Eternos “muda tudo o que sabemos sobre o MCU”
O produtor Kevin Feige, chefão do Marvel Studios, participou na tarde deste sábado (7/12) da CCXP 2019. Após apresentar vídeos e imagens das próximas atrações do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), entre filmes e séries atualmente em desenvolvimento, ele detalhou um pouco mais as novidades. O filme que acabou ganhando mais destaque foi “Eternos”, que teve suas primeiras cenas exibidas para o público que passou a madrugada na fila para conseguir lugar no painel. Feige explicou que, “depois de ‘Vingadores: Ultimato’, queríamos fazer algo diferente”. “Jack Kirby criou ‘Os Eternos’, que é um universo que se passa durante 7 mil anos na história humana, há conotações cósmicas e muda tudo o que sabemos sobre o MCU. E é isso o que queremos fazer, incluindo no caso de ‘Viúva Negra’, como o começo da Fase 4. É algo totalmente novo e diferente”. “O filme é bem ambicioso”, continuou. “Ele mostrará eventos de 7 mil anos, do presente, até vários outros períodos e locais no tempo. Realmente é diferente de tudo o que fizemos antes. Fico feliz que o Brasil tenha visto as primeiras imagens. A diretora Chloé Zhao (de ‘Domando o Destino’) é brilhante e trouxe algo novo. Ela é uma grande fã do MCU e de cinema e é uma cineasta incrível, que trouxe uma nova visão ao MCU”. A produção foi oficializada durante a Comic-Con International, no final de julho, e reúne personagens que não são tão populares nos quadrinhos, mas que serão representados por um elenco imponente: Angelina Jolie (“Malévola: Dona do Mal”), Richard Madden (o Robb Stark de “Game of Thrones”), Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Salma Hayek (“Dupla Explosiva”), Barry Keoghan (“Dunkirk”), Kumail Nanjiani (o Dinesh de “Silicon Valley”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Ma Dong-seok (“Invasão Zumbi”), Lauren Ridloff (“The Walking Dead”), a menina Lia McHugh (“American Woman”) e Kit Harington (o Jon Snow de “Game of Thrones”) como o herói menos obscuro (que não é um dos Eternos), Dane Whitman, o Cavaleiro Negro. Nos quadrinhos, eles são uma raça de super-humanos, surgidos como um desdobramento da evolução que criou a vida inteligente na Terra. Concebidos pelos alienígenas Celestiais, eram destinados a ser defensores da Terra. Mas algo deu errado, a ponto da experiência gerar ninguém menos que Thanos, que é um desses seres geneticamente evoluídos. Por sinal, a prévia exibida na CCXP confirma a participação dos Deviantes, que são a contraparte maligna dos Eternos. Toda essa história veio da mente febril do mestre Jack Kirby em sua volta à Marvel em 1976, e compartilha algumas semelhanças com os Novos Deuses, que ele próprio criou na DC Comics. A trajetória original dos personagens ficou sem fim, graças às vendas fracas e uma briga definitiva de Kirby com a editora. Por conta disso, os roteiristas Roy Thomas e Mark Gruenwald tentaram juntar as pontas soltas ao incluir os personagens num arco de Thor, que deveria encerrar a trama. Entretanto, foi preciso Neil Gaiman (criador de “American Gods”) retomasse os personagens numa minissérie de 2006 para tudo fazer sentido. O chefão da Marvel disse que a trama vai incluir a época da Mesopotâmia, “todo tipo de locação e períodos de tempo”, para tentar abranger toda a história do grupo. Não por acaso, ele define o projeto como “ligeiramente ambicioso” e “diferente de tudo o que já fizemos”. A estreia está marcada para 29 de novembro de 2020 no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
Chefão da Marvel virá à CCXP 2019 falar dos novos projetos do estúdio
O produtor Kevin Feige, Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel, foi confirmado na CCXP (Comic Con Experience) 2019. Ele participará de um painel sobre as próximas produções do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A expectativa é de que Feige dê detalhes sobre a Fase 4 da Marvel nos cinemas, que começará no ano que vem com “Viúva Negra”, filme solo da heroína vivida por Scarlett Johansson. Prévias do longa já foram exibidas na San Diego Comic Con e na D23 Expo, mas nenhum trailer foi divulgado ao público ainda. Feige, que já era presidente da Marvel Studios, foi recentemente promovido e também se tornou responsável pelas séries e animações da editora. Ele é o mentor de todos os projetos de super-heróis em desenvolvimento para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). A CCXP 2019 começa na quinta (5/12) e vai até 8 de dezembro, em São Paulo, e todos os ingressos já foram vendidos.
Eternos: Set de filme da Marvel com Angelina Jolie é evacuado após descoberta de bomba
O set de “Eternos”, produção da Marvel estrelada por Angelina Jolie, que está sendo rodada nas Ilhas Canárias, precisou ser evacuado após uma bomba ser encontrada durante as filmagens. A equipe de filmagens e os atores foram mantidos a uma distância segura do local onde a bomba foi encontrada, mas o pânico se espalhou rapidamente nos bastidores, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal britânico The Sun. “Era obviamente aterrorizante, a bomba poderia estar lá intocada durante décadas, mas quem sabe o que poderia ter acontecido se fosse tocada. Algumas das maiores estrelas do mundo estavam no set e ninguém queria se arriscar. Felizmente, os especialistas souberam lidar com a situação”, afirmou um integrante da equipe. A bomba pode ser da época da 2ª Guerra Mundial, porque a ilha espanhola abrigou uma base nazista no período. Previsto para estrear em novembro de 2020, “Eternos” tem direção da chinesa Chloé Zhao (“Domando o Destino”) e ainda destaca em seu elenco Richard Madden e Kit Harington, ambos de “Game of Thrones”.
Diretor diz que Thor: Love and Thunder vai “dobrar a loucura” de Thor: Ragnarok
O cineasta Taika Waititi afirmou que “Thor: Love and Thunder” terá o dobro da loucura de “Thor: Ragnarok”, terceiro filme da franquia do Deus do Trovão, que ele dirigiu. Em entrevista à revista Wired, Waititi afirmou que não teria interesse em retornar à cadeira de diretor se não pudesse “dobrar a loucura” do longa anterior e prometeu que o novo filme, que mostrará Natalie Portman com os poderes de Thor, será “maior, mais barulhento e mais bombástico” que sua estreia no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Nos quadrinhos em que a trama se baseia, Thor Odinson se tornou indigno de levantar o Mjölnir, depois dos acontecimentos da saga “Pecado Original”. Com isso, Jane Foster é considerada digna pelo seu altruísmo e a dedicação em salvar vidas como médica e se torna a Poderosa Thor. Ao mesmo tempo, nessa história, ela descobre que tem câncer. Além dos retornos de Portman e Hemsworth, o filme ainda trará Tessa Thompson de volta como Valquíria.
Os Simpsons: Kevin Feige e irmãos Russo participarão de episódio inspirado nos Vingadores
Os Simpsons estão preparando um episódio inspirado nos filmes dos Vingadores. E a produção contará com a participação do chefão da Marvel Studios, Kevin Feige, que fará a voz de Chinnos, versão dos Simpsons para o vilão Thanos, além dos irmãos Joe e Anthony Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”. A trama tem como premissa o fato de Bart ser confundido com uma criança com doença terminal, o que o faz ser convidado para assistir ao novo filme dos “Vindicantes” antes da estreia, quando o longa ainda não está finalizado. Assim, o garoto passa a usar spoilers para chantagear a família e outros moradores de Springfield, mas acaba chamando atenção de dois executivos que querem impedir que segredos sejam revelados. Os irmãos Russo dublarão os executivos. O episódio tem previsão de ir ao ar em fevereiro de 2020 nos Estados Unidos. Assim como lá, “Os Simpsons” é exibido pela Fox no Brasil.
Manto e Adaga é cancelada e aumenta crise da Marvel Television
O canal pago americano Freeform cancelou “Manto e Adaga” (Cloak and Dagger) após duas temporadas. Os últimos episódios foram exibidos em maio deste ano, mas os dois heróis do título ainda vão aparecer pela última vez num crossover inédito com a série “Fugitivos” (Runaways), que retorna em dezembro para sua 3ª temporada na plataforma Hulu. “Estamos muito orgulhosos de ‘Manto e Adaga’ e das histórias pioneiras contadas nesta série”, afirmou a Freeform em comunicado. “Também somos gratos aos atores Oliva Holt e Aubrey Joseph por dar vida a esses personagens amados, e ao showrunner Joe Pokaski por sua visão. Gostaríamos de agradecer aos nossos parceiros da Marvel Television por duas maravilhosas temporadas e esperamos poder encontrar outro projeto juntos”, completa o texto. O cancelamento é praticamente a pá de cal na administração atual da Marvel Television. Os fracassos consecutivos do estúdio televisivo destoam tanto do sucesso da Marvel no cinema que estão sendo absorvidos numa nova estrutura sob o guarda-chuvas da Marvel Studios, comandada por Kevin Feige, o executivo responsável pelos blockbusters. A mudança, com a devida promoção de Feige a Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel foi anunciada na semana passada. A informação sobre o fim de “Manto e Adaga”, por sinal, já devia ser conhecida pelos executivos da Disney na época – a Freeform é um canal do mesmo grupo de mídia. E pode ter contribuído para a decisão de mudar tudo. Por conta disso, há fortes boatos de que Jeph Loeb, diretor da Marvel Television, vai sair da empresa em novembro. Sua administração fechou o negócio pioneiro com a Netflix, que rendeu um mini-universo Marvel em streaming, mas também o fiasco de “Inumanos”, cuja baixa qualidade depôs contra a marca. Com o cancelamento das séries da Netflix, em retaliação ao projeto da plataforma da Disney, atualmente a Marvel Television tem apenas duas atrações no ar. E uma delas, “Agents of SHIELD”, vai acabar em 2020. A outra é “Fugitivos”. O estúdio ainda desenvolvia “Novos Guerreiros” e “Motoqueiro Fantasma”, que foram canceladas em fase de pré-produção, aumentando a crise na empresa. Entre projetos futuros, há apenas animações e “Helstrom”, uma série sobre o “Filho de Satã”, para a Hulu. Como o programa está em fase inicial, deve passar sem atritos para os novos responsáveis pela divisão televisiva da Marvel. As séries anunciadas para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) já estavam sendo produzidas por Kevin Feige. Agora, ele assumirá oficialmente o comando de todas as séries, coordenando as divisões da Marvel Television e Marvel Family Entertainment (responsável pelos desenhos da empresa). A transferência dessas duas divisões para a Marvel Studios representa uma ruptura radical, já que encerra a influência do CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, nas séries derivadas das publicações da editora. Famoso pelo conservadorismo e pão-durismo, ele é apontado, ao lado de Loeb, como principal responsável pelo fracasso das séries baseadas no quadrinhos dos super-heróis da Marvel. A Marvel Studios já era uma unidade independente da Marvel Entertainment, organizada sob a Walt Disney Studios desde que Feige ameaçou se demitir, caso Perlmutter prevalesse em sua vontade de impedir a produção dos filmes de “Pantera Negra” e “Capitão Marvel”. O sucesso desses filmes, feitos contra a vontade da Marvel Entertainment, fortaleceu Feige na Disney e diminuiu a influência de Perlmutter nas adaptações de quadrinhos. Agora, esse distanciamento se estabelece também na televisão.
Diretor revela que Jane Foster pode contrair câncer no quarto filme de Thor
A trama de “Thor: Love and Thunder”, quarto filme do Deus do Trovão da Marvel, pode mostrar Jane Foster, personagem vivida por Natalie Portman, com câncer de mama. A revelação foi feita pelo diretor Taika Waititi em entrevista à revista Variety. “Eu acho que esta é uma parte realmente poderosa dos quadrinhos. Acho que é muito interessante que ela esteja lutando contra esta doença, e aí há duas batalhas ao mesmo tempo”, contou. Entretanto, isto pode mudar durante a produção, que atualmente está em fase de roteiro. “Pessoalmente, eu amo esta história. Mas se isto vai se materializar no filme é algo que ainda será decidido”. Ele elaborou. “Não sabemos se vamos adaptar esta história completa. Estas coisas mudam até no processo de edição às vezes. Tipo ‘vamos esquecer esta trama em que ela tem câncer de mama. Vamos mudar para outra coisa, ou quem sabe ela está saudável'”. Previsto para lançamento em novembro de 2021, o filme trará Jane Foster assumindo o lugar de Thor, como a Deusa do Trovão. Nos quadrinhos em que a trama se baseia, Thor Odinson se tornou indigno de levantar o Mjölnir, depois dos acontecimentos da saga “Pecado Original”. Com isso, Jane Foster é considerada digna pelo seu altruísmo e a dedicação em salvar vidas como médica e se torna a Poderosa Thor. Ao mesmo tempo, nessa história, ela descobre que tem câncer. Além dos retornos de Portman e Hemsworth, o filme ainda trará Tessa Thompson de volta como Valquíria. A estreia está marcada para 5 de novembro de 2021.
Presidente da Marvel Studios é promovido e passa a responder também pelas séries da editora
Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, foi promovido após o desempenho fenomenal dos últimos filmes que produziu, entre eles “Vingadores: Ultimato”, que atingiu a maior bilheteria mundial de todos os tempos. Seu novo título é Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel. Ele assumiu ainda mais responsabilidades, ampliando o conteúdo produzido sob sua supervisão. Além de continuar à frente da divisão cinematográfica da Marvel, ele será o chefe das produções do estúdio em todas as diferentes plataformas, incluindo séries de streaming e TV. Na prática, ele já estava à frente das séries da Marvel em produção para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus), com a desculpa de que eram derivadas dos filmes. Agora, assumirá oficialmente o comando da Marvel Television e da Marvel Family Entertainment, responsável pelos desenhos da empresa. Com a promoção de Feige, as divisões televisivas deixarão de ser subordinadas à sua antiga empresa-mãe, a Marvel Entertainment, passando a integrar uma divisão única de mídia da Marvel, uma nova e ainda mais poderosa Marvel Studios, cuja marca passará a estampar todos as adaptações de quadrinhos produzidas daqui para frente. Isto representa uma ruptura radical, já que encerra a influência do CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, nas séries derivadas das publicações da editora. Famoso pelo conservadorismo e pão-durismo, ele é apontado como principal responsável pelo fracasso das séries baseadas no quadrinhos dos super-heróis. Devido aos choques constantes com Perlmutter, Feige chegou a comunicar há dois anos sua intenção de abandonar a Marvel Studios. Irritado com a proibição de produzir os filmes de “Pantera Negra” e “Capitã Marvel”, ele desabafou com o CEO da Disney, Bob Iger, que decidiu realizar uma intervenção, mexendo no organograma do conglomerado para transferir a Marvel Studios para a unidade de cinema da Disney. Assim, Feige se livrou da chefia de Perlmutter, passando a responder aos Presidentes da Walt Disney Studios Alan Horn e Alan Bergman, que aprovaram seus planos e os filmes de super-heróis da companhia puderam arrecadar suas maiores bilheterias. Estes bastidores tumultuados vieram à tona no recente lançamento do livro de memórias de Iger. A transferência da Marvel Television e da Marvel Family Entertainment para o grupo da Marvel Studios, sob comando de Feige, leva a uma separação definitiva, tanto dos filmes quanto das séries, da Marvel propriamente dita. Produtor mais bem-sucedido do século 21, Feige iniciou como assistente de produção no primeiro filme dos X-Men, lançado em 2000, até virar presidente da Marvel Studios em 2007, consolidando a divisão sob seu comando como uma fábrica de blockbusters, responsável pelos filmes que mais dinheiro rendem atualmente para a Disney.
Tom Holland teria sido responsável pela volta do Homem-Aranha aos filmes da Marvel
O ator Tom Holland teve papel fundamental para que Disney e Sony fechassem um novo acordo em relação ao Homem-Aranha, apurou revista The Hollywood Reporter. A publicação informou que o intérprete do herói teve encontros com Bob Iger, CEO da Disney, e Tom Rothman, chefão da Sony, após o anúncio de que o Aranha não estaria mais no Universo Marvel. Ele usou sua participação na D23, a Comic Con da Disney, para mobilizar fãs e usar essa influência para demonstrar aos dois executivos como a permanência do Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) seria mais lucrativo para ambos, com maior venda de ingressos e nenhum protesto. Ele teria usado seu contrato para estrelar “Uncharted”, adaptação de game que a Sony pretende transformar em franquia, para fazer Rothman reconsiderar a separação, e se tornou uma das raras estrelas de cinema a ser recebida pessoalmente por Iger, um dos homens mais poderosos de Hollywood, para discutir uma questão puramente comercial. Tom Holland tem apenas 23 anos. O resultado dessa intervenção foi anunciado por outro defensor da permanência do Aranha no MCU, ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel. “Eu estou feliz que a jornada do Aranha no MCU vai continuar, e todos nós aqui da Marvel estamos muito animados que vamos continuar trabalhando nisso”, disse Feige, em comunicado, na sexta-feira passada (27/9). “O Homem-Aranha é um ícone poderoso e um herói que as histórias cruzam todas as idades e públicos ao redor do mundo. E também ele é o único herói com o superpoder de cruzar universos cinematográficos, então a Sony continuará a produzir os seus próprios filmes do Aranhaverso e você nunca sabe quais surpresas o futuro trará”, completou. Detalhes da negociação entre Disney e Sony não foram revelados, mas o site Deadline apurou que a Disney conseguiu aumentar sua participação de 5% para 25% das bilheterias, em troca de um investimento equivalente (25%) no orçamento da produção. Além disso, a Sony concordou em ceder o Aranha para outro filme do MCU. Em contrapartida, a Disney não vai mais se opor à participação do Aranha num novo filme de Venom ou outro personagem derivado dos quadrinhos do herói. Mais que isso, o Aranhaverso poderá citar o MCU. Os personagens dos dois universos não serão exatamente compartilhados, mas estarão conectados – isto é, terão consciência da existência uns do outros. Isto significa que Morbius poderá ver uma notícia sobre o Homem de Ferro na televisão, por exemplo.
Séries da Marvel para a Disney+ terão orçamento de filmes do estúdio
A Disney abriu os cofres para financiar as novas séries da Marvel para o Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). A revista Variety apurou que cada temporada das atrações de super-heróis do serviço de streaming custará o equivalente a um longa-metragem do Marvel Studios, com orçamentos entre US$ 100 e 150 milhões. Com duração de seis a oito episódios por temporada, essas séries custarão, portanto, entre US$ 12 e US$ 15 milhões por capítulo. São valores bem mais próximos de “Game of Thrones” que das produções anteriores da Marvel Television. Os títulos feitos para a Netflix, como “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”, custavam em torno de US$ 3,8 milhões por episódio. A diferença fundamental é que as novas produções estão a cargo da divisão cinematográfica, o Marvel Studios, presidido por Kevin Feige. A iniciativa foi tomada com a justificativa de se tratar de uma expansão do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), com o lançamento de séries centradas em personagens já vistos no cinema, como “Loki”, “WandaVision” (série da Feiticeira Escarlate com o Visão), “Hawkeye” (atração do Gavião Arqueiro), “The Falcon and The Winter Soldier” (de Falcão e Soldado Invernal) e até a animação “What If…?” (série animada que explora universos alternativos, com dublagem do elenco dos filmes). Mas a desculpa foi por terra quando três novas séries foram anunciados na D23, a Comic Con da Disney: “Ms. Marvel”, “She-Hulk” e “Moon Knight” (Cavaleiro da Lua), centradas em personagens inéditos no cinema. Trata-se de uma estratégia para tirar da Marvel Television a responsabilidade por desenvolver séries live-action, após o fiasco de “Inumanos”, o cancelamento de todos os títulos produzidos para a Netflix e a vergonha de ter a série do “Motoqueiro Fantasma” abortada na pré-produção. Atualmente, a Marvel Television responde apenas por “Agents of SHIELD”, que vai acabar na próxima temporada, “Cloak and Dagger” (Manto e Adaga), que ainda não foi renovada, e “Runaways” (Fugitivos), além de desenvolver “Helstrom” (Filho de Satã) para a plataforma Hulu. Todas essas séries tem orçamento bastante limitado, porque a Marvel Television é diretamente subordinada ao CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, famoso pelo pão-durismo. Já o Marvel Studios é atualmente uma divisão do Walt Disney Studios, fora do alcance de Perlmutter. Lançado na semana passada nos Estados Unidos, o livro de memórias do CEO da Disney, Bob Iger, revelou a existência de uma briga criativa muito grande entre a visão da Disney para os personagens da Marvel e a abordagem ultraconservadora de Perlmutter. O CEO da Marvel tentou até barrar as produções dos filmes “Pantera Negra” e “Miss Marvel”, o que fez com que o Marvel Studios fosse tirado do organograma controlado pelo empresário israelense. A recente incursão de Kevin Feige na produção de séries indica uma nova fase desse conflito. A vasta diferença de orçamentos para a realização das séries do Marvel Studios sugere uma pressão para que a Marvel Television se limite apenas à produção de animações para crianças.
Surgem detalhes da negociação que manteve o Homem-Aranha nos filmes da Marvel
Detalhes da negociação entre Disney e Sony para a permanência do Homem-Aranha no MCU (sigla, em inglês, do Universo Cinematográfico da Marvel) começaram a vir à tona. O site Deadline apurou que os estúdios encontraram um meio termo entre suas propostas e entraram em acordo para compartilhar o herói em outros filmes. Enquanto a Sony queria manter o acordo original, em que a Disney ficava com 5% dos lucros das bilheterias, o estúdio dono da Marvel só aceitava renovar a parceria por 50%, contribuindo também com 50% do orçamento da produção. A diferença de propostas fez o negócio congelar. Até que a Disney sentiu a reação negativa dos fãs durante a feira D23, sua Comic-Con particular. Tom Holland, o intérprete do Homem-Aranha, foi ao evento divulgar sua participação num desenho da Pixar, mas o público – e a imprensa – só queria saber do que iria acontecer com o filme do super-herói. Por conta disso, a Disney decidiu voltar à mesa de negociações. Ainda de acordo com o Deadline, o estúdio dos Vingadores vai agora receber 25% das bilheterias, em troca de um investimento de 25% no orçamento da produção. Além disso, a Sony concordou em ceder o Aranha para outro filme do MCU. A novidade é que, em contrapartida, a Marvel não vai se opor à participação do Aranha num novo filme de Venom ou outro personagem derivado dos quadrinhos do herói. Mais que isso, o Aranhaverso poderá citar o MCU. Os personagens dos dois universos não serão exatamente compartilhados, mas estarão conectados – isto é, terão consciência da existência uns do outros. Isto significa que Morbius poderá ver uma notícia sobre o Homem de Ferro na televisão, por exemplo. Com alguma sorte, mais detalhes serão revelados em breve.
Tom Holland comemora permanência do Homem-Aranha na Marvel com vídeo de O Lobo de Wall Street
O ator Tom Holland e a atriz Zendaya comemoram nas redes sociais a notícia de que o próximo filme do Homem-Aranha vai continuar no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Pouco mais de um mês depois de anunciarem o fim de seu acordo, Sony e Disney encontraram um meio termo para voltar a trabalhar juntos, com o objetivo de lançar pelo menos mais um filme do super-herói no mesmo universo compartilhado pelos Vingadores. A novidade foi anunciada nesta sexta (27/9) por ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel, que não revelou as condições financeiras do negócio. O intérprete do Homem-Aranha se manifestou no Instagram com um trecho do filme “O Lobo de Wall Street”, postando a cena em que o ator Leonardo DiCaprio diz ao microfone da firma não vai embora, levando os coadjuvantes (seus funcionários na trama) à loucura. “O show continua”, ele completa. A mensagem de Holland foi comentada com emojis (de chorar de rir) por Zendaya, que coestrela os últimos filmes do super-herói no papel de M.J. Ela também publicou sua comemoração nas redes sociais, postando um gif com o Homem-Aranha dançando. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram ? Uma publicação compartilhada por Tom Holland (@tomholland2013) em 27 de Set, 2019 às 8:41 PDT pic.twitter.com/VNSRL27Y8Z — Zendaya (@Zendaya) September 27, 2019
Disney e Sony se acertam e Homem-Aranha volta para a Marvel
Uma reviravolta inesperada nas negociações entre Disney e Sony garantiu a permanência do Homem-Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Pouco mais de um mês depois de anunciarem o fim de seu acordo, os dois estúdios encontraram um meio termo para voltar a trabalhar juntos, com o objetivo de lançar pelo menos mais um filme do super-herói no mesmo universo compartilhado pelos Vingadores. A novidade foi anunciada por ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel. “Eu estou feliz que a jornada do Aranha no MCU vai continuar, e todos nós aqui da Marvel estamos muito animados que vamos continuar trabalhando nisso. O Homem-Aranha é um ícone poderoso e um herói que as histórias cruzam todas as idades e públicos ao redor do mundo. E também ele é o único herói com o superpoder de cruzar universos cinematográficos, então a Sony continuará a produzir os seus próprios filmes do Aranhaverso e você nunca sabe quais surpresas o futuro trará”, disse Feige, em comunicado. Os termos do novo acordo não foram revelados, mas Feige continuará a ser responsável pela visão criativa do terceiro longa do Homem-Aranha interpretada por Tom Holland, depois de “De Volta ao Lar” (2017) e “Longe de Casa” (2019). Além disso, pelo novo acordo, o Aranha irá aparecer como coadjuvante no filme de outro herói da Marvel, ainda não determinado. Tem mais: o terceiro “Homem-Aranha” tem até data de lançamento definida. Ainda sem título, chegará aos cinemas em 16 de julho de 2021. Os mesmos roteiristas do filme anterior, Chris McKenna e Erik Sommers, já estão trabalhando na história, que liderá com as revelações feitas ao final de “Longe de Casa”. Para quem não sabe, o Homem-Aranha não faz oficialmente parte do MCU porque a Sony comprou os direitos do personagem em 1999 por aproximadamente US$ 7 milhões, três anos após a Marvel declarar falência e uma década antes de ser comprada pela Disney. O primeiro filme foi lançado em 2002, com Tobey Maguire no papel principal, e foi um sucesso. Mas a pós a primeira trilogia, a Sony quis reinventar o personagem e implodiu a franquia. Após a compra da Marvel pela Disney em 2009 e a consolidação do MCU, os estúdios entraram em um acordo para a produção em conjunto de novos longas do herói, visando resgatar sua popularidade. A estreia de Tom Holland como Homem-Aranha aconteceu “Capitão América: Guerra Civil” (2016), que marcou a primeira parceria entre Sony e Disney. O último filme do herói, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. E o sucesso mudou tudo. A Disney teria crescido o olho diante do desempenho do filme, que se tornou a maior bilheteria da Sony em todos os tempos. Paralelamente, a Sony percebeu que poderia usar o Homem-Aranha para ancorar um universo de adaptações de quadrinhos da Marvel independente da Disney. As duas posições dificultaram entendimento entre os estúdios para manter o Homem-Aranha no MCU. A oferta original feita pela Disney para renovar a parceria era um acordo de coprodução completo, bancando 50% de todos os filmes e dividindo os lucros ao meio. E além do Aranha, essa oferta se estenderia a produções como “Venom 2” e “Morbius”, atualmente em produção, que também seriam incorporadas ao MCU. A Sony recusou, pois os filmes do Aranhaverso representam seus maiores sucessos comerciais. Liderada por Tom Rothman e Tony Vinciquerra, a Sony simplesmente não queria compartilhar sua maior franquia. Em vez disso, propôs manter o acordo sob os termos atuais, em que a Marvel recebe na faixa de 5% do primeiro dólar bruto, sem precisar investir nenhum centavo, e ainda fica com todo o lucro do merchandising. A Disney recusou. Foi esse impasse que tirou, por 37 dias, o Aranha da Marvel. Mesmo com o final das negociações, a Sony manteve um tom elogioso em relação à Marvel e especialmente Kevin Feige. O prestígio do produtor, que preside a Marvel Studios, pode ter ajudado a retomar as negociações. Feige é o único produtor de Hollywood que nunca conheceu o fracasso. Todos os seus filmes da Marvel, desde o primeiro “X-Men” em 2000, quando ainda não presidia o estúdio, foram sucessos retumbantes. E ele é o responsável por “Vingadores: Guerra Infinita”, que neste ano destronou “Avatar” (2009) para se tornar a maior bilheteria de cinema de todo o mundo em todos os tempos.








