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    Polícia confirma morte de Naya Rivera

    13 de julho de 2020 /

    O Departamento de Policia de Ventura confirmou que o corpo encontrado na manhã desta segunda (13/7) no lago Piru, na Califórnia (EUA), é da atriz Naya Rivera, desaparecida desde a última quarta-feira (8/7). A atriz, que ficou mais conhecida por viver Santana Lopez em “Glee”, desapareceu durante um passeio de barco com seu filho, Josey, de quatro anos. O menino foi encontrado ileso e sozinho. Os dois estavam nadando no lago e ele disse à polícia que viu a mãe desaparecer debaixo d’água, após o ajudar a subir de volta no barco. O filho da atriz é fruto de um casamento com o ator Ryan Dorsey (da série “Ray Donovan”). O casal finalizou o divórcio em junho de 2018, após quase quatro anos, mas mantinha um bom relacionamento por causa do menino. A criança está agora sob cuidados do pai. A confirmação da morte aconteceu numa entrevista coletiva por volta das 18h (horário de Brasília), em que o xerife Bill Ayub detalhou os esforços empreendidos na locação do corpo. Naya Rivera foi encontrada submersa numa região do lago com muitos galhos de vegetação, a poucos centímetros da superfície. A investigação concluiu que foi um caso de acidente trágico, que resultou em morte por afogamento. O xerife revelou que os detetives encarregados do caso não encontraram a menor indicação de homicídio ou suicídio. A resolução vai permitir agora à família e os amigos darem adeus à Rivera, evitando a hipótese aventada de o corpo nunca ser encontrado. Veja o vídeo completo da coletiva do xerife Ayub abaixo.

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    Corpo é encontrado no lago em que Naya Rivera desapareceu

    13 de julho de 2020 /

    Um corpo foi encontrado no lago em que equipes procuravam a atriz desaparecida Naya Rivera, da série “Glee”, informou o escritório do xerife do condado de Ventura, na Califórnia, pelo Twitter, nesta segunda-feira (13/7). O xerife de Ventura, que lidera as buscas, ainda não quis confirmar a identidade do corpo. A praxe, nestes casos, é a família ser chamada em primeiro lugar. Alguns sites, porém, já ouviram de “fontes da polícia” que o corpo é mesmo da atriz de “Glee”, que tinha 33 anos. A confirmação deve vir em uma entrevista coletiva, marcada pelas autoridades para às 18h (horário de Brasília), na região do lago Piru, perto de Los Angeles. Rivera já era considerada morta pelas autoridades desde seu desaparecimento na quarta (9/7), após alugar um barco para passear no lago com seu filho Josey, de 4 anos. O menino foi encontrado ileso e sozinho no barco. A notícia do desaparecimento levou vários integrantes do elenco de “Glee” ao lago. Horas antes do corpo ser encontrado, eles fizeram uma oração com a família da atriz. Por coincidência, esta segunda-feira também marcou o sétimo aniversário da morte de Cory Monteith, colega de Rivera em “Glee”. Veja abaixo um vídeo do telejornal local que traz as imagens mais recentes e últimas notícias da busca.

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    Raymundo Capetillo (1945 – 2020)

    13 de julho de 2020 /

    O ator mexicano Raymundo Capetillo morreu na madrugada desta segunda (13/7), aos 76 anos. Ele foi diagnosticado com covid-19 e estava internado desde o dia 4 de julho, segundo a Andi (Associação Nacional de Atores do México). Capetillo era conhecido por seus papéis em novelas, como “A Rosa dos Milagres”, transmitida pelo SBT, e “Marisol”, que ganhou uma versão brasileira, também no SBT. Mas iniciou sua carreira no cinema, numa participação em “El Despertar del Lobo” (1970), comédia de um especialista em terror, René Cardona Jr. Na verdade, fez vários filmes nos anos 1970, incluindo um capítulo de 1975 da saga de Santo (“Santo en Anónimo Mortal”), o lendário astro mascarado de lucha libre que enfrentava criminosos e criaturas das trevas. Ao assinar contrato com a Televisa em 1977, acabou se especializando em telenovelas. Ele estrelou vários sucessos do gênero, como “Viviana” (1978) “Aprendiendo a Amar” (1980), “A Fera” (1983), “Victoria” (1985), “Rosa Selvagem” (1987), “Marisol” (1996), “Manancial” (2001), “Barrera de Amor” (2005) e “A Rosa dos Milagres” (2008). Seus trabalhos mais recentes incluem participações nas séries “Mulheres Assassinas” (2008-2010) e “Como Dice el Dicho” (2012-2020). “Com a alma destroçada, recebo a notícia de que meu amado amigo de toda a vida acaba de partir. Ele começou seu voo de volta para a casa do senhor. Descanse em paz, vou sentir sua falta, meu amigo”, escreveu a amiga e atriz Laura Zapata (“A Intrusa”), que estrelou “Rosa Selvagem” com Capetillo.

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    Kelly Preston (1962 – 2020)

    13 de julho de 2020 /

    A atriz Kelly Preston, conhecida por papéis em várias comédias de sucesso dos anos 1980 e 1990, morreu no domingo (12/7) de complicações de um câncer da mama, informou seu marido, o também ator John Travolta. “Ela travou uma luta corajosa com o amor e o apoio de muitos. Minha família e eu estaremos para sempre gratos aos médicos e enfermeiras do MD Anderson Cancer Center, a todos os centros médicos que ajudaram, bem como aos seus muitos amigos e entes queridos que estiveram ao seu lado”, escreveu Travolta, no Instagram. O ator lembrou que Preston lutava contra o câncer fazia dois anos. Além disso, escreveu que passará um tempo sem dar notícias ou fazer aparições, para que possa ficar ao lado dos filhos do casal Ella, de 20 anos, e Benjamim, de 9. Em janeiro de 2009, Travolta e a mulher perderam o filho Jett, de 16 anos, que era autista e foi vítima da síndrome de Kawasaki. Nativa do Havaí, Kelly Palzis (seu nome real) chegou a ser cotada para estrelar “A Lagoa Azul”, mas teve receio das cenas de nudez antes de atingir a maioridade. Acabou começando a carreira no mesmo ano em que aquele filme entrou em cartaz, com uma pequena participação na série “Havaí 5-0”, em 1980. Ela só assumiu o nome de Kelly Preston ao ser escalada no elenco fixo da série “For Love and Honor”, passada numa base militar e cancelada três meses após a estreia em 1983. Foi também neste ponto que ela trocou a TV por sua trajetória bem-sucedida no cinema. A transição se deu naquele mesmo ano, com pequenas participações na sci-fi barata “Metalstorm” e no terror “Christine, o Carro Assassino”, adaptação de Stephen King do diretor John Carpenter. Os papéis de destaque começaram em 1985, com as comédias picantes adolescentes “A Primeira Transa de Jonathan” e “Admiradora Secreta”, após se sentir adulta o suficiente para as temidas cenas de nudez. Depois disso, ela integrou o elenco da sci-fi infantil “SpaceCamp: Aventura no Espaço” (1986), em que contracenou com Kevin Gage. Os dois se casaram durante as filmagens. Ainda fez o suspense “Nenhum Passo em Falso” (1986), de John Frankenheimer, e a comédia cult “As Amazonas na Lua” (1987), de Joe Dante, antes de virar protagonista, o que aconteceu com o terror romântico “Feitiço Diabólico” (1988), no qual viveu uma bruxa. No mesmo ano, Preston interpretou seu papel mais lembrado, como par romântico de Arnold Schwarzenegger na comédia blockbuster “Irmãos Gêmeos”. Ela já tinha se divorciado de Gage quando se envolveu com John Travolta na comédia “Os Espertinhos” (1989). O casamento aconteceu dois anos depois e superou várias turbulências, desde a perda de um filho até denúncias da suposta homossexualidade do marido. Com Travolta, Preston entrou na igreja da Cientologia, uma seita que acredita em discos voadores e que também é seguida por Tom Cruise. A proximidade religiosa a ajudou a ser escalada em outro sucesso, “Jerry Maguire – A Grande Virada”, estrelado por Cruise em 1996, após sua carreira entrar em declínio. Mas inevitavelmente a levou à “A Reconquista” (2000). Estrelado e produzido por Travolta, o longa adapta um romance sci-fi de L. Ron Hubbard, o criador da Cientologia, e é considerado um dos piores filmes de todos os tempos. Ao longo da carreira, ela estrelou mais de 50 filmes, incluindo “Ruth em Questão” (1996), de Alexander Payne, “A Lente do Amor” (1997), de Griffin Dunne, “Por Amor” (1999), de Sam Raimi, “Voando Alto” (2003), do brasileiro Bruno Barreto, “Sentença de Morte” (2007), de James Wan, etc. A atriz desempenhou até o papel de mãe de Miley Cyrus em “A Última Música” (2010). Preston também teve participações recorrentes nas séries “Medium” (em 2008) e “CSI: Cyber” (em 2016), e seu último filme exibido foi “Gotti: O Chefe da Máfia” (2018), em que interpretou a esposa do personagem-título, vivido por Travolta. Durante as filmagens de “Gotti”, ela foi diagnosticada com câncer, mas, apesar da se sentir debilitada pela doença, esforçou-se para estrelar um longa final, a comédia “Off the Rails”, que ainda não tem previsão de estreia.

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    Família se desespera em visita ao lago em que Naya Rivera desapareceu

    12 de julho de 2020 /

    A família de Naya Rivera foi neste fim de semana ao lago Piru, na Califórnia, onde a atriz, dada como morta pela polícia, teria se afogado na última quarta (8/7). As redes sociais registraram várias fotos e vídeos do desespero dos familiares da ex-intérprete de Santana em “Glee”. O ator Ryan Dorsey, ex-marido e pai do filho de quatro anos de Naya Rivera, foi o mais emocionado, segundo o site TMZ. Ele foi flagrado por fotógrafos sozinho e chegou a entrar brevemente na água. Depois disso, sentou-se inerte diante do lago, enquanto autoridades continuavam a busca pelo corpo. Dorsey está com a custódia de Josey, filho do casal, que estava com Rivera durante o trágico passeio. Mãe, pai e irmão da atriz também estiveram no local e entraram na água por alguns momentos. A mãe foi fotografada de braços abertos, rezando. Já seu pai chegou a mergulhar. Autoridades locais confirmaram que as buscas pela atriz prosseguem. “Estamos sendo auxiliados pelos xerifes de Tulare e de San Luis Obispo. Manteremos vocês atualizados”, escreveu o perfil oficial do xerife de Ventura nas redes sociais. The search continues for Naya Rivera. @VENTURASHERIFF told press that this man and woman are Naya’s mother and brother. Her mother is kneeling on the dock with her arms outstretched towards the water. pic.twitter.com/5q6eGrWojR — Anastasia (@AnastasiaElyseW) July 11, 2020 NAYA RIVERA’S FATHER RUNNING INTO THE LAKE TO SEARCH FOR HIS DAUGHTER. MY HEART IS HURTING SO BAD. PLEASE CONTINUE TO PRAY FOR NAYA AND PLEASE PRAY FOR HER LOVED ONES. 💔 pic.twitter.com/q7von57GoF — valentina (@JEHLANl) July 12, 2020 Powerful, heartbreaking photos of Naya Rivera’s family assisting with the search efforts at Lake Piru 💔 pic.twitter.com/Sqyb08gl9g — The AHS Zone (@ahszone) July 12, 2020 Naya Rivera's ex-husband Ryan Dorsey was seen at the banks of Lake Piru on Saturday, could be seen wiping away tears as he walked around the banks of the lake close to the Rivera family, Dorsey was given a friendly hug by a member of his former in-laws family in a moment of grief pic.twitter.com/mdrnfvfPaY — Lilian Chan (@bestgug) July 12, 2020 Today’s search operation at Lake Piru is winding down. The mission will resume Sunday morning in the ongoing effort to locate Naya Rivera. pic.twitter.com/oy25vTdDLi — Ventura Co. Sheriff (@VENTURASHERIFF) July 12, 2020

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    Vídeo revela últimas imagens de Naya Rivera, alugando barco para passear com o filho

    10 de julho de 2020 /

    A polícia do condado de Ventura, na Califórnia, divulgou um vídeo que mostra a atriz Naya Rivera, que viveu Santana na série “Glee”, chegando ao lago Piru com seu filho durante a tarde de quarta passada (8/7), e alugando um barco para passeio. Ela está desaparecida desde então. A gravação, feita por câmeras de segurança, foi disponibilizada no canal do YouTube do departamento policial. Veja abaixo. Nas imagens, ela chega em um veículo preto junto com seu filho Josey Hollis Dorsey, de quatro anos. Naya vestia uma roupa branca e usava boné. Eles vão na direção de uma espécie de tenda para alugar o veículo aquático e, dez minutos depois, um barco que estava ancorado no lado esquerdo sai para o lago. De acordo com o xerife de Ventura, Josey foi encontrado sozinho no barco por um velejador, cerca de três horas após ele e a mãe embarcarem no passeio. O menino usava coletes salva-vidas e disse que estava nadando com a mãe, mas que ela não voltou ao barco. O filho da atriz é fruto de um casamento com o ator Ryan Dorsey (da série “Ray Donovan”). O casal finalizou o divórcio em junho de 2018, após quase quatro anos. As autoridades já presumem que Naya tenha morrido afogada. Desde então, elas realizam buscas pelo corpo da atriz no lago. “Presumimos que ocorreu um acidente e presumimos que ela se afogou no lago”, disse o vice-xerife Chris Dyer em uma entrevista coletiva na tarde de quinta-feira (9/7). “O objetivo ainda é levar a srta. Rivera para casa, para sua família”, disse ele.

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    Após desaparecimento, Naya Rivera é considerada morta pela polícia

    9 de julho de 2020 /

    A atriz Naya Rivera, que estrelou a série “Glee”, já está sendo considerada morta por afogamento, após desaparecer num lago próximo a Los Angeles. “Presumimos que ocorreu um acidente e presumimos que ela se afogou no lago”, disse o vice-xerife Chris Dyer em uma entrevista coletiva na tarde de quinta-feira (9/7). “O objetivo ainda é levar a srta. Rivera para casa, para sua família”, disse ele. Rivera está desaparecida desde quarta, após alugar um barco no pontão no lago Piru para passear com seu filho de quatro anos. O menino foi encontrado sozinho no barco vestindo um colete salva-vidas, ao lado de uma identificação da atriz. Segundo a emissora KNBC, a criança disse aos investigadores que estava nadando com a mãe, mas que ela não voltou ao barco. As autoridades iniciaram uma busca de barco e helicóptero na mesma tarde, mas até o fim de quinta-feira o corpo da atriz de 33 anos ainda não havia sido encontrado. Cerca de 100 voluntários e a equipe de segurança pública do Gabinete do Xerife do Condado de Ventura, da Guarda Costeira dos EUA e mergulhadores profissionais de Los Angeles e dos condados de San Luis Obispo e Tulare estão envolvidos na busca por Rivera. As autoridades disseram que não há indícios de atividade criminosa, mas que ainda era muito cedo para dizer o que aconteceu, ou quanto tempo levará até que o corpo de Rivera seja encontrado. “Se o corpo estiver enroscado em alguma coisa embaixo da água, ele pode nunca emergir”, afirmou o sargento Kevin Donoghue na coletiva. “É uma tragédia terrível para eles todos”, acrescentou, oferecendo condolências à família da atriz. As autoridades informaram que é permitido nadar no local, porque não há correntes de água que ofereçam perigo. No entanto, o lago tem diversas árvores e raízes submersas, que podem causar acidentes. Rivera ficou conhecida pelo papel de Santana Lopez, uma líder de torcida na comédia musical “Glee” que foi ao ar entre 2009 a 2015. A atriz apareceu em 113 episódios da série e namorou a co-estrela Mark Salling, que se suicidou em 2018 depois de se declarar culpado em processo envolvendo pornografia infantil. O filho da atriz é fruto de um casamento com o ator Ryan Dorsey (da série “Ray Donovan”). O casal finalizou o divórcio em junho de 2018, após quase quatro anos. Atualmente, ela fazia parte do elenco de outra série musical, “Step Up: High Water”, derivada da franquia cinematográfica “Ela Dança, Eu Danço”, renovada para sua 3ª temporada no YouTube Premium.

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    Sebastian Athié (1995 – 2020)

    6 de julho de 2020 /

    O jovem ator mexicano Sebastian Athié, conhecido por seus papéis em séries exibidas pela Disney Channel na América Latina, morreu aos 24 anos. Ele teve a morte confirmada pela Disney Channel Brasil, que fez uma publicação em sua página no Instagram para lembrar do ator. “Descanse em paz, Sebas. Sua arte e seu sorriso ficarão para sempre. Lamentamos a perda de Sebastián Athié e sempre lembraremos de seu talento, companheirismo, profissionalismo e, acima de tudo, seu enorme coração. Nossos sentimentos à família, colegas, amigos e fãs”, diz o texto. Athié ficou conhecido por sua participação na novela teen argentina “O11CE”, que teve 180 episódios e foi um grande sucesso na América Latina. Sebastian participou de todos os capítulos, integrando um grupo de jovens de diferentes origens que jogam no time Los Halcones Dorados, de Buenos Aires. Ele também namorou uma colega da atração, a atriz Agustina Palma. Seu colega Santiago Stieben, que fez parte do elenco da série, emocionou-se ao gravar um vídeo para falar do amigo nas redes sociais. “Estou realmente muito triste. Hesitei em fazer este vídeo. Mas sinto que quero compartilhar com todos o amor que tenho por você. Meu abraço à sua família, minhas melhores lembranças com você sempre”, comentou. A última publicação de Sebastian no Instagram foi feita no dia 7 de junho. Na ocasião, ele publicou uma foto de si mesmo e usou uma citação de Nelson Mandela: “Ser livre não é apenas se livrar das correntes que lhe prendem, mas viver sendo capaz de respeitar e engrandecer a liberdade dos outros”, escreveu. A causa da morte, até o momento, não foi revelada.

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    Ennio Morricone (1928 – 2020)

    6 de julho de 2020 /

    O grande compositor Ennio Morricone, criador de trilhas sonoras inesquecíveis, morreu nesta segunda-feira (6/7) em Roma aos 91 anos, por complicações de uma queda sofrida na semana passada. Ele teve uma carreira de quase 70 anos como instrumentista e 60 anos como compositor de obras para o cinema, TV e rádio. Suas músicas acompanharam mais de 500 filmes, venderam cerca de 70 milhões de discos e criaram a identidade sonora de gêneros inteiros, como o spaghetti western, também conhecido como “bangue-bangue à italiana”, o giallo ultraviolento, os filmes americanos de máfia e reverberaram por toda a indústria cinematográfica italiana. “O Maestro”, como era conhecido, nasceu em 10 de novembro de 1928 em uma área residencial de Roma. Seu pai, Mario, tocava trompete, e este foi o primeiro instrumento que o jovem aprendeu a tocar. Graças a essa convivência, ele começou a compor músicas aos 6 anos. Quando tinha cerca de 8 anos, Morricone conheceu seu grande parceiro, o cineasta Sergio Leone, no ensino fundamental. Os dois voltaram a se encontrar duas décadas mais tarde para fazer História. O jovem Morricone começou a carreira compondo músicas para dramas de rádio, ao mesmo tempo em que tocava numa orquestra especializada em trilhas para filmes. “A maioria era muito ruim e eu acreditava que poderia fazer melhor”, disse ele numa entrevista de 2001. Ele trabalhou com Mario Lanza, Paul Anka, Charles Aznavour, Chet Baker e outros como arranjador de estúdio na gravadora RCA e com o diretor Luciano Salce em várias peças. Quando Salce precisou de uma trilha para seu filme “O Fascista” (1961), lembrou do jovem e deu início à carreira de compositor de cinema de Morricone. Depois de alguns filmes, Morricone reencontrou Leone, iniciando a lendária colaboração. O primeiro trabalho da dupla, “Por um Punhado de Dólares” (1964), marcou época e estabeleceu um novo patamar no gênero apelidado de spaghetti western – além de ter lançado a carreira de Clint Eastwood como cowboy de cinema. Os dois assinaram com pseudônimos americanos, e muita gente realmente acreditou que se tratava de uma produção de Hollywood, tamanha a qualidade. Ao todo, Morricone e Leone trabalharam juntos em sete filmes, dos quais o maestro considerava “Era uma Vez no Oeste” (1968) a obra-prima da dupla. O segredo da combinação é que Leone pedia para Morricone compor as músicas antes dele filmar, usando-a como elemento narrativo, muitas vezes dispensando diálogos. Nesta fase, ele também inaugurou duradouras parcerias com Bernardo Bertolucci e Pier Paolo Pasolini. Do primeiro, compôs a trilha de “Antes da Revolução” (1964), mas só retomou as colaborações na década seguinte. Já com o segundo, foi fundo na cumplicidade do período mais controvertido do diretor, embalando clássicos que desafiaram a censura, como “Teorema” (1968), “Orgia” (1968), “Decameron” (1971), “Os Contos de Canterbury” (1972) e “As Mil e Uma Noites” (1974). Serviu até de consultor musical para o mais ultrajante de todos, “Salò, ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), proibidíssimo e talvez relacionado ao assassinato nunca resolvido do diretor naquele ano. Fez também muitas comédias picantes e uma profusão de obras sobre crimes e gângsteres de especialistas como Alberto Martino e Giuliano Montaldo. A verdade é que, no começo da carreira, Morricone chegava a compor até 10 trilhas por ano, entre elas composições de clássicos como “De Punhos Cerrados” (1965), de Marco Bellochio, e “A Batalha de Argel” (1966), de Gillo Pontecorvo. E o sucesso dos westerns de Leone – como “Por uns Dólares a Mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966), igualmente estrelados por Clint Eastwood – , aumentou muito mais a procura por seus talentos. Sua música não só ressoava em dezenas de filmes, como os demais compositores tentavam soar como ele, especialmente os que musicavam westerns italianos. Morricone ainda deixou sua marca num novo gênero, ao assinar a trilha de “O Pássaro das Plumas de Cristal” (1970), de Dario Argento, considerado o primeiro giallo, uma forma de suspense estilizada e sanguinária, que geralmente envolvia um serial killer e mortes brutais. Confundindo-se com a tendência, fez trilhas para outros giallos famosos, como “O Gato de Nove Caudas” e “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza”, ambos de Argento, além de “O Ventre Negro da Tarântula” e “Uma Lagartixa num Corpo de Mulher”, só para citar trabalhos feitos num período curto. As trilhas destes quatro filmes foram criadas em 1971, simultaneamente a uma dezena de outras, entre elas partituras de pelo menos três clássicos, “Decameron”, de Pier Paolo Pasolini, “Sacco e Vanzetti”, de Giuliano Montaldo, e “A Classe Operária Vai para o Paraíso”, de Elio Petri, sem esquecer uma nova colaboração com Leone, “Quando Explode a Vingança”. Para dar ideia, ele chegou a recusar o convite para trabalhar em “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, porque não daria conta. Requisitadíssimo, Morricone assinou as trilhas da franquia “Trinity”, que popularizou a comédia western italiana e virou fenômeno de bilheteria mundial, e começou a receber pedidos de produções francesas – teve uma forte parceria com o cineasta Henri Verneuil em thrillers de Jean-Paul Belmondo – e alemãs. Quando Clint Eastwood retornou aos EUA, convocou o maestro a fazer sua estreia em Hollywood, assinando a música de seu western “Os Abutres Têm Fome” (1970), dirigido por Don Siegel. Mas foi preciso um terror para que se estabelecesse de vez na indústria americana. Morricone tinha recém-composto a trilha do épico “1900” (1976), de Bernardo Bertolucci, quando foi convidado a trabalhar em “O Exorcista II: O Herege” (1977), contratado ironicamente devido a uma de suas obras menores, “O Anticristo” (1974). A continuação do clássico de terror decepcionou em vários sentidos, mas o compositor começou a engatar trabalhos americanos, como “Orca: A Baleia Assassina” (1977) e o filme que o colocou pela primeira vez na disputa do Oscar, “Cinzas do Paraíso” (1978). A obra-prima de Terrence Malick era um drama contemplativo, repleto de cenas da natureza, que valorizou ao máximo seu acompanhamento musical. E deu reconhecimento mundial ao trabalho do artista. Apesar da valorização, ele não diminuiu o ritmo. Apenas acentuou sua internacionalização. Musicou o sucesso francês “A Gaiola das Loucas” (1978), o polêmico “Tentação Proibida” (1978), de Alberto Lattuada, e voltou a trabalhar com Bertolucci em “La Luna” (1979) e “A Tragédia de um Homem Ridículo” (1981), ao mesmo tempo em que compôs suspenses/terrores baratos americanos em série. Dois terrores desse período tornaram-se cultuadíssimos, “O Enigma de Outro Mundo” (1982), em que trabalhou com o diretor – e colega compositor – John Carpenter, e “Cão Branco” (1982), uma porrada de Samuel Fuller com temática antirracista. Foi só após um reencontro com Sergio Leone, desta vez em Hollywood, que Morricone deixou os filmes baratos americanos por produções de grandes estúdios. Os dois velhos amigos colaboraram pela última vez em “Era uma Vez na América” (1984), antes da morte de Leone, que aconteceria em seguida. Ambos foram indicados ao Globo de Ouro e o compositor venceu o BAFTA (o Oscar britânico). A repercussão de “Era uma Vez na América” levou o maestro a trabalhar em “A Missão” (1986), de Roland Joffé, que como o anterior era estrelado por Robert De Niro. O filme, passado no Rio Grande do Sul, rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar. Em seguida veio seu filme americano mais conhecido, novamente com De Niro no elenco. “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma, foi sua terceira indicação ao Oscar – e, de quebra, lhe deu um Grammy (o Oscar da indústria musical). O compositor recebeu sua quarta indicação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por outro filme de gângster, “Bugsy” (1991), de Barry Levinson. Mas nunca se mudou para os Estados Unidos, o que lhe permitiu continuar trabalhando no cinema europeu – em obras como “Busca Frenética” (1988), de Roman Polanski, o premiadíssimo “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore, “Ata-me” (1989), de Pedro Almodóvar, e “Hamlet” (1990), de Franco Zeffirelli. Eventualmente, voltou a bisar parcerias com De Palma, Joffé e até fez alguns blockbusters de Hollywood, como “Na Linha de Fogo” (1993), em que reencontrou Clint Eastwood, “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e “Assédio Sexual” (1994), novamente de Levison. Mas sua última indicação ao Oscar foi uma produção italiana, outra colaboração com Tornatore: “Malena” (2000). Na verdade, Morricone musicou todos os filmes de Tornatore desde “Cinema Paradiso”. Foram 10 longas e alguns curtas, até 2016. Seu ritmo só diminuiu mesmo a partir de 2010, quando, em vez de 10 trabalhos anuais, passou a assinar 4 trilhas por ano. Apesar de convidado, ele nunca trilhou um filme dirigido por Eastwood, decisão da qual mais se arrependia, mas recebeu das mãos do velho amigo o seu primeiro Oscar. Foi um troféu honorário pelas realizações de sua carreira, em 2007. Morriconi ainda veio a receber outro prêmio da Academia, desta vez pelo trabalho num filme: a trilha de “Os Oito Odiáveis”, western dirigido por Quentin Tarantino em 2015. Esta criação sonora também lhe rendeu o Globo de Ouro e o BAFTA. E ele fez sem ver o longa, no estúdio particular de sua casa. Grande fã de sua obra, Tarantino já tinha usado algumas de suas composições como música incidental em “Kill Bill”, “Django Livre” e “Bastardos Inglórios”. E deu completa liberdade para Morricone, que, em troca, disse que trabalhar com o diretor em “Os Oito Odiáveis” tinha sido “perfeito… porque ele não me deu pistas, orientações”, permitindo que criasse sua arte sem interferência alguma. “A colaboração foi baseada em confiança”. O maestro ainda ganhou muitos outros prêmios, entre eles 10 troféus David di Donatello (o Oscar italiano) ao longo da carreira – o mais recente por “O Melhor Lance” (2013), de Tornatore. Foi uma carreira realmente longa, que seu velho parceiro Tornatore transformou em filme, “Ennio: The Maestro” (2020), um documentário sobre sua vida e obra, finalizado pouco antes de sua morte, que deve ser lançado ainda neste ano. Mas a última palavra sobre sua vida foi dele mesmo. Morricone escreveu seu próprio obituário, que seu advogado leu para a imprensa após o anúncio de sua morte. “Eu, Ennio Morricone, estou morto”, começa o texto, em que o maestro agradeceu a seus amigos e familiares, e dedicou “o mais doloroso adeus” a sua esposa Maria Travia, com quem se casou em 1956, dizendo “para ela renovo o amor extraordinário que nos unia e que lamento abandonar”. Relembre abaixo alguns dos maiores sucessos do grande mestre.

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    Nick Cordero (1978 – 2020)

    6 de julho de 2020 /

    O ator e cantor Nick Cordero morreu no domingo (5/7) após uma longa luta contra a covid-19. Ele estava internado numa UTI de Nova York desde 1ª de abril e chegou a ter a perna amputada após complicações decorrentes do coronavírus. Mas a infecção comprometeu os dois pulmões e ele não resistiu. A morte foi confirmada por sua esposa, Amanda Kloots, no Instagram, onde ela mantinha os seguidores informados sobre a luta do marido. Cordero tinha 41 anos. “Meu querido marido faleceu nesta manhã. Ele estava cercado de amor por sua família, cantando e orando enquanto gentilmente deixava esta terra”, escreveu Amanda na rede social. “Estou incrédula e machucada em todos os lugares”, acrescentou. “Meu coração está partido porque eu não consigo imaginar nossas vidas sem ele.” Cordeiro foi indicado ao Tony (o Oscar do teatro) por “Bullets Over Broadway” e estrelou as montagens de “Waitress”, “A Bronx Tale the Musical” e “Rock of Ages”. Ele também trabalhou no filme “Despedida em Grande Estilo” e nas séries “Blue Bloods” e “Law & Order: SVU”, Sua esposa disse que ele testou negativo para covid-19 duas vezes, antes de um terceiro teste dar positivo.

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    Bettina Gilois (1961 – 2020)

    6 de julho de 2020 /

    A roteirista Bettina Gilois, que escreveu o sucesso “McFarland dos EUA” e foi indicada ao Emmy por “Bessie”, morreu dormindo no domingo (5/7) aos 58 anos. Ela enfrentava uma forma avançada de câncer, ao mesmo tempo que trabalhava em vários projetos. Gilois iniciou a carreira como assistente de Slava Tsukerman, diretora do cult “Liquid Sky”, em sua cidade natal, Berlim. Ao se mudar para Hollywood, trabalhou em várias produtoras de cinema, desenvolvendo projetos que ou não saíram do papel ou não lhe deram seu devido crédito, como “Hurricane, o Furacão” (1999), que rendeu um Globo de Ouro a Denzel Washington. Oficialmente, o primeiro filme a destacar seu nome como roteirista foi “Estrada para a Glória” (2006), um drama esportivo de temática edificante produzido pela Disney. Ela levou quase uma década para ver seu segundo roteiro filmado. Por coincidência, foi outro drama esportivo edificante da Disney. Dirigido por Niki Caro (“Mulan”), “McFarland dos EUA” (2015) trazia Kevin Costner (“Yellowstone”) como um treinador de futebol americano desempregado que decide transformar um grupo de estudantes de uma cidadezinha no melhor time de atletas corredores do país. O filme surpreendeu pelo sucesso inesperado de bilheteria. Seu terceiro crédito foi a telebiografia “Bessie”, da HBO, em que Queen Latifah viveu a célebre cantora de blues Bessie Smith. A produção venceu o Emmy de Melhor Telefilme e rendeu-lhe uma indicação ao troféu, como Melhor Roteirista. Ela ainda assinou “The Lost Wife of Robert Durst” (2017) para o canal pago Lifetime, sua última obra produzida. Entre os muitos projetos que estava desenvolvendo, incluem-se a série “Muscle Shoals”, sobre um famoso estúdio da era da soul music, uma telebiografia da cantora gospel Mahalia Jackson para o Lifetime e “A Million Miles Away”, a história de Jose Hernandez, imigrante que virou astronauta, para a Netflix. Além disso, dois de seus livros estão sendo transformados em filmes – “Billion Dollar Painter: The Triumph and Tragedy of Thomas Kinkade Painter of Light” e “Mi Vida Loca: The Crazy Life of Johnny Tapia”.

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    Earl Cameron (1917 – 2020)

    4 de julho de 2020 /

    O ator Earl Cameron, um dos primeiros e maiores astros negros do cinema britânico, morreu na sexta-feira (3/7) em sua casa em Kenilworth, na Inglaterra, de causas não reveladas. Ele tinha 102 anos. Cameron virou ator por acaso. Imigrante de Barbados, trabalhava como lavador de pratos quando foi visitar um amigo nos bastidores de um musical no West End londrino no final dos anos 1940. Naquele dia, um ator foi demitido e ele acabou aproveitado no ensaio para cantar um refrão. Não só entrou na peça como participou de diversas montagens teatrais, antes de fazer sua estreia bombástica nas telas em 1951, escalado pelo célebre diretor Basil Dearden como um marinheiro recém-chegado de navio em Londres, no clássico noir “Beco do Crime”. Naquele filme, o personagem de Cameron se envolvia com uma garota branca (Susan Shaw), num contexto de racismo e crime que entrou para a História. Foi o primeiro romance interracial produzido pelo cinema britânico. Apesar desse começo impactante, ele foi relegado a papéis menores nos longas seguintes, atuando geralmente em produções passadas na África, ainda no período colonial britânico, como “Simba” (1955), “Odongo” (1956), “A Morte Espreita na Floresta” (1956), “A Marca do Gavião” (1957) e até na série “O Caçador Branco” (1957). Só foi voltar à Londres urbana em novo filme de Dearden, o clássico “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959), noir excepcional, vencedor do BAFTA de Melhor Filme Britânico, que se passava nos clubes noturnos de jazz da capital inglesa e novamente revisitava as relações interracionais e o racismo contra imigrantes caribenhos. Desde vez, ele interpretou um médico, irmão da personagem-título. Era o assassinato de sua irmã, confundida com uma mulher branca pela polícia, que dava início à trama, apresentada como uma investigação de crime racial. Após outras aventuras coloniais, inclusive um Tarzan – foi parceiro do herói em “Tarzan, o Magnífico” (1960) – , ele estrelou seu terceiro drama racial, “Lá Fora Ruge o Ódio” (1961), mais uma vez numa relação com uma mulher branca. Dirigido por Roy Ward Baker, o drama trazia o ator como o operário-modelo de uma fábrica, que era selecionado para receber uma promoção, despertando grande ressentimento entre seus colegas brancos. Cameron fez outro Tarzan – “Os Três Desafios de Tarzan” (1963) – e sua maior produção colonial, “Os Rifles de Batasi” (1964), de John Guillermin, antes de virar um agente secreto aliado de James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Ele também participou de “Dezembro Ardente” (1973), romance estrelado e dirigido por Sidney Poitier em Londres, integrou a produção libanesa “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976), ao lado de Anthony Quinn, e voltou a contracenar com o intérprete de 007, Sean Connery, em “Cuba” (1979). Mas aos poucos tomou o rumo da TV, onde apareceu em dezenas de produções, inclusive nas célebres séries “Doctor Who” e “O Prisioneiro”, antes de dar uma pausa de 15 anos nas telas. Retornou apenas na década de 1990 para dar continuidade à longa filmografia. Entre seus trabalhos mais recentes estão o thriller “A Intérprete” (2005), de Sydney Pollack, estrelado por Nicole Kidman, o premiado “A Rainha” (2006), de Stephen Frears, que consagrou Helen Mirren, e “A Origem” (2010), de Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio.

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    Leonardo Villar (1923 – 2020)

    3 de julho de 2020 /

    O ator Leonardo Villar, consagrado pelo Festival de Cannes em “O Pagador de Promessas” (1962), morreu na manhã desta sexta-feira (3/7) em São Paulo, aos 96 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele tinha sido internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após se sentir mal na noite de quarta. Nascido em Piracicaba, no interior de São Paulo, Leonildo Motta (seu nome de batismo) foi virar Leonardo Villar no teatro. Ele atuou em peças da Companhia Dramática Nacional (CDN), no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e no programa televisivo de clássicos da dramaturgia “Grande Teatro Tupi” (entre 1952 e 1959) antes de ser alçado ao estrelato mundial como Zé do Burro, o personagem principal de “O Pagador de Promessas”. O filme tinha sido rejeitado pelo autor da peça original, Dias Gomes, após mudanças no texto promovidas pelo então galã transformado em cineasta Anselmo Duarte. Até os diretores do Cinema Novo atacaram a produção, jamais superando a inveja por sua consagração. Mas o fato é que “O Pagador de Promessas”, com um galã atrás das câmeras e um estreante no cinema diante delas, encantou a crítica mundial e faturou a Palma de Ouro. É até hoje, 58 anos depois, o único filme brasileiro vencedor de Cannes. E com o seguinte detalhe: venceu “apenas” os clássicos absolutos “O Anjo Exterminador”, de Luís Buñuel, “Cléo das 5 às 7”, de Agnès Varda, “O Eclipse”, de Michelangelo Antonion, e “Longa Jornada Noite Adentro”, de Sidney Lumet. Foi também o primeiro filme da carreira de Villar. Ator de teatro, ele ficou com o papel por insistência de Duarte, que recusou “sugestões” sucessivas para que Mazzaropi estrelasse o longa, o que facilitaria seu sucesso comercial. A grande ironia é que o filme tornou-se um sucesso justamente pela interpretação crível e inesquecível do ator, que deu vida ao simples Zé do Burro, um homem que só queria pagar uma promessa, carregando uma cruz gigante contra a vontade da Igreja local. Villar foi a alma de “O Pagador de Promessas”, carregando-o nas costas como o personagem, até o tapete vermelho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, que encerrou a trajetória consagradora do longa com uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Graças à fama de Zé do Burro, Villar se estabeleceu como um dos principais astros do cinema brasileiro, dando vida a outros personagens e obras icônicas, como os papéis-títulos de “Lampião, Rei do Cangaço” (1964), de Carlos Coimbra, e o excepcional “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965), de Roberto Santos, que lhe rendeu o troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília. Estabelecendo uma bem-sucedida parceria com Coimbra, ainda estrelou dois sucessos do diretor, “O Santo Milagroso” (1967) e “A Madona de Cedro” (1968), sem esquecer o maior título da carreira de Cacá Diegues, “A Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe” (1966). Ele viveu até Jean Valjean na versão brasileira de “Os Miseráveis”, clássico de Victor Hugo transformado em novela por Walther Negrão em 1967, na Bandeirantes. Mas a partir da entrada na rede Globo, com “Uma Rosa Com Amor” em 1972, praticamente trocou o cinema pelas novelas, com passagens por cerca de 30 sucessos da emissora, incluindo “Estúpido Cupido”, “Tocaia Grande”, a versão original e o remake de “Os Ossos do Barão”, “Barriga de Aluguel”, “Laços de Família”, “Pé na Jaca”, até “Passione”, seu último trabalho em 2011, em que viveu o divertido Antero Gouveia. Entre uma novela e outra, intercalou telefilmes da Globo, entre eles “O Duelo” (1973) e “O Crime do Zé Bigorna” (1974), com Lima Duarte, mas isso também significou longos períodos afastado do cinema. De todo modo, os poucos filmes da fase final de sua carreira marcaram época, como “Ação Entre Amigos” (1998), de Beto Brant, “Brava Gente Brasileira” (2000), de Lúcia Murat, e “Chega de Saudade” (2007), de Laís Bodanzky.

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