Funkeiras dão lição a produtor após tuítes preconceituosos contra funk brasileiro
Rick Bonadio, produtor até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas e pelo infame rap sexista animado “Dogão É Mau”, resolveu manifestar preconceito contra o funk brasileiro, após Cardi B ter incorporado o ritmo em sua apresentação no Grammy 2021. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter. “Eu sinto a necessidade de criticar algumas situações porque vejo uma alienação generalizada. O funk precisa evoluir. Os funkeiros precisam ousar evoluir musicalmente para crescer. Não se pode fazer o mesmo sempre porque isso dá certo”, acrescentou Bonadio. Os textos deram início a uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor “ultrapassado”, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. Menosprezar o funk que lançou Anitta ao estrelado internacional e contagiou Cardi B, Major Laser e até Madonna chega a ser mais que elitismo bobo, é negacionismo puro. Música ruim, repetitiva e letras iguais era o que se falava sobre os Beatles na época em que Rick Bonadio nasceu. Ele simplesmente repete o preconceito de seus avós. Anitta foi mais incisiva, ao citar uma crítica dos anos 1960 que dizia o mesmo contra a Bossa Nova, estilo escolhido por Bonadio como contraste ao funk. O saldo positivo da lavação de roupa foi que a discussão trouxe à tona algumas conclusões certeiras da turma do funk, que, ao contrário do que muitos pensam, tem QI altíssimo. Rapidamente os tuítes de Bonadio foram apontados como ilustração perfeita do preconceito de classe e raça, que caracteriza a elite que define o Brasil como uma “democracia racial”, além de demonstrar uma total desconexão com a realidade social do país. O fato de mirar o funk, enquanto sertanejo, pagode e forró poderiam ser alvos dos mesmos argumentos, não passou em branco pelos artistas atingidos. Nem o descaso por musicas feita pelas classes menos privilegiadas. Veja abaixo alguns dos tuítes mais certeiros das estrelas do funk, que perceberam logo o que havia por trás dos comentários, demonstrando entender o Brasil melhor que muitos políticos – e alguns produtores fonográficos. Mesma batida? Vc deve ter parado de pesquisar desde seu último álbum de sucesso. Mesmas letras? Aceito. Porém infelizmente cada um canta uma letra compatível com o nível educacional e cultural que lhe é oferecido. Nesse caso, pelo governo brasileiro para com suas comunidades.. 🤷🏽♀️ — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Por que vocês acham que essa galera do business não ousa falar de outros ritmos? Porque existem grandes empresários por trás… aí a briga dói no bolso… melhor não, né? Mas já com os funkeiiiirosss… quem vai brigar por eles?? — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Entendam uma coisa, galera… é MUITO necessário resistir a esse tipo de comentário. São de pequenas opiniões assim que as coisas crescem aos poucos e podem virar cruciais no futuro. Alguém já viu o filme "Sombra Lunar" na Netflix? Explora essa questão. Uma pequena ideia — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Rick Bonadio veja está aula da Anitta e tente repensar seus (pre)conceitos! pic.twitter.com/eWUlTnxdKL — GirlFromRio❄ (@GirlFromRio5) March 15, 2021 Todos nós temos plena consciência que o funk incomoda, só que há anos o funk se tornou um movimento, um movimento de resistência e que representa a realidade de milhões de brasileiros. O funk já ultrapassou tantas barreiras e criticar já se tornou ultrapassado, resta aceitar! — Ludmilla ⚽️ (@Ludmilla) March 15, 2021 Desmerecer o trabalho do outro é TRISTE e DESRESPEITOSO. — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 O funk evoluiu e cresceu tanto que estava no Grammy ontem. É preciso respeitar nosso movimento. Tenho respeito pelo seu trabalho e esperamos o mesmo respeito. O funk é cultura, é música e tá quebrando barreiras sim. 🙏🏽 https://t.co/oWESPGzmtI — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 Da pra aceitar sim, dá pra respeitar e dá pra você ignorar o ritmo, mas você escolheu "criticar" e "ofender". Sim eu me ofendi, eu canto funk e proibidão mas eu gero empregos, pago imposto e mantenho a comida na minha casa com letras do proibidão. — Valesca Popozuda #Mecomeesome (@ValescaOficial) March 15, 2021 Em pleno 2021 produtor querendo criticar o funk, além de ignorância é algo extremamente elitista e que ignora a importância do funk na vida de tantas pessoas, inclusive na minha. Que cada vez mais a gente possa levar o funk para o mundo! Funkeira com muito orgulho SIM! — Mc Rebecca #ToPreocupada (@mcrebecca) March 15, 2021
Globoplay anuncia documentários de Ludmilla e Lexa
A Globo aproveitou um dos intervalos comerciais do “BBB 21”, na noite de eliminação de Nego Di (16/2) para anunciar algumas novidades do seu serviço de streaming. No teaser exibido pela emissora, os destaques ficaram por conta de documentários musicais focados em dois dos maiores nomes do funk nacional: Ludmilla e Lexa. Os documentários “Ludmilla: Rainha da Favela” e “Lexa” acompanharão as trajetórias das duas cantoras. O vídeo que apresenta cenas das produções não revela previsões de estreia. Veja abaixo o teaser, que inclui séries (nacionais e importadas) e outros conteúdos da programação da Globoplay. Eu tô todo bobo com meu catálogo LINDÃO! 🤩 pic.twitter.com/buMFRyAqGY — globoplay (@globoplay) February 17, 2021
KondZilla atinge 60 milhões de assinantes no YouTube
Considerado o maior canal do YouTube da América Latina, KondZilla atingiu 60 milhões de assinantes nesta terça(1/9). A marca é inédita para um canal de música. Criado há oito anos, o canal já publicou mais de 1,5 mil clipes e acumula mais de 31 bilhões de visualizações. Entre os campeões de views estão “Bum Bum Tam Tam”, de Mc Fioti, e “Olha a Explosão”, do cantor Kevinho. Ambos ultrapassaram a marca de 1 bilhão de exibições cada. “O YouTube nos trouxe até aqui e é muito importante na nossa estratégia, cada vez mais estamos diversificando e nos consolidando em diversas frentes como uma companhia de multiplataformas, sempre inovando e em linha com as tendências do mercado audiovisual e musical”, disse o diretor Konrad Dantas, o Kond, mentor e fundador do canal KondZilla. O perfil oficial da produtora no Instagram também comemorou a marca com os seguidores: “Obrigado a todos que fazem parte dessa história, juntos somos vozes, juntos somos mais fortes! Favela venceu!”. Além de canal no YouTube, KondZilla também é gravadora e atualmente gerencia a carreira de mais de cem artistas, entre eles Lexa, Kevinho, Mc Kekel, Mc Lan e outros. Para completar, virou produtora de séries com o lançamento de “Sintonia”, que se tornou o maior sucesso nacional da Netflix no ano passado. Ver essa foto no Instagram SOMOS 60 MILHÕES!🔥😍O Canal KondZilla acaba de atingir a marca de 60 milhões de inscritos!🎉Obrigado à todos que fazem parte dessa história, juntos somos vozes, juntos somos mais fortes!🚀 FAVELA VENCEU! . . #funk #kondzilla #canalkondzilla #juntossomosvozes Uma publicação compartilhada por K O N D Z I L L A (@kondzilla) em 31 de Ago, 2020 às 12:21 PDT
KondZilla realiza festival online de funk no YouTube
O diretor de clipes e produtor Konrad Dantas, mais conhecido como KondZilla, entrou na onda dos shows online que se popularizaram na quarentena, e lança nesta segunda (20/4) o KondZilla Festival em Casa, lives beneficentes que reunirão estrelas do funk como Lexa, Kevinho, MC Kekel e Jottapê. O evento terá duas edições. Além desta segunda, também vai acontecer na sexta (24/4), sempre a partir das 20h no YouTube. As apresentações acontecerão no canal do próprio KondZilla, que é o mais visto do YouTube, e trará, além de músicas, pedidos de doações para a CUFA (Central Única das Favelas). O objetivo é ajudar a população mais pobre durante a pandemia do novo coronavírus. Na primeira live, vão se apresentar Lexa, Kevinho, Dani Russo e o MC Dede, conhecido pelo funk “Pow Pow Tey Tey”. Já na sexta-feira, o line-up do evento conta com MC Kekel, MC MM, Jottapê e Mila, do hit “Tudo Ok”. O canal de KondZilla é o maior do YouTube, com mais de 57 milhões de inscritos. Além dos artistas que se apresentam no festival online, ele também produziu e lançou clipes de nomes conhecidos do funk, como Kevinho, Bonde das Maravilhas e MC Bin Laden. Além disso, o produtor também criou a série brasileira “Sintonia”, estrelada por Jottapê e já renovada para a 2ª temporada na Netflix.
Lexa lança clipe de funk para curtir a quarentena
A cantora Lexa lançou “Largadão”, um funk divertido que tem como temática o aspecto dolce far niente do isolamento social, medida assumida contra a pandemia do novo coronavírus. O single, que chegou nas plataformas de streaming de música no início da madrugada de sexta (17/4), exalta o descanso forçado da quarentena e veio acompanhado por um clipe, gravado na casa da artista, com participação de sua família. O vídeo não é exatamente caseiro, com boa iluminação e fotografia profissional. O visual é tão caprichado que entrega o envolvimento de profissionais. Se bem que a cara de pau jura que gravou sem equipe. “Que babado é gravar sem equipe, misericórdia. Mas consegui! Deu certo! Um clipe em casa, sem grandes produção (sic), mostrando minha casa, meu momento e espero realmente que gostem. Eu coloquei a voz em casa (aprendi, comprei um home studio), gravei o clipe em casa (com ajuda do FaceTime), literalmente coloquei a mão na massa”, explicou nas redes sociais. Só que não. O trabalho foi dirigido por Mess Santos (que já tinha gravado Lexa em “Fato Raro”), teve edição, pós-produção de efeitos e o responsável pela câmera até participou como cozinheiro no vídeo. Não por acaso, “Largadão” contrasta muito com outras produções criadas durante a atual quarentena, inclusive com o “clipe de celular” que seu marido, MC Guimê, lançou na semana passada (veja “Fight” aqui). O comentário “sem equipe” de Lexa deve representar ausência de maquiadora, cabeleireira, figurinista, coreógrafo, cenografista, assistente que leva água e faz massagem nos pés. Ela trabalhou com equipe mínima e em sua própria casa. Tudo bem, já que não estamos em “lockdown” e todos podem ter praticado medidas de prevenção para as gravações. No clipe, Lexa aparece de lingerie em sua cama, largadona como sugere título da faixa, mas quem rouba a cena é sua vovó contra-regra. Dona Conceição dança muito, junto com MC Guimê e o “cozinheiro”, todos em fantasias-pijamas de bichinhos (que evocam um antigo comercial da Parmalat). A família, por sinal, ainda inclui quatro bichinhos de verdade, os cachorros do casal.




