“Top Gun: Maverick” bate “Doutor Estranho” e vira maior bilheteria do ano nos EUA
“Top Gun: Maverick” bateu mais um recorde neste começo de semana, ao ultrapassar a arrecadação norte-americana de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e se tornar a maior bilheteria de 2022 nos EUA e Canadá. O filme da Paramount atingiu US$ 401,8 milhões em vendas de ingressos contabilizados nesta terça (14/6) – isto é, até a noite de segunda-feira – , superando os US$ 398,1 milhões do super-herói da Marvel. Durante todo o período pandêmico, apenas outro filme vendeu mais ingressos que os voos de Tom Cruise: “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que fez US$ 573 milhões – mas foi lançado no final do ano passado. Outra marca de “Top Gun: Maverick” nos últimos dias foi a arrecadação de US$ 51,9 milhões no último fim de semana, a quinta maior bilheteria de qualquer filme em seu terceiro fim de semana de exibição, atrás apenas de “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 90 milhões), “Pantera Negra” (US$ 66 milhões), “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (US$ 56 milhões) e “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 52,5 milhões). A continuação de “Top Gun” também é o maior sucesso de Cruise no mercado interno em todos os tempos, com boa chance de se aproximar dos US$ 500 milhões e atingir até US$ 1 bilhão globalmente. Em todo o mundo, o longa está com uma arrecadação de cerca de US$ 760 milhões.
“Jurassic World” domina bilheterias dos EUA
“Jurassic World: Domínio” dominou mesmo as bilheterias dos EUA e Canadá com um lançamento em 4.676 cinemas neste fim de semana. A produção da Universal Pictures abriu com US$ 143,4 milhões de arrecadação, de acordo com projeções do estúdio Universal e da consultoria Comscore. Para a era pandêmica, trata-se de um valor monstruoso, que representa a segunda maior abertura do ano na América do Norte – atrás apenas de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (US$ 187,4 milhões). Mas na era jurássica (antes da pandemia), o desempenho se mostra inferior ao dos capítulos anteriores da trilogia, ficando atrás do “Reino Ameaçado” de 2018 (US$ 148 milhões) e do primeiro “Jurassic World” de 2015 (US$ 208,8 milhões). O filme também teve a pior avaliação crítica de toda a trilogia, com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi abraçado pelo público, com avaliação de A- no CinemaScore – nota que resulta de pesquisa de opinião feita na saída dos cinemas dos EUA. Lançado com uma semana de antecedência no mercado internacional, “Jurassic World: Domínio” também chegou a 57 novos países, assumindo o 1º lugar em 52 deles. Com isso, seu faturamento mundial já está em US$ 389 milhões. Só na China, faturou US$ 52,5 milhões nos últimos três dias, resultando na maior estreia de um título de Hollywood neste mercado em 2022. O feito é significativo diante da nova onda de infecções de covid-19 no país, onde 20% de cinemas permanecem fechados, incluindo todos os de Xangai e alguns de Pequim. Diante do sucesso dos dinossauros, “Top Gun: Maverick” passou a voar mais baixo, mas continua a ter um desempenho indomável, ocupando o 2º lugar na América do Norte com US$ 50 milhões. Após três fins de semana, a produção da Paramount Pictures soma quase US$ 400 milhões de arrecadação doméstica e está prestes, inclusive, a tornar-se o filme de maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Ao todo, chegou a US$ 393,3 milhões, apenas US$ 4 milhões atrás de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. A briga entre jatos supersônicos e super-heróis também é mundial. “Top Gun: Maverick” atingiu US$ 747 milhões globalmente, depois de adicionar outros US$ 52,7 milhões do mercado internacional entre sexta e este domingo (12/6). Na próxima semana, o blockbuster de Tom Cruise deve ultrapassar os US$ 770,3 milhões de “Batman”, que ocupa atualmente o 2º lugar do ranking mundial. O líder é a continuação de “Doutor Estranho”, com US$ 930,2 milhões. Apesar dos planos da Disney de lançar o filme da Marvel em streaming em dez dias, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” permanece no Top 3 da América do Norte após seis fins de semana. O longa faturou US$ 4,9 milhões nos últimos três dias, praticamente a diferença que o mantém à frente da produção da Paramount no ranking doméstico. O Top 5 norte-americano se completa com duas animações: “Bob’s Burgers: O Filme” (US$ 2,3 milhões e um total doméstico de US$ 27.1 milhões) e “Os Caras Malvados” (US$ 2,2 milhões, total doméstico de US$ 91,5 milhões e uma soma global de US$ 229,6 milhões).
Bastidores da Disney esquentam com demissão de executivo importante
A moral entre os funcionários da Disney anda péssima, segundo a revista The Hollywood Reporter, depois que Peter Rice, até esta semana presidente da Walt Disney Television, ter sido demitido numa reunião de sete minutos pelo CEO Bob Chapek. Um dos executivos mais respeitados da indústria do entretenimento, Rice começou sua carreira na 20th Century Fox em 1989 e foi responsável por produções indicadas ao Oscar como “Juno”, “Pequena Miss Sunshine”, “Moulin Rouge” e “Quem Quer Ser Um Milionário?” (vencedor em 2009). Ele foi promovido várias vezes na empresa. Presidiu o estúdio Fox Searchlight no começo do século e virou CEO do conglomerado 21st Century Fox na véspera da venda para a Disney. Após a aquisição, Rice assumiu o cargo de presidente da Walt Disney Television, respondendo por toda a programação não esportiva dos canais e plataformas da empresa. Nos bastidores, chegou até a ser cotado ao cargo de CEO da Disney, emprego que acabou ficando com Chapek quando Bob Iger decidiu se afastar. Sua grande influência na indústria, por sinal, teria sido o motivo da demissão, segundo apurações da imprensa americana – Chapek começou a temer a sombra, após vários incidentes negativos de sua gestão à frente da companhia. Chapek cometeu uma série de erros desde que assumiu o comando da Disney em 2020, incluindo a briga pública com a atriz Scarlett Johansson por seus direitos sobre o filme “Viúva Negra”, que abalou sua relação com o Marvel Studios, e as consequências de sua resposta desajeitada à lei “Don’t Say Gay” da Flórida, que vai custar bilhões à empresa pela retaliação do governador conservador do estado. A cabeça de Rice teria ficado à prêmio quando ele resolveu se manifestar sobre a polêmica da Flórida, tendo uma posição mais dura contra a lei – que proíbe o ensino de questões de gênero nas escolas de Ensino Fundamental da Flórida – que a resposta inicial de Chapek. Os dois também bateram cabeças quando Chapek decidiu reorganizar a estrutura da companhia, criando uma comissão na área de entretenimento para responder pela programação de filmes e séries, e acabar com decisões individuais sobre o lançamento de novos conteúdos. Foi uma forma de tirar o poder de Rice, mas o executivo continuou fazendo valer sua vontade em todas as discussões. Apesar destas rusgas, a demissão surpreendeu o executivo e outras figuras importantes em Hollywood. Rice será substituído por Dana Walden, que veio com ele da Fox. Walden era assistente de Rice no comando da programação televisiva da Disney e foi descrita por Chapek como uma “líder colaborativa” em nota de apresentação aos funcionários de Disney. Entretanto, a substituição não foi entendida como uma promoção e abalou o mercado, fazendo as ações da Disney caírem 33% na Bolsa de Valores de Nova York. Nos escritórios da companhia, o clima foi de estupefação. Segundo o THR, vários executivos teriam ficado chocados com a falta de cerimônia com que Rice foi demitido. Chapek não seguiu o costume de Hollywood de tratar bem seus executivos dispensados, oferecendo-lhes contratos de produção independente. Amy Pascal saiu da chefia da Sony para o comando da franquia do “Homem-Aranha” e de várias outras produções bem-sucedidas do estúdio, e Toby Emmerich acaba de sair da Warner com um acordo similar. O mal-estar forçou uma rara manifestação da presidente do conselho da Disney, Susan Arnold, que disse que o atual CEO, Chapek continua tendo o apoio do conselho para permanecer no cargo. “A força dos negócios da Walt Disney Company ao sair da pandemia é uma prova da liderança e visão de Bob para o futuro da empresa”, disse Arnold na quinta-feira, em um comunicado. “Neste momento importante de crescimento e transformação dos negócios, estamos comprometidos em manter a Disney no caminho de sucesso em que está hoje, e Bob e sua equipe de liderança têm o apoio e a confiança do conselho.” Comunicados como este são raros. Mas o mais importante é que, apesar do que o texto afirma, Chapek não tem confiança suficiente do conselho para ser reconfirmado no cargo. Seu mandato acaba em nove meses e, em vez de renová-lo antecipadamente para manifestar segurança diante das mudanças, o conselho da Disney apenas manifestou apoio.
“Stranger Things” domina Netflix e bate recordes
O fenômeno “Stranger Things” dominou completamente a audiência da Netflix na última semana. Completamente, neste caso, quer dizer que a criação dos irmãos Duffer ocupou do 1º ao 4º lugar do ranking das séries mais vistas em inglês da plataforma. De forma impressionante, todas as quatro temporadas da série registraram as maiores audiência do streaming entre a segunda-feira da semana passada (30/5) e o último domingo (5/6). É possível que muita gente tenha maratonado o começo para recordar eventos passados, mas há relatos de novos assinantes atraídos para descobrir o conteúdo que está eletrizando o público mundial. O lançamento da 4ª temporada em 27 de maio já tinha marcado o maior fim de semana de estreia da Netflix, com 287 milhões de horas assistidas em apenas três dias. Agora, na primeira semana completa de disponibilidade na plataforma, os sete novos episódios renderam mais 335 milhões de horas de streaming. Com isso, o novo ano de “Stranger Things” já ocupa o 3º lugar entre as temporadas de séries em inglês mais vistas na Netflix em todos os tempos, atingindo um total de 621,8 milhões de horas. Tudo indica ainda que o Mundo Invertido vai aparecer no topo do ranking no levantamento da semana que vem. À sua frente, estão apenas as duas temporadas produzidas de “Bridgerton”, mas praticamente coladas. A estreia do romance de época da produtora Shonda Rhimes ocupa o 2º lugar com 625,4 milhões de horas, enquanto a 2ª temporada lidera o ranking com 656,26 milhões de horas. A 4ª temporada de “Stranger Things” deve abrir grande vantagem sobre “Bridgerton” nos próximos dias e passar para uma disputa de outro nível, com a recordista de todas as línguas. A série sul-coreana “Round 6” é a líder entre as produções de qualquer idioma, com 1,65 bilhão de horas de visualização em seus primeiros 28 dias de lançamento. A Netflix calcula essa lista com base somente na audiência durante os primeiros 28 dias de disponibilidade de um título, o que significa que a 4ª temporada de “Stranger Things” ainda tem 18 dias para subir no ranking. Além do sucesso da série, a música de 1985 de Kate Bush, “Running Up That Hill”, que aparece com destaque nos novos episódios, continua escalando as paradas musicais, numa redescoberta da cantora inglesa, que não lança discos há mais de uma década. Nesta semana, a gravação entrou pela primeira vez no Top 10 da revista Billboard, lugar que não tinha conseguido alcançar no lançamento original de 37 anos atrás. Fenômeno.
“Jurassic World” supera “Top Gun” nas bilheterias do Brasil
A estreia de “Jurassic World: Domínio” tirou “Top Gun: Maverick” da liderança das bilheterias dos cinemas brasileiros. Os dinossauros da Universal atraíram um público de 960 mil espectadores entre quinta-feira e domingo (5/6), segundo dados da Comscore, contabilizando uma renda de R$ 20,5 milhões. Mesmo assim, “Top Gun: Maverick” teve um bom desempenho em seu terceiro final de semana, faturando R$ 14,12 milhões no 2º lugar. O pódio nacional ainda inclui “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, que completou um mês em cartaz com uma arrecadação de R$ 3,45 milhões, em 3º lugar. Ao todo, 1,77 milhão de espectadores foram ao cinema no período, o que contribuiu para uma renda somada de R$ 39,1 milhões, considerando os 10 filmes mais vistos – lista que também inclui as produções brasileiras “Detetives do Prédio Azul 3” e “Medida Provisória”. Veja abaixo a relação dos 10 maiores sucessos de bilheteria do Brasil no último fim de semana. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 2-5/Junho:1. #JurassicWorldDominio 2. #TopGunMaverick 3. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 4. #SonicMovie2 5. #OHomemDoNorte6. #DetetivesPredioAzul37.#MedidaProvisoria8. #LutaPelaFé9. #MáSorteNoSexo10. #AMedium — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) June 6, 2022
Sweet Tooth: Netflix mostra final das gravações da 2ª temporada
A Netflix divulgou na Geeked Week um vídeo de bastidores de “Sweet Tooth”, que mostra o final das gravações da 2ª temporada. A prévia traz depoimentos do elenco, que prometem batalhas maiores e malvadões mais malvados nos novos capítulos. Baseada nos quadrinhos de Jeff Lemire, “Sweet Tooth” apresenta uma história com elementos de contos de fadas e sci-fi pós-apocalíptica, que o diretor Jim Mickle (“Somos o que Somos”) transformou num épico de visual cinematográfico. A trama se passa uma década após a devastação do planeta por uma pandemia inexplicável e acompanha Gus, um menino com chifres de veado, que faz parte de uma nova raça de crianças híbridas humano-animais nascidas após o surto, todas imunes à infecção. Perseguido por milícias, caçadores de recompensas e seitas apocalípticas, ele tenta chegar num refúgio distante com ajuda de um andarilho pouco amistoso. Produção do astro Robert Downy Jr. (o Homem de Ferro da Marvel) e sua esposa Susan Downey, a atração reúne em seu elenco os atores Nonso Anozie (“Zoo”), Dania Ramirez (“Once Upon a Time”), Adeel Akhtar (“Utopia”), Stefania LaVie Owen (“Messiah”) e o menino Christian Convery (“Descendentes 3”), além do veterano James Brolin (“Life in Pieces”), pai de Josh Brolin (o Thanos), que faz a narração dos episódios. Novamente comandada por Jim Mickle – showrunner, escritor e diretor do primeiro ano da atração -, a série voltará com mais oito episódios “em breve” – isto é, ainda em 2022.
Geeked Week abre semana de novidades da Netflix
A Netflix começa nesta segunda (6/6) a Geeked Week, um evento virtual focado na divulgação de seus lançamentos de ação, aventura, terror e ficção científica. A expectativa é de revelação de muitos trailers, vídeos, fotos e anúncios de filmes e séries, com a participação de diversos astros famosos. A apresentação desta segunda no horário do almoço (12h15 no relógio do YouTube) será apenas um gostinho. O evento vai durar ao todo todo cinco dias – até sexta (10/6) – com anúncios de mais de 60 projetos da plataforma. O primeiro dia será dedicado às séries. Estão previstas apresentações de “1899”, “Alice in Borderland”, “All of Us Are Dead”, “Fate: A Saga Winx”, “Locke & Key”, “Manifest”, “One Piece”, “Primeira Morte” (First Kill), “Resident Evil”, “Sandman”, “Sombra e Ossos”, “Sweet Tooth”, “The Midnight Club”, “The Umbrella Academy”, “Vikings: Valhalla”, “Wandinha” e “Warrior Nun” Sentiu a falta de “Stranger Things”? A série queridinha da Netflix terá um dia inteiro dedicado a ela (na quinta-feira, 9/6). Nos demais dias, cada edição abordará um gênero diferente de produção: filmes (em 7/6), animações (8/6) e jogos (10/6). Além da transmissão pelo YouTube (que pode ser vista logo abaixo), a Netflix também vai disparar as novidades da Geeked Week em suas redes sociais. Prepare-se para uma avalanche de conteúdo por toda a semana.
“Top Gun: Maverick” ultrapassa US$ 500 milhões e quebra recordes
“Top Gun: Maverick” continua voando alto nas bilheterias mundiais. Um dia depois de bater o recorde de maior arrecadação da carreira de Tom Cruise nos EUA, a produção da Paramount ultrapassou com folga a cobiçada marca de US$ 500 milhões de faturamento em todo o mundo – e ainda quebrou novos recordes. Ao todo, o filme atingiu US$ 548,6 milhões após dois fins de semana de exibição. Mais da metade desta arrecadação vem dos EUA e Canadá, onde a soma está em US$ 291 milhões, segundo dados da Comscore – quase US$ 50 milhões acima dos US$ 243 milhões contabilizados por “Guerra dos Mundos” (2005), que era o maior sucesso doméstico de Tom Cruise até então. Só entre sexta e este domingo (5/6), a sequência de “Top Gun” (1986) fez US$ 86 milhões na América do Norte. O número representa um recorde: menor queda de bilheteria na segunda semana de exibição, para um filme com abertura superior a US$ 100 milhões. O recordista anterior era “Shrek 2”, que caiu 33% em seu segundo fim de semana nos EUA e Canadá. “Top Gun: Maverick” bateu esta margem ao perder 32% do público em relação a sua estreia. O detalhe é que o recorde é ainda maior no mercado internacional, onde o longa faturou US$ 81,7 milhões neste fim de semana, apenas 20% a menos que em seu lançamento. O declínio não é somente insignificante. É inédito. Nunca antes a bilheteria mundial registrou números parecidos. E isto sem contabilizar os cinemas da China e da Rússia, que não tem planos de projetar a produção. As maiores arrecadações vêm do Reino Unido (US$ 47,8 milhões até o momento, com queda de apenas 12% desde a abertura), Austrália (US$ 23,4 milhões, com queda de só 6%) e Japão (US$ 21,9 milhões e queda de 26%). Nem os filmes da Marvel tiveram números parecidos. Trata-se de um fenômeno nunca antes visto. Outro fato impressionante é que “Top Gun: Maverick” conseguiu aumentar suas bilheterias em sua segunda semana no circuito IMAX, adicionando US$ 18,5 milhões com esse formato restrito, puxado pelos cinemas da Austrália (+4%), Brasil (+15%), México (+9%), Taiwan (+25%), Arábia Saudita (+24%) e Hong Kong (+11%). O desempenho chama especial atenção porque o filme de Tom Cruise enfrentou sua primeira batalha contra “Jurassic World: Domínio” no mercado internacional. A produção da Universal abriu em 15 países e faturou US$ 55,5 milhões até este domingo, valor 1% maior que a estreia internacional de “Jurassic World” (2015) e “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018). Segundo o Comscore, o Brasil é um dos países em que as criaturas gigantes engoliram os aviões supersônicos, assim como o México e a Itália. Mas o grande confronto está reservado para o fim de semana que vem, quando ases indomáveis e dinossauros jurássicos vão disputar as bilheterias dos EUA. Será difícil para “Top Gun: Maverick” sustentar-se no topo pela terceira vez consecutiva, mas a retenção de público da produção da Paramount tem sido, até este momento, um desafio à lógica. Para completar, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” também comemorou uma marca importante, ao cruzar os US$ 900 milhões mundiais. O filme da Marvel ficou em 2º lugar nos EUA com US$ 9,3 milhões em sua quinta semana em cartaz, totalizando US$ 388,7 milhões no mercado doméstico. Trata-se da maior bilheteria de 2022 na América do Norte. Mas o sucesso é muito maior no exterior, onde a arrecadação chegou a US$ 520,7 milhões, para render um total de US$ 909,4 milhões – recorde de faturamento mundial do ano.
“Top Gun: Maverick” vira maior bilheteria de Tom Cruise nos EUA
“Top Gun: Maverick” já é a maior bilheteria da carreira de Tom Cruise nos EUA. De acordo com levantamento da Comscore, o filme atingiu a marca neste sábado (4/6), quando ultrapassou os US$ 243 milhões contabilizados por “Guerra dos Mundos” (2005), maior sucesso doméstico do astro até então. Projeções estimam que a continuação de “Top Gun” deva arrecadar US$ 85 milhões neste fim de semana nos EUA, seu segundo em cartaz, encerrando o domingo com US$ 290 milhões de arrecadação. Vale reparar que, enquanto o filme praticamente voa sozinho na América do Norte, em territórios estrangeiros a produção da Paramount já começa a enfrentar a concorrência de “Jurassic World: Domínio”, que só será lançado nos EUA na próxima sexta-feira (10/6). Em todo o mundo, “Top Gun: Maverick” soma US$ 450 milhões, o que, em contraste com o recorde norte-americano, mantém o longa muito abaixo do sucesso mundial das produções mais populares do astro – como o citado “Guerra dos Mundos” e nada menos que cinco dos seis “Missão: Impossível” já lançados.
Tom Cruise agradece público pelo recorde de “Top Gun: Maverick”
O astro Tom Cruise usou as redes sociais para agradecer ao público que tornou a estreia de “Top Gun: Maverick” a maior abertura de sua carreira. “Obrigado a todos que viram ‘Top Gun: Maverick’ e ajudaram a torná-lo um fim de semana histórico com sua abertura”, escreveu o ator em sua conta oficial no Twitter. A comemoração foi feita após o filme quebrar uma sina do ator de 59 anos. Ele nunca tinha atingido mais de US$ 100 milhões num fim de semana inaugural e ao voltar ao papel de Maverick faturou US$ 124 milhões entre sexta e este domingo (29/5) na América do Norte, segundo dados da Comscore. O valor é quase o dobro de sua maior abertura anterior no mercado norte-americano: US$ 64,9 milhões atingidos por “Guerra dos Mundos” em 2005. Como segunda-feira (30/5) foi feriado de Memorial Day nos EUA, o faturamento da produção da Paramount seguiu crescendo, até ultrapassar US$ 160 milhões em seus primeiros quatro dias de exibição doméstica. O valor representou outro recorde, superando o rendimento máximo já atingido num Memorial Day: US$ 153 milhões, registrado por “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” em 2007. A continuação de “Top Gun” também voa alto no mercado internacional. Tudo somado, já atingiu uma arrecadação global de US$ 300 milhões, contabilizada até segunda. “Esses resultados são absurdamente fantásticos”, disse Chris Aronson, presidente de distribuição doméstica da Paramount, em sua própria comemoração. “Estou feliz por todos. Estou feliz pela empresa, por Tom, pelos cineastas”, acrescentou. Graças a este desempenho, “Top Gun: Maverick” já está entre as principais bilheterias de 2022. Thank you to everyone who saw #TopGun: Maverick and helped make it a historic opening weekend. — Tom Cruise (@TomCruise) May 31, 2022
Volta de “Stranger Things” vira maior estreia da história da Netflix
A Netflix registrou uma audiência recorde com o retorno de “Stranger Things”. Três anos após o lançamento dos últimos capítulos, a estreia da 4ª temporada acumulou 286,79 milhões de horas de visualização em todo o mundo. E isto em apenas três dias, desde o lançamento na sexta (27/5) até o domingo (29/5) passado. Os números superam com folga o recorde anterior de estreia em inglês na plataforma, registrado em março pelo lançamento da 2ª temporada de “Bridgerton”, com 193 milhões de horas de exibição em seu primeiro fim de semana. Outro detalhe impressionante da façanha da série sci-fi dos irmãos Duffer é que a audiência de seus primeiros dias já representa 44% de toda a visualização da temporada recordista de “Bridgerton”. A produção de época de Shonda Rhimes possui a maior audiência das séries em inglês da Netflix, com 656,26 milhões de horas de exibição acumulada em todo o mundo no período de 28 dias desde seu lançamento. A série sul-coreana “Round 6” é a líder entre as produções de qualquer idioma, com 1,65 bilhão de horas de visualização em seus primeiros 28 dias de lançamento. A estreia altamente antecipada da 4ª temporada de “Stranger Things” também ajudou a resgatar o interesse nas temporadas anteriores da série, que ressurgiram no Top 10 global da plataforma. Na verdade, no Top 5, ocupando a 3ª, 4ª e 5ª posições do ranking, atrás de “O Poder e a Lei” (The Lincoln Lawyer) em 2º lugar. A volta de “Stranger Things” também foi um fenômeno nas redes sociais. Apenas no Twitter, foram feitas quase 5 milhões de postagens no mundo inteiro, sendo que o Brasil correspondeu a cerca de um terço de toda esta movimentação. Além do sucesso da série, a música de 1985 de Kate Bush, “Running Up That Hill”, que aparece com destaque nos novos episódios, alcançou o 1º lugar na parada de sucessos do iTunes e o 2º lugar na parada americana do Spotify neste fim de semana. Isto também tem despertado interesse na carreira da cantora inglesa, que não lança discos há mais de uma década.
“Top Gun: Maverick” lidera bilheterias brasileiras
Tom Cruise também derrotou “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” no Brasil. Após três semanas no topo das bilheterias, o super-herói da Marvel foi superado por “Top Gun: Maverick”, que registrou um público de cerca de 666 mil pessoas e uma renda de R$ 15,75 milhões entre quinta-feira e domingo (29/5), segundo dados da Comscore. Entretanto, como a Paramount exibiu “pré-estreias” pagas do filme, no fim de semana anterior ao lançamento oficial, a continuação de “Top Gun” já foi assistida, na verdade, por mais 1,1 milhões de espectadores brasileiros e acumula R$ 25,4 milhões em bilheteria. Considerando apenas o público do fim de semana, a sequência de “Doutor Estranho” foi vista por 333 mil pessoas, enquanto “Sonic 2: O Filme” completou o pódio com pouco mais de 50 mil espectadores, superando “O Homem do Norte”, que estreou na semana passada. Veja abaixo o Top 10 nacional, de acordo com a Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 26-29/51. #TopGunMaverick 2. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 3. #SonicMovie2 4. #OHomemDoNorte5. #UEFAChampionsLeagueFINAL 6. #AMedium7. #LutaPelaFé8. #DetetivesPredioAzul39. #DogAAventuraDeUmaVida10. #MedidaProvisória — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 30, 2022
“Top Gun: Maverick” vira maior bilheteria de estreia de Tom Cruise
Se alguém duvidava, “Top Gun: Maverick” confirmou: Tom Cruise é tão poderoso quanto um super-herói. Só o ator que dispensa dublês consegue fazer frente à Marvel e DC nas filas de cinema deste ano. A bilheteria de “Top Gun: Maverick” registrou o recorde de arrecadação da carreira do astro. Ele nunca tinha atingido mais de US$ 100 milhões num fim de semana inaugural e ao voltar ao papel de Maverick faturou US$ 124 milhões entre sexta e este domingo (29/5) na América do Norte, segundo dados da Comscore. O valor é quase o dobro da principal abertura de Cruise no mercado norte-americano: os US$ 64,9 milhões atingidos por “Guerra dos Mundos” em 2005. Como segunda-feira (30/5) é feriado de Memorial Day nos EUA, o faturamento da produção da Paramount tem a estimativa de passar dos US$ 150 milhões em seus primeiros quatro dias de exibição doméstica. O valor definitivo pode ser outro recorde. O rendimento máximo já atingido num Memorial Day foi de US$ 153 milhões, registrado por “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” em 2007. A continuação de “Top Gun” também voa alto no mercado internacional. Mesmo sem lançamentos na China e na Rússia – afinal, não deixa de ser propaganda do poderio militar dos EUA – , o filme estreou com US$ 124 milhões em 62 mercados. Em 32 países, o desempenho representou a maior estreia de Tom Cruise de todos os tempos, e em 18 foi a maior de uma produção live-action da Paramount. As maiores arrecadações internacionais vieram do Reino Unido (US$ 19,4 milhões), França (US$ 11,7 milhões), Austrália (US$ 10,7 milhões), Japão (US$ 9,7 milhões), Alemanha (US$ 6,5 milhões) e Brasil (US$ 5,3 milhões), todas com recordes para o astro e o estúdio. Rodado com câmeras IMAX, o filme ainda arrecadou US$ 10,4 milhões com o formato no exterior, registrando o maior fim de semana de estreia nesse circuito em 50 mercados. Tudo somado, dá uma arrecadação global de US$ 248 milhões até este domingo. E isto representa a segunda maior abertura live-action da História da Paramount Pictures, atrás apenas de “Transformers: A Era da Extinção” em 2014. O desempenho impressiona especialmente porque, desde o começo da pandemia, apenas filmes de super-heróis vinham conseguindo aberturas desse tamanho. Um detalhe importante é que o público do filme não foi o mesmo dos super-heróis. Não faltaram prognósticos negativos sobre o fato de o “Top Gun” original ser muito antigo para possuir apelo para o público atual. E, de fato, 18% dos ingressos nos EUA foram adquiridos por pessoas com mais de 55 anos. Mais da metade, 55%, por pagantes com mais de 35 anos. E isto significa que o filme foi capaz de atrair uma faixa etária que ainda não tinha ido em peso às salas escuras desde a pandemia. Adultos, quem diria, existem e também podem gerar recordes. O filme chegou às telas cercado de expectativa, após um adiamento de dois anos devido à covid-19 e uma première com muitos aplausos e elogios no Festival de Cannes. A obra do diretor Joseph Kosinski realmente agradou a crítica, atingindo 97% na avaliação registrada pelo Rotten Tomatoes, mas animou ainda mais o público, rendendo um cobiçado A+, a maior nota possível no CinemaScore – pesquisa de qualidade feita na saída dos cinemas dos EUA. Com o estouro supersônico de “Top Gun: Maverick”, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” caiu para o 2º lugar, após liderar as vendas de ingressos por três fins de semana. Faturou US$ 16,4 milhões entre sexta e domingo para atingir um total de US$ 370 milhões na América do Norte e US$ 873 milhões mundiais – a maior bilheteria de 2022. O Top 3 dos EUA e Canadá completa-se com a estreia da animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que abriu com US$ 12,6 milhões no mercado doméstico e, sem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros, deve chegar no país em streaming pela Star+.











