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  • Etc,  TV

    Kleber Lopes (1982 – 2021)

    7 de março de 2021 /

    O humorista Kleber Lopes, conhecido por interpretar o personagem Ricky Marcos no programa “A Praça É Nossa”, morreu neste domingo (7/3), aos 39 anos, em decorrência de complicações da covid-19. Segundo amigos e familiares, após ser diagnosticado com o coronavírus, o ator passou alguns dias isolado, mas o quadro piorou e ele foi internado no sábado, no Hospital Municipal de Urgência, em Guarulhos. Já estava com 80% dos pulmões comprometidos e não resistiu. Como as gravações de “A Praça É Nossa” estão paradas por causa da pandemia, ele vinha se dedicando a um programa no rádio e na internet chamado “Humor Sem Tamanho”, com Priscila Menucci, e também fazia planos de levar o personagem Ricky Marcos para o teatro, desenvolvendo ideias para um roteiro. Ele começou a carreira televisiva integrando o corpo de balé do SBT no início dos anos 2000, atuando em diversas atrações da casa durante musicais e eventos especiais. Em seguida, ingressou em “A Praça é Nossa”, no momento em que o programa deixou de ter uma abertura gráfica para iniciar com um número de dança. Ao longo dos anos, Kleber passa a fazer figuração e elenco de apoio nas esquetes, destacando-se pela irreverência e o talento. Um de seus personagens coadjuvantes mais conhecidos foi Gigi, o assistente da personagem Nova Rica vivida por Andreia de Nóbrega na atração comandada por Carlos Alberto de Nóbrega. Mas foi com Ricky Marcos que ele conseguiu se destacar, dando vida a um divertido cantor inspirado no astro Ricky Martin. Nas redes sociais, a rede SBT, que exibe “A Praça É Nossa”, e diversos colegas de trabalho lamentaram a partida precoce do humorista.

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  • Etc,  Série

    Frank Lupo (1954 – 2021)

    7 de março de 2021 /

    O produtor-roteirista Frank Lupo, que criou várias séries populares de ação dos anos 1980, como “Esquadrão Classe A”, “O Homem da Máfia” e “Tiro Certo”, morreu em 18 de fevereiro, em sua casa na Flórida, aos 66 anos. O falecimento foi revelado neste domingo (7/3) por sua irmã. Nascido em Nova York, Lupo veio para Los Angeles em meados da década de 1970 e aos 20 anos foi contratado pela Universal Television, onde conheceu seu grande parceiro, Stephen J. Cannell (1941–2010). Depois de escrever episódios de séries de Glen A. Larson, como “Battlestar Galactica”, “As Aventuras de B.J.”, “Magnum” e “Xerife Lobo”, ele se juntou a Cannell (criador de “Arquivo Confidencial”) em 1981, na equipe de roteiristas de uma nova série do produtor, “Super-Herói Americano” (The Greatest American Hero). Os dois se deram bem criativamente e em 1983 criaram a primeira atração conjunta, “Esquadrão Classe A” (The A Team). A série sobre um grupo de militares renegados, estrelada por George Peppard, virou um fenômeno popular, durou cinco temporadas e transformou o ex-leão de chácara Mr. T numa celebridade. Um ano mais tarde, Lupo lançou mais duas séries de ação com Cannell: “Tempo Quente” (Riptide), sobre uma agência de detetives formada por três ex-veteranos do Vietnã (Perry King, Joe Penny e Thom Bray), e “Tiro Certo” (Hunter), sobre um policial valentão (Fred Dyer) que, ao lado de sua parceira rebelde (Stepfanie Kramer), não se importava em passar por cima da lei para fazer “justiça”. A primeira durou três temporadas, até 1986, e segunda sete, até 1991. A última parceria entre Lupo e Cannell foi “O Homem da Máfia” (Wiseguy), em que Ken Wahl vivia Vinny Terranova, um agente disfarçado da polícia que se infiltrava em organizações mafiosas. A produção não durou tanto, mas se tornou a mais cultuada da dupla, com quatro temporadas, entre 1987 e 1990, além de render um telefilme em 1996. Nem todas as séries de Lupo deixaram marcas. A comédia “Deloucacia de Polícia” (The Last Precinct), com Adam West (o Batman), durou só oito episódios em 1986 e foi o maior fracasso de sua parceria com Cannell. Apesar da boa premissa, o terror “O Lobisomem Ataca de Novo” durou só uma temporada e a falta de um desfecho fez com que fosse esquecida. Sua última série original, “Raven”, também só teve uma temporada em 1992, mas pelo menos ganhou um final, na forma de um telefilme em 1997. Nos últimos anos, Lupo ainda reviveu “Tiro Certo” em dois telefilmes de 2002 e 2003, escritos em parceria com Cannell. E a boa audiência convenceu a rede NBC a produzir um revival em 2003, com o mesmo elenco da série original. Entretanto, muitos fãs só descobriram a produção quando ela foi cancelada, sem exibir todos os episódios gravados. O protagonista Fred Dryer mais tarde citou “dificuldades criativas” e restrições orçamentárias como as razões para o fim inesperado da segunda encarnação da série. Lupo também atuou como produtor-roteirista da 1ª temporada de “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger) e escreveu episódios de “Contrato de Risco” (Stingray), criada por Cannell. Seu último roteiro foi ao ar na série “Painkiller Jane”, adaptação de quadrinhos exibida no canal pago SyFy em 2007.

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  • Etc,  Filme

    Michael Wolf Snyder (1987 – 2021)

    6 de março de 2021 /

    Michael Wolf Snyder, responsável pela captação e mixagem de som do premiado filme “Nomadland”, suicidou-se aos 35 anos. Seu pai, David Snyder, encontrou o corpo no apartamento em que ele morava sozinho em Nova York, na segunda-feira (1/3), depois que amigos e familiares ficaram sem ter notícias por vários dias. “Michael tirou sua própria vida em algum momento da semana passada e não foi descoberto até que eu fui ver como ele estava na segunda-feira, depois de ficar sem contato por vários dias”, escreveu David Snyder no Facebook. “Ele sofria de depressão grave há muitos anos. Para a maioria das pessoas, é uma doença que aumenta e diminui com o passar dos anos. Tenho certeza de que foi difícil para Michael ter passado a maior parte do ano passado sozinho em seu pequeno apartamento no Queens, sendo responsável por lidar com o coronavírus. Apesar disso, todos acreditávamos que ele estava bem e, durante a maior parte do ano passado, acho que estava. Ele parecia especialmente alegre e revigorado nos últimos meses, já que pôde voltar a trabalhar em vários projetos de filmes diferentes”. A diretora Chloé Zhao, que trabalhou com Snyder em “Nomadland” e em seu filme anterior, “Domando o Destino”, de 2017, também publicou uma mensagem. “Eu sempre olhava para Wolf após cada tomada. Eu não usava fones de ouvido no set, então confiei muito em Wolf para ser meus ouvidos. Ele acenava para mim com um sorriso feliz, ou lágrimas nos olhos, ou às vezes ele sinalizava discretamente ‘mais um’. Durante ‘Domando o Destino’, Wolf sugeriu uma ideia que mais tarde levamos para ‘Nomadland’ – gravar tons da sala por mais tempo do que o necessário como uma chance de experimentar o silêncio. Depois de nos movimentarmos em cada local, sentávamos juntos, em silêncio, sintonizados, ouvindo e honrando o mundo ao nosso redor. Eu sempre vou sentir falta dele. Ele sempre estaria comigo no set, após cada tomada, e no silêncio de cada tom da sala. Vejo você na estrada, meu amigo”, concluiu A estrela de “Nomadland”, Frances McDormand, manifestou-se em um comunicado: “Wolf gravou nossos batimentos cardíacos. Cada respiração nossa. Para mim, ele é ‘Nomadland’. ” Charlene Swankie, que interpretou a si mesma no filme, também lamentou. “É triste saber que o homem do som de Montana, M Wolf Snyder, faleceu”, ela escreveu em sua página do Facebook na manhã deste sábado (6/3). “Wolf tinha grande foco, um coração bondoso e um espírito indelével. Ele fez o som em ‘Nomadland’. Portanto, se você assistir a esse filme magnífico, pare um pouco, feche os olhos e ouça toda a beleza que ele capturou. ” Outro comunicado divulgado em nome de todo o elenco e equipe de “Nomadland” acrescentou: “Enquanto nossos corações se partem com a perda de Wolf, esperamos que seja um conforto saber que seu espírito viverá para sempre em cada risada que ele gravou, em cada brisa, e cada galope de cavalo. Ele fazia parte da nossa pequena família de filmes e sua alma bondosa tocou a todos nós. Wolf realmente trouxe vida ao nosso filme. Enviamos nossas condolências a sua família em nome de toda a equipe ‘Nomadland’. Veremos você na estrada, doce amigo.” Snyder começou sua carreira em 2011 como operador de microfone no thriller “Ocupante”. Ele também trabalhou no documentário “Pais” (2019), de Bryce Dallas Howard, na série “Belas Maldições” (Good Omens), da Amazon, e em vários curtas-metragens. O diretor Yuval David, com quem ele estava trabalhando, também acessou o Facebook para expressar suas condolências. “Michael Wolf Snyder foi o super premiado mixer de som que gravou o áudio do set para o último longa-metragem que dirigi. Sua trágica perda é dolorosamente ouvida. Não importa o barulho ou o silêncio, verifique as pessoas, para garantir que ninguém se sinta sozinho. A depressão leva as pessoas ao desespero sombrio. Seja a luz para ajudá-los – mesmo se você achar que eles já têm uma luz, dê-lhes uma luz extra de amor, bondade e esperança. ”

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  • Filme

    Joan Weldon (1930 – 2021)

    4 de março de 2021 /

    A atriz Joan Weldon, que estrelou a clássica sci-fi “O Mundo em Perigo” (Them!) em 1954 , morreu em 11 de fevereiro em sua casa em Fort Lauderdale, Flórida, anunciou sua família nesta quinta-feira (4/3). Ela tinha 90 anos. Weldon começou sua carreira como cantora de ópera aos 16 anos, fazendo história como a cantora mais jovem contratada pela San Francisco Opera Company. Durante uma apresentação em Los Angeles, foi “descoberta” pela Warner Bros., que lhe ofereceu um contrato de cinema. O estúdio a escalou no musical “Gloriosa Consagração” (1953), no noir “Nódoa Infamante” (1953) e nos westerns “Sob o Comando da Morte” (1954) e “Alma de Renegado” (1954). Mas foi só quinto filme que ela chamou atenção. Em “O Mundo em Perigo” (1954), Welson interpretou a Dra. Patricia Medford, que ajuda os moradores de uma cidade a enfrentar uma colônia de formigas mutantes junto com seu pai médico. O papel lhe rendeu o apelido de a “exterminadora mais bela do cinema”. O filme fez grande sucesso. Foi indicado ao Oscar de efeitos visuais e inspirou uma série de produções de “insetos gigantes” em Hollywood. Entretanto, também foi o último do contrato de Weldon, que aproveitou a liberdade para estrelar um musical da MGM, “Bem no Meu Coração” (1954), sem sucesso. Ela se voltou para a TV, aparecendo em diversas séries do Velho Oeste, e ainda estrelou um par de westerns – “Chuva de Balas” (1957) e “Na Fúria de uma Sentença” (1958) – antes de encerrar a carreira nas telas em 1958. Desde então, focou-se na música, fazendo turnês e também conquistando papéis em diversas produções teatrais.

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  • Etc,  Série

    Geoffrey Scott (1942 – 2021)

    2 de março de 2021 /

    O ator Geoffrey Scott, que estrelou a série “Dinastia” (Dynasty) nos anos 1980, morreu em decorrência do mal de Parkinson em 23 de fevereiro, um dia após seu aniversário de 79 anos. Scott nasceu em Los Angeles em 22 de fevereiro de 1942, filho de um empresário da empresa aérea Lockheed. Ele e seu irmão Don, que se tornou advogado da Universal, foram criados em San Fernando Valley, na mesma rua em que moravam John Wayne e Clark Gable, e muitas vezes eles pulavam na piscina de Gable sem serem convidados. Contratado pelo lendário agente de talentos Dick Clayton, que também representou nomes como Jane Fonda, James Dean e Burt Reynolds, ele se tornou ator e chamou atenção pela primeira vez na novela “Sombras Tenebrosas” (Dark Shadows), em 1970. Seu próximo papel de destaque só veio na minissérie “The Secret Empire” (1979), como um militar americano que liderava uma luta contra alienígenas no século 19. Depois, em 1981, substituiu Tom Selleck na série “Concrete Cowboys”, adaptação de um telefilme homônimo. A entrada em “Dinastia” aconteceu no início da 3ª temporada, em 1982, como o tenista profissional Mark Jennings, o primeiro marido de Krystle Carrington (Linda Evans). Seu personagem é levado a Denver pela conivente Alexis Colby (Joan Collins) depois que ela descobre que o divórcio de Krystle, realizado anos antes, não era legal. Após dois anos e 45 episódios, seu personagem acabava empurrado de um terraço para a morte, com Alexis emergindo como a principal suspeita. Ao sair de “Dinastia”, Scott foi reaparecer no mesmo ano (1984) como um zagueiro de futebol americano na 1ª temporada da série esportiva “1st & Ten”, da HBO, mas não continuou com a atração quando ela foi renovada. Ele ainda fez várias aparições em programas televisivos, participou do filme “A Manhã Seguinte” (1986), de Syndey Lumet, e descobriu que podia fazer uma fortuna como ator de comerciais, estrelando quase 100 produções publicitárias. Entre seus papéis mais conhecidos nesse segmento, incluem-se o homem de Marlboro, na famosa propaganda de cigarros, e até um marinheiro no primeiro anúncio do desodorante Old Spice. Sua última aparição nas telas foi em 2003, como o presidente dos EUA no filme “Hulk”, dirigido por Ang Lee. O ator decidiu se aposentar após 45 anos de carreira e se mudou para o Colorado com sua família para praticar esqui, sua grande paixão. Ele viveu na área de Boulder nos últimos 10 anos.

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  • Etc

    Erica Watson (1973 – 2021)

    2 de março de 2021 /

    A atriz e comediante Erica Watson, que ficou famosa pela participação no filme “Preciosa”, morreu no último sábado (27/2), um dia depois de completar 48 anos, por complicações da covid-19. Ela havia se casado há apenas um mês na Jamaica, onde morava. Depois de estrear no cinema como a Sheila do filme “Preciosa”, em 2009, Erica atuou em “Chi-Raq” (2015), de Spike Lee, e fez duas aparições em “Empire”, série criada pelo diretor de “Preciosa”, Lee Daniels. Ela também fez diversas figurações em séries e, nos últimos anos, tornou-se uma convidada recorrente do talk show “Windy City Live”, exibido pela CBS de Chicago. A agente de Erica, April Williams, deu uma entrevista à emissora para homenagear a atriz, também conhecida como Miss Poundcakes, definindo-a como um “espírito vibrante”. “Erica era amada e adorada por tantas pessoas. Ela tinha um espírito vibrante e vivaz. Eu realmente espero e estou orando para que ela soubesse como era uma joia para Chicago e como estávamos orgulhosos dela”, afirmou.

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  • Etc,  Filme,  TV

    Berta Zemel (1934 – 2021)

    27 de fevereiro de 2021 /

    A atriz e professora de teatro Berta Zemel morreu na noite de quinta-feira (25/2) em São Paulo, aos 86 anos, em decorrência de broncopneumonia. Filha de imigrantes poloneses, Berta Zemelmacher nasceu na capital paulista em 1934, um ano após a chegada de seus pais ao Brasil. Ao virar atriz, mudou seu nome para facilitar a pronúncia em português, por sugestão do colega Sérgio Cardoso. Com uma carreira que remonta aos anos 1950, ela desenvolveu muitos trabalhos no teatro como atriz e, posteriormente, professora, tendo formado uma geração de atores na escola Teatro Móvel, de São Paulo, ao lado do marido, o ator Wolney de Assis (1937-2015). Sua ligação com as telas também é antiga, vindo desde 1956, como uma das intérpretes principais do “Grande Teatro Tupi”, um dos primeiros programas de ficção da TV brasileira. Sua ascensão, porém, esbarrou na política. Após interpretar um de seus papéis mais populares, a personagem-título da novela “Vitória Bonelli” (1972), na Tupi, optou por ficar em menor evidência, porque seu marido se engajou na militância clandestina contra o regime. Ela abandonou o teatro, virando professora, e fez poucos trabalhos nos anos seguintes. Apesar disso, ainda protagonizou “Os Apóstolos de Judas” (1976) e apareceu em “As Gaivotas” (1979), um dos últimos sucessos da Tupi. Fez ainda “Renúncia” (1982), adaptação da obra de Emmanuel/Chico Xavier na Band, e “Jogo de Amor” (1985), já no SBT. Apesar da longa carreira, Berta Zemel só surgiu na tela da Globo em 1997, numa breve participação como professora na 3ª temporada de “Malhação”, antes de encerrar a trajetória televisiva com a novela “Água na Boca” (2008), na Band. No cinema, ela participou de “O Quarto” (1968), de Rubem Biafora. Mas foi Geraldo Vietri, diretor da novela “Vitória Bonelli”, quem lhe o primeiro destaque cinematográfico, como protagonista do filme “Que Estranha Forma de Amar” (1977), baseado no romance “Iaiá Garcia”, de Machado de Assis. Após três décadas afastada, ela retornou em “Desmundo” (2002), de Alain Fresnot, que lhe rendeu um troféu de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Brasília, e a motivou a estender as atuações cinematográficas com papéis em “O Casamento de Romeu e Julieta” (2004), de Bruno Barreto, “A Casa de Alice” (2007), de Chico Teixeira, “Fronteira” (2008), de Rafael Conde, e ainda três curtas em 2010. Sua história inspirou o livro biográfico “A Alma das Pedras”, escrito por Rodrigo Antunes Corrêa e publicado na Coleção Aplauso.

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    Niana Machado (1939 – 2021)

    21 de fevereiro de 2021 /

    A atriz Niana Machado, que participou da série “Pé na Cova” (2013-2016), morreu aos 82 anos. Miguel Falabella, que escalou a atriz em vários de seus trabalhos na Globo, foi quem deu a notícia em seu Instagram, aproveitando para contar um pouco de sua história com a colega, que começou em 2009, nas gravações de “Toma Lá da Cá”. “Querida Niana Machado, hoje fecham-se as cortinas para você e eu, longe de casa, passo em revista aquela tarde há muitos anos, quando uma figurante de ‘Toma Lá Dá Cá’ chamou minha atenção. Marília deve ter ido te dar um abraço de boas vindas à imensidão, onde seu grito de ‘Piranha!’ vai certamente assustar os anjos mais conservadores”, escreveu Falabella, sem perder o bom humor, lembrando o bordão da personagem Bá em “Pé na Cova” e a saudade de Marília Pêra, sua co-protagonista, que morreu em 2015. “Toda a família ‘Pé na Cova’ (que lhe amou e respeitou) silenciosamente lhe presta a última homenagem. Obrigado por ter sido nossa Bá, a cereja do bolo de um dos trabalhos que mais prazer e alegria me trouxe nessa passagem. Descanse em paz! Um beijo do seu Miguel”, completou ele. Com uma carreira televisiva tardia, Niana começou a aparecer nas telas justamente com “Toma Lá da Cá”, em 2009. Ela também esteve em mais dois trabalhos de Falabella: a novela “Aquele Beijo”, de 2012, e “Brasil a Bordo”, uma comédia de 2017 da Globoplay, em que praticamente repetiu o papel de “Pé na Cova” – sua personagem se chamava Babá Dellacova. Em 2013, ela passou por uma cirurgia para retirar um coágulo do cérebro. A causa da morte da atriz ainda não foi divulgada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal)

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  • Filme

    Larry Flynt (1942 – 2021)

    11 de fevereiro de 2021 /

    O empresário Larry Flynt, fundador da revista masculina Hustler, morreu na quarta (10/2) em Los Angeles aos 78 anos, vítima de insuficiência cardíaca, enquanto lutava contra uma doença degenerativa. Criador de um império empresarial após o sucesso de sua publicação original, que chegou a superar a vendagem da Playboy nos anos 1970, Flynt convivia com uma paralisia dos membros inferiores desde 1978, após levar um tiro nas costas numa tentativa de assassinato. Ele entrou para a História dos EUA ao enfrentar diversas batalhas jurídicas em defesa da liberdade de expressão e regulação da pornografia nos Estados Unidos. Seu mais famoso embate virou um filme de Milos Forman em 1996, “O Povo contra Larry Flynt”, que rendeu indicação ao Oscar para o ator Woody Harrelson ao interpretá-lo. A obra também venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Curiosamente, a vitória de Flynt na Suprema Corte dos EUA não foi uma luta a favor do erotismo, mas pelo direito de paródia. Ele venceu um processo por difamação movido pelo evangelista Jerry Falwell, após Flynt publicar um anúncio falso na Hustler que mostrava o religioso dizendo que seu primeiro encontro sexual foi com a mãe. Falwell abriu um processo de US$ 50 milhões e ganhou uma decisão de um tribunal inferior, mas em 1988 a Suprema Corte considerou o anúncio uma paródia e protegido pela Primeira Emenda. A partir daí, Flynt abraçou a militância pela liberdade de expressão, sem nunca abandonar seus negócios eróticos.

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  • Etc,  Filme

    Jean-Claude Carrière (1931 – 2021)

    9 de fevereiro de 2021 /

    O roteirista e intelectual francês Jean-Claude Carrière, de “A Bela da Tarde”, “A Insustentável Leveza do Ser”, “Danton” e “Esse Obscuro Objeto do Desejo”, morreu na segunda-feira (8/2), aos 89 anos, de causas naturais em sua casa em Paris. Carriere teve uma carreira de mais de meio século como escritor, roteirista, ator e diretor, e recebeu uma série de prêmios e reconhecimentos ao longo da vida. As incursões cinematográficas começaram depois de publicar seu primeiro romance em 1957 e conhecer Pierre Etaix (“Rir é o Melhor Remédio”), com quem colaborou em vários projetos, incluindo “Feliz Aniversário” (1962), vencedor do Oscar de Melhor Curta, que os dois escreveram e dirigiram juntos, e os longas “O Pretendente” (1962), “Yoyo” (1965), “Rir é o Melhor Remédio” (1966) e “Esse Louco, Louco Amor” (1969). Entre seus colaboradores frequentes também se destacou o cineasta mexicano-espanhol Luis Buñuel. Carriere e o mestre do surrealismo cinematográfico começaram a relação artística com a adaptação de “O Diário de uma Camareira” (1964), na qual o escritor também estreou como ator, e a parceria se estendeu até o último filme do diretor. Juntos, eles criaram vários clássicos, inclusive o célebre “A Bela da Tarde” (1967), com Catherine Deneuve, “Via Lactea” (1969), “O Fantasma da Liberdade” (1974) e as obras que lhes renderam duas indicações ao Oscar, “O Discreto Charme da Burguesia” (1972) e “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977). Com mais de uma centena de roteiros escritos, entre textos originais e adaptações, Carriere teve muitos outros parceiros famosos. Na verdade, sua filmografia é quase um compêndio do cinema europeu, repleto de títulos icônicos como “Viva Maria!” e “O Ladrão Aventureiro” (1967), ambos dirigidos por Louis Malle, “A Piscina” (1969) e “Borsalino” (1970), de Jacques Deray, “Procura Insaciável” (1971) e “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), de Milos Forman, “Liza” (1972), de Marco Ferreri, “O Tambor” (1979) e “O Ocaso de um Povo” (1981), de Volker Schlöndorff, “Salve-se Quem Puder (A Vida)” (1980) e “Paixão” (1982), de Jean-Luc Godard, “O Retorno de Martin Guerre” (1982), de Daniel Vigne, “Danton – O Processo da Revolução” (1983), de Andrzej Wajda, “A Insustentável Leveza do Ser” (1988), de Philip Kaufman, e muitos outros. Ele também trabalhou com o mestre japonês Nagisa Ôshima, em “Max, Meu Amor” (1986), e com nosso argentino-brasileiro Hector Babenco, em “Brincando nos Campos do Senhor” (1991). Sem parar de escrever, Carriere seguiu produzindo roteiros até a morte. Entre os filmes mais recentes que projetaram suas páginas nas telas estão “À Sombra de Duas Mulheres” (2015), “Amante por um Dia” (2017) e “Le Sel des Larmes” (2020), todos de Philippe Garrel, “Um Mergulho no Passado” (2015), de Luca Guadagnino, “No Portal da Eternidade” (2018), de Julian Schnabel, e “Um Homem Fiel” (2018), de Louis (filho de Philippe) Garrel. Além disso, ele deixou três textos inéditos, atualmente em produção, um deles também dirigido pelo Garrel mais jovem (“La Croisade”). Bibliófilo, apaixonado por desenhos, astrofísica, vinhos, praticante de Tai-Chi-Chuan (arte marcial), disseminador do budismo e amigo do Dalai Lama, Carriere fez mais em sua vida que a maioria das pessoas do mundo, incluindo escrever cerca de 80 livros (entre contos, ensaios, traduções, ficção, roteiros e entrevistas) e várias peças de teatro. No cinema, ainda atuou em mais de 30 filmes e dirigiu quatro curtas, entre eles “La Pince à Ongles” (1969), que foi premiado no Festival de Cannes. Em 2015, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA lhe homenageou com um Oscar honorário por todas as suas realizações.

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  • Etc,  Filme

    Patricia Healey (1936 – 2021)

    7 de fevereiro de 2021 /

    A atriz britânica Patricia Healey, que apareceu em diversas séries do Reino Unido, morreu na quinta-feira (3/2), aos 85 anos, de complicações relacionadas à covid-19. Seu marido, o cantor Engelbert Humperdinck, anunciou o falecimento nas redes sociais, dizendo que estava “com o coração partido pela perda de minha querida esposa”, que morreu “cercada por nossos filhos”. Healey enfrentou a doença de Alzheimer por mais de uma década, contou Humperdinck. “Seus cuidadores de longa data amorosamente ajudaram a tornar sua transição mais fácil para todos nós”, ele escreveu, acrescentando que a batalha de sua esposa contra o Alzheimer “foi corajosa desde o início”. Entretanto, no final de janeiro, Humperdinck revelou que ele, Patricia, seu filho Jason e dois de seus cuidadores haviam testado positivo para o novo coronavírus. Apenas a atriz não conseguiu se recuperar. Ela teve uma carreira constante na TV britânica, aparecendo em séries de 1954 a 1980. Mas nunca teve um papel fixo. Também foram poucas as participações cinematográficas, que aconteceram em três filmes: como protagonista no surreal “The White Bus” (1967) e figurante em “Um Homem de Sorte” (1973) e “Hospital dos Malucos” (1982). Seu último trabalho foi na minissérie “Middlemarch” em 1994, após um hiato de 12 anos sem aparecer nas telas. A atriz era casada com Engelbert Humperdinck desde 18 de abril de 1964 e eles tiveram quatro filhos.

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  • Filme

    Mike Henry (1936 – 2021)

    7 de fevereiro de 2021 /

    O ator e jogador de futebol americano Mike Henry, que estrelou três filmes de Tarzan e a franquia “Agarra-me se Puderes”, faleceu aos 84 anos em Burbank, Califórnia, de encefalopatia traumática crônica e doença de Parkinson. A morte aconteceu em 8 de janeiro, mas só recentemente se tornou pública. Henry jogou futebol pela University of Southern California (USC) e entrou na liga profissional em 1958. Ao se mudar para Los Angeles em 1962 para jogar no time local, Los Angeles Rams, chamou atenção de um produtor da AIP (American International Pictures) que procurava um intérprete atlético para viver o novo Tarzan do cinema. Ele soltou o grito das selvas em três filmes: “Tarzan e o Vale do Ouro” (1966), “Tarzan e o Grande Rio” (1967) e “Tarzan e o Menino da Selva” (1968). O “Grande Rio” do título do segundo longa era o Amazonas. O ator veio ao Rio de Janeiro para as filmagens e acabou virando piada nacional ao se assustar com uma vaca solta na Quinta da Boa Vista. Sua carreira como Rei da Selva terminou após ele ser mordido no rosto por um chimpanzé durante o terceiro filme, mas não sem antes originar um grande fã-clube gay, entusiasmadíssimo com sua sunga minúscula e poses acidentais de grandes protuberâncias. Apesar da experiência não materializar exatamente o sucesso que imaginava, Henry seguiu firme no cinema, atuando ao lado de John Wayne em dois filmes de machos, “Os Boinas Verdes” (1968) e “Rio Lobo” (1970). Ele também participou da cultuada sci-fi “No Mundo de 2020” (1973), com Charlton Heston, e iniciou uma bem-sucedida parceria com o astro Burt Reynolds em “Golpe Baixo” (1974). O ponto alto desta parceria foi o papel de Junior, o filho do xerife Buford T. Justice (Jackie Gleason) em “Agarra-me se Puderes” (1977). Henry tentou ajudar Gleason a agarrar Reynolds em mais duas sequências da comédia de ação, “Desta Vez te Agarro” (1980) e “Agora Você Não Escapa” (1983). Mas sua carreira não foi muito além disso, encerrada com uma figuração no filme seguinte, a comédia “Que Sorte Danada!” (1987).

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    Robert C. Jones (1936 – 2021)

    6 de fevereiro de 2021 /

    O editor e roteirista Robert C. Jones, vencedor do Oscar pela história de “Amargo Regresso” (1978), morreu na segunda-feira (1/2) em sua casa após uma longa doença, aos 84 anos. Ele começou a carreira durante o período em que serviu como recruta no Exército dos EUA, trabalhando de 1958 a 1960 como editor de filmes de treinamentos e documentários militares no Centro de Cinema do Exército (Army Pictorial Center). Ao voltar à vida civil, a experiência lhe rendeu emprego com o editor veterano Gene Fowler Jr. Os dois trabalharam juntos em 1963 nas montagens do drama “Minha Esperança é Você”, de John Cassavetes, e da comédia ambiciosa “Deu a Louca no Mundo”, de Stanley Kramer. E acabaram indicados ao Oscar pelo segundo filme. Um ano depois, Jones montou sozinho seu primeiro longa-metragem: o western “Convite a Um Pistoleiro” (1964), estrelado por Yul Brynner. E logo se tornou bastante requisitado. Quem trabalhava com ele, sempre queria reprisar a parceria. O primeiro desses grandes parceiros foi o próprio Stanley Kramer, com quem Jones trabalhou em mais dois filmes importantes, o drama “A Nau dos Insensatos” (1965) e a comédia “Adivinhe Quem vem para Jantar” (1967). Ele voltou a concorrer ao Oscar de Melhor Edição pelo lançamento de 1967. Depois foi a vez de Arthur Hiller, para quem editou nada menos que sete filmes, entre eles a aventura de guerra “Tubruk” (1967), o fenômeno “Love Story: Uma História de Amor” (1970) e a comédia “Cegos, Surdos e Loucos” (1989). Hal Ashby tornou-se cativado por seus talentos editoriais a partir de “A Última Missão” (1973), estrelado por Jack Nicholson, e repetiu a dose mais quatro vezes, incluindo na comédia “Shampoo” (1975), com Warren Beatty, e no drama “Esta Terra é Minha Terra” (1976), que rendeu a terceira indicação de Jones ao prêmio da Academia. Não por acaso, quando Warren Beatty resolveu ir para trás das câmeras, soube exatamente quem chamar para montar seu filmes. Jones editou a estreia do astro na direção, “O Céu pode Esperar”, e também um trabalho mais recente do ator-diretor, “Politicamente Incorreto” (1998). Apesar dessa vasta experiência, ele nunca venceu o Oscar por sua função principal. Entretanto, foi premiado ao estrear em nova atividade, como roteirista de “Amargo Regresso” (1978), dirigido pelo velho amigo Hal Ashby. Jones se inspirou em sua experiência no Exército para ajudar a contar a história de um soldado que volta inválido da guerra do Vietnã, envolvendo-se num triângulo amoroso com a esposa de um militar distante. O filme estrelado por Jane Fonda e Jon Voight venceu três Oscars em 1979. Fonda ganhou como Melhor Atriz, Voight como Melhor Ator e Jones dividiu o prêmio de Melhor Roteiro Original com Nancy Dowd e Waldo Salt. Depois desta consagração, ele voltou a editar filmes, incluindo “Dias de Trovão” (1990), com Tom Cruise e Nicole Kidman, até se aposentar com “Amor a Toda Prova” (2002), de P.J. Hogan. Mesmo distante dos estúdios, Jones continuou ligado ao cinema, como professor na Escola de Artes Cinematográficas (SCA) da Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde ensinou edição para uma nova geração de Hollywood.

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