Minissérie da HBO sobre Santos Dumont ganha trailer, fotos e vídeos de bastidores
A HBO divulgou dez fotos e oito vídeos da minissérie “Santos Dumont”, que narra a vida do “pai da aviação” nacional. São dois trailers, um deles em espanhol para o mercado latino-americano, e seis vídeos de bastidores, que detalham os desafios da produção, uma das mais ambiciosas já realizadas no Brasil. As prévias não evitam o tom ufanista nem as limitações evidentes do orçamento em reais, ao tentar evocar o visual grandioso de época que o público se acostumou a esperar dos dramas americanos e europeus da HBO. Trata-se da primeira minissérie brasileira histórica do canal, baseada na vida e na época do pioneiro da aviação. A atração mira o glamour da virada do século 20 e a façanha de Alberto Santos Dumont como o primeiro homem a voar em um avião, além de mostrar detalhes da vida do inventor bon vivant, que também criou o relógio de pulso. Ambientada na França e no Brasil, a trama acompanha a trajetória do aviador desde a infância nos cafezais de sua família no interior de Minas Gerais até os sofisticados salões e aeroclubes de Paris. A direção está a cargo de Estevão Ciavatta, que fez a fraquinha comédia “Made in China” (2014), estrelada por Regina Casé, e dirigiu a série “Preamar” (2012) na própria HBO, em parceria com Fernando Acquaron, que estreia na função após produzir documentários dirigidos por Ciavatta. O papel principal é encarnado por João Pedro Zappa, que brilhou em “Gabriel e a Montanha” (2017). Ele vive Santos Dumont da adolescência aos 40 anos, sendo antecedido no papel pelo menino Guilherme Garcia e sucedido pelo ator Gilberto Gawronski (“Aline”) na fase mais velha. Outro destaque é Bruna Scavuzzi (vista na série “Cidade Proibida”) como Aída de Acosta, socialite cubano-americana que virou a primeira mulher a voar sozinha num dirigível – façanha realizada seis meses antes dos irmãos Wright tentarem seu voo inaugural. “Santos Dumont” vai estrear em 10 de novembro.
Brendan Gleeson será Trump em minissérie sobre escândalo político do presidente americano
O estúdio CBS Television vai produzir uma minissérie inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A produção anunciou um elenco de peso para o projeto nesta segunda (7/10), encabeçado pelo irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) no papel de Trump e Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”) e Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”) também integram o elenco estelar. A adaptação está a cargo do roteirista Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir todos os episódios. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às bancas um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrenta um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A minissérie ainda não tem destino definido, mas o canal pago Showtime e a plataforma CBS All Access, que fazem parte do conglomerado da ViacomCBS, são os endereços mais prováveis. As gravações estão marcadas para novembro, com produção de Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”).
His Dark Materials: Série de fantasia da HBO ganha novo trailer legendado
A HBO divulgou o terceiro trailer legendado de “His Dark Materials”, série de fantasia que adapta a saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. Bem mais abrangente que o anterior, o vídeo destaca o elenco e os efeitos visuais que materializam um universo grandioso e arrebatador, mas que também tem recônditos sombrios. Além disso, finalmente informa a data de estreia da produção. Para quem não conhece, “Fronteiras do Universo” acompanha a menina Lyra Belacqua em suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já chegou a ser levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997) e “A Luneta Âmbar” (2000). Como a série foi renovada para a 2ª temporada antes mesmo da estreia, são fortes os indícios de que, desta vez, os fãs dos livros verão uma adaptação completa. A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”). Para completar, os dois primeiros episódios tem direção do cineasta Tom Hooper (de “Os Miseráveis” e do vindouro “Cats”). Os demais estão a cargo de Jamie Childs (“Doctor Who”), Otto Bathurst (“Robin Hood”) e Dawn Shadforth (“Trust”). Com oito episódios ao todo e coprodução da rede britânica BBC, a 1ª temporada estreia em 4 de novembro.
Minissérie britânica baseada em Guerra dos Mundos ganha primeiro trailer
A rede britânica BBC divulgou o primeiro trailer da minissérie baseada na clássica sci-fi “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells. A prévia mostra que a história, já filmada duas vezes por Hollywood, vai ganhar sua primeira adaptação fiel. Isto é, passada na Inglaterra e na época em que Wells a escreveu – em 1897. Em todas as adaptações anteriores, o romance clássico sempre foi transportado para um cenário contemporâneo e americano. Por isso, o diferencial da nova versão chama atenção, apresentando a trama como uma sci-fi que também é uma produção de época. Uma sci-fi eduardiana. Em contraste, os efeitos são atualíssimos, criando um choque entre a reconstituição da virada do século 20 e a invasão marciana produzida com a tecnologia de ponta do século 21. A produção da BBC terá três episódios escritos por Peter Harness (da minissérie “Jonathan Strange & Mr Norrell”), dirigidos por Craig Viveiros (“Assassinos de Aluguel”) e estrelados por Rafe Spall (“O Ritual”), Eleanor Tomlinson (série “Poldark”), Rupert Graves (série “Sherlock”) e Robert Carlyle (série “Once Upon a Time”). A data de estreia de “The War of the Worlds” (título original) ainda não foi divulgada.
Emmy 2019: Vitória arrasadora de Fleabag eclipsa prêmios de Game of Thrones
A cerimônia do Emmy 2019 consagrou “Fleabag”. Grande vencedora da cerimônia deste domingo (22/9) em Los Angeles, a série conquistou quatro prêmios, o dobro de “Game of Thrones” e mais que qualquer outra produção, praticamente dominando as categorias de Comédia. Para quem esperava ver uma noite de consagração de “Game of Thrones”, o impacto da série da Amazon praticamente eclipsou as conquistas da produção de fantasia da HBO. A produção britânica venceu os troféus de Melhor Série, Atriz (Phoebe Waller-Bridge), Roteiro (idem) e Direção (Harry Bradbeer) de Comédia, tratorando “Veep” e impedindo Julia Louis-Dreyfus de conquistar seu recorde histórico de vitórias. Além disso, Phoebe Waller-Bridge viu sua outra série na competição, “Killing Eve”, render o prêmio de Melhor Atriz de Drama para Jodie Comer. Ela chegou a dizer que “Isso está ficando ridículo”, ao subir ao palco pela terceira vez. Foi uma grande e bem-vinda surpresa, já que “Fleabag”, apesar de queridinha da crítica, era considerada azarão entre atrações mais consagradas, especialmente “Veep” e “Marvelous Mrs. Maisel”. Se “Veep” passou em branco em sua temporada final, “Mrs. Maisel” conquistou os prêmios de Atriz e Ator Coadjuvantes – após ter vencido na semana passada os troféus de Ator e Atriz Convidados em Comédia. A totalização de seis vitórias somadas entre “Fleabag” e “Mrs. Maisel” no domingo ainda causou um predomínio inesperado de produções da Amazon na categoria de Comédias, contrariando as expectativas de quem apostava num duelo particular entre HBO e Netflix. Para completar, a minissérie “A Very English Scandal” acrescentou mais uma vitória para a plataforma, na categoria de Ator Coadjuvante de Minissérie, vencida pelo inglês Ben Whishaw. Ainda assim, a HBO se saiu como o canal mais premiado da noite, graças a suas produções dramáticas. A principal conquista foi a vitória de “Game of Thrones” como Melhor Série de Drama. Produção com maior número de indicações, a série conquistou apenas outro troféu na cerimônia, dando a Peter Dinklage seu quarto Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel de Tyrion Lannister. Com isso, o astro se tornou o maior vencedor da categoria. “Chernobyl” foi a segunda produção mais premiada da noite com três troféus: Melhor Minissérie, Direção (Johan Renk) e Roteiro (Craig Mazin). E a HBO ainda somou mais duas vitórias com “Succession”, outras duas com o talk show “Last Week Tonight” e o prêmio de Melhor Ator de Comédia de Bill Hader, por “Barry”, contabilizando nove Emmys ao todo, contra os sete da Amazon. A Netflix acabou em 3º lugar. E seu principal destaque também foi surpreendente. A série “Ozark” rendeu o prêmio de Melhor Direção para o astro Jason Bateman, que superou três cineastas de “Game of Thrones”, e de Melhor Atriz Coadjuvante para a jovem Julia Garner, vencendo nada menos que quatro estrelas de “Game of Thrones”. Grande aposta da plataforma, “Olhos que Condenam” venceu apenas um prêmio: Melhor Ator de Minissérie para Jharrel Jerome. O quarto e último troféu ficou com “Black Mirror: Bandersnatch”, como Melhor Telefilme. Uma das vitórias mais festejadas da noite foi na categoria de Melhor Ator de Drama para Billy Porter, de “Pose”. Ele e Michelle Williams, Melhor Atriz de Minissérie por “Fosse/Verdun”, foram os representantes do canal pago FX. Ambos também fizeram, ao lado de Peter Dinklage e Patricia Arquette, os discursos mais engajados, em prol de maior tolerância, diversidade e igualdade de gêneros, formando um coral pelos direitos e representatividade das minorias na indústria televisiva. Patricia Arquette, por sinal, venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjvante de Minissérie por “The Act”, representante solitário da plataforma Hulu. Considerando os prêmios do final de semana passada, onde foram reconhecidos os melhores das chamadas “artes criativas” (prêmios técnicos, jornalísticos, documentários, animações e reality shows), as 10 emissoras com mais conquistas foram: HBO com 34 vitórias, Netflix 27, Amazon 15, National Geographic 8, NBC 7, CNN 5, FX 5, Hulu 4, CBS 4 e Fox 4. Outro dado interessante é que metade dos profissionais premiados por realizações individuais foram britânicos. A Academia da Televisão é dos Estados Unidos, mas se rendeu à qualidade do talento vindo do Reino Unido, especialmente das equipes envolvidas na produção de “Fleabag”, “Chernobyl”, “Last Week Tonight”, “Succession”, “Black Mirror: Bandersnatch” e “A Very English Scandal”. 13 dos 27 troféus da noite acabaram em mãos britânicas. Confira abaixo a lista completa dos vencedores da premiação principal da Academia. E clique nos links a seguir para lembrar os premiados das categorias de documentário e reality show, os vitoriosos em animação e os principais troféus técnicos do Emmy 2019. Vencedores do Emmy 2019 Melhor Série de Drama “Game of Thrones” Melhor Série de Comédia “Fleabag” Melhor Minissérie “Chernobyl” Melhor Telefilme “Black Mirror: Bandersnatch” Melhor Ator em Série de Drama Billy Porter (“Pose”) Melhor Atriz em Série de Drama Jodie Comer (“Killing Eve”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama Peter Dinklage (“Game of Thrones”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Julia Garner (“Ozark”) Melhor Ator em Série de Comédia Bill Hader (“Barry”) Melhor Atriz em Série de Comédia Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Tony Shalhoub (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Alex Borstein (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme Jharrel Jerome (“Olhos que Condenam”) Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme Michelle Williams (“Fosse/Verdon”) Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme Ben Whishaw (“A Very English Scandal”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme Patricia Arquette (“The Act”) Melhor Direção em Série de Drama Jason Bateman (“Ozark”) Melhor Direção em Série de Comédia Harry Bradbeer (“Fleabag”) Melhor Direção em Série Limitada ou Telefilme Johan Renck (“Chernobyl”) Melhor Roteiro em Série de Drama Jesse Armstrong (“Succession”) Melhor Roteiro em Série de Comédia Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) Melhor Roteiro em Série de Limitada ou Telefilme Craig Mazin (“Chernobyl”) Melhor Programa de Esquetes “Saturday Night Live” Melhor Programa de Variedade “Last Week Tonight” Melhor Programa de Competição “RuPaul’s Drag Race”
Baby: 2ª temporada da série polêmica ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da 2ª temporada da série italiana “Baby”. A prévia mostra a situação das duas protagonistas se complicar, após seu esquema financeiro (prostituição) começar a interferir em suas vidas pessoais. A produção rende muita polêmica na Itália por retratar sexo de menores, mas Benedetta Porcaroli (“Quando Basta”) e Alice Pagani (“Entre Tempos”), as intérpretes das adolescentes principais, têm, na verdade, 21 anos de idade. Apesar de escandalosa, a trama é supostamente “baseada em uma história real”, que ocupou muitas páginas da imprensa do país e ficou conhecida como o caso de Baby Squillo. Em 2013, foi revelado que o ex-policial Mauro Floriani, marido de Alessandra Mussolini, a neta do ex-ditador fascista, comandava um esquema de prostituição com garotas entre 14 e 16 anos. Contratadas para entreter clientes importantes durante festas, elas ganhavam milhares de euros para comprar roupas de grifes famosas e celulares de última geração. A série acompanha duas garotas em situações como as do escândalo real, alternando seu cotidiano entre os dias na escola e as noites nas baladas. Dirigido pelos cineastas Andrea De Sica (I Figli della Notte”) e Anna Negri (“Riprendimi”), os 6 novos episódios da 2ª temporada chegam ao streaming em 18 de outubro.
Atrizes de Pantera Negra vão trabalhar juntas em minissérie da HBO Max
As atrizes Lupita Nyong’o e Danai Gurira vão repetir a parceria de “Pantera Negra” numa minissérie. Trata-se da adaptação de “Americanah”, livro da premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. O projeto veio à tona em março e foi oficializado neste fim de semana, com encomenda da produção pela HBO Max, vindoura plataforma de streaming da Warner. Nyong’o interpretará a personagem principal, enquanto Gurira vai escrever a adaptação e ambas vão compartilhar a função de produtoras. Embora seja mais conhecida por seus papéis em “Pantera Negra” e “The Walking Dead”, Gurira também é um escritora celebrada. Sua peça de 2009 “Eclipsed” foi nomeada para o Tony Award, e coincidentemente foi estrelada por Nyong’o na Broadway. Nyong’o tem os direitos do romance já há alguns anos e planejava, anteriormente, adaptá-lo para os cinemas com o ator David Oyelowo (“Selma”) como um dos protagonistas. Agora, o projeto será uma minissérie. Vencedor em 2013 do prêmio do National Book Critics Circle Award, o livro trata de questões de raça, gênero e identidade. A trama gira em torno do romance dos nigerianos Ifemelu e Obinze, que se separam em meio às agitações políticas de seu país. Enquanto a jovem migra para os Estados Unidos para estudar numa faculdade, ele não consegue o visto e vai parar em Londres. Mas durante todo o tempo em que ficam separados, sonham em se reencontrar. O protagonista masculino ainda não foi definido. E também não há previsão para a estreia da produção.
Milo Ventimiglia será o lendário motociclista Evel Knievel em minissérie
O canal pago USA Network anunciou a produção de uma minissérie sobre o famoso motociclista e dublê Evel Knievel, com Milo Ventimiglia no papel principal. O astro de This is Us também atuará como produtor-executivo da atração, intitulada “Evel”. Evel Knievel se tornou um dos grandes ícones americanos dos anos 1970 por seus audaciosos saltos de motocicleta em distância, sempre usando um uniforme com capa, como um super-herói. Ao todo, ele saltou 75 vezes entre rampas distantes, entre 1965 e 1980, muitas vezes caindo e se machucando diante de espectadores em eventos de cobertura nacional. Seu nome, por sinal, está no livro Guinness dos Recordes não pela quantidade de saltos, mas pelas 433 costelas quebradas ao longo da carreira. Knievel chegou a ficar em coma por 29 dias em 1967, após uma de suas manobras mais arriscadas. Sua vida de excessos lhe rendeu o título de motociclista mais audacioso de todos os tempos – e foi a inspiração para a criação do Motoqueiro Fantasma nos quadrinhos. Ele morreu em 2007, aos 69 anos, devido a um doença pulmonar. A série é descrita como um retrato emocionante de um homem complexo vivendo o sonho americano, equilibrando uma fama meteórica com a criação de sua família e encarando a possibilidade de que seu próximo salto, sobre o Snake River Canyon, pudesse matá-lo. Chris McCumber, presidente da USA Network, afirmou que o canal “é conhecido por fazer grandes séries-eventos que celebram heróis, rebeldes e ícones — e o que poderia ser maior que a história de um dos maiores caçadores de adrenalina de todos os tempos? A incrível vida e jornada de Evel Knievel proporcionam uma narrativa dramática, e estamos animados em fazer parcerias com Milo, McG, UCP, Atlas e Wonderland para trazer esse icônico conto americano para nossos espectadores”. Essa será a primeira série sobre a vida do dublê, mas já existem alguns filmes e documentários sobre ele, que era conhecido por suas manobras e seus saltos perigosos com motocicletas. Por sinal, a premissa de “Evil Knievel”, filme de 1971 estrelado por George Hamilton, também trazia o protagonista refletindo sobre sua vida antes de um salto arriscado. Um projeto cinematográfico com Chris Hemsworth (o Thor) chegou a ser concebido em 2011, mas não foi adiante. “Evel” terá a sua produção iniciada em 2020.
Alexander Skarsgård será o anticristo na adaptação de The Stand – A Dança da Morte, de Stephen King
A adaptação do clássico de terror “The Stand – A Dança da Morte”, de Stephen King, definiu mais um de seus intérpretes principais. Alexander Skarsgård vai reforçar o elenco da produção, desenvolvida como minissérie para a plataforma CBS All Access. O astro vencedor do Emmy por “Big Little Lies” viverá Randall Flagg, um dos mais famosos vilões de King, que é nada menos que o anticristo. Ele vai se juntar a James Marsden (“Westworld”), Amber Heard (“Aquaman”), Whoopi Goldberg (“Instinct”), Greg Kinnear (“House of Cards”), Odessa Young (“Assassination Nation”), o roqueiro Marilyn Manson (“Salem”), Jovan Adepo (“The Leftovers”), Owen Teague (“It: A Coisa”), Brad William Henke (“Orange Is the New Black”), Daniel Sunjata (“Graceland”) e o brasileiro Henry Zaga (“13 Reasons Why”), já confirmados na produção. “The Stand – A Dança da Morte” se passa num futuro distópico, durante o extermínio da humanidade por uma praga de laboratório e a luta pela sobrevivência dos poucos que escapam do apocalipse, apenas para descobrir que o anticristo se prepara para eliminar o que resta da civilização. A batalha final se concentra entre os grupos liderados por Flagg e Mãe Abagail, uma sábia de 108 anos de idade, representante “do bem” vivida por Whoopi Goldberg. A adaptação terá 10 episódios escritos e dirigidos por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”). O cineasta estava desenvolvendo o projeto para o cinema, mas após anos de negociações e dificuldades de condensar a história, de fôlego épico, optou por uma versão em capítulos. Caso fosse fazer um filme, ele afirmou que precisaria de quatro longa-metragens. 10 capítulos têm basicamente a mesma duração. Curiosamente, o romance de 1,1 mil páginas, publicado em 1978, é um dos poucos clássicos de King que nunca ganhou versão de cinema. Mas já foi transformado em minissérie, com um elenco grandioso (Gary Sinise, Molly Ringwald e Rob Lowe) e muito sucesso em 1994. O próprio Stephen King escreveu um novo final (diferente do livro) especialmente para a produção. A estreia vai acontecer ao longo de 2020 nos Estados Unidos. Por curiosidade, vale observar que o irmão mais novo de Alexander Skarsgård, Bill Skarsgård, está atualmente em cartaz nos cinemas no papel e outro monstro icônico de Stephen King: o palhaço Pennywise em “It: Capítulo Dois”.
Baby: 2ª temporada da série italiana da Netflix ganha teaser legendado
A Netflix divulgou o pôster original e o teaser legendado da 2ª temporada da série italiana “Baby”. Os primeiros episódios renderam polêmica na Itália, por retratarem sexo de menores. Mas a trama é supostamente “baseada em uma história real”. Na verdade, um escândalo que ocupou muitas páginas da imprensa do país, conhecido como o caso de Baby Squillo. Em 2013, foi revelado que o ex-policial Mauro Floriani, marido de Alessandra Mussolini, a neta do ex-ditador fascista, comandava um esquema de prostituição com garotas entre 14 e 16 anos. Contratadas para entreter clientes importantes durante festas, elas ganhavam milhares de euros para comprar roupas de grifes famosas e celulares de última geração. A série acompanha duas garotas em situações como as do escândalo real, alternando seu cotidiano entre os dias na escola e as noites nas baladas. Dirigido pelos cineastas Andrea De Sica (I Figli della Notte”) e Anna Negri (“Riprendimi”), com Benedetta Porcaroli (“Quando Basta”), Alice Pagani (“Entre Tempos”), Isabella Ferrari (“A Grande Beleza”), Claudia Pandolfi (“A Primeira Coisa Bela”) e outros atores italianos, a 2ª temporada terá mais 6 episódios e chega ao streaming em 18 de outubro.
Ewan McGregor vai estrelar minissérie sobre o estilista Halston
O produtor Ryan Murphy anunciou vários projetos que está desenvolvendo para sua nova parceria com a Netflix. E um deles já definiu seu protagonista. O astro Ewan McGregor (“Christopher Robin”) vai estrelar uma minissérie sobre o estilista Halston. Roy Halston Frowick, conhecido simplesmente como Halston, foi um estilista americano que alcançou fama internacional nos anos 1970. Seus designs minimalistas e limpos, muitas vezes feitos de cashmere ou ultrasuede, tornaram-se um fenômeno na era das discotecas e redefiniram a moda americana. Ele perdeu sua fortuna com problemas financeiros na década seguinte e morreu de Aids nos anos 1990, aos 57 anos de idade. Murphy assinou em fevereiro de 2018 um contrato milionário para criar, por meio de sua produtora, novas séries, filmes e documentários exclusivamente na Netflix. O primeiro projeto dessa parceria comercial vai estrear em 27 de setembro. Trata-se da série “The Politician” (veja o trailer aqui). Ele também trabalha em duas séries documentais, que contarão a história de um casal lésbico que assumiu a homossexualidade aos 80 anos e outra sobre a vida do artista Andy Warhol. Não bastasse, o produtor também prepara duas adaptações de musicais da Broadway: “A Chorus Line” e “The Prom”, além das séries “Hollywood”, uma homenagem à “velha Hollywood”, e “Hatched”, focada na juventude da enfermeira do clássico “Um Estranho no Ninho” (1975). Entre as séries mais conhecidas de Murphy estão “American Horror Story”, “American Crime Story”, “9-1-1” e “Glee”, todas produzidas quando ele tinha contrato com o estúdio Fox.
Jamie Dornan será o Dr. Morte em série baseada em fatos reais
A Universal está desenvolvendo uma série baseada na história real de Christopher Duntsch, um médico do Texas que se tornou conhecido como Dr. Morte, pela quantidade de pacientes que matou. Sua rotina de assassinatos só foi interrompida após dois colegas cirurgiões e um jovem promotor público se unirem para denunciá-lo, perplexos com número de mortos e mutilados em suas cirurgias de rotina. Ainda sem canal definido e com o título provisório de “Dr. Death”, a série vai trazer Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) como o infame cirurgião, e ainda contará em seu elenco com Alec Baldwin (“30 Rock”) e Christian Slater (“Mr. Robot”), nos papéis dos médicos que o denunciam. A trama, por sua vez, será baseada num podcast do site/produtora Wondery, que já inspirou duas outras séries de sucesso: “Homecoming” na plataforma de streaming da Amazon e “Dirty John” no canal pago Bravo. O projeto ainda está em fase muito inicial e não tem previsão de lançamento.
Minissérie sobre os Mamonas Assassinas define elenco e marca data de gravações
A já “lendária” minissérie sobre os Mamonas Assassinas vai finalmente sair do papel. Além de ter escalado o elenco protagonista, a produção marcou o começo das gravações para setembro. O ator Ruy Brissac, que já atuou como o vocalista Dinho na versão teatral “O Musical Mamonas”, foi escalado como o protagonista, enquanto Alberto Hinoto, sobrinho do guitarrista Bento, interpretará o músico. Andrey Lopes será o tecladista Júlio Rasec e Júlio Oliveira atuará como o baterista Sérgio Reoli. O único nome não revelado foi o do ator que interpretará o baixista Samuel Reoli. Léo Miranda, conhecido pela novela “Jesus”, foi escolhido para comandar a minissérie, que é uma parceria entre a Record e a Total Filmes. Criada por Carlos Lombardi, a atração terá cinco capítulos, que depois serão reeditados em formato de filme. Curiosamente, isto é o contrário do que costuma acontecer com as coproduções da Globo Filmes – onde a ordem é: primeiro cinema, depois minissérie. Ainda não detalhes oficiais sobre a abordagem da produção, mas a trama não deve escapar do registro da meteórica carreira da banda de Garulhos, que surgiu com o nome Utopia fazendo covers de Legião Urbana, Titãs e Rush, e estourou como Mamonas Assassinas, com letras escrachadas e paródias que iam do metal ao pagode. No auge da carreira, em 1996, todos os integrantes morreram num acidente aéreo fatal. Vale lembrar que a minissérie foi anunciada há três anos, mas acabou paralisada devido a desentendimentos entre o autor Carlos Lombardi e os familiares da banda sobre como a história seria contada, além da demora na liberação da verba da Ancine, que não aconteceu dentro do cronograma traçado. A Record esperou os problemas se desenrolarem, financeira e criativamente, para viabilizar a produção.








