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  • Filme

    Os talentos que fizeram história na lista do Oscar 2022

    8 de fevereiro de 2022 /

    A lista de indicados ao Oscar 2022 registrou alguns feitos históricos. Vários “pela primeira vez” e até um “pela décima vez”. Denzel Washington foi quem atingiu sua 10ª indicação à honraria máxima do cinema, por seu desempenho em “A Tragédia de Macbeth”. Ele já tem dois Oscars, como Melhor Ator Coadjuvante em 1990, por “Tempos de Glória”, e Melhor Ator em 2002, por “Dia de Treinamento”. A marca aumenta seu destaque como ator negro mais reconhecido de todos os tempos. Outro recorde foi atingido por Steven Spielberg na disputa de Melhor Direção. O veterano cineasta alcançou uma marca histórica com a indicação, tornando-se o primeiro diretor a concorrer ao prêmio em seis décadas diferentes – nos anos 1970 por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, nos 1980 por “Os Caçadores da Arca Perdida” e “ET: O Extraterrestre”, nos 1990 por “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, nos 2000 por “Munique”, nos 2010 por “Lincoln” e agora por “Amor, Sublime Amor”. Assim como Denzel, ele já venceu duas vezes. Kenneth Branagh quebrou um recorde diferente, ao se tornar a pessoa mais indicada em diferentes categorias do Oscar. Ele chegou à sete categorias com as três indicações por “Belfast”: Melhor Filme (como produtor), Roteiro Original e Direção. As demais indicações de sua carreira incluem Melhor Ator (por “Henrique V”), Ator Coadjuvante (“Sete Dias com Marilyn”), Roteiro Adaptado (“Hamlet”) e Curta-Metragem (“Swan Song”), além de uma menção anterior em Direção (“Henrique V”). A cineasta Jane Campion igualmente fez História como a primeira mulher a disputar duas vezes o Oscar de Melhor Direção. Ela foi indicada pela primeira vez em 1994 com “O Piano” – e ainda concorre neste ano na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. O Oscar ainda reuniu, pela primeira vez, dois casais entre os indicados a prêmios de interpretação. Kirsten Dunst e Jesse Plemons concorrem ao Oscar de Melhor Atriz e Ator Coadjuvante (por “Ataque dos Cães”), enquanto os espanhóis Penélope Cruz e Javier Bardem disputam as categorias de Melhor Atriz e Ator (por “Mães Paralelas” e “Apresentando os Ricardos”, respectivamente). Entre os intérpretes, Troy Kotsur ainda virou o primeiro ator surdo a ser indicado ao prêmio. Ele disputa o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “No Ritmo do Coração”, onde, curiosamente, faz par com Marlee Matlin, a única atriz surda vencedora do Oscar, por “Filhos do Silêncio” em 1987. Ao todo, nove atores receberam as primeiras nomeações de suas carreiras: Kristen Stewart (“Spencer”), Jessie Buckley (“A Filha Perdida”), Ariana DeBose (“Amor, Sublime Amor”), Aunjanue Ellis (“King Richard”), Ciarán Hinds (“Belfast”) e os citados Troy Kotsur (“No Ritmo do Coração”), Kirsten Dunst, Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee (“Ataque dos Cães”). Quem ainda não chegou lá, mas pode virar recordista se vencer, é o compositor Lin-Manuel Miranda, indicado pela segunda vez ao Oscar de Melhor Canção por “Encanto”. Caso leve o troféu, ele entrará no clube VIP do EGOT, sigla que se refere às conquistas do Emmy (troféu da televisão dos EUA), Grammy (da música), Oscar (cinema) e Tony (teatro). Só lhe falta a validação da Academia para atingir a consagração completa do entretenimento americano. Na relação de filmes, a principal façanha ficou por conta da indicação tripla de “Flee”. A produção norueguesa dirigida por Jonas Poher Rasmussen é o primeiro longa indicado simultaneamente nas categorias de Melhor Filme Internacional, Animação e Documentário. Muitos questionaram porque “Mães Paralelas”, a nova obra de Pedro Almodóvar, não apareceu também na lista de Melhor Filme Internacional, tendo rendido indicações para Penélope Cruz e sua trilha sonora. O motivo foi o pior possível: a Espanha simplesmente esnobou o filme e não o inscreveu na disputa (o comitê do país selecionou “El Buen Patrón”, que não foi indicado). Enquanto a Academia não mudar as regras da categoria (restrita à indicações burocráticas de comitês sem relação com o Oscar), esse tipo de falha vai seguir dando o que falar – e lamentar. Em compensação, o diretor Ryûsuke Hamaguchi conseguiu um feito que nem Akira Kurosawa conquistou: “Drive My Car” se tornou o primeiro longa japonês indicado ao Oscar de Melhor Filme. Vencedor do Festival de Sundance, “No Ritmo do Coração” também deixou sua marca como o primeiro título da Apple (exibido com exclusividade na Apple TV+ nos EUA) indicado na categoria principal. E vale apontar que a Netflix tem dois títulos nesta lista: “Ataque dos Cães” e “Não Olhe para Cima”. Para completar, quem disse que filme ruim não disputa o Oscar? Com apenas 49% de aprovação da crítica, “Um Príncipe em Nova York 2” conseguiu uma indicação em Melhor Maquiagem e Cabelo, categoria que, de forma vergonhosa, já chegou a premiar um filme ainda pior: “Esquadrão Suicida” (só 26% no Rotten Tomatoes) em 2017.

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  • Etc

    Nova data do Critics Choice coincide com premiação britânica

    13 de janeiro de 2022 /

    A premiação Critics Choice Awards 2022 definiu sua nova data, após o adiamento devido ao aumento de casos de coronavírus nos EUA. Previsto originalmente para 9 de janeiro, a cerimônia agora acontecerá em 13 de março. Com isso, o evento vai acontecer no mesmo dia do BAFTA 2022, outra premiação importante, considerada o “Oscar britânico”. Dessa forma, alguns indicados terão que escolher entre as duas cerimônias, o que deve gerar desfalques no comparecimento de ambas. Joey Berlin, presidente da organização que coordena o Critics, pediu desculpas pelo agendamento inconveniente, mas disse que “olhou o calendário e concluiu que não tinha nenhuma outra escolha”, tendo em vista o contrato com a rede americana The CW, que exibe cerimônia nos EUA, exigir que ela aconteça em um domingo. A relação dos filmes indicados ao prêmio da crítica americana é liderada pelo musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, e por “Belfast”, drama semibiográfico de Kenneth Branagh, ambos com 11 nomeações, seguidos por “Duna” e “Ataque dos Cães”, que também empataram com 10 menções cada um, e mais um empate, entre “Licorice Pizza” e “O Beco do Pesadelo” com 8 indicações. Já as categorias televisivas são dominadas por “Succession”, da HBO, que concorre a 8 prêmios. A apresentação do Critics Choice Awards 2022 será realizada pelos atores Taye Diggs (“All American”) e Nicole Byer (“Loosely Exactly Nicole”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Critics Choice (@criticschoice)

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  • Filme

    “Morte no Nilo” tem trailer cheio de suspeitos

    21 de dezembro de 2021 /

    O 20th Century Studios divulgou o pôster e o novo trailer de “Morte no Nilo”, continuação de “Assassinato no Expresso do Oriente”, que traz Kenneth Branagh de volta ao papel do detetive Hercule Poirot. A prévia do novo mistério, embalada por “Policy of Truth”, do Depeche Mode, apresenta os suspeitos de um assassinato cruel durante uma viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo. Curiosamente, a prévia faz questão de esconder quem morreu, com uma edição que mostra a vítima em várias cenas como se fosse suspeita de seu próprio assassinato. E esta não é a única peculiaridade da montagem. Envolvido em escândalos sexuais, o ator Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”) tem a presença dramaticamente minimizada, tornando-se o único integrante do elenco grandioso a não receber closes no trailer. Além de Hammer e Branagh, o filme reúne Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”), Annette Bening (“Capitã Marvel”), Letitia Wright (“Pantera Negra”), Ali Fazal (“Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”), Sophie Okonedo (“Hellboy”), Emma Mackey (“Sex Education”), Dawn French (“Delicious”), Rose Leslie (“Game of Thrones”), Jennifer Saunders (“Absolutely Fabulous”), Russell Brand (“Arthur, o Milionário Irresistível”) e Tom Bateman, que retoma o papel de Monsieur Bouc de “Assassinato no Expresso do Oriente”, embora o personagem não faça desta história, em sua versão original. Branagh também dirige a adaptação, como fez em “Assassinato no Expresso do Oriente”, filme que também contou com o mesmo roteirista, Michael Green, e praticamente a mesma premissa. A diferença básica é que, em vez de um trem europeu, desta vez o detetive Poirot tem que descobrir um assassino a bordo de um navio de luxo na África. O livro de Agatha Christie em que a produção se baseia foi publicado em 1937 e já teve uma adaptação anterior no cinema. Em 1978, também serviu de continuação para “Assassinato no Expresso Oriente” (1974) e reuniu outro elenco notável, formado por Bette Davis, Jane Birkin, Angela Lansbury, Maggie Smith, Mia Farrow, David Niven, Jon Finch e George Kennedy, além de Peter Ustinov no papel de Poirot. A estreia está marcada para 10 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer abaixo, em versões legendada e dublada em português.

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  • Filme

    Prêmio Critics Choice destaca “Amor, Sublime Amor” e “Belfast”

    13 de dezembro de 2021 /

    Brigando desde os anos 1990 com o Globo de Ouro, o Critics Choice Awards foi para cima do prêmio rival nesta segunda-feira (13/12). Aproveitando o vexame da falta de prestígio da cerimônia da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), que não será televisionada em 2022, a Associação do Critics Choice fez alarde de seus indicados cinematográficos, que foram revelados praticamente na mesmo instante em que o Globo de Ouro anunciou sua lista. A relação dos filmes indicados ao prêmio da crítica americana foi liderada pelo musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, e por “Belfast”, drama semibiográfico de Kenneth Branagh, com 11 nomeações, seguidos por “Duna” e “Ataque dos Cães”, que também empataram com 10 menções cada um. Logo atrás, houve mais um empate, entre “Licorice Pizza” e “O Beco do Pesadelo”, com 8 indicações. A lista das atrações das categorias televisivas foi anunciada na semana passada, destacando “Succession”, da HBO, na disputa por 8 prêmios. Além de revelar os concorrentes no mesmo dia do Globo de Ouro, o Critics Choice Awards 2022 também vai acontecer na mesma data, em 9 de janeiro. Quem vacilou, neste caso, foi o Globo de Ouro, que marcou sua premiação para o dia anteriormente reservado pelos críticos americanos, esperando que o evento rival alterasse seus planos. Isto não aconteceu e ainda acirrou os ânimos. Era a exibição televisiva que fazia o Globo de Ouro ser respeitado. Mas agora é o Critics Choice que tem a TV ao seu lado, ocupando inclusive a vaga do evento da HFPA na programação do canal pago TNT no Brasil. A implosão do Globo de Ouro é dramática, consequência de boicote não só da rede NBC, que decidiu deixar de exibir o evento em 2022, mas também de estúdios e das principais agências de talentos da América do Norte e do Reino Unido, que proibiram as maiores estrelas de Hollywood de prestigiar sua cerimônia. A reação inédita foi consequência de várias denúncias contra a HFPA, que até o ano passado não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética de integrantes da organização – em suma, a votação tinha cartas marcadas. Mesmo comprometendo-se a mudar, para não perder seus privilégios e os milhões do contrato televisivo, a HFPA decepcionou os poucos que acreditaram em suas promessas, anunciando a impressionante integração de seis críticos negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. Exibida em meio à polêmica, a premiação do Globo de Ouro de 2021 teve a pior audiência do prêmio em todos os tempos, assistida por 6,9 milhões de pessoas. Uma catástrofe quase apocalíptica em comparação aos 18,3 milhões que sintonizaram no ano anterior. Se o Critics Choice Awards render boa audiência em 2022, o prêmio dos críticos estrangeiros de Hollywood pode não ter mais volta. Para contrastar ainda mais com a percepção negativa do Globo de Ouro, os responsáveis pela cerimônia dos críticos americanos escalaram dois apresentadores negros, os atores Taye Diggs (“All American”) e Nicole Byer (“Loosely Exactly Nicole”), para comandar o evento. E devem contar com a participação da maioria dos astros indicados, ao contrário do Globo de Ouro. Veja abaixo a lista dos indicados nas categorias de cinema. Melhor Filme “Belfast” “No Ritmo do Coração” “Não Olhe Para Cima” “Duna” “King Richard – Criando Campeãs” “Licorice Pizza” “O Beco do Pesadelo” “Ataque dos Cães” “tick, tick… BOOM!” “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator Nicolas Cage – “Pig” Benedict Cumberbatch – “Ataque dos Cães” Peter Dinklage – “Cyrano” Andrew Garfield – “tick, tick… BOOM!” Will Smith – “King Richard” Denzel Washington – “The Tragedy of Macbeth” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Olivia Colman – “A Filha Perdida” Lady Gaga – “Casa Gucci” Alana Haim – “Licorice Pizza” Nicole Kidman – “Being the Ricardos” Kristen Stewart – “Spencer” Melhor Ator Coadjuvante Jamie Dornan – “Belfast” Ciarán Hinds – “Belfast” Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Jared Leto – “Casa Gucci” J.K. Simmons – “Being the Ricardos” Kodi Smit-McPhee – “Ataque dos Cães” Melhor Atriz Coadjuvante Caitríona Balfe – “Belfast” Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Ann Dowd – “Mass” Kirsten Dunst – “Ataque dos Cães” Aunjanue Ellis – “King Richard” Rita Moreno – “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator/Atriz Jovem Jude Hill – “Belfast” Cooper Hoffman – “Licorice Pizza” Emilia Jones – “No Ritmo do Coração” Woody Norman – “Sempre em Frente” Saniyya Sidney – “King Richard” Rachel Zegler – “Amor, Sublime Amor” Melhor Elenco “Belfast” “Não Olhe Para Cima” “Vingança & Castigo” “Licorice Pizza” “Ataque dos Cães” “Amor, Sublime Amor” Melhor Direção Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Kenneth Branagh – “Belfast” Jane Campion – “Ataque dos Cães” Guillermo del Toro – “O Beco do Pesadelo” Steven Spielberg – “Amor, Sublime Amor” Denis Villeneuve – “Duna” Melhor Roteiro Original Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Zach Baylin – “King Richard” Kenneth Branagh – “Belfast” Adam McKay, David Sirota – “Não Olhe Para Cima” Aaron Sorkin – “Being the Ricardos” Melhor Roteiro Adaptado Jane Campion – “Ataque dos Cães” Maggie Gyllenhaal – “A Filha Pedida” Siân Heder – “No Ritmo do Coração” Tony Kushner – “Amor, Sublime Amor” Jon Spaihts, Denis Villeneuve, Eric Roth – “Duna” Melhor Fotografia Bruno Delbonnel – “The Tragedy of Macbeth” Greig Fraser – “Duna” Janusz Kaminski – “Amor, Sublime Amor” Dan Laustsen – “O Beco do Pesadelo” Ari Wegner – “Ataque dos Cães” Haris Zambarloukos – “Belfast” Melhor Design de Produção Jim Clay, Claire Nia Richards – “Belfast” Tamara Deverell, Shane Vieau – “O Beco do Pesadelo” Adam Stockhausen, Rena DeAngelo – “A Crônica Francesa” Adam Stockhausen, Rena DeAngelo – “Amor, Sublime Amor” Patrice Vermette, Zsuzsanna Sipos – “Duna” Melhor Edição Sarah Broshar and Michael Kahn – “Amor, Sublime Amor” Úna Ní Dhonghaíle – “Belfast” Andy Jurgensen – “Licorice Pizza” Peter Sciberras – “Ataque dos Cães” Joe Walker – “Duna” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Luis Sequeira – “O Beco do Pesadelo” Paul Tazewell – “Amor, Sublime Amor” Jacqueline West, Robert Morgan – “Duna” Janty Yates – “Casa Gucci” Melhor Cabelo e Maquiagem “Cruella” “Duna” “Os Olhos de Tammy Faye” “Casa Gucci” “O Beco do Pesadelo” Melhores Efeitos Especiais “Duna” “Matrix Resurrections” “O Beco do Pesadelo” “007 – Sem Tempo para Morrer” “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” Melhor Comédia “Barb & Star Go to Vista Del Mar” “Não Olhe Para Cima” “Free Guy” “A Crônica Francesa” “Licorice Pizza” Melhor Animação “Encanto” “Flee” “Luca” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “Raya e o Último Dragão” Melhor Filme em Língua Estrangeira “A Hero” (Irã) “Drive My Car” (Japão) “Flee” (Dinamarca) “A Mão de Deus” (Itália) “The Worst Person in the World” (Noruega) Melhor Canção Be Alive – “King Richard” Dos Oruguitas – “Encanto” Guns Go Bang – “Vingança & Castigo” Just Look Up – “Não Olhe Para Cima” No Time to Die – “007 – Sem Tempo para Morrer” Melhor Trilha Sonora Nicholas Britell – “Não Olhe Para Cima” Jonny Greenwood – “Ataque dos Cães” Jonny Greenwood – Spencer” Nathan Johnson – “O Beco do Pesadelo” Hans Zimmer – “Duna”

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  • Filme

    Belfast: Vencedor do Festival de Toronto ganha trailer nostálgico e tenso

    23 de outubro de 2021 /

    A Focus Features divulgou mais um pôster e o segundo trailer de “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), que venceu o Festival de Toronto ao recriar o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Predominantemente em preto e branco, a prévia alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, as músicas e até as séries de TV dos anos 1960, mas também os perigos da era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Vencedor de mais três prêmios internacionais, “Belfast” tem lançamento previsto para 12 de novembro nos EUA e apenas três meses depois, em fevereiro de 2022 no Brasil.

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  • Filme

    “Belfast”, novo filme de Kenneth Branagh, vence Festival de Toronto

    18 de setembro de 2021 /

    “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), foi o grande vencedor do Festival de Toronto. A produção levou o People’s Choice Award durante o encerramento do evento na noite deste sábado (18/9). O principal prêmio de Toronto não tem júri e é resultado da votação do público do festival canadense. E o gosto desse público costuma bater com os eleitores do Oscar. No ano passado, por exemplo, “Nomadland” venceu Toronto e, meses depois, o Oscar de Melhor Filme. Além de “Belfast”, o People’s Choice Award destacou “Scarborough”, drama indie canadense dirigido por Shasha Nakhai e Rich Williamson, e “The Power of the Dog”, western da diretora Jane Campion produzido pela Netflix, em 2º e 3º lugares, respectivamente, além de “The Rescue”, dos diretores E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, como melhor documentário, e “Titane”, da francesa Julia Ducournau, que venceu o Festival de Cannes, como melhor título da mostra Midnight Madness. “Estou emocionado, tocado e profundamente grato”, disse Branagh em comunicado sobre a conquista de “Belfast”. O drama do cineasta também conquistou a crítica internacional, arrancando elogios rasgados durante sua passagem pelo festival canadense e pelo Festival de Telluride, nos EUA. “Um dos melhores filmes do ano, sem dúvida”, definiu o veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Com suas principais cenas rodadas em preto e branco, o longa recria o período de tumultos políticos do final dos anos 1960 na Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Considerado o filme mais pessoal de Branagh, que cresceu na região retratada, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. O filme tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.

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  • Filme

    Belfast: Novo filme de Kenneth Branagh é considerado “um dos melhores do ano”

    5 de setembro de 2021 /

    “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), teve sua première no Festival de Telluride neste fim de semana, e segundo as primeiras críticas publicadas nos EUA, posicionou-se para brigar pelo Oscar. O filme, que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora, foi considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Além de rasgar elogios para o diretor, que nasceu em Belfast na época retratada, ele chama a fotografia em preto e branco e a recriação cenográfica da época de “impressionantes”, e não esquece de elogiar a trilha sonora, com oito canções de Van Morrison, definindo o filme como “fantástico”. A crítica do também experiente Stephen Farber, na revista The Hollywood Reporter, apontou que se trata do “filme mais pessoal” de Branagh, que também assinou o roteiro, baseando-se em memórias de sua infância. E destacou que a emoção transmitida pela história “é marcante”. “Apesar de falhos, os personagens principais são tão bem definidos e lindamente interpretados que não podemos deixar de nos envolver em suas lutas diárias, bem como na decisão mais ampla que eles enfrentam sobre abandonar sua casa pela perspectiva incerta de novos horizontes”, apontou. Outro crítico respeitado, Peter Debruge, da revista Variety, comparou “Belfast” a “Roma”, do mexicano Alfonso Cuarón, que também era uma produção em preto e branco centrada nas memórias de seu diretor e igualmente girava em torno de uma família num período de conflitos civis – e que acabou conquistando três Oscars em 2019. Mas chama atenção para uma diferença importante entre os dois trabalhos. “Anos de palco ensinaram Branagh como comover e manipular uma audiência, e esses instintos tornam sua história muito mais acessível que a de Cuarón”. Predominantemente em preto e branco, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Após a première em Telluride, o filme será exibido na próxima semana no Festival de Toronto, no Canadá, e tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.

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  • Filme

    Belfast: Drama de Kenneth Branagh ganha trailer nostálgico e tenso

    4 de setembro de 2021 /

    A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Predominantemente em preto e branco, a prévia alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música e até as séries de TV, mas também os perigos dos anos 1960, a era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro, culminando no massacre conhecido como “Bloody Sunday”. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Com première marcada para este mês nos festivais de Toronto, no Canadá, e Telluride, nos EUA, “Belfast” tem lançamento previsto em 16 de dezembro no Brasil.

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  • Filme,  Música

    Kenneth Branagh vai filmar cinebiografia dos Bee Gees

    10 de março de 2021 /

    O cineasta Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”) vai trocar as adaptações de Shakespeare e Agatha Christie pela música pop. Ele assinou contrato com a Paramount Pictures para dirigir um filme biográfico dos Bee Gees. O filme vai seguir o começo humilde dos irmãos Barry, Maurice e Robin Gibb na Austrália, durante os anos 1960, até sua jornada para se tornar um fenômeno pop mundial com o sucesso da trilha sonora do filme “Embalos de Sábado à Noite” (Saturday Night Fever) em 1977. O roteirista Ben Elton está escrevendo o longa, que ainda não tem título oficial. Ele e Branagh trabalharam recentemente juntos em outra cinebiografia, “A Pura Verdade”, de 2018, sobre William Shakespeare. A Amblin Entertainment, de Steven Spielberg, assina a produção em parceria com a GK Films, de Graham King, produtor de “Bohemian Rhapsody”. Barry Gibb também está listado como produtor executivo. Ele é o último membro sobrevivente da banda, após a morte de Maurice em 2003 e de Robin em 2012. Recentemente, os Bee Gees também foram tema de um documentário da HBO, intitulado “How Can You Mend a Broken Heart”, lançado em dezembro passado com direção de Frank Marshall (“Resgate Abaixo de Zero”).

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  • Série

    Kenneth Branagh viverá Boris Johnson em série sobre a pandemia

    23 de janeiro de 2021 /

    O ator e diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”) vai interpretar o primeiro-ministro britânico Boris Johnson numa minissérie britânica sobre a pandemia global. Intitulada “This Sceptred Isle”, a produção do canal pago Sky irá mapear a reação do governo do Reino Unido ao coronavírus, em meio ao Brexit e à própria infecção de Johnson. A trama de cinco capítulos também vai acompanhar o impacto da pandemia na Grã-Bretanha e a resposta de cientistas, enfermeiras e médicos do serviço público de saúde enquanto trabalham para conter o vírus. A trama de cinco capítulos é baseada no testemunho real de várias pessoas, incluindo integrantes do governo e de médicos na linha de frente na luta contra a doença, e a história ainda contará com consultoria de Tim Shipman, editor político do jornal The Sunday Times. “This Sceptred Isle” tem produção e direção do cineasta Michael Winterbottom (“Greed: A Indústria da Moda”), que também co-escreveu o roteiro com Kieron Quirke (criador de “Cuckoo”). As gravações começarão no início de 2021 e a estreia está prevista para o outono europeu (primavera no Brasil) de 2022.

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  • Filme

    Tenet irrita com explicações, mas fascina com ação

    15 de novembro de 2020 /

    A decisão da Warner de lançar “Tenet” nos cinemas mesmo com os índices de contaminação ainda altos e com o público temeroso de pisar em uma sala de exibição foi arriscada. Com isso, o filme do diretor Christopher Nolan tornou-se o único “blockbuster” do semestre, já que houve uma rejeição a “Os Novos Mutantes” – um filme bem simpático e que mereceria um pouco mais de consideração. Começar o texto falando de loucura de lançar “Tenet” em plena pandemia contrasta com o fato de Nolan ser reconhecido como um diretor cerebral. Em seus filmes, quem fica com os neurônios pegando fogo é o público. E se as pessoas acharam “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014) complicados, “Tenet” eleva essa complexidade a uma outra escala. Quando se acha que está começando a entender a trama, Nolan apresenta novas cenas para deixar o espectador perdido novamente. Mas é preciso respeitar um cineasta que é capaz de fazer um filme caro como este, de difícil compreensão, sem um protagonista do nível de Leonardo DiCaprio (“A Origem”) ou Matthew McConnaughey (“Insterestelar”), e seu estúdio apostar que isso atrairia um número considerável de espectadores em plena pandemia. “Tenet” é um filme que faz o público variar sua reação ao longo da projeção. Dá para se irritar com as explicações sobre as balas reversas, depois achar fascinante a história de um mundo reverso e ficar bastante impressionado com as cenas de ação, e em especial com o som, com a qualidade de som do filme, que numa sala IMAX é estrondoso. A trilha sonora, a cargo do sueco Ludwig Göransson, lembra algumas bandas de rock industrial, como o Ministry. É possível embarcar na proposta de Nolan: um diretor com uma fascinação absoluta pelo tempo, e que vem brincando com isso de maneira cerebral ao longo de toda sua filmografia, talvez desde a sua obra de estreia. Lembremos que em Nolan até o sonho é racionalizado, vide “A Origem”. Até porque, com “Tenet”, ele reforça sua posição como um dos cineastas mais determinados a realizar ficção científica da maneira mais séria possível. Ou seja, trazendo conceitos científicos reais, de física e química, para a construção de uma trama complexa. O problema (ou seria a solução?) é que ele não quis fazer um filme de ficção científica, mas uma espécie de thriller de espionagem à moda de James Bond, com o mérito de trazer um protagonista negro e cheio de carisma. John David Washington foi uma grande aposta, já que seu papel de maior destaque até então tinha sido “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, um filme mais direcionado ao circuito alternativo. Aqui ele incorpora um James Bond meio perdido, mas que nunca abandona a elegância. Sempre com um terno chique, mesmo quando está às voltas com lutas braçais com criaturas vindo do futuro. O fato de o protagonista (ele não tem nome no filme) estar tão perdido quanto o espectador não deixa de ser um alento. Aliás, é curioso que, na época da divulgação do filme, contou-se que nem o elenco entendeu a história de “Tenet”. Então, quando vemos os personagens dialogando sobre conceitos complicados de uma maneira até um tanto robótica, a impressão é que Nolan realmente não se importou muito com a preparação dos atores, mais interessado na mise-en-scène, como Alfred Hitchcock tempos atrás. As cenas que mais se aproximam de uma sensação dramática ou minimamente sentimental vem da personagem de Elizabeth Debicki, que interpreta a esposa do personagem de Kenneth Branagh, um homem que tem em suas mãos o destino do universo. Uma das sequências mais empolgantes do filme, inclusive, acontece quando os dois coadjuvantes estão em um barco. Por outro lado, as cenas de ação mais ambiciosas, como as perseguições rodoviárias, parecem um pouco engessadas. Mas ainda assim funcionam como um alívio para o cérebro nas duas horas e meia de duração que, acredite se quiser, passam voando.

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  • Série

    O Jovem Wallander é renovada para 2ª temporada

    7 de novembro de 2020 /

    A Netflix anunciou a renovação do drama europeu “O Jovem Wallander” (Young Wallander) para sua 2ª temporada. O detetive criado por Henning Mankell (1948–2015) numa coleção de romances policiais já tinha ganhado uma série sueca (2005-2013) estrelada por Krister Henriksson (“The Fall”) e uma atração britânica (2008–2016) com Kenneth Branagh (“O Assassinato no Expresso do Oriente”) no papel principal, antes da Netflix produzir sua versão. A adaptação de streaming estreou em setembro como o ator sueco Adam Pålsson (“Avenue 5”) como uma versão bem mais jovem do detetive Kurt Wallander. A série não é um prólogo, mas uma releitura moderna do personagem, com Kurt Wallander navegando no ambiente violento da Suécia atual. Na 1ª temporada, ao não conseguir salvar um adolescente de um ataque horrível, Wallander teve que aprender a lidar com sua culpa para solucionar o crime. A 1ª temporada foi escrita por Ben Harris, que assina a maioria dos episódios da recente “Devils”, dirigida por Ole Endresen (“Bulletproof”) e Jens Jonsson (“A Espiã”), e coproduzida por Berna Levin (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) para a produtora sueca Yellow Bird. Os parceiros de Harris em “Devils”, Chris Lunt e Michael A. Walker, vão ajudar a escrever a 2ª temporada, que deve ir ao ar em 2021. Veja abaixo o trailer original da produção.

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    Tenet chega aos cinemas brasileiros

    29 de outubro de 2020 /

    Adiado várias vezes por causa da pandemia de coronavírus, “Tenet” finalmente estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (29/10), mas sem causar o furor imaginado pela Warner, quando o estúdio resolveu apostar que seu lançamento faria o público perder o medo da covid-19 para lotar novamente as salas de exibição. Como o Brasil é o penúltimo país do mundo a recebê-lo – antes apenas da Argentina – , o desencanto com seu desempenho já se tornou constatação. Em números frios, “Tenet” acabou faturando US$ 341 milhões em todo o mundo, após mais de dois meses de exibição, mas não empolgou o público na América do Norte, onde sua bilheteria estacionou em US$ 52,5 milhões. Orçado em cerca de US$ 200 milhões, ele deveria fazer três vezes esse valor na bilheteria – uma regrinha tosca para chegar no break even, o ponto de equilíbrio em que o prejuízo acaba. Ficou longe de conseguir e essa dificuldade serviu de alerta para os estúdios rivais, que decidiram adiar todos seus grandes lançamentos para 2021 – ou, no caso da Disney, disponibilizá-los diretamente em streaming. Há quem argumente que “Tenet” foi a aposta errada para ser o grande chamariz do público e ressuscitar o parque exibidor. Não é nenhuma franquia e ainda quis ser “difícil” em toda sua campanha publicitária. Pior, sua suposta ousadia nem sequer encantou a crítica, tradicionalmente seduzida pelas obras do diretor Christopher Nolan. Ficou com 71% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o que significa que é bom, mas não é imperdível. O filme tem sequências fantásticas, como uma perseguição de carros em marcha a ré, mas sua história de espionagem é bastante simplória – impedir um vilão de destruir o mundo – , embora Nolan tente complicá-la por meio de uma artifício de estilo, ao brincar com a linearidade do tempo. Nolan iniciou sua carreira contando um filme de trás para frente – “Amnésia”, em 2000. Desta vez, faz o tempo avançar e recuar em situações-chaves, utilizando como desculpa para essa opção narrativa uma invenção cartunesca de vilão típico dos thrillers de James Bond. Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” tem um visual espetacular e um elenco impressionante, que inclui John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, sem esquecer de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). A outra “grande” estreia de cinema deste fim de semana é a comédia nacional “De Perto Ela Não É Normal”, mais um monólogo teatral transformado em filme, depois do sucesso de “Minha Mãe É uma Peça” e “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que eu Vou”. Suzana Pires adapta e estrela a versão de cinema da peça que ela apresentou nos palcos em 2006. A protagonista é Suzy, uma mulher madura, casada com seu namoradinho de infância (Marcelo Serrado) e com duas filhas crescidas, que segue exatamente a vida tradicional prescrita por sua mãe. Mas quando as filhas saem de casa e ela reencontra sua Tia Suely, Suzie resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma, evoluindo da condição de “mãe de família” para mulher empoderada e bem-sucedida. A direção é de Cininha de Paula (“Crô em Família” e “Duas de Mim”) e o elenco é cheio de celebridades televisivas, que ajudam a dar maior apelo popular a seu tipo de humor – cheio de piadas escatológicas. Entre os famosos do elenco estão as cantoras Ivete Sangalo e Gaby Amarantos, os apresentadores Angélica e Otaviano Costa, os comediantes Samantha Schmütz, Heloisa Perissé, Orlando Drummond e Cristina Pereira, o ex-“A Fazenda” Gominho, o veterano símbolo sexual Henri Castelli e a travesti Jane Di Castro, que faleceu na sexta passada (23/10). O filme foi seu último trabalho. Há mais uma ficção brasileira na lista: “Cabrito”, terror premiado no festival Fantaspoa. Primeiro longa escrito e dirigido por Luciano de Azevedo, o filme é uma ampliação do curto homônimo do cineasta, lançado em 2015, e sua coleção de bizarrices, contadas ao longo de três capítulos, é a única alternativa disponível para quem busca um programa cinematográfico de Halloween (31/10). O circuito de arte, por sua vez, destaca a comédia “Tel Aviv em Chamas”, que traz o conflito entre palestinos e israelenses para os bastidores de um programa de TV. O filme de Sameh Zoabi foi premiado no Festival de Veneza e pela Academia de Cinema de Israel. A programação se completa com dois documentários nacionais. Veja abaixo os trailers dos seis lançamentos desta quinta (29/10).

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