George Lucas diz que David Prowse fez Darth Vader “saltar das páginas” para o cinema
George Lucas divulgou um comunicado lamentando a morte de David Prowse, o homem por trás da máscara de Darth Vader. O inglês imponente, que interpretou Vader na trilogia original de “Star Wars”, faleceu na manhã de sábado (28/11) após uma curta doença. Ele tinha 85 anos. Embora James Earl Jones tenha dado ao personagem sua voz icônica, foi o ator-fisiculturista quem vestiu o lendário traje do vilão criado por Lucas nos três filmes em que simbolizou o lado negro da Força. “David trouxe uma fisicalidade para Darth Vader que era essencial para o personagem”, disse o diretor e roteirista. “Ele fez Vader saltar das páginas e ir para a tela grande, com uma estatura imponente e desempenho de movimento para combinar com a intensidade e forte presença de Vader.” “David estava pronto para tudo e contribuiu para o sucesso do que se tornaria uma figura memorável e trágica. Que ele descanse em paz”, completou Lucas. Mark Hamill também compartilhou sua tristeza pela morte do ícone de “Star Wars”, que interpretou seu pai nas telas. “É muito triste ouvir que David Prowse faleceu. Ele era um homem gentil e muito mais do que Darth Vader. Ator, marido, pai, membro da Ordem do Império Britânico, três vezes campeão britânico de levantamento de peso e ícone da segurança no trânsito com o super-herói Green Cross Code Man”, listou o ator. “Ele amava seus fãs tanto quanto era amado por ele”, finalizou.
David Prowse (1935 – 2020)
O ator e fisiculturista David Prowse, que interpretou o personagem Darth Vader na primeira trilogia de “Star Wars”, morreu no sábado (28/11) aos 85 anos, de causa não divulgada. Prowse se destacou como fisiculturista nos anos 1970 e foi seu porte físico imponente que levou o diretor George Lucas a escalá-lo para seu filme. Curiosamente, o cineasta tinha pensado nele para o papel de Chewbacca, mas logo mudou de ideia, levando-o a viver o grande vilão da franquia. Por ter um sotaque britânico muito forte, Prowse foi dublado pelo ator James Earl Jones no papel. Foi uma grande frustração para Prowse ter sua voz apagada no filme, porque seu papel mais famoso até então, Julian, em “Laranja Mecânica” (1971), praticamente não falava em cena. Ao longo da carreira, ele se especializou em viver monstros. Prowse estreou no cinema na comédia “Cassino Royale” (1967), uma paródia dos filmes de James Bond, em que viveu a criatura de Frankenstein, personagem que voltou a viver em “Frankenstein e o Monstro do Inferno” (1974). Ainda foi o Homem Forte em “O Circo dos Vampiros” (1972), um minotauro na série “Doctor Who”, um androide num arco de “Os Seres do Amanhã” (The Tomorrow People), um alienígena feito de nuvens num episódio de “Espaço: 1999” (Space: 1999) e um carrasco em “Criaturas que o Tempo Esqueceu”(1977). Mas também viveu um super-herói numa campanha de trânsito do Reino Unido, o Green Cross Code Man. Quando o primeiro “Star Wars”, então conhecido como “Guerra nas Estrelas”, chegou aos cinemas em 1977, muitos acreditavam que James Earl Jones era quem vivia o vilão, para aumentar a frustração de Prowse. Mas o sucesso da produção foi tamanha, que todos os detalhes de seus bastidores acabaram esmiuçados pelos fãs, dando enfim o reconhecimento que ele sempre buscou. Ele acabou se consagrando como o intérprete de Darth Vader, um dos vilões mais famosos da história do cinema. Prowse voltou a representar a encarnação do lado negro da Força em “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983). Mas continuou ligado ao personagem anos após a trilogia original. Pode-se dizer que ele continuou sendo Vader pelo resto de sua vida, participando de convenções e até mesmo de um filme de fãs, “Saving Star Wars” (2004). Mesmo assim, segundo rumores, teria rompido com a saga em 2010, quando se desentendeu com o diretor George Lucas. Mark Hamill, que deu vida a Luke Skywalker na primeira trilogia de Star Wars, prestou homenagens a Prowse com uma publicação no Twitter. “É muito triste ouvir que David Prowse faleceu. Ele era um homem gentil e muito mais do que Darth Vader. Ator, marido, pai, membro da Ordem do Império Britânico, três vezes campeão britânico de levantamento de peso e ícone da segurança no trânsito com o super-herói Green Cross Code Man”, listou o ator. “Ele amava seus fãs tanto quanto era amado por ele”, finalizou. Anthony Daniels, intérprete do robô C-3PO, também deixou sua mensagem no Twitter. “A figura icônica de David dominou o filme em 1977 e vem dominando desde então. E seguirá fazendo isso”, escreveu.
Daria Nicolodi (1950–2020)
A atriz italiana Daria Nicolodi morreu nesta quinta (26/11) aos 70 anos. A informação foi confirmada pela sua filha, Asia Argento. A causa da morte não foi divulgada. “Descanse em paz, amada mãe”, escreveu Argento no Instagram junto com fotos dos dois. “Agora você pode voar livre com seu grande espírito e não terá que sofrer mais. Tentarei continuar por seus amados netos e especialmente por você que nunca iria querer me ver tão triste.” “Mesmo sem você, eu sinto falta do chão sob meus pés e sinto que perdi meu único verdadeiro ponto de referência. Estou perto de todos aqueles que a conheceram e a amaram. Sempre serei sua Ária, Daria.” Nicolodi nasceu em 1950, em Florença, na Itália e estreou no cinema aos 20 anos, no filme de guerra “A Vontade de um General” (1970). Seu começo de carreira foi marcado por clássicos como “Salomé” (1972), uma versão psicodélica da história bíblica, e a comédia “A Propriedade Não é Mais um Roubo” (1973), de Elio Petri. Em 1975, ela estrelou “Prelúdio Para Matar”, um dos melhores giallos do diretor Dario Argento. Os dois iniciaram um romance nos bastidores da produção e Asia Argento nasceu três meses depois de o filme chegar aos cinemas. A relação teve várias idas e vindas, que se refletiram no prazer quase sádico de Argento de matar a atriz de forma brutal em seus filmes. A parceria entre o casal se estendeu a mais seis filmes de terror: “Suspiria” (1977), “A Mansão do Inferno” (1980), “Tenebre” (1982), “Phenomena” (1985), “Terror na Ópera” (1987) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007), onde contracenou com a filha. O gênero acabou marcando a carreira de Nicolodi, que também estrelou “Schock” (1977), último filme do mestre italiano do gênero Mario Bava, além de títulos como “Paganini Horror” (1989), de Luigi Cozzi, e “A Filha do Demônio” (1991), de Michele Soavi. Ela também foi dirigida pela filha em “Scarlet Diva” (2000), primeiro longa de Asia Argento como cineasta. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por asiaargento (@asiaargento)
Kambuzia Partovi (1956 – 2020)
O cineasta Kambuzia Partovi, roteirista do único filme iraniano premiado com um Leão de Ouro no Festival de Veneza, morreu nesta terça (24/11) aos 65 anos de covid-19, anunciou o órgão de cinema do Irã. Chamado de um dos “cineastas mais influentes do cinema infantil iraniano”, ele morreu no hospital Dey de Teerã aos 64 anos, disse a fundação Farabi em uma mensagem de condolências em seu site. Nascido em Rasht, no norte do Irã, Partovi começou sua carreira como diretor na década de 1987 com o média-metragem “Eynak”, que foi seguido um ano depois por seu primeiro longa, “Mahi” (“O Peixe”), premiado com um troféu especial da UNICEF no Festival de Berlim. Ele rapidamente se tornou uma figura importante do cinema iraniano, mas não se limitou ao gênero infantil do começo da sua carreira. Ao todo, dirigiu 10 filmes, mas também se projetou como roteirista, ao trabalhar com vários cineastas iranianos de renome, como Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Majid Majidi. Uma de suas parcerias mais celebradas foi “Cortinas Fechadas” (2013), que ele codirigiu com Panahi. No filme premiado no Festival de Berlim, Partovi também atuou como protagonista, vivendo praticamente a si mesmo: um roteirista se esconde do mundo em uma casa de praia, tendo apenas seu cachorro clandestino (proibido de morar no local) como companhia. A tranquilidade é quebrada abruptamente pela chegada de uma jovem que se diz em fuga das autoridades. Ela se recusa a sair e faz muitas perguntas sobre a vida do escritor, despertando-lhe a paranoia. Além de filmes de arte, consagrados pela crítica, ele também escreveu o roteiro do filme épico “Muhammad”, de 2015, que foi o mais caro da história do cinema iraniano. Apesar de realizado com a chancela do governo islâmico do país, este filme biográfico, que retrata a infância do profeta Maomé, foi criticado como um “ato hostil” e uma “distorção do islã” pelo clérigo máximo da Arábia Saudita, rival regional do Irã. Seu roteiro de maior projeção também criou polêmica entre conservadores islâmicos, ao abordar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres iranianas. Lançado em 2000, “O Círculo”, dirigido por Jafar Panahi, foi consagrado pela crítica mundial e se tornou o único filme iraniano a ganhar o Leão de Ouro de Melhor Filme no prestigioso festival de cinema de Veneza – além de mais cinco troféus, incluindo o Prêmio da Crítica. Seu último trabalho foi “Kamion”, que ele escreveu e dirigiu há dois anos, sobre uma mulher e seus filhos em fuga do Estado do Islã. O longa também lhe rendeu seu último prêmio, como Melhor Roteiro no Festival Fajr. Foi a quarta vez que seus roteiros ganharam reconhecimento no festival de Teerã, o que tornou Partovi o maior vencedor da categoria entre seus pares.
Morre o pai de Zezé Di Camargo e Luciano, que inspirou o filme 2 Filhos de Francisco
O pai de Zezé Di Camargo e Luciano, Francisco José de Camargo, morreu na noite de segunda (23/11), em um hospital de Goiânia, aos 83 anos. Seu Francisco foi o grande incentivador da dupla e previu o sucesso dos filhos, esforçando-se para isso acontecer, apesar das condições humildes. Essa história inspiradora acabou virando o filme “2 Filhos de Francisco”, um dos maiores sucessos do cinema brasileiro em todos os tempos. O filme dramático de Breno Silveira também tornou conhecida a história trágica da família, contando como Francisco deu a Zezé uma sanfona quando ele ainda era menino e o encorajou a cantar com o irmão mais novo, Emival. Os dois filhos de Francisco formaram a dupla Camargo e Camarguinho, mas Emival morreu de forma precoce, em um acidente de carro, levando Zezé a parar de tocar a sanfona que ganhou do pai. O sucesso acabou vindo ao lado de outro irmão, Welson, que o grande público conhece como Luciano. Mas para que esse sucesso acontecesse, Francisco, que trabalhava com construção civil, gastou todo o dinheiro que tinha em fichas telefônicas, para ligar para a rádio da sua cidade para pedir a música “É o Amor”, primeiro hit da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Com o lançamento de “2 Filhos de Francisco”, Seu Francisco, que foi interpretado pelo ator Ângelo Antônio, brincou que estava fazendo tanto sucesso quanto os filhos mais famosos. Em entrevista ao UOL, Ângelo disse que Francisco demorou a entender que ia virar filme. “A primeira vez que a gente se encontrou, ele questionou o Luciano: ‘Esse rapaz é um repórter? Ele pergunta tanto’. Demorou um pouco para cair a ficha que ele seria personagem do filme”. O ator contou que passou uma semana na casa da família em Goiânia e pode conhecer melhor Francisco. “A força da alegria dele era contagiante, a coragem e persistência, o Brasil inteiro viu como ele era e como ensinou os filhos a ser”, descreveu. “Foi um momento especial, um encontro histórico que marcou para sempre por conta de muito carinho da parte dele. Desejo que ele esteja em um lugar de muita luz e muita força para a família toda”, concluiu. Nos últimos anos, Seu Francisco vinha enfrentando problemas de saúde, como um enfisema pulmonar, chegando a ficar internado. Ao deixar o hospital, no início do ano, em uma cadeira de rodas, passeou pela fazenda da família que Zezé havia acabado de reformar. Só uma coisa o deixava triste: as brigas entre os filhos. Numa entrevista para o programa “Conexão Repórter”, da Globo, ele chegou a proibir que Zezé e Luciano se separassem. “Eles têm que esperar eu morrer para depois se separarem. A coisa mais gostosa é escutar o disco deles dentro do meu carro. Não escuto disco de ninguém. Só dos meus filhos”, disse o pai orgulhoso. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zezé Di Camargo (@zezedicamargo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luciano Camargo (@camargoluciano)
Diários de Alan Rickman vão virar livro
Uma série de diários do ator Alan Rickman, o falecido intérprete do professor Snape de “Harry Potter”, foram encontrados e serão publicados em forma de livro. A editora Canongate informou que está de posse de 27 volumes dos diários do ator, inclusive com muitas anotações feitas durante as filmagens da saga “Harry Potter”, e pretende reunir todo o material num único livro, batizado de “The Diaries of Alan Rickman” (Os diários de Alan Rickman), que será lançado no segundo semestre de 2022. Segundo apurou o jornal britânico The Guardian, Rickman começou a escrever sobre sua vida no início da década de 1990, por volta da época em que interpretou o vilão Hans Gruber em “Duro de Matar”, e assim continuou por cerca de 25 anos, até sua morte por câncer em 2016, aos 69 anos. A parceira de Rickman por 50 anos, Rima Horton aprova o projeto, dizendo que pretendia que a obra fosse publicada eventualmente. “Os diários revelam não apenas Alan Rickman, o ator, mas o verdadeiro Alan — seu senso de humor, sua observação afiada, sua habilidade e sua devoção às artes”, disse a viúva ao Guardian. Ainda não há informações sobre o lançamento no Brasil.
Continuação de Pantera Negra será filmada em julho
A Marvel Studios já sabe como vai continuar a franquia “Pantera Negra” sem o ator Chadwick Boseman, falecido em agosto passado de um câncer que ele escondeu de todo mundo. Segundo apurou o site da revista The Hollywood Reporter, o estúdio já agendou as filmagens de “Pantera Negra 2”. O site cita múltiplas fontes para afirmar que o longa começará a ser filmado em Atlanta a partir de julho, apenas quatro meses após a data planejada originalmente para a produção, e que as câmeras vão rolar por seis meses. Além disso, o THR também adiantou que o ator mexicano Tenoch Huerta, uma das estrelas de “Narcos: Mexico”, da Netflix, está em negociações para interpretar um dos antagonistas. O elenco da continuação deverá contar novamente com Letitia Wright, Lupita Nyong’o, Winston Duke e Angela Bassett, e as fontes do THR reforçam que Shuri, vivida por Wright, vai assumir um papel mais proeminente. Letitia Wright foi um dos pontos mais brilhantes de “Pantera Negra” e sua personagem, a princesa de Wakanda, assume o lugar do irmão nos quadrinhos. O estúdio não quis comentar a notícia nem revelou quais são seus planos para filmar sem Boseman, intérprete do personagem-título, embora uma produtora da franquia tenha indicado que não usará computação gráfica para incluir o astro no filme. Esta é a segunda vez que a Disney precisa lidar com esse tipo de situação. A solução encontrada anteriormente, para incluir a General/Princesa Leia, interpretada pela falecida Carrie Fisher, em “Star Wars: A Ascensão Skywalker” foi utilizar sobras de cenas de um filme anterior, retocadas digitalmente. O diretor e roteirista Ryan Coogler, responsável pelo primeiro filme, já tinha começado o roteiro de “Pantera Negra 2” com Boseman em todas as cenas, e será responsável pela nova história.
Ex-marido de Naya Rivera processa condado de Ventura pela morte da atriz
O ex-marido da atriz Naya Rivera, estrela de “Glee” que morreu afogada em julho num lago da Califórnia, decidiu processar o condado de Ventura, onde o acidente aconteceu. Também ator, Ryan Dorsey (da série “Yellowstone”) abriu um processo em nome do filho dos dois na quarta-feira (18/11), responsabilizando as autoridades locais pela morte, após Naya alugar um barco em local público, que não seguia normas mínimas de segurança. O filho do casal, Josey, de quatro anos, estava com a mãe no barco na hora do acidente e chegou a presenciar o momento exato em que a atriz sumiu na água. A investigação do afogamento revelou que a atriz usou seu último fôlego para colocar a criança a salvo no barco, após enfrentarem problemas enquanto nadavam. O processo tenta provar que a morte de Rivera poderia ser evitada e que foi consequência de negligência do condado, uma vez que o barco que ela e a criança alugaram no Lago Piru não estava em conformidade com os padrões de segurança da Guarda Costeira dos Estados Unidos. De acordo com a ação aberta pelo advogado do ator, “o barco não estava equipado com uma escada acessível, cordas adequadas, âncora, rádio ou quaisquer mecanismos de segurança para evitar que nadadores se separem do barco, nem equipamentos salva-vidas ou de flutuação.” Além disso, o documento alega que não havia sinalização mostrando que o lago não era seguro para banhistas, apesar de 26 pessoas terem se afogado nele desde a abertura ao público. “Não há uma única placa em lugar algum – nem na entrada, nem no cais, na área mais popular de natação da Enseada do Diablo, nem em lugar nenhum – alertando sobre as fortes correntes do lago, baixa visibilidade, ventos fortes, mudanças profundas de água, cavernas subaquáticas, saliências e declives, ou as árvores, arbustos e outros detritos que congestionam suas águas devido à grande mudança dos níveis de água e ventos”, detalha o documento.
Jonas Mello (1937 – 2020)
O ator Jonas Mello, que participou de várias novelas e filmes clássicos, morreu na tarde de quarta (18/11), aos 83 anos, em seu apartamento no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. As informações foram confirmadas em uma publicação no Facebook do artista, feita por um amigo. A causa da morte, porém, ainda não foi divulgada. “Hoje infelizmente Jonas se foi, para tristeza de muitos. Fui seu amigo mais próximo nos últimos dez anos, pois me tornei seu ajudante para que entrasse no mundo digital, para que não ficasse parado no tempo. Tive o prazer de incluir ele no Facebook e ajudá-lo com seus e-mails”, escreveu Edson Brandão. Josefina Rodrigues de Mello, irmã do artista, disse à Agência Record que ele tinha uma rotina ativa e vivia sozinho. “Ele dirigia, fazia as compras, caminhava pelo bairro e estava bem para um senhor de 83 anos”, contou. Segundo ela, na tarde de ontem o ator ligou para um primo após passar mal. O parente foi até a casa e o encontrou morto na cama. O paulistano Jonas Mello estreou na TV em 1969, com “A Cabana do Pai Tomás”, da TV Globo, pouco depois de começar a carreira cinematográfica com “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula, clássico do cinema marginal. No cinema, também atuou em “Um Anjo Mau” (1971), de Roberto Santos, “Nenê Bandalho” (1971), de Emilio Fontana, “A Carne” (1975) e “Passaporte para o Inferno” (1976), ambos de J. Marreco, e “Que Estranha Forma de Amar” (1977), do autor de novelas da Tupi Geraldo Vietri, além de produções mais recentes como “O Cangaceiro” (1997), de Anibal Massaini Neto, e o premiado “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral. Nos anos 1970, também fez novelas da Tupi e da Record, como “Os Inocentes”, “Os Deuses Estão Mortos”, “O Tempo Não Apaga” e “Sol Amarelo”, chegando a viver os papéis-títulos de “Meu Rico Português”, “Os Apóstolos de Judas” e “João Brasileiro, o Bom Baiano”, entre 1975 e 1978. Com a implosão da Tupi em 1980, Jonas foi para a Globo, onde continuou sua carreira de sucesso. Em dois anos de contrato, fez nada menos que cinco novelas, “Os Gigantes”, “Chega Mais”, “Coração Alado”, “Baila Comigo” e “Terras do Sem-Fim”. Mas, acostumado a ser protagonista, preferiu trocar papéis de coadjuvantes nas produções da emissora carioca por desempenhos mais destacados em produções paulistas do SBT, Band, Gazeta e TV Cultura. Sem exclusividade, ainda encaixou “Partido Alto”, da Globo, e o fenômeno “Dona Beja”, da Manchete, entre uma série de projetos de diversos canais. A carreira itinerante lhe permitiu atuar em “O Outro”, “Bambolê”, “Barriga de Aluguel” e “Vila Madalena” na Globo, “Mandacaru” na Manchete, “Dona Anja”, “Amor e Ódio” e “Canavial de Paixões” no SBT, “Estrela de Fogo” e “A Escrava Isaura”, na Record, entre muitos outros trabalhos. Seus últimos papéis o levaram de volta à Globo, com participações em “O Astro”, “Salve Jorge” e “Flor do Caribe”. Esta novela de 2013, por sinal, é atualmente reprisada na emissora. A Record emitiu uma nota de pesar: “Expressamos nossas condolências aos familiares, amigos e admiradores do talento deste profissional que ajudou a escrever a história da televisão brasileira.”
Pantera Negra 2 não usará versão digital de Chadwick Boseman
A produtora executiva de “Pantera Negra”, Victoria Alonso, afirmou que a sequência do blockbuster não usará um dublê digital para replicar o falecido ator Chadwick Boseman, intérprete do papel-título no filme original. A produtora do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) negou veementemente rumores sobre uma suposta aparição digital do ator em uma entrevista para o jornal argentino Clarín. “Não. Há apenas um Chadwick e ele não está mais conosco. Infelizmente, nosso rei morreu na vida real, não apenas na ficção, e estamos demorando um pouco para ver como continuamos a história e como honrar este capítulo que nos aconteceu inesperadamente e ainda é muito doloroso e terrível”, disse Alonso. “Chadwick não foi apenas um ser humano maravilhoso em todos os dias dos cinco anos que passamos juntos, mas também, acredito, que o que ele fez com o personagem nos elevou como empresa e ficou marcado na História.” “Pantera Negra 2” deveria começar a ser filmado no início de 2021, com uma estreia marcada para 2022, mas o diretor e roteirista Ryan Coogler, responsável pelo primeiro filme, disse que já tinha começado o roteiro com Boseman em todas as cenas. Ele precisará reescrever toda a história e entrar num consenso com o estúdio sobre o destino do personagem interpretado pelo ator. “Sei que às vezes passam 2 ou 3 meses nas produções e a gente fala que já passou muito tempo. Mas não é muito tempo. Precisamos realmente pensar sobre o que faremos a seguir e como faremos. E decidir como vamos honrar a franquia”, disse Alonso. Boseman morreu no final de agosto, aos 43 anos, de câncer de cólon. Ele tinha escondido a doença do público e também dos envolvidos na produção de seus filmes, fazendo com que sua morte fosse um grande choque para todos. Por conta da morte inesperada, vários sites administrados por fãs de super-heróis têm espalhado boatos sobre como a Marvel poderia realizar “Pantera Negra 2” sem o ator. O site de sempre foi quem começou a falar na versão digital de Boseman, afirmando ter ouvido de uma fonte anônima que o dublê criado por computação gráfica apareceria no início do filme apenas para morrer em cena e passar o trono de Wakanda e o uniforme do herói para sua irmã, Shuri. A intérprete de Shuri, Letitia Wright, foi um dos pontos mais brilhantes de “Pantera Negra” e a personagem realmente assume o lugar do irmão nos quadrinhos. Mas neste momento, como alerta Alonso, a Marvel ainda não decidiu o que fazer.
Soumitra Chatterjee (1935 – 2020)
O ator Soumitra Chatterjee, lenda do cinema indiano que estrelou mais de 300 filmes em seis décadas, morreu neste domingo (15/11) em Calcutá aos 85 anos, de complicações de saúde relacionadas a covid-19. Chatterjee morreu na Clínica Belle Vue, onde estava desde 6 de outubro após testar positivo para coronavírus. Complicações relacionadas à infecção pelo vírus contribuíram para sua morte. Grande parceiro do diretor vencedor do Oscar Satyajit Ray, ele desempenhou papéis importantes em 14 filmes do cineasta entre 1959 e 1990, incluindo a aclamada “Trilogia Apu”. Sua estreia no cinema foi no final da saga, intitulada “O Mundo de Apu”, em 1959. A parceria inclui algumas obras-primas, como “A Esposa Solitária”, que rendeu a Satyajit Ray o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim de 1964, e “Trovão Distante”, vencedor do Leão de Ouro de Melhor Filme do Festival de Berlim de 1973. Já o maior sucesso comercial de sua carreira foi “Teen Bhubaner Parey”, de 1969, que também sinalizou o nascimento de um novo tipo de herói do cinema da região de Bengala Ocidental. Como um jovem desempregado e desiludido com o sistema, Chatterjee refletiu como poucos seu tempo, uma era problemática que marcou a vida de milhões de jovens bengalis. Embora o filme tenha sido em essência um drama romântico, o ator incorporou o tom e o jeito dos jovens rebeldes da época. Seu personagem, Montu, acabou se tornando inspiração para uma geração de heróis bengalis e até mesmo de Bollywood. Ao se graduar para papéis mais maduros na década de 1980, voltou a brilhar no clássico cult “Kony” (1984), em que interpretou um severo treinador de natação para uma jovem das favelas de Calcutá, e em “Atanka” (1986), como um professor aposentado que testemunha um assassinato político e decide denunciá-lo, sendo sujeitado a horrores apenas por fazer a coisa certa. Além de seus papéis em Tollywood, a indústria do cinema bengali, Chatterjee também foi um poeta talentoso, dramaturgo e ator de teatro. Sua projeção ultrapassou fronteiras. Chatterjee foi a primeira personalidade do cinema indiano a ser homenageado com a Ordem das Artes e Letras, o maior prêmio francês para artistas, que ele recebeu em 1999. A França voltou a homenageá-lo mais recentemente, em 2017, com o maior prêmio civil do país, tornando-o Cavaleiro da Legião de Honra. Vários membros da comunidade cinematográfica e políticos emitiram declarações sobre seu falecimento. “A morte de Shri Soumitra Chatterjee é uma perda colossal para o mundo do cinema, para a vida cultural de Bengala Ocidental e da Índia”, disse o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em suas redes sociais.
Lynn Kellogg (1943 – 2020)
A atriz Lynn Kellogg, que interpretou Sheila, a protagonista feminina da produção original de “Hair” na Broadway, em 1968, morreu na quinta-feira (12/11) aos 77 anos. Ela tinha leucemia, que foi complicada por contágio de covid-19, de acordo com seu marido, John Simpers. Ele disse que ela recentemente compareceu a uma reunião em um teatro em Branson, Missouri, e muitos dos presentes não usavam máscaras. Além da carreira na Broadway, ela apareceu em algumas séries clássicas de TV, como “Família Buscapé”, “O Rei dos Ladrões” e “Missão: Impossível”, e coadjuvou o western “Charro!”, estrelado por Elvis Presley em 1969. Kellogg também era uma cantora talentosa e, além de cantar na trilha de “Hair” e até em seu episódio de “Missão: Impossível”, gravou músicas folk, chegando a participar do programa “The Johnny Cash Show”. Em 1976, ela passou para atrás das câmeras e desenvolveu uma popular série infantil, “Animals, Animals, Animals”, estrelada por Hal Linden, que ficou no ar até 1980 e ganhou um prêmio Peabody e um Emmy como Melhor Série Educativa Infantil. Veja abaixo a apresentação ao vivo do elenco original de “Hair”, em que Kellogg puxa o coro de “Let the Sunshine in” na premiação do Tony Awards de 1969.
Marcos Manzano (1959 – 2020)
O ator e empresário Marcos Manzano, criador do Clube das Mulheres no Brasil, morreu nesta sexta (13/11), aos 61 anos. O falecimento foi anunciado nas redes sociais do Clube das Mulheres, sem informar a causa, mas seu sócio no clube indicou que ele foi submetido a uma cirurgia cardíaca e não resistiu. Ele começou a ficar conhecido ao aparecer na novela “Vale Tudo” em 1988, ao contracenar com Gloria Pires e Carlos Alberto Ricceli nos capítulos finais da trama, como um príncipe italiano. Mas foi em “De Corpo e Alma”, de Gloria Perez, que sua popularidade disparou. Na novela de 1992, o protagonista, vivido por Victor Fasano, fazia strip-tease no Clube das Mulheres e tinha a companhia do então modelo em várias cenas. As gravações promoveram a casa de strip-tease masculino fundada em 1990 em São Paulo, com Manzano consagrando-se na novela na mesma função que exercia na vida real, como apresentador e dançarino do clube. Além dos papéis nas duas novelas da Globo, ele também participou do trash “A Rota do Brilho” (1990), filme policial de baixo orçamento, em que viveu um detetive parceiro de Alexandre Frota na investigação de assassinatos de garotas de programa. A produção, que também incluía a cantora Gretchen, foi o último filme do diretor Deni Cavalcanti, que não conseguiu fazer a transição da pornochanchada para a fase de retomada do cinema nacional de qualidade. Manzano também marcou presença constante em programas da TV aberta da época, o que se estendeu até os anos 2000. Durante este período, ele chegou a lançar músicas e ser considerado um dos homens mais bonitos do Brasil por algumas mídias. Embora o auge de sua popularidade tenha passado, Manzano continuou fazendo aparições esporádicas na televisão. A última aconteceu em fevereiro passado, no humorístico “A Praça É Nossa”, do SBT. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Clube das Mulheres Oficial (@clubedasmulheres_oficial)












