Dominic Frontiere (1931 – 2017)
Morreu Dominic Frontiere, compositor de temas clássicos de séries televisivas, como “Quinta Dimensão”, “A Noviça Voadora” e “Patrulha do Deserto”. Ele faleceu aos 86 anos na quinta-feira (21/12) em Tesuque, Minnesota, mas só agora a notícia chegou à imprensa americana. Frontiere marcou época como compositor televisivo entre os anos 1960 e 1980, sendo responsável por centenas de horas de músicas inesquecíveis. Além de trabalhar em séries, ele também criou trilhas para muitos filmes do período. A carreira do músico, nascido em Connecticut em 17 de de junho de 1931, incluiu ainda passagens pela big band de Horace Heidt, no final da década de 1940, e um disco solo cultuadíssimo de 1959, “Festival Pagano”, considerado um clássico do gênero conhecido como exotica. Ele se mudou para Hollywood no início da década de 1950, ao ser contratado por Alfred Newman, então diretor musical da 20th Century Fox, para trabalhar como músico na orquestra do estúdio. Os dois forjaram grande amizade e Newman incentivou Frontiere a começar a compor no começo dos anos 1960. Ao fazer sua terceira trilha, para a comédia “Eu, Ela e o Problema” (1961), Frontiere encontrou outro parceiro importante, o roteirista e produtor Leslie Stevens, que em 1962 o convocou para compor o tema de sua primeira produção televisiva: o western “Stoney Burke”, estrelado por Jack Lord (o futuro Steve McGarrett de “Havaí 5-0”). Mas foi a segunda série da parceria, “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), que determinou o rumo da carreira do compositor. A música da abertura era bastante experimental, criando “white noise” e ambiências para sugerir que a TV estava fora do ar – “Não há nada de errado com sua TV”, alertava a narração – , alimentando um clima crescente de mistério e tensão. Vieram outras séries que ajudaram a definir a época, como “Os Invasores”, “Noviça Voadora”, “Patrulha do Deserto”, “Cavalo de Aço”, “Que Garota”, “Os Audaciosos”, “O Imortal”, “Missão Heroica”, “Controle Remoto” e “Vega$”. Ele também compôs a trilha do western “A Marca da Forca” (1968), primeiro western americano de Clint Eastwood, e conseguiu a proeza de manter o nível estabelecido por Ennio Morricone na trilogia spaghetti do ator. A façanha fez com que John Wayne o convidasse a orquestrar seu especial televisivo de cunho patriótico, “Swing Out, Sweet Land” (1970), que rendeu um Emmy para Frontiere e uma nova amizade importante em sua carreira. A parceria acabou se estendendo a mais três filmes de Wayne: “Chisum, Uma Lenda Americana” (1970), “Os Chacais do Oeste” (1973) e “A Morte Segue Seus Passos” (1975). O compositor continuou fazendo trilhas diversas para filmes de ação e comédia e até venceu o Globo de Ouro pela música do cultuadíssimo thriller “O Substituto” (1980), de Richard Rush. Mas sua trajetória foi bruscamente interrompida em 1986, quando foi sentenciado a um ano de prisão por sonegação fiscal, efeito colateral de seu casamento com a enrolada proprietária do time de futebol americano Los Angeles Rams. Além de trilhas de cinema, ele também produziu discos de Gladys Knight, Dan Fogelberg, Chicago e The Tubes, até encerrar a carreira com a composição do filme “A Cor da Noite” (1994), que lhe rendeu nova indicação ao Globo de Ouro. Relembre abaixo 15 temas e trilhas da carreira de Dominic Frontiere.
Harry Dean Stanton se despede do cinema e da vida no poético Lucky
Pode até não parecer, mas a trajetória de Harry Dean Stanton, falecido em setembro de 2017, perpassou metade da história do cinema americano. Atuando desde os anos 1950, no cinema e na televisão, o ator hoje é lembrado principalmente por aquele que é o papel de sua vida, o do solitário e atormentado Travis Henderson, de “Paris, Texas” (1984), de Wim Wenders, um dos filmes mais belos já feitos. “Lucky”, de John Carroll Lynch, é uma espécie de filme-testamento do ator. O personagem, um senhor de 90 anos que é veterano da 2ª Guerra Mundial, foi totalmente inspirado em Dean Stanton. Afinal, assim como o personagem, o ator nunca casou, nunca teve filhos (não que ele saiba), começou a fumar desde muito cedo e também serviu, como cozinheiro, durante a guerra dos anos 1940. Logo, Stanton acaba por interpretar a si mesmo em “Lucky”, filme que parece pequeno em suas pretensões, mas que alcança uma dimensão poética impressionante. Na trama, Lucky descobre, depois de um desmaio, que seu corpo começa a dar sinais de chegar ao fim. Em sua vida, vemos muitos espaços vazios, desertos, além de bares e restaurantes. Alguns desses lugares se repetem ao longo da narrativa, como que para acentuar a rotina pouco excitante de Lucky. Essa carência de emoções, ou mesmo de pouca energia para desperdiçar, talvez seja um dos segredos da longevidade de Lucky, junto com o apego à sua vida simples e aos pequenos prazeres que sua vida lhe proporciona. E haja simplicidade em sua vida: as únicas coisas que Lucky abastece no mercadinho são cigarros e caixas de leite. O café é tomado na lanchonete, espaço em que ele é tratado como uma espécie de integrante da família, numa cidade pequena onde todo mundo se conhece. Importante, gostoso e enriquecedor ter no filme a participação especial do amigo David Lynch, interpretando alguém muito parecido com o Gordon de “Twin Peaks”. Lynch e Stanton trabalharam juntos em diversos filmes. Na nova temporada da série, inclusive, o ator aparece em cinco episódios, também em um papel semibiográfico, falando sobre o hábito de fumar desde cedo. Lynch, como um diretor que valoriza muito a figura do homem velho, trata com muito carinho aquele homem que carrega quase um século nas costas. Algumas cenas são de uma beleza ímpar: a cena do aniversário do garotinho mexicano, em que Lucky canta uma canção em espanhol; a cena da conversa com um colega aposentado das forças armadas (Tom Skerritt, com quem Stanton trabalhou em “Alien”), que conta uma história fascinante sobre uma garotinha japonesa; a cena em que David Lynch fala sobre o amor incondicional por seu bicho de estimação desaparecido; e há também mistérios em algumas cenas, ainda que bastante ligados ao realismo que o filme promove. Não falta espaço para filosofar sobre a finitude, sobre aceitar a realidade como ela é, tanto em discussões dos próprios personagens quanto nas entrelinhas, o que faz com que o filme fica com o espectador após a sessão. Trabalhos como este justificam a ida ao cinema. Até porque resulta numa paz de espírito, em vez de lamento pelo fim de uma jornada.
Chandler Riggs aparece com novo visual após The Walking Dead
Após ser “demitido” de “The Walking Dead”, como disse seu pai, o ator Chandler Riggs ressurgiu nas redes sociais com um novo visual. Foram-se os cabelos longos de Carl. No lugar do visual roqueiro, apareceu um cantor de boy band. Ele comentou: “Eu me sinto tão exposto quanto uma toupeira nua ou algo assim”. O ator vai sair da série após seu personagem ser mordido por um zumbi. Esta revelação da midseason finale fez com que os fãs se revoltassem e tomassem a iniciativa de criar uma petição no site Change.org para que o showrunner Scott M. Gimple seja demitido. Mais de 50 mil pessoas já assinaram a petição. A série volta a ser exibida em 11 de fevereiro. No Brasil, ela vai ao ar pelos canais pagos Fox e Fox Premium. new hair who dis pic.twitter.com/fHq22R5I3C — chandler riggs (@chandlerriggs) December 16, 2017 i feel so exposedlike a naked mole rat or something — chandler riggs (@chandlerriggs) December 16, 2017
Fãs de The Walking Dead criam petição para o showrunner da série ser demitido
Os fãs de “The Walking Dead” estão inconformados com a iminente morte de Carl na série, após o personagem aparecer mordido por um zumbi na midseason finale da série, e tomaram a iniciativa de criar uma petição no site Change.org para que o showrunner Scott M. Gimple seja demitido. A descrição do abaixo-assinado diz: “A série inteira estava caminhando para mostrar Carl se tornando o líder que seu pai é, talvez um dia tomando o papel para si. O ator Chandler Riggs até considerou atrasar sua educação superior para trabalhar na série, depois de Gimple ter lhe prometido que ele estaria no programa para os próximos três anos”. O texto conclui: “Esta petição espera ligar o holofote para que o canal AMC demita o showrunner Scott Gimple por suas ações e maus tratos do ator Chandler Riggs”. Quase 50 mil pessoas já assinaram a petição. A morte de Carl, que continua vivo nos quadrinhos de Robert Kirkman em que a série se baseia, foi consequência de outros equívocos de Gimple, responsável por arrastar a narrativa da série a ponto de transformar a atração outrora tensa em tediosa. Sob seu comando, “The Walking Dead” triplicou sua audiência, apenas para perder mais público do que tinha conquistado, voltando aos níveis de sua 2ª temporada. A audiência do final do ano foi a pior da atração desde o primeiro midseason finale, em 2011. Neste contexto, a decisão de matar Carl sugere a busca de um chamariz para fazer o público voltar a se interessar pela série, com seu destino fatídico interrompido até o retorno dos próximos episódios. A série volta a ser exibida em 25 de fevereiro. No Brasil, ela vai ao ar pelos canais pagos Fox e Fox Premium. Veja o trailer da segunda metade da temporada neste link.
Perdeu? Confira a cena em que Carl é mordido por um zumbi em The Walking Dead
O último episódio do ano de “The Walking Dead” deixou os fãs arrasados com o destino de um personagem importante da série: Carl, vivido por Chandler Riggs, que apareceu mordido por um zumbi. Passado o impacto, muitos ficaram em dúvida sobre o momento em que isso aconteceu. Afinal, o episódio não mostrou um encontro do adolescente com zumbis. O fato é que a mordida não ocorreu naquele capítulo, mas dois episódios atrás, exibida na TV em 27 de novembro. A razão disso gerar dúvida se deve à estrutura problemática da narrativa estabelecida na série. Ao contrário de “Game of Thrones”, os produtores de “The Walking Dead” não conseguem contar uma história com tantos personagem, o que faz com que alguns sumam entre os episódios. E a mordida de Carl foi um desses momentos interrompidos, prejudicando o entendimento do que realmente aconteceu. O personagem de Chandler Riggs foi mordido quando tentava ajudar seu novo amigo, Siddiq (Avi Nash), a matar um grupo de zumbis em “The King, the Widow and Rick”. A cena abaixo mostra claramente o momento em que isso aconteceu. No instante fatídico, o jovem luta sozinho contra dois zumbis e um deles avança para sua barriga, sem nada impedi-lo. Embora a dentada não tenha recebido um close que a denunciasse, o instante é marcado por um corte de cena, que mostra Siddiq enfrentando outra criatura, e ao voltar a Carl a imagem revela o zumbi já afastando a boca de seu corpo. Confira:
Documentário sobre os últimos anos de David Bowie ganha trailer
A HBO divulgou o trailer de “David Bowie: The Last Five Years”, documentário que registra os últimos anos de vida do músico britânico. O filme é dirigido por Francis Whately, que também fez “David Bowie: Five Years” (2013) sobre o auge do cantor nos anos 1970. E traz uma informação surpreendente, ao afirmar que Bowie só soube que seu câncer era terminal apenas três meses antes de morrer. Segundo o documentário, ele descobriu que tinha poucos meses de vida enquanto gravava o clipe da música “Lazarus”, que ilustra sua doença e se encerra com uma metáfora de sua saída de cena. Bowie veio a morrer logo em seguida àquela gravação, em 10 de janeiro de 2016, dois dias depois de ter completado 69 anos e de ter lançado seu 25º álbum de estúdio, “Blackstar”, um projeto repleto de simbolismos que sugerem referências à sua própria morte – e que foi considerado um dos melhores discos de sua carreira. Produção original da BBC já exibida no Reino Unido, “David Bowie: The Last Five Years” chega na HBO no dia do aniversário do cantor, em 8 de janeiro.
Bruce Brown (1937 – 2017)
Morreu o diretor Bruce Brown, especialista em documentários de surfe, que ganhou ficou famoso pelo clássico “Alegria de Verão” (Endless Summer), de 1966. Ele faleceu no domingo (10/12) aos 80 anos, de causas naturais na cidade de Santa Bárbara, na Califórnia. O documentário lançado em 1966 foi na verdade o sexto filme sobre surfe de Brown, que filmava o esporte desde 1958, tornando-se o primeiro expert cinematográfico na modalidade. Em todos eles, o cineasta foi responsável por diversas funções da produção, da câmera à narração. A experiência nas produções anteriores permitiu a Brown realizar um filme perfeito para conjurar o “verão sem fim” que encapsulou o espírito da época. Para materializar seu filme mais famoso, ele decidiu acompanhar dois surfistas em uma viagem por diversos países, incluindo Austrália, Nova Zelândia e Havaí, em busca de ondas perfeitas, num verão que as viagens por diferentes hemisférios estendiam infinitamente. O filme de baixo orçamento ganhou grande repercussão e foi responsável por mudar a imagem dos surfistas, transformando sua viagem numa missão quase espiritual. Além de imortalizar a música-título da banda The Sandals, um dos mais belos instrumentais da surf music, o filme aposentou de vez o clichê do surfista-palhaço-vagabundo, popularizado nos filmes da “Turma da Praia” (estrelados por Frankie Avalon e Annette Funicello). Cultuadíssimo, “Alegria de Verão” ainda ganhou uma continuação em 1994, quase trinta anos depois do lançamento original. Foi o último trabalho do diretor, que também fez um famoso filme sobre motocross, “Um Domingo Sobre Moto” (1971), que incluía o ator Steve McQueen (“Bullit”). Recentemente, o clássico de Brown foi remasterizado e lançado em versão digital. Veja os vídeos da produção abaixo.
The Walking Dead: Rick diz que Negan é o próximo a morrer no trailer da metade final da 8ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou o trailer do próximo episódio de “The Walking Dead”, que só será exibido em fevereiro. Já legendado por fãs, o episódio marca o começo da metade final da 8ª temporada e traz cenas de combate entre os Salvadores e seus inimigos, com Rick (Andrew Lincoln) dizendo para Negan (Jeffrey Dean Morgan) que ele é o próximo a morrer. Este, porém, não é o desfecho do conflito, segundo adiantou Chandler Riggs, o intérprete de Carl, ao sair da série. A 8ª temporada de “The Walking Dead” só voltará a exibir episódios inéditos em 25 de fevereiro. No Brasil, a série é transmitida pelos canais pagos Fox e Fox Premium (sem intervalos).
Pai de Chandler Riggs ataca produtor de The Walking Dead nas redes sociais
A saída do ator Chandler Riggs, intérprete de Carl, da série “The Walking Dead” motivou um ataque furioso de seu pai contra o produtor Scott M. Gimple. “Ver Gimple despedir meu filho duas semanas antes de seu aniversário de 18 anos, e depois de lhe dizer que desejava que ele continuasse na série pelos próximos três anos, foi decepcionante”, escreveu o pai de Riggs no Facebook. “Eu nunca confiei em Gimple ou no canal AMC, mas Chandler confiava. Eu sei o quanto isso o machucou. Mas nós também sabemos como tivemos sorte de fazer parte de tudo isso e apreciamos todo o amor dos fãs durante todos esses anos”. Após expressar seu desgosto, William Riggs apagou o post. Mas ele pode ser visto em cópia abaixo. Ao final, o próprio Chandler deixou clara sua insatisfação numa entrevista publicada pelo site The Hollywood Reporter logo após o episódio ir ao ar. Confira os detalhes aqui.
Ator de The Walking Dead confirma que mordida de zumbi é sua morte na série
O último episódio do ano de “The Walking Dead” deixou muitos fãs arrasados com o destino de um personagem importante da série: Carl, vivido por Chandler Riggs. Ele apareceu mordido por um zumbi e seu intérprete confirmou, em entrevista ao site The Hollywood Reporter, que Carl não sobreviverá: “Não tem como ele se recuperar disso. Sua história definitivamente chegou ao fim”. Mas os fãs não foram os únicos contrariados. O ator deixou claro sua insatisfação. “Não esperava nunca que Carl seria morto”, disse Riggs, ao descobrir que a sairia da série. “Sair de ‘The Walking Dead’ não foi uma decisão minha. Mas serve a um propósito na história. Fazia sentido para a trama acontecer isso a Rick, Michonne e todos os outros”, afirmou ele. “Eu descobri (sobre a morte) quando eu estava fazendo ensaios para o episódio seis, em junho. Foi bem chocante para mim, Andy (Andrew Lincoln, que interpreta Rick) e os outros, acho que ninguém estava esperando por isso. Eles me chamaram pessoalmente para falar disso, por ser algo tão grande. Chamaram a mim, minha mãe e meu pai para falar sobre o que ia acontecer. Foi devastador, por uns dias eu não sabia como reagir”, admitiu Riggs. Mas ele levou numa boa: “Não é algo ruim, porque tem sido incrível estar no seriado e agora eu posso fazer muitas que não pude por um tempo.” Ele alertou que, apesar da mordida fatal, ele ainda gravou participação importante no próximo episódio. “Apesar de a história de Carl estar chegando ao fim, ainda não acabou.” Segundo o ator, o produtor executivo Scott Gimple usou a saída do personagem da história para ligar duas pontas soltas da trama, mal-explicadas nos quadrinhos. Ele revelou seu papel nisso dando um grande spoiler do final da guerra entre Rick e Negan, para quem não leu os quadrinhos de Robert Kirkman. “Scott estava tentando entender onde estava o buraco nos quadrinhos entre Rick cortando a garganta de Negan no final do arco da ‘Guerra Total’ e o salto temporal em que Negan aparece vivo e na prisão, e Rick não o matou. Scott estava tentando descobrir como conectar essa lacuna entre Rick querendo matar Negan e não querendo, o que ele achou agora. O jeito que ele encontrou foi tornar Carl uma figura muito humanitária e uma pessoa que conseguia ver o lado bom das pessoas, capaz de ver que elas podem mudar e nem todo mundo é mau. É isso que significa a conversa entre Carl e Rick no episódio: não há jeito de eles matarem todo mundo dos Salvadores e nem todo mundo é ruim e deve existir um meio de avançar que não seja matar todo mundo.” Quem não viu Carl ser mordido no episódio, não perdeu nada. Isto não aconteceu no último domingo, mas há dois domingos atrás, no capítulo exibido em 27 de novembro. O fato disso gerar dúvida se deve a decisões problemáticas dos produtores sobre como dividir os episódios e apresentar a trama da série. Bastante criticado por arrastar a trama e fazer adaptações literais dos quadrinhos, Scott M. Gimple resolveu radicalizar com a morte de Carl, tirando da trama um dos últimos personagens presentes desde o primeiro episódio e que ainda está vivo na publicação de Kirkman. “Eu estava entusiasmado para fazer as próximas histórias dos quadrinhos, porque há muitas coisas realmente legais”, disse Riggs, referindo-se a importância de Carl para o próximo arco, após a queda de Negan. A exibição do episódio, inclusive, foi precedida por vários apelos nas redes sociais para o público não perdê-lo, porque algo importante iria acontecer. Uma foto de mordida serviu para divulgar o capítulo nas redes sociais. É a imagem que ilustra este post.
Eva Todor (1922 – 2017)
A atriz Eva Todor morreu na manhã deste domingo (10/12) em sua casa de pneumonia, aos 98 anos. Ela sofria de Mal de Parkinson e chegou a ficar dez dias internada em março deste ano. A atriz estava longe da TV desde a novela “Salve Jorge”, exibida em 2012, e sua última aparição pública foi em novembro de 2014, quando recebeu uma homenagem feita por amigos artistas no Teatro Leblon. Com mais de 80 anos de carreira, ela começou a carreira no balé, ainda na infância. Húngara de nascimento, Eva Fódor Nolding chegou a dançar na Ópera Real de Budapeste. Filha de uma estilista e de um comerciante de tecidos, ela já mostrava talento para a vida artística, mas a realidade complicada do período entre guerras na Europa fez sua família vir para o Brasil, em 1929. Ao chegar no país, continuou a se dedicar ao balé, tendo aula com a renomada Maria Olenewa. Em entrevista ao site Memória Globo, Eva contou que seus pais, “como bons húngaros”, achavam que toda criança deveria ter uma educação ligada à arte. Seguiu no balé até ser convidada, ainda adolescente, para fazer teatro de revista no Teatro Recreio. Nessa época, adotou o nome Todor, uma versão aportuguesada de seu sobrenome. “Fiz um sucesso muito grande. Fiquei quatro ou cinco anos. E foi onde conheci meu primeiro marido, que era o diretor da companhia (Luis Iglesias). Eu me casei aos 14 anos. Depois, ele achou que aquilo não tinha futuro e montou uma companhia de comédia para mim. Todo mundo disse que ele era louco, porque eu era uma menina que não tinha experiência nenhuma e, além do mais, falava português pessimamente. Mas, deu certo. E a companhia ficou sendo Eva e seus Artistas, durante muitos anos. Só de Teatro Serrador, fiquei 23 anos”, relatou ela ao Memória Globo. Ela ganhou muitos admiradores por sua beleza e talento. Entre eles, o então presidente Getúlio Vargas, o que facilitou o processo para se naturalizar brasileira nos anos 1940. Dos palcos, pulou para o cinema, em plena era da chanchada. Fez seu primeiro longa-metragem em 1960, “Os Dois Ladrões”, de Carlos Manga, demonstrando sua veia humorística ao lado de Oscarito. A versatilidade lhe rendeu convite para comandar um programa na TV Tupi, chamado “As Aventuras de Eva” (1961), em que explorava sua aptidão para o humor. Sua estreia em novelas aconteceu na década seguinte, em “E Nós, Aonde Vamos?”, última novela da célebre autora cubana Glória Magadan escrita no Brasil, exibida em 1970. Mas foi só na Globo que sua carreira deslanchou, a partir da aparição na novela “Locomotivas”, de Cassiano Gabus Mendes, um fenômeno de audiência em 1977, no papel de Kiki Blanche, personagem tão marcante que Eva voltou a vivê-lo em 2010 na novela “Ti Ti Ti”. Dali para frente, a televisão se tornou seu foco. Foram dezenas de novelas, como “Te Contei?” (1978), “Coração Alado” (1980), “Sétimo Sentido” (1982), “Partido alto” (1984), “Top Model” (1989), “De Corpo e Alma” (1992), “Suave Veneno” (1989), “O Cravo e a Rosa” (2000), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2009) e “Salve Jorge” (2012). E, entre uma e outra, ainda emplacou diversas aparições em séries e minisséries. Dedicada à TV, acabou fazendo poucos filmes. Foram apenas cinco, entre eles “Xuxa Abracadabra” (2003) e “Meu Nome Não É Johnny” (2009). Lucélia Santos, que contracenou com a atriz em “Locomotivas”, lembrou com saudades da atriz em depoimento ao Globo News. “Dona Eva era um ser humano iluminado. Ela se autochamava de ‘estilo Eva’, ninguém podia fazer o que ela fazia, era um jeito engraçado. Ela era contagiante”, definiu.
Johnny Hallyday (1943 – 2017)
O cantor e ator Johnny Hallyday, considerado o “Elvis Presley francês”, faleceu aos 74 anos de um câncer no pulmão, na madrugada desta quarta-feira (6/12). “Johnny Hallyday partiu. Escrevo estas palavras incrédula, mas foi assim. Meu marido já não está mais aqui. Nos deixou esta noite como viveu sua vida: com valentia e dignidade”, escreveu sua mulher Laeticia. “Até o último momento, se manteve firme diante desta doença que o corroía há meses, dando a todos lições de vida extraordinárias”. Jean-Philippe Léo Smet, seu verdadeiro nome, nasceu em 1943. Filho da modelo Huguette Clerc e do cantor belga Léon Smet, viveu em Londres com o tio, um artista de variedades de quem “roubou” o nome artístico para lançar seu primeiro álbum em 1960, “Hello Johnny”. O sucesso veio no ano seguinte, com o lançamento da música “Viens Danser le Twist”, uma versão de “Let’s Twist Again”, de Chubby Checker, que o estabeleceu como o roqueiro mais bem-sucedido da França. Em 50 anos de carreira, ele entusiasmou três gerações francesas, gravando cerca de 40 álbuns, mais de mil músicas, e vendeu mais de 100 milhões de discos. Tornou-se um fenômeno desde jovem, a ponto de não poder sair de casa sem correr de multidões de fãs enlouquecidos, como numa cena da Beatlemania. Cidades da França proibiram seus shows, acusando-o de corromper a juventude. Foi chamado de belga infiltrado na França. Pior: quinta-coluna imperialista, responsável por contaminar a cultura francesa com o rock, nas palavras do presidente francês Charles de Gaulle, que o odiava. Mas nem o maior hit, “Noir c’est Noir” (1966), conseguiu ser ouvido fora da França, apesar das aparições no célebre programa de variedades “The Ed Sullivan Show”, que estourou as carreiras de Elvis e dos Beatles nos EUA. Isto o tornou uma figura cult nos mercados internacionais, marcando-o com o apelido de “a maior estrela do rock que você nunca ouviu falar”, maldosamente conferido pelo jornal USA Today. No Brasil, por sinal, poucos sabem que “Noir c’est Noir” é a versão original do sucesso “Quem Não Quer”, música gravada por Jerry Adriani no auge da Jovem Guarda. A comparação com Elvis Presley não se resumia ao rock. Assim como o cantor americano, ele se lançou no cinema numa série de comédias musicais, como “As Parisienses” (1962), em que cantou uma balada romântica para Catherine Deneuve, “D’où viens-tu… Johnny?” (1963), como par da cantora Sylvie Vartan, com quem formou um dos casais mais poderosos do rock francês, “Cherchez l’idole” (1964) e o psicodélico “Les Poneyttes” (1967). Também como o ídolo, optou por estrelar westerns como alternativa aos filmes em que vivia versões de si mesmo. Assim, virou o personagem-título de “O Especialista – O Vingador de Tombstone” (1969) no spaghetti-western de um especialista, o cineasta Sergio Corbucci, criador de “Django” (1966). Mas acabou se destacando em outro gênero: os filmes de crime. Ele surpreendeu a crítica ao estrelar “Point de Chute” (1970), do ator-diretor Robert Hossein, e “Détective” (1985), de ninguém menos que Jean-Luc Godard. Contudo, os melhores papéis vieram na fase final de sua carreira, quando grandes cineastas recorreram à sua presença icônica para humanizar personagens sinistros, como o ladrão de “Uma Passagem para a Vida” (2002), de Patrice Leconte, o suspeito de “Rios Vermelhos 2 – Anjos do Apocalipse” (2004), de Olivier Dahan, e o assassino de “Vingança” (2009), um dos melhores filmes do mestre do cinema criminal chinês Johnny To. Ele também chegou a filmar nos Estados Unidos, participando da comédia “Procurados” (2003), como um dos ladrões de uma gangue francesa em Chicago, além de “A Pantera Cor de Rosa 2” (2009). Enquanto rodava a continuação estrelada por Steve Martin, seus problemas de saúde se tornaram evidentes, levando-o a ser hospitalizado em Boston. Ele chegou a entrar em coma devido a um grave problema respiratório. Mesmo com o diagnóstico de câncer confirmado, ele continuou fazendo filmes. Suas últimas aparições no cinema foram nas comédias “Rock’n Roll: Por Trás da Fama”, de Guillaume Canet, e “Chacun sa Vie”, de Claude Lelouch, ambas lançadas neste ano. É tão difícil imaginar a França sem Johnny Hallyday que um cineasta, fã assumido, tentou visualizar exatamente isso, num filme em que Jean-Philippe Léo Smet nunca se tornou um roqueiro famoso. Intitulado “Jean-Philippe” (2006), o longa de Laurent Tuel deixa claro a influência colossal de Hallyday na cultura francesa do século 20. “Nós todos temos algo de Johnny. Nós não esqueceremos nem o nome, nem o rosto, nem a voz, sobretudo, nem as interpretações que, com um lirismo seco e sensível, pertencem hoje à história da música francesa. Ele fez entrar uma parte da América em nosso panteão nacional”, declarou o presidente da França, Emmanuel Macron.
Vídeos de Legends of Tomorrow confirmam retorno de personagem morto
Quem é morto, sempre aparece. Ao menos, nas séries da DC. Mal foi sepultado – ops, spoiler – , Martin Stein pode ser visto numa cena e no vídeo de bastidores do próximo episódio de “Legends of Tomorrow”. Mas, curiosamente, não nas fotos que acompanham a divulgação da rede CW. A saída do ator Victor Garber já tinha sido anunciada em outubro, após ele ser confirmado na produção da Broadway de “Hello, Dolly!”. Mas a trama parecia se encaminhar para uma “aposentadoria” feliz do personagem, até o crossover “Crisis on Earth-X” mostrar seu trágico sacrifício para salvar a vida de Jefferson Jackson (Franz Drameh). A morte de Martin Stein não significou, necessariamente, o fim do personagem no universo televisivo da DC. Como “Legends of Tomorrow” trata de viagem no tempo, ele reapareceu em sua versão mais jovem, dos anos 1980, interpretado por Graeme McComb – pela terceira vez na série, como ele próprio comenta. Na trama do episódio, intitulado “Beebo the God of War”, a versão mais jovem de Stein vai parar no passado, é capturada por guerreiros vikings, e o bicho de pelúcia falante que ele comprou para sua filha se torna idolatrado como um deus pagão, mudando o destino da humanidade. O episódio vai ao ar nesta terça (5/12) nos Estados Unidos, antes do hiato de fim de ano da série, que só voltará com episódios inéditos em 2018. “Legends of Tomorrow” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.











