Vídeo do Meu Malvado Favorito dá dicas sobre covid-19 para crianças
A produtora Illumination, via Universal, divulgou um novo vídeo dublado de Gru, o protagonista da franquia “Meu Malvado Favorito”, para ensinar as crianças como se prevenir do novo coronavírus. O personagem também aproveita para dar dicas do que fazer e como se comportar durante a quarentena. A iniciativa é uma campanha do Universal em parceria com a Organização Mundial da Saúde para disseminar informações importantes sobre a covid-19. No vídeo, Gru fala sobre medidas importantes como o isolamento e o distanciamento social. A dublagem do personagem no Brasil é de Leandro Hassum. O malvado favorito estará de volta em breve no cinema. Seu novo desenho, “Minions: A Origem de Gru”, vai mostrar como ele era na infância, com direção de Kyle Balda, que assinou os dois últimos filmes da franquia (“Minions” e “Meu Malvado Favorito 3”), e Brad Ableson (animador de “Os Simpsons”).
Fabiana Carla e Leandro Hassum reclamam de piada gordofóbica do Porta dos Fundos
Um vídeo produzido pelo canal de humor Porta dos Fundos, supostamente para divertir, acabou sendo criticado por gordofobia. Intitulado “Teste de Covid”, o vídeo ridiculariza um homem gordo e insinua que ele não pegou o novo coronavírus por ter um “corpo podre”. Vários ativistas mostraram indignação com o esquete, entre eles a atriz e apresentadora Fabiana Carla e o humorista Leandro Hassum. A apresentadora do “Se Joga” publicou um post com vídeo no Instagram, em que diz que o conteúdo é um desserviço em tempos tão delicados. “Eu fico perplexa com a ignorância de ainda associarem um corpo gordo a doença e a desleixo. Aí você me fala ‘ Obesidade é doença’ e eu te digo ‘É!’. Mas que tipo de pessoa, então, ri de doente? Com problemas cardíacos, câncer… É isso que chamam de arte? Eu nunca fiz apologia à gordura e nunca farei. Eu sou adepta do movimento corpo livre, body positive e do bem estar e da saúde”, reclamou. “É irresponsável. Essas pessoas que escrevem piadas gordofóbicas são as mesmas que falam em empatia na internet e sobem hashtags nas redes sociais, mas escorregam em algo que pode afetar seriamente o psicológico de muita gente”, concluiu Fabiana, que pediu desculpas aos colegas do Porta dos Fundos pela crítica pública. Mesmo assim, ela disse que não poderia se calar porque eles não pensaram nela ou outras pessoas com obesidade quando produziram o vídeo gordofóbico. E ainda apelou: “Retirem o vídeo! Já causaram dor através de milhares de compartilhamentos. Mas ainda dá tempo de exercitar a empatia que vocês tanto pregam na internet. E a todos os atingidos pelo vídeo, não se esqueçam, vocês são maravilhosos. Esqueçam isso e entrem todos pela porta da frente, porque vocês são protagonistas”, finaliza. Leandro Hassum também usou seu Instagram para reclamar. Ele compartilhou uma montagem de seu corpo antes e depois de emagrecer e disse que quem é obeso merece respeito. “Esse corpo da esquerda nunca foi podre. Nem o outro. Possuo, assim como muitos brasileiros, uma doença crônica chamada obesidade e me trato. Não é fácil. Você que também sofre dessa doença merece respeito”, desabafou. Atendendo a pedidos, o vídeo saiu do portal durante a segunda-feira (8/6), mas acabou replicado em outras páginas do YouTube. Ver essa foto no Instagram Esse post é um desabafo! É muito difícil se posicionar e eu sempre acreditei que o bullying nunca me atingiu, mas com o passar do tempo, eu fui entender que isso não significa que ele não existiu por perto….E agora ele se apresenta pra mim disfarçado de ARTE. Eu defendo tantas causas, sou parceira de tanta gente, então nessa hora, no meu lugar de fala, eu não posso calar. Chega de empatia seletiva. Todos somos pessoas e merecemos RESPEITO.Desta vez não dá pra só SER, precisei falar, agir, desabafar, mas não é um ataque, é realmente um desabafo. Estou à disposição pra aprendermos juntos, mas preciso estar a serviço e como esse é meu lugar de fala, aqui estou eu. #naoagordofobia Uma publicação compartilhada por Fabiana Karla ✨ (@fabianakarlareal) em 7 de Jun, 2020 às 6:08 PDT Ver essa foto no Instagram Esse corpo da esquerda nunca foi podre. Nem o outro. Possuo ,assim como muitos Brasileiros uma doença crônica chamada Obesidade e me trato. Não é fácil. Vc que tb sofre dessa doença merece respeito. Estou sempre do lado da boa piada, até piada de gordo. Fiz muitas e ainda faço. Porém chamar um gordo de “corpo podre” nesse momento ,que se fala em igualdade e espalhar o bem é um desserviço.Poderia colocar aqui vários ##### mas não farei. Só gostaria de dizer que uma piada não pode ficar acima de um balde de lágrimas. Só se forem lágrimas de alegria. Um abraço respeitoso e carinhoso para meus colegas que reconheço o talento e qualidade mas…erraram na mão. De coração amo vcs mesmo… morro de rir. Vocês merecem todo sucesso que tem. São batalhadores ,inteligentes e atuais. Por isso me espantou um piada tão velha. ❤️❤️❤️ Uma publicação compartilhada por Leandro Hassum (@leandrohassum) em 8 de Jun, 2020 às 9:04 PDT
Minions 2 ganha nova data de estreia para 2021
A Universal anunciou a nova data de estreia de “Minions 2: A Origem de Gru”, que chegaria aos cinemas em julho. Retirado do calendário, como prevenção contra a pandemia de coronavírus, o filme agora será lançado em julho de 2021, um ano após a data originalmente prevista. “Minions 2: A Origem de Gru” vai ocupar a data que estava reservada para outra animação da produtora Illumination, “Sing 2”. Com isso, a estreia da continuação de “Sing: Quem Canta Seus Males Espanta” (2016) foi remarcada para o Natal de 2021. Já a produção da Universal que deveria estrear no Natal, a adaptação cinematográfica do musical “Wicked”, ficou sem previsão de lançamento, porque ainda nem começou a ser filmada.
Universal suspende estreia de Minions 2, que só chegaria aos cinemas em julho
A Universal oficializou o adiamento de mais uma grande estreia de cinema. A animação “Minions 2: A Origem de Gru”, que tinha lançamento marcado para julho nos EUA e no Brasil, saiu do calendário do estúdio, sem receber uma nova data de exibição. Este já é o terceiro anúncio de adiamento da Universal por causa da covid-19, após “Velozes e Furiosos 9” (que chegará só em 2021) e outra animação, “Trolls 2” (que será lançada diretamente em VOD). Mas o que realmente chama atenção é o fato de “Minions 2” ser o primeiro título de julho a ter sua estreia cancelada. Até o momento, os estúdios do Hollywood tinham cancelado apenas estreias de abril e maio. A decisão, porém, não decorre de uma análise mais pessimista da pandemia de coronavírus, mas devido à situação atual do surto na França, onde a produtora Illumination, responsável pela franquia “Meu Malvado Favorito”, tem sua sede. O governo francês ordenou o fechamento de todas as empresas comerciais, o que inclui a sede da produtora em Paris, onde o trabalho de pós-produção ainda estava sendo realizado. “Estamos acatando as ordens do governo francês e fazendo tudo que podemos para retardar a proliferação do vírus, cuidando dos nossos artistas e suas famílias”, declarou o CEO da Illumination, Chris Meledandri. O executivo lamentou que o filme não pudesse ficar pronto para o lançamento, mas se disse “ansioso” para encontrar uma nova data assim que possível.
Leandro Hassum faz piada com passaporte paraguaio de Ronaldinho Gaúcho
O comediante Leandro Hassum resolveu fazer piada com o caso dos passaportes falsos de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão Assis. Em sua conta oficial no Instagram, o humorista postou uma foto vestido de mulher, acompanhada por uma manchete que afirma que ele se arrumou para tirar foto para um passaporte paraguaio. “Dá para ver que sou eu, né. Só acordei na Vibe de me arrumar”, acrescentou Hassum na legenda. Ronaldinho e Assis foram detidos na quarta-feira (4/3) por entrarem no Paraguai com documentos falsos. Ambos alegam que não sabiam que os passaportes, que os apresentam como paraguaios naturalizados, eram irregulares. Os dois continuam presos nesta terça (10/3) e sem perspectiva de liberdade. Ver essa foto no Instagram Dá para ver que sou eu né. Só acordei na Vibe de me arrumar. Uma publicação compartilhada por Leandro Hassum (@leandrohassum) em 10 de Mar, 2020 às 5:55 PDT
Minions: A Origem de Gru ganha trailer dublado por Leandro Hassum
A Illumination/Universal divulgou o primeiro trailer completo de “Minions: A Origem de Gru”, disponibilizado no Brasil com dublagem em português. O estúdio não produziu versão legendada, mas é possível assistir abaixo também a versão americana com as vozes originais. Tanto a versão brasileira quanto a americana mantém os mesmos dubladores de Gru. A voz do mini-vilão está a cargo, respectivamente, de Leandro Hassum e Steve Carell. Apesar da presença de Gru, o filme não é sequência de “Meu Malvado Favorito 3”, mas sim de “Minions”. Faz sentido, não apenas porque as criaturinhas amarelas se tornaram os personagens mais populares da franquia, mas devido à ordem cronológica. “Minions” terminava com a introdução do pequeno Gru. A prévia introduz a premissa da continuação, ao mostrar o desejo da versão infantil de Gru de entrar num time de supervilões. Ao ser ridicularizado, ele tenta provar que é criminoso ao roubar uma “pedra” dos vilões, o que dá início a uma perseguição e introduz a ajuda atrapalhada dos minions. “Minions: A Origem de Gru” é dirigido por Kyle Balda, que assinou os dois últimos filmes da franquia (justamente “Minions” e “Meu Malvado Favorito 3”), e Brad Ableson (animador de “Os Simpsons”), que estreia no estúdio Illumination. Mesmo cedendo seu lugar atrás das câmeras, o diretor Pierre Coffin segue fazendo as vozes macarrônicas dos Minions. A animação tem estreia marcada para 2 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Tudo Bem no Natal que Vem: Netflix divulga primeira foto de sua comédia com Leandro Hassum
A Netflix divulgou a primeira foto de “Tudo Bem no Natal que Vem”, longa que marca a estreia de Leandro Hassum na plataforma, para anunciar que as filmagens já começaram no Rio de Janeiro. Com roteiro de Paulo Cursino e direção de Roberto Santucci, com quem Hassum trabalhou nas franquias “Até Que a Sorte Nos Separe” e “O Candidato Honesto”, o longa acompanha a história do rabugento Jorge, que após um tombo desmaia e acorda apenas um ano mais tarde, sem saber o que fez nos 364 dias anteriores. Com o passar do tempo, ele percebe que está condenado a continuar acordando, ano após ano, na véspera de Natal – e a partir daí, precisa lidar com as consequências do que o seu “outro eu” fez nos meses que passaram. A trama segue a tendência das comédias de tema fantástico, que vive boom no Brasil. Como as outras produções similares, esta também é repleta de elementos de filmes americanos conhecidos – no caso, “Click” (2006), “Feitiço do Tempo” (1993) e qualquer variação de “Um Conto de Natal”. A produção também vai marcar um reencontro entre Hassum e Danielle Winits, após os dois viverem um casal no primeiro “Até Que a Sorte Nos Separe” de 2012 – a atriz foi substituída por Camila Morgado nas continuações de 2013 e 2015. Elisa Pinheiro, Louise Cardoso, Levi Ferreira, Arianne Botelho, Miguel Rômulo e Rodrigo Fagundes também estão no elenco. “Tudo Bem no Natal que Vem” deve estrear… no Natal que vem.
Danielle Winits e Leandro Hassum farão nova parceria após Até que a Sorte Nos Separe
Danielle Winits e Leandro Hassum vão fazer um novo filme juntos. Eles registraram um encontro no final da noite de quarta (13/11) indicando a existência uma nova nova parceria após o primeiro “Até que a Sorte Nos Separe” (2012). Em publicações compartilhadas no Instagram, os atores até se chamaram pelos nomes Jane e Tino, protagonistas da comédia de 2012, uma das maiores bilheterias do cinema nacional. Curiosamente, a atriz foi substituída no papel de Jane por Camila Morgado nas continuações de 2013 e 2015. Danielle Winits deu a dica de que os dois interpretarão uma nova dupla. Em foto postada em seu Instagram, usou a legenda “Até que a sorte NÃO nos separe nunca mais !!!!! E não é que a gente teve a sorte de vir outro casal por aí ?!!!!” e usou as hashtags #ÔSorte, #FilmeNovoNoForno e #PrimeiraLeitura. Hassum, por sua vez, escreveu “Tino & Jane ? Ué!!!!!! #atequeasortenosseparefeelings rsrsrsrsrs vem coisa boa por aí”, junto de uma foto com a atriz. Vale lembrar que o ator fechou recentemente contrato com a Netflix para estrelar dois filmes exclusivos da plataforma de streaming. Esses projetos estão sendo desenvolvidos por Paulo Cursino e Roberto Santucci, que, por coincidência, foram respectivamente roteirista e diretor da trilogia “Até que a Sorte nos Separe”. Por enquanto, apenas um filme da parceria foi revelado: “Tudo Bem no Natal que Vem”, comédia de tema fantástico. Saiba mais aqui. Ver essa foto no Instagram Até que a sorte NÃO nos separe nunca mais !!!!! E não é que a gente teve a sorte de vir outro casal por aí ?!!!! ?❤️? #ÔSorte #FilmeNovoNoForno #PrimeiraLeitura #EAGenteJahSendoFelizzzzz né @leandrohassum ?!!!!! Uma publicação compartilhada por Danielle Winits / Atriz. (@lawinits) em 13 de Nov, 2019 às 5:23 PST Ver essa foto no Instagram Até que a sorte NÃO nos separe nunca mais !!!!! E não é que a gente teve a sorte de vir outro casal por aí ?!!!! ?❤️? #ÔSorte #FilmeNovoNoForno #PrimeiraLeitura #EAGenteJahSendoFelizzzzz né @leandrohassum ?!!!!! Uma publicação compartilhada por Danielle Winits / Atriz. (@lawinits) em 13 de Nov, 2019 às 5:23 PST
Leandro Hassum vai estrelar dois filmes da Netflix
O comediante brasileiro Leandro Hassum estrelará dois filmes da Netflix em 2020 e 2021. Os filmes serão criados com parceiros de longa data, o roteirista Paulo Cursino e o diretor Roberto Santucci, com produção da empresa Camisa Listrada. Os dois filmes serão disponibilizados na Netflix em mais de 190 países e em 30 línguas. A primeira produção, intitulada “Tudo Bem no Natal que Vem”, começa a ser filmada em novembro e deve ser lançada em 2020, enquanto o segundo filme, ainda sem título, será produzido no ano que vem, com previsto para estrear em 2021. “Tudo Bem no Natal que Vem” é uma comédia de tema fantástico, subgênero que vive boom no Brasil. Como as outras produções similares, esta também é repleta de elementos de filmes americanos conhecidos – no caso, “Click” (2006), “Feitiço do Tempo” (1993) e qualquer variação de “Um Conto de Natal”. Segundo a Netflix, a trama gira em torno de Jorge, um pai de família que sempre odiou o Natal e que cai do telhado da sua casa ao ser forçado a bancar o Papai Noel. Ele acorda exatamente um ano depois, dia 24 de dezembro do ano seguinte, sem lembrar nada do que aconteceu ao longo do ano que passou. Jorge logo percebe que ele está fadado a acordar no Natal, ano após ano, tendo que lidar com as consequências do que o seu outro eu fez durante os outros 364 dias do ano. Paulo Cursino e Roberto Santucci trabalharam anteriormente com Hassum na trilogia “Até que a Sorte nos Separe” e em dois “O Candidato Honesto”.
Simonal desmistifica história do primeiro astro pop negro do Brasil
Wilson Simonal tem uma história obtusa, com reveses duvidosos e meandros complexos, isso é fato. A música de Simonal, por sua vez, é leveza, sorriso e diversão pura, de um balanço e um swing únicos. O longa “Simonal”, de Leonardo Domingues, tenta mais uma vez resgatar e desmistificar tudo que ronda a história daquele que foi o primeiro grande astro pop negro do Brasil. O resultado final é uma cinebiografia bem acima da média da maioria lançada nos últimos anos em nosso cinema: ritmo coeso, bom recorte temporal, atuações certeiras e uma direção firme fazem do filme uma sessão imperdível. “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei” (2009), documentário dirigido por Micael Langer, Calvito Leral e Cláudio Manoel, deu nova luz à história de Wilson Simonal dez anos atrás, quando o artista passou por redescoberta de público e mídia. “Simonal”, o novo longa, busca levar essa redescoberta a um público ainda maior, expandindo esse resgate com uma história cheia de complexidades. Simonal era astro gigante, do tipo que carregava multidões com hits geniais, porém em um jogo perigoso que envolvia ego elevado e gastos exacerbados, o artista entrou em uma espiral negativa, que o fez ter envolvimentos escusos com os militares da época. Em tempos espinhosos de ditadura militar, alimentou-se a história de que o músico era uma espécie de informante dos milicos. Pronto, estava formada a fogueira de Simonal, o “grande dedo duro dos anos 1970”. Até sua morte, em 2000, o músico viveu na obscuridade, tentando repetidamente provar que nunca dedurou ninguém. O longa de estreia de Leonardo Domingues busca reconstruir a ascensão e queda de Simonal em um arco bem definido, que começa com o encontro do músico com Carlos Imperial, passa pelo seu sucesso comercial e esmiúça a derrocada com olhar sincero. Sinceridade é uma palavra-chave em “Simonal”, já que estamos mergulhados em um mar de cinebiografias que são chapas-brancas e buscam mais contar os louros de seus biografados do que realmente uma história com vieses. O roteiro de Victor Atherino não busca pintar um Simonal perfeito e imaculado, que sofreu nas mãos de algozes, pelo contrário, apresenta um personagem extremamente humano, cheio de falhas, defeitos e erros, mas que sabia bem o afronte que era ser um astro negro e rico em um país racista como o Brasil. O personagem ganha vida nas telas por Fabrício Boliveira, que consegue captar o charme e todas as dualidades do artista. Ísis Valverde é sua principal parceria de cena, interpretando a esposa Teresa em atuação segura e convincente, apesar do mar de perucas ruins de sua caracterização (os dois já tinham trabalho juntos em “Faroeste Caboclo”, do mesmo roteirista). Há outros destaques no elenco, como a incrível personificação de Miele por João Velho, ou mesmo Mariana Lima como Laura Figueiredo. Por outro lado, Carlos Imperial, personagem fundamental do universo pop na década de 1960, é interpretado de forma canastrona por Leandro Hassum, que, mesmo ruim, ainda consegue ser menos pior que a vergonhosa interpretação do personagem feita por Bruno de Luca no recente “Minha Fama de Mau” (Lui Farias, 2019). As reconstruções de época dão o clima de ostentação e charme que rodeavam Simonal, com seus looks espalhafatosos; além disso, há charmosas inserções de letreiros e cartazes na tela, incluindo aí joguetes onde o rosto de Simonal aparece meio que confundido com o do ator Fabrício Boliveira, que refez capas e fotos icônicas do músico. Em um dos momentos mais emocionantes do filme, o diretor se vale de material documental e reexibe uma apresentação histórica de Simonal no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com uma plateia alucinada – ver essas imagens restauradas é de arrepiar! Em tempos de artistas “cancelados”, de discussões sobre erros e perdões, é interessante refletir sobre como Simonal pagou caro demais por um erro que, aparentemente, nunca cometeu. Há uma boa lista de artistas que defenderam ao seu modo a Ditadura Militar ou mesmo que ficaram sobre o muro de forma melindrosa e nem por isso sofreram o backlash que Simonal sofreu. “Simonal”, o filme, coloca como importante pano de fundo uma questão racial que não pode ser ignorada nesse cenário. Em cena simbólica, Simonal conversa com Elis Regina, que diz “eles me perdoaram quando eu cantei o Hino, irão te perdoar agora”, no que ele responde “eles te perdoaram, mas não vão me perdoar e você sabe o porquê”. “Simonal” é filme histórico, de rememoração, mas que fala muito sobre o nosso tempo, que nos diz muito sobre raça, força e arte em 2019, por isso precisa ser visto e debatido o quanto antes.
Leandro Hassum vai apresentar talk show no canal pago TNT
Leandro Hassum vai se tornar o mais novo comediante a apresentar talk show na TV brasileira. Intitulado “Tá Pago”, o programa será exibido no canal pago TNT. As gravações terão início em julho e a estreia deve acontecer até setembro. A produção está a cargo da Chango, do executivo Diego Barredo, que anteriormente trabalhou com Danilo Gentili no “Agora é Tarde”, da Band, e com Fabio Porchat no “Programa do Porchat”, na Record. “Tá Pago” é um dos novos projetos de Hassum após anunciar sua saída da Globo, após 21 anos na emissora. Ele também vai estrelar uma série de comédias com exclusividade para a Netflix. Já a Turner, além do programa de Hassum, pretende lançar novas séries nacionais, como “Irmãos Freitas” e “O Doutrinador”, ainda no segundo semestre.
Cena de Simonal mostra striptease de Isis Valverde
A Downtown Filmes divulgou uma cena de “Simonal”, cinebiografia do cantor Wilson Simonal (1938-2000). A prévia destaca um striptease de Ísis Valverde ao som de “Balanço Zonal Sul”, grande sucesso do cantor, interpretado de forma carismática por Fabrício Boliveira. A atriz interpreta Tereza, esposa de Simonal. E, curiosamente, os dois atores já tinham vivido um casal no cinema, em “Faroeste Caboclo”, também inspirado no pop nacional. O vídeo foi divulgado na terça (25/6), dia em que se completou 19 anos da morte do artista. O resto do elenco inclui Leandro Hassum (“Não Se Aceitam Devoluções”), Caco Ciocler (“Um Namorado para Minha Mulher”), Mariana Lima (“Real: O Plano por Trás da História”) e Bruce Gomlevsky (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”). “Simonal” retrata o sucesso meteórico do cantor entre os anos 1960 e 1970, quando ele se tornou uma das personalidades mais populares do país para, em seguida, mergulhar no ostracismo ao virar vítima de patrulhamento ideológico. O longa tem roteiro de Geraldo Carneiro (“Eternamente Pagu”) e direção de Leonardo Domingues, que estreia na ficção após dirigir o documentário “A Pessoa É para o que Nasce” (2003) e editar a cinebiografia “Nise: O Coração da Loucura” (2015). A estreia vai acontecer em 8 de agosto, um ano após première nacional no Festival de Gramado de 2018, quando venceu três prêmios – Direção de Arte, Fotografia e Trilha, composta pelos filhos do cantor, Simoninha e Max de Castro.
O Amor Dá Trabalho: Leandro Hassum morre, mas continua chato em trailer de nova comédia
A Downtown e a Paris Filmes divulgaram o trailer de “O Amor Dá Trabalho”, mais uma comédia brasileira estrelada por Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”). O tom escrachado é o mesmo de todas as comédias protagonizadas pelo ator, mas com vários bônus: muito mais caretas, quedas gratuitas, absurdos generalizados e convidados especiais. A trama segue a tendência das comédias de temas mágicos e/ou sobrenaturais que está dominando a produção nacional do gênero. Como outras lançadas recentemente, a premissa vem de filmes americanos. A ideia já deu origem à trilogia “Topper” na década de 1930 e a “Dois no Céu” em 1943. Mas o cinema brasileiro atual não tem essas referências, apenas as versões delas exibidas na Sessão da Tarde. Assim, a trama escrita e dirigida por Ale McHaddo (“Bugigantes do Espaço”) parece combinar partes de vários filmes muito populares, de “O Céu Pode Esperar” (1978) a “Os Fantasmas se Divertem” (1988), remontadas num filme só. Hassum interpreta Anselmo, um funcionário preguiçoso de repartição pública que morre e, para não ir para o inferno, recebe a missão de bancar o cupido e unir um casal com gostos completamente diferentes. O desafio de Anselmo é juntar o ex-casal formado por um playboy (Bruno Garcia, de “De Pernas pro Ar”) e uma sonhadora (Flávia Alessandra, de “Polícia Federal: A Lei é para Todos”), com personalidades conflitantes e separados há 12 anos – o que é bem próximo da trama de “Marido Mal Assombrado” (1938), o segundo filme de Topper. A história ainda tem cenas de possessão, em que Hassum “incorpora” no corpo de Bruno Garcia, fazendo-o dançar (feito “Os Fantasmas se Divertem”) e influencia a personagem de Flávia Alessandra a enviar mensagens de Whatsapp comprometedoras. Ou seja, Anselmo morre, mas continua muito chato. O vasto elenco conta ainda com Monique Alfradique (“Chorar de Rir”), André Mattos (“Divórcio”), Tadeu Mello, Dani Calabresa (“Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”), Helio de La Peña (“Casseta & Planeta: A Taça do Mundo É Nossa”), Ludmilla (“Mister Brau”) e Falcão (“Cine Holliúdy”). A estreia está marcada para o dia 29 de agosto.









