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  • Filme

    Scorsese mudou final de “Os Infiltrados” para não criar franquia

    28 de setembro de 2023 /

    O diretor Martin Scorsese assumiu a culpa pelo criticado final de “Os Infiltrados”. O filme vencedor do Oscar de 2007 é um remake de “Conflitos Internos” (Infernal Affairs), policial de Hong Kong cultuadíssimo de 2002, dirigido por Andrew Lau. Muitos cinéfilos consideram o filme de Lau superior ao de Scorsese e um dos pontos que são apontados como grande diferencial é justamente o fim, uma vez que a versão chinesa não cede ao moralismo hollywoodiano. Durante uma entrevista à GQ, Scorsese revelou que a Warner Bros. pediu-lhe que ele alterasse o final para que refletisse a produção original. O estúdio queria que um dos dois protagonistas sobrevivesse. O diretor protestou e não cedeu. “O que eles queriam era uma franquia”, disse Scorsese. “Não se tratava de uma questão moral de uma pessoa viver ou morrer.”   Ninguém vive Os Infiltrados rendeu a Scorsese seu primeiro troféu de Melhor Diretor, além de conquistar Oscars de Melhor Filme e Roteiro (inferior ao original). Na trama, Matt Damon vive um espião da máfia irlandesa infiltrado na polícia, que se destaca como bom policial, enquanto Leonardo DiCaprio interpreta um policial disfarçado de mafioso, cada vez mais ambientado no crime. Ambos acabam mortos no desfecho. Segundo Scorsese, o público adorou o final nas exibições-teste, mas o estúdio ficou “muito triste, porque simplesmente não queria aquele filme. Eles queriam a franquia. O que significa que não posso mais trabalhar aqui.” Scorsese criticou a obsessão de Hollywood por franquias. “O perigo é o que isso está causando à nossa cultura, porque agora haverá gerações que pensarão que os filmes são apenas isso.” Ele estendeu a crítica aos filmes da Marvel e acrescentou: “Acho que o conteúdo fabricado não é realmente cinema”. Uma frase corajosa para o diretor que fez clássicos originais ignorados pela Academia, apenas para ser premiado com um remake hollywoodiano.   Decisão moralista O final de Scorsese reflete um ponto de vista cristão ocidental por ser extremamente moralista, em sua decisão de punir ambos os “pecadores” e não permitir arco de redenção. Já a história original de “Conflitos Internos” termina com um dos protagonistas vivos, marcando o início de um trilogia com prólogo e continuação, ambos lançados antes do remake americano. Toda a franquia original é cultuadíssima. Veja abaixo os trailers do remake e do original.

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  • Filme

    Assassinos da Lua das Flores: Filme de Scorsese e DiCaprio ganha novo trailer

    13 de setembro de 2023 /

    A Paramount divulgou um novo trailer de “Assassinos da Lua das Flores” (Killers of the Flower Moon), dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Leonardo DiCaprio (ambos de “O Lobo de Wall Street”). O filme será lançado nos cinemas em outubro, antes de chegar ao streaming da Apple TV+. A prévia destaca a trama dramática da produção, além de enfatizar o papel dos protagonistas, com DiCaprio dividido entre sua esposa indígena, interpretada por Lily Gladstone (“Billions”), e a lealdade à família, representada pelo ganancioso personagem de Robert De Niro (“Os Infiltrados”). O ponto de discórdia é a terra da tribo Osage, cheia de petróleo, cuja disputa rende uma série de assassinatos, que chamam a atenção do FBI. O filme é uma adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca os assassinatos cometidos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma, e seu roteiro foi escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”). Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. “Assassinos da Lua das Flores” é a sexta parceria entre o Scorsese e DiCaprio, após “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados (2006), “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013). Mas é a primeira vez que DiCaprio contracena com De Niro num filme do diretor – que tem os dois atores como maiores parceiros de sua carreira. Além da dupla famosa, também participam da produção Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”), Brendan Fraser (“A Baleia”), John Lithgow (“The Crown”), Tantoo Cardinal (“Stumptown”), Pat Healy (“Station 19”), Louis Cancelmi (“Billions”), Gary Basaraba (“Suburbicon”), Tatanka Means (“The Son”), Scott Shepherd (“X-Men: Fênix Negra”), Cara Jade Myers (“Rutherford Falls”) e os músicos Sturgill Simpson (“A Caçada”) e Jason Isbell (“Squidbillies”). A estreia está marcada para 19 de outubro nos cinemas brasileiros, duas semanas depois do lançamento nos EUA.

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  • Etc

    Astros de Hollywood doam US$ 15 milhões para apoiar greve dos atores

    2 de agosto de 2023 /

    Astros de Hollywood estão respondendo ao chamado da Fundação SAG-AFTRA, doando US$ 1 milhão ou mais cada um para ajudar seus colegas artistas durante as greves contínuas de atores e escritores. A fundação anunciou na quarta-feira que, nas últimas três semanas, arrecadou mais de US$ 15 milhões de uma crescente lista de doadores de US$ 1 milhão para o Programa de Assistência Financeira de Emergência da Fundação. Entre os doadores estão Dwayne “The Rock” Johnson, George e Amal Clooney, Luciana e Matt Damon, Leonardo DiCaprio, Hugh Jackman e Deborra-lee Furness, Nicole Kidman, Jennifer Lopez e Ben Affleck, Ryan Reynolds e Blake Lively, Julia Roberts, Arnold Schwarzenegger, Meryl Streep e Oprah Winfrey. Apoio em tempos de crise “Com o apoio de algumas das maiores estrelas de Hollywood, a Fundação está se preparando para trazer ajuda e esperança a milhares de atores profissionais enfrentando uma tremenda dificuldade econômica”, disse a organização em um comunicado divulgado nesta quarta (2/8). Courtney B. Vance, presidente da Fundação SAG-AFTRA, afirmou: “A indústria do entretenimento está em crise e a Fundação SAG-AFTRA está atualmente processando mais de 30 vezes o nosso número usual de pedidos de ajuda de emergência. Recebemos 400 inscrições apenas na última semana. Nosso Programa de Assistência Financeira de Emergência está aqui para garantir que os artistas em necessidade não percam suas casas, tenham a capacidade de pagar por serviços públicos, comprar alimentos para suas famílias, comprar medicamentos que salvam vidas, cobrir contas médicas e mais. É um desafio enorme, mas estamos determinados a enfrentar este momento. Por mais de 38 anos, a Fundação tem sido uma rede de segurança para nossa comunidade durante seus momentos mais desafiadores, e assim como a pandemia da Covid, essa paralisação do trabalho amplifica as condições de vida precárias e o estresse financeiro de muitos atores vivendo de salário em salário.” Solidariedade entre artistas Dwayne Johnson ajudou a iniciar a campanha com uma doação de sete dígitos, disse Vance, observando que Streep e George Clooney, dois apoiadores de longa data da fundação e líderes de seu Conselho de Atores, então “deram um passo à frente com doações de US$ 1 milhão, e-mails e muitos apelos à ação para mobilizar outros a doar generosamente. Superamos nossa meta inicial porque nosso povo está se unindo, mas ainda não terminamos. Nossa arrecadação de fundos continuará para atender às necessidades avassaladoras de nossa comunidade agora e no futuro.” Além da doação, Streep e Clooney pediram às empresas que encerrem as greves. Declarações dos doadores “Eu me lembro dos meus dias como garçom, faxineiro, datilógrafo, até mesmo do meu tempo na fila do desemprego”, disse Streep em um comunicado. “Nesta ação de greve, tenho a sorte de poder apoiar aqueles que vão lutar em uma ação longa para se sustentar contra Golias. Vamos nos manter fortes juntos contra essas poderosas corporações que estão empenhadas em tirar a humanidade, a dignidade humana, até mesmo o humano de nossa profissão. Tenho mais orgulho de meus colegas atores que imediatamente se ofereceram para financiar o Programa de Assistência Financeira de Emergência.” “Estamos prontos para voltar à mesa e fazer um acordo justo com a AMPTP”, disse Clooney. “Até lá, tenho orgulho de poder apoiar a Fundação SAG-AFTRA e meus colegas atores que podem estar passando por dificuldades neste momento histórico. Estivemos nos ombros de pessoas como Bette Davis e Jimmy Cagney e é hora de nossa geração retribuir. Não posso agradecer o suficiente a Courtney por sua determinação em montar este esforço, jogando luz sobre o custo humano que está acontecendo agora, e como podemos trabalhar juntos para aliviar parte da dor e do sofrimento.” As paralisações em Hollywood começaram quando o Sindicato dos Escritores (WGA) entrou em greve contra a Aliança dos Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP) em 2 de maio. A organização foi seguida pelo Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA) em 14 de julho.

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  • Filme

    Assassinos da Lua das Flores: Filme de Scorsese e DiCaprio ganha trailer completo

    5 de julho de 2023 /

    A Paramount divulgou o trailer completo de “Assassinos da Lua das Flores” (Killers of the Flower Moon), o novo filme dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Leonardo DiCaprio (ambos de “O Lobo de Wall Street”). O filme será lançado nos cinemas em outubro, antes de chegar ao streaming da Apple TV+. A prévia destaca o apuro visual da produção, além de enfatizar o papel dos protagonistas, com DiCaprio dividido entre sua esposa indígena, interpretada por Lily Gladstone (“Billions”), e a lealdade à família, representada pelo ganancioso personagem de Robert De Niro (“Os Infiltrados”). O ponto de discórdia é uma série de assassinatos, que chamam a atenção do FBI. O filme é uma adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca assassinatos cometidos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma, e seu roteiro foi escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”). A trama gira em torno do massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. “Assassinos da Lua das Flores” é a sexta parceria entre o diretor e DiCaprio, após “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados (2006), “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013). Mas é a primeira vez que DiCaprio contracena com De Niro num filme do diretor – que tem os dois atores como maiores parceiros de sua carreira. Além da dupla famosa, também participam da produção Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”), Brendan Fraser (“A Baleia”), John Lithgow (“The Crown”), Tantoo Cardinal (“Stumptown”), Pat Healy (“Station 19”), Louis Cancelmi (“Billions”), Gary Basaraba (“Suburbicon”), Tatanka Means (“The Son”), Scott Shepherd (“X-Men: Fênix Negra”), Cara Jade Myers (“Rutherford Falls”) e os músicos Sturgill Simpson (“A Caçada”) e Jason Isbell (“Squidbillies”). A estreia está marcada para 19 de outubro nos cinemas brasileiros, duas semanas depois do lançamento nos EUA.

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    Leonardo DiCaprio enaltece Lula e critica Bolsonaro sobre Amazônia

    4 de julho de 2023 /

    Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em… Hollywood”) usou as redes sociais para elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela queda do desmatamento na Floresta Amazônica em abril. Em contrapartida, o ator criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que deixou o cargo em janeiro deste ano com recordes de desmatamentos. Divulgada em seu perfil no Instagram, a publicação trouxe uma montagem gráfica de Lula ao lado de uma foto da região amazônica. “Sob Lula, o desmatamento na Amazônia em abril de 2023 foi 68% menor do que em 2022”, diz a imagem. Na legenda, o ator reproduziu um texto de uma organização ambiental que abordava os dados divulgados na última sexta-feira (30/6) pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O texto ressalta que a queda ocorreu após dois meses de aumento no desmatamento, registrado em fevereiro e março, porém, considerando a análise anual, o desmatamento ainda apresentou uma redução geral de 40%. Em seguida, a mensagem ainda apontava que Bolsonaro havia flexibilizado as medidas de fiscalização contra o desmatamento na Amazônia. “Muitos estão atribuindo algum mérito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois ele iniciou ações para restabelecer políticas de proteção à Amazônia e aos direitos indígenas após assumir o cargo”, diz a legenda. “O presidente anterior, Jair Bolsonaro, enfraqueceu tais medidas, resultando no nível mais alto de desmatamento em 15 anos durante sua administração”. Vale mencionar que essa não foi a primeira vez que DiCaprio enalteceu o governo Lula sobre Bolsonaro. Em maio, o ator celebrou as políticas voltadas para os povos indígenas propostas pelo atual governo e ainda comparou a gestão com a de Bolsonaro, criticando o ex-presidente por ter, segundo ele, violado os direitos dessas populações.   DiCaprio e a Amazônia Leonardo DiCaprio é conhecido não apenas por sua atuação no cinema, mas também por seu engajamento em questões ambientais. Embora mantenha sua vida pessoal privada, o ator é bastante ativo nas redes sociais para utilizar as plataformas em favor das causas que defende. Nos últimos anos, a preservação da Amazônia tem sido um dos temas que mais tem recebido seu apoio. Em janeiro, o ator prometeu arrecadar US$ 100 milhões para o Fundo Amazônia, voltado ao financiamento de ações para preservação da floresta. Sua organização filantrópica foi uma das envolvidas na doação de US$ 200 milhões pelo POP (Protegendo Nosso Planeta) no mês de junho. O valor arrecadado foi direcionado para a proteção da Amazônia e dos povos indígenas da região. DiCaprio também anunciou que fará um documentário sobre a floresta intitulado “We Are Guardians” (em português, “Somos Guardiões”).

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  • Filme

    James Cameron vê similaridades entre desastre do Titanic e submersível que implodiu

    22 de junho de 2023 /

    James Cameron, o diretor de “Titanic” e da franquia “Avatar”, confessou estar chocado com o recente caso do submarino que implodiu em uma expedição ao verdadeiro navio naufragado no Oceano Atlântico. Em entrevista ao jornal americano ABC News, o diretor comparou a tragédia com o desastre de 1912. “Estou chocado com a semelhança com o desastre do Titanic em si, no qual o capitão foi repetidamente avisado sobre o gelo à frente de seu navio, e no entanto continuou a toda velocidade em um campo de gelo”, declarou. O Titanic está localizado a cerca de 3.800 metros de profundidade ao Norte do Oceano Atlântico, na costa de Newfoundland, no Canadá. A tragédia aconteceu após a embarcação colidir com um iceberg no ano de 1912. Nas telonas, a história foi retratada por Cameron no longa de 1998, estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.   Diretor visitou o Titanic 33 vezes Interessado em explorar os detalhes da história, o diretor já visitou os destroços do navio 33 vezes. Inclusive, imagens gravadas durante suas expedições fizeram parte de seu documentário “Fantasmas do Abismo”, lançado em 2003. A produção levou Cameron, o ator Bill Paxton e outros membros do elenco de “Titanic” para visitar o navio naufragado. Ao longo dos anos, o cineasta acumulou experiências nas viagens marítimas rumo as profundezas. Em 2014, ele foi com um submersível em uma expedição à Fossa das Marianas, considerado o local mais profundo do oceano, a quase 11 mil metros abaixo da superfície. “Como um desenvolvedor de submersíveis, eu mesmo desenhei e construí um submersível, para ir ao local mais profundo do oceano, três vezes mais fundo que o Titanic, então eu entendo os problemas de engenharia associados com a construção desse tipo de veículo”, afirmou.   Tragédia anunciada Sobre a tragédia do submarino da Ocean Gate, que resultou na morte dos cinco tribulantes, o diretor apontou o teor amador da expedição. “Muitas pessoas da comunidade estavam preocupadas com este submarino e até escreveram cartas à empresa dizendo que o que eles estavam fazendo era muito experimental e que precisava de certificação”. A embarcação desapareceu no Oceano Atlântico no último domingo (18/6), quando perdeu contato com a superfície apenas 1 hora e 45 minutos após começar a descer em direção ao Titanic. A viagem reuniu quatro passageiros e um piloto. O caso repercutiu na mídia pelo aspecto improvisado dos equipamentos, como o controle similar a um console de videogame e a comunicação com a superfície por meio de mensagens. Após dias realizando as buscas, a Guarda Costeira dos Estados Unidos declarou nesta quinta-feira (22/6) que o submarino implodiu e todos que estavam a bordo morreram. Os representantes da equipe de resgate declararam que as investigações ainda vão continuar para identificar os detalhes da tragédia.   Cameron conhecia um dos tripulantes Durante a entrevista para a ABC News, Cameron ainda revelou que era próximo de uma das vítimas. “Paul-Henry Nargeolet, o lendário piloto francês, é um amigo meu”, falou. “É uma comunidade muito pequena. Eu o conheço há 25 anos. Que ele tenha morrido dessa forma trágica é quase impossível de processar”. A Ocean Gate começou a fazer expedições aos destroços do Titanic em 2019 com o ingresso para a experiência custando US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) por pessoa. A empresa lamentou a morte dos tripulantes. “Esses homens eram verdadeiros exploradores. Nós lamentamos a perda de vida e a alegria que eles trouxeram a todos que conheceram”, declarou em comunicado.

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  • Filme

    Martin Scorsese anuncia novo filme sobre Jesus após pedido do Papa Francisco

    29 de maio de 2023 /

    O consagrado diretor Martin Scorsese, de filmes “Os Bons Companheiros” (1990) e “Taxi Driver” (1976), revelou planos de fazer um novo filme sobre Jesus Cristo. Após marcar presença no Festival de Cannes na última semana para a estreia de seu mais recente trabalho, “Assassinos da Lua das Flores”, o diretor embarcou para a Itália, onde teve um encontro com o Papa Francisco. Durante a conferência “A Estética Global da Imaginação Católica”, sediada em Roma no último sábado (27/5), o cineasta contou que decidiu atender um apelo do Papa. “Respondi ao apelo do Papa da única maneira que sei: imaginando e escrevendo um roteiro para um filme sobre Jesus Cristo”, declarou. “Estou prestes a começar”. Antes de comparecer ao evento, Scorsese teve a oportunidade de conhecer o Papa Francisco em uma audiência privada ao lado da esposa, Helen, no Vaticano. Segundo o editor Antonio Spadaro, da Variety, a conversa entre os dois foi uma troca de referências sobre filmes, onde o diretor teria se emocionado com o apelo do Papa para “deixar-nos ver Jesus”. Vale lembrar que Scorsese já dirigiu um filme sobre Jesus, “A Última Tentação de Cristo” (1988), com o ator Willem Dafoe no papel principal, que causou polêmica na Igreja Católica por mostrar um delírio de Jesus, em que ele recusa o plano de Deus para se sacrificar. Mas o desfecho da obra foi bíblico. O diretor também se inspirou na religião para filmar “Silêncio” (2016), que abordou a repressão aos jesuítas cristãos no Japão. Ele também fez um filme budista, “Kundun” (1997), retratando a vida do Dalai Lama. Enquanto os planos para o próximo filme do diretor tomam forma, “Assassinos da Lua das Flores” já alimenta expectativas entre os cinéfilos, após uma première elogiadíssima no Festiva de Cannes. Estrelado por Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em… Hollywood”), Lily Gladstone (“Certas Mulheres”), Robert De Niro (“O Irlandês”) e outros artistas renomados, o longa é ambientado no estado americano Oklahoma na década de 1920 e retrata o massacre de uma tribo indígena por empresários gananciosos pelo petróleo encontrado em suas terras. Com 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o longa produzido pela Apple estreia em 19 de outubro nos cinemas brasileiros, antes de chegar na plataforma Apple TV+.

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  • Etc

    Leonardo DiCaprio elogia política indígena do governo Lula

    28 de maio de 2023 /

    O ator Leonardo DiCaprio utilizou sua conta no Instagram neste domingo (28/5) para expressar admiração e elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Num texto publicado ao lado de um foto do presidente do Brasil, Di Caprio celebrou as políticas voltadas para os povos indígenas propostas pelo atual governo e ainda traçou um paralelo com a gestão anterior do país, criticando-a por ter, segundo ele, violado os direitos dessas populações. “Em uma vitória para os direitos indígenas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a demarcação de seis terras indígenas: TI Arara do Rio Amônia, TI Kariri-Xocó, TI Rio dos Índios, TI Tremembé da Barra do Mundaú, TI Avá-Canoeiro e TI Uneiuxi. Esse progresso ocorre depois que o governo anterior não apenas paralisou as demarcações, mas violou os direitos dos povos indígenas do país”, escreveu DiCaprio. O astro de Hollywood ainda citou os decretos e iniciativas do governo brasileiro e parabenizou os envolvidos na luta pelos povos indígenas. “Lula também: assinou um decreto para estabelecer um comitê voltado para a proteção, recuperação, conservação e uso sustentável dos recursos naturais em territórios indígenas; reiniciou o Conselho Nacional de Política Indigenista, que permite a participação igualitária dos povos indígenas na apresentação e no monitoramento da aplicação de políticas públicas voltadas para os povos indígenas; garantiu mais de US$ 2,4 milhões para o desenvolvimento econômico e a recuperação das comunidades indígenas Yanomami na Amazônia. Parabéns a todos os envolvidos nessas conquistas fundamentais”. A publicação de DiCaprio surge poucos dias após um cenário interno de insatisfação entre as comunidades indígenas devido à possibilidade de votação do Marco Temporal e pelo enfraquecimento da estrutura do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), duas iniciativas da Câmara dos Deputados. Estão previstos protestos na capital do país nos próximos dias. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio)

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    Leonardo DiCaprio encontra Sonia Guajajara e Célia Xakriabá no Festival de Cannes

    22 de maio de 2023 /

    A Ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara e a deputada federal Célia Xakriabá encontraram-se com o ator Leonardo DiCaprio durante o Festival de Cannes, na França. “Foi uma honra encontrar Sônia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas do Brasil, e Célia Xakriabá, deputada da Câmara dos Deputados do Brasil”, disse o premiado ator em suas redes sociais. O encontro ocorreu no âmbito do Re:Wild, um evento organizado por DiCaprio que congrega milhares de representantes indígenas para dialogar sobre soluções ambientais. DiCaprio ressaltou: “Este evento é um apoio aos povos indígenas que lideram a conservação da floresta amazônica. Minha organização @rewild e nossos parceiros apoiam os mais de 900.000 indígenas de 300 grupos indígenas do Brasil”. O evento também foi prestigiado pela atriz indígena americana Lily Gladstone, que vive a esposa de DiCaprio em “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese. Com performance muito elogiada no Festival de Cannes, Gladstone já é aposta no Oscar 2023 como Melhor Atriz. Guajajara viajou à França para o lançamento do programa Amazônia Fund Alliance, destinado à captação de recursos para a proteção e o desenvolvimento sustentável do bioma. Ela e Xakriabá foram convidadas pelo Better World Fund para comparecerem ao Festival de Cannes. Durante o evento, Guajajara foi homenageada com um prêmio reconhecendo sua contribuição na proteção das florestas e na luta contra a crise climática. Em suas redes sociais, ela destacou: “Fomos premiadas pelo trabalho realizado em defesa dos povos indígenas e da floresta, mas é um prêmio que também representa os mais de 1,5 milhão de cocares em nosso país. É uma honra para todos os povos indígenas do mundo, que preservam 80% da biodiversidade do planeta”. This event was to support the Indigenous people leading the conservation of the Amazon rainforest. My organization @rewild and our partners stand with Brazil's +900,000 Indigenous people from 300 Indigenous groups. 📷: Leo Otero pic.twitter.com/jhIxixZX3T — Leonardo DiCaprio (@LeoDiCaprio) May 22, 2023

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  • Filme

    Aplaudido e elogiado, novo filme de Scorsese já é considerado favorito ao Oscar

    21 de maio de 2023 /

    Depois de aplausos de quase 10 minutos no Festival de Cannes, o novo filme de Martin Scorsese (“O Irlandês”) ganhou críticas estelares. “Assassinos da Lua das Flores” atingiu 96% de aprovação no Rotten Tomatoes – com apenas uma das 27 críticas sendo negativa. O filme é uma adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca assassinatos cometidos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. Os direitos do livro foram adquiridos por US$ 5 milhões em 2016 por Scorsese e Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”) e o roteiro foi escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”). A trama gira em torno do massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Robert De Niro vive o vilão (“O Irlandês”), o fazendeiro William Hale, determinado a obter direitos de petróleo. E para isso com a ajuda de seu sobrinho, Ernest Burkhart, papel de Leonardo DiCaprio, que era casado com Mollie Burkhart (Lily Gladstone), membro da tribo cujos familiares foram assassinados por Hale e seus associados. Apesar da presença dos dois astros famosos, que nunca tinham contracenado antes, os elogios dos críticos se concentraram na performance de Gladstone, que inclusive já sendo cotada para uma potencial indicação ao Oscar de Melhor Atriz. A crítica do The Hollywood Reporter observa que “muitos de nós estivemos esperando impacientemente que Gladstone conseguisse um papel substancial desde seu trabalho sensível em ‘Certas Mulheres’ (2016) de Kelly Reichardt. E coube a um diretor frequentemente criticado por sua escassez de personagens femininas dimensionais não apenas fornecer esse papel, mas torná-la o coração ferido de seu filme.” “Ela tem a atuação mais extraordinária de uma mulher em qualquer um dos filmes de Scorsese”, exaltou o jornal britânico The Independent. Leonardo DiCaprio também parece ser um candidato forte para uma possível indicação de Melhor Ator, com vários críticos dizendo que o papel, contrário ao tipo que o ator costuma desempenhar, é uma vitrine impressionante. O IndieWire chega a ponto de dizer que o filme contém “a melhor performance de toda a carreira de Leonardo DiCaprio… Sua interpretação matizada e inflexível como o repugnante Ernest Burkhart extrai novas maravilhas da longa falta de vaidade do ator.” Alguns críticos comentaram que Scorsese optou por não se concentrar muito na investigação do FBI sobre os assassinatos, mencionando que Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”), que interpreta o agente real do FBI Tom White, só se torna proeminente na última hora, e outros atores de renome, como John Lithgow (“The Crown”) e Brendan Fraser (“A Baleia”), só têm pequenos papéis, mas os mesmos críticos também observam que focar a narrativa nos Burkharts foi a decisão mais acertada do diretor. “A sensação é de uma ferida aberta até o fim”, escreveu o Vulture. Considerado o primeiro western da carreira de Scorsese, o filme também foi elogiado como um dos melhores westerns já feitos pelo London Evening Standard: “Eu até colocaria minha bota de cowboy em risco e declararia que este é um dos melhores westerns já feitos e quase certamente o melhor filme de 2023 até agora”. “Assassinos da Lua das Flores” também está já sendo considerado, precocemente, como um dos favoritos ao Oscar 2024 de Melhor Filme. O longa foi exibido fora de competição no Festival de Cannes e estreia em 19 de outubro nos cinemas brasileiros, antes de seu lançamento na Apple TV+.

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    Novo filme de Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio ganha primeiro teaser

    18 de maio de 2023 /

    A Apple TV+ divulgou o primeiro teaser de “Killers of the Flower Moon”, o novo filme dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Leonardo DiCaprio (ambos de “O Lobo de Wall Street”), que terá première mundial no Festival de Cannes. Com narração de DiCaprio, a prévia destaca o apuro visual da produção, que chega a lembrar pinturas ao recriar cenas do começo do século 20, além de enfatizar o papel de Robert De Niro (“O Irlandês”) como vilão e mostrar uma procissão de astros. O filme é uma adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca assassinatos cometidos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A obra foi lançada no Brasil com o título de “Assassinos da Lua das Flores”. Os direitos do livro foram adquiridos por US$ 5 milhões em 2016 por Scorsese e DiCaprio e o roteiro foi escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”). A trama gira em torno do massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. “Killers of the Flower Moon” é a sexta parceria entre o diretor e DiCaprio, após “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados (2006), “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013). Mas é a primeira vez que DiCaprio contracena com De Niro num filme do diretor – que tem os dois atores como maiores parceiros de sua carreira. Além da dupla famosa, também participam da produção Lily Gladstone (“Billions”), Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”), Brendan Fraser (“A Baleia”), John Lithgow (“The Crown”), Tantoo Cardinal (“Stumptown”), Pat Healy (“Station 19”), Louis Cancelmi (“Billions”), Gary Basaraba (“Suburbicon”), Tatanka Means (“The Son”), Scott Shepherd (“X-Men: Fênix Negra”), Cara Jade Myers (“Rutherford Falls”) e os músicos Sturgill Simpson (“A Caçada”) e Jason Isbell (“Squidbillies”). O filme será lançado em outubro nos cinemas, antes do lançamento em streaming.

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    Festival de Cannes começa com polêmica, volta de brasileiros e recorde de cineastas femininas

    16 de maio de 2023 /

    O 76º Festival de Cannes inicia nesta terça-feira (16/5), em meio a críticas e mudanças. Após uma versão simbólica em 2020 e uma mais enxuta em 2021, o festival reconquista neste ano o seu posto como a maior e mais glamourosa plataforma da indústria no planeta. Saudado por sua importância na revelação de grandes obras, que pautarão o olhar cinematográfico pelo resto do ano, o evento francês também costuma enfrentar críticas por elencar personalidades envolvidas em escândalos. Neste ano, o evento abrirá com a exibição do drama histórico “Jeanne du Barry” (fora de competição), estrelado por Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald”), que está recuperando sua imagem após ser acusado de agredir e violentar sua ex-esposa, Amber Heard. Em relação às críticas, o diretor do evento, Thierry Fremaux, afirmou não se importar com o julgamento do ator. “Não conheço a imagem de Johnny Depp nos Estados Unidos. Não sei o que é, Johnny Depp só me interessa como ator. Sou a pessoa menos indicada para falar de tudo isso, porque se há alguém que não se interessou por este mesmo julgamento midiático, sou eu”, declarou Frémaux. Esta não é a primeira vez que o evento é criticado por ignorar pautas femininas. O festival, que estendeu tapete vermelho para Woody Allen exibir “Meia-Noite em Paris” e “Café Society” (durante o auge do #MeToo), também “perdoou” o cineasta Lars von Trier (“Melancolia”), acusado pela cantora Björk de assédio sexual. Neste ano, porém, há uma pequena mudança: dentre os 19 filmes competindo pela Palma de Ouro (premiação máxima), seis deles são dirigidos por mulheres – um recorde para o festival. São eles: “Club Zero” de Jessica Hausner; “Les Filles D’Olfa” de Kaouther Ben Hania; “Anatomie D’une Chute” de Justine Triet; “La Chimera” de Alice Rohrwacher; “L’Ete Dernier” de Catherine Breillat e “Banel Et Adama” de Ramata-Toulaye Sy. O Festival de 2023 também bateu recorde de mulheres selecionadas fora da competição principal – ou seja, incluindo mostras alternativas como a Un Certain Regard e exibições especiais. São 14 títulos dirigidos por mulheres entre os 51 anunciados. Depois da ausência no ano passado, o cinema brasileiro também retorna em grande estilo em 2023. O país está sendo representado por quatro longas-metragens na programação: “A Flor do Buriti” , dirigido por João Salaviza (“Russa”) e Renée Nader Messora (“Chuva e Cantoria na Aldeia dos Mortos”), na mostra Um Certo Olhar; “Levante”, de Lillah Halla (“Menarca”), na Semana da Crítica; “Nelson Pereira dos Santos — Uma Vida de Cinema”, dirigido por Aída Marques (“Estação Aurora”) e Ivelise Ferreira (“A Música Segundo Tom Jobim”), na Cannes Classics; e “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”), nas Sessões Especiais. Para completar, o cineasta cearense Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”) dirige a produção britânica “Firebrand”, que está competindo pela Palma de Ouro. Aïnouz comentou sobre a importância da exibição de longas brasileiros no festival. “É lindo ter essa presença brasileira em Cannes este ano. É importante estarmos de volta à arena cinematográfica internacional”, disse ao jornal O Globo. “Confesso que ficaria mais feliz ainda se ‘Firebrand’ fosse inteiramente brasileiro. Mas tudo bem, a alma dele é brasileira, tem muito calor, independentemente de falar sobre a família real inglesa do século XVI”, completou. O programa apresenta ainda uma seleção de destaque do cinema internacional, incluindo renomados diretores como Wim Wenders (“Papa Francisco: Um Homem de Palavra”), Wes Anderson (“A Crônica Francesa”), Ken Loach (“Eu, Daniel Blake”), Nuri Bilge Ceylan (“A Árvore dos Frutos Selvagens”), Todd Haynes (“Carol”), Nanni Moretti (“Habemus Papam”), Pedro Almodóvar (“Mães Paralelas”), Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”) e Marco Bellocchio (“O Traidor”), juntamente com jovens cineastas de diferentes origens. Além disso, duas aguardadas superproduções de Hollywood estão programadas para terem sua estreia na pequena cidade da Riviera Francesa: “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, o quinto e último capítulo da famosa franquia estrelada por Harrison Ford (“Falando a Real”), e “Assassinos da Lua das Flores”, dirigido por Martin Scorsese (“As Últimas Estrelas do Cinema”) e estrelado por Leonardo DiCaprio (“Não Olhe para Cima”). A recém-empossada presidente do festival Iris Knobloch comentou sobre o evento ao anunciar o programa. “Poderíamos falar de uma volta às origens, mas eu prefiro dizer que Cannes está de volta para o futuro. Cannes oferece uma fotografia do presente cinematográfico, e a seleção dá uma ideia do que agita o cinema neste momento. É um programa estética e geograficamente abrangente. Os filmes e o público estão de volta aos cinemas”, destacou. Confira abaixo a lista atualizada dos títulos em competição nas principais mostras do evento. Concorrentes à Palma de Ouro Club Zero – Jessica Hausner The Zone of Interest – Jonathan Glazer Fallen Leaves – Aki Kaurismaki Les Filles D’Olfa – Kaouther Ben Hania Asteroid City – Wes Anderson Anatomie d’Une Chute – Justine Triet Monster – Kore-Eda Hirokazu Il Sol dell’Avvenire – Nanni Moretti L’Été Dernier – Catherine Breillat Kuru Otlar Ustune – Nuri Bilge La Chimera – Alice Rohrwacher La Passion de Dodin Bouffant – Tran Anh Hun Rapito – Marco Bellocchio May December – Todd Haynes Jeunesse – Wang Bing The Old Oak – Ken Loach Banel e Adama – Ramata-Toulaye Sy Perfect Days – Wim Wenders Firebrand – Karim Aïnouz Filmes indicados ao prêmio Un Certain Regard Le Règne Animal – Thomas Cailley Los Delincuentes – Rodrigo Moreno How to Have Sex – Molly Manning Walker Goodbye Julia – Mohamed Kordofani Kadib Abyad – Asmae El Moudir Simple Comme Sylvain – Monia Chokri A Flor do Buriti – João Salaviza e Renée Nader Messora Los Colonos – Felipe Gálvez Augure – Baloji Tshiani The Breaking Ice – Anthony Chen Rosalie – Stéphanie Di Giusto The New Boy – Warwick Thornton If Only I Could Hibernate – Zoljargal Purevdash Hopeless – Kim Chang-hoon Terrestrial Verses – Ali Asgari e Alireza Khatami Rien à Perdre – Delphine Deloget Les Meutes – Kamal Lazraq Filmes que serão exibidos no Festival de Cannes 2023 Jeanne Du Barry – Maïwenn (abertura do festival) Indiana Jones e o Chamado do Destino – James Mangold (fora de competição) Cobweb – Kim Jee-woon (fora de competição) The Idol – Sam Levinson (fora de competição) Killers of the Flower Moon – Martin Scorsese (fora de competição) Kennedy – Anurag Kashyap (sessão da meia-noite) Omar la Fraise – Elias Belkeddar (sessão da meia-noite) Acide – Just Philippot (sessão da meia-noite) Kubi – Takeshi Kitano (Cannes Première) Bonnard, Pierre et Marthe – Martin Provost (Cannes Première) Cerrar Los Ojos – Victor Erice (Cannes Première) Le Temps d’Aimer – Katell Quillévéré (Cannes Première) Man in Black – Wang Bing (sessões especiais) Occupied City – Steve McQueen (sessões especiais) Anselm (Das Rauschen der Zeit) – Wim Wenders (sessões especiais) Retratos Fantasmas – Kleber Mendonça Filho (sessões especiais)

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    Leonardo DiCaprio produzirá documentário indígena sobre a Floresta Amazônica

    11 de maio de 2023 /

    A empresa de produção Highly Flammable, de Fisher Stevens (“Sucession”), anunciou nesta quinta-feira (11/5) que Leonardo DiCaprio (“Não Olhe para Cima”) e sua produtora Appian Way Productions entraram na produção do documentário “We Are Guardians” (em português, “Somos Guardiões”) como produtores executivos. A obra é uma coprodução brasileira sobre os protetores indígenas da floresta amazônica e tem direção de Edivan Guajajara, co-fundador do Mídia Indígena, o principal coletivo de jornalismo investigativo liderado por indígenas do país, em parceria com os ativistas ambientais Chelsea Greene e Rob Grobman. “We Are Guardians” acompanha os guardiões indígenas enquanto eles lutam contra a invasão de madeireiros e invasores ilegais. Conforme uma descrição dos produtores, o filme “entrelaça política, história, economia e ciência, proporcionando uma exploração aprofundada da situação crítica na Amazônia – cujo impacto se espalha pelo mundo”. Os Guajajara formaram o grupo conhecido como Guardiões da Floresta em 2012, e desde então arriscam suas vidas combatendo a exploração de madeira ilegal para proteger a floresta, suas comunidades na Terra Araribóia, do Maranhão, e a vida dos Awá, o povo indígena mais ameaçado do mundo segundo a ONG Survival International. O trabalho dos Guardiões, fechando acessos e atividades ilegais na floresta, gerou fúria entre criminosos ambientais, que tem custado a vida de muitos ativistas. Para piorar, um estudo feito pela ONG Greenpeace mostra que os assassinatos de indígenas no Maranhão não costumam resultar em punição: entre 2003 e 2019 foram registrados 57 homicídios, sem sentença condenatória em nenhum dos casos. E no governo Bolsonaro, a violência escalou. Dados do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) mostram que 23 indígenas foram assassinados nos últimos quatro anos no Maranhão (2019 a 2022) Para Edivan Guajajara, a produção é essencial para fomentar o debate sobre a importância de preservar a natureza. “Este filme é muito importante. Ele não apenas conta a história do meu povo e da minha comunidade. Ele reforça a necessidade de estar atento e unir cada vez mais esforços para cuidar de nossa Mãe Terra e cuidar daqueles que dão suas vidas pelas florestas, pela preservação e manutenção da biodiversidade no mundo”, disse o diretor em um comunicado oficial. A produção ainda não tem previsão de estreia.

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