Morre cachorro que interpretou lobo corajoso de Bran Stark em Game of Thrones
Odin, o cachorro que interpretou Summer (Verão), o lobo destemido de Bran Stark em “Game of Thrones”, morreu na quinta-feira (26/3). Segundo o jornal britânico Metro, o astro canino lutou por quatro meses contra uma forma agressiva de câncer, enquanto os donos arrecadaram 14 mil libras esterlinas (mais de R$ 88 mil) online para ajudar em seu tratamento. “Nossa família anuncia com imenso pesar que Odin faleceu nesta manhã”, escreveram os donos nas redes sociais. “É difícil colocar em palavras o quanto isto impactou todos nós, porque Odin viveu uma vida como a de nenhum outro cachorro”. “Nós adotamos ele quando tinha sete semanas de vida. Só queríamos cachorros grandes para levar em trilhas, e para dormir aos nossos pés todas as noites, na frente da lareira. Tudo o que veio depois foi um bônus”, disseram ainda. “A morte de Odin marca o fim de uma década e uma era em que ele ensinou a nós, nossa família e nossos amigos muitas lições de vida. Este era um cachorro com mais histórias para contar do que muitas pessoas”, continuaram. A família ainda celebrou as muitas “realizações” do companheiro canino, citando que ele ficou “imortalizado” por sua participação em “Game of Thrones”. “Para todo mundo que pôde conhecê-lo e sorriu com ele, lembrem-se daquele momento”, disseram. “Nós somos incrivelmente gratos pelas doações de todos. Vamos usar o que for preciso para pagar o tratamento que ele recebeu, e doar o restante para organizações beneficentes que ajudam cachorros pelo mundo”, prometeram. Ver essa foto no Instagram Our family are at immense heartbreak to announce that Odin passed away early this morning. It’s difficult to put into words how this has impacted us as a family for Odin lead a life like no other dog. Odin was a family member first and we got him when he was a pup at 7 weeks old all we wanted were big dogs to take hiking and to sleep at our feet in the evening beside the fire, everything after that was a bonus. Odins passing marks the end of a decade and the end of an era as he taught our friends and family a lot of lessons about life for one dog he has more stories to tell than some people would. Odin has far too many achievements to announce in this post but just look at our social media pages over the past 5 years and see. We can all take great comfort in knowing that he is forever immortalised in the great TV Show Game of Thrones as Summer Bran Starks Direwolf Pup in Season 1 episode 1 . To everyone that was lucky enough to meet him and put a smile on your face please remember that moment. It’s an incredible piece of luck to have a pet you love so well become world famous and touch so many peoples hearts. He was always fond of the beach and his favourite treats which he had almost everyday before his passing. He was met with further illness as the week continued and the vets did everything they could to keep him going but he passed away in his sleep. We are incredibly grateful for the donations made towards Odin treatment and we will use what is needed to pay his vet bill and we will donate the rest between our favourite dog charities the donations will help further dogs in need at this tough time. If you have photos or videos or stories about Odin then please send them or share them with us. Please understand we will try reply to all your messages at this very difficult time in our lives. Uma publicação compartilhada por GoT Direwolves (@got_direwolves) em 26 de Mar, 2020 às 4:26 PDT
Madonna lamenta morte de ator de Procura-se Susan Desesperadamente
A cantora Madonna se manifestou nas redes sociais sobre a morte de Mark Blum, ator americano com quem contracenou no filme “Procura-se Susan Desesperadamente”, que aconteceu quarta (25/3) devido á complicações da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Em seu Instagram, ela postou uma foto em que aparece com Bloom no filme de 1985. “Quero registrar a passagem deste humano marcante, ator, amigo e parceiro, Mark Blum, vítima do coronavírus. Isto é realmente trágico e meu coração está com ele, sua família e a todos que ele amava. Me lembro de Mark quando fizemos ‘Procura-se Susan Desesperadamente’ em 1985 como alguém acolhedor, amável e profissional. Outro lembrete de que este vírus não é uma brincadeira, na é para tratar como algo casual ou fingir que não nos afetará de alguma forma. Temos que nos manter gratos – ser esperançosos – e seguir as regras de quarentena”, afirmou Madonna. Com muitos filmes de sucesso nos anos 1980, Blum também se tornou conhecido das novas gerações por seus papéis nas séries “Mozart in the Jungle”, na Amazon, “Você” (You), na Netflix, e “Succession”, na HBO. Ver essa foto no Instagram I Want to Acknowledge the Passing of a remarkable Human, fellow actor and friend Mark Blum, who succumbed to Coronavirus. This is really tragic and my heart goes out to him, his family and his loved ones. I remember him as funny warm, loving .and professional when we made Desperately Seeking Susan in 1985!! Another reminder that this virus is no joke, nothing to be casual about or pretend wont affect us in some way. ♥️ we need to stay grateful -be hopeful- help each other-and follow the quarantine rules! #covid_19 #markblum #desperatelyseekingsusan Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 26 de Mar, 2020 às 12:58 PDT
Mark Blum (1950 – 2020)
O ator americano Mark Blum, conhecido por filmes dos anos 1980 e séries recentes, como “Você”, morreu na quarta (25/3) no hospital presbiteriano de Nova York, de complicações da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, aos 69 anos. Nascido em Newark, Nova Jersey, em 1950, Blum costumava viajar de trem até Nova York para ver as peças em cartaz, o que o fez se apaixonar pelo teatro ainda na adolescência. Ele estudou Teatro em duas faculdades e iniciou sua longa carreira como assistente de palco da Broadway em 1975. Não demorou a virar ator e chegou a vencer o prêmio Obie, dedicado ao circuito off-Broadway, como protagonista de “Gus and Al” em 1989, na pele de um dramaturgo gay medíocre de meia-idade que viaja no tempo para conhecer Gustav Mahler. Foi também nos anos 1980 que ele começou a aparecer no cinema. A partir de um pequeno papel em “O Amor tem seu Preço” (1983), sua filmografia se multiplicou em vários sucessos da época, como “Procura-se Susan Desesperadamente” (1985), “Crocodilo Dundee” (1986), “Somente Entre Amigas” (1986), “Encontro às Escuras” (1987) e “Mais Forte que o Ódio” (1988). Blum também apareceu em várias séries, como “Miami Vice”, “Roseanne”, “Nova Iorque Contra o Crime” (NY PD Blue), “O Desafio” (The Practice), “CSI: Miami” e por toda a franquia “Lei & Ordem” (Law & Order). Mais recentemente, integrou os elencos de “Mozart in the Jungle”, na Amazon, “Você” (You), na Netflix, e “Succession”, na HBO. Seu último trabalho foi uma participação em “Billions”, que será exibida em maio no canal pago Showtime.
Turma da Mônica homenageia Albert Uderzo nas redes sociais
A Turma da Mônica homenageou o quadrinista francês Albert Urdezo, criador do personagem Asterix, falecido na terça-feira (23/3), com uma ilustração emocionada nas redes sociais. No desenho postado no Instagram nesta quinta, Mônica, Cebolinha e Bidu aparecem com o semblante triste em frente à lápide de Urdezo, vestindo roupas e chapeis característicos dos personagens Asterix e Obelix. A legenda acrescenta: “O mundo ficou mais triste. Pela primeira vez, aquela famosa aldeia gaulesa não terá uma festa para marcar o fim da aventura. Mas, mesmo assim, por tantas histórias inesquecíveis, nós, fãs, temos muito a agradecer… Por Uderzo!” Urdezo faleceu aos 92 anos dormindo em casa, em um ataque cardíaco não relacionado ao coronavírus. Segundo a família, ele estava muito cansado há várias semanas. Ver essa foto no Instagram O mundo ficou mais triste. Pela primeira vez, aquela famosa aldeia gaulesa não terá uma festa para marcar o fim da aventura. Mas, mesmo assim, por tantas histórias inesquecíveis, nós, fãs, temos muito a agradecer… Por Uderzo! Uma publicação compartilhada por Turma da Mônica (@turmadamonica) em 25 de Mar, 2020 às 11:41 PDT
Marianne Ebert (1968 – 2020)
A atriz Marianne Ebert morreu na terça (24/3), aos 51 anos, no Rio de Janeiro. O falecimento foi anunciado pelo amigo Miguel Falabella, que contou nas redes sociais que Marianne lutava há anos contra o câncer. Também coreógrafa e dançarina, Ebert atuou em duas novelas da Globo do começo dos anos 1990: “Barriga de Aluguel” (1990), em que viveu Drica, e “Sonho Meu” (1993), onde interpretou Irene. Ambas foram ao ar na faixa das 18h. Depois destes primeiros papéis, ela abandonou a carreira no Brasil, vivendo por 25 anos em Nova York, onde chegou a participar de algumas produções americanas, como figurante nos filmes ““Guerra dos Mundos” (2005), de Steven Spielberg, e “Confusões em Família” (2009), de Raymond De Felitta, além da série “Lei & Ordem: Crimes Premeditados”. Ela voltou ao Brasil para viver com a família, após ser diagnosticada com câncer de mama, que acabou se espalhando para ossos, fígado, pleura e, mais tarde, cérebro. Em 2014, participou de seu último filme, a comédia “Vestido pra Casar” (2014), estrelada por Leandro Hassum. “Querida Marianne, você foi uma guerreira e a vida não lhe deu tréguas. Anos e anos de luta contra essa maldita doença que lhe transtornou a vida, a carreira e acabou lhe vitimando”, lamentou Falabella. “Há entretanto um momento feliz e é sobre ele que eu jogo um foco de luz nesse momento de angústia: você vivendo a Sereiazinha, no palco do teatro Clara Nunes. Nós vivíamos cheios de sonhos naquela época. Que você possa descansar em paz”, completou. Ver essa foto no Instagram Querida Marianne, você foi uma guerreira e a vida não lhe deu tréguas. Anos e anos de luta contra essa maldita doença que lhe transtornou a vida, a carreira e acabou lhe vitimando. Há entretanto um momento feliz e é sobre ele que eu jogo um foco de luz nesse momento de angústia: você vivendo a Sereiazinha, no palco do teatro Clara Nunes. Nós vivíamos cheios de sonhos naquela época. Que você possa descansar em paz. Amor. Miguel. Marianne Ebert ❤️❤️❤️ Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal) em 24 de Mar, 2020 às 10:51 PDT
Albert Uderzo (1927 – 2020)
O desenhista Albert Uderzo, criador de Asterix e Obelix ao lado de René Goscinny morreu nesta terça-feira (24/3), aos 92 anos, de ataque cardíaco. “Albert Uderzo morreu enquanto dormia em sua residência de Neuilly (nas proximidades de Paris) vítima de um ataque cardíaco, sem relação com o coronavírus. Estava muito cansado há várias semanas”, afirmou à AFP seu genro, Bernard de Choisy. Considerado o Walt Disney francês, Albert Uderzo era descendente de italianos e nasceu na pequena cidade de Fismes em 25 de abril de 1927. Quando tinha dois anos, a família se mudou para um subúrbio de Paris. E foi na capital francesa que encontrou seu grande parceiro René Goscinny, filho de um polonês e uma ucraniana, em 1951. Juntos, o desenhista e o roteirista criaram vários personagens icônicos, como o Oumpah-pah, mas nenhum fez tanto sucesso quanto o galês Asterix, herói que virou símbolo da identidade francesa. Uderzo desenhou os primeiros quadrinhos de Asterix em 1959, publicados em capítulos na revista “Pilote”. A primeira história completa, “Asterix, o Gaulês”, foi coletada num álbum em 1961, revelando a premissa que se manteria inalterada desde então. Na trama, Asterix é um baixinho bigodudo morador de um pequena aldeia na Gália, região da antiguidade que viraria a França e que resistia à ocupação romana em 50 a.C. A resistência ao poderio do império só era possível graças a uma poção mágica feita pelo druida Panoramix, que concedia superforça aos aldeões. Ao tomarem a poção, os gauleses se provam os piores inimigos de César. Menos o grandalhão barrigudo Obelix, que não pode bebê-la, porque caiu no caldeirão mágico quando criança e se tornou superforte o tempo inteiro. Apesar do protagonismo do baixinho, Uderzo não escondia que Obelix, o gorducho escudeiro do galês, era seu personagem favorito das histórias. A popularidade dos heróis gauleses se manteve irredutível ao longo dos anos, acumulando a venda de 370 milhões de exemplares de suas aventuras em todo o mundo, traduzidas para 111 idiomas e dialetos. Assim como Walt Disney, Uderzo e Goscinny conseguiram expandir o universo de suas criações para além das páginas dos quadrinhos. Ao todo, Asterix ganhou dez animações cinematográficas, a primeira em 1967 e a mais recente em 2018. Uderzo codirigiu dois dos filmes, “Asterix e Cleópatra” (1968) e “Os 12 Trabalhos de Asterix” (1976). O personagem também foi adaptado em quatro filmes live-action a partir de 1999, numa franquia iniciada com “Asterix e Obelix contra César”. Nos quatro filmes, Gérard Depardieu viveu Obelix. E, como a Disneylândia, o personagem francês ganhou um parque temático, inaugurado em 1989 em Plailly, nos arredores de Paris. Uderzo publicou 24 álbuns com Goscinny, que morreu em 1977 aos 51 anos, e, durante algum tempo, considerou encerrar a produção de novas histórias de Asterix sem a parceria do amigo, até mudar de ideia em 1980. Depois de assinar sozinho dez álbuns e completar 50 anos à frente do personagem, ele passou a permitir que outros autores, mais jovens, assumissem Asterix em 2011, mas sempre sob sua supervisão.
Lucia Bosè (1931 – 2020)
A atriz italiana Lucia Bosè, que estrelou clássicos europeus das décadas de 1950 e 1960, morreu em Segóvia, na Espanha, em decorrência de uma pneumonia, durante a pandemia de coronavírus. Ela tinha 89 anos. “Queridos amigos… comunico que minha mãe Lucia Bosè acaba de falecer. Ela já está no melhor dos lugares”, escreveu seu filho, o cantor Miguel Bosé em sua conta oficial no Twitter. Nascida em Milão em 1931, Bosè se projetou graças à sua indiscutível beleza, ao vencer o concurso Miss Itália em 1947. Três anos depois, o grande cineasta Michelangelo Antonioni a lançou como atriz em “Crônicas de um Amor” (1950). Ela voltaria a trabalhar com o mestre italiano em “A Dama sem Camélias” (1953). O ano de 1955 foi um marco para Bosè, com seus papéis em “A Morte de um Ciclista”, de Juan Antonio Bardem, e “Assim É a Aurora”, do mestre surrealista Luis Buñuel. Também foi o ano que marcou o seu casamento com o toureiro espanhol Luis Miguel Dominguín, com quem teve três filhos, incluindo Miguel. O casamento fez a atriz se afastar das telas. Ela só retornou em 1967, após o divórcio, numa retomada que incluiu clássicos como “Sob o Signo de Escorpião” (1969), dos irmãos Taviani, “Satyricon de Fellini” (1969), do gênio Federico Fellini, “A Força do Diabo” (1973), de Jorge Grau, e “Crônica de uma Morte Anunciada” (1987), de Francesco Rosi. Seu último papel foi como protagonista do drama independente “One More Time”, em 2013.
Bruno Lima Penido (1978 – 2020)
O roteirista Bruno Lima Penido, premiado com o Emmy Kids Internacional por “Malhação: Viva a Diferença”, morreu na noite de sábado (21/3), aos 41 anos. A informação foi confirmada pela rede Globo, mas a causa da morte não foi revelada. Bruno chegou à Globo em 2007 como produtor da Globonews, após deixar o jornal Folha de S. Paulo. Passou também pela redação do “Vídeo Show” até começar a carreira como roteirista. Entre 2016 e 2017, foi um dos responsáveis pelo texto de “A Cara do Pai”, série de comédia estrelada por Mel Maia e Leandro Hassum. Como colaborador de Walcyr Carrasco em “Verdades Secretas”, ele venceu o Emmy Internacional de Melhor Novela. E voltou a vencer um prêmio internacional do Emmy, em sua edição Kids, por “Malhação: Viva a Diferença”, a fase mais famosa da atração adolescente, dirigida por Cao Hamburger. Pela primeira vez ambientada em São Paulo, a temporada celebrou a diversidade, tendo como fio condutor a história de amizade entre cinco garotas, Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Benê (Daphne Bozaski) e Tina (Ana Hikari). “Malhação: Viva a Diferença” fez tanto sucesso que as personagens que Bruno criou vão ganhar um spin-off em forma de série, “As Five”, com as cinco protagonistas da história original. Ainda sem data oficial de estreia, “As Five” tinha previsão de lançamento para o segundo semestre no Globoplay. O autor de textos televisivos também era poeta e tinha recentemente lançado o livro “Mordidas por Dentro”.
Lyle Wagoner (1935 – 2020)
O ator Lyle Wagoner, que viveu Steve Trevor na série clássica da “Mulher-Maravilha”, morreu nesta terça (17/3) aos 84 anos, na Califórnia, após uma longa doença não detalhada pela família. Nascido em 13 de abril de 1935, Kyle Wesley Wagoner foi lutador colegial, serviu como operador de rádio no exército dos EUA e trabalhou como vendedor ambulante antes de conhecer a fama. Depois de tanto ouvir dos clientes que “tinha aparência de ator”, mudou-se do Kansas para a Califórnia, visando participar de programas de “novos talentos” na MGM e na Fox, onde Tom Selleck e James Brolin também estavam iniciando suas carreiras. Ele chegou a fazer testes para o papel de Batman, na série de 1966, mesmo ano em que estreou nas telas num episódio de “Gunsmoke”. Também apareceu em “Perdidos no Espaço” e foi um alienígena no filme “Jornada ao Centro do Tempo” (1967), antes de ser contratado para o programa de comédia “The Carol Burnett Show”, do qual participou de sete temporadas, entre 1967 a 1974. O produtor Joe Hamilton, marido de Burnett, procurava por um “tipo Rock Hudson” quando contratou Wagoner, que além de viver vários personagens nas esquetes da série humorística, também foi o narrador oficial do programa. Ele fez tanto sucesso que passou a apresentar outra atração em paralelo, “It’s Your Bet”, um programa de perguntas e respostas, de 1969 a 1973. Wagoner ganhou fama de galã e até posou para a capa da revista Playgirl em 1973. Essa popularidade lhe rendeu o papel do major da aeronáutica Steve Trevor na série “Mulher-Maravilha” em 1975. A produção se tornou um fenômeno de audiência, e finalmente permitiu ao ator interpretar um personagem dos quadrinhos da DC Comics, após a frustração de não virar Batman. Curiosamente, “Mulher-Maravilha”, que era passada nos anos 1940, sofreu um reboot completo em sua 2ª temporada, trazendo as aventuras da heroína vivida por Lynda Carter para o presente. Todo o elenco de apoio foi alterado, mas Wagoner continuou na atração como filho do personagem original, também chamado de Steve Trevor. A série acabou na 3ª temporada em 1979, mas seus três anos de produção foram suficientes para garantir, de forma colateral, o resto da vida do ator, que, durante a produção, lembrou de seus dias de vendedor de produtos de porta em porta e tomou uma iniciativa milionária. “Quando eu estava em ‘Mulher-Maravilha, os produtores me ofereceram um ótimo motor home que eles alugaram de um proprietário particular, para eu usar no set”, ele contou em uma entrevista de 2013. “Eu percebi uma possibilidade de negócio que ninguém tinha pensado. Propus pra eles: ‘Bem, se eu encontrar e preferir outro trailer, vocês o alugariam pra mim?’ Então, comprei o meu próprio veículo e eles pagarem aluguel pra mim por três anos, enquanto estive no programa”. Vendo que o negócio era lucrativo, ele lançou sua própria empresa de aluguéis de trailers, a Star Waggons, em 1979. E logo passou a receber encomendas de diversos produtores, para ceder a atores, maquiadores etc. em sets de filmes e TV. “Encontrei um fabricante e construí um protótipo de um trailer de maquiagem”, lembrou. “Eu coloquei para alugar e, rapaz, eles adoraram. Começamos a construir nossos próprios trailers em 1988”. A Star Waggons atingiu o número de 800 trailers alugados na década atual, registrando uma receita anual de US$ 17 milhões há dois anos. Só a produção do reality show “Dancing With the Stars”, da rede ABC, aluga 30 trailers da empresa do ator. Com a fortuna que fez com o negócio, Wagoner gradualmente abandonou a atuação. Ele ainda apareceu em algumas séries famosas, como “As Panteras”, “O Barco do Amor”, “Ilha da Fantasia” e “Assassinato por Escrito”, mas os papéis serviam mais para sua diversão pessoal que qualquer outra coisa. Um dos melhores exemplos dessas participações especiais aconteceu na série “That ’70s Show”, num episódio de 1999 em que ele interpretou a si mesmo, com maquiagem para parecer mais jovem, voltando a seus tempos de galã televisivo. Lyle Wagoner se casou apenas uma vez, com Sharon Kennedy em setembro de 1960, e eles tiveram dois filhos, Beau e Jason.
Stuart Whitman (1928 – 2020)
O ator Stuart Whitman, que estrelou a série “Cimarron” e vários clássicos de cinema dos anos 1960, morreu na segunda (16/3) em seu rancho em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, aos 92 anos. Segundo o TMZ, ele lutava há algum tempo contra um tipo agressivo de câncer de pele. Stuart Maxwell Whitman nasceu em 1 de fevereiro de 1928 em São Francisco, serviu no Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial e ainda foi campeão de boxe, vencendo 24 combates como peso-leve, antes de decidir estudar atuação no Los Angeles City College. A aparência musculosa lhe garantiu figuração na sci-fi “O Fim do Mundo” (1951), que inaugurou sua trajetória cinematográfica. Mas antes de ficar famoso precisou superar muitos papéis sem nome ou importância. A situação só mudou ao virar coadjuvante no western “7 Homens Sem Destino” (1956), ao lado de Randolph Scott e Lee Marvin. O primeiro protagonismo demorou menos, surgindo no ano seguinte com o noir “A Esperança Morre Conosco” (1957), ao lado de Ethel Barrymore e Carolyn Jones. A notoriedade veio com “Terror no Mar” (1958), ao compartilhar um dos primeiros beijos inter-raciais do cinema, com Dorothy Dandridge. E isso o ajudou a ser escalado em grandes produções, como o religioso “A História de Ruth” (1960), o filme de gângsteres “Assassinato S.A.” (1960) e o drama “A Marca do Cárcere” (1961), que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator. Produção britânica, “A Marca do Cárcere” deveria ter sido estrelada por Richard Burton, que preferiu fazer “Camelot” na Broadway a encarar um papel tão terrível. Whitman aceitou o desafio e viveu um molestador de crianças na tela. Seu personagem tinha um grande arco dramático. Ao sair da prisão, pedia a ajuda de um psiquiatra (Rod Steiger) para tentar levar uma vida normal, mas acabava denunciado – erroneamente – por um novo abuso que não cometeu. A Academia se impressionou com o ator, que viu sua carreira se valorizar com a indicação. Em seguida, Whitman estrelou um de seus filmes mais populares, o western “Comancheros” (1961), ao lado de John Wayne. E repetiu a parceria no longa seguinte, no épico de guerra “O Mais Longo dos Dias” (1962). Depois de filmar as duas obras finais do húngaro Michael Curtiz, “São Francisco de Assis” (1961) e “Comancheros”, ele ainda incluiu em sua filmografia notável “O Dia e a Hora” (1963), drama de guerra assinado por outro mestre europeu de Hollywood, o francês René Clement, e a divertida comédia “Esses Maravilhosos Homens e suas Máquinas Voadoras” (1965), do inglês Ken Anakin. Portanto, estava no auge quando decidiu fazer algo inesperado: estrelar uma série de TV. Whitman apostou que ganharia uma fortuna com o western “Cimarron”, já que também era creditado como produtor, e de fato recebeu bastante dinheiro com as reprises. Embora tenha durado apenas uma temporada (1967-68) e 23 episódios originais, a popularidade do ator fez com que a atração fosse reprisada à exaustão durante os anos 1970, tornando o delegado Jim Crown um dos personagens mais conhecidos do ator. Mas a ideia de produzir episódios com 90 minutos de duração enfrentou rejeição da audiência ao vivo. E a carreira cinematográfica de Whitman entrou em declínio devido à decisão, já que, na época, atores de TV eram menosprezados pelos grandes estúdios de Hollywood. Ele acabou se especializando em produções B, incluindo cults como “Loucura da Mamãe” (1975), de Jonathan Demme, “Devorado Vivo” (1976), de Tobe Hooper, e “O Massacre da Guiana” (1979), como líder de uma seita suicida. Após os anos 1970, também encaixou uma coleção de aparições em séries de TV, incluindo “Galeria do Terror”, “F.B.I”, “Os Novos Centuriões”, “S.W.A.T.”, “Ilha da Fantasia”, “A Supermáquina”, “Esquadrão Classe A”, “Assassinato por Escrito” e “Chuck Norris: O Homem da Lei”. Embora tenha surgido num excesso de 7 episódios de “Ilha da Fantasia”, sempre como personagens diferentes, foram poucas as suas participações recorrentes. Entre elas, contam-se um pequeno arco de cinco episódios em “Knots Landing” (1990) e o papel de Jonathan Kent, o pai de Clark Kent, na série “Superboy (1988-92). Seu último trabalho nas telas foi “O Homem do Presidente” (2000), um telefilme de ação, em que atuou ao lado do amigo Chuck Norris. A decisão de largar a atuação partiu dele próprio. Whitman tinha feito uma fortuna no mercado imobiliário, com investimentos certeiros. E, cansado de convites para filmes ruins, preferiu aproveitar a vida com a família, mudando-se para um rancho de 35 acres em Santa Barbara. O ator foi casado três vezes, a última em 2006, teve cinco filhos, sete netos e quatro bisnetos. “Ele adorava Jack Daniel’s, charutos e sujar as mãos com o trabalho em seu rancho, enquanto observava os pássaros e o Oceano Pacífico”, disse sua família em comunicado. “Ele adorava as pessoas e abraçava a todos igualmente, fosse um amigo famoso de longa data, como Frank Sinatra, ou um técnico que vinha reparar qualquer coisa em sua casa. Contador de histórias, ele sempre foi o centro das atenções, vivendo de acordo com um conselho de sua mãe, que ele se esforçou para nos ensinar: ‘Aproveite ao máximo tudo o que vier e o mínimo de tudo o que se for’.”
Lorenzo Brino (1998 – 2020)
O ator Lorenzo Brino, que participou ainda criança da série “Sétimo Céu” (7th Heaven), morreu aos 21 anos em um acidente automobilístico. Segundo o site TMZ, ele perdeu o controle de seu carro, um Toyota Camry, e atingiu um poste. Brino era o único ocupante do veículo e chegou a ser atendido, mas não resistiu aos ferimentos. O acidente aconteceu por volta das 3 da manhã (horário local) no condado de San Bernardino, no estado americano da Califórnia. Ele atuou em 138 episódios de “Sétimo Céu” como Sam Camden, uma das crianças da série, desde que tinha um ano de idade. Exibido em 1999, o episódio da 3ª temporada em que apareceu pela primeira vez, após a personagem Annie Camden (Catherine Hicks) dar à luz, foi um dos mais assistidos da atração. A série acabou em 2007, quando Brino tinha 9 anos. Ainda muito criança, ele não deu continuidade à carreira de ator. Lorenzo Brino tinha três irmãos gêmeos, que também apareceram na série. O elenco da atração destacava Nikolas Brino, que vivia seu irmão na série, David Camden. Mas Zachary e Myrinda também atuaram como dublês dos dois mais famosos quando bebês.
Tonie Marshall (1951 – 2020)
A diretora Tonie Marshall, única mulher a receber o prêmio César (o Oscar francês) na categoria de Melhor Direção – por “Instituto de Beleza Vênus” – , faleceu nesta quinta-feira (12/3), aos 68 anos, em “decorrência de uma longa doença”, informou sua agente. Filha da atriz francesa Micheline Presle e do ator e cineasta americano William Marshall, Tonie iniciou sua carreira como atriz em 1972 em “Um Homem em Estado… Interessante”, de Jacques Demy. Engajada, membro do coletivo 50/50 em favor da igualdade entre homens e mulheres no cinema, ela passou à direção em 1990 com “Pentimento”. Ao todo, assinou nove longas-metragens, incluindo o premiado “Instituto de Beleza Vênus”, estrelado por Audrey Tautou em 1999. Seus últimos filmes foram a comédia “Sexo, Amor e Terapia” (2014), com Sophie Marceau, e “A Número Um” (2017), com Emmanuelle Devos, em que examinou o machismo do mundo dos grandes negócios. “Tonie lutou e Tonie acaba de partir. Na vida, como em seus filmes, ela nos comoveu muitas vezes, nos fez sorrir lindamente, ela sempre nos seduziu. Tonie era forte e atenciosa, comprometida e delicada”, reagiu no Twitter o presidente do Festival de Cannes, Pierre Lescure. A secretária de Estado da França para a Igualdade de Gênero, Marlène Schiappa, também expressou sua “tristeza pelo anúncio da morte da talentosa e generosa Tonie Marshall”. Para a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, “Tonie Marshall nos deixa com um feminismo íntimo, cáustico e mais relevante do que nunca”.
James Lipton (1926 – 2020)
Morreu James Lipton, apresentador de um dos programas mais longevos da TV norte-americana. Ele criou e produziu o programa “Inside the Actors Studio”, que desde 1994 trazia entrevistas com os maiores astros de Hollywood. Lipton, que também foi reitor da Universidade Pace de Nova York, tinha 93 anos e faleceu de câncer nesta segunda-feira (2/3), em sua casa em Manhattan. “Inside the Actors Studio” tinha o nome de um dos mais famosos cursos de atuação dos EUA e foi concebido como uma master class para os estudantes, gravada para a televisão. Foi do Actors que saíram James Dean e Marlon Brando, para citar só dois nomes da História do Cinema. Graças à sua inspiração acadêmica, o programa de Lipton representava uma antítese da obsessão da mídia pelas celebridades, ignorando vidas pessoais para se concentrar na arte da interpretação e nas carreiras das estrelas de Hollywood. O programa acumulou um total de 18 indicações ao Emmy, saindo vencedor do maior prêmio da televisão em 2013. O apresentador ficou tão famoso que rendeu até um esquete fixo no humorístico “Saturday Night Live”, em que Lipton era interpretado pelo comediante Will Farrell. Ele adorava sua versão satírica, como contou em uma entrevista. Lipton também apareceu animado em “Os Simpsons” e “Uma Família da Pesada” (The Family Guy) e faz participações como si mesmo em “Arrested Development”, “Glee”, “Suburgatory”, “Joey” e “According to Jim”. Sua carreira pregressa ainda inclui algumas atuações de TV nos anos 1950, roteiros de séries dos 1960, livros, produções de peças da Broadway nos 1970 e especiais de TV nos 1980. Ele foi casado duas vezes, nos anos 1950 com a atriz Nina Foch, indicada ao Oscar por “Um Homem e Dez Destinos” (1954), e dos anos 1970 até hoje com Kedakai Mercedes Lipton, que serviu de modelo para a Srta. Rosa (Miss Scarlett) no famoso jogo de tabuleiro “Detetive” (Clue).












