Rachel Weisz e Rachel McAdams vivem paixão proibida em trailer de drama britânico
A Bleecker Street divulgou o primeiro trailer do drama britânico “Disobedience”, história de amor proibido entre Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”), com direção do chileno Sebastián Lélio (“Uma Mulher Fantástica”). Adaptação do romance homônimo da escritora Naomi Alderman, a trama acompanha o reencontro da personagem de Weisz, ovelha negra da família, com os parentes judeus ortodoxos para o enterro do pai, o rabino da comunidade. Ela acaba chocando os familiares quando decide relembrar o que a levou a sair de casa: seu amor reprimido pela antiga melhor amiga (McAdams), casada com seu primo profundamente religioso (Alessandro Nivola, de “Ginger & Rosa”). Além de dirigir, Lélio trabalhou no roteiro com a inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”). A estreia está marcada para 27 de abril nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Rainha das fadas de The Magicians vai viver trama transexual em Grey’s Anatomy
A série “Grey’s Anatomy” anunciou a escalação da atriz Candis Cayne (a rainha malvada das fadas na série “The Magicians”) para interpretar uma mulher transgênero, num episódio inspirado por uma história real. Cayne interpretará uma paciente que busca uma vaginoplastia revolucionária. A personagem foi inspirada em Hayley Anthony, uma mulher trans que, com ajuda do diretor de cirurgia do hospital Mount Sinai, Jess Ting, criou um novo procedimento revolucionário para cirurgias de vaginoplastia. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, a showrunner Krista Vernoff comentou a inspiração do episódio. “A técnica revolucionou a cirurgia, e pensamos que seria legal que Candis interpretasse uma personagem inspirada por algo importante”. No Brasil, a série é exibida pelo canal Sony.
Homossexualidade de Dumbledore gera protestos contra J.K. Rowling
A escritora J.K. Rowling, autora dos livros de “Harry Potter”, voltou a ser alvo de críticas no Twitter pelo filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”. Depois de defender a manutenção de Johnny Depp no papel do vilão do título, apesar das acusações de violência doméstica contra o ator, Rowling foi atacada por uma declaração do diretor do filme, David Yates, a respeito da sexualidade de Dumbledore (o diretor da escola de Harry Potter) O diretor explicou, em entrevista à revista Entertainment Weekly, que embora a homossexualidade de Dumbledore não fosse tratada explicitamente, o filme deixaria claro que ele era gay e teve um caso com o vilão. “Eu acho que todos os fãs sabem disso. Ele teve um relacionamento intenso com Grindelwald quando eram jovens. Eles se apaixonaram pelas suas ideias, ideologias e um pelo outro”, afirmou. Apesar da entrevista ter sido dada por Yates, as críticas recaíram sobre a autora, que escreveu os roteiros dos dois filmes da franquia – iniciada com “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Ela rebateu no Twitter: “Receber mensagens abusivas sobre uma entrevista que não me envolveu, sobre um roteiro que eu escrevi mas nenhuma das pessoas furiosas leu, que é parte de uma série de cinco filmes dos quais só um foi lançado até agora, é obviamente muito divertido, mas vocês sabem o que é ainda mais divertido?”, escreveu a autora, seguido de uma imagem irônica fazendo referência ao botão de silenciar postagens. Rowling revelou que Dumbledore era gay em 2007, mesma ocasião em que confirmou seu envolvimento com o bruxo Grindelwald. Em 2016, a própria autora declarou, em coletiva de imprensa relativa ao lançamento do primeiro “Animais Fantásticos”, que a homossexualidade de Dumbledore seria explorada ao longo da franquia. “Eu não posso dizer tudo que eu quero, pois essa será uma história de cinco partes, então há muito o que se revelar nesse relacionamento. Nós o veremos nesse período de formação de sua vida, do ponto de vista da sua sexualidade”, declarou, na época. Além de Johnny Depp no papel de Grindelwald, o filme traz Jude Law como o jovem Dumbledore. O elenco também inclui os remanescentes do primeiro filme: Eddie Redmayne (Newt Scamander), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). A previsão de estreia é para novembro de 2018. Being sent abuse about an interview that didn't involve me, about a screenplay I wrote but which none of the angry people have read, which is part of a five-movie series that's only one instalment in, is obviously tons of fun, but you know what's even *more* fun? pic.twitter.com/Rj6Zr8aKUk — J.K. Rowling (@jk_rowling) January 31, 2018
Mostra de Tirandentes 2018 premia filme sobre a noite de BH e atriz transexual
O filme “Baixo Centro”, dirigido por Ewerton Belico e Samuel Marotta, venceu a Mostra de Tiradentes 2018, festival de filmes independentes brasileiros. Foi o segundo ano consecutivo em que o evento registrou vitória de um filme mineiro. O anterior, “Baronesa”, permanece inédito até hoje em circuito comercial. Exibido na seção Aurora, “Baixo Centro” acompanha personagens jovens pelas noitadas do centro de Belo Horizonte, entre encontros e desencontros, e muitos lamentos por possibilidades que não se cumpriram, em meio ao saudosismo de uma época melhor. Durante seus agradecimentos, os diretores fizeram algo até então nunca visto no evento – ou em qualquer outro festival de cinema brasileiro: uma manifestação contra o PT. Eles leram um manifesto contra a Secretaria de Cultura do governo Fernando Pimentel, que exinguiu o Filme em Minas, principal meio de incentivo ao audiovisual no estado. Se a edição do ano passado premiou filmes dirigidos por mulheres – a começar do mencionado “Baronesa”, de Juliana Antunes – , o destaque deste ano foi a premiação de uma atriz transexual, Julia Katharine, como vencedora do troféu Helena Ignez, destinado à maior personalidade feminina entre os filmes exibidos. Protagonista do documentário “Lembro Mais dos Corvos”, em que recita um monólogo sobre sua vida, ela foi aplaudida de pé pelo público. O documentário “Escolas em Luta”, de Eduardo Consonni e Tiago Tambelli, sobre a crise na educação do Rio, recebeu o Prêmio do Público. E outro documentário, “Inaudito”, de Gregorio Gananian, sobre o lendário guitarrista Lanny Gordon, venceu a Mostra Olhos Livres.
Diretor revela planos para continuação de Me Chame pelo Seu Nome
O diretor Luca Guadagnino está determinado a transformar “Me Chame pelo Seu Nome” numa franquia. Sua ideia é criar vários filmes e acompanhar os personagens do livro de André Aciman durante as mudanças do final do século 20. “O romance tem 40 páginas no final que atravessam os próximos 20 anos das vidas de Elio e Oliver, então há algum tipo de indicação na intenção do autor André Aciman de que a história pode continuar”, explicou Guadagnino, em entrevista para a revista The Hollywood Reporter. “Na minha opinião, ‘Me Chame pelo Seu Nome’ pode ser o primeiro capítulo das crônicas da vida dessas pessoas que nós encontramos neste filme”. O próximo capítulo deve lidar com a epidemia da Aids, de acordo com os planos do diretor. “Eu acho que vai ser uma parte muito relevante da história”, ele contou, adiantando alguns detalhes da trama, ainda em estágio inicial. “Eu acho que Elio [Timothée Chalamet] será um cinéfilo, e eu gostaria que ele estivesse em uma sala de cinema assistindo ‘Once More’, de Paul Vecchiali, sobre um homem que se apaixona por outro homem depois que ele abandona de sua esposa, e que foi o primeiro filme francês a lidar com a AIDS em 1988”. “Isso”, disse Guadagnino, “poderia ser a primeira cena”. Em entrevista ao Collider, Guadagnino deu mais alguns detalhes, colocando a queda do Muro de Berlim como pano de fundo para a trama. “Acho que acabarei fazendo vários filmes sobre esses personagens, porque eu os amo muito. Acredito que a experiência de vida deles está pronta para várias aventuras. Imagino que o próximo capítulo vai acontecer logo após a queda do Muro de Berlim e aquela grande mudança que foi o fim da União Soviética. Veremos as pessoas saindo de casa e indo para o mundo. É o que posso dizer por enquanto”. Em cartaz nos cinemas brasileiros, “Me Chame Pelo seu Nome” foi indicado a quatro categorias do Oscar 2018, incluindo Melhor Filme.
Diretor de documentário é primeiro transexual indicado ao Oscar
A grande diversidade dos indicados ao Oscar 2018 incluiu o primeiro indicado transexual da história da premiação. Yance Ford, o diretor do documentário “Strong Island” é um negro transgênero. O filme, adquirido pela Netflix, não lida com questão de gênero, mas de raça, ao conduzir uma investigação sobre o assassinato do irmão do cineasta em 1992. Além de dirigir, Ford é um dos produtores do filme e representará “Strong Island” na premiação. Anteriormente, a Academia premiou muitos atores heterossexuais que interpretaram papéis de transexuais, como Jarde Leto em “Clube de Compra Dallas” (2013) e Hilary Swank em “Meninos Não Choram” (1999), mas nunca tinha indicado um transexual real a prêmios. E neste ano um filme de temática e atriz transexual também integra a lista de indicados. O chileno “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastian Lelio, que disputa a categoria de Filme de Língua Estrangeira, é estrelado pela atriz trans Daniela Vega. Na trama, ela interpreta uma cantora transgênero que sofre com a morte do namorado. A seleção da Academia ainda destacou produções com diversos personagens homossexuais, desde o mais evidente “Me Chame pelo seu Nome” até “A Forma da Água” e “Lady Bird”. A entidade GLAAD, dedicada a zelar pela imagem da comunidade LGBTQ nos Estados Unidos, emitiu um comunicado, assinado por sua presidente Sarah Kate Ellis, elogiando a Academia pela iniciativa. “É um grande dia para filmes inclusivos LGBTQ no Oscar. Filmes como ‘A Forma da Água’, ‘Uma Mulher Fantástica’, ‘Lady Bird’ e ‘Me Chame pelo seu Nome’ não só têm retratos complexos, detalhados e fluídos, mas provam que o público e os críticos estão famintos por histórias que englobem a diversidade”, diz o texto. “Essas histórias importantes ajudam a avançar na aceitação do LGBTQ, no momento em que as imagens de mídia são muitas vezes a linha de frente para comunidades marginalizadas”.
Me Chame pelo seu Nome é um romance tão arrebatador que até seu sofrimento é bonito
Inspirado no livro homônimo de André Aciman, “Me Chame Pelo Seu Nome” descreve o primeiro amor de Elio (a revelação Timothée Chalamet), um menino de 17 anos aproveitando a juventude na casa dos pais em algum lugar do norte da Itália no ano de 1983. Elio tem uma namoradinha, mas rapidamente se encanta pelo estudante mais velho, Oliver (Armie Hammer), que ficará hospedado em sua casa durante seis semanas, a convite de seu pai. Os dois rapidamente travam uma amizade, que evolui para uma paixão. Afinal, não se vai para uma Itália tão ensolarada somente para devorar livros e estudar. É como se o diretor italiano Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”) utilizasse a arte que pulsa ao redor, assim como as belezas naturais do cenário, como convites para um romance inevitável. É possível sentir o calor da região, o cheiro das plantas, o gosto da comida e os drinks. Os grandes diretores conseguem transmitir isso à plateia. Por exemplo, David Lean colocou o espectador na temperatura infernal do deserto em “Lawrence da Arábia” (1962) e Steven Spielberg fez a sala de cinema se transformar num campo de batalha com cheiro de fogo e morte em “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). Luca Guadagnino fisga os sentidos ao aproveitar o ambiente para que os jovens não tenham escapatória e se entreguem um ao outro da mesma forma que o cinéfilo ao filme. Se o sentimento existe, por que alguém decidiria ignorá-lo? Inicialmente, Elio se faz essa pergunta. Não sabe se diz a Oliver o que realmente sente ou se esconde a verdade para evitar um sofrimento desnecessário. É claro que o ato de reprimir sentimentos ou impulsos gera sofrimento, embora as pessoas não estejam habituadas a aceitar isso quando estão na linha tênue entre se jogar ou não numa relação amorosa. O roteiro de James Ivory (cineasta veterano, responsável por “Retorno a Howards End” e “Vestígios do Dia”) provoca perguntas que todo mundo se fez ou fará algum dia: Se Elio jamais tivesse contado a verdade a Oliver, isso o pouparia de futuras dores ou mágoas? Seria o amor uma maldição? Teria sido melhor apenas manter a amizade? Ou será que ninguém precisa temer um momento especial mesmo sabendo que existe começo e fim para tudo? Mas Elio escolhe arriscar – senão, não teríamos filme. E ao fazer isso, leva o espectador a lembrar do primeiro beijo, do primeiro amor, daquele relacionamento mal-resolvido, mas também daquela pessoa a quem nunca scontou o que realmente sentia por ela. Esse é o poder do filme de Luca Guadagnino, que gruda na retina e não sai mais, com sua beleza e ternura, principalmente após a fala nos minutos finais do personagem de Michael Stuhlbarg, que interpreta o pai de Elio. Um monólogo que jamais será esquecido ao fazer a cabeça girar em torno de memórias, amores jamais superados, responsabilidade afetiva e desejos não concretizados. Porém, a maior qualidade de “Me Chame Pelo Seu Nome” é materializar algo simples e bastante corajoso: uma história de amor entre dois homens sem que, acredite, existe uma cena ou qualquer diálogo que sugira manifestações de preconceito. Mesmo assim, é um romance que só poderia ser contado nos dias de hoje, uma proposta que nunca teria uma visibilidade tão grande no mercado cinematográfico antes dos sucessos de obras como “Brokeback Mountain” e “Moonlight”, que fizeram todos os públicos pensarem. Filmes que ajudaram todos a olhar em volta, entender como é o mundo de verdade e as pessoas que nele vivem com suas próprias escolhas no caminho para a felicidade. “Me Chame Pelo Seu Nome” vem na sequência de algumas histórias que já foram contadas, mas é a virada de página. Não importa se Elio e Oliver são dois homens ou duas mulheres. Importa que eles sejam felizes enquanto o filme dura na tela. É o recado otimista de Luca Guadagnino, que carrega nas cores fortes para imaginar um mundo melhor e sem medo de amar. Uma experiência arrebatadora, de sensibilidade rara, que torna bonito até o sofrimento.
Love, Simon: Comédia teen do criador das séries de super-heróis da DC ganha novo trailer
A Fox divulgou o novo pôster e o segundo trailer de “Love, Simon”, que marca a volta do produtor Greg Berlanti (criador das séries de super-heróis da DC Comics) ao cinema. O filme é uma típica comédia adolescente com romance, festas, amigos e família, mas com uma diferença. O jovem protagonista procura encontrar coragem para revelar que é gay. Apesar de o clima lembrar os clássicos de John Hughes, trata-se de uma adaptação de best-seller atual, “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens”, de Becky Albertalli. O filme traz Nick Robinson como protagonista, após ter estrelado outra adaptação de best-seller teen, “Tudo e Todas as Coisas” – que implodiu nas bilheterias. Além dele, o elenco ainda destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) e Josh Duhamel (“Transformers”) como seus pais e uma galera de atores jovens: Katherine Langford (série “13 Reasons Why”), Keiynan Lonsdale (série “The Flash”), Talitha Eliana Bateman (“Anabelle 2: A Criação do Mal”), Miles Heizer (também de “13 Reasons Why”), Logan Miller (série “The Walking Dead”) e Alexandra Shipp (“X-Men: Apocalipse”). Com o filme, Berlanti retoma sua incipiente carreira como diretor cinematográfico, interrompida há sete anos pelo fracasso da comédia romântica “Juntos Pelo Acaso” (2010), igualmente estrelada por Duhamel. Curiosamente, o roteiro também é de roteiristas-produtores de séries televisivas. Elizabeth Berger e Isaac Aptaker trabalham no fenômeno “This Is Us”. “Love, Simon” chega aos cinemas americanos em 16 de março e uma semana depois, em 22 de março, no Brasil.
Evan Rachel Wood é uma predadora “boazinha” no trailer do suspense Allure
O estúdio indie Samuel Goldwyn divulgou as fotos e o trailer de “Allure”, suspense dramático, que traz Evan Rachel Wood (série “Westworld”) num papel complexo, como predadora de supostas boas intenções. Ela vive uma faxineira lésbica que busca se tornar amiga da filha adolescente da patroa, e aproveita uma briga entre mãe e filha para levar a garota embora daquele lugar. As duas se envolvem, a fuga vira caso policial e, de repente, a garota percebe que está presa num quarto, sem poder sair. O clima lembra os suspenses moralistas dos anos 1990, que serviam de lições sobre os perigos do sexo e de confiar em estranhos. Primeiro filme escrito e dirigido pelos irmãos canadenses Jason e Carlos Sanchez, “Allure” foi exibido como “A Worthy Companion” no Festival de Toronto, onde arrancou elogios da crítica à performance da atriz. O elenco também inclui Julia Sarah Stone (série “Aftermath”), Denis O’Hare (série “American Horror Story”) e Maxim Roy (série “Shadowhunters”). A estreia comercial está marcada para 16 de março nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Série policial Instinct será primeiro drama da TV aberta americana com protagonista gay
A rede CBS confirmou que sua nova atração policial “Instinct” será a primeira série de drama da TV aberta americana com um protagonista gay. O trailer divulgado sugere a inclinação sexual do personagem vivido por Alan Cumming (da série “The Good Wife”). Mas coube ao próprio ator, que é gay na vida real, ressaltar a orientação do protagonista durante o evento de imprensa semestral da TCA (Television Critics Association). “Foi uma das razões pelas quais eu quis fazer a série”, disse Cumming, que também é produtor executivo do drama. “Por ser o primeiro drama de rede [com um protagonista gay] de TV dos EUA, é uma coisa incrível e uma coisa terrível ao mesmo tempo. Social e politicamente, enquanto as pessoas gays estão sendo perseguidas e nossos direitos sendo removidos, e o presidente tolera a perseguição contra os homossexuais com seu silêncio, tornou-se importante ter um personagem com um casamento saudável com alguém do mesmo sexo na TV. Eu aplaudo todos na CBS por terem a coragem de produzir isso agora, num clima em que talvez não seja o melhor para isto. Mas acho que, justamente por isto, é o momento perfeito para fazê-lo”. “Instinct” é baseado no romance homônimo do escritor James Patterson (autor do livro que inspirou a série “Zoo”) e gira em torno do Dr. Dylan Reinhart, um ex-agente da CIA que se tornou escritor e professor, e que é procurado pela polícia para auxiliar uma investigação, após um serial killer se inspirar num de seus livros para cometer assassinatos. Apesar da distinção LGBT do protagonista, a premissa é bastante convencional: mais uma trama policial alimentada pelo conflito de uma parceria forçada entre um profissional e um amador – fórmula que tem sido requentada desde que Eddie Murphy estreou no cinema há 36 anos com “48 Horas”. Junte-se à receita o elemento literário e o resultado fica ainda mais próximo do óbvio, ou melhor, de “Castle”. Não por acaso, a rede CBS é responsável pelas produções mais convencionais da TV americana. E, ironicamente, vinha sendo criticada pela falta de diversidade entre os personagens de suas séries. Roteiros e produção de “Instinct” estão a cargo do showrunner Michael Rauch (criador de “Beautiful People”), que tomou algumas “liberdades” com o livro de Patterson, trocando o sexo de alguns personagens masculinos – para “subverter a dinâmica tradicional”, em suas palavras, embora na prática isso tenha tornado a série ainda mais parecida com “Castle”. O elenco inclui Bojana Novakovic (série “Satisfaction”), Sharon Leal (série “Supergirl”), Daniel Ings (série “The Crown”), Naveen Andrews (série “Sense8”) e Whoopi Goldberg. A série estréia em 11 de março nos Estados Unidos. Confira o trailer abaixo.
120 Batimentos por Minuto registra radicalização histórica pela vida contra a Aids
Despontam os anos 1990 e há quase uma década a descoberta da Aids já produziu mudanças muito intensas no comportamento e na vida das pessoas. Estigmatizando grupos, como os homossexuais, bissexuais, prostitutas, dependentes de drogas, hemofílicos, pessoas encarceradas. A sociedade ainda não sabia lidar bem com uma questão que mexia diretamente com a vida sexual, com valores, comportamentos, hábitos. Que exigia prioridade e investimentos do Estado e um grande trabalho educacional, que envolvia, sobretudo, o combate aos preconceitos e a necessidade de encarar a vida real, sem tabus. Mais ainda do que isso: era preciso encarar a morte de frente. O filme de Robin Campillo trata desse momento político fundamental, na França, a partir da atuação de um grupo de ativistas, o Act Up Paris, que reunia soropositivos, doentes com Aids e colaboradores, em luta por uma prevenção eficaz e tratamento para os portadores do vírus HIV e para os doentes que acumulavam um número de mortes trágico. Enfrentar uma sentença de morte sem que a pesquisa evoluísse o suficiente para gerar esperanças, sem poder contar com tratamento efetivo e disponibilização dos medicamentos então existentes – AZT e DDI – e tendo de enfrentar o preconceito social e o descaso das autoridades, exigia, como ainda exige, que as pessoas se organizassem. O grupo retratado, como o filme mostra, partia para ações agressivas para poder ser ouvido e notado, como jogar tinta vermelha em pessoas e instituições que estavam sendo questionadas, denotando um desespero e a falta de mecanismos de diálogo eficazes. A ponto de simbolizar o rio Sena todo vermelho do sangue que contamina e mata. As sequências finais, que não vou revelar aqui, são muito fortes e representativas de uma luta radicalizada. Gente jovem encarando tanto uma sexualidade que buscava se expressar, apesar da contaminação, quanto a perspectiva da morte, se organiza politicamente e parte para o ativismo, tentando ser democrática. Não é fácil. A urgência acirra os conflitos, produz dissenção, julgamentos às vezes injustos, competitividade. E excessos. Mas a vida pulsa, os desejos se manifestam, ainda que não possam ser duradouros. É de tudo isso que o filme fala, em personagens emotivamente fortes e impactantes, que fizeram emocionar às lágrimas o presidente do júri do Festival de Cannes, Pedro Almodóvar. Ele sempre trabalhou com essa temática, mas num registro diferente, em que a compreensão, a solidariedade e o humor encontravam guarida e davam um respiro à situação retratada. Esses elementos também estão presentes em “120 Batimentos por Minuto”, mas são minoritários e a luta política se sobrepõe a tudo. Chama atenção no filme o contexto fortemente opositor entre a organização da sociedade civil, o governo, os laboratórios e as seguradoras. A realidade brasileira do período foi, certamente, menos conflitiva e alcançaram-se grandes avanços na prevenção e no tratamento da Aids, com a disponibilização universal dos medicamentos alcançando a todos. A ação das ONGs e do Estado resultou em sucesso no controle da epidemia e as ações educacionais prosperaram, detendo o quadro apocalíptico que muitos pintavam. Trabalhei bastante nessa área de prevenção, naquele período, e posso aquilatar que os avanços eram reais. Tanto que me preocupa, hoje, o retrocesso que estamos experimentando, tentando retornar a valores morais do século 19, em pleno século 21. Parece que temos de voltar a proclamar a necessidade do uso da camisinha, da discussão das relações de gênero e da diversidade sexual, como se isso fosse uma coisa nova. Será que a sanha por cortes no tamanho do Estado também vai atingir as políticas de saúde bem sucedidas do Brasil nesse terreno? É bom que o cinema trate do assunto com clareza, como faz “120 Batimentos por Minuto”. É hora de avançar, nunca de retroceder.
Ellen Page se casa em segredo com dançarina de Justin Bieber
A atriz Ellen Page se casou em segredo com a namorada, a dançarina e coreógrafa Emma Portner. “Mal posso acreditar que eu posso chamar essa mulher extraordinária de minha esposa”, escreveu a atriz na legenda de uma foto postada em seu perfil no Instagram, que mostra as mãos das duas com alianças. Portner também escreveu o mesmo texto em seu Instagram. Procurado pelo site da revista People, um assessor de imprensa da atriz confirmou que ela realmente se casou. O relacionamento das duas se tornou público durante o verão americano (inverno no Brasil). Emma é professora no Broadway Dance Center e já apareceu no clipe “Life Is Worth Living”, de Justin Bieber, além de ter participado da turnê Purpose, dançando para o cantor canadense. Ellen Page só se assumiu lésbica recentemente. Durante um discurso para a Campanha de Direitos Humanos de 2014, ela compartilhou sua preferência sexual na esperança de que falar sobre a sua experiência ajudasse outras pessoas que tivessem dificuldades com sua sexualidade. Seu primeiro filme após sair do armário foi “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, no qual foi surpreendida no set com aplausos dos colegas e da equipe. Até hoje lembrada pelo papel-título do filme “Juno” (2007) e como a X-Men Kitty Pryde, Ellen vai voltar a viver uma super-heroína em seu próximo trabalho, que também será a primeira série de sua carreira: a adaptação dos quadrinhos da “Academia Umbrella” para a Netflix. Can’t believe I get to call this extraordinary woman my wife. @emmaportner Uma publicação compartilhada por @ ellenpage em 3 de Jan, 2018 às 12:19 PST I get to call this incredible woman MY WIFE! @ellenpage I LOVE YOU! Uma publicação compartilhada por Emma Portner (@emmaportner) em 3 de Jan, 2018 às 12:19 PST
The Fosters é cancelada para dar lugar a spin-off com suas jovens protagonistas
O canal pago americano Freeform, da Disney, anunciou que a série “The Fosters” vai acabar após cinco temporadas. A boa notícia é que a produção ganhará um spin-off, que manterá o universo dos personagens na TV por mais alguns anos. Em hiato desde setembro, a 5ª e última temporada da série, conhecida no Brasil como “Os Fosters: Família Adotiva”, retorna para exibir seus últimos 11 episódios na terça-feira, dia 9 de janeiro. E três destes capítulos servirão para introduzir a premissa do spin-off, que será centrado em duas personagens centrais da atração original, Callie Jacob (Maia Mitchell) e Mariana Adams Foster (Cierra Ramirez). Para quem não acompanha, “The Fosters” é uma série de família moderna, que gira em torno de um casal lésbico e seus filhos biológicos e adotados. A produção, que é um dos maiores sucessos do Freeform, é assistida por 1,6 milhões de telespectadores ao vivo e superou a marca de 100 episódios produzidos. Ainda sem título, o spin-off vai acompanhar a vida de Callie e Mariana, conforme elas embarcam na próxima fase de suas vidas, agora como jovens adultas. A ideia é similar ao spin-off de “Black-ish”, “Grown-ish”, no próprio Freeform. Praticamente uma continuação, a trama mostrará as duas irmãs de mudanças para uma nova cidade: Los Angeles. Apesar de continuarem vivendo juntas, elas tomarão caminhos muito diferentes. Mariana estará envolvida no mundo tecnológico, enquanto Callie continuará o tipo de trabalho social que já vinha realizando. “Ambos serão confrontadas com os desafios da vida adulta, sem perder de vista seus sonhos, que são conhecidos por todo o público de ‘The Fosters'”, diz o comunicado do projeto. A ideia do spin-off é dos criadores de “The Fosters”, Peter Paige e Bradley Bredeweg, além da produtora da série, Joanna Johnson. O trio sentiu que era hora de as personagens mais novas crescerem e o canal pago gostou da ideia. “Trata-se realmente de expandir o universo e continuar o legado de ‘The Fosters’, mas em um local diferente”, afirmou a vice-presidente de conteúdo do Freeform, Karey Burke. Apesar do cancelamento da série original, seus personagens continuarão a orbitar o spin-off. “Nós planejamos que todos os personagens da série original façam aparições como convidados”, disse Burke. Isso inclui as mães de “The Fosters”, interpretadas por Teri Polo e Sherri Saum. “‘The Fosters’ tem sido consistentemente inovador e premiado, e ajudou a definir uma marca que queremos continuar e expandir, com personagens que sejam autênticos e relevantes para o nosso público”, disse Burke. “O show nunca se desviou da controvérsia, nunca se desviou de temas sociais importantes, e este é o caminho que queremos para o futuro do nosso canal. Estamos extremamente orgulhosos da produção e esperamos continuar sua relevância com a nova série”.












