ele tinha reunido os integrantes da banda original para uma turnê em comemoração aos 40 anos do álbum clássico, ainda hoje um dos mais lembrados por seus fãs. Ele também teve uma bem-sucedida carreira solo (sem os Heartbreakers) nas décadas seguintes. Ao longo de sua trajetória, vendeu mais de 80 milhões de discos, protagonizou clipes muito criativos e compôs dezenas de clássicos, entre eles “Free Fallin'”, “American Girl,” “The Waiting”, “Breakdown” e “Listen to Her Heart”. Como guitarrista, ainda participou do supergrupo Traveling Wilburys, que juntava Bob Dylan, George Harrison, Jeff Lynne e Roy Orbison. Mas sua carreira não se restringiu à música. Ele também marcou o cinema e a televisão com aparições em diversos projetos. Sua estreia nas telas foi em “FM”, como ele mesmo em 1978, e apenas na década seguinte, em 1987, interpretou seu primeiro personagem, na comédia romântica “Paixão Eterna”, de Alan Rudolph. Seu último papel cinematográfico foi na sci-fi pós-apocalíptica “O Mensageiro” (1997), em que contracenou e foi dirigido por Kevin Costner. Em 2002, ele participou de um dos episódios mais famosos da série animada “Os Simpsons”, em que os personagens entram num acampamento musical com roqueiros famosos. Além de Petty, participaram Mick Jagger, Keith Richards, Lenny Kravitz e Elvis Costello. A experiência acabou lhe rendendo um papel recorrente em outra série animada, “O Rei do Pedaço” (King of the Hill), na qual dublou Lucky Kleinschmidt – personagem que se casou com Luanne, dublada pela também falecida Brittany Murphy – por cinco temporadas, entre 2004 e 2009. Petty também participou do projeto musical Lonely Island, encabeçado pelo comediante Andy Samberg, fazendo uma aparição no disco “Turtleneck & Chain” em 2010. Nos últimos anos, vinha filmando diversos documentários sobre rock, tanto sobre sua carreira quanto de colaboradores ilustres, como George Harrison, Jeff Lynne, Bob Dylan e Roy Orbison. Bob Dylan, que era amigo de Tom Petty desde os anos 1980, quando The Heartbreakers foi sua banda de apoio na turnê True Confessions, divulgou um comunicado sobre a perda do parceiro dos Traveling Wilburys. “É uma notícia chocante e devastadora. Foi um grande artista, cheio de luz, um amigo, e nunca o esquecerei.”

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    Solange Badim (1964 – 2017)

    30 de setembro de 2017 /

    Morreu a atriz Solange Badim, conhecida por trabalhar em novelas da Globo. Ela estava internada no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, tratando de um câncer em estado avançado e faleceu por volta das 17h30 de sexta-feira (29/9), aos 53 anos. A família não quis conversar com a imprensa. A informação foi confirmada pela assessoria do hospital, que pertence à família de Solange. A atriz estava internada desde o dia 8 de setembro, mas tratava o câncer há pelo menos 7 anos, que já havia se espalhado. Solange começou a trabalhar como atriz aos 21 anos, e sua carreira era mais voltada para o teatro, por onde conquistou muitos prêmios, entre eles o Prêmio Cultura Inglesa de Teatro, em 1995, com a peça “As Armas e o Homem de Chocolate”, o 2º Prêmio Cesgranrio de Teatro e o APTR, da Associação dos Produtores de Teatro, com “As Bodas de Fígaro”, em 2015. Mas seu trabalho mais popular foi na peça “Emilinha & Marlene, as Rainhas do Rádio”, onde interpretou Marlene. Ela começou tardiamente na TV, tendo sua estreia na novela “Porto dos Milagres”, em 2001. Participou também do piloto da série “A Diarista” e de “Sob Nova Direção”, além de “Malhação”, antes de se destacar na novela “Salve Jorge”, em 2012, com a personagem Delzuíte Aparecida, mãe de Lurdinha (Bruna Marquezine). O último trabalho da atriz foi na peça teatral “A Reunificação das Duas Coreias”, do dramaturgo francês Joë Pommerat, e ela também era produtora de “Lifting, uma Comédia Cirúrgia”. Nas redes sociais, o ex-marido de Solange, Sérgio Marimba, pai de sua filha Sofia Badim, lamentou a morte da atriz: “Venho com muita tristeza e dor notificar a partida da grande atriz Solange Badim, amiga, mãe, parceira e tudo que é de especial que possa existir nesta vida!!!! Siga em paz guerreira, aqui ficamos com uma imensa saudade do seu sorriso e do seu amor. Que nossa Senhora da Conceição te cubra com seu manto de luz e te ampare na sua nova missão, Te Amo”.

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    Hugh Hefner (1926 – 2017)

    28 de setembro de 2017 /

    O fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, morreu nesta quarta-feira, aos 91 anos, em sua casa em Los Angeles. A informação foi confirmada por uma publicação em seu Twitter oficial, que trouxe uma conhecida frase de Hefner: “A vida é muito curta para viver o sonho de outra pessoa”. Segundo o TMZ, Hefner morreu em paz e cercado pela família. A causa da morte do empresário não foi informada. “Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante. Defendeu alguns dos movimentos sociais e culturais mais importantes do nosso tempo, a liberdade de expressão, os direitos civis e a liberdade sexual”, destacou Cooper Hefner, filho de Hugh, ao confirmar o falecimento. Além de Cooper, Hugh Hefner deixa os filhos David e Marston, e a filha Christie. Hugh Hefner lançou revista Playboy em 1953, trazendo em uma primeira edição um ensaio nu de Marilyn Monroe. Na época, Hefner havia se demitido da revista Esquire após ter um aumento negado e pediu empréstimos para abrir seu próprio negócio. A edição com fotos de Marilyn Monroe nua, tiradas para um calendário de 1949, vendeu 50 mil cópias e fez deslanchar a nova publicação no concorrido mercado de revistas masculinas. Marilyn morreria três anos após o lançamento da Playboy, aos 36 anos, como um dos maiores sex symbols dos EUA. A Playboy registrou recordes de tiragens nas décadas seguintes, marcando a revolução sexual dos anos 1960 e 1970, quando passou a ser publicada em quase todo o planeta. O auge da revista aconteceu em 1972, quando chegou a vender 7,1 milhões de exemplares num único mês. Mas além de trazer mulheres nuas deslumbrantes, a Playboy também foi responsável por trazer a seus leitores um pouco de cultura. A revista cedeu suas páginas para artistas inovadores de quadrinhos, como Harvey Kurtzman, Frank Frazetta, Russ Heath e Will Elder, cartunistas como Shel Sliverstein, Graham Wilson, Doug Sneyd e Dean Yeagle e personagens clássicas como “Little Annie Fannie”. Além disso, também publicou contos de grandes autores literários, como Roald Dahl, o autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, Ian Fleming, criador de James Bond, Margaret Atwood, que escreveu “O Conto da Aia” (The Handmaid’s Tale), Ray Bradbury, mestre da sci-fi e autor do clássico “Fahrenheit 451”, Jack Kerouac, o beatnik de “Pé na Estrada”, e o colombiano Gabriel García Márquez, escritor do fenômeno latino “100 Anos de Solidão”, entre outros. Com o sucesso da publicação, a marca depois se estendeu à criação de clubes, produção de vídeos e conteúdos eróticos para TV e Internet, além do licenciamento de produtos com o conhecido logo do coelho de gravata. Mas tudo mudou no século 21, com a concorrência da Internet, o que levou a revista a experimentar, entre 2016 e 2017, publicações sem nudez. Cooper Hefner assumiu o comando da publicação neste ano e acabou retornando à fórmula original. Hefner, por sua vez, viveu uma vida literalmente de playboy. Conhecido por manter várias namoradas ao mesmo tempo em sua mansão, ele chegou a protagonizar o reality show “Girls of Playboy Mansion”. E era casado desde 2010 com a modelo Crystal Harris, 60 anos mais nova que ele, após dois divórcios nos anos 1950. “Hefner adotou uma abordagem progressiva não só para sexualidade e humor, mas também para a literatura, política e cultura”, destacou a Playboy. O fundador da revista só lamentava uma coisa na vida. Não ter namorado sua musa, Marilyn Monroe. “Sou apaixonado por loiras, e ela era a melhor delas.” Em 1992, Hefner comprou uma cripta ao lado do túmulo da atriz, no cemitério de Westwood Village, por US$ 75 mil, onde será enterrado.

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