Aquaman já faturou quase R$ 100 milhões no Brasil
“Aquaman” também afogou a concorrência no Brasil em seu terceiro fim de semana como líder das bilheterias nacionais. O filme do herói interpretado por Jason Momoa já foi visto por 5,5 milhões de espectadores e rendeu um total de R$ 92,4 milhões para a sucursal brasileira da Warner, segundo dados da consultoria comScore. No mundo, o filme já contabiliza US$ 750 milhões e deve entrar para o seleto grupo de bilionários do cinema nas próximas semanas. O ranking dos mais vistos nos cinemas no último fim de semana inclui dois filmes brasileiros: “Minha Vida em Marte”, em 2º lugar, e “Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano”, em 4º. O 3º lugar ficou com “Bumblebee”. E “O Retorno de Mary Poppins” completa o Top 5.
Bohemian Rhapsody supera US$ 700 milhões de bilheteria mundial
A bilheteria de “Bohemian Rhapsody” superou a arrecadação de US$ 700 milhões mundiais no fim de semana, aumentando seu recorde como a cinebiografia musical mais bem-sucedida de todos os tempos. Atualmente em exibição no Brasil, o filme superou dificuldades de bastidores para atingir esse patamar de sucesso, como a demissão de seu diretor no meio da produção. Para quem não lembra, Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) começou as filmagens, antes de sumir e ser demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o longa foi finalizado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Orçado em US$ 52 milhões, “Bohemian Rhapsody” também se tornou o segundo maior sucesso da Fox em 2018. Só perde para “Deadpool 2” (US$ 734,2M). Além disso, ainda foi indicado ao Globo de Ouro 2019 nas categorias de Melhor Drama e Ator (Rami Malek, o intérprete de Freddie Mercury). Mesmo que seja o Globo de Ouro, é um reconhecimento que ninguém apostaria durante o período mais crítico da produção.
Diretor de Aquaman pede para fãs pararem de atacar quem não gostou do filme
O sucesso de “Aquaman” nas bilheterias está alimentando ódio nas redes sociais. Muita gente que não gostou do filme tem empilhado comentários negativos no perfil do diretor James Wan, ao mesmo tempo em que os fãs do longa tem feito ataques virulentos contra perfis que demonstram não considerar “Aquaman” o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos. O próprio James Wan decidiu se manifestar ao perceber o acirramento. Ele pediu aos fãs de seu filme que parem de intimidar aqueles que não gostaram da adaptação. “Chegou ao meu conhecimento que algumas pessoas estão sendo assediadas por alguns fãs por não gostar de ‘Aquaman'”, ele tuitou na tarde de domingo (30/12). “Por favor, não façam isso. Não é o tipo de apoio que eu quero. Sejam respeitosos. E vice-versa, pois não tem problema se você não gostar do meu filme, mas não há necessidade de me atacar pessoalmente, ou me marcar em posts de ódio. Paz”, ele concluiu. “Aquaman” causou grande impacto nas bilheterias, caindo apenas 24% em seu segundo fim de semana em cartaz na América do Norte e atingindo quase US$ 750 milhões mundiais. Como muitos viram o filme, a discussão de suas qualidades e defeitos acabou se multiplicando nas redes sociais, provocando debates acalorados entre defensores e detratores sobre cada aspecto da produção, desde os diálogos até a ação e os efeitos visuais. A adaptação dos quadrinhos estrelada por Jason Momoa no papel-título deve se tornar o lançamento mais bem-sucedido do universo cinematográfico da DC Comics até o próximo fim de semana. It has come to my attention that some folks are getting harassed by some fans for not liking AQM. Please don’t do that. Not the kind of support I want. Be respectful. Vice versa, it’s ok to not like my film, but there’s no need to attack me personally, or tag me on hates. Peace✌️ — James Wan (@creepypuppet) 30 de dezembro de 2018
Aquaman reina nos EUA e já supera Esquadrão Suicida em bilheteria mundial
“Aquaman” fincou seu tridente no topo das bilheterias da América do Norte pelo segundo fim de semana consecutivo. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics faturou US$ 51,5M (milhões) entre sexta e domingo (30/12), uma queda de apenas 27% de arrecadação em relação à semana passada. Com isso, chegou a US$ 188,7M em 10 dias nos Estados Unidos e Canadá. No mercado internacional, onde foi lançado há quatro semanas, o longa somou mais US$ 85,4M de 75 países. Totalizando tudo, a produção da Warner atingiu US$ 748,7M mundialmente, superando as arrecadações finais de “Liga da Justiça” (US$ 657M), “Homem de Aço” (US$ 668M) e “Esquadrão Suicida” (US$ 746,8M). Neste ritmo, “Aquaman” pode ultrapassar “Mulher-Maravilha” (US$ 821,8M) até o próximo fim de semana e, possivelmente, até “Batman vs Superman” (US$ 873,6M) em mais alguns dias, o que faria do filme dirigido por James Wan o mais bem-sucedido do universo compartilhado da DC Comics. O resto do Top 5 está exatamente igual ao ranking da semana passada, com “O Retorno de Mary Poppins”, “Bumblebee”, “Homem-Aranha no Aranhaverso” e “A Mula” completando a lista. Vale destacar que “A Mula” representa outra vitória da Warner neste fim do ano. Sua arrecadação de US$ 60,7M marca o terceiro melhor desempenho do diretor Clint Eastwood no mercado doméstico nos últimos tempos, atrás de “Sully” e “Sniper Americano”. O filme ainda não foi lançado no resto do mundo e chega no Brasil apenas em 14 de fevereiro. As novidades só aparecem em 6º e 7º lugares. “Vice” e “Holmes & Watson” chegaram aos cinemas norte-americanos na terça (25/12), durante o feriado de Natal, mas não tiveram muito impacto nas bilheterias. “Vice” não virou o queridinho da crítica que muitos apostavam que seria. Apesar dos elogios à transformação de Christian Bale, ficou com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, abaixo do recomendado para sua aspiração a prêmios. Desembarca no Brasil em 31 de janeiro. Já “Holmes & Watson” chegou a registrar 0% de aprovação. Mas acabou melhorando, ao terminar o fim de semana com 9%, pior avaliação da carreira da maioria dos envolvidos. A data de sua estreia no Brasil sumiu “misteriosamente”. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Aquaman Fim de semana: US$ 51,5M Total EUA e Canadá: US$ 188,7M Total Mundo: US$ 748,7M 2. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 28M Total EUA e Canadá: US$ 98,9M Total Mundo: US$ 173,3M 3. Bumblebee Fim de semana: US$ 20,5M Total EUA e Canadá: US$ 66,7M Total Mundo: US$ 156,7M 4. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 18,3M Total EUA e Canadá: US$ 103,6M Total Mundo: US$ 213,2M 5. A Mula Fim de semana: US$ 11,7M Total EUA e Canadá: US$ 60,7M Total Mundo: US$ 60,7M 6. Vice Fim de semana: US$ 7,7M Total EUA e Canadá: US$ 17,6M Total Mundo: US$ 17,6M 7. Holmes & Watson Fim de semana: US$ 7,3M Total EUA e Canadá: US$ 19,7M Total Mundo: US$ 23,7M 8. Uma Nova Chance Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 21,7M Total Mundo: US$ 28,3M 9. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 175,7M Total Mundo: US$ US$ 350,4M 10. O Grinch Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 265,5M Total Mundo: US$ 469,4M
Aquaman supera Liga da Justiça em bilheteria mundial
“Aquaman” está endemoniado. O filme do super-herói marinho da DC Comics atingiu o número da besta na noite de sexta (28/12), somando US$ 666M (milhões) de arrecadação mundial. O valor deixou para trás “Liga da Justiça”, considerado o maior fracasso recente das adaptações de quadrinhos de super-heróis. O longa que também trazia Aquaman, ao lado de Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Ciborgue e Superman, faturou US$ 657,9M em todo o mundo, em 2017. Neste sábado (29/12), “Aquaman” também supera “O Homem de Aço”, que fez US$ 668M em 2014. Projeções ainda indicam que o longa estrelado por Jason Momoa deve chegar próximo dos US$ 750M até domingo, a ponto de ultrapassar “Esquadrão Suicida” (US$ 746,8M) e já se aproximar de seu break even, estimado em US$ 800M. O número é tão elevado porque “Aquaman” custou estimados US$ 200 milhões só para ser produzido (sem as despesas de marketing) e seu maior sucesso vem do mercado chinês, que fica com 75% do total arrecadado, devolvendo apenas 25% para os estúdios. “Aquaman” está sendo exibido em mais de 11 mil salas na China (sim, o Brasil tem apenas 3 mil cinemas!) e continua liderando as bilheterias do país após 20 dias em cartaz (a China foi o primeiro mercado a receber o filme). Este sucesso lhe rendeu autorização para continuar a ser exibido até fevereiro no país, o que aumenta suas chances de entrar no clube das produções bilionárias.
Produtor de Transformers planeja filme de Optimus Prime e animação passada em Cybertron
O produtor Lorenzo Di Bonaventura está determinado a ampliar o universo de “Transformers” após o lançamento de “Bumblebee”. Em entrevista ao jornal nova-iorquino Metro, ele confirmou os projetos de um longa animado passado no planeta dos Transformers, explorando a mitologia de Cybertron, e um filme live-action sobre Optimus Prime, que deveriam ser lançados antes de “Bumblebee 2”. “Será difícil com o Optimus, porque ele sempre está certo e é um personagem de poucas palavras… é como dizer que vão fazer um filme do Obi-Wan Kenobi. Mas o quanto há para se dizer sobre o Obi-Wan? Não é tão fácil”, disse o produtor, que não viu “Star Wars: A Ameaça Fantasma” (1999). Ou viu e confirmou que foi uma decepção. Atualmente em cartaz, “Bumblebee” é o primeiro spin-off dos filmes dos robôs gigantes que viram carros pequenos. E também o primeiro lançamento da franquia a conquistar a crítica, obtendo 93% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. Em termos de comparação, o “Transformers” mais bem-avaliado foi o primeiro, com 55% em 2007. O lançamento mais recente, “Transformers: O Último Cavaleiro”, amargou 15% em 2017. O parâmetro das críticas positivas deixa claro que “Bumblebee” representa realmente um grande avanço para a franquia. O problema é que chega após muitos “Transformers” ruins, que eliminaram o interesse do público nos robôs que são carros e também alienígenas. Assim, o filme mais bem-avaliado está se tornando a pior bilheteria da franquia. Orçado em US$ 135M (milhões), fez US$ 70M mundiais em sua primeira semana em cartaz. E tende a dar prejuízo. O que deve fazer com o que os planos de Bonaventura não saiam do papel.
2018 registra número recorde de séries lançadas nos Estados Unidos
O ano de 2018 registrou um novo recorde no universo das séries. O balanço do mercado divulgado pelo canal pago FX revelou que canais e plataformas americanas lançaram mais séries neste ano do que em qualquer outro. Não só isso. Pela primeira vez, foram produzidas mais séries para streaming do que para a televisão aberta. Ao todo, foram lançadas 495 séries nos Estados Unidos no ano que está terminando. Deste total, 160 tiveram exibição em serviços de streaming, como Netflix, Hulu e Amazon, 146 nas grandes redes de televisão, 145 nos canais de pacotes básicos da TV paga (com intervalos comerciais, como AMC e USA) e mais 45 nos canais premium (sem intervalos, como HBO e Starz). O aumento de atrações nas plataformas de streaming se deve tanto pela encomenda descomunal de séries da Netflix, quanto pela chegada de novas opções, como Facebook Watch, DC Universe e YouTube Premium. Por outro lado, canais que investiam em séries deixaram de fazer isso na TV, como A&E e MTV. Essa conta de soma e subtração acabou impedindo um crescimento mais significativo. A diferença para o ano passado, em que o estudo do FX apontou a exibição de 487 séries diferentes, foram de apenas oito novas produções. Em termos de percentagem, o mercado ficou dividido assim: 32% do volume de séries vieram do streaming, 30% da TV aberta, 29% dos canais pagos básicos e 9% dos canais premium. Numa projeção para 2019, John Landgraf, diretor-executivo do FX, acredita na manutenção do crescimento, estimando uma produção de 530 séries. Mas este número pode se provar modesto, diante da chegada de novos serviços de streaming previstos para o ano que vem, como as plataformas da Apple, da Disney e da WarnerMedia.
2018 registrou a maior bilheteria total de cinema de todos os tempos
O ano de 2018 termina com um recorde. A arrecadação mundial da indústria cinematográfica foi a maior já registrada em todos os tempos. De acordo com um relatório da consultoria comScore, a bilheteria projetada até 31 de dezembro prevê um faturamento total de US$ 41,7B (bilhões). O valor supera o recorde anterior, registrado no ano passado, o primeiro em que o montante ultrapassou os US$ 40B – US$ 40,6B exatamente. O crescimento se deve principalmente ao mercado norte-americano, que aumentou seu faturamento em 7% em relação ao ano passado, enquanto o setor internacional subiu apenas 1%. Os países que mais arrecadaram foram Estados Unidos/Canadá (que unificam suas bilheterias), China e também o Brasil. A Disney foi responsável por três das cinco maiores bilheterias do ano (“Vingadores: Guerra Infinita”, “Pantera Negra” e “Os Incríveis 2”), enquanto a Fox, que foi comprada pela Disney contribuiu com um título no Top 5 (“Deadpool 2”) e a Universal com outro (“Jurassic World: Reino Ameaçado”). Mas o ano também foi marcado por surpresas, com sucessos maiores que o esperado de filmes realizados com pouco ou médio investimento, como “Podres de Rico”, “Um Lugar Silencioso”, “Bohemian Rhapsody”, “Nasce uma Estrela” e “A Freira”.
Aquaman já foi visto por mais de 4 milhões de brasileiros
Fenômeno mundial, o filme “Aquaman” já foi visto por mais de 4 milhões de espectadores no Brasil, após 12 dias de exibição. A arrecadação do filme já é de R$ 66,1 milhões, segundo dados da consultoria comScore. O segundo filme mais visto do fim de semana natalino foi o nacional “Detetives do Prédio Azul: O Mistério Italiano”, que arrecadou R$ 2,5 milhões e levou pouco mais de 170 mil pessoas ao cinema em seu fim de semana de estreia. Com isso, o filme infantil brasileiro bateu a outra grande estreia do fim de semana, o filme infantil americano “O Retorno de Mary Poppins”, que ficou em 3º lugar com R$ 2 milhões e 117 mil espectadores. Completam o Top 5 “Bohemian Rhapsody”, que mesmo em sua oitava semana fez uma bilheteria de R$ 894 mil, e “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, com mais R$ 447 mil.
Aquaman ultrapassa US$ 100 milhões nos EUA e atinge US$ 500 milhões em todo o mundo
Papai Noel presenteou “Aquaman” com a 6ª maior bilheteria de Natal já registrada na América do Norte. O longa do super-herói vivido por Jason Momoa faturou US$ 22M (milhões) no dia 25 de dezembro, US$ 1M a menos que o filme de maior bilheteria de todos os tempos no mesmo período – “Avatar” fez US$ 23M no Natal de 2009. Contando pré-estreias, “Aquaman” já superou a marca de US$ 100 milhões em sua arrancada nos Estados Unidos e Canadá. O total está em US$ 105,7M. Mas embora isso seja impressionante, é menor que o valor registrado por “Liga da Justiça” (US$ 111,9M) em seus cinco primeiros dias. E “Liga da Justiça” foi considerado um fracasso, rendendo a pior bilheteria de uma adaptação da DC Comics. Claro que é difícil falar de copo meio vazio em relação a um super-herói com poderes aquáticos. A água transborda facilmente quando se observa o quadro maior. Recém-lançado, o filme já rendeu 75% do total arrecadado por “Liga da Justiça” em todo o mundo, graças a seu sucesso internacional. Além disso, consolidou-se como a maior bilheteria da Warner Bros. na China. O feliz Natal de “Aquaman” ao redor do mundo ajudou o filme a superar os US$ 500 milhões de arrecadação mundial. Com esse ritmo, não deve ter dificuldades para superar os US$ 657,9M feitos por “Liga da Justiça”. A questão é se isso será suficiente. Afinal, com custos de produção estimados em US$ 200M e diante da política chinesa de reter 75% das bilheterias originárias do país, seu break even pode estar na casa dos US$ 800M.
Netflix fatura mais que o SBT no Brasil e já tem mais assinantes que operadoras da TV paga
A Netflix já teria 8 milhões de assinantes brasileiros, apurou o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, que revelou outras peculiaridades da plataforma de streaming em sua coluna, após ouvir funcionários do serviço que obviamente não foram identificados. Os 8 milhões de usuários no país representam cerca de 6% de sua base de assinantes no mundo. Isso significa – numa estimativa conservadora – mais de R$ 1,4 bilhão de faturamento por ano no país. Isso é quase 50% a mais do faturamento de um SBT, por exemplo. E já coloca a empresa como maior rival da principal operadora de TV paga do país, a Net Claro, que tem 8,7 milhões de assinantes. Já passou a Sky (5,4 milhões) e as outras menores há tempos. Mesma assim, seria uma empresa-fantasma, sem sede física no país, apesar de ter cerca de 50 funcionários “registrados”. Os funcionários são advogados (especializados em direitos autorais), publicitários, executivos e alguns negociadores de conteúdo. Mas nenhum teria cargo de diretor. Segundo apurou o jornalista, não existe um chefe da Netflix no Brasil. Fora dos EUA a empresa opta por um sistema de “gestão” horizontal e descentralizada. Se a empresa tiver algum problema no Brasil ou em outro país é preciso entrar em contato com a chefia nos EUA. Até os textos engraçadinhos das redes sociais da plataforma seriam importados. Todas essas informações são “sigilosas”, pois a Netflix é uma das empresas de comunicação menos transparentes do mundo. Os dados mais conhecidos sobre a companhia são dos EUA, porque lá ela possui capital aberto. Para completar, o inventário da Netflix no Brasil inclui cerca de 65 mil itens, entre filmes, documentários, capítulos de séries, especiais, programas de variedades e shows.
Bem-Vindos à Marwen pode dar prejuízo de US$ 50 milhões à Universal
“Bem-Vindos à Marwen” tinha uma missão árdua em seu lançamento nos Estados Unidos, ao chegar nos cinemas no mesmo fim de semana de “Aquaman”, “O Retorno de Mary Poppins” e “Bumblebee”. O que não se esperava é que seu desempenho fosse ser tão ruim. O novo filme do cineasta Robert Zemeckis (“Forrest Gump”, “De Volta para o Futuro”) foi um fracasso clamoroso de bilheteria, rendendo apenas US$ 2,3M (milhões) e entrando em 9º lugar no ranking. Perdeu até para uma estreia que não investiu em marketing, a comédia romântica “Uma Nova Chance” (US$ 6,5M), com Jennifer Lopez. O valor de US$ 2,3M apurados em 1,9 mil cinemas representa a pior abertura de um lançamento de grande estúdio nos Estados Unidos em 2018, empatado com a comédia “Action Point”, escrita e estrelada por Johnny Knoxville. Para piorar, esse desempenho venho acompanhado de críticas muito negativas, fazendo com que atingisse apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes. A baixa aprovação elimina possibilidade de reviravolta, sugerindo que o longa esteja condenado a piorar drasticamente seu desempenho. Considerando o orçamento de US$ 40 milhões e o grande investimento em marketing da Universal Pictures, especialistas em bilheterias consultados pelo site The Hollywood Reporter estimaram que “Bem-Vindos à Marween” resultará em um prejuízo de US$ 50 milhões para o estúdio e seus parceiros, como as produtoras DreamWorks e ImageMovers. Isto mesmo. As produtores deve perder mais dinheiro com o filme do que gastaram para filmá-lo. Se isso não faz sentido, é porque se subestima quanto realmente custa um filme. As despesas não se encerram quando ele fica pronto, já que envolvem anúncios publicitários, produção de trailers, material de divulgação, eventos de lançamento, equipe de apoio de divulgação, assessoria de imprensa, salários de profissionais diversos, impostos, tudo isso multiplicado para cada país que recebe a estreia. Ao menos, o desastre não será tão grande quando “Máquinas Mortais” na semana passada, cujo prejuízo está sendo estimado em US$ 150M. Infelizmente, ambos foram produções da Universal, que precisa urgentemente de um sucesso para começar 2019, ainda mais com as despesas resultantes da compra da rede de canais pagos Sky por sua matriz, a Comcast. “Bem-Vindos à Marwen” estreia em 14 de março no Brasil. O filme é uma fantasia dramática que mistura animação de bonecos com atores reais e curiosamente é baseada numa história verídica. Sua trama é inspirada no documentário “Marwencol” (2010), de Jeff Malmberg, sobre a história de Mark Hogancamp. Vivido no filme por Steve Carell (“A Guerra dos Sexos”), Hogencamp concebeu uma cidade em miniatura, que batizou de Marwen, recriando cenas da 2ª Guerra Mundial com bonecos. Cada habitante de plástico de Marwen era inspirado em pessoas que ele conhecia. Mas o que se tornou uma ambiciosa instalação de arte começou como uma forma dele lidar com uma violenta agressão física que sofreu nas mãos – e pés botinados – de um grupo de brutamontes. Antes do ataque, ele era ilustrador, mas perdeu a capacidade de desenhar devido às sequelas do crime, além de ter ficado com danos físicos e abalado psicologicamente. Assim, passou a usar sua imaginação e talento criativo para criar cenários e contar uma história diferente, que mostrava vilões nazistas perdendo batalhas lideradas por ele mesmo, como um oficial aliado, na companhia das mulheres guerreiras que o ajudaram a se recuperar na vida real.
Aquaman vira maior bilheteria da Warner na China
“Aquaman” chegou só agora nos Estados Unidos, mas já é sucesso há três semanas na China, onde atingiu neste domingo (23/12) um total de US$ 232,8M (milhões). Com isso, o filme do super-herói vivido por Jason Momoa se tornou a maior bilheteria já registrada por um filme da Warner no país, superando “Jogador Nº 1”, que fez US$ 218 milhões entre março e abril. Ao todo, “Aquaman” já faturou US$ 482,8M em bilheteria mundial. O Brasil (US$ 7,9 milhões) registra até o momento o sexto melhor desempenho internacional do filme, atrás, claro, da China, Estados Unidos e Canadá (US$ 72,1M), Holanda (US$ 10,5M), Coréia do Sul (US$ 9,9M) e México (US$ 8M). São valores impressionantes e, considerando o feriadão de Natal pela frente, devem deixar para trás a arrecadação total de “Liga da Justiça” (US$ 657M) até o próximo fim de semana. Mas há uma razão que impede a abertura de champanhes antes do ano novo. O mercado chinês fica com 75% do total arrecadado, devolvendo apenas 25% para os estúdios. Assim, até o momento, a Warner fez “apenas” US$ 58,2M na China. “Aquaman” custou estimados US$ 200 milhões. E como a maior parte de seus rendimentos vem da China, para se pagar precisaria faturar quase US$ 800M mundiais. Sem calcular os gastos em marketing…










