Paulo Gustavo é homenageado pela Câmara Municipal do Rio
Os vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovaram na quarta (12/5) uma homenagem póstuma ao comediante Paulo Gustavo, que morreu em 4 de maio, aos 42 anos, em decorrência de complicações da covid-19. Paulo vai receber o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, a maior honraria que pode ser concedida pela Câmara. A indicação foi feita pela vereadora Mônica Benício, do PSOL. “Ele conseguia traduzir, muito melhor do que nós mesmas (os), nossas emoções diante das situações cotidianas de nossas famílias, do que é ser mãe, do que é ser filho e filha, do que é ser LGBT na nossa sociedade. […] Do seu legado de arte, humor e amor, devemos levar sua lembrança de que ‘rir é um ato de resistência’. Hoje está muito difícil, Paulo. Mas a sua obra, que será eterna, há de nos ajudar a seguir resistindo. Obrigada por tudo!”, escreveu Benício na proposta de homenagem a Paulo Gustavo
Norman Lloyd (1914-2021)
O ator, produtor e diretor norte-americano Norman Lloyd, que em mais de 80 anos de carreira colaborou com lendas do cinema como Charles Chaplin e Alfred Hitchcock, morreu dormindo aos 106 anos de idade nesta terça-feira (11/5), em sua casa em Los Angeles. O ator era uma parte da história de Hollywood. Ele adorava entreter colegas e o público de festivais com histórias de suas partidas de tênis com Chaplin, sua amizade com Alfred Hitchcock, o trabalho com o diretor francês Jean Renoir, a beleza da atriz Ingrid Bergman, e sobre com deu a Stanley Kubrick um de seus primeiros empregos na TV. Lloyd começou a se destacar como ator na conhecida Mercury Theatre, companhia de teatro fundada em 1937 pelo ator e diretor Orson Welles. Ele chegou a ser convidado a estrear no cinema em “Cidadão Kane” (1941), primeiro filme dirigido por Welles, mas recusou. Em vez disso, chegou às telas como o personagem-título de “Sabotador”, filme de espionagem dirigido pelo mestre Hitchcock em 1942, onde representou uma cena icônica, ao pular da Estátua da Liberdade no clímax da história. Ele foi outro vilão logo em seguida, em “Amor à Terra” (1945), co-escrito pelo lendário escritor William Faulkner e dirigido por Jean Renoir. Ainda voltou a trabalhar com Hitchcock no clássico noir “Quando Fala o Coração” (Spellbound, 1945), vivendo um paciente na clínica psiquiátrica de Ingrid Bergman. Também foi um soldado no célebre drama de guerra “Um Passeio ao Sol” (1945), de Lewis Milestone. E isso apenas em 1945. Nos anos seguintes, foi dirigido por outros mestres do cinema, como Jules Dassin (“Uma Carta para Eva”, 1946), Anthony Mann (“A Sombra da Guilhotina”, 1949), Jacques Tourneur (“O Gavião e a Flecha”), Joseph Losey (“O Maldito”, 1951), Richard Brooks (“O Milagre do Quadro”, 1951) e, claro, Chaplin. Ele interpretou um coreógrafo em “Luzes da Ribalta” (1952), o segundo longa falado de Chaplin. Inquieto, Lloyd não queria apenas atuar. Depois de participar de mais um filme dirigido por Lewis Milestone, “O Pintor de Almas” (1948), convenceu o cineasta a contratá-lo como assistente de produção, vindo a trabalhar nos bastidores de dois filmes do diretor, “Arco do Triunfo” (1948) e “O Vale da Ternura” (1949). Ao migrar para a TV nos anos 1950, decidiu começar a dirigir. Mas se sentia inseguro na nova função. Por isso, convocou um jovem estagiário para virar diretor de segunda unidade e ajudá-lo a gravar uma minissérie sobre Abraham Lincoln. O rapaz se chamava Stanley Kubrick. Depois disso, ele foi atrás de outro diretor amigo, Alfred Hichcock, para entrar na equipe da série que levava o nome do cineasta. Lloyd acabou virando produtor de “Alfred Hitchcock Apresenta”. Não só isso. Ele dirigiu 19 episódios da série de suspense, consolidando sua carreira de diretor de TV, que se estendeu até os anos 1980. Lloyd também foi o showrunner da série “Alfred Hitchcock Hour” nos anos 1960 e chegou a desenvolver a produção de um filme do diretor, “Short Night”, que Hitchcock filmaria após “Trama Macabra” (1976), mas uma piora na saúde do cineasta nunca permitiu que o projeto saísse do papel. Hitchcock morreu em 1980. Paralelamente a seus trabalhos atrás das câmeras, Lloyd continuou atuando em séries e filmes. Na TV, pareceu em “Galeria do Terror”, “Kojak”, “O Homem da Máfia” e “Jornada nas Estrelas: A Próxima Geração”, além de ter integrado o elenco central da série médica “St. Elsewhere”, responsável por popularizar Denzel Washington. No papel do Dr. Daniel Auschlander, Lloyd participou de todas as seis temporadas da atração, exibidas entre 1982 e 1988. No cinema, continuou colecionando grandes filmes e cineastas maiores, vivendo um médico no terror “As Duas Vidas de Audrey Rose” (1977), de Robert Wise, o diretor da escola do cultuadíssimo “A Sociedade dos Poetas Mortos” (1990), de Peter Weir, o dono de uma firma jurídica em “A Época da Inocência” (1993), de Martin Scorsese, etc. Até se despedir das telas com uma participação em “Descompensada”, de Judd Apatow, em 2015. “Lloyd acendia cada momento em que estivesse presente”, escreveu Apatow na revista Vanity Fair à época. Apesar dessa carreira tão ilustre, Norman Lloyd nunca virou um astro do primeiro time, tanto que um documentário de 2007 sobre sua vida chegou às telas com o título de “Who Is Norman Lloyd?” (Quem é Norman Lloyd).
Tawny Kitaen (1961–2021)
A atriz Tawny Kitaen, que foi musa do rock dos anos 1980 e noiva de Tom Hanks na comédia clássica “A Última Festa de Solteiro” (1984), morreu na sexta-feira (7/5) em sua casa em Newport Beach, Califórnia, aos 59 anos. Nascida Julie E. Kitaen, a californiana de San Diego foi enterrada pela família como Tawny Finley. A causa da morte não foi divulgada. Kitaen foi uma das maiores sex symbols dos anos 1980. Ela se projetou aos 23 anos como estrela de “As Aventuras de Gwendoline no Paraíso” (1984), produção francesa baseada nos quadrinhos adultos de “Sweet Gwendoline” e um dos grandes “guilty pleasures” da década. O próprio autor dos quadrinhos, John Willie, assinou o roteiro do filme como uma versão erótica de Indiana Jones, em que Kitaen encarnou a personagem-título, uma freira foragida que embarcava numa jornada pelas selvas da China com um aventureiro e sua assistente, envolvendo muita nudez, bondage e uma tribo perdida de guerreiras amazonas. No mesmo ano, ela também noivou com Tom Hanks, apenas para ser deixada de lado durante uma despedida de solteiro histórica, e estrelou seu primeiro clipe, “Back for More”, da banda Ratt. A experiência com o Ratt a transformou em estrela do heavy metal e rendeu mais que uma parceria com a banda Whitesnake. Após aparecer em três clipes do Whitesnake em 1987, ela se casou com o vocalista da banda, David Coverdale, mas o matrimônio só durou dois anos, entre 1989 e 1991 – período de mais dois vídeos com os roqueiros. Sua carreira, entretanto, foi vítima de escolhas equivocadas, como o fraquíssimo thriller “Execução Sumária” (1986), que ela coprotagonizou com Michael Paré, e o indigesto romance com um jovem doente “Crystal Heart” (1986), décadas antes desse tipo de história virar moda entre os adolescentes. Kitaen também estrelou o terror “Espírito Assassino” (1986), que fez sucesso em VHS e chegou a ganhar duas sequências, mas os fracassos de bilheteria encerraram rapidamente seus dias de protagonista. Ela se manteve no ar nos anos 1990 com diversas participações televisivas, aparecendo, entre outras atrações, nas comédias clássicas “Seinfeld”, “Um Amor de Família” (Married with Children) e em três episódios de “Hércules” como Dejanira (Deianeira), a esposa do herói interpretado por Kevin Sorbo. Nos últimos tempos, a atriz passou a ser mais vista como ela mesmo, ao participar de reality shows sobre desventuras reais, como “The Surreal Life”, “Botched” (por cirurgias plásticas que a deformaram) e “Celebrity Rehab”. Tawny Kitaen se tornou Tawny Finley ao se casar com Chuck Finley, ex-arremessador do time de beisebol California Angels em 1997. O casamento durou apenas até 2002, mas os dois tiveram duas filhas. Relembre abaixo um dos muitos clipes de rock estrelados pela atriz.
Paulo Gustavo vira nome de cinema em São Paulo
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, prestou homenagem ao ator Paulo Gustavo, falecido na terça (4/5) por complicações decorrentes de covid-19, batizando uma das principais salas de cinema do circuito SPCine com seu nome. Um decreto publicado na sexta-feira (7/5) no Diário Oficial do Município renomeou a Sala Cine Olido, atual versão de um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo, localizado no centro da cidade, como “Sala Paulo Gustavo”. Atualmente em reforma, a sala será reinaugurada com nova infraestrutura, novo nome e uma mostra de filmes de Paulo Gustavo quando as obras na Galeria Olido, que virou espaço cultural, forem concluídas. A previsão é que isso ocorra em julho. “Além da sua marcante contribuição à cultura brasileira por meio do Teatro e do Cinema, Paulo Gustavo foi um homem ativo na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e tolerante, e teve sua vida interrompida, ainda muito jovem, aos 42 anos, pela Covid-19”, diz o texto do Decreto. A sala já tinha passada por ampla reforma em 2016, quando foi totalmente digitalizada. Veja abaixo uma foto do espaço, que possui 236 lugares.
Escola de Samba vai homenagear Paulo Gustavo no Carnaval 2022
A escola de samba São Clemente decidiu homenagear o humorista Paulo Gustavo, que morreu de complicações de covid-19 na terça (4/5). A produção mais famosa do ator, “Minha Mãe é uma Peça”, foi escolhida como referência do desfile da escola no carnaval carioca de 2022, que também contará a história do humorista. O título do enredo será “Minha Vida É uma Peça”. De acordo com o presidente da escola, Renato Almeida Gomes, a iniciativa visa celebrar a “alma clementiana” do artista. “A São Clemente foi a única escola em que ele desfilou na vida”, lembrou Gomes. Paulo Gustavo desfilou pela São Clemente em 2013, quando o samba-enredo da escola abordava o universo das telenovelas. Na ocasião, ele se fantasiou de Dona Hermínia, sua personagem em “Minha Mãe é uma Peça”.
Beyoncé lamenta morte de Paulo Gustavo e mãe confirma que ela era fã
A cantora Beyoncé lamentou a morte de Paulo Gustavo, publicando uma foto do ator em seu site oficial com a mensagem: “Descanse em paz”. Embora não tenha feito maiores comentários, a mãe da estrela, Tina Knowles, explicou, em sua própria postagem em homenagem ao ator no Instagram, que Beyoncé era fã do brasileiro, assim como ele era membro da behive (comunidade de fãs da cantora). “Infelizmente, perdemos um ator e comediante muito amado, o Sr. Paulo Gustavo. Sr. Gustavo era um grande fã da Beyoncé e um membro da behive. Ela era fã dele, também.” “Estamos rezando por sua família e todos os seus fãs. Sentiremos muito a sua falta, Paulo”, acrescentou. Paulo Ricardo era fã declarado de Beyoncé e um vídeo em que ele aparece apertando a mão da cantora durante um show viralizou nas redes sociais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tina Knowles (@mstinalawson)
André Maranne (1926–2021)
O ator francês André Maranne, que ficou conhecido como parceiro do desastrado Inspetor Closeau (Peter Sellers) nos filmes de “A Pantera Cor-de-Rosa”, morreu em 12 de abril, aos 94 anos. Seu falecimento só ficou conhecido nesta quinta (6/5), mas a causa da morte não foi divulgada. A carreira começou na TV francesa em 1955, mas Maranne fez rapidamente a transição para o cinema falado em inglês três anos depois, com pequenos papéis em dois filmes estrelados por Stewart Granger, “O Rugido da Morte” e “A Verdade Dói”. Após mais três longas dirigidos pelo inglês Lewis Gilbert, “Amanhã Sorrirei Outra Vez” (1958), “Fruto de Verão” (1961) e “Revolta em Alto Mar” (1962), acabou se estabelecendo no mercado britânico e até apareceu em séries clássicas do Reino Unido, como “O Santo” e “Protectors”, antes de ser selecionado para seu papel mais conhecido. Ele encarnou pela primeira vez o sargento François Chevalier em “Um Tiro no Escuro” (1964), que foi rodado por Blake Edwards em Londres. Fez tanto sucesso como assistente do inepto chefe inspetor Charles Dreyfus (Herbert Lom) que reprisou o papel em mais cinco filmes, ao longo de duas décadas, despedindo-se em “A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa” – feito com sobras de filmagens e lançado em 1983, três anos após a morte do ator principal da franquia, Peter Sellers. Maranne ainda trabalhou com Blake Edwards na comédia “Lili, Minha Adorável Espiã” (1970), retomou a parceria com Lewis Gilbert em “Paul e Michelle” (1974), travou “A Batalha da Grã-Bretanha” (1969), enfrentou James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965), participou do cult psicodélico “A Garota da Motocicleta” (1968), viajou na Tardis de “Doctor Who” (em 1967) e matou o público britânico de rir num episódio antológico de “Fawlty Towers” de 1975. Seus últimos filmes foram “O Fio da Navalha” (1984), com Bill Murray, e “Plenty, o Mundo de uma Mulher” (1985), com Meryl Streep, seguidos por várias minisséries britânicas até o fim da carreira em 1991.
Frank McRae (1944–2021)
Frank McRae, o ex-jogador de futebol americano que virou ator de filmes como “007 – Permissão Para Matar” e “O Último Grande Herói”, morreu no último dia 29 de abril, aos 80 anos, em decorrência de um infarto. McRae teve passagem breve pela NFL, a principal liga de futebol americano dos EUA, jogando pelo Chicago Bears e pelo Los Angeles Rams, mas sempre quis atuar, tanto que se forçou em artes cênicas. Em mais de 30 anos de carreira como ator, ele apareceu em cerca de 40 filmes, geralmente em papéis que se aproveitavam de sua grande estatura física. Os primeiros trabalhos surgiram nos anos 1970, com participações em filmes de ação como “Shaft na África” (1973) e “Lutador de Rua” (1975). Amigo de Sylvester Stallone, ele também apareceu em três longas de ação do astro: “F.I.S.T.” (1978), “A Taberna do Inferno” (1978) e “Rocky 2: A Revanche” (1979). Mas McRae também fez comédias e dramas, contracenando com Sally Field em dois exemplos bastante distintos destes gêneros, “Se Não Me Mato, Morro!” (1978) e “Norma Rae” (1979). Ele também foi dirigido três vezes por John Millius, nos cultuados “Amargo Reencontro” (1978), “Amanhecer Violento” (1984) e “Uma Vida de Rei” (1989). E cansou de aparecer em várias comédias famosas, como “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), de Steven Spielberg, “Carros Usados” (1980), de Robert Zemeckis, “48 Horas” (1982), que lançou a carreira cinematográfica de Eddie Murphy, e “Férias Frustradas” (1983), que deu início a uma franquia com Chevy Chase. Ainda participou da cultuada sci-fi da Terceira Idade “O Milagre Veio do Espaço” (1987), produzida por Spielberg, e encerrou sua melhor década como amigo de James Bond (na versão de Timothy Dalton) em “007 – Permissão Para Matar” (1989). Nos anos 1990, preferiu zoar seus papéis em filmes de ação com participações em paródias como “Máquina Quase Mortífera” (1993), “Rapidinho no Gatilho” (1994) e a popular comédia “O Último Grande Herói” (1993), ao lado de Arnold Schwarzenegger. A última aparição de McRae nas telas foi no drama “O Amor Permanece na Alegria”, lançado em 2006.
Niterói se despede de Paulo Gustavo com aplausos
A população de Niterói, no Rio de Janeiro, homenageou o ator Paulo Gustavo com aplausos, batidas de panelas e fogos de artifícios na noite desta quarta-feira (5/5). Nascido e criado na cidade, que também era cenário de sua trilogia cinematográfica “Minha Mãe é uma Peça”, o artista morreu na terça-feira, após uma longa batalha contra a Covid-19. A homenagem teria sido inspirada por uma postagem de Tatá Werneck, que pediu aplausos para o ator após a confirmação de sua morte. Em pouco tempo, uma convocação nas redes sociais marcou a realização de um minuto de palmas às 20h em Niterói. Mas a hasthag #AplausoPauloGustavo acabou viralizando e o movimento se estendeu para a capital carioca e outras cidades. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver e ouvir os aplausos e manifestações, principalmente no Rio de Janeiro e em Niterói, cidade com o qual Paulo Gustavo era fortemente identificado. O próprio prefeito niteroiense, Axel Grael, engajou-se na iniciativa e ainda decretou luto de três dias pela morte do ator. “Niteroiense, Paulo Gustavo sempre divulgou a imagem da nossa cidade de forma bonita e genuína, através das telas e dos palcos da vida. Vai fazer muita falta para todos nós e será sempre lembrado pelos sorrisos que arrancou de milhões de pessoas. Ele também tinha um grande coração e fazia questão de ajudar instituições como o Projeto Grael e outras ONGs de Niterói. Era uma iniciativa dele para ajudar as famílias mais necessitadas, justamente neste período desafiador da COVID-19”, postou o prefeito nas redes sociais. Viúvo do ator, o dermatologista Thales Bretas também se manifestou nas redes sociais sobre a manifestação de carinho. “Não estou conseguindo responder a todas as mensagens de carinho e amor. Mas essa espero ansiosamente. Eu tive a sorte de viver com o cara mais especial do mundo. Durou pouco, mas de tão intenso, fez-se eterno”, ele escreveu ao lado de uma convocação da homenagem. Em Icaraí, Niterói, minuto de aplausos em homenagem ao ator Paulo Gustavo. Ele nasceu e cresceu na cidade. pic.twitter.com/gE4d7vHCnU — Matheus Leal (@matheusleal1) May 5, 2021 Aqui também veio essa onda de amor ♥️ Vivaaa! pic.twitter.com/jthozHyVEB — Giselle Santos (@feedtheteacher) May 5, 2021 😭😭😭 pic.twitter.com/Uc3VgSURxr — justice for kerline (@kamvlla) May 5, 2021 Aplausos para o Paulo Gustavo no Jardim Botânico. pic.twitter.com/tGqmgysMFf — Leo Aversa (@LeoAversa) May 5, 2021 Aplausos em homenagem ao Paulo Gustavo e tds as vítimas do covid pic.twitter.com/ptcmSgJirk — Júlia Garcia (@garciajulia) May 5, 2021 A dor pela perda do ator Paulo Gustavo foi transformada em homenagem à memória do artista. No Rio e em Niterói, cidade natal do humorista, a noite foi de aplausos em homenagem ao ator e às vítimas de Covid-19. O time do #GloboNews #EmPauta também se uniu ao 'aplausaço'. pic.twitter.com/GGCWndGvlP — GloboNews (@GloboNews) May 6, 2021
Astro de “As Branquelas” homenageia Paulo Gustavo
O ator Marlon Wayans, mais conhecido no Brasil pela comédia “As Branquelas” (2004), prestou uma homenagem a Paulo Gustavo em seu Instagram. Comentando a morte do ator brasileiro aos 42 anos, após complicações da covid-19, ele disse que ouviu muitos fãs elogiarem o trabalho de Paulo Gustavo e ofereceu condolências à família. “Nunca te conheci, mas ouvi coisas ótimas de todos os meus amigos e fãs brasileiros. Minhas condolências a sua família, entes queridos e fãs que todos amam você profundamente”, Wayans escreveu, acrescentando a palavra “amigo” em português e um comentário sobre Paulo ter morrido cedo demais, ao lado de uma foto do artista. Paulo Gustavo faleceu na noite de terça (4/5), após ser internado com sintomas de covid-19 em 13 de março. Ele foi entubado oito dias depois e continuou a apresentar piora do quadro respiratório, precisando sofrer intervenções cirúrgicas e broncoscópicas e ser submetido à terapia por ECMO, uma técnica também conhecida como pulmão artificial que auxilia na oxigenação do sangue. Seu estado de saúde se agravou definitivamente no domingo passado (2/5), em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa (uma abertura entre os pulmões e as veias), permitindo a passagem de bolhas de ar na corrente sanguínea. Isto causou uma embolia, que atingiu seu sistema nervoso central, tornando o quadro irreversível. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marlon Wayans (@marlonwayans)
Thales Bretas escreve despedida tocante para Paulo Gustavo
O médico dermatologista Thales Bretas, marido do ator Paulo Gustavo, escreveu uma despedida tocante para o parceiro e pai de seus dois filhos, que morreu na noite de terça (4/5) em decorrência de covid-19. “Ainda é muito difícil processar tudo o que aconteceu nos últimos dias…”, começou Bretas no Instagram, nas primeiras horas da madrugada desta quarta-feira. “Nossa caminhada tinha tudo pra ser longa! Linda como vinha sendo… tão feliz! E foi muito! Como fui feliz nesses últimos 7 anos que tive o privilégio de conviver com você! Como eu aprendi, cresci!”, ele exaltou. “Espero poder passar um pouco do seu legado de generosidade, afeto, alegria e amor”, continuou. “Você é um furacão! Uma estrela que brilhou muito aqui na Terra, e vai brilhar ainda mais no céu, olhando pela nossa família sempre!!!” “Eu te amo tanto… e sempre te amarei, pro resto da minha vida!”, declarou. “Não consigo escrever um centésimo do quanto você foi e é importante pra mim e pro mundo. E continuará sendo, eternamente…” Emocionado, ele ainda pediu “desculpas aos amigos e aos fãs por não conseguir elaborar tudo como gostaria e responder a todos”. “Estou vivendo um turbilhão de sensações”, declarou. “Obrigado pelas energias positivas e orações. Muito amor tenho recebido, espero num momento mais oportuno conseguir retribuir! Bjs saudosos…”, encerrou. O último post escrito por Paulo Gustavo no Instagram tinha sido uma declaração de amor para o marido, publicado no aniversário de Thales, há sete semanas, antes de ser internado com sintomas da covid-19. Na ocasião, Paulo se declarou “loucamente apaixonado”. “Qualquer coisa que eu colocar aqui não será fiel ao que eu quero exatamente dizer pra ele!”, afirmou. Veja a íntegra da postagem de Thales abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thales Bretas (@thalesbretas)
Morte de Paulo Gustavo repercute entre artistas e políticos nas redes sociais
A morte de Paulo Gustavo aos 42 anos, por problemas relacionados à covid-19, causou comoção no Brasil. As redes sociais foram tomadas por declarações sentidas, especialmente de colegas de cena, como Tatá Werneck, Mônica Martelli, Marcus Majella, Fabio Porchat, Marcelo Adnet, Larissa Manoela, Maisa, Fernanda Montenegro, artistas como Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Ludmilla, Pocah, Fafá de Belém, e muitos políticos. Até o presidente Jair Bolsonaro, que mandou publicamente “abortar” financiamento de filmes com temática LGBTQIA+ pela Ancine, decidiu prestar homenagem ao ator – gay assumidíssimo – de “Minha Mãe é uma Peça”, que na terça (4/5) se somou aos mais de 400 mil brasileiros mortos pela pandemia no país. Tatá Werneck pediu aplausos. “Aplaudam. Aplaudam de pé esse grande homem! Gritem bravo! Façam uma homenagem a Paulo Gustavo em suas casas. Aplaudam de pé esse grande artista”. Caetano, responsabilidades. “É significativo que a notícia de que o perdemos chegue no dia em que se abre a CPI da Covid no Senado Nacional. O povo brasileiro, que encheu os cinemas para rir com Paulo Gustavo, está de luto. E deve revoltar-se contra os responsáveis por nossa vulnerabilidade frente à pandemia que nos tirou essa pessoa amada por representar nossa vocação para o SIM”. Mônica Martelli conjugou amor cinco vezes num texto que começa dizendo “eu te amo e pra sempre vou te amar”. Taís Araujo agradeceu “cada gargalhada” que ele inspirou “e foram muitas, muitas”. Quase tantas quanto as muitas manifestações de pesar, como a de Porchat: “O mundo perde um gênio do humor”. Até o padre Fábio de Melo reparou: “Paulo, meu querido, foi a primeira vez que você nos fez chorar”. Veja abaixo os textões, os textinhos, os emojis e todas as emoções. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marcelo Adnet (@marceloadnet0) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taís Araujo (@taisdeverdade) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marcus Majella (@marcusmajella) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zeca Pagodinho (@zecapagodinho) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Debora Bloch (@deborablochoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Serginho Groisman (@serginhogroisman) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lázaro Ramos (@olazaroramos) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Danielle Winits Actor/Producer (@lawinits) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luciano Huck (@lucianohuck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Andre Marques (@euandremarques) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Simone e Simaria (@simoneesimaria) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Paolla Oliveira (@paollaoliveirareal) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Michel Teló (@micheltelo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dona Fernandona (@donafernandona) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por POCAH (@pocah) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giovanna Ewbank (@gioewbank) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luan Santana (@luansantana) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Me (@cleo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Patrícia Poeta (@patriciapoeta) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Deborah Secco (@dedesecco) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fabio Porchat (@fabioporchat) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Debora Bloch (@deborablochoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Vanessa Giacomo (@vanessagiacomo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por F e r n a n d a S o u z a (@fernandasouzaoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fabio Assunção (@fabioassuncaooficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Claudia Ohana (@ohanareal) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mc Rebecca (@mcrebecca) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Patricya Travassos (@patricyatravassos) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Daniella Giusti🍕atriz/comédia (@calabresadani) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ludmilla (@ludmilla) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa Meneghel (@xuxameneghel) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliana Paes Actress Brazil (@julianapaes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Grazi Massafera (@massafera) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fátima Bernardes (@fatimabernardes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @angelicaksy Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Larissa Manoela (@larissamanoela) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Preta Gil 🎤 (@pretagil) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Mazzeo (@eumazzeo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Boninho (@jbboninho) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Felipe Neto (@felipeneto) Paulo, meu querido, foi a primeira vez que você nos fez chorar. ❤️🙏🌹 — padrefabiodemelo (@pefabiodemelo) May 5, 2021 Um dia todos nós entenderemos tudo.. que dia difícil pic.twitter.com/t8cxdljqH0 — Whindersson Nunes (@whindersson) May 5, 2021 Todo amor a Dea Lúcia e todos os familiares de Paulo Gustavo. Muito da alegria brasileira parte com ele. Era imenso! Será assim a saudade que sentiremos. Muito triste. muito! — Leo Jaime 🇧🇷❤️ (@LeoJaime) May 5, 2021 Vá em paz, Paulo Gustavo! Por aqui lembraremos de você sempre com muita alegria! Força a família e aos amigos. Meus sentimentos 💔 #PauloGustavo #rippaulogustavo — Walcyr Carrasco (@WalcyrCarrasco) May 5, 2021 Estou arrasada. Que Paulo Gustavo siga na luz, e que Deus conforte o coração de Thales, da querida Déa Lucia e de todos os familiares. O Brasil perde, tão precocemente, um de seus grandes gênios. 😢 — Fafá de Belém (@fafadbelem) May 5, 2021 Vou lembrar de vc sempre assim. Descanse em paz, Paulo. 🙏🏻🤍 pic.twitter.com/UkOwpfAhyB — +a (@maisa) May 5, 2021 Que dia 🙁 Deus olhe por nós. Conforte aqueles que mais precisam. Peço por saúde pra todos. 🙏🏻🤍 — +a (@maisa) May 5, 2021 Paulo Gustavo é a expressão da alegria brasileira. Essa alegria que nos veio de fora em forma de fama, já que minha geração cresceu crendo no mito das "três raças tristes" de que nosso povo se teria formado. + pic.twitter.com/bG8c1XcURN — Caetano Veloso (@caetanoveloso) May 5, 2021 e da afirmação do alto nível de criação televisiva – , Paulo, esse poço de talento e gerador de prazer doado ao Brasil por Niterói, encarnou, em seu trabalho e em sua vida pessoal, essa alegria antes apenas mítica. + — Caetano Veloso (@caetanoveloso) May 5, 2021 E deve revoltar-se contra os responsáveis por nossa vulnerabilidade frente à pandemia que nos tirou essa pessoa amada por representar nossa vocação para o SIM.#CaetanoVeloso #PauloGustavo #DescanseEmPaz #RipPauloGustavo 🖤 pic.twitter.com/2pDUEqC7tR — Caetano Veloso (@caetanoveloso) May 5, 2021 Recebi com muita tristeza a notícia da morte de Paulo Gustavo. A covid levou hoje mais um de nós. Um grande brasileiro, que brindou nosso país com tanta alegria. Descanse em paz. Seu talento jamais será esquecido. — Lula (@LulaOficial) May 5, 2021 Uma das pessoas que mais fez o Brasil rir, agora nos deixa de luto. Mais uma vítima da Covid. Vá em paz, Paulo Gustavo. Força à família! — Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) May 5, 2021 Brasil perde Paulo Gustavo. Um dos maiores nomes do showbiz do Brasil na última década. Paulo Gustavo deixa enorme legado ao teatro, tv e cinema do País. Meus sentimentos aos familiares e amigos. — João Doria (@jdoriajr) May 5, 2021 Em nome da Câmara, manifesto a minha solidariedade e a de todos deputados aos familiares e amigos do ator Paulo Gustavo. Sua obra e seu talento conquistaram a alegria e a admiração de todos e sua partida, tão cedo, deixa enorme tristeza, vazio e dor no coração dos brasileiros. — Arthur Lira (@ArthurLira_) May 5, 2021 – Meus votos de pesar pelo passamento do ator e diretor Paulo Gustavo, que com seu talento e carisma conquistou o carinho de todo Brasil. Que Deus o receba com alegria e conforte o coração de seus familiares e amigos, bem como de todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid. pic.twitter.com/qP9lN8udaP — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 5, 2021
Paulo Gustavo (1978-2021)
O ator Paulo Gustavo, um dos maiores nomes da nova safra do humor brasileiro, morreu aos 42 anos por complicações relacionadas à covid-19. Internado com sintomas da doença desde o dia 13 de março, ele foi entubado oito dias depois e continuou a apresentar piora do quadro respiratório, precisando sofrer intervenções cirúrgicas e broncoscópicas e ser submetido à terapia por ECMO, uma técnica também conhecida como pulmão artificial que auxilia na oxigenação do sangue. Seu estado de saúde se agravou definitivamente no domingo passado (2/5), em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa (uma abertura entre os pulmões e as veias), permitindo a passagem de bolhas de ar na corrente sanguínea. Isto causou uma embolia, que atingiu seu sistema nervoso central, tornando o quadro irreversível. O falecimento foi anunciado no começo da noite desta terça (4/5). “Às 21h12 desta terça-feira, lamentavelmente o paciente Paulo Gustavo Monteiro faleceu, vítima da covid-19 e suas complicações. Em todos os momentos de sua internação, tanto o paciente quanto os seus familiares e amigos próximos tiveram condutas irretocáveis, transmitindo confiança na equipe médica e nos demais profissionais que participaram de seu tratamento”, disse a equipe do ator, em nota enviada à imprensa. “A equipe profissional que participou de seu tratamento está profundamente consternada e solidária ao sofrimento de todos”, completou o comunicado. Natural de Niterói, Paulo usou a cidade como cenário dos filmes de “Minha Mãe é uma Peça” e encontrava inspiração em várias histórias de sua vida, baseando-se em sua mãe para criar sua personagem mais conhecida, Dona Hermínia, protagonista da mais famosa trilogia cinematográfica do Brasil. Dona Hermínia surgiu pela primeira vez em 2004 na peça “Surto”, que Paulo estrelou ao lado de Samatha Schmütz. “A primeira vez que minha mãe viu, ela brincou: ‘quero 10% da bilheteria, sou eu que estou ali!”, o ator contou no “Programa do Jô” em 2007. A personagem ganhou ainda mais destaque em 2006, com a estreia de “Minha Mãe é uma Peça”, com a qual Paulo Gustavo ganhou o Prêmio Shell de Melhor Ator. Dona Hermínia entrou para a História do teatro num grande monólogo, escrito e interpretado pelo comediante, representando a personalidade de uma típica dona de casa brasileira, sempre à beira de um ataque de nervos. Antes de adaptar a peça para os cinemas, o ator começou a fazer pequenas participações na TV, aparecendo na novela “Prova de Amor”, da Record, e nas séries “Minha Nada Mole Vida” e “A Diarista”, da Globo. Ele integrou até o “Sítio do Picapau Amarelo”, num longo arco de 2007 como delegado de polícia, ocasião em que começou a chamar atenção por sua capacidade de se conectar com o público infantil. Conexão que também foi explorada no cinema, em “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” (2007). Seu primeiro destaque nas telas foi o cabeleireiro Renée do filme “Divã”, de 2009, que voltou a aparecer na série homônima da Globo de 2011, roubando as cenas da protagonista, vivida por Lilia Cabral. No mesmo ano, a personalidade expansiva e divertida fez a Globo apostar em Paulo Gustavo para encabeçar vários projetos, visando uma guinada do canal pago Multishow rumo ao humor. O primeiro sucesso foi o humorístico “220 Volts”, seguido, dois anos depois, por “Vai que Cola” e, mais adiante, “A Vila”. Ele levou a divertida e resmungona Dona Hermínia para o cinema em 2013, no primeiro “Minha Mãe é uma Peça – O Filme”, que foi seguido por “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014) e “Vai que Cola – O Filme” (2015), todos campeões de bilheteria. Depois do sucesso de “Minha Mãe é uma Peça 2” (2016), que arrecadou surpreendentes R$ 123,8 milhões, Paulo Gustavo tornou-se tão conhecido que apareceu como ele mesmo pela primeira vez no cinema, na comédia teen “Fala Sério, Mãe” (2017), com Larissa Manoela. O ator soube equilibrar o sucesso comercial com o sucesso pessoal. Em meio ao estouro de seus filmes, ele se casou com o médico Thales Bretas, com quem teve dois filhos, Gael e Romeu, através de uma barriga de aluguel. Os meninos nasceram em agosto de 2019. Entre as festividades, Paulo Gustavo estrelou as continuações “Minha Vida em Marte” (2018) e “Minha Mãe é uma Peça 3” (2019), quebrando recordes de bilheteria. Em 2020, seu terceiro filme da Dona Hermínia se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro de todos os tempos, com faturamento de R$ 143,9 milhões. Prestigiado como fenômeno cinematográfico, ele passou a ser tratado como grande estrela da Globo, que resolveu exibir um especial de fim de ano de “220 Volts” em sua programação, permitindo a Paulo Gustavo apresentar aos espectadores do canal seus vários personagens, incluindo Senhora dos Absurdos, Maria Enfisema, o Palyboy, e outros, no final de 2020. O canal também trouxe as primeiras temporadas de “Vai que Cola” para a TV aberta e planejava produzir uma série inédita em torno de Dona Hermínia. Ao mesmo tempo, o ator não escondia sua preocupação com o coronavírus. Em maio do ano passado, chegou a se definir “paranoico” com a pandemia. “Estou porque tenho problema respiratório. A medicina não sabe como esse vírus reage dentro de cada pessoa”. Ele contou que estava cumprindo à risca o isolamento por pavor de se contaminar. “Tenho medo de pegar isso, a pessoa não saber o que usar em mim e eu morrer. Tenho medo”, explicou, em entrevista a Ingrid Guimarães, no canal de YouTube do programa “Além da Conta”. Apesar de todos os cuidados, ele acabou contraindo o vírus e mesmo lutando muito não conseguiu resistir. Um boletim médico divulgado na segunda (3/5) revelou que ele chegou a readquirir consciência no fim de semana e interagir com a equipe e com seu marido, conseguindo se despedir.












